quarta-feira, 31 de janeiro de 2024

Pagina Inicial


Clique na imagem e localize a Telemensgem Bate Coração

______________________________________________________

Utilidade Pública - 

Clique aqui e acesse os novos números da P.M.Ubá




_______________________________________________     __

Primeiro fim de semana da Primavera deve ser o mais quente do ano; 11 capitais estão em alerta 

Criança brinca em chafariz no Viaduto do Chá, no centro de São Paulo, onde os termômetros podem chegar aos 38ºC. [Imagem: Vincent Bosson]

O primeiro fim de semana da primavera no Brasil deve ser o mais quente do ano até agora. Onze estados brasileiros e o Distrito Federal estão em alerta para altas temperaturas e os termômetros devem ultrapassar 43ºC em alguns pontos do país.

Confira a previsão

Além do Distrito Federal, o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) emitiu alerta de grande perigo para: Maranhão, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia, Mato Grosso, Pará, Goiás, Mato Grosso do Sul e Tocantins. O aviso vale até as 18h de terça-feira (26).

Na cidade de São Paulo, os termômetros podem chegar a 38ºC na tarde do domingo, segundo projeção do Climatempo. Se isso ocorrer, essa será a maior temperatura já registrada no município desde o início das medições, há 80 anos. O recorde anterior da cidade foi batido em 2014, quando os termômetros da capital registraram 37,8ºC. Sábado, a máxima deve ser de 34ºC na capital.

No interior de São Paulo, o calor deve ser ainda maior — os termômetros batendo os 43ºC em cidades das regiões norte e oeste do estado. Na cidade do Rio de Janeiro, a máxima deve ser de 41ºC no domingo, também segundo o Climatempo. Sábado, os termômetros devem atingir os 34ºC.

Outros estados também devem atingir os 40ºC. São eles: Paraná, Goiás, Rondônia, Amazonas, Pará, Tocantins, Bahia, Piauí e Maranhão, além do Distrito Federal. Em algumas localidades, o calor deve se estender pela próxima semana. A capital com previsão de maiores temperaturas hoje e amanhã é Cuiabá (MT), onde os termômetros devem chegar a 42ºC no pico do calor, amanhã, segundo o Inmet. Na manhã de sábado, os termômetros já marcaram 30ºC em alguns pontos da cidade.

A onda de calor que atinge o Brasil é resultado de um bloqueio atmosférico que impede a passagem das frentes frias pelo país.

Temporais no sul

O Rio Grande do Sul, que ainda se recupera dos danos causados por um ciclone, não deve ser atingido pela onda de calor. O estado iniciou a primavera com tempestades de granizo em municípios como Bagé, Morro Redondo e Pelotas.

Porto Alegre e a região metropolitana de Porto Alegre têm núcleo de instabilidade forte que causarão chuvas ao longo do dia com possibilidade de alagamentos. Há alerta da Defesa Civil estadual para temporais isolados, com chuva forte e intensa, possível queda de granizo e rajadas de vento acima dos 80 km/h nas regiões oeste, campanha e sul do Rio Grande do Sul, informou o MetSul.

Níveis de alerta do Inmet

O instituto separa os níveis de alerta em três categorias:

Alerta amarelo: perigo potencial. Situação meteorológica potencialmente perigosa. Cuidado na prática de atividades sujeitas a riscos de caráter meteorológico. Mantenha-se informado sobre as condições meteorológicas previstas e não corra risco desnecessário.

Alerta laranja: perigo. Situação meteorológica perigosa. Mantenha-se muito vigilante e informe-se regularmente sobre as condições meteorológicas previstas. Inteire-se sobre os riscos que possam ser inevitáveis. Siga os conselhos das autoridades.

Alerta vermelho: situação meteorológica de grande perigo. Estão previstos fenômenos meteorológicos de intensidade excepcional. Grande probabilidade de ocorrência de grandes danos e acidentes, com riscos para a integridade física ou mesmo à vida humana. Mantenha-se informado sobre as condições meteorológicas previstas e os possíveis riscos. Siga as instruções e conselhos das autoridades em todas as circunstâncias e prepare-se para medidas de emergência.

Leia também:

Menina de 10 anos coleta DNA de Papai Noel para descobrir se ele existe 

BC libera pedidos de saque de dinheiro esquecido 

Os clientes de bancos vão poder pedir o saque do dinheiro e saber quanto vão receber no sistema de Valores a Receber. 

O sistema de Valores a Receber reabriu às 10h da terça-feira (7), mas usuários estavam com dificuldades para usar o sistema pelo excesso de consultas. Os clientes de bancos vão saber o valor do dinheiro esquecido e solicitar o saque.

Segundo o Banco Central, mais de 300 mil pessoas estavam na fila de espera. "A fila está andando rápido", informou a assessoria de imprensa do BC. Até então o BC havia liberado apenas a consulta para a pessoa saber se tinha ou não dinheiro esquecido nas contas. Mas não era possível saber o valor nem realizar saques.

A consulta do valor disponível para saque pode ser feita no site do Banco Central (veja abaixo o passo a passo). Depois do pedido de devolução, o dinheiro será depositado em até 12 dias úteis, mesmo que a pessoa tenha selecionado para receber via Pix.

Quem tem dinheiro esquecido

Já no início da semana (6), foram feitas 23,8 milhões de consultas para descobrir se havia dinheiro esquecido ou não. O BC diz que 6,9 milhões dessas consultas (29% do total) têm dinheiro a receber.

Quantas pessoas vão receber por faixa de valor

·                   Até R$ 10: 29.282.110 (62,55%)

·                   Entre R$ 10,01 e R$ 100: 12.195.837 (26,05%)

·                   Entre R$ 100,01 e R$ 1.000: 4.694.862 (10,03%)

·                   Acima de R$ 1000,01: 643.105 (1.37%)

Veja como retirar o dinheiro

Passo 1:

Acessar o site valoresareceber.bcb.gov.br e informe:

·                   Pessoa física: CPF e data de nascimento

·                   Pessoa jurídica: CNPJ e data de abertura

Passo 2

Faça login com a conta Gov.br (nível prata ou ouro).

Se o cidadão ainda não tiver conta nesse nível, deve fazer logo o cadastro ou aumentar o nível de segurança (no caso de contas tipo bronze) no site ou no aplicativo Gov.br.

Para valores de pessoa jurídica, precisa ter Conta gov.br com o CNPJ vinculado.

Passo 3

Leia e aceite o Termo de Responsabilidade.

Passo 4

Verifique o valor a receber, a instituição que deve devolver o valor e a origem (tipo) do valor a receber. O sistema poderá fornecer informações adicionais, se for o caso.

Passo 5

Clique na opção indicada pelo sistema:

"Solicitar por aqui": para devolução do valor via Pix, em até 12 dias úteis, o usuário deverá escolher uma das chaves Pix, informar os dados pessoais, e guardar o número de protocolo caso precise entrar em contato com a instituição.

"Solicitar via instituição": voltado para usuários que não têm Pix. Neste caso, será preciso entrar em contato pelo telefone ou e-mail informado para combinar com a instituição a forma de retirada.

Na tela de informações dos valores a receber, o cidadão deve consultar os canais de atendimento da instituição clicando no nome dela. O cidadão vai ter que esperar em uma fila virtual se tiver muita gente querendo entrar no sistema ao mesmo tempo¿

O BC informa que o sistema vai informar o número de usuários na sua frente e a estimativa de tempo de espera.

Dinheiro esquecido em bancos poderá ser sacado

Consulta estava suspensa desde maio de 2022. O sistema permite sacar dinheiro esquecido em bancos e outras instituições financeiras. O BC estima que R$ 6 bilhões estejam disponíveis para cerca de 38 milhões de pessoas físicas e 2 milhões de pessoas jurídicas.

O resgate poderá ser solicitado em março. Se ao fazer a consulta o resultado for positivo, o cidadão terá que retornar ao site no dia 7 de março, a partir das 10h, para solicitar a devolução.

A consulta de valores de pessoas falecidas é uma das novidades. Nesta nova fase também foram incluídas contas de pagamento pré ou pós-paga encerradas com saldo disponível, contas mantidas por corretoras e distribuidoras.

O dados vão ficar disponíveis para quem tem conta conjunta. Se um dos titulares solicitar o valor, o outro, ao entrar no sistema, conseguirá ver valor, data e CPF de quem solicitou.

acesso para valores de falecidos será permitido para herdeiros, testamentários, inventariantes ou representante legal, informando os dados de contato da instituição responsável pelo valor e a faixa de valor.

Atenção para possíveis golpes

É importante ficar atento para não cair em golpes: nunca clique em links suspeitos enviados por e-mail, SMS, WhatsApp ou Telegram, nem faça qualquer tipo de pagamento para ter acesso aos valores.

Nenhuma instituição vai te pedir para fornecer dados pessoais ou senhas para liberar o dinheiro.

Todos os serviços do Valores a Receber são gratuitos.

Dinheiro esquecido

O Sistema de Valores a Receber permite que pessoas físicas e jurídicas consultem valores de:

·                   Contas corrente ou poupança encerradas com saldo disponível

·                   Tarifas cobradas indevidamente

·                   Parcelas ou obrigações relativas a operações de crédito cobradas indevidamente

·                   Cotas de capital e rateio de sobras líquidas de beneficiários de cooperativas de crédito

·                   Recursos não procurados de grupos de consórcio encerrados

·                   Contas de pagamento pré-paga e pós-paga encerradas com saldo disponível

·                   Contas de registro mantidas por corretoras e distribuidoras encerradas com saldo disponível

·                   Outros recursos disponíveis nas instituições para devolução

Filas no sistema de Valores a Receber

O Banco do Brasil afirmou que o SVR está funcionando a plena carga para atender a todos os interessados em recuperar os recursos "esquecidos" no sistema financeiro. Veja abaixo o posicionamento do banco:

"Como é comum em sistemas que recebem uma enorme quantidade de acessos em curto espaço de tempo, o SVR organiza automaticamente uma fila e informa ao usuário sua posição e previsão de atendimento. Esse mesmo procedimento é utilizado, por exemplo, na abertura da venda de ingressos para um show muito procurado.

Nessas primeiras horas de funcionamento, uma vez dentro do sistema, o tempo para os usuários requererem seus recursos tem sido menor que o esperado.

O SVR está adequando o cálculo do tempo esperado em fila para refletir essa experiência real dos usuários, o que deve reduzir a previsão em espera informada ao cidadão.

Naturalmente, passadas as primeiras horas de funcionamento a demanda deve diminuir e, consequentemente, as filas. O BC tranquiliza os cidadãos de que os recursos permanecerão a sua disposição pelo tempo que for necessário e que todos serão atendidos o mais rapidamente possível, sem necessidade de agendamento de horário certo como na primeira fase, em 2022."

Entre expectativa e realidade o que esperar de 2023? 

Apesar dos três últimos anos caóticos, os brasileiros estão otimistas para 2023, aponta estudos.


Com menos planos para o ano que o ano que se inicia, os brasileiros mudam hábitos de consumo e misturam sentimentos como angústia e esperança. 

No começo de 2022, as expectativas eram muitas, especialmente em relação à volta dos eventos públicos. Com tantos acontecimentos agendados, como eleições, Copa do Mundo, shows e festivais, os brasileiros ficaram esperançosos e ansiosos pela volta, enfim, da vida social mais agitada. Segundo um relatório da MindMiners, empresa de tecnologia que oferece ferramentas para pesquisa de mercado, 42% dos respondentes tinham estabelecido objetivos para 2022 e já estavam trabalhando para alcançá-los em fevereiro, quando o levantamento foi feito.

Mas, dessas pessoas, quantas realmente conseguiram conquistar esses objetivos dentro deste ano? E com algumas incertezas permanecendo, como a situação dos casos de covid-19 com novas variantes, quais são as expectativas para 2023? A seguir, confira os principais destaques do estudo da MindMiners e como essas projeções vão interferir nos hábitos de consumo.

Expectativas para 2023: dinheiro e saúde continuam no topo

As expectativas para o próximo ano se dividem entre os respondentes: enquanto metade estabeleceu metas, a outra metade não criou nenhum plano. Essas metas estão relacionadas principalmente a dinheiro (54%), saúde física e mental (50% e 49%), vida profissional (47%) e lazer (36%). Menos citadas, estão os objetivos relacionadas a educação (33%), bens materiais de grande porte, como casa e carro (28%), beleza e estética (22%) e família (18%).

As únicas metas que aumentaram para 2023 em relação ao estabelecido para 2022 foram:

o       guardar dinheiro (77%, 3% a mais);

o       começar alguma modalidade de exercícios, como yoga ou pilates (27%, 2% a mais);

o       trocar de emprego (27%, aumento de 7%);

o       ir em shows e festivais de música (39%, aumento de 3%);

o       começar ou concluir um novo período acadêmico (55%, 9% a mais);

o       fazer um curso de curto período (aumento de 4%);

o       e renovar o guarda-roupas (65%, 4% a mais que em 2022).

O restante permaneceu o mesmo ou tiveram as expectativas reduzidas para 2023, como investir em negócio próprio, fazer exames de rotina, consultar um psicólogo, ter reconhecimento profissional, assistir a mais séries, aprender um novo idioma e comprar uma casa.

O que foi cumprido em um ano? 

Sabe aquela lista de metas feitas no final de 2021? Aparentemente elas serão empurradas para 2023 ou abandonadas em 2022 mesmo. Dos 42% que tinham estabelecido objetivos em fevereiro de 2022, apenas 28% disseram ter conseguido cumpri-los – número 10 pontos percentuais a menos do que o declarado sobre 2021.

Assim como os planos que estão em mente para 2023, as metas traçadas para 2022 estavam relacionadas especialmente a dinheiro, saúde física e mental e vida profissional. Planos com educação, no entanto, vinham antes de lazer.

Dentre os objetivos para este ano relacionados à saúde em geral, estavam o desejo de melhorar os hábitos alimentares, citado por 73% dos planejadores. Essa, contudo, pode ser uma das metas não realizadas se analisarmos os dados do relatório Consumer Insights, da Kantar.

O estudo mostrou que o consumo de alimentos processados aumentou, e os brasileiros substituíram o consumo de frango nas refeições principais (que caiu 11%) pelo de linguiça, hambúrguer e salsicha (que aumentou 21%, 23% e 27%, respectivamente). Os dados são relativos a junho de 2021 a junho de 2022.

Segundo a Kantar, uma das possíveis explicações para a queda na qualidade da alimentação é a inflação, que fez os consumidores deixarem de comprar alguns produtos e mesclarem alimentos de menor qualidade nutricional (e menor preço, também) com outros mais nutritivos.

Finanças preocupam, mas brasileiros também estão esperançosos

Como a pesquisa da MindMiners mostrou, dinheiro é o principal tema citado quando o assunto foram as metas de 2022 e as expectativas para 2023. Entre a metade dos respondentes que possuem um emprego, 28% deles têm o hábito de guardar dinheiro, 23% guarda e investe e 17% apenas investe – nesse último grupo, houve um aumento de 5 pontos percentuais do começo para o fim do ano.

Porém, em relação às dívidas, o cenário permaneceu o mesmo, com 42% dos respondentes com algumas dívidas e 14% deles com muitas dívidas. Além disso:

– mais da metade (57%) das pessoas com dívidas não têm previsão de quando irão regularizá-las;

– 47% diz que isso prejudica no planejamento de planos para o futuro;

– 36% afirma que isso afeta a autoestima;

– 17% diz que isso as deixa sem esperanças.

Um levantamento da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) aponta que 40,05% dos brasileiros adultos estavam negativados em outubro de 2022, o equivalente a 64,87 milhões de pessoas. O número é um recorde desde que o levantamento começou a ser realizado, há 8 anos. “O brasileiro ainda sente no bolso os efeitos dos últimos aumentos das taxas de juros e dos preços dos alimentos. Apesar da inflação ter diminuído, no dia a dia isso ainda não é sentido nos produtos de consumo básico, que seguem aumentando. Esse cenário impacta diretamente no orçamento familiar”, diz o presidente da CNDL, José César da Costa.

Outro levantamento da CNDL e do SPC, em convênio com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) aponta que o desemprego vem afetando o estado físico e emocional dos brasileiros. Em comparação com 2020, em 2022 emoções como ansiedade e angústia aumentaram 23 e 27 pontos percentuais.

Angústia, aliás, foi a emoção citada por 18% dos respondentes da pesquisa da MindMiners. O sentimento substituiu o tédio, apontado por 20% deles no começo de 2022. O restante dos sentimentos permanecem semelhantes e os dados mostram que, apesar de ansiosos, os brasileiros também estão esperançosos.

Como as expectativas para 2023 refletem nos hábitos de consumo?

E se a esperança ainda existe, as expectativas para 2023 já foram criadas, mesmo que muita gente não tenha estabelecido metas. O estudo “Principais Tendências de Consumo 2023”, do Sebrae, cita também a esperança como alavanca para o consumidor querer retomar um comportamento mais social. Mais cautelosos em relação ao dinheiro e mais cuidadosos com a saúde, os consumidores estão adaptando seus hábitos de consumo. Assim, algumas tendências listadas para o ano que vem pelo Sebrae são:

– Consumo Intencional: mais pesquisa e menos compras por impulso. O consumidor busca produtos e serviços que combinem com seus valores e propósitos;

– Consumo com Consciência Ambiental: reutilização e upcycling seguem em 2023, com produtos sendo trocados, doados, reaproveitados etc.;

– Consumo de Infoprodutos: materiais criados e distribuídos digitalmente continuarão no radar dos consumidores que buscam cursos online e vídeos sobre idiomas, dicas de viagem, gastronomia, música, entre outros assuntos.

Para conquistar os consumidores mais econômicos e conscientes, algumas das recomendações do Sebrae são oferecer diferentes formas de compra e de acesso ao crédito; produtos que melhorem o dia a dia; experiências que envolvam os sentidos; e praticar e incorporar os princípios ESG (Environmental, Social and Corporate Governance) nas ações.

 

Trabalhadores "esqueceram" R$ 562,9 milhões no PIS/Pasep; veja quem tem direito e como sacar 

Segundo a CEF, mais de 600 pessoas deixaram de sacar os valores

Os profissionais que trabalharam com carteira assinada na iniciativa privada ou atuaram como servidores públicos em 2020 podem ter direito de sacar o abono do PIS/Pasep de R$ 1.212 neste ano. 

Segundo dados do Ministério do Trabalho e Previdência, que administra os recursos, há R$ 562,9 milhões "esquecidos" na Caixa Econômica e no Banco do Brasil. Ao todo, quase 600 mil deixaram de sacar os valores, conforme os dados mais recentes do ministério.

O PIS (Programa de Integração Social) é pago pela Caixa a trabalhadores contratados por meio da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). Já o Pasep (Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público) é depositado pelo Banco do Brasil a profissionais do setor público.

O abono é liberado todo ano conforme calendário aprovado pelo Codefat (Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador). Em 2022, os depósitos referentes ao ano-base de 2020 foram liberados em fevereiro e março. No entanto, quem não conseguiu sacar tem até 29 de dezembro deste ano para ter o benefício.

ABONOS NÃO SACADOS

Tipo de abono — Beneficiários — Valores

PIS —                           262.699 — R$ 248 milhões

Pasep —                          334.218 — R$ 314,8 milhões

Total —                             596.917 — R$ 562,9 milhões

QUEM TEM DIREITO AO ABONO DO PIS/PASEP

O profissional que trabalhou com carteira assinada ou em órgão público por, no mínimo, 30 dias, consecutivos ou não, no ano-base de pagamento. Além disso, é preciso estar cadastrado no programa ou no Cnis (Cadastro Nacional de Informações Sociais) há pelo menos cinco anos.

Também é necessário ter recebido até dois salários mínimos, em média, como remuneração mensal no ano-base. Os dados precisam ter sido informados pelo empregador (pessoa jurídica ou governo) corretamente na Rais (Relação Anual de Informações Sociais) ou no eSocial.

PAGAMENTO É PROPORCIONAL AOS MESES TRABALHADOS

O pagamento do PIS/Pasep é proporcional ao número de meses trabalhados no ano-base. O cálculo considera 1/12 do salário mínimo válido na data do pagamento, multiplicado pelo número de meses trabalhados no ano correspondente, com arredondamento para cima, segundo o Ministério do Trabalho e Previdência.

Se o beneficiário trabalhou o ano todo, recebe o valor cheio. Se trabalhou um mês, receberá R$ 101. Frações de 15 dias, ou mais, são consideradas como 30 dias.

Meses trabalhados — Valor do abono

1 mês —                         R$ 101,00

2 meses —                     R$ 202,00

3 meses —                     R$ 303,00

4 meses —                     R$ 404,00

5 meses —                     R$ 505,00

6 meses —                     R$ 606,00

7 meses —                     R$ 707,00

8 meses —                     R$ 808,00

9 meses —                     R$ 909,00

10 meses —                   R$ 1.010,00

11 meses —                   R$ 1.111,00

12 meses —                   R$ 1.212,00

QUANTO JÁ FOI PAGO NESTE ANO

Dados do Ministério do Trabalho e Previdência atualizados até 21 de junho mostram que já foram liberados mais de R$ 21 bilhões a 23,854 milhões de profissionais neste ano. Ao todo, 21,458 milhões receberam o PIS, num total de R$ 19,4 bilhões em recursos, e 2,4 milhões sacaram o Pasep, com R$ 2,7 bilhões pagos.

SAIBA RECEBER O ABONO DO PIS DE 2022

A consulta ao benefício pode ser feita pelo telefone 158, no aplicativo Carteira de Trabalho Digital e no portal gov.br. O site dá acesso às mesmas informações sobre o abono que estão na Carteira de Trabalho Digital.

O saque é feito na Caixa Econômica Federal. Para quem é cliente, o depósito ocorre diretamente na conta. Quem não tem conta na Caixa recebe os valores na poupança social digital, movimentada pelo aplicativo Caixa Tem.

No aplicativo, é possível pagar boletos, fazer compras ou transferir o dinheiro para outra conta bancária. O saque é permitido após gerar uma senha, e há a possibilidade de realizar Pix.

Quem tem Cartão do Cidadão e senha pode sacar o abono nos caixas eletrônicos, nas lotéricas e nos correspondentes Caixa Aqui.

VEJA COMO RECEBER O ABONO DO PASEP DE 2022

Já o Pasep é pago pelo Banco do Brasil conforme o número final da inscrição do servidor. Quem é cliente recebe direto em conta. Quem ainda não recebeu terá até o dia 29 de dezembro para reclamar os valores.

Nos caixas eletrônicos do Banco do Brasil ou no portal www.bb.com.br/pasep, o trabalhador pode fazer a transferência por meio de TED (Transferência Eletrônica Disponível) para sua conta bancária. É preciso informar o número de inscrição no Pasep, CPF e data de nascimento.

Também é possível realizar o saque nas agências do Banco do Brasil, apresentando documento oficial de identidade, como RG, passaporte ou CNH (Carteira Nacional de Habilitação).

CALENDÁRIO DE 2019

Segundo o ministério, trabalhadores que tiveram o abono salarial referente ao ano-base de 2019 e não sacaram no prazo estipulado pelo governo poderão pedir para receber os valores de forma presencial, em uma das unidades regionais do MTP (Ministério Público do Trabalho).

Para abrir o processo de recebimento, chamado de remissão, é preciso ir ao local levando um documento com foto. Se não for possível, o pedido pode ser feito por email. O endereço é trabalho.uf@economia.gov.br, colocando no lugar de uf a sigla do estado em que mora. Por exemplo, para Minas Gerais o endereço é trabalho.mg@economia.gov.br.

Os pedidos do abono em atraso começam sempre a partir de 31 de março e não há nenhuma relação com o pagamento do calendário atual. O saque também é permitido até o dia 29 de dezembro.

 


Os hackers não dormem

(clique na imagem e acesse a matéria)

(Clique aqui e acesse o site Have I Been Pwned e verifique se sua conta de e-mail já foi utilizada sem sua permissão) 


Zélia Duncan ‘espeta’ presidente e diz que Bolsonaro tem 'obsessão em devastar terras indígenas'

(clique na imagem e acesse a matéria)

[clique na imagem e acesse a matéria]

TCU enquadra Bolsonaro e seca mina de dinheiro destinada às TVs religiosas




Entenda por que o preço da gasolina é tão alto

Em anos eleitorais os preços dos combustíveis tendem a aumentar devida à instabilidade política inerente ao período.

O que define o valor no Brasil? A alta do dólar, cotação internacional e impostos atuam na formação do preço dos combustíveis. O preço da gasolina ao longo do ano de 2021 sofreu reajustes de mais de 70% nas refinarias e pesou no bolso dos brasileiros. 

A alta no valor do barril de petróleo e a cotação do dólar são alguns dos fatores que afetam diretamente o aumento dos preços. Para entender como o valor da gasolina é definido, os efeitos dos reajustes constantes dos combustíveis na inflação e como a instabilidade no cenário político e econômico afetam esse cenário, é preciso verificar diversos fatores..

Entenda o que define o preço da gasolina


Do momento em que o combustível sai das refinarias até a chegada ao consumidor, cinco componentes formam o preço final dos combustíveis:
Realização Petrobras;
Distribuição e revenda;
Custo do Etanol Anidro/Custo do Biodiesel;
ICMS;
Cide, PIS/Pasep e Cofins.

O que cada um representa na formação do preço dos combustíveis:


1 - Realização Petrobras:
A Realização Petrobras se refere ao valor pago pelas distribuidoras à petrolífera pelo seu serviço nas refinarias. Nesse valor, estão inclusos os custos de produção e os lucros da Petrobras.
2 - Distribuição e revenda

A parcela de distribuição e revenda custeia o armazenamento e o transporte dos combustíveis, além dos serviços prestados pelos postos. Esse item varia de acordo com as estruturas de custo de cada empresa da cadeia e de características específicas de cada mercado, como nível de concorrência ou distância dos polos de entrega dos produtos.

3 - Etanol anidro e biodiesel


O etanol anidro é um composto formado quase 100% por álcool, adicionado na gasolina de acordo com especificações previstas em lei. O produto ajuda na combustão e contribui para a diminuição da emissão de monóxido de carbono, um gás poluente que resulta da queima de gasolina.

O biodiesel, combustível adicionado ao diesel e também previsto em lei, é uma alternativa para automóveis com motor a diesel. Ele é derivado de óleos vegetais e gorduras, o que significa que é uma fonte de energia renovável. Seu índice de poluição também é menor que o do diesel derivado de petróleo.

Pela regra em vigor, uma portaria de 2006 da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), a gasolina vendida nos postos deve ter 73% de gasolina e 27% de etanol anidro. Já o diesel deve conter 90% diesel e 10% biodiesel em 2022.

4 - ICMS: o que é e por que varia?


O ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) é um tributo estadual que incide sobre a venda final de produtos, com alíquotas definidas pelos estados. No caso dos combustíveis, a alíquota é cobrada sobre um preço de referência, chamado de PMPF (Preço Médio Ponderado ao Consumidor Final), definido pelos governos estaduais a cada 15 dias, com base em pesquisa nos postos.

Na gasolina, a alíquota varia entre 25%, como em São Paulo, e 34%, caso do Rio de Janeiro. Para o diesel, a alíquota varia entre 12% e 25%.

5 - Cide, PIS/Pasep e Cofins


A Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico) é um tributo federal que se refere às atividades de importação e comercialização de petróleo e seus derivados, gás natural e seus derivados, e álcool etílico combustível.

PIS/Pasep são tributos federais cobrados de órgãos públicos e de empresas, para pagar benefícios como o abono salarial e o seguro-desemprego. A Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social) é outro tributo federal que incide sobre empresas. Ela é calculada a partir da receita bruta das instituições e custeia esferas básicas da seguridade social brasileira, como investimentos em saúde, Previdência Social e programas nacionais de assistência social.

A Cide e o PIS/Cofins são valores fixos, definidos pelo governo federal. Um litro de gasolina A, que sai da refinaria, paga R$ 0,10 de Cide e R$ 0,7921 de PIS/Cofins. A Cide do diesel está zerada. A PIS Cofins é R$ 0,3525 por litro de diesel A, antes da mistura com biodiesel.
 

E por que o preço da gasolina aumenta?


O preço dos combustíveis acompanha mais de perto o mercado internacional desde 2016, quando foi implantada a política de paridade de importação, na qual é definido o preço de paridade de importação (PPI).

O PPI é um valor de referência, calculado com base no preço de aquisição do combustível (no caso do Brasil, geralmente o preço negociado em Houston, nos EUA), mais os custos logísticos até o polo de entrega do derivado - o que inclui fatores como o frete marítimo, taxas portuárias e o transporte rodoviário - e as margens para remunerar riscos inerentes à operação. O valor também é influenciado pela cotação do dólar.

A referência para as cotações internacionais é o petróleo do tipo Brent, negociado em Londres. Em 2021, ele superou o pico atingido em 2018, ano em que ocorreu a greve dos caminhoneiros.

A alta refletiu a recuperação da economia global após os períodos de isolamento do início da pandemia. A maior atividade fez com que a procura superasse a oferta de petróleo, aumentando o preço do produto.

No Brasil, o dólar, moeda na qual o petróleo é cotado no mercado internacional, manteve-se valorizado em relação ao real, o que também contribuiu para elevar durante o ano o valor em reais do produto importado.

Isso fez subir o preço praticado pelos postos e, como consequência, elevou também a parcela de ICMS nesse valor, já que o tributo é calculado com base no valor de venda do combustível. 

Como o cenário político e econômico afeta o preço


Os efeitos de períodos de instabilidade política sobre o câmbio ajudam a pressionar os preços internos dos combustíveis, já que tendem a tornar o valor em reais mais caro. Isso tem sido comum em períodos pré-eleitorais, por exemplo, quando o dólar costuma reagir a incertezas sobre a troca de governo.

Em 2002, o então candidato da situação à Presidência da República, José Serra (PSDB), chegou a pedir publicamente que a Petrobras parasse de reajustar o preço do gás de cozinha, já que os frequentes aumentos tinham impacto negativo em sua campanha.

Naquele ano, a moeda americana subiu mais de 50% frente ao real. Com os frequentes repasses da Petrobras, o preço do botijão de gás de 13 quilos mais do que dobrou, com alta de 133% entre janeiro e dezembro. A gasolina subiu 63% no mesmo período.

Em 2014, também diante de forte desvalorização da moeda, o governo Dilma Rousseff (PT) decidiu segurar os preços, gerando um embate com a direção da Petrobras. Em depoimentos dados ao Ministério Público em 2015, a ex-presidente da estatal, Graça Foster, contou detalhes da queda-de-braço.

Ela chegou a dizer que a companhia estava "no limite" devido aos impactos do represamento em seus indicadores de endividamento, mas que o então ministro da Fazenda, Guido Mantega, era quem tinha a palavra final.

Logo após a vitória de Dilma, com o petróleo em queda, o governo autorizou os reajustes de 3% na gasolina e 5% no diesel e recomendou à diretoria "passar um tempo com os preços acima da paridade a fim de recompor as defasagens do passado".

Recentemente, uma combinação de motivos internos e externos contribuiu para que a cotação do dólar subisse em relação ao real. Entre eles estão a incerteza sobre o futuro da pandemia e a instabilidade política do país.

Jair Bolsonaro (PL) iniciou seu mandato com dólar na casa dos R$ 3,80, mas a cotação da moeda americana ultrapassou a barreira dos R$ 5 no início da pandemia e vem se mantendo desde então acima desse patamar, tornando-se um fator adicional de pressão sobre os preços dos combustíveis.

Preço da gosalona no mundo


Como o petróleo é uma commodity, ou seja, seus preços são internacionais, uma alta no custo do petróleo será sentida em todos os países. Esse preço internacional é influenciado pelas decisões da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), grupo que em 2022 inclui 12 nações produtoras: Angola; Argélia; Líbia; Nigéria; Arábia Saudita;  Emirados Árabes Unidos; Irã; Iraque; Kuwait; Qatar; Equador e Venezuela.

Esse grupo atua como um cartel, ou seja, toma em conjunto decisões sobre exploração, produção e exportação/importação de petróleo que afetam o custo do produto. Por exemplo, se a Opep decide reduzir a produção de petróleo, mas a demanda continua no mesmo nível, o preço aumenta.

O Brasil, apesar de estar em 8° no ranking das maiores reservas de petróleo do mundo, não é um país membro da Opep. Em 2019, Jair Bolsonaro mencionou que gostaria que o seu país fizesse parte da organização, mas que provavelmente exigiria que o Brasil limitasse sua produção de petróleo.

Na pandemia, por exemplo, a organização atua para que, independentemente de crises, os preços sejam praticados de forma que não prejudiquem os países membros da organização. Embora o preço do petróleo seja internacional e afete todos os países, em cada um o valor dos combustíveis dependerá da política interna de reajustes e da política de impostos de cada nação.

O preço da gasolina ao longo dos anos


O preço da gasolina em 2021 atingiu os valores mais altos desde que começou a ser registrado mensalmente, em 2003, pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis).

A média de quase R$ 7,00 é a maior em 18 anos na série histórica, tanto no preço final pago pelo consumidor quanto o preço ajustado pela inflação. Medido pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), o nível da inflação chegou a 10,67% em 12 meses no ano de 2021.

Afinal, qual deveria ser o preço real da gasolina? 


A pergunta é impossível de ser respondida de forma geral, justamente porque o preço depende de todas as condições acima. Além disso, o preço da gasolina depende de fatores que não podem ser controlados pelo mercado nacional de combustíveis - como a cotação do dólar ou o preço internacional do petróleo. 


                                                

    


         clique na imagem e acesse os itinerários   
                                                                      

                                                           <<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<!!!!!!!>>>>>>>>>>>>>>>>>>>> 



Há 73 anos era proclamada a Declaração Universal dos Direitos Humanos

(clique aqui e acesse o documento na íntegra)


Coordenadores pedem demissão e Enem pode ser prejudicado



A menos de um mês do Ensino Nacional do Ensino Médio, dois coordenadores da prova pedem exoneração. Com tudo pronto, processos que acontecem durante e após aplicação da prova, podem ser emaranhados. 

Dois coordenadores do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) que trabalham em áreas ligadas ao Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) pediram exoneração de seus cargos na última semana.

Eduardo Carvalho Sousa, coordenador de Exames para Certificação, protocolou seu pedido de demissão no dia 1º, e, Hélio Júnio Rocha Morais, coordenador da Logística de Aplicação, oficializou no dia 5.

Segundo servidores do Instituro, na condição de anonimato, os pedidos acontecem por discordância das decisões do atual presidente do Inep, Danilo Dupas, que não são consideradas de caráter técnico, e assédio moral por parte do chefe da autarquia contra os funcionários.

Além do Enem, os coordenadores eram responsáveis pelo Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes) e o Encceja (Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultas).

A prova do Enem está pronta, no entanto, de acordo com os servidores, processos feitos durante e após a aplicação do exame podem ser prejudicados. A divulgação das notas, por exemplo, é um deles.

O cronograma para a edição de 2022 também deveria começar a ser feito nas próximas semanas. As demissões ainda não foram publicadas no Diário Oficial, o que deverão ocorrer em breve.

Enem 2021: Qual o impacto na prova das demissões em massa de servidores?

Servidores do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) pediram exoneração de seus cargos, oficialmente dia 8 (novembro), segunda-feira. Dos 30 que saíram, 27 trabalhavam em áreas diretamente ligadas ao Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) e 22 são coordenadores de área.

A prova acontece em 21 e 28 de novembro (penúltimo e último domingo do mês) e já está pronta, por isso as datas não devem ser alteradas. Mas as mudanças no organograma em funções estratégicas podem atrapalhar os processos que acontecem após aplicação do exame, como a correção e a divulgação das notas.

Parte desses servidores serviam como uma espécie de "radar", monitorando possíveis problemas e apontando soluções no dia do exame. Na edição de 2020, houve alguns incidentes que precisaram ser contornados, como salas superlotadas, o que impediu diversos alunos de fazerem o Enem.

Além disso, a operação de aplicação do exame é bastante complexa, com toda uma logística para manter o sigilo das provas. As empresas envolvidas temem inclusive uma falta de interlocução com o instituto após a saída desses profissionais mais experientes.

Também pode impactar no cronograma para a edição de 2022, que deveria começar a ser feito nas próximas semanas. Um dos exonerados, por exemplo, tinha a tarefa de acompanhar a empresa terceirizada para a aplicação da prova, para fiscalizar se seriam cumpridos os requisitos e termos acordados em contrato.

Outros servidores faziam parte do envio em tempo real de informações sobre o exame para o Inep, além de estarem envolvidos com a análise das perguntas. Vestibulares tradicionais contabilizam apenas o número de erros e acertos, atribuindo um valor fixo às questões, mas o Enem funciona diferente. Usa uma metodologia especial, chamada Teoria de Resposta ao Item (TRI).

Neste modelo estatístico, o valor de cada uma das questões varia de acordo com o percentual de acertos e erros dos estudantes naquele item. Assim, os itens que os estudantes acertarem mais serão considerados fáceis e, por essa razão, valerão menos pontos na composição da nota final. Já os itens com menor número de acertos por parte dos estudantes serão considerados difíceis e, por essa lógica, valerão mais pontos. É por isso que é muito comum dois participantes acertarem o mesmo número de itens, mas terem médias finais diferentes no Enem.

Como essa comparação é volumosa e sensível, leva alguns meses para ser feita - normalmente as notas são divulgadas em março do ano seguinte. Ainda não se sabe como essas vagas serão preenchidas ou como esse problema com o know-how desse sistema será resolvido.

Foram 32 demissões em uma semana. Os pedidos de saída dos servidores acontecem de forma coletiva e, como uma medida para pressionar pela saída do atual presidente do órgão, Danilo Dupas, que se mantém no cargo pela relação pessoal com o ministro Milton Ribeiro. Inicialmente, foram confirmadas 13 demissões, já na segunda-feira (8), depois, o número aumentou.


Leia também:             

Clique nas imagens e acesse as matérias 



Dia Nacional de Combate ao Fumo

No Brasil morrem mais de 440 pessoas por dia devido ao problemas causados pelo tabagismo

Centenário de Paulo Freire
Paulo Freire (1921-1997). Clique na imagem e acesse biografia e um pouco da vida e obra do mais célebre educador brasileiro, com atuação e reconhecimento internacionais.  


Como paulo guedes ficou milionário e se beneficiou com a alta do dólar?
Para o ministro, o dólar alto seria positivo porque, "empregada doméstica estava indo para a Disney, uma festa danada", completou.

Os documentos que mostram que o ministro da Economia é dono de uma offshore milionária são parte de um megavazamento de informações que expôs figuras públicas de diversos países, batizado de Pandora Papers.


Em quase três anos à frente do Ministério da Economia, Paulo Guedes deu uma coleção de declarações polêmicas e muitas delas envolvendo o dólar, que ficou quase 40% mais caro desde o início do governo de Jair Bolsonaro.


Algumas dessas frases foram relembradas nas redes sociais pelos brasileiros no domingo (3/10), quando veículos de imprensa mostraram que Guedes mantém US$ 9,55 milhões (mais de R$ 50 milhões) nas Ilhas Virgens Britânicas, um paraíso fiscal no Caribe.
As reportagens foram feitas no âmbito do Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ), do qual fazem parte, no Brasil, a revista Piauí, os portais Metrópoles e Poder 360 e a Agência Pública.


Entre as manchetes compartilhadas, os brasileiros relembraram um episódio de fevereiro de 2020, quando o ministro afirmou que o dólar alto seria positivo porque "empregada doméstica estava indo para a Disney, uma festa danada". Antes disso, em novembro de 2019, Guedes afirmou, em visita a Washington, que os brasileiros deveriam "se acostumar" com o câmbio mais alto, que seria um reflexo da nova política econômica, com juro de equilíbrio mais baixo. "O dólar está alto? Problema nenhum, zero", disse, na ocasião.


Mais recentemente, em junho, já com o dólar consistentemente acima de R$ 5, o ministro repetiu, em fala na Fiesp, que ele e sua equipe queriam o "juros mais baixos e câmbio de equilíbrio um pouco mais alto". O dólar hoje representa, indiretamente, uma das principais pressões sobre a inflação, com impacto que vai dos preços de combustíveis aos dos alimentos, passando inclusive pelos produtos fabricados pela indústria nacional, já que muitos usam componentes importados.


Para quem tem investimentos no exterior, contudo, o dólar mais caro tem um efeito positivo, já que faz crescer o equivalente em reais das aplicações. Foi isso o que aconteceu com os recursos mantidos na Dreadnoughts International, a empresa offshore fundada por Guedes em setembro de 2014 nas Ilhas Virgens Britânicas.


A alta do dólar desde 2019 fez com que o patrimônio valorizasse pelo menos R$ 14 milhões. Hoje, o equivalente em reais dos US$ 9,55 milhões aportados na empresa é de R$ 51 milhões. Como as decisões e declarações do ministro têm impacto direto sobre o mercado de câmbio, muitos especialistas enxergam um conflito de interesses direto entre o cargo público exercido por Paulo Guedes e seu papel como investidor.


As offshores não são ilegais no Brasil, desde que os recursos sejam declarados à Receita Federal. A diferença, neste caso, é o fato de que Guedes é servidor público. O Código de Conduta da Alta Administração Federal proíbe, em seu Artigo 5º, que funcionários do alto escalão mantenham aplicações financeiras passíveis de serem afetadas por políticas governamentais, no Brasil e lá fora.


Em suas manifestações à imprensa, o ministro tem reiterado que cumpriu o que ordena o código de conduta e que, como manda a norma, informou à Comissão de Ética Pública sobre seus negócios no prazo estipulado, até dez dias após assumir o cargo.


Nesse aspecto, uma outra questão emergiu por meio do Pandora Papers: o caso só foi julgado no último mês de julho, mais de dois anos e meio depois. A Comissão decidiu arquivar sem divulgar suas razões, sob a justificativa de que o caso seria sigiloso por envolver dados sensíveis.


O advogado Wilton Gomes, mestre e doutor pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), considera "absurdo" o período de dois anos que a comissão levou para avaliar o caso do ministro. Para ele, ainda que exista a questão de sigilo, os motivos que embasaram a decisão são uma questão de interesse público e, por isso, deveriam ser discutidos de forma mais transparente.


Sobre o parecer, ele afirma que a redação do Artigo 5º do Código de Conduta é clara para o caso de Guedes. "O conflito de interesse está instaurado, por mais que não tenha havido ação deliberada para aquela finalidade. Não é preciso comprovar que ele teve alguma atitude que o favorecesse, mas evitar o conflito de interesse", afirmou.


Assim, para Gomes, a conduta correta seria que ou o ministro repatriasse os recursos ou, caso decidisse mantê-los no exterior, que se afastasse do cargo. Depois da repercussão do caso, por meio de nota, a Comissão de Ética Pública da Presidência afirmou que, diferentemente do que dizem as reportagens, a declaração de Guedes foi analisada em maio de 2019 — essas informações, contudo, não constam nas atas e notas disponíveis no site da comissão e às quais a própria nota faz referência.

Além da questão do câmbio

O potencial conflito de interesses entre o "Paulo Guedes ministro" e o "Paulo Guedes investidor" vai além do câmbio. Uma questão que pode afetar diretamente seus recursos no exterior é a tributação desses valores. Hoje, os rendimentos que pessoas físicas têm com empresas offshore só são taxados quando há saques desses investimentos.


Em uma proposta enviada pelo Ministério da Economia ao Congresso para alterar a tabela do Imposto de Renda e outros tributos estava previsto que essa cobrança sobre ganhos em offshore fosse feita anualmente, em caso de empresas estabelecidas em paraísos fiscais. Depois, porém, isso foi retirado, em comum acordo entre Guedes e o relator da matéria na Câmara, o deputado Celso Sabino (PSDB-PA).


O parlamentar disse no final de julho que pretendia reincluir a mudança, mas projeto de lei foi aprovado no início de setembro na Câmara sem esse ponto e agora está em análise no Senado. A BBC News Brasil tentou ouvir o deputado por telefone em seu gabinete e no celular, mas ninguém atendeu às ligações.


A proposta de taxar anualmente os ganhos em offshore gerou resistência de setores econômicos que mantêm recursos no exterior. Em evento organizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Guedes disse em julho que a ideia foi retirada no Congresso para não complicar a tramitação do projeto de lei.
"O que estiver certo, acertamos aqui com a indústria… 'Ah, não, tem que pegar as offshores e não sei quê'. Começou a complicar? Ou tira ou simplifica. Tira. Estamos seguindo essa regra", afirmou.


"Não vamos botar em risco a retomada do crescimento econômico sustentável, que é o que está acontecendo. Então, quero deixar essa mensagem tranquilizadora. Quero agradecer o apoio de todo mundo que está nos ajudando, levando sugestões, dizendo 'ó, cuidado que isso aqui está errado'", continuou o ministro, na ocasião.


A advogada Bianca Xavier, professora de direito tributário da Fundação Getúlio Vargas (FGV), reforça que não há ilegalidade em possuir recursos em uma offshore, desde que os valores sejam declarados à Receita Federal e ao Banco Central (no caso de superarem US$ 1 milhão) e que os tributos sejam pagos corretamente em caso de saques.


Segundo a professora, gerir recursos a partir de uma offshore no exterior, em geral, permite ao investidor pagar menos impostos quando se trata das cobranças sobre a empresa. Já quando a pessoa saca esses recursos, explica Xavier, ela terá que necessariamente pagar imposto sobre todos os ganhos de rendimento do período.


A vantagem da offshore, ressalta, é que o investidor não precisa pagar esse tributo regularmente, como ocorre no Brasil, mas apenas ao final da aplicação, quando saca. É o chamado diferimento de impostos.


Na sua visão, o ministro não parece estar agindo de modo antiético com relação a seus investimentos em offshore, já que partiu do próprio governo a proposta original de incluir na reforma tributária a taxação anual desses rendimentos. Para ela, é inevitável que o ministro lide com políticas que o afetem diretamente.


"Se for considerar um conflito ético, nenhum ministro da Fazenda poderia falar de Imposto de Renda. Todos nós somos contribuintes. Teria, então, que ser um ministro muito pobre para não ter nenhum tipo de renda. Acho que ele tem que seguir pela impossibilidade", afirma a professora.


No entanto, o ministro pode ser beneficiado por outro ponto desse projeto de lei aprovado na Câmara e que ainda está em análise no Senado. O texto que recebeu o aval dos deputados prevê alíquota reduzida de 6% para quem decidir pagar antecipadamente o imposto sobre bens no exterior incluídos na declaração de Imposto de Renda deste ano (ano base 2020).
A alíquota normal no caso de investimentos em offshore varia de 15% a 27,5%. Ou seja, se isso for aprovado também no Senado e Guedes aderir ao pagamento antecipado, poderia economizar parte do tributo devido.


A justificativa apresentada para essa medida é a necessidade do governo aumentar a arrecadação com a antecipação desse e de outros tributos — o projeto de lei também dá desconto para pagamento antecipado sobre ganho de capital com valorização de imóveis.
Bianca Xavier lembra que a gestão Bolsonaro prometeu atualizar a tabela do Imposto de Renda, o que significa aumentar o número de brasileiros isentos da cobrança e reduzir um pouco os impostos pagos pelos demais.


A antecipação de tributos ajudaria a compensar num primeiro momento essa perda de arrecadação — solução considerada controversa por especialistas, já que a receita menor com a atualização da tabela do Imposto de Renda será permanente. 

Presidente do BC também enfrenta questionamentos

À questão tributária, Pedro Rossi, professor do Instituto de Economia da Unicamp, acrescenta o âmbito regulatório. Paulo Guedes é, junto do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, membro do Conselho Monetário Nacional (CMN), que tem autonomia para aprovar uma série de medidas infralegais que também têm impacto sobre investimentos no exterior.


Campos Neto também foi citado no Pandora Papers. Sua offshore, a Cor Assets S.A, ficava situada no Panamá. À diferente de Guedes, contudo, ele encerrou as operações da empresa em julho do ano passado — mais de um ano depois de assumir a liderança do BC, contudo.
"São dois personagens da alta elite financeira, pessoas com milhões de dólares lá fora, beneficiados pela liberalização que eles mesmo promovem dentro dessa institucionalidade frouxa que alimenta conflito de interesses", diz o economista.

"Ambos têm influência sobre instrumentos de política cambial, fiscal e monetária, e estão conduzindo hoje o maior processo de liberalização financeira desde 1990", completa Rossi, referindo-se à iniciativa de mercados de capitais, conhecida pela sigla IMK, um conjunto de iniciativas que visa desenvolver o mercado de capitais no Brasil.


Entre as medidas aprovadas pelo CMN no âmbito do IMK ele destaca a ampliação das operações com derivativos no exterior, algo que, na sua avaliação, vai na contramão das discussões sobre redefinição do papel do Estado e controles sobre o mercado financeiro após a grande crise de 2008.


"A política fiscal, por exemplo, é mais democrática, passa pelo processo orçamentário, pelo legislativo. Já a política monetária e cambial depende de um conselho [CMN] que lhe dá diretrizes e que não tem representatividade, que toma decisões pouco democráticas e que é pouco transparente."


O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, diz que não fez nenhuma remessa de recursos ao exterior depois de assumir o cargo atual e que, desde então, não faz parte da gestão das suas empresas.

Guedes e Campos Neto negam irregularidades

Em nota, a assessoria de Paulo Guedes afirma que as atividades privadas dele anteriores à sua posse como ministro foram informadas aos órgãos competentes.


"Toda a atuação privada do ministro Paulo Guedes, anterior à investidura no cargo de ministro, foi devidamente declarada à Receita Federal, Comissão de Ética Pública e aos demais órgãos competentes, o que inclui a sua participação societária na empresa mencionada", diz trecho da nota que cita que a atuação de Guedes "sempre respeitou a legislação aplicável e se pautou pela ética e pela responsabilidade".


Já assessoria de imprensa de Campos Neto enviou nota afirmando que todo o seu patrimônio, no país e no exterior, foi declarado à Comissão de Ética Pública da Presidência da República, Receita Federal e ao Banco Central.


A nota diz ainda que Campos Neto não fez nenhuma remessa de recursos ao exterior depois de assumir o Banco Central e que, desde então, não faz parte da gestão das suas empresas.

Pandora Papers no exterior

Não foi apenas no Brasil que o Pandora Papers identificou políticos como proprietários ou beneficiários de empresas offshores. De acordo com o consórcio, ao todo, 35 líderes o ex-líderes de países em todo o mundo e outros 300 agentes públicos aparecem nos documentos vazados.

Entre as outras revelações feitas pelo consórcio estão informações sobre o uso de empresas offshore pelo ex-primeiro ministro britânico, Tony Blair para a compra de um escritório em Londres e a fortuna avaliada em US$ 94 milhões do rei Abdullah Il bin Al-Hussein, da Jordânia, em propriedades nos Estados Unidos e no Reino Unido.


Leia também:



Estou vacinado mas será que protegido em meio a uma potente variante?

Clique na imagem e acesse a matéria


A pandemia obrigou o planeta   a parar mas o desmatamento não deu trégua

Clique na imagem e assista ao vídeo sobre a matéria

O mundo perdeu o equivalente à superfície da Holanda (41.543 km²) em florestas tropicais, com o Brasil à frente da lista.

Minas Gerais distribui o 31º lote de vacinas contra a covid-19 para as 28 Unidades Regionais de Saúde


O Mach-Eau é uma fragrância premium feita a partir dos químicos emitidos no interior dos automóveis, dos motores e da gasolina.



Banco do Brasil abre concurso com mais de 2 mil vagas para todos os estados e o DF

Atenção: Este concurso teve alteração no quadro de vagas ocorrido dia 30.06.21, no Diário Oficial da União. Clique aqui e saiba das retificações.


A pandemia obrigou o planeta a parar mas o desmatamento não deu trégua

O mundo perdeu o equivalente à superfície da Holanda (41.543 km²) em florestas tropicais, com o Brasil à frente da lista.

Empresa suíça construirá fábrica em MG com investimento de R$ 400 milhões

Fábrica da Aryzta em Pouco Alegre gerá 1,3 mil empregos diretos e indiretos

O Estado mineiro terá, ainda neste ano, a quinta e maior fábrica no Brasil da Aryzta, empresa suíça produtora de pães para varejo e food service. 

Com investimento aproximado de R$ 400 milhões, a linha de produção que será inaugurada está localizada em Pouso Alegre, no Sul de Minas, a 332 km de Ubá, em linha reta ou 452 km sentido Barbacena, Lavras, Varginha e Pouco Alegre. Será a maior da empresa em todos os 19 países em que atua. 

Estamos anunciando mais um grande investimento para Minas Gerais. O bom ambiente de negócios em nosso estado fortalece a geração de emprego e renda. Minas é o melhor lugar para se investir. Estamos acumulando grandes números. Desde 2019 já somamos R$ 122 bilhões em novos negócios ou expansão”, destaca o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Fernando Passalio. 

Expansão de mercado

A Aryzta é a terceira maior indústria de panificação do mundo e tem em seu portfólio os pães de hambúrguer utilizados nas principais redes de fast food, como o pão australiano do restaurante Outback e as tortinhas vendidas pelo McDonald’s, além de pães artesanais, croissants, cookies, bolos, muffins, brownies.

Com obras iniciadas em abril de 2020, numa área de 18.713,63 m², a nova fábrica da Aryzta será a primeira da indústria de panificação no mundo a ter uma tecnologia de congelamento contínuo, o que significa que o pão será produzido de forma automatizada sem nenhuma interferência humana, garantindo a padronização do produto. 

Emprego e renda

A companhia prevê a geração de 300 empregos diretos e mais de mil indiretos, com uma capacidade de produção de até 75 mil pães por hora. A expectativa para o início das atividades operacionais da fábrica é novembro de 2021. 

O processo de desenvolvimento de uma fábrica para uma empresa multinacional exige dedicação especial, com envolvimento de equipes e fornecedores de diversos países. É preciso entender processos, prioridades, demandas e encontrar as melhores soluções. Contamos com um enorme apoio do Governo do Estado de Minas e da Prefeitura de Pouso Alegre. O empreendimento foi entregue no prazo mesmo com a obra tendo sida executada 100% em período de pandemia”, explica Viktor Nobre, sócio da BTS Properties, empresa responsável pelo empreendimento suíço em Minas Gerais..

 O diretor-presidente, João Paulo Braga, destacou o significado do empreendimento, especialmente para o estado mineiro. “Esse é um anúncio muito representativo em diversos aspectos. Primeiro, porque a fábrica foi construída inteiramente por empreendedor imobiliário mineiro, a BTS. Depois, porque estamos falando de uma empresa líder global em seu segmento e fornecedora de grandes redes como McDonald's, Burguer King, Subway e Outback. Por último, reforça o crescimento da indústria de alimentos e bebidas em Minas, visto que estamos atraindo grandes investimentos e empresas globais”, observa Braga. 

Fonte: Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais.

<<<<<<<<<<<<<<<<<<fábricadepães>>>>>>>>>>>>>>>>>>


Por que Bolsonaro e Globo se odeiam tanto?

A Globo e Bolsonaro travam "batalha" muito antes de o capitão se candidatar a presidência da república.

O episódio mais recente da beligerância  entre o presidente e a Globo foi na segunda-feira (21 de junho), em Guaratinguetá (SP), quando o Bolsonaro e sua comitiva estiveram na cidade do Vale do Paraíba. (Assista ao vídeo abaixo, produzido pelo site Poder 360).

Bolsonaro propala comentários contumeliosos contra a repórter da Rede Globo e à emissora

Aquela frase de uma que diz,"todo dia ela faz tudo sempre igual", parece não esclarecer o fato de praticamente não haver um dia em que o presidente Jair Bolsonaro, seus filhos ou seguidores fiéis não ataquem a Rede Globo, com ódio incomum e gigantesco.

A hashtag "globolixo" virou uma das mais postadas nas redes sociais por bolsonaristas. Mas, as pessoas desplugadas desse ódio de duas pontas pode não entender o que se passa nos bastidores do presente ou passado recente, por que essa beligerância é tão azeitada a cada dia que se passa.

Alguém já parou para pensar sobre o porquê de tanta animosidade entre o presidente e maior veículo de comunicação do país, que é líder de audiência na TV aberta, na  TV paga e no streaming? Qualquer político, em sã consciência, vislumbra estar bem com um dos maiores conglomerados de comunicação do mundo, mas Jair Bolsonaro, não.

Talvez as explicações sejam ainda parciais, mas buscar respostas do que está por trás da revolta de Bolsonaro e seus discípulos (e mentores, como Olavo de contra a Rede Globo, não é algo tão enredado assim. Quem sabe o primeiro motivo desse ódio presidencial encarnado atenda pelo nome de  "mágoa". 

Bolsonaro tem enorme rancor e mágoa com a TV Globo e todos os veículos do grupo, porque passou décadas na Câmara dos Deputados sendo ignorado (também nada fez de notável, é bom dizer). Onix Lorenzoni e Rodrigo Maia, dois deputados que nada produziam tinham mais visibilidade do que Bolsonaro e suas intempéries. As barafundas que o político-capitão encenava na Câmara não surtia efeito nas lentes da Globo e da maioria das TVs abertas e fechadas do Brasil e, consequentemente, do mundo.

Jair Messias Bolsonaro nunca foi ouvido em repercussões de grandes fatos nacionais ou internacionais, e nem mesmo do legislativo. Seus discursos não tinham a menor importância e sua existência era literalmente desprezada. Para a Globo, no passado, o deputado Bolsonaro era menos que um integrante do "baixo clero". Simplesmente quase invisível. Na TV comercial, o atual presidente só encontrou eco na mídia em programas de humor, como o "CQC", (Bandeirantes) ou o "Superpop", de Luciana Gimenez, na RedeTV.

Mas, Bolsonaro tem memória "seletiva". Ele não parece se lembrar que os agora queridinhos Record e SBT também nunca deram a menor importância para sua carreira e "obras" como deputado federal. A mágoa toda, porém, ficou só para a Globo, talvez porque seja a que tem mais audiência e visibilidade.

O segundo motivo do ódio pode se chamar "jornalismo". Além de não ter sido jamais notícia nos veículos do Grupo Globo - exceto de forma negativa—, o atual presidente da república tem enorme desprezo pelo chamado jornalismo profissional e, principalmente o crítico. Aliás, para quase tudo que há algum estudo ou análise, como os fatos científicos.

Autoritário e vaidoso, está muito claro que ele só aceita ser bajulado ou no mínimo tratado com reverência por veículos de comunicação e todo que estão a sua volta. Não aceita contrariedades e diferenças aos seus valores e achismos.

O estilo metódico, crítico, inquisidor e investigativo da Globo - e de jornais como a "Folha", revistas  "Veja" e outros veículos - incomoda e revolta profundamente o presidente, que sempre pregou (assim como Lula!!!) ser a alma mais honesta, proba e inocente do Brasil.

Com os filhos do presidente, que procuram criar um mimetismo com agentes secretos (são denominados informalmente de 00, 01, 02 e 03) a mesma coisa. Antes da eleição do pai eram cheios de "marra". Um dizia que não precisava de foro privilegiado; o outro desafiava alguém a achar um só ato de corrupção em sua carreira. Como todos sabem, não só os três filhos, como vários outros membros e ex-membros da família Bolsonaro estão enrolados agora com investigações que vão de suspeita de "rachadinha") a lavagem de dinheiro, sem falar na ameaça às instituições democráticas e formação de "gabinete do ódio", apontado por ex-apoiadores de Bolsonaro, como a deputada Joice Hasselmann.

O fato de a Globo ser um dos carros-chefe na publicação desse tipo de noticiário, e de ter sido inclusive a origem de algumas das investigações, não desce à goela do presidente da República. 

O terceiro motivo do ódio deve se chamar "sentimento de injustiça". Casos sobre Bolsonaro publicados pela Globo (e jamais confirmados), o revoltam de forma descontrolada. A divulgação, pelo "Jornal Nacional", de que um porteiro do condomínio onde o presidente vive, no Rio de Janeiro, teria dito à polícia que um dos assassinos da vereadora Marielle  Franco foi horas antes do crime à casa do presidente é outro motivo de rancor e desejo de vingança.

Jair Messias Bolsonaro também acredita que a TV carioca persegue seus filhos (assim como qualquer veículo que ouse falar dele ou sua prole) e acha que tudo se trata de  uma questão pessoal. Já se queixou publicamente que a Globo cobre investigações sobre a "rachadinha" (apropriação de parte dos salários de funcionários de gabinete) e só fala de seu filho Flávio e do ex-assessor dele, o militar aposentado Fabrício Queiroz. Enquanto isso ignora os outros deputados investigados no mesmo caso e não deixa de ter certa razão nesse ponto.
 
O quarto motivo se chama "dinheiro". Bolsonaro e seu ódio figadal pela Globo tentam minar pelo dinheiro o caixa da empresa. Controla a verba do governo não a direcionando à Globo. 
.
Desde sua posse, em janeiro de 2019, o presidente e seus apoiadores tentam de todas as formas sufocar a Globo financeiramente. Um levantamento informal feito pela coluna do jornalista Ricardo Feltrin relata que a TV Globo recebia em publicidade direta do governo federal (sem contar estatais e outros órgãos) entre R$ 400 milhões e R$ 500 milhões anuais nos governos finais de Lula, Dilma e Temer.

Isso representaria de 4% a 5% dos R$ 10 bilhões de faturamento só da TV (não de todo o grupo Globo, que esteve na casa dos R$ 13 bilhões, em 2020. Com Bolsonaro  esse valor estaria hoje no máximo em 10% disso: R$ 40 milhões, se muito. Essa quantia não deve ficar muito longe do que o governo deve gastar em publicidade este ano  na Record e no SBT.

Com a diferença, que o ibope dessas duas emissoras somadas não chega a 75% do da Globo sozinha. Desde o ano passado, a Secretaria de Comunicação (Secom) tem fechado as torneiras para a Globo e todo seu grupo. A emissora tem respondido ao momento atual com corte de custos, mas ainda com investimentos pesados em outras plataformas.

A decisão intempestiva e peremptória de Bolsonaro foi  declarar guerra à Globo, o que aumenta sua impopularidade e cria um ônus enorme para seu governo também. Primeiro que, ao tirar as campanhas de lá, está trancando a visibilidade delas em todo o Brasil e no Mundo. Calculando-se que os bolsonaristas não são a maioria da população, nem a do eleitorado e muito menos a de telespectadores brasileiros. Fosse assim a hashtag #globolixo já teria surtido algum efeito e afundado a audiência da TV administrada pela família Roberto Marinho.

E a Globo, sentiu o golpe bolsonarisra ou não?

Provavelmente sim, mas até o momento não parece nenhuma hemorragia que vá levá-la à morte ou nem sequer à UTI. A emissora tem uma gestão altamente muito bem preparada e já estava cortando seus custos e gastos havia anos. Efeito colateral do boicote é que ele tem atingido profissionais talentosos, sérios e que em alguns casos até apoiaram o presidente. Sem falar nos jornalistas, que foram reduzidos.

Além disso, o Grupo Globo tem investido pesado em outras mídias, como o streaming e segue presente na TV por assinatura. Então, com ou sem dinheiro do governo, a  Globo continua e continuará por muito tempo sendo não só o maior faturamento midiático do Brasil, mas também a maior audiência na TV aberta, da TV paga e agora  também do streaming, como o aplicativo Globo Play, que a própria emissora diz (carece de checagem) ter mais de 5 milhões de assinantes.

Sabendo disso o presidente tenta atingir a emissora da família com golpes mais fulminantes e rasteiros, como atacar, destratar os jornalistas e profissionais da emissora, com ofensas, ameaças, destemperos, em entrevistas coletivas. Sem contar que esses profissionais viraram alvo físico de radicais bolsonaristas nas ruas, também, o que lembra bem as práticas dos partidos nazi-facistas da Alemanha e Itália, no início e meados do século 20.

O presidente, seus ministros ou funcionários boicotam repórteres da Globo e algumas revistas passando eventuais informações e furos jornalísticos para suas concorrentes. A Globo foi a última a saber e publicar que ele estava com Covid-19, por exemplo. Além de prejudicar a Globo, o governo faz o jogo sujo, tentando beneficiar, de forma diametralmente oposta, outros veículos como a CNN Brasil, cujo ibope é um "cisco" perto do da Globo e não chega nem perto do da GloboNews, na TV paga.

Bolsonaro e seus funcionários de comunicação agiram até com uma MP feita sob medida (com trocadilho) para prejudicar a emissora no futebol e, especialmente, no caso da final do campeonato carioca. A ação acabou beneficiando o "aliado" SBT. 

E o que restará dessa guerra infame entre Bolsonaro e Globo?

A persistência na guerra pode até prejudicar a Globo, mas certamente tem potencial de prejudicar Bolsonaro muito mais, haja vista que a emissora tem quase 100 anos - foi fundada em 25 de julho de 1925 - e quanto tempo durará na cena política Bolsonaro, seus filhos e apoiadores?

A pergunta se for feita ao contrário, ou seja: a Globo "persegue" Bolsonaro? Não dá para saber claramente, mas somente a natureza inata do jornalismo crítico (gostem ou não) que a emissora praticou nos últimos governos - segunda metade do governo Collor, até o impeachment; FHC; Lula; Dilma e Temer - mostra que nenhum presidente escapou de seu viés declaradamente incisivo e questionador, como dever ser o jornalismo sério e comprometido com a informação.

Se a Globo erra e já errou com Bolsonaro? Sim, claro. Se já foi intencionalmente injusta? Também, como foi com times de futebol, profissionais que por lá passaram, outros políticos e demais atores que "brilham" por suas lentes e textos.

Agora, com a guerra abertamente declarada entre ambos, o "pau vai comer" até que um das partes decline ou "declare ruina". E tudo leva a crer que a "mão pesada da justiça" e a perda de credibilidade deverá pender para o lado do presidente. Depois que ele deixar o Palácio do Planalto (eventualmente se não for reeleito em 2022), Jair e seu governo podem ser investigados por uma série de irregularidades cometidas no exercício do cargo atual em relação à mídia.

Não só pelo boicote à Globo, mas pelo benefício a veículos irrelevantes que ganham verbas e publicidade só por apoiar seu governo. Entre outras possibilidades, Bolsonaro pode ser acusado de perseguir, discriminar e prejudicar uma empresa de mídia e seus profissionais em benefício de outras em busca de apoio governamental. 

O presidente e seu primeiro escalão (inclusive as dezenas de militares) parecem esquecer que todos eles fazem parte de um governo transitório, ou seja: representam, mas não são o Estado Brasileiro, e, muito provavelmente, terão de arcar com as consequências e prestar contas agora e futuramente, não só aos tribunais, além da história, principalmente à avaliação popular, o ouro de todo político. Já a Globo, em tese, vai de camarote, cobrir tudo isso e obter audiência, ou, ainda mais...


<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<matéria>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>


Dia Internacional da Língua Portuguesa (saiba tudo clicando aqui)



Prefeitura de Ubá instala no município sistema de gerenciamento eletrônico de infrações de trânsito a partir desta sexta-feira, dia 30 de abril(Clique aqui e acesse o comunicado da prefeitura).



                                        ... leia abaixo...                                 

Enem 2021 seleciona quem terá taxa de inscrição gratuita

Tanto os alunos de baixa renda, quanto os inscritos no CadÚnico e bolsistas, além de outros podem solicitar a isenção da taxa de inscrição do Enem a partir da segunda quinzena desse mês. 

O Exame Nacional do Ensino Médio tornou-se a segunda maior prova aplicada no mundo e não é gratuito, já que os gastos com as provas são altos. Mesmo sendo um valor inferior aos principais vestibulares do Brasil, milhares de alunos não têm condições de arcar com os custos para se inscrever. Em 2020, a taxa foi de R$ 85.

O aumento da popularidade do maior exame de ensino médio aplicado no Planeta deve-se ao fato de suas notas serem usadas como forma de ingresso em universidades e institutos públicos; concessão de bolsas de estudo no ProUni e financiamento estudantil no FIES, além de outras possibilidades como estudar em Portugal.

Alunos de baixa renda ou que estão no terceiro ano do ensino médio da rede pública podem solicitar a gratuidade da taxa de inscrição do Enem. Confira abaixo as datas do Enem 2021.

- 17 a 28 de maio: solicitação de isenção da taxa de inscrição para o Enem 2021.
- 09 de junho: resultado da solicitação de isenção da taxa de inscrição para o Enem 2021.
- 14 a 18 de junho: recurso da solicitação de isenção da taxa de inscrição para o Enem 2021.
- 25 de junho: resultado da solicitação de isenção da taxa de inscrição para o Enem 2021.

Pensando nisso, o Ministério da Educação (MEC) estabeleceu critérios para gratuidade da taxa para determinados grupos sociais, baseando-se sempre na renda  e na escolaridade dos participantes. Atualmente, segundo o Ministério, mais de 70% dos inscritos são contemplados com a isenção e não precisam pagar nada para fazer as provas. 

Quem tem direito?

Beneficiados pela Lei Federal nº 12.799/2013: essa categoria é para estudantes de escolas públicas ou bolsistas integrais de colégios particulares que tenham renda familiar mensal de até 1,5 salário mínimo por pessoa. Também inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico): os inscritos no CadÚnico são amparados pelo Decreto nº 6.135/2007, que concede isenção para participantes com renda familiar de meio salário mínimo por pessoa ou renda familiar total de até três salários mínimos. É preciso ter um Número de Identificação (NIS) válido para que a consulta seja feita na Receita Federal.

O estudantes do 3º ano do ensino médio de escolas públicas também estão inseridos. Esses ganham isenção automaticamente quando fazem a inscrição no Enem

Confira abaixo o passo a passo de como solicitar a isenção no Enem:

1) Ao acessar a Página do Participante (clique aqui para acessar) a robô Nanda irá dar duas opções: Entrar com gob.br ou ISENÇÂO. A primeira opção é para quem ainda não fez o cadastro no gov.br. Se já fez, clique em ISENÇÃO.

2) Em seguida, a robô Nanda vai pedir para selecionar a imagem que corresponde ao objeto mencionado e para informar CPF e Data de nascimento. Depois é só clicar em INICIAR SOLICITAÇÃO DE ISENÇÃO.

3) Ao acessar o sistema, uma tela vai mostrar os estudantes que têm direito a isenção da taxa. Para quem se encaixa em algum grupo é só aceitar os termos e prossiguir.

4) O quarto passo da solicitação envolve a confirmação de dados pessoais, como data de nascimento e nome da mãe. Se estiver tudo certo, clicar em PRÓXIMO.

5) Informar o seu CEP e endereço. Para quem se não lembra do próprio CEP, é possível fazer uma consulta no site dos Correios.

6) A sexta etapa é a escolaridade. O participante precisa informar se já terminou ou não o ensino médio. São quatro opções.

7) Em seguida, informar e estuda ou estudou em escola pública, ou estudou em colégio particular com ou sem bolsa ou se nunca frequentou a escola.

8) Quem marcou a opção que concluiu o ensino médio deve indicar se a conclusão foi pelo Encceja ou não.

9) Informar o tipo de ensino (Regular, Educação de Jovens e Adultos (EJA) ou Encceja) e o ano de conclusão do ensino médio.

10) A próxima tela é para o estudante indicar se possui ou não o Número de Identificação Social (NIS). Se não souber, é possível consultar no site do CadÚnico.

11) Verificar e confirmar todas as informações dadas até aqui.

12) Os estudantes que solicitam isenção precisam preencher o questionário soecioeconômico. Aí, o participante vai informar sua renda e da família, além das características da sua residência e outros detalhes. São 25 perguntas, sendo a última sobre acesso à internet em casa.

13) Informe um e-mail e telefone celular para contato. Não é obrigatório informar telefone fixo.

Para mais informações clique aqui (Site do ministério da educação)

<<<<<<<<enem2021>>>>>>>>>>


Leia também:


Com mais de duas mil instituições de ensino superior no Brasil somente 45 têm nota máxima em avaliação

Apenas 2,22% dos 2.070 centros de ensino do terceiro grau no Brasil atingiram a nota máxima no IGC (Índice Geral de Cursos)


Apenas 2,22% dos 2.070 centros de ensino do terceiro grau atingiram a nota máxima no IGC (Índice Geral de Cursos), avaliação que mede a qualidade de ensino mo país. Os dados são referentes a 2019 — portanto, antes da pandemia do novo coronavírus— e foram divulgados nesra sexta-feira (23) pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira). 


Em relação a 2018, houve um crescimento considerado irrisório,de 0,22 ponto porcentual, o que representa um aumento de quatro instituições de ensino com nota máxima, 5. O IGC é um dos indicadores de qualidade do MEC (Ministério da Educação). 

 Para calcular a nota, a autarquia usa os seguintes dados: a média do CPC (Conceito Preliminar de Curso) dos últimos três anos; a média dos conceitos de avaliação dos programas de pós-graduação e doutorado atribuídos pelo Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), e a distribuição dos estudantes entre os diferentes níveis de ensino (graduação, pós-graduação, mestrado ou doutorado).

Entre as 46 instituições que alcançaram a nota máxima, 14 são universidades públicas federais e 16 privadas, mas sem fins lucrativos. A maioria das instituições (1.320) recebeu nota três. Instituições que receberam a nota máxima são: Centro Universitário Brasileiro; Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas; Escola Brasileira de Economia e Finanças;  Escola de Administração de Empresas de São Paulo; Escola de Ciências Sociais; Escola de Direito de São Paulo (FGV-Direito-SP; Escola de Direito do Rio de Janeiro; Escola de Economia de São Paulo; Escola de Matemática Aplicada; Faculdade Ari de Sá; Faculdade Católica do Rio Grande do Norte (RN); Faculdade Cristã de Curitiba (PR). (Para conferir a lista completa clique aqui. Lista A); Lista B; Lista C). 

Apenas 2,22% dos 2.070 centros de ensino do terceiro grau atingiram a nota máxima no IGC (Índice Geral de Cursos), avaliação que mede a qualidade de ensino mo país. Os dados são referentes a 2019 — portanto, antes da pandemia do novo coronavírus— e foram divulgados nesra sexta-feira (23) pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira). 


Leia também:



Saiba o que é a onda Roxa do programa Minas Consciente

Onda roxa  é a mais restritiva do programa Minas Consciente e estabelece medidas como toque de recolher das 20h às 5h, proibição de eventos em espaços públicos ou privados e da circulação de pessoas sem o uso de máscara de proteção, seja em espaços públicos e privados, que sejam de uso coletivo, e veto às reuniões presenciais, inclusive de pessoas da mesma família que não coabitam.

Confira abaixo os serviços que poderão funcionar na modalidade onda roxa do programa Minas Consciente. 


- Setor de alimentos (excluídos bares e restaurantes, que só podem atender via delivery);

- Serviços de Saúde (atendimento, indústrias, veterinárias etc.);

- Bancos;

- Transporte Público (deslocamento para atividades essenciais);

- Energia, Gás, Petróleo, Combustíveis e derivados;

- Manutenção de equipamentos e veículos;

- Construção civil;

- Indústrias (apenas da cadeia de Atividades Essenciais);

- Lavanderias;

- Serviços de TI, dados, imprensa e comunicação;

- Serviços de interesse público (água, esgoto, funerário, correios etc.).

Regras restritivas da onda roxa

- Toque de recolher entre 20h e 5h;

- Proibição de circulação de pessoas sem o uso de máscara, em qualquer espaço público ou de uso coletivo, ainda que privado;

- Proibição de circulação de pessoas com sintomas de gripe, exceto para a realização ou acompanhamento de consultas ou realização de exames médico-hospitalares;

Proibição de eventos públicos ou privados;

- Proibição de reuniões presenciais.

- Existência de barreiras sanitárias de vigilância; 

Leia também:


Colocar pinga, uísque ou bebida alcoólica no tanque do carro é uma furada, alerta especialista.

Em menos de duas semanas  o preço aumenta. Os combustíveis no Brasil tiveram cinco reajustes apenas neste ano. Além da gasolina, o etanol, diesel e i GNV também encareceram, pelo menos a cada 12,5 dias, em 2021. Para não comprometer o orçamento, muitos têm reduzido o uso do carro.


Há dois anos e nove meses, em maio de 2018, quando ocorreu a greve dos caminhoneiros, o problema foi a falta do produto nos postos. Na época, apareceram muitas alternativas domésticas, nas redes sociais, para se colocar no tanque do carro e sair rodando, como num filme cómico de sessão da tarde. Álcool de farmácia, bebida alcoólica e óleo de cozinha seriam boas opções, caso não danifiquem o equipamento, chamado de veículo. Mas, será que funcionam mesmo?

A resposta é sim. Ainda que algumas "gambiarras" de fato façam o motor funcionar, o risco de danos mecânicos é bastante alto. Além disso, tem a questão financeira: mesmo caros, os combustíveis "oficiais" ainda custam menos do que a maioria dos produtos que foram listados nos whatsapps, facebooks e twitters, Brasil afora. "Não é recomendado utilizar nenhum combustível que não seja o especificado pela fabricante do veículo, que em tese atende parâmetros e características definidos pela ANP (Agência Nacional do Petróleo) e utilizado pelas montadoras no desenvolvimento de determinado modelo", alerta o engenheiro e consultor automotivo Henrique Pereira.

Evite essas e outras gambiarras.

Álcool em gel ou de farmácia.

Seu uso não é indicado por conta da alta concentração de água, inclusive em carros a álcool ou flex. "Até pode fazer o motor funcionar, ainda por cima se for diluído ao etanol que ainda está no tanque. O etanol hidratado com o qual você abastece na bomba traz 7% de água, enquanto o álcool de limpeza pode ter 50% ou mais", aponta Pereira. "É como se você abastecesse com álcool 'batizado', porém com muito mais água", destaca o engenheiro.

De acordo com o especialista, a água em excesso pode até causar calço hidráulico no motor, especialmente quando ele é ligado ainda frio: "A água pode estragar pistões, bielas e até danificar o bloco do motor, além de prejudicar a lubrificação e elevar o consumo", alerta. Para quem for se aventurar, a despeito das recomendações do engenheiro, prefira o produto com teor GL acima de 90º, que até fará o motor funcionar. E nada de álcool em gel, daqueles usados para higienizar as mãos em tempos de pandemia, devido às substâncias nele contidas que dão a respectiva consistência, mas não fazem bem ao automóvel.

De acordo com Henrique Pereira, a regra vale para outros tipos de álcool, ainda que alguns mais puros - o 96º GL, o farmacêutico e o anidro (sem água), que é adicionado à gasolina - de fato façam o carro andar. No entanto, o engenheiro assevera que o risco não compensa. "Metanol, por exemplo, já chegou a ser usado oficialmente nas bombas no passado, em tempos de falta do etanol. Porém, é um produto perigoso à saúde, com comércio controlado", explica.

Uísque e outras bebidas. 

Colocar pinga, uísque ou bebida alcoólica também é uma furada, explica Pereira. "Além do maior teor de água, que inclusive pode impedir a queima do álcool presente na bebida, existem na sua composição outras substâncias que não combinam com um motor a combustão", aponta o engenheiro. Já açúcares das bebidas, por exemplo, formam uma "goma" na parte interna do propulsor sob temperatura elevada, danificando componentes.

Óleo de fritura e de mamona.

Quanto ao uso de óleo de cozinha ou de mamona, no lugar do diesel, Henrique Pereira lembra que esses óleos de fato são utilizados para produzir biodiesel, mas in natura não têm as especificações de queima e viscosidade adequadas - a não ser que haja uma adaptação no automóvel para "beber" especificamente esses produtos. O uso desses itens só é possível após passarem por um processo de transformação química, esclarece. Mesmo misturados no diesel, esses óleos não vão queimar da forma esperada, trazendo risco elevado de entupimento de bicos injetores. "Vale lembrar que o percentual de biodiesel processado não passa de 20% na mistura com o diesel convencional", calcula Pereira.

E o querosene?

Misturar querosene à gasolina no tanque ou mesmo enchê-lo com esse produto é uma opção? Não. O querosene que você compra para diversos serviços é um solvente, bem diferente do querosene de aviação. Portanto, abastecer o carro com solvente equivale a deliberadamente adulterar o próprio combustível. "Postos irregulares fazem exatamente isso para aumentar o volume de gasolina comprada da distribuidora e assim ampliar os lucros. O querosene e outros solventes danificam várias peças, especialmente borrachas e plásticos, que são corroídos, além de aumentar o gasto do combustível", lista Henrique Pereira. "Tem gente achando que o querosene comprado em ferragens, por exemplo, é o mesmo usado em aviões, mas não é verdade. Não dá para trocar a gasolina por ele", emenda.

Lei também:

Forças Armadas fazem banquete superfaturado com cerveja e picanha ao custo de quase R$ 83 milhões

Parlamentares do PSB investigam corrupção das Forças Armadas com banquete superfaturado regado a cerveja de qualidade e picanha

O Exército, Marinha e Aeronática juntos compraram 80 mil unidades de cerveja e mais de 700 mil quilos de picanha, tudo com sobrepreço. Isso logo após a notícia de que o Ministério da Defesa gastou mais de R$ 632 milhões com alimentação em 2020, com supérfluos que incluíam chiclete, vinhos e leite condensado. Agora, novo levantamento mostrou que as Forças Armadas armaram verdadeiro banquete superfaturado com cerveja da melhor qualidade e picanha.


A apuração é de deputados federais do PSB, junto ao orçamento federal, que apurou um superfaturamento desses produtos em mais de 60%. No documento entregue pelos parlamentares, à Procuradoria-Geral da República (PGR), eles afirmam que as compras revelam o “uso de recursos com ostentação e superfaturamento” e a “falta de zelo e responsabilidade com o dinheiro público” por parte das Forças Armadas.

Segundo o levantamento, foram compradas 500 garrafas de cerveja Stella Artois, no valor de R$ 9,05 (total de: R$ 4.525,00); três mil garrafas de Heineken, por R$ 9,80 (R$ 29.400,00); e 3.050 garrafas de Eisenbahn pelo preço unitário de R$ 5,99 (R$ 18.269,50). “Essas bebidas especiais são mais caras e elitizadas, estando distantes dos cidadãos mais pobres”, citam os deputados no texto da denúncia.

No documento, os parlamentares apontam também o superfaturamento das bebidas. As Forças Armadas teriam adquirido 1.008 latas de Bohemia Puro Malte de 350 ml pelo preço unitário de R$ 4,33 (R$ 4.364,64). Em levantamento feito nos supermercados, a mesma cerveja foi encontrada pelo preço de R$ 2,59, o que caracterizaria um sobrepreço de 67%. Já as garrafas da mesma bebida de 600 ml foram compradas pelo governo federal por R$ 7,29 (R$ 7.348,32), enquanto na pesquisa de mercado, o produto foi encontrado por R$ 5,79.

Além disso, os deputados destacaram que a picanha foi adquirida por R$ 118,25 o quilo e como foram 700 mil quilos, o estrago no dinheiro público, somente com esse ítem, foi de R$ 82.775 milhões. “Não é possível conceber que agentes públicos possam estar se deleitando com banquetes e bebidas alcoólicas às custas dos cofres públicos”, diz a denúncia encaminhada à PGR.

"A associação de 700 mil quilogramas de picanha e 80 mil itens de cerveja em compras públicas não parece ser um exemplo de gestão alinhada ao Princípio da Moralidade Pública. As quantidades citadas, entretanto, demonstram a falta de bom senso, ética, respeito e parcimônia na execução orçamentária. Para nós, trata-se de um comportamento ilegal e imoral por parte desses gestores, especialmente em um ano de pandemia e crise econômica", afirmam os parlamentares.



Leia também:

Energisa desenvolve noventa robôs para automatizar serviços

Os robôs começaram a ser desenvolvidos há cerca de dois anos e, para 2021, a meta é potencializar os benefícios gerados pelo RPA.

O Grupo Energisa terminou 2020 com 90 robôs em funcionamento (RPA – Robotic Process Automation) na Central de Serviços Energisa (CSE), em Cataguases (MG). Empresa afirma que a automação dos processos não vai substituir a força de trabalho humano e os mecanismos realizam mais de 15 milhões de transações por mês.


A modernização é para todas as empresas da corporação como, faturamento e arrecadação; gestão de serviços; infraestrutura; contabilidade; serviços financeiros; serviços de RH; suprimentos, telefonia e redes. 

O uso das ferramentas inteligentes libera 15 mil horas de trabalho das equipes ligadas a atividades com alto volume de dados e processos repetitivos. Essas ferramentas inteligentes fazem parte da estratégia digital da Energisa de tornar a empresa mais eficiente e tecnológica. 

Os robôs começaram a ser desenvolvidos há cerca de dois anos e, para 2021, a meta é potencializar os benefícios gerados pelo RPA, combinando a sua utilização com análise preditiva de dados, agilizando a tomada de decisões. Outra frente de evolução é a adoção dos bots: robôs inteligentes capazes de interagir com os clientes através de Inteligência Artificial e Machine Learning. 

Dentre os  resultados mais eficazes das automações podem ser observados os processos de programação de borderôs para pagamentos (TED e Crédito em Conta), com aproximadamente 12.000 obrigações mensais. Outro exemplo é a incorporação de Arquivos Bancários de faturas de energia, que processa 6,5 milhões de contas  mensais, além da automação do processo de admissão de novos colaboradores, que reduziu drasticamente o tempo das etapas burocráticas do processo. 

O desenvolvimento interno dos robôs para automatização de algumas atividades aumentou a produtividade da prestação de serviços ao mesmo tempo que ajuda a mitigar riscos. A digitalização não é uma tendência apenas no fornecimento de energia, mas uma realidade em toda a Energisa”, afirma José Souza Silva, diretor da Central de Serviços Energisa. 

A otimização dos benefícios da robotização e a garantia da sustentabilidade do modelo são os direcionadores desta iniciativa. “Nem todos os processos podem ser automatizados. Uma vez identificada a oportunidade, é necessário ter regras claras de funcionamento, fontes padronizadas e a viabilidade técnica para que os robôs trabalhem de forma eficaz”, explica o diretor.


Leia também:


Centrão está de volta com apoio a Bolsonaro.

Águas passadas. Em 2018, na campanha a presidência da república, Bolsonaro dizia que não faria a política do toma-lá-dá-cá. Agora ele se alia de vez ao Centrão para, principalmente, não correr o risco de impeachment.



Termo que significa bloco dos partidos com orientações políticas de centro-direita, o chamado "Centrão" se formou na Assembleia Nacional Constituinte, em 1987, logo após a redemocratização do Brasil.  De lá para cá teve diferentes composições partidárias, mas sempre próximo ou confeiçoando o poder executivo e todos os presidentes da república, há 34 anos. 

Mas o que é realmente o apoio do Centrão? Na prática é dar sustentação nos projetos do governo em troca de participação neste, ocupando cargos, de preferência de primeiro e segundo escalão. Entretando, a prática é feita em qualquer govermo, o chamado "toma-lá-dá - cá" que o candidato Jair Bolsonaro disse, na campanha, em 2018, que não faria, mas, com a atual eleição de Arthur Lira (PP/AL), para presidente da Câmara dos deputados, apoiado por Bolsonaro, o atual chefe do executivo acaba de entrar na mesma dança.

O Centrão apoiou, de diferentes formas e itensidades, os governos, Sarney (1985 a 1989); Fernando Collor (1990 a 1992); Itamar Franco (1992 a 1994); Fernando Henrique (1995 a 2002); Lula (2003 a 2010); Dilma  (2011 a 2016); Michel Temer (2016 a 2018) e agora abarracou também Jair Bolsonaro, empossado em 2019. 

 Quando o cerco se fecha. Desde 1987, foram oito presidentes apoiados ou  desestabilizados pelo Centrão.


Em 1988, por exemplo, no governo José Sarney, o Centrão deu votos, em peso, para ampliação do mandato de presidente, que era de quatro anos, como hoje, para cinco anos. Em 1990 viabilizou, na Câmara, o governo Collor de Mello, eleito por um partido nanico, o PRN e ajudou a derrubá-lo, quando tirou totalmente o apoio a Collor, que sofreria impeachment, em 1992.  

Participu da ampla coalizão que permitiu o substituro de Collor, Itamar Franco, governar o país, ajudando, principalmente, a aprovar o Plano Real, do então ministro da fazenda, Fernando Henrique Cardoso. E quando  FHC virou presidente, o Centrão estava na base, votando inclusive, em 1997, a emenda constitucional que aprovou a reeleição, o que fez com que FHC governasse o Brasil por mais quatro anos.

Velha política. Atualmente composto por nove partidos (Progressistas; PL; Republicanos; PRB; PSD; Pros; PSC; Avante; Patriota), o Centrão sempre atraiu os presidentes da república em troca de cargos ministeriais e em empresas públicas.


Com Lula na presidência da república, o bloco do centro-direita, ajudou a sustentar governos ditos de esquerda, ao entrar para a base de apoio da gestão petista. O atual comandante deste grupo, o pecuarista e deputado Arthur Lira (PP/AL), eleito presidente da Câmara dia 2 (fevereiro), é um velho ordenhador atuando, ou seja, sempre fez parte do Centrão. Ele é um dos mais abarcados ao poder desde 1987. 

Em 2014, Lira rasgava elogios a Lula e dizia em alto e bom som que o seu apoio era, indubitavelmente, para a recém eleita, Dilma Rousseff. "Fica aqui a nossa certeza, de que se fizermos a nossa parte, com a nossa presidenta, com a sua competência, determinação e sensibilidade feminina, fará das palavras de confiança do Lula, uma realidade. Não tenho dúvidas de que o governo da nossa presidenta entrará para a história do nosso estado, como período de maior avanço na melhoria de vida dos alagoanos", discursara Arthur Lira, que, dois anos depois, ajudaria a derrubar Dilma Rousseff e hoje tece fidelidade a Jair Bolosnaro.

Entretanto foi em 2015, durante o próprio governo petista de Dilma, que o Centrão teve seu momento de estrela. Elegeu o então deputado Eduardo Cunha, do ainda PMDB, para presidente da Câmara dos deputados. Começava a agonia de Dilma Rousseff. Cunha deu início ao processo de impeachment da petista o que a defenestrou da cadeira de presidente da república. E o Centrão foi implacável na aprovação do processo e no impedimente da outrora  "competente e determinada" governante, nas palavras passadas e "esquecidas" de Arthur Lira.

Michel Temer, então presidente da república, no lugar de Dilma, se safou da abertura de processo criminal e consequente afastamento do cargo, graças aos votos do Centrão. "O nosso partido, o Partido Progressista, encaminha sim a favor do relatório do deputado Abi Ackel (Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG) - e não ao prosseguimento da ação contra o presidente Michel Temer", vociferou, na tribuna, o deputado Arthur Lira, dia 2 de agosto de 2017, livrando o cargo de Michel Temer.

Na campanha de 2018, o general Augusto Heleno, hoje ministro do gabinete de segurança institucional da presidência da república (GSI), apresentando a candidatura de Bolsonaro cantou, literalmente, na tribuna:  "Eu vou, pela primeira vez na minha vida, cantar alguma coisa que não um hino pátrio. A musiquinha para começar e terminar a inserção televisiva do centrão é: 'se gritar pega centrão, não fica um meu irmão...', fazendo uma paródia do samba de Bezezza da Silva "Reunião de bacana (Se gritar pega ladrão)". 

Eleito, Jair Bolsonaro fez várias críticas ao que chamava, na época, de "velha política", o toma-lá-dá-cá. "Eu acho que, essa velha fórmula de fazer política, o toma-lá-dá-cá, para ter apoio, não deu certo. E a consequência disso é a ineficência do estado e corrupção", disse Bolsonaro, em 2018. Parece que a velha política abraçou, agora, o presidente, mesmo que o estado se torne ineficiente e a corrupção campeie os gabinetes do poder.

Ao longo do ano de 2020, o Centrão entrou, definitivamente, para a base de apoio de Bolsonaro. "Arthur Lira é eleito (302 votos em 513 possíveis) em primeiro turno para presidir a Câmara para o biênio 2021/2022", comemorou Bolsonaro, pelas redes sociais. 


Leia também: 


Engorda do Palácio do Plaalto vai parar na justiç

       Imagem: Rede Brasil
Troféu de campeão. Jair Bolsonaro gastou R$ 15 milhões somente com leite condensado, no ano passado. 

Tampouco escaparia da Justiça. O PDT entrou com um pedido de investigação contra Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF), na terça-feira (2). Por trás dos gastos absurdos com leite condensado se esconderiam os crimes de peculato - quando um funcionário público embolsa dinheiro do contribuinte - ou, no mínimo,  prevaricação - o presidente teria deixado de cumprir suas obrigações legais ao não impedir um dispêndio exorbitante e, talvez, desonesto. 


Enfia no rabo de vocês da imprensa essas latas de leite condensado”, vociferou Bolsonaro, cercado de ministros e apoiadores, em um restaurante de Brasília. Para piorar, o portal da transparência do governo federal saiu do ar na tarde de terça-feira (26), depois que a história veio à tona, e só voltou a funcionar na manhã seguinte (quarta).

O fato é que o presidente gastou R$ 15,5 milhões de reais com leite condensado em 2020, valor referente a toda a estrutura do governo federal, que está concentrado no Ministério da Defesa. Mais precisamente, R$ 14,4 milhões de reais com o creme esbranquiçado foram destinados às Forças Armadas, no ano passado. O contingente brasileiro é de 334.500 militares na ativa, atualmente.

Detratores e opositores do presidente lembraram, na internet, durante a semana, o episódio da rainha Maria Antonieta, ao ser informada que o povo não tinha pão para comer, espantou-se, comentanto: “Que comam brioches!” Pouco depois, a Revolução Francesa lhe decepou a cabeça. É sabido que hábitos alimentares dos governantes têm sido uma medida de quanto eles estão desconectados das necessidades da população. De tempos em tempos, o gasto de dinheiro público com algum item que raramente aparece na mesa do cidadão comum causa escândalo.

O episódio do leite condensado é um bom ensejo para que se discuta, por exemplo, o orçamento das Forças Armadas para 2021. Bolsonaro, na proposta que enviou ao Congresso, e que ainda não foi votada, propôs aumento significativo de recursos para um único ministério, o da Defesa. O  orçamento da pasta subiu de R$ 105 bilhões de reais para R$110 bilhões, enquanto Saúde e Educação, áreas duramente atingidas pela pandemia, perderam dinheiro.

Há 14 anos, o site, que trata de assuntos bélicos, Global Firepower (https://www.globalfirepower.com/) publica um ranking comparativo do poderio militar de 138 países.  Entre 2017 e 2021, o Brasil deu um salto de oito posições na lista. Ocupava o 17ª lugar e agora está no nono. À frente de países como Paquistão (10ª posição) e Turquia (11ª), que têm fronteiras conflagradas. Vizinhos sul-americanos, por exemplo, estão fora do retrovisor: Venezuela e Argentina ocupam atualmente a 42ª e 43ª posições respectivamente.

Quando se olha apenas o recorte financeiro, a posição do Brasil cai um pouco, para a 13ª posição (já foi a 5ª economia do mundo). Somos superados por países como Itália e Arábia Saudita, que ocupam, respectivamente, as 12ª e 17ª posições, no ranking geral. O dinheiro público é gasto pelo Planalto, majoritariamente, com a remuneração do contingente das tropas e comandos ou seja, cerca de 80%. Muito menos vai para a atualização tecnológica. Bolsonaro disse que o setor militar brasileiro estava sucateado e que ele está revertendo essa situação. Para quê, ninguém sabe.

Planalto engorda enquanto brasileiros passam fome durante a pandemia


Imagem: Amazonas Atual
Pessoas se aglomeram em frente à agência da Caixa para tentar receber o auxílio emergencial, que acabou este mês.

Em todo o ano de 2020, os órgãos do Executivo tiveram mais de R$ 1,8 bilhão em gastos com alimentos, um aumento de 20% em relação ao ano de 2019, que bateu na casa dos R$ 1,5 bilhões. 

O problema é que alguns itens que foram no “carrinho” do Executivo chamaram a atenção de todos. Para se ter ideia, apenas de chiclete (goma de mascar), mais de R$ 2,2 milhões foram gastos. Já as compras com molhos (shoyo, inglês e de pimenta) somam mais de R$ 14 milhões do total. Pizza e refrigerante, juntos, totalizam R$ 32,7 milhões.

Além dos alimentos mais tradicionais, o governo federal também investiu em uma alimentação mais requintada. Só em frutos do mar foram mais de R$ 6 milhões, além dos R$ 7 milhões em bacon defumado e mais de R$ 123 milhões em sobremesas. 

Esse montante de R$ 1,8 bilhões anual são subdivididos em R$ 15 milhões mensais. Em termos comparativos da exorbitância dos gastos, o Santos F.C. fechou um patrocínio recentemente em que vai ganhar, anualmente, R$ 15 milhões, ou seja R$ 1,25 milhão por mês, ou a 12ª parte do que gastou o governo de Jair Bolsonaro, no Palácio do Planalto, com desperdícios e supéfluos.

Leia também:


Ubá recebe a Coronavac e prefeito fala em "primeiro ato de libertação da pandemia"

Servidores da Sec. Munic. de Saúde chegam com a Coronavac ao Hosp. Santa Isabel

O município recebeu da Gerência Regional de Saúde, na manhã da quarta-feira (20), 3.908 doses da vacina. Com a necessidade de aplicação de duas doses do imunizante, 1.954 pessoas serão vacinadas nesta etapa da campanha, o que permeia apenas 1,6% da população da cidade. Segundo a prefeitura, mais doses deverão chegar nas próximas semanas.


Nunca uma vacina foi tão comemorada. Ubá inicia vacinação com enfermeira da UTI COVID, em ato simbólico realizado no Hospital Santa Isabel, na quarta-feira (20), mesmo sendo ínfima a quantidade do imunizandte para a cidade. A enfermeira Maria das Dores Ribeiro Modesto, conhecida como Dorinha, Coordenadora da UTI Covid, foi a primeira pessoa, parcialmente imunizada - será preciso tomar duas doses -  no município.

O vice-prefeito e secretário municipal de saúde, Antônio Carlos Jacob, foi o responsável pela aplicação da Coronavac na enfermeira Dorinha e além dela, também foram tomaram a primeira dose a Técnica em Enfermagem Sônia Maria Lopes e a médica Andréa Honorato, todas com atuação na UTI COVID.

O vice prefeito e secrecertário munic. de saúde, Antônio C. Jacob aplica a primeira Coronavac na enfeirmeira Dorinha, coordenadora da UTI Covid, em Ubá.  


Primeiro ato 


A solenidade foi transmitida ao vivo pelos canais da Prefeitura. O prefeito Edson Teixeira Filho abriu o evento, o qual classificou em sua fala como “o primeiro ato de libertação” da pandemia. “Destaco aqui que iremos cumprir integralmente o que for determinado pelo Estado e pelo Ministério da Saúde nessa campanha de imunização. Temos que agradecer a todos que fizeram essa vacina acontecer e deixar claro que ao município cabe executar essa campanha com eficiência, sem protagonismo”, discursou.. 

Grupos Prioritários


Logo após o ato simbólico, a vacinação dos profissionais de saúde teve início na cidade, nos hospitais Santa Isabel, São Vicente de Paulo e São Januário. Veja abaixo a relação de grupos prioritários definida pela Secretaria Municipal de Saúde, em consonância com as diretrizes estaduais e nacionais, para esta primeira fase da campanha. 

Doses 


Segundo a Assessoria de Comunicação da prefeitura, os frascos referentes à segunda dose estão sob a guarda da GRS, que irá centralizar o armazenamento em local adequado, com refrigeração e vigilância 24 horas da Polícia Militar. “Sabemos que a vacinação ainda é tímida, mas as outras doses virão com certeza. Esse é o início, mas iremos avançar. Eu espero a partir de agora que tenhamos a esperança renovada e este possa ser o início do controle, de fato, desta doença.”, finalizou o prefeito Edson Teixeira Filho.

Relação dos Grupos Prioritários em Ubá na 1ª fase (considerando as primeiras 1.954 doses)

- Trabalhadores na UTI COVID HSI;

- Trabalhadores da Saúde nos Hospitais Santa Isabel, São Vicente de Paulo, São Januário e Fhemig;

- Trabalhadores da Saúde na Unidade de Atendimento Municipal COVID-19 (Casa de Oração);

- Idoso residentes e trabalhadores da Saúde no Asilo São Vicente de Paulo e Lar João de Freitas;

- Residentes do Serviço de Residência Terapêutica;

- Linha de frente das Estratégias de Saúde da Família;  

- SAMU;

- Corpo de Bombeiros;

- Motoristas do Setor de Transportes Assistenciais da SMS;

- Servidores do setor de Epidemiologia que atuam direto com os prestadores hospitalares;

- Linha de frente Policlínica Regional.

As informações são da Assessoria de Comunicação da Prefeitura Mun. de Ubá.

   <<<<<<<<<<<<<<<<<< <<<<<<< coronavac >>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>

Leia também:


Custo Brasil não é somente o culpado pelo fechamento da Ford no país

Os cinco motivos pelas quais a primeira montadora de automóveis e peças instaladas por no país, há mais de um século, são fáceis de entender, mas difícil  de digerir. Principalmente quando o ônus da operação de desmonte das quatro fábricas acabará com mais de cinco mil empregos, entre diretos e indiretos  

A Ford anunciou na segunda-feira (11) o fechamento das três fábricas que ainda funcionavam no Brasil. Em 2019, a montadora já havia encerrado as atividades da unidade em São Bernardo do Campo (SP), como parte dos seus esforços de reestruturação global. Cinco mil serão demitidos no Brasil e na Argentina.  

Na tomada de decisão, pesou uma série de fatores na busca da empresa pela lucratividade por aqui. Confira os cinco motivos que fizeram a Ford, após mais de um século de presença no mercado brasileiro, optar por deixar de ser fabricante e se tornar uma importadora. 

Custo Brasil 

A alta e complexa carga tributária e os custos de logística brasileiros contribuíram de forma expressiva para a decisão da Ford, que preferiu focar seus investimentos em produção de veículos em outros países, como a China, de onde atualmente importa o SUV Territory. 

A companhia não mencionou essa motivação no comunicado enviado à imprensa, no qual informou a decisão de fechamento das suas três fábricas remanescentes no Brasil. Contudo, a Anfavea, a Associação das montadoras, mencionou a questão ao comentar o encerramento da produção local: "Isso [o fechamento das fábricas da Ford] corrobora o que a entidade vem alertando há mais de um ano sobre a ociosidade local e global e a falta de medidas que reduzam o Custo Brasil", relembrou a Associação, em nota.

Alta do dólar 

Componentes como o aço, usados na produção, são cotados de acordo com moeda dos Estados Unidos. O câmbio desfavorável em relação ao real foi outro ingrediente decisivo para a empresa bater o martelo em relação ao fechamento das linhas de produção no país, combinado com outros fatores. mesmo Insumos estratégicos, comprados em território nacional, são também cotados em dólar.

Além disso, o percentual de componentes importados em automóveis produzidos localmente é elevado, em torno de 40%, aumentando o custo de produção e reduzindo o lucro de acordo com a flutuação do dólar. 

Reestruturação global

O fim da produção local de veículos da Ford no Brasil não é um caso isolado e faz parte de todo um processo de reestruturação mundial da empresa, para reduzir custos e aumentar a lucratividade, algo que outras gigantes do setor automotivo têm buscado por meio de fusões, casos da Peugeot e Fiat (FCA e PSA), que se uniram para fundar a Stellantis.

Sem contar com uma parceira para atingir esses objetivos, o caminho encontrado pela Ford para sobreviver e voltar a crescer foi cortar na própria pele, o que inclui fechamento de fábricas não apenas no Brasil, como também até nos Estados Unidos, onde busca por lucratividade incluindo o fim da oferta de carros de passeio, com exceção do Mustang, para focar SUVs, picapes e utilitários. A regra vale para outros mercados como o nosso, onde a Ford produzia apenas compactos como Ka, Ka Sedan e EcoSport. Construir localmente modelos mais caros seria inviável no Brasil.

Funcionários da Ford protestam contra fechamento da fábrica, em São Bernardo (SP), em 2019.
(Imagem: Foto Arena/Estadão)

Eletrificação 

Ao anunciar o fechamento de todas suas fábricas no país, a Ford enfatizou que seus futuros veículos vão cada vez mais rumar em direção à conectividade e à eletrificação, um caminho inevitável para todas as grandes montadoras. Investir na produção brasileira de automóveis com maior conteúdo tecnológico seria excessivamente custoso, da mesma forma que SUVs e picapes.

Na nota divulgada, na segunda-feira (11), a montadora deixou claro que passará a oferecer produtos com "maior valor agregado", em detrimento dos compactos que vinha produzindo aqui. Dessa forma, o caminho natural foi optar pela importação dos seus próximos lançamentos, desenvolvidos e fabricados em outros mercados.

Pandemia

A pandemia do coronavírus, que trouxe grande impacto para a economia mundial, inclusive a brasileira, foi a pá de cal que faltava para a Ford fechar as linhas de produção brasileiras. Combinada com os fatores citados acima, levou à decisão extrema. "Além de reduzir custos em todos os aspectos do negócio (...), introduzimos serviços inovadores para nossos clientes. Esses esforços melhoraram os resultados nos últimos quatro trimestres, entretanto a continuidade do ambiente econômico desfavorável e a pressão adicional causada pela pandemia deixaram claro que era necessário muito mais para criar um futuro sustentável e lucrativo", disse Lyle Watters, presidente da Ford América do Sul, na segunda-feira (11).


História


A Ford está no Brasil há mais de 100 anos. Foi a primeira montadora a se instalar por aqui, ainda em 1919. Nessa segunda-feira (11) anunciou que todas as suas fábricas no país serão fechadas em 2021, uma medida que cortará 5.000 postos de trabalho enquanto o país vive o recorde de desemprego. 

Em comunicado a investidores americanos, a empresa relatou que encerrará imediatamente a produção nas unidades de Camaçari (BA) e em Taubaté (SP). Já a unidade que produzia o utilitário Troller, em Horizonte (CE), continuará operando até o quarto trimestre.

Para não dizer que todos os laços foram cortados, seguem no Brasil a sede sul-americana da companhia, o centro de desenvolvimento e o campo de testes. Mas o brasileiro que quiser comprar carros da montadora será abastecido pelas unidades produzidas no Uruguai e na Argentina.

A Ford tem ações negociadas na Bolsa de Nova York. Após o anúncio, os papéis subiam 3%, a US$ 9,27. No Brasil, os BDRs da companhia também avançavam. O valor de mercado da companhia é de US$ 36,9 bilhões, há muito ultrapassada pela Tesla, com seus US$ 767,7 bilhões. E isso já diz muito sobre a necessidade de reestruturação de uma empresa de motores à combustão.

A montadora americana já havia anunciado sua reestruturação na América do Sul e o marco mais simbólico desse plano foi o fechamento da fábrica de São Bernardo do Campo, o mais tradicional polo metalúrgico brasileiro.

Leia também:

Vem aí as provas do ENEM 2020  

O ENEM terá os formatos digital e impresso até 2025. No ano seguinte (2026) será 100% digital

Em maio de 2020 o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e o Ministério da Educação (MEC) decidiram pelo adiamento da aplicação do exame nas versões impressa e digital. Na divulgação, o Instituto frisava que, "Atentos às demandas da sociedade e às manifestações do Poder Legislativo em função do impacto da pandemia do coronavírus no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020)". 

E a nova data está cada vez mais próxima. As provas serão aplicadas nos dias 17 e 24 de janeiro de 2021 sendo as avaliações escritas presenciais. No dia 31 de janeiro e 07 de fevereiro, as provas digitais. Serão realizadas em todos os 26 estados brasileiros e no Distrito Federal. Os portões são abertos às 12h e fechados às 13h. O início das provas será às 13h30 e terminam às 19h, no primeiro dia, e às 18h30, no segundo dia.

As provas serão compostas por quatro áreas do conhecimento especificadas na matriz de referência, sendo: no primeiro dia (17/01): duração de 05h30. Linguagens, Códigos e suas Tecnologias: Língua Portuguesa; Literatura; Língua Estrangeira – Inglês ou Espanhol; Artes; Educação Física; Tecnologias da Informação e Comunicação. Ciências Humanas e suas Tecnologias: História; Geografia; Filosofia; Sociologia.

A Redação será aplicada no segundo dia (24/01): duração de 05h. Ciências da Natureza e suas Tecnologias: Química; Física; Biologia. Matemática e suas tecnologias: Matemática. Os critérios de correção são de 0 a 200 pontos, para cada área do conhecimento, totalizando 1.000 pontos e de de 0 a 1.000 pontos para a prova de Redação.

O gabarito oficial do ENEM 2020 será divulgado até o terceiro dia útil após a aplicação das provas. Não será aceito pelo INEP recursos contra a resolução das questões. 

O que fazer com a nota do Ensino Nacional do Ensino Médio, o ENEM 2020? Os candidatos concorrem às vagas para ingresso nas universidade públicas pelo SISU (Sistema de Seleção Unificada), podendo ainda conseguir acesso aos programas do governo como ProUni, que oferece bolsas de 50% a 100% para instituições particulares, e o Fies, que disponibiliza financiamento com juros baixos a alunos carentes.

Novidades do ENEM Digital daqui a cinco anos

O ENEM 2020 digital é exclusivo para participantes concluintes do ensino médio. A adesão dos candidatos foi opcional no ato de inscrição, até um total de 100 mil participantes. Entre 2021 e 2025, o Inep ampliará o número de aplicações do Enem digital, ainda em formato piloto e participação opcional.
 
A partir de 2026, o Enem será 100% digital. O Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), deixará de aplicar definitivamente o ENEM em papel a partir do ano de 2026, reiterando que o exame passará a ser 100% digital. Os principais pontos das mudanças anunciadas são: esse ano, o Enem terá as duas aplicações anuais (dois domingos consecutivos), além de uma aplicação em formato digital, também em dois dias. Da mesma forma, a partir de 2026, o Enem para Pessoas Privadas de Liberdade (PPL) será totalmente no formato digital.

Mais informações acesse o link: https://enem.inep.gov.br/participante/#!/

Leia também:

Morre vítima da Covid-19 o general responsável pelo ENEM  - Clique Aqui


"Guerra" contra fraude coloca provas do ENEM 2020 sob guarda e proteção do Exército brasileiro

Nesse ano serão duas modalidade de provas: impressa e digital


O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) começou a distribuição das provas impressas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020.


Uma verdadeira logística de guerra. Serão, no total, 41 viagens aéreas e 157 terrestres para entregar 70 mil malotes que estão sob a segurança do 4º BIL (Batalhão de Infantaria Leve) do Exército. As provas serão transportadas pelos Correios para todas as unidades da Federação, com escoltas das polícias militares e da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Ao chegarem em seus locais de destino, os malotes serão armazenados nos Batalhões do Exército Brasileiro (BEB) e mantidos em segurança até os dias de aplicação. Estão envolvidos na operação 226 carretas e caminhões. O primeiro caminhão saiu na última sexta-feira, 11 de dezembro. O mesmo foi lacrado pelo presidente do Inep, Alexandre Lopes, e seguiu do 4º BIL do Exército para o Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, com escoltas da Polícia Militar do estado e da PRF.

No sábado, dia 12, saiu o primeiro avião com destino ao Amapá, Ceará, Maranhão e Pará. No domingo, os voos partiram para os estados de Alagoas, Acre, Maranhão e Roraima. A última viagem aérea está prevista para 10 de janeiro de 2021. Já o último caminhão segue para o destino no dia 07 do mesmo mês.

A Ordem de Serviço Conjunta para a expedição das provas foi assinada pelo presidente do Inep, pelo diretor de Gestão e Planejamento da autarquia, Murillo Gameiro, pelo diretor dos Correios, Carlos Henrique de Luca Ribeiro, e pelo comandante do 4º BIL do Exército, coronel Leandro Acosta. Após oficializar a descentralização dos malotes, os presentes visitaram o galpão do 4º BIL, onde as provas estão armazenadas e de onde sairão para as unidades da Federação.

O Batalhão de Infantaria Leve Aeromóvel do Exército é o responsável por guardar as provas do ENEM 2020


Segurança nacional

O Ministério da Justiça e Segurança Pública irá monitorar todas as ações de segurança, desde a escolta até o policiamento. A resolução de problemas que possam surgir também está dentro do plano de ações e estratégias.

Também foi apresentado o plano estratégico de segurança para o exame. A atuação da Polícia Federal (PF) foi esclarecida pelo representante da Divisão de Repressão aos Crimes Fazendários da Polícia Federal da corporação, Fernando Casarin. O evento de descentralização das provas contou, ainda, com um ciclo de palestras temáticas sobre o Enem 2020. Durante as apresentações, representantes das instituições envolvidas detalharam as atividades que desenvolvem para a realização do exame.

Coronavírus na parada

Nesta edição do Enem, por conta da pandemia do novo coronavírus (Covid-19), o Inep também estabeleceu regras para evitar aglomeração durante as provas. As medidas serão adotadas como prevenção contra o coronavírus. A estimativa é que o Enem 2020 seja aplicado em 205 mil salas, 14 mil pontos de aplicação. O órgão orienta que somente seja ocupada a metade da capacidade original das salas. Na edição do ano passado (2019), o Enem foi aplicado em 145 mil salas, em cerca de 10 mil locais de prova.

Também haverá salas especiais, com até 12 carteiras, para pessoas que, de acordo com o Ministério da Saúde e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), são mais vulneráveis à Covid-19. Esses perfis serão detectados na base de inscritos no Enem 2020. Entre esse grupo de pessoas estão gestantes, lactantes, idosos e pessoas com condições médicas preexistentes, como cardiopatias, doenças pulmonares crônicas, diabetes, obesidade mórbida, hipertensão, doenças imunossupressoras e oncológicas.

No final de julho, foi divulgado novos editais do Enem impresso e Enem digital, nos quais contemplava medidas preventivas para o coronavírus. Entre as medidas, estão o distanciamento entre as pessoas e protocolos de proteção em idas ao banheiro e vistorias de materiais, lanches e artigos religiosos.

O Inep reforçou, na ocasião, que o participante que não utilizar a máscara cobrindo totalmente o nariz e a boca, desde a sua entrada até a sua saída do local de provas, será eliminado do Exame.

Provas impressas e digitais pela primeira vez

Pela primeira vez serão realizadas provas impressas e provas digitais. Estima-se que cunco milhões de estudantes façam o Enem impresso e cerca de 100 mil, o digital. Abaixo as datas de cada uma das provas:

Enem impresso: 17 e 24 de janeiro de 2021. Enem Digital: 31 de janeiro e 7 de fevereiro de 2021

Apesar das datas e dos formatos diferentes, as provas terão o mesmo conteúdo. No primeiro domingo serão aplicadas 45 questões objetivas de Linguagens e Códigos, 45 questões de Ciências Humanas e Redação. Já no segundo domingo, serão mais 45 questões de Ciências da Natureza e  45 questões de Matemática.

Ainda Enem 2020 

esse ano, o Enem ocorreria nos dias 1º e 8 de novembro (Enem impresso) e 22 e 29 de novembro (Enem digital), mas, por causa da pandemia do coronavírus, o Inep decidiu que as provas seriam adiadas em 30 ou 60 dias. 

Em junho, o Inep optou por fazer uma enquete para que os estudantes escolhessem as melhores datas para realização das provas. Puderam participar de forma voluntária os quase 5,8 milhões de estudantes que se inscreveram no exame educacional. 

No dia 1º de julho, o Inep divulgou que 553.033 (49,7%) inscritos escolheram que as provas fossem aplicadas nos dias 2 e 9 de maio de 2021. Além da opção escolhida pelos inscritos, havia mais duas, com provas em dezembro deste ano ou janeiro de 2021. No entanto, o Instituo também ouviu a opinião de secretários de educação, universidades e órgãos como a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) e Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif) para poder definir melhor as datas.

Para mais detalhes, acesse aqui o Edital do Enem Impresso e o Edital do Enem Digital. 

Leia também:


Matérias: 

Brasil cai fora das 10 maiores economias do mundo e é ultrapassado de uma única vez por três países afirma Fundação Getúlio Vargas

Por que será que há tantas teorias da conspiração sobre o coronavírus? Confira abaixo.


PROMOÇÃO: Clique sobre o Cupom para baixá-lo. Leve-o em qualquer das três lojas da Sr. dos Óculos e obtenha descontos.




Matéria                                                                                                                                                       

Brasil cai fora do ranking das 10 maiores economias do mundo e é ultrapassado de uma única vez por três países afirma Fundação Getúlio Vargas

Da nova posição que ocupava, em 2019, deverá perder três e será o 12º ainda em 2020

Fortemente alvejado pela pandemia do novo coronavírus, o que mais impactou o país foi uma forte desvalorização cambial. Com isso, ficou para traz o 'top 10' de maiores PIBs (Produto Interno Bruto), em valores nominais em 2020, segundo estudo de pesquisadores da FGV. 


No estudo dos economistas Fundação Getúlio Vargas, Marcel Balassiano e Claudio Considera foi utilizado dados do FMI (Fundo Monetário Internacional) divulgados em outubro, para medir que o Brasil deve deixar o posto de nono maior PIB nominal do mundo, desde 2019, e se tornar o 12º, em 2020. 

Com a queda, o gigante sul-americano será ultrapassado pelo Canadá, Coreia do Sul e Rússia, respectivamente. Segundo os pesquisadores, a crise econômica gerada pela pandemia do novo coronavírus é um agravante, mas a queda é explicada principalmente pela forte desvalorização cambial do real frente ao dólar americano, que já passa dos 40%.

Diferentemente da queda em valores nominais, na métrica do PIB por PPC (Paridade por Poder de Compra) o Brasil deve subir duas posições no 'top 10', saindo da décima posição para a oitava, ultrapassando o Reino Unido e a França.

Em ambas as métricas, o Brasil não recupera a posição que tinha em 2011 - era o 7º maior PIB do mundo tanto em valores nominais como por PPC. "Caso não tivesse o coronavírus, a década atual já seria a 'mais perdida' em termos de crescimento econômico dos últimos 120 anos, pior do que os anos 1980, chamados de 'década perdida'", encerram os pesquisadores da FGV. 

Leia também:

Por que será que há tantas teorias da conspiração sobre o coronavírus?

Getty Imagens - Há muitas pessoas que sustentam, mundo afora, inclusive no Brasil, sem qualquer evidência probatória, que o vírus foi criado e disseminado pela indústria farmacêutica para os países ricos ganharem dinheiro com o tratamento e produção de uma vacina.


Cientistas, médicos infectologistas, profissionais da área da saúde explicam, explicam e explicam. Parece não estar adiantando muito, tantas recomendações, pesquisas e alerta sobre o novocoronavirus, por que as teorias de negação e anti-vacina se fortalecem tanto quanto a Covid-19.

No início era um vírus. Virou pandemia e estagnou o mundo. Na mídia em geral as vozes de cientistas explicando como é o novo vírus, as formas complexas como ele interage em nosso corpo e os últimos avanços nas pesquisas em busca de uma vacina e de um tratamento eficazes se multiplicam a todo instante. 

No entanto, o acesso fácil — e principalmente de graça — a informações científicas confiáveis, explicadas em termos simples, não tem sido suficiente para impedir a proliferação de teorias da conspiração que não têm qualquer base científica.

As ideias de que o Sars-CoV-2 foi deliberadamente criado em um laboratório pela indústria farmacêutica de olho no lucro com a venda de uma vacina, ou que foi espalhado pelos governos da China ou dos Estados Unidos, ou que é disseminado por meio do sinal 5G, são aceitas por um número significativo de pessoas em todo o mundo, segundo revelou uma pesquisa global feita recentemente.

Entre as teorias mais populares está a que questiona a veracidade do número de mortos — que, em 2 de novembro, passava de 1,2 milhão de pessoas, segundo dados da Universidade Johns Hopkins. Das cerca de 26 mil pessoas de 25 países que participaram da pesquisa realizada pelo YouGov-Cambridge Globalism Project, em parceria com o jornal britânico The Guardian, cerca de 40% em países como México, Grécia, África do Sul e Polônia consideraram que o número de vítimas é muito menor do que o relatado. No Brasil essa negação também cresce.

Outros suspeitam que o novo coronavirus foi criado como arma de ataque pelos governos dos EUA ou da China Esse percentual só foi superado na Nigéria, onde 60% dos participantes consideram esse número um exagero. No entanto, a teoria que tem, de longe, o maior número de seguidores é aquela que sustenta que há "um único grupo de pessoas que secretamente controla os eventos e governa o mundo" além dos governos nacionais.

Essa ideia, indica a pesquisa, foi classificada como "definitiva ou provavelmente verdadeira" por 78% dos nigerianos; 68% dos sul-africanos; 55% dos espanhóis; 47% dos poloneses; 45% dos italianos; 37% dos Americanos; 36% dos franceses e 28% dos britânicos, entrevistados.

Getty Imagens - Os negacionistas pulverizam o mundo com suas teorias minizando a potência letal do novocoronavirus, muitas vezes por interesse comercial ou viés ideológico.

Incerteza é a palavra

Por que a pandemia se tornou um campo fértil para o surgimento de teorias da conspiração?
"Não é uma surpresa", disse à BBC News Mundo, Stephan Lewandowsky, professor de psicologia cognitiva da Universidade de Bristol, no Reino Unido, e especialista em desinformação. 

No caso atual da pandemia, muitos preferem ficar com a incerteza, mas disfarçam com teorias da conspiração. "Qualquer situação assustadora em que as pessoas sintam que estão perdendo o controle de suas vidas tornará algumas delas suscetíveis a teorias da conspiração. Nos Estados Unidos, por exemplo, as teorias da conspiração aparecem toda vez que há um tiroteio em massa, como o que ocorreu na Sandy Hook Elementary School (2012). Elas aparecem um ou dois dias depois e duram bastante tempo. Esse é basicamente o pano de fundo. E uma pandemia é o caso supremo de algo que assusta as pessoas e as deixam em dúvida", explicou Lewandowsky.

Em meio a esse mar de perguntas sem respostas, as teorias da conspiração cumprem a função psicológica de oferecer alívio para as pessoas que acreditam nelas, "porque agora elas têm alguém para culpar pelo que está acontecendo", emendou o professor.

Os perigos que elas criam, especialmente em tempos de pandemia, são muitos. Aqueles que acreditam nelas têm maior probabilidade de ignorar as recomendações sanitárias — como o uso de máscaras, manter distanciamento social ou lavar as mãos com frequência — para limitar a propagação da doença e, no pior dos casos, cometer atos de violência.

Quem é mais vulneráveis com essas teorias?

Nem todos nós somos igualmente suscetíveis a cair nessas explicações falaciosas da realidade. "Os jovens tendem a acreditar mais do que os mais velhos nas teorias conspiratórias. E as pessoas com um nível de educação mais elevado têm menos probabilidade de acreditar nelas", afirmou à BBC Karen Douglas, professora de psicologia social na a Universidade de Kent, no Reino Unido.

O vínculo com a tendência política, por outro lado, é mais complicado. "Pessoas nos extremos — tanto à direita quanto à esquerda — tendem a acreditar fervorosamente nelas, ao contrário da ideia geral de que as teorias da conspiração são domínio da direita", diz Douglas.

Quanto aos traços de personalidade que nos tornam comparativamente mais vulneráveis, a situação também não é tão preto no branco. "Os psicólogos se afastaram da ideia de que há um perfil do 'teórico da conspiração', porque o contexto é muito importante", explica a psicóloga à BBC Mundo. "Em vez disso, elas parecem atrair pessoas quando necessidades psicológicas importantes delas não estão sendo atendidas: a primeira está relacionada ao conhecimento e à certeza. A segunda está relacionada à necessidade de segurança e a terceira, de se sentir bem consigo mesmo.", assevera.

Tem que haver um culpado

É difícil prever que tipo de teoria surgirá em uma determinada crise, nem quais durarão mais tempo. Sobre a teoria que acusa a tecnologia 5G de espalhar a covid-19, que ganhou força no início da pandemia e desencadeou uma queima de antenas de telefonia celular em diferentes partes do mundo, Lewandowsky lembra que, no passado, circulou uma ideia muito semelhante.

"Na pandemia de gripe em 1918, havia pessoas que pensavam que a gripe era causada por ondas de rádio de longa distância. Alguém juntou duas coisas invisíveis: um vírus e ondas de rádio. A maioria não entende nenhum dos dois, então, se você ligá-los, (a teoria) pode colar.", observou. "Assim, as ondas de longa distância e a tecnologia 5G tornam-se formam um alvo que pode ser atacado ou responsabilizado", acrescenta o especialista.

Em relação à teoria do exagero da letalidade do vírus, a função dela é mais evidente.
O atrativo é que "a vida cotidiana não deve ser afetada como está agora. É uma desculpa para desconsiderar as restrições recomendadas e continuar como se nada estivesse acontecendo", diz Douglas. "Isso faz você se sentir melhor", afirma Lewandowsky. "Se você pode descartar uma ameaça, sua vida fica muito mais fácil. Você não tem nada com que se preocupar e você não tem medo de nada", emenda.

Todas essas teorias têm um elemento em comum: uma profunda desconfiança sobre tudo o que é oficial (podem ser organizações internacionais, governos, grande imprensa etc). "Não há nada que os teóricos da conspiração acreditem estar livre de corrupção. O que muda (nessas teorias) é como elas se manifestam", diz o Lewandowsky.

Embora não seja responsabilidade dos governos, Lewandowsky acredita que "quanto mais ambígua e confusa a mensagem oficial, mais terreno os divulgadores de teorias da conspiração ganham para vender sua mensagem".

Como barrar o impacto?

Quando se trata de reduzir seu impacto, a imprensa tem um papel complexo. "Acredito que, com poucas exceções, a imprensa geralmente tem feito um trabalho bastante razoável de reportagem sobre a covid", diz o pesquisador da Universidade de Bristol (Stephan Lewandowsky).

Para o pesquisador, ignorar as teorias da conspiração não é uma opção porque isso contribui para o seu florescimento, mas "levá-las a sério também prejudica o discurso público, porque há evidências de que as pessoas que estão expostas a elas, mesmo que não acreditem, perdem confiança no governo, nas burocracias ou na sociedade.", disse.

O que se pode fazer é recorrer à chamada "inoculação", que consiste em alertar com antecedência que, dada a situação, surgirão teorias da conspiração e que todas se caracterizam pelos mesmos defeitos. "Há evidências de que isso funciona", diz Lewandowsky.

O especialista esclarece que, embora os números revelados pela pesquisa sejam elevados, os defensores linha-dura das teorias da conspiração não são muitos. "Os números são altos, mas de todas essas pessoas que parecem apostar nessas teorias, muitas não acreditam nelas com tanta veemência. Apenas se convencem delas para poder dormir à noite. Se você pedir que articulem o que pensam, o argumento desmorona. É apenas um escudo protetor.", observou.

Leia também:

Obesidade acelerou no Brasil em uma década aponta IBGE


Brasil mais gordo. Alimentação balanceada e prática de exercícios físicos frequentes parecem que não passam de proselitismo de empresas especializadas e de alguns programas televisivos matutinos.


Isso por que quase um terço da população brasileira continua engordando, desde o início dessa década. Entre 2003 e 2019, o número de pessoas obesas,com mais de 20 anos de idade, ultrapassou a dobra. Subiu de 12,2% para 26,8%. Os dados estão no Volume 2 da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), do IBGE, divulgada na metade da segunda quinzena de outubro.

Se o número de obesos continuar crescendo neste ritmo, alertam especialistas, em 15 anos o Brasil entrará para o grupo de países onde mais de 30% da população são obesos. É o caso dos Estados Unidos, México e Austrália. O problema está ligado à profunda desigualdade econômica e social do país.

A desigualdade é um grande problema, por que em sociedades onde esta é profunda, a obesidade tende a crescer”, afirmou o especialista Wolney Conde, da Universidade de São Paulo (USP). 

Toda a nossa campanha de prevenção é voltada para os esforços individuais. Mas precisamos nos voltar também para as questões sociais. Ou seja, se não tem condições de preço, de oferta, de alimentos saudáveis, é difícil fazer com que pessoas comam de forma mais correta. Se a pessoa não tem tempo disponível em sua jornada diária, se não tem equipamentos disponíveis perto de casa para se exercitar, ela não vai conseguir fazer isso. O estado precisa agir sobre esses outros aspectos para que o cidadão possa fazer as escolhas individuais a favor de sua saúde. Em condições tão desiguais, as chances de sucesso das escolhas individuais serão muito baixas.”, observa Conde.

A pesquisa mostra que, entre 2003 e 2019, a prevalência da obesidade feminina foi a que mais aumentou. Passou de 14,5% para 30,2%. Ficou bem acima da masculina, que subiu de 9,6% para 22,8%. Atualmente, uma em cada quatro pessoas com 18 anos ou mais é obesa no Brasil.

A gente sabe que a obesidade é uma doença crônica, complexa, que existe uma biologia que favorece o ganho de peso. Não dá para responsabilizar o indivíduo”, afirmou a endocrinologista Cintia Cercato, diretora da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso). “Precisamos mais do que nunca ter políticas públicas para a prevenção da obesidade, como regulamentação da alimentação escolar, rotulagem de alimentos, marketing de ultraprocessados voltados para crianças, sobretaxação de bebidas açucaradas e até redução para os alimentos saudáveis.”

O número de pessoas com excesso de peso também vem crescendo consistentemente. Entre 2003 e 2019, a proporção de pessoas com excesso de peso na população com 20 anos ou mais subiu de 43,3% para 61,7%. Mais uma vez o aumento foi maior entre as mulheres, de 43,2% para 63,3%. Entre os homens, foi de 43,3% para 60%.

Essas pessoas precisam ter acesso a tratamento, precisam ser tratadas, esses tratamentos têm que estar disponibilizados em linha de atendimento do SUS”, frisou Cintia. “Atualmente, o SUS só oferece tratamento cirúrgico para casos extremos e, ainda assim, em número muito reduzido.”, pontuou.

Embora a obesidade e o excesso de peso sejam menos prevalentes entre os adolescentes, também atingem essa faixa de idade em porcentuais significativos. O levantamento mostra que 6,7% dos adolescentes com 18 anos ou mais são obesos. O percentual de excesso de peso é bem mais alto, chegando a 19,4%.

A prevalência de déficit de peso em adultos com 18 ou mais anos de idade foi de 1,6%, (1,7% para homens e 1,5% para mulheres). Ficou, portanto, bem abaixo do limite de 5% fixado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), como indicativo de exposição da população adulta à desnutrição.

Em 2019, pela primeira vez, a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) coletou informações sobre a Atenção Primária à Saúde (APS). O questionário foi aplicado aos moradores com 18 anos ou mais que tiveram pelo menos dois atendimentos com o mesmo médico em Unidades Básicas de Saúde (UBS) ou Unidades de Saúde da Família (USF).

As respostas dos questionários receberam valores que foram usados para calcular o Escore Geral da APS, que varia de 0 a 10. Um escore igual ou superior a 6,6 aponta boa qualidade de atenção primária à saúde. O Escore Geral da APS obtido na pesquisa no Brasil foi de 5,9 – ou seja, abaixo do ideal.

Os moradores cujos domicílios eram cadastrados em unidades de saúde atribuíram um escore geral de 6,0. Já os de domicílios não cadastrados avaliaram a APS com nota 5,5. Entre aqueles que receberam pelo menos uma visita de algum agente comunitário ou membro da equipe de saúde, o indicador foi 6,1. Para os que nunca receberam nenhuma visita destes profissionais, foi de 5,7.

                                                                                     Fim da matéria                      

Leia também:

Ponte da Cristiano Roças é reaberta após 22 meses 

A restauração ficou pronta após 1 ano e 10 meses. Mas o prefeito não pode entregar pessoal mente à população devido a   impedimento na lei eleitoral.

Muito vai-vém, conserta daqui, paras dali, em junho de de 2020 teve início as obras de restauração da mesma. À época, o site Acontece Nas Quatro Estações, da CPS Eventos e Comunicações, que também produz o site Primeira Página online soltou a seguinte matéria:
"Em cumprimento. A Prefeitura de Ubá recomeçou a restauração-reconstrução da ponte Major Siqueira (Av. Cristiano Roças) no dia 1º de junho (segunda-feira). No local, ainda não foi afixada placa de término e nem do valor da obra. Toda a história, como se deu o processo de início da restauração, interrompido pelas chuvas que complicaram a vida da cidade, estão neste link da Assessoria de Imprensa da Prefeitura". (O conteúdo deste link já foi retirado do ar em cumprimento à lei eleitoral 9.504/17). 

No final de dezembro de 2018 a ponte Major Siqueira, na Cristiano Roças, área central da cidade, sofreu um abalo em sua estrutura e teve de ser interditada pela prefeitura.

Na mesma tarde do dia (1º/06), quando a prefeitura afixou a placa de início das obras, comerciantes do entorno da ponte, que foram prejudicados por causa da demora na restauração da mesma, enviaram para a nossa Redação um post (o mesmo abaixo, que obviamente lançaram nas redes sociais) com a contagem dos dias, em que a recuperação estava parada. 


O site Acontece Nas Quatro Estações e o jornal Primeira Página online enviaram, à época, mensagem ao "Movimento Pró-reconstruçã da ponte Major Siqueira", que criou o post citado, indagando quais as considerações e expectativas sobre o início da obra, no local, mas não obtivemos resposta. 

O prefeito Edson Teixeira Filho, que concorre à releição em 15 de novembro, soltou um vídeo sobre a entrega da obra, que você pode assistir clicando Aqui.

Lembramos aqui que, o artigo 77, da lei eleitoral (9.504/97) proíbe que nos três meses anteriores à realização das eleições, ou seja, desde 15 de agosto,  "nenhum candidato poderá comparecer em inaugurações de obras públicas". Com isso, a norma visa impedir o uso da máquina em favor de candidatura e reprimir o abuso do poder político em detrimento da moralidade do pleito. 

"O que a lei pretende vedar é a utilização indevida, ou o desvirtuamento da inauguração em prol de candidato, fato, aliás, que pode ser apurado na forma dos artigos 19 e 22 da Lei Complementar n° 64/90", esclarece Jamilson Lisboa, advogado  Sabino, especializado em Direito Público e ex-procurador geral do município de Bertioga (SP).


Leia também:


 Ministro Paulo Guedes ameaça desistir de imposto sobre transações digitais nos moldes da CPMF e acusa a mídia e os bancos de serem contra

"Passar a régua" - O ministro Paulo Guedes discursa no seminário do IDP, em S. Paulo


O super-ministro do governo Bolsonaro afirmou que o novo imposto não bancará o Renda Cidadã, programa em estudo para substituir o Bolsa Família. 


Nas palavras de Guedes, "De jeito nenhum". Não tem aumento de imposto, não existe aumento de imposto", afirmou. "A mídia, por exemplo, quer desonerar a folha [de pagamento], não quer? Esse imposto só entraria se fosse pra desonerar. Talvez nem precise, talvez eu desista.", vociferou.

Na quarta-feira (14), no entanto, Guedes havia defendido a criação do imposto sobre transações e acusou a Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) de ser contra a iniciativa, "porque quer beber água onde os bancos bebem". acusou. "Eu acho que os bancos vão acabar usando também. Porque os bancos já cobram uma CPMF hoje. A Febraban é que mais subsidia e paga todos os economistas brasileiros para dar consultoria contra esse imposto, mas a Febraban está fazendo isso porque querem beber água onde os bancos bebem. Os bancos bebem essa água", espetou o ministro na quarta, durante o 10º Seminário de Administração Pública e Economia, promovido pelo Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP).

Segundo fontes do Planalto, o governo de Jair Bolsonaro deverá abrir fogo contra a Febraban, uma das fortes entidades que está apoiando a chapa de Josué Gomes da Silva, dono da Coteminas e filho do ex-vice presidente da república, José Alencar. Josué é candidato à presidência da FIESP (Federação das Indústrias do Estado de S.Paulo) e com grandes chances de ser eleito. Ele já foi sondado na última eleição para se candidatar à presidência da república, o que deverá ocorrer em 2022. Motivo pelo qual a oposição, de Guedes à Febraban e futuramente à Fiesp, já teria começado.

Leia também:


https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=416825986380515&id=114189189977531&_rdr