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Utilidade Pública -
_______________________________________________ __Primeiro fim
de semana da Primavera deve ser o mais quente do ano; 11 capitais estão em
alerta
Criança brinca em chafariz no Viaduto do Chá, no centro de São Paulo, onde os termômetros podem chegar aos 38ºC. [Imagem: Vincent Bosson]
O primeiro fim de
semana da primavera no Brasil deve ser o mais quente do ano até agora. Onze
estados brasileiros e o Distrito Federal estão em alerta para altas temperaturas
e os termômetros devem ultrapassar 43ºC em alguns pontos do país.
Confira a previsão
Além do Distrito Federal, o Inmet (Instituto
Nacional de Meteorologia) emitiu alerta de grande perigo para: Maranhão, Minas
Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia, Mato Grosso, Pará, Goiás,
Mato Grosso do Sul e Tocantins. O aviso vale até as 18h de terça-feira (26).
Na cidade de São Paulo, os termômetros podem chegar a 38ºC na tarde do
domingo, segundo projeção do Climatempo. Se isso ocorrer, essa será a maior
temperatura já registrada no município desde o início das medições, há 80 anos. O recorde anterior da cidade foi batido em 2014, quando os termômetros
da capital registraram 37,8ºC. Sábado, a máxima deve ser
de 34ºC na capital.
No interior de São Paulo, o calor deve ser ainda maior — os termômetros
batendo os 43ºC em cidades das regiões norte e oeste do estado. Na cidade do Rio de Janeiro, a máxima deve ser de 41ºC no domingo, também segundo o
Climatempo. Sábado, os termômetros devem atingir os 34ºC.
Outros estados também devem atingir os 40ºC. São eles:
Paraná, Goiás, Rondônia, Amazonas, Pará, Tocantins, Bahia, Piauí e Maranhão,
além do Distrito Federal. Em algumas localidades, o calor deve se estender pela
próxima semana. A capital com previsão de maiores temperaturas hoje e amanhã é Cuiabá
(MT), onde os termômetros devem chegar a 42ºC no pico do calor,
amanhã, segundo o Inmet. Na manhã de sábado, os termômetros já marcaram 30ºC em
alguns pontos da cidade.
A onda de calor que atinge o Brasil é resultado de um bloqueio
atmosférico que impede a passagem das frentes frias pelo país.
Temporais no sul
O Rio Grande do Sul, que ainda se recupera dos danos causados por um
ciclone, não deve ser atingido pela onda de calor. O estado iniciou a
primavera com tempestades de granizo em municípios como Bagé, Morro
Redondo e Pelotas.
Porto Alegre e a região metropolitana de Porto Alegre têm núcleo de
instabilidade forte que causarão chuvas ao longo do dia com possibilidade de
alagamentos. Há alerta da Defesa Civil estadual para temporais isolados, com chuva
forte e intensa, possível queda de granizo e rajadas de vento acima dos 80 km/h
nas regiões oeste, campanha e sul do Rio Grande do Sul, informou o
MetSul.
Níveis de alerta do Inmet
O instituto separa os níveis de alerta em três categorias:
Alerta amarelo: perigo potencial. Situação meteorológica
potencialmente perigosa. Cuidado na prática de atividades sujeitas a riscos de
caráter meteorológico. Mantenha-se informado sobre as condições meteorológicas
previstas e não corra risco desnecessário.
Alerta laranja: perigo. Situação meteorológica
perigosa. Mantenha-se muito vigilante e informe-se regularmente sobre as
condições meteorológicas previstas. Inteire-se sobre os riscos que possam ser
inevitáveis. Siga os conselhos das autoridades.
Alerta vermelho: situação meteorológica de grande perigo. Estão previstos fenômenos meteorológicos de intensidade excepcional. Grande probabilidade de ocorrência de grandes danos e acidentes, com riscos para a integridade física ou mesmo à vida humana. Mantenha-se informado sobre as condições meteorológicas previstas e os possíveis riscos. Siga as instruções e conselhos das autoridades em todas as circunstâncias e prepare-se para medidas de emergência.
Leia também:
Menina de 10 anos coleta DNA de Papai Noel para descobrir se ele existe
BC libera pedidos de saque
de dinheiro esquecido
Os clientes de
bancos vão poder pedir o saque do dinheiro e saber quanto vão receber no
sistema de Valores a Receber.
O sistema de Valores a Receber reabriu
às 10h da terça-feira (7), mas usuários estavam com dificuldades para usar o sistema
pelo excesso de consultas. Os clientes
de bancos vão saber o valor do dinheiro esquecido e solicitar o saque.
Segundo o Banco Central, mais de 300 mil pessoas
estavam na fila de espera. "A fila está andando rápido",
informou a assessoria de imprensa do BC. Até então o BC havia liberado apenas a consulta para a pessoa saber se tinha
ou não dinheiro esquecido nas contas. Mas não era possível saber o
valor nem realizar saques.
A
consulta do valor disponível para saque pode ser feita no site do Banco Central (veja
abaixo o passo a passo). Depois do pedido de devolução, o dinheiro será
depositado em até 12 dias úteis, mesmo que a pessoa tenha selecionado para
receber via Pix.
Quem tem dinheiro esquecido
Já no início da semana (6), foram feitas 23,8
milhões de consultas para descobrir se havia dinheiro esquecido ou não. O BC diz que 6,9 milhões dessas
consultas (29% do total) têm dinheiro a receber.
Quantas pessoas vão receber por faixa de valor
·
Até R$ 10: 29.282.110 (62,55%)
·
Entre R$ 10,01 e R$ 100: 12.195.837 (26,05%)
·
Entre R$ 100,01 e R$ 1.000: 4.694.862 (10,03%)
·
Acima de R$ 1000,01: 643.105 (1.37%)
Veja como retirar o dinheiro
Passo 1:
Acessar o
site valoresareceber.bcb.gov.br e
informe:
·
Pessoa
física: CPF e data de nascimento
·
Pessoa
jurídica: CNPJ e data de abertura
Passo 2
Faça
login com a conta Gov.br (nível prata ou ouro).
Se o
cidadão ainda não tiver conta nesse nível, deve fazer logo o cadastro ou
aumentar o nível de segurança (no caso de contas tipo bronze) no site ou no
aplicativo Gov.br.
Para
valores de pessoa jurídica, precisa ter Conta gov.br com o CNPJ vinculado.
Passo 3
Leia e
aceite o Termo de Responsabilidade.
Passo 4
Verifique
o valor a receber, a instituição que deve devolver o valor e a origem (tipo) do
valor a receber. O sistema poderá fornecer informações adicionais, se for o
caso.
Passo 5
Clique na
opção indicada pelo sistema:
"Solicitar
por aqui": para devolução do valor via Pix, em até 12 dias úteis,
o usuário deverá escolher uma das chaves Pix, informar os dados pessoais, e
guardar o número de protocolo caso precise entrar em contato com a instituição.
"Solicitar
via instituição": voltado para usuários que não têm Pix. Neste
caso, será preciso entrar em contato pelo telefone ou e-mail informado para
combinar com a instituição a forma de retirada.
Na tela
de informações dos valores a receber, o cidadão deve consultar os canais de
atendimento da instituição clicando no nome dela. O cidadão
vai ter que esperar em uma fila virtual se tiver muita gente querendo entrar no
sistema ao mesmo tempo¿
O BC informa
que o sistema vai informar o número de usuários na sua frente e a estimativa de
tempo de espera.
Dinheiro esquecido em bancos poderá ser sacado
Consulta estava suspensa desde maio de 2022. O sistema permite sacar
dinheiro esquecido em bancos e outras instituições financeiras. O BC estima que
R$ 6 bilhões estejam disponíveis para cerca de 38 milhões de pessoas físicas e
2 milhões de pessoas jurídicas.
O resgate poderá ser solicitado em março. Se ao fazer a consulta o
resultado for positivo, o cidadão terá que retornar ao site no dia 7 de março,
a partir das 10h, para solicitar a devolução.
A consulta de valores de pessoas falecidas é uma das
novidades. Nesta
nova fase também foram incluídas contas de pagamento pré ou pós-paga encerradas
com saldo disponível, contas mantidas por corretoras e distribuidoras.
O dados vão ficar disponíveis para quem tem conta
conjunta. Se um
dos titulares solicitar o valor, o outro, ao entrar no sistema, conseguirá ver
valor, data e CPF de quem solicitou.
O acesso para valores de falecidos será
permitido para herdeiros, testamentários, inventariantes ou representante
legal, informando os dados de contato da instituição responsável pelo valor e a
faixa de valor.
Atenção para possíveis golpes
É
importante ficar atento para não cair em golpes: nunca
clique em links suspeitos enviados por e-mail, SMS, WhatsApp
ou Telegram, nem faça qualquer tipo de pagamento para ter acesso aos
valores.
Nenhuma
instituição vai te pedir para fornecer dados pessoais ou senhas para
liberar o dinheiro.
Todos os serviços do Valores a Receber são
gratuitos.
Dinheiro esquecido
O Sistema
de Valores a Receber permite que pessoas físicas e jurídicas consultem valores
de:
·
Contas
corrente ou poupança encerradas com saldo disponível
·
Tarifas
cobradas indevidamente
·
Parcelas
ou obrigações relativas a operações de crédito cobradas indevidamente
·
Cotas de
capital e rateio de sobras líquidas de beneficiários de cooperativas de crédito
·
Recursos
não procurados de grupos de consórcio encerrados
·
Contas de
pagamento pré-paga e pós-paga encerradas com saldo disponível
·
Contas de
registro mantidas por corretoras e distribuidoras encerradas com saldo
disponível
·
Outros
recursos disponíveis nas instituições para devolução
Filas no sistema de Valores a Receber
O Banco
do Brasil afirmou que o SVR está funcionando a plena carga para atender a todos
os interessados em recuperar os recursos "esquecidos" no sistema financeiro. Veja abaixo o posicionamento
do banco:
"Como
é comum em sistemas que recebem uma enorme quantidade de acessos em curto
espaço de tempo, o SVR organiza automaticamente uma fila e informa ao usuário
sua posição e previsão de atendimento. Esse mesmo procedimento é utilizado, por
exemplo, na abertura da venda de ingressos para um show muito procurado.
Nessas
primeiras horas de funcionamento, uma vez dentro do sistema, o tempo para os
usuários requererem seus recursos tem sido menor que o esperado.
O SVR
está adequando o cálculo do tempo esperado em fila para refletir essa
experiência real dos usuários, o que deve reduzir a previsão em espera
informada ao cidadão.
Naturalmente,
passadas as primeiras horas de funcionamento a demanda deve diminuir e,
consequentemente, as filas. O BC tranquiliza os cidadãos de que os recursos
permanecerão a sua disposição pelo tempo que for necessário e que todos serão
atendidos o mais rapidamente possível, sem necessidade de agendamento de
horário certo como na primeira fase, em 2022."
Primeiro fim de semana da Primavera deve ser o mais quente do ano; 11 capitais estão em alerta
Criança brinca em chafariz no Viaduto do Chá, no centro de São Paulo, onde os termômetros podem chegar aos 38ºC. [Imagem: Vincent Bosson]
O primeiro fim de
semana da primavera no Brasil deve ser o mais quente do ano até agora. Onze
estados brasileiros e o Distrito Federal estão em alerta para altas temperaturas
e os termômetros devem ultrapassar 43ºC em alguns pontos do país.
Confira a previsão
Além do Distrito Federal, o Inmet (Instituto
Nacional de Meteorologia) emitiu alerta de grande perigo para: Maranhão, Minas
Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia, Mato Grosso, Pará, Goiás,
Mato Grosso do Sul e Tocantins. O aviso vale até as 18h de terça-feira (26).
Na cidade de São Paulo, os termômetros podem chegar a 38ºC na tarde do domingo, segundo projeção do Climatempo. Se isso ocorrer, essa será a maior temperatura já registrada no município desde o início das medições, há 80 anos. O recorde anterior da cidade foi batido em 2014, quando os termômetros da capital registraram 37,8ºC. Sábado, a máxima deve ser de 34ºC na capital.
No interior de São Paulo, o calor deve ser ainda maior — os termômetros batendo os 43ºC em cidades das regiões norte e oeste do estado. Na cidade do Rio de Janeiro, a máxima deve ser de 41ºC no domingo, também segundo o Climatempo. Sábado, os termômetros devem atingir os 34ºC.
Outros estados também devem atingir os 40ºC. São eles: Paraná, Goiás, Rondônia, Amazonas, Pará, Tocantins, Bahia, Piauí e Maranhão, além do Distrito Federal. Em algumas localidades, o calor deve se estender pela próxima semana. A capital com previsão de maiores temperaturas hoje e amanhã é Cuiabá (MT), onde os termômetros devem chegar a 42ºC no pico do calor, amanhã, segundo o Inmet. Na manhã de sábado, os termômetros já marcaram 30ºC em alguns pontos da cidade.
A onda de calor que atinge o Brasil é resultado de um bloqueio
atmosférico que impede a passagem das frentes frias pelo país.
Temporais no sul
O Rio Grande do Sul, que ainda se recupera dos danos causados por um
ciclone, não deve ser atingido pela onda de calor. O estado iniciou a
primavera com tempestades de granizo em municípios como Bagé, Morro
Redondo e Pelotas.
Porto Alegre e a região metropolitana de Porto Alegre têm núcleo de instabilidade forte que causarão chuvas ao longo do dia com possibilidade de alagamentos. Há alerta da Defesa Civil estadual para temporais isolados, com chuva forte e intensa, possível queda de granizo e rajadas de vento acima dos 80 km/h nas regiões oeste, campanha e sul do Rio Grande do Sul, informou o MetSul.
Níveis de alerta do Inmet
O instituto separa os níveis de alerta em três categorias:
Alerta amarelo: perigo potencial. Situação meteorológica potencialmente perigosa. Cuidado na prática de atividades sujeitas a riscos de caráter meteorológico. Mantenha-se informado sobre as condições meteorológicas previstas e não corra risco desnecessário.
Alerta laranja: perigo. Situação meteorológica
perigosa. Mantenha-se muito vigilante e informe-se regularmente sobre as
condições meteorológicas previstas. Inteire-se sobre os riscos que possam ser
inevitáveis. Siga os conselhos das autoridades.
Alerta vermelho: situação meteorológica de grande perigo. Estão previstos fenômenos meteorológicos de intensidade excepcional. Grande probabilidade de ocorrência de grandes danos e acidentes, com riscos para a integridade física ou mesmo à vida humana. Mantenha-se informado sobre as condições meteorológicas previstas e os possíveis riscos. Siga as instruções e conselhos das autoridades em todas as circunstâncias e prepare-se para medidas de emergência.
Leia também:
Menina de 10 anos coleta DNA de Papai Noel para descobrir se ele existe
BC libera pedidos de saque de dinheiro esquecido
Os clientes de bancos vão poder pedir o saque do dinheiro e saber quanto vão receber no sistema de Valores a Receber.
O sistema de Valores a Receber reabriu
às 10h da terça-feira (7), mas usuários estavam com dificuldades para usar o sistema
pelo excesso de consultas. Os clientes
de bancos vão saber o valor do dinheiro esquecido e solicitar o saque.
Segundo o Banco Central, mais de 300 mil pessoas
estavam na fila de espera. "A fila está andando rápido",
informou a assessoria de imprensa do BC. Até então o BC havia liberado apenas a consulta para a pessoa saber se tinha
ou não dinheiro esquecido nas contas. Mas não era possível saber o
valor nem realizar saques.
A
consulta do valor disponível para saque pode ser feita no site do Banco Central (veja
abaixo o passo a passo). Depois do pedido de devolução, o dinheiro será
depositado em até 12 dias úteis, mesmo que a pessoa tenha selecionado para
receber via Pix.
Quem tem dinheiro esquecido
Já no início da semana (6), foram feitas 23,8
milhões de consultas para descobrir se havia dinheiro esquecido ou não. O BC diz que 6,9 milhões dessas
consultas (29% do total) têm dinheiro a receber.
Quantas pessoas vão receber por faixa de valor
·
Até R$ 10: 29.282.110 (62,55%)
·
Entre R$ 10,01 e R$ 100: 12.195.837 (26,05%)
·
Entre R$ 100,01 e R$ 1.000: 4.694.862 (10,03%)
·
Acima de R$ 1000,01: 643.105 (1.37%)
Veja como retirar o dinheiro
Passo 1:
Acessar o
site valoresareceber.bcb.gov.br e
informe:
·
Pessoa
física: CPF e data de nascimento
·
Pessoa
jurídica: CNPJ e data de abertura
Passo 2
Faça
login com a conta Gov.br (nível prata ou ouro).
Se o
cidadão ainda não tiver conta nesse nível, deve fazer logo o cadastro ou
aumentar o nível de segurança (no caso de contas tipo bronze) no site ou no
aplicativo Gov.br.
Para
valores de pessoa jurídica, precisa ter Conta gov.br com o CNPJ vinculado.
Passo 3
Leia e
aceite o Termo de Responsabilidade.
Passo 4
Verifique
o valor a receber, a instituição que deve devolver o valor e a origem (tipo) do
valor a receber. O sistema poderá fornecer informações adicionais, se for o
caso.
Passo 5
Clique na
opção indicada pelo sistema:
"Solicitar
por aqui": para devolução do valor via Pix, em até 12 dias úteis,
o usuário deverá escolher uma das chaves Pix, informar os dados pessoais, e
guardar o número de protocolo caso precise entrar em contato com a instituição.
"Solicitar
via instituição": voltado para usuários que não têm Pix. Neste
caso, será preciso entrar em contato pelo telefone ou e-mail informado para
combinar com a instituição a forma de retirada.
Na tela de informações dos valores a receber, o cidadão deve consultar os canais de atendimento da instituição clicando no nome dela. O cidadão vai ter que esperar em uma fila virtual se tiver muita gente querendo entrar no sistema ao mesmo tempo¿
O BC informa
que o sistema vai informar o número de usuários na sua frente e a estimativa de
tempo de espera.
Dinheiro esquecido em bancos poderá ser sacado
Consulta estava suspensa desde maio de 2022. O sistema permite sacar
dinheiro esquecido em bancos e outras instituições financeiras. O BC estima que
R$ 6 bilhões estejam disponíveis para cerca de 38 milhões de pessoas físicas e
2 milhões de pessoas jurídicas.
O resgate poderá ser solicitado em março. Se ao fazer a consulta o
resultado for positivo, o cidadão terá que retornar ao site no dia 7 de março,
a partir das 10h, para solicitar a devolução.
A consulta de valores de pessoas falecidas é uma das
novidades. Nesta
nova fase também foram incluídas contas de pagamento pré ou pós-paga encerradas
com saldo disponível, contas mantidas por corretoras e distribuidoras.
O dados vão ficar disponíveis para quem tem conta
conjunta. Se um
dos titulares solicitar o valor, o outro, ao entrar no sistema, conseguirá ver
valor, data e CPF de quem solicitou.
O acesso para valores de falecidos será
permitido para herdeiros, testamentários, inventariantes ou representante
legal, informando os dados de contato da instituição responsável pelo valor e a
faixa de valor.
Atenção para possíveis golpes
É
importante ficar atento para não cair em golpes: nunca
clique em links suspeitos enviados por e-mail, SMS, WhatsApp
ou Telegram, nem faça qualquer tipo de pagamento para ter acesso aos
valores.
Nenhuma
instituição vai te pedir para fornecer dados pessoais ou senhas para
liberar o dinheiro.
Todos os serviços do Valores a Receber são
gratuitos.
Dinheiro esquecido
O Sistema
de Valores a Receber permite que pessoas físicas e jurídicas consultem valores
de:
·
Contas
corrente ou poupança encerradas com saldo disponível
·
Tarifas
cobradas indevidamente
·
Parcelas
ou obrigações relativas a operações de crédito cobradas indevidamente
·
Cotas de
capital e rateio de sobras líquidas de beneficiários de cooperativas de crédito
·
Recursos
não procurados de grupos de consórcio encerrados
·
Contas de
pagamento pré-paga e pós-paga encerradas com saldo disponível
·
Contas de
registro mantidas por corretoras e distribuidoras encerradas com saldo
disponível
·
Outros
recursos disponíveis nas instituições para devolução
Filas no sistema de Valores a Receber
O Banco
do Brasil afirmou que o SVR está funcionando a plena carga para atender a todos
os interessados em recuperar os recursos "esquecidos" no sistema financeiro. Veja abaixo o posicionamento
do banco:
"Como
é comum em sistemas que recebem uma enorme quantidade de acessos em curto
espaço de tempo, o SVR organiza automaticamente uma fila e informa ao usuário
sua posição e previsão de atendimento. Esse mesmo procedimento é utilizado, por
exemplo, na abertura da venda de ingressos para um show muito procurado.
Nessas
primeiras horas de funcionamento, uma vez dentro do sistema, o tempo para os
usuários requererem seus recursos tem sido menor que o esperado.
O SVR
está adequando o cálculo do tempo esperado em fila para refletir essa
experiência real dos usuários, o que deve reduzir a previsão em espera
informada ao cidadão.
Naturalmente,
passadas as primeiras horas de funcionamento a demanda deve diminuir e,
consequentemente, as filas. O BC tranquiliza os cidadãos de que os recursos
permanecerão a sua disposição pelo tempo que for necessário e que todos serão
atendidos o mais rapidamente possível, sem necessidade de agendamento de
horário certo como na primeira fase, em 2022."
Apesar dos três últimos anos caóticos, os brasileiros estão otimistas para 2023, aponta estudos.
Com menos planos para o ano que o ano que se inicia, os brasileiros mudam hábitos de consumo e misturam sentimentos como angústia e esperança.
No começo de
2022, as expectativas eram muitas, especialmente em relação à volta dos eventos
públicos. Com tantos acontecimentos agendados, como eleições, Copa do Mundo,
shows e festivais, os brasileiros ficaram esperançosos e ansiosos pela volta,
enfim, da vida social mais agitada. Segundo um relatório da MindMiners,
empresa de tecnologia que oferece ferramentas para pesquisa de mercado, 42% dos
respondentes tinham estabelecido objetivos para 2022 e já estavam trabalhando
para alcançá-los em fevereiro, quando o levantamento foi feito.
Mas, dessas
pessoas, quantas realmente conseguiram conquistar esses objetivos dentro deste
ano? E com algumas incertezas permanecendo, como a situação dos casos de
covid-19 com novas variantes, quais são as expectativas para 2023? A seguir,
confira os principais destaques do estudo da MindMiners e como essas
projeções vão interferir nos hábitos de consumo.
Expectativas para 2023: dinheiro e saúde continuam
no topo
As expectativas
para o próximo ano se dividem entre os respondentes: enquanto metade estabeleceu
metas, a outra metade não criou nenhum plano. Essas metas estão relacionadas
principalmente a dinheiro (54%), saúde física e mental (50% e 49%), vida
profissional (47%) e lazer (36%). Menos citadas, estão os objetivos
relacionadas a educação (33%), bens materiais de grande porte, como casa e
carro (28%), beleza e estética (22%) e família (18%).
As únicas metas
que aumentaram para 2023 em relação ao estabelecido para 2022 foram:
o guardar dinheiro (77%, 3% a mais);
o começar alguma modalidade de exercícios,
como yoga ou pilates (27%, 2% a mais);
o trocar de emprego (27%, aumento de 7%);
o ir em shows e festivais de música (39%,
aumento de 3%);
o começar ou concluir um novo período
acadêmico (55%, 9% a mais);
o fazer um curso de curto período (aumento
de 4%);
o e renovar o guarda-roupas (65%, 4% a mais
que em 2022).
O restante
permaneceu o mesmo ou tiveram as expectativas reduzidas para 2023, como
investir em negócio próprio, fazer exames de rotina, consultar um psicólogo,
ter reconhecimento profissional, assistir a mais séries, aprender um novo
idioma e comprar uma casa.
O que foi cumprido em um ano?
Sabe aquela
lista de metas feitas no final de 2021? Aparentemente elas serão empurradas
para 2023 ou abandonadas em 2022 mesmo. Dos 42% que tinham estabelecido
objetivos em fevereiro de 2022, apenas 28% disseram ter conseguido cumpri-los –
número 10 pontos percentuais a menos do que o declarado sobre 2021.
Assim como os
planos que estão em mente para 2023, as metas traçadas para 2022 estavam
relacionadas especialmente a dinheiro, saúde física e mental e vida
profissional. Planos com educação, no entanto, vinham antes de lazer.
Dentre os
objetivos para este ano relacionados à saúde em geral, estavam o desejo de
melhorar os hábitos alimentares, citado por 73% dos planejadores. Essa,
contudo, pode ser uma das metas não realizadas se analisarmos os dados do
relatório Consumer Insights, da Kantar.
O estudo mostrou
que o consumo de alimentos processados aumentou, e os brasileiros substituíram
o consumo de frango nas refeições principais (que caiu 11%) pelo de linguiça,
hambúrguer e salsicha (que aumentou 21%, 23% e 27%, respectivamente). Os dados
são relativos a junho de 2021 a junho de 2022.
Segundo a
Kantar, uma das possíveis explicações para a queda na qualidade da alimentação
é a inflação, que fez os consumidores deixarem de comprar alguns produtos e
mesclarem alimentos de menor qualidade nutricional (e menor preço, também) com
outros mais nutritivos.
Finanças preocupam, mas brasileiros também estão
esperançosos
Como a pesquisa
da MindMiners mostrou, dinheiro é o principal tema citado quando o assunto
foram as metas de 2022 e as expectativas para 2023. Entre a metade dos
respondentes que possuem um emprego, 28% deles têm o hábito de guardar
dinheiro, 23% guarda e investe e 17% apenas investe – nesse último grupo, houve
um aumento de 5 pontos percentuais do começo para o fim do ano.
Porém, em
relação às dívidas, o cenário permaneceu o mesmo, com 42% dos respondentes com
algumas dívidas e 14% deles com muitas dívidas. Além disso:
– mais da metade
(57%) das pessoas com dívidas não têm previsão de quando irão regularizá-las;
– 47% diz que
isso prejudica no planejamento de planos para o futuro;
– 36% afirma que
isso afeta a autoestima;
– 17% diz que
isso as deixa sem esperanças.
Um levantamento
da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção
ao Crédito (SPC Brasil) aponta que 40,05% dos brasileiros adultos estavam
negativados em outubro de 2022, o equivalente a 64,87 milhões de pessoas. O
número é um recorde desde que o levantamento começou a ser realizado, há 8
anos. “O brasileiro ainda sente no bolso os efeitos dos últimos aumentos das
taxas de juros e dos preços dos alimentos. Apesar da inflação ter diminuído, no
dia a dia isso ainda não é sentido nos produtos de consumo básico, que seguem
aumentando. Esse cenário impacta diretamente no orçamento familiar”, diz o
presidente da CNDL, José César da Costa.
Outro
levantamento da CNDL e do SPC, em convênio com o Serviço Brasileiro de Apoio às
Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) aponta que o desemprego vem afetando o
estado físico e emocional dos brasileiros. Em comparação com 2020, em 2022
emoções como ansiedade e angústia aumentaram 23 e 27 pontos percentuais.
Angústia, aliás,
foi a emoção citada por 18% dos respondentes da pesquisa da MindMiners. O
sentimento substituiu o tédio, apontado por 20% deles no começo de 2022. O
restante dos sentimentos permanecem semelhantes e os dados mostram que, apesar
de ansiosos, os brasileiros também estão esperançosos.
Como as
expectativas para 2023 refletem nos hábitos de consumo?
E se a esperança
ainda existe, as expectativas para 2023 já foram criadas, mesmo que muita gente
não tenha estabelecido metas. O estudo “Principais Tendências de Consumo 2023”,
do Sebrae, cita também a esperança como alavanca para o consumidor querer
retomar um comportamento mais social. Mais cautelosos em relação ao dinheiro e
mais cuidadosos com a saúde, os consumidores estão adaptando seus hábitos de
consumo. Assim, algumas tendências listadas para o ano que vem pelo Sebrae são:
– Consumo
Intencional: mais pesquisa e menos compras por impulso. O consumidor busca
produtos e serviços que combinem com seus valores e propósitos;
– Consumo com
Consciência Ambiental: reutilização e upcycling seguem em 2023, com produtos
sendo trocados, doados, reaproveitados etc.;
– Consumo de
Infoprodutos: materiais criados e distribuídos digitalmente continuarão no
radar dos consumidores que buscam cursos online e vídeos sobre idiomas, dicas
de viagem, gastronomia, música, entre outros assuntos.
Para conquistar
os consumidores mais econômicos e conscientes, algumas das recomendações do
Sebrae são oferecer diferentes formas de compra e de acesso ao crédito;
produtos que melhorem o dia a dia; experiências que envolvam os sentidos; e
praticar e incorporar os princípios ESG (Environmental, Social and Corporate
Governance) nas ações.
Trabalhadores "esqueceram" R$ 562,9 milhões no PIS/Pasep; veja quem tem direito e como sacar
Segundo a CEF, mais de 600 pessoas deixaram de sacar os valoresOs profissionais que trabalharam com carteira assinada na iniciativa
privada ou atuaram como servidores públicos em 2020 podem ter direito de sacar
o abono do PIS/Pasep de R$ 1.212 neste ano.
Segundo dados do Ministério do
Trabalho e Previdência, que administra os recursos, há R$ 562,9 milhões
"esquecidos" na Caixa Econômica e no Banco do Brasil. Ao todo, quase
600 mil deixaram de sacar os valores, conforme os dados mais recentes do
ministério.
O PIS (Programa de Integração Social)
é pago pela Caixa a trabalhadores contratados por meio da CLT (Consolidação das
Leis do Trabalho). Já o Pasep (Programa de Formação do Patrimônio do Servidor
Público) é depositado pelo Banco do Brasil a profissionais do setor público.
O abono é liberado todo ano conforme
calendário aprovado pelo Codefat (Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao
Trabalhador). Em 2022, os depósitos referentes ao ano-base de 2020 foram
liberados em fevereiro e março. No entanto, quem não conseguiu sacar tem até 29
de dezembro deste ano para ter o benefício.
ABONOS NÃO SACADOS
Tipo de abono Beneficiários Valores
PIS 262.699
R$ 248 milhões
Pasep 334.218 R$ 314,8 milhões
Total 596.917
R$ 562,9 milhões
QUEM TEM DIREITO AO ABONO DO PIS/PASEP
O profissional que trabalhou com
carteira assinada ou em órgão público por, no mínimo, 30 dias, consecutivos ou
não, no ano-base de pagamento. Além disso, é preciso estar cadastrado no
programa ou no Cnis (Cadastro Nacional de Informações Sociais) há pelo menos
cinco anos.
Também é necessário ter recebido até
dois salários mínimos, em média, como remuneração mensal no ano-base. Os dados
precisam ter sido informados pelo empregador (pessoa jurídica ou governo)
corretamente na Rais (Relação Anual de Informações Sociais) ou no eSocial.
PAGAMENTO É PROPORCIONAL AOS MESES
TRABALHADOS
O pagamento do PIS/Pasep é
proporcional ao número de meses trabalhados no ano-base. O cálculo considera
1/12 do salário mínimo válido na data do pagamento, multiplicado pelo número de
meses trabalhados no ano correspondente, com arredondamento para cima, segundo
o Ministério do Trabalho e Previdência.
Se o beneficiário trabalhou o ano
todo, recebe o valor cheio. Se trabalhou um mês, receberá R$ 101. Frações de 15
dias, ou mais, são consideradas como 30 dias.
Meses trabalhados Valor do abono
1 mês R$
101,00
2 meses R$
202,00
3 meses R$
303,00
4 meses R$
404,00
5 meses R$
505,00
6 meses R$
606,00
7 meses R$
707,00
8 meses R$
808,00
9 meses R$
909,00
10 meses R$
1.010,00
11 meses R$ 1.111,00
12 meses R$
1.212,00
QUANTO JÁ FOI PAGO NESTE ANO
Dados do Ministério do Trabalho e
Previdência atualizados até 21 de junho mostram que já foram liberados mais de
R$ 21 bilhões a 23,854 milhões de profissionais neste ano. Ao todo, 21,458
milhões receberam o PIS, num total de R$ 19,4 bilhões em recursos, e 2,4
milhões sacaram o Pasep, com R$ 2,7 bilhões pagos.
SAIBA RECEBER O ABONO DO PIS DE 2022
A consulta ao benefício pode ser
feita pelo telefone 158, no aplicativo Carteira de Trabalho Digital e no portal
gov.br. O site dá acesso às mesmas informações sobre o abono que estão na
Carteira de Trabalho Digital.
O saque é feito na Caixa Econômica
Federal. Para quem é cliente, o depósito ocorre diretamente na conta. Quem não
tem conta na Caixa recebe os valores na poupança social digital, movimentada
pelo aplicativo Caixa Tem.
No aplicativo, é possível pagar
boletos, fazer compras ou transferir o dinheiro para outra conta bancária. O
saque é permitido após gerar uma senha, e há a possibilidade de realizar Pix.
Quem tem Cartão do Cidadão e senha
pode sacar o abono nos caixas eletrônicos, nas lotéricas e nos correspondentes
Caixa Aqui.
VEJA COMO RECEBER O ABONO DO PASEP DE
2022
Já o Pasep é pago pelo Banco do
Brasil conforme o número final da inscrição do servidor. Quem é cliente recebe
direto em conta. Quem ainda não recebeu terá até o dia 29 de dezembro para
reclamar os valores.
Nos caixas eletrônicos do Banco do
Brasil ou no portal www.bb.com.br/pasep, o trabalhador pode fazer a
transferência por meio de TED (Transferência Eletrônica Disponível) para sua
conta bancária. É preciso informar o número de inscrição no Pasep, CPF e data
de nascimento.
Também é possível realizar o saque
nas agências do Banco do Brasil, apresentando documento oficial de identidade,
como RG, passaporte ou CNH (Carteira Nacional de Habilitação).
CALENDÁRIO DE 2019
Segundo o ministério, trabalhadores que tiveram o
abono salarial referente ao ano-base de 2019 e não sacaram no prazo estipulado
pelo governo poderão pedir para receber os valores de forma presencial, em uma
das unidades regionais do MTP (Ministério Público do Trabalho).
Para abrir o processo de recebimento, chamado de
remissão, é preciso ir ao local levando um documento com foto. Se não for
possível, o pedido pode ser feito por email. O endereço é
trabalho.uf@economia.gov.br, colocando no lugar de uf a sigla do estado em que
mora. Por exemplo, para Minas Gerais o endereço é trabalho.mg@economia.gov.br.
Os pedidos do abono em atraso começam sempre a
partir de 31 de março e não há nenhuma relação com o pagamento do calendário
atual. O saque também é permitido até o dia 29 de dezembro.
Os hackers não dormem
(clique na imagem e acesse a matéria)(Clique aqui e acesse o site Have I Been Pwned e verifique se sua conta de e-mail já foi utilizada sem sua permissão)
Os profissionais que trabalharam com carteira assinada na iniciativa
privada ou atuaram como servidores públicos em 2020 podem ter direito de sacar
o abono do PIS/Pasep de R$ 1.212 neste ano.
Segundo dados do Ministério do
Trabalho e Previdência, que administra os recursos, há R$ 562,9 milhões
"esquecidos" na Caixa Econômica e no Banco do Brasil. Ao todo, quase
600 mil deixaram de sacar os valores, conforme os dados mais recentes do
ministério.
O PIS (Programa de Integração Social)
é pago pela Caixa a trabalhadores contratados por meio da CLT (Consolidação das
Leis do Trabalho). Já o Pasep (Programa de Formação do Patrimônio do Servidor
Público) é depositado pelo Banco do Brasil a profissionais do setor público.
O abono é liberado todo ano conforme
calendário aprovado pelo Codefat (Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao
Trabalhador). Em 2022, os depósitos referentes ao ano-base de 2020 foram
liberados em fevereiro e março. No entanto, quem não conseguiu sacar tem até 29
de dezembro deste ano para ter o benefício.
ABONOS NÃO SACADOS
Tipo de abono Beneficiários Valores
PIS 262.699
R$ 248 milhões
Pasep 334.218 R$ 314,8 milhões
Total 596.917
R$ 562,9 milhões
QUEM TEM DIREITO AO ABONO DO PIS/PASEP
O profissional que trabalhou com
carteira assinada ou em órgão público por, no mínimo, 30 dias, consecutivos ou
não, no ano-base de pagamento. Além disso, é preciso estar cadastrado no
programa ou no Cnis (Cadastro Nacional de Informações Sociais) há pelo menos
cinco anos.
Também é necessário ter recebido até
dois salários mínimos, em média, como remuneração mensal no ano-base. Os dados
precisam ter sido informados pelo empregador (pessoa jurídica ou governo)
corretamente na Rais (Relação Anual de Informações Sociais) ou no eSocial.
PAGAMENTO É PROPORCIONAL AOS MESES
TRABALHADOS
O pagamento do PIS/Pasep é
proporcional ao número de meses trabalhados no ano-base. O cálculo considera
1/12 do salário mínimo válido na data do pagamento, multiplicado pelo número de
meses trabalhados no ano correspondente, com arredondamento para cima, segundo
o Ministério do Trabalho e Previdência.
Se o beneficiário trabalhou o ano
todo, recebe o valor cheio. Se trabalhou um mês, receberá R$ 101. Frações de 15
dias, ou mais, são consideradas como 30 dias.
Meses trabalhados Valor do abono
1 mês R$
101,00
2 meses R$
202,00
3 meses R$
303,00
4 meses R$
404,00
5 meses R$
505,00
6 meses R$
606,00
7 meses R$
707,00
8 meses R$
808,00
9 meses R$
909,00
10 meses R$
1.010,00
11 meses R$ 1.111,00
12 meses R$
1.212,00
QUANTO JÁ FOI PAGO NESTE ANO
Dados do Ministério do Trabalho e
Previdência atualizados até 21 de junho mostram que já foram liberados mais de
R$ 21 bilhões a 23,854 milhões de profissionais neste ano. Ao todo, 21,458
milhões receberam o PIS, num total de R$ 19,4 bilhões em recursos, e 2,4
milhões sacaram o Pasep, com R$ 2,7 bilhões pagos.
SAIBA RECEBER O ABONO DO PIS DE 2022
A consulta ao benefício pode ser
feita pelo telefone 158, no aplicativo Carteira de Trabalho Digital e no portal
gov.br. O site dá acesso às mesmas informações sobre o abono que estão na
Carteira de Trabalho Digital.
O saque é feito na Caixa Econômica
Federal. Para quem é cliente, o depósito ocorre diretamente na conta. Quem não
tem conta na Caixa recebe os valores na poupança social digital, movimentada
pelo aplicativo Caixa Tem.
No aplicativo, é possível pagar
boletos, fazer compras ou transferir o dinheiro para outra conta bancária. O
saque é permitido após gerar uma senha, e há a possibilidade de realizar Pix.
Quem tem Cartão do Cidadão e senha
pode sacar o abono nos caixas eletrônicos, nas lotéricas e nos correspondentes
Caixa Aqui.
VEJA COMO RECEBER O ABONO DO PASEP DE
2022
Já o Pasep é pago pelo Banco do
Brasil conforme o número final da inscrição do servidor. Quem é cliente recebe
direto em conta. Quem ainda não recebeu terá até o dia 29 de dezembro para
reclamar os valores.
Nos caixas eletrônicos do Banco do
Brasil ou no portal www.bb.com.br/pasep, o trabalhador pode fazer a
transferência por meio de TED (Transferência Eletrônica Disponível) para sua
conta bancária. É preciso informar o número de inscrição no Pasep, CPF e data
de nascimento.
Também é possível realizar o saque
nas agências do Banco do Brasil, apresentando documento oficial de identidade,
como RG, passaporte ou CNH (Carteira Nacional de Habilitação).
CALENDÁRIO DE 2019
Segundo o ministério, trabalhadores que tiveram o
abono salarial referente ao ano-base de 2019 e não sacaram no prazo estipulado
pelo governo poderão pedir para receber os valores de forma presencial, em uma
das unidades regionais do MTP (Ministério Público do Trabalho).
Para abrir o processo de recebimento, chamado de
remissão, é preciso ir ao local levando um documento com foto. Se não for
possível, o pedido pode ser feito por email. O endereço é
trabalho.uf@economia.gov.br, colocando no lugar de uf a sigla do estado em que
mora. Por exemplo, para Minas Gerais o endereço é trabalho.mg@economia.gov.br.
Os pedidos do abono em atraso começam sempre a
partir de 31 de março e não há nenhuma relação com o pagamento do calendário
atual. O saque também é permitido até o dia 29 de dezembro.
Os hackers não dormem
Zélia Duncan ‘espeta’ presidente e diz que Bolsonaro tem 'obsessão em devastar terras indígenas'
TCU enquadra Bolsonaro e seca mina de dinheiro destinada às TVs religiosas
Entenda por que o preço da gasolina é tão alto
Em anos eleitorais os preços dos combustíveis tendem a aumentar devida à instabilidade política inerente ao período.
O que define o valor no Brasil? A alta do dólar, cotação internacional e impostos atuam na formação do preço dos combustíveis. O preço da gasolina ao longo do ano de 2021 sofreu reajustes de mais de 70% nas refinarias e pesou no bolso dos brasileiros.
A alta no valor do barril de petróleo e a cotação do dólar são alguns dos fatores que afetam diretamente o aumento dos preços. Para entender como o valor da gasolina é definido, os efeitos dos reajustes constantes dos combustíveis na inflação e como a instabilidade no cenário político e econômico afetam esse cenário, é preciso verificar diversos fatores..
Entenda o que define o preço da gasolina
Do momento em que o combustível sai das refinarias até a chegada ao consumidor, cinco componentes formam o preço final dos combustíveis:• Realização Petrobras;• Distribuição e revenda;• Custo do Etanol Anidro/Custo do Biodiesel;• ICMS;• Cide, PIS/Pasep e Cofins.
O que cada um representa na formação do preço dos combustíveis:
1 - Realização Petrobras:A Realização Petrobras se refere ao valor pago pelas distribuidoras à petrolífera pelo seu serviço nas refinarias. Nesse valor, estão inclusos os custos de produção e os lucros da Petrobras.2 - Distribuição e revenda
A parcela de distribuição e revenda custeia o armazenamento e o transporte dos combustíveis, além dos serviços prestados pelos postos. Esse item varia de acordo com as estruturas de custo de cada empresa da cadeia e de características específicas de cada mercado, como nível de concorrência ou distância dos polos de entrega dos produtos.
3 - Etanol anidro e biodiesel
O etanol anidro é um composto formado quase 100% por álcool, adicionado na gasolina de acordo com especificações previstas em lei. O produto ajuda na combustão e contribui para a diminuição da emissão de monóxido de carbono, um gás poluente que resulta da queima de gasolina.
O biodiesel, combustível adicionado ao diesel e também previsto em lei, é uma alternativa para automóveis com motor a diesel. Ele é derivado de óleos vegetais e gorduras, o que significa que é uma fonte de energia renovável. Seu índice de poluição também é menor que o do diesel derivado de petróleo.
Pela regra em vigor, uma portaria de 2006 da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), a gasolina vendida nos postos deve ter 73% de gasolina e 27% de etanol anidro. Já o diesel deve conter 90% diesel e 10% biodiesel em 2022.
4 - ICMS: o que é e por que varia?
O ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) é um tributo estadual que incide sobre a venda final de produtos, com alíquotas definidas pelos estados. No caso dos combustíveis, a alíquota é cobrada sobre um preço de referência, chamado de PMPF (Preço Médio Ponderado ao Consumidor Final), definido pelos governos estaduais a cada 15 dias, com base em pesquisa nos postos.
Na gasolina, a alíquota varia entre 25%, como em São Paulo, e 34%, caso do Rio de Janeiro. Para o diesel, a alíquota varia entre 12% e 25%.
5 - Cide, PIS/Pasep e Cofins
A Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico) é um tributo federal que se refere às atividades de importação e comercialização de petróleo e seus derivados, gás natural e seus derivados, e álcool etílico combustível.
PIS/Pasep são tributos federais cobrados de órgãos públicos e de empresas, para pagar benefícios como o abono salarial e o seguro-desemprego. A Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social) é outro tributo federal que incide sobre empresas. Ela é calculada a partir da receita bruta das instituições e custeia esferas básicas da seguridade social brasileira, como investimentos em saúde, Previdência Social e programas nacionais de assistência social.
A Cide e o PIS/Cofins são valores fixos, definidos pelo governo federal. Um litro de gasolina A, que sai da refinaria, paga R$ 0,10 de Cide e R$ 0,7921 de PIS/Cofins. A Cide do diesel está zerada. A PIS Cofins é R$ 0,3525 por litro de diesel A, antes da mistura com biodiesel.
E por que o preço da gasolina aumenta?
O preço dos combustíveis acompanha mais de perto o mercado internacional desde 2016, quando foi implantada a política de paridade de importação, na qual é definido o preço de paridade de importação (PPI).
O PPI é um valor de referência, calculado com base no preço de aquisição do combustível (no caso do Brasil, geralmente o preço negociado em Houston, nos EUA), mais os custos logísticos até o polo de entrega do derivado - o que inclui fatores como o frete marítimo, taxas portuárias e o transporte rodoviário - e as margens para remunerar riscos inerentes à operação. O valor também é influenciado pela cotação do dólar.
A referência para as cotações internacionais é o petróleo do tipo Brent, negociado em Londres. Em 2021, ele superou o pico atingido em 2018, ano em que ocorreu a greve dos caminhoneiros.
A alta refletiu a recuperação da economia global após os períodos de isolamento do início da pandemia. A maior atividade fez com que a procura superasse a oferta de petróleo, aumentando o preço do produto.
No Brasil, o dólar, moeda na qual o petróleo é cotado no mercado internacional, manteve-se valorizado em relação ao real, o que também contribuiu para elevar durante o ano o valor em reais do produto importado.
Isso fez subir o preço praticado pelos postos e, como consequência, elevou também a parcela de ICMS nesse valor, já que o tributo é calculado com base no valor de venda do combustível.
Como o cenário político e econômico afeta o preço
Os efeitos de períodos de instabilidade política sobre o câmbio ajudam a pressionar os preços internos dos combustíveis, já que tendem a tornar o valor em reais mais caro. Isso tem sido comum em períodos pré-eleitorais, por exemplo, quando o dólar costuma reagir a incertezas sobre a troca de governo.
Em 2002, o então candidato da situação à Presidência da República, José Serra (PSDB), chegou a pedir publicamente que a Petrobras parasse de reajustar o preço do gás de cozinha, já que os frequentes aumentos tinham impacto negativo em sua campanha.
Naquele ano, a moeda americana subiu mais de 50% frente ao real. Com os frequentes repasses da Petrobras, o preço do botijão de gás de 13 quilos mais do que dobrou, com alta de 133% entre janeiro e dezembro. A gasolina subiu 63% no mesmo período.
Em 2014, também diante de forte desvalorização da moeda, o governo Dilma Rousseff (PT) decidiu segurar os preços, gerando um embate com a direção da Petrobras. Em depoimentos dados ao Ministério Público em 2015, a ex-presidente da estatal, Graça Foster, contou detalhes da queda-de-braço.
Ela chegou a dizer que a companhia estava "no limite" devido aos impactos do represamento em seus indicadores de endividamento, mas que o então ministro da Fazenda, Guido Mantega, era quem tinha a palavra final.
Logo após a vitória de Dilma, com o petróleo em queda, o governo autorizou os reajustes de 3% na gasolina e 5% no diesel e recomendou à diretoria "passar um tempo com os preços acima da paridade a fim de recompor as defasagens do passado".
Recentemente, uma combinação de motivos internos e externos contribuiu para que a cotação do dólar subisse em relação ao real. Entre eles estão a incerteza sobre o futuro da pandemia e a instabilidade política do país.
Jair Bolsonaro (PL) iniciou seu mandato com dólar na casa dos R$ 3,80, mas a cotação da moeda americana ultrapassou a barreira dos R$ 5 no início da pandemia e vem se mantendo desde então acima desse patamar, tornando-se um fator adicional de pressão sobre os preços dos combustíveis.
Preço da gosalona no mundo
Como o petróleo é uma commodity, ou seja, seus preços são internacionais, uma alta no custo do petróleo será sentida em todos os países. Esse preço internacional é influenciado pelas decisões da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), grupo que em 2022 inclui 12 nações produtoras: Angola; Argélia; Líbia; Nigéria; Arábia Saudita; Emirados Árabes Unidos; Irã; Iraque; Kuwait; Qatar; Equador e Venezuela.
Esse grupo atua como um cartel, ou seja, toma em conjunto decisões sobre exploração, produção e exportação/importação de petróleo que afetam o custo do produto. Por exemplo, se a Opep decide reduzir a produção de petróleo, mas a demanda continua no mesmo nível, o preço aumenta.
O Brasil, apesar de estar em 8° no ranking das maiores reservas de petróleo do mundo, não é um país membro da Opep. Em 2019, Jair Bolsonaro mencionou que gostaria que o seu país fizesse parte da organização, mas que provavelmente exigiria que o Brasil limitasse sua produção de petróleo.
Na pandemia, por exemplo, a organização atua para que, independentemente de crises, os preços sejam praticados de forma que não prejudiquem os países membros da organização. Embora o preço do petróleo seja internacional e afete todos os países, em cada um o valor dos combustíveis dependerá da política interna de reajustes e da política de impostos de cada nação.
O preço da gasolina ao longo dos anos
O preço da gasolina em 2021 atingiu os valores mais altos desde que começou a ser registrado mensalmente, em 2003, pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis).
A média de quase R$ 7,00 é a maior em 18 anos na série histórica, tanto no preço final pago pelo consumidor quanto o preço ajustado pela inflação. Medido pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), o nível da inflação chegou a 10,67% em 12 meses no ano de 2021.
Afinal, qual deveria ser o preço real da gasolina?
A pergunta é impossível de ser respondida de forma geral, justamente porque o preço depende de todas as condições acima. Além disso, o preço da gasolina depende de fatores que não podem ser controlados pelo mercado nacional de combustíveis - como a cotação do dólar ou o preço internacional do petróleo.
<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<!!!!!!!>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>
Há 73 anos era proclamada a Declaração Universal dos Direitos Humanos
(clique aqui e acesse o documento na íntegra)
Coordenadores pedem demissão e Enem pode ser prejudicado
A menos de um mês do Ensino Nacional do Ensino Médio, dois coordenadores da prova pedem exoneração. Com tudo pronto, processos que acontecem durante e após aplicação da prova, podem ser emaranhados.
Dois coordenadores do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) que trabalham em áreas ligadas ao Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) pediram exoneração de seus cargos na última semana.
Eduardo Carvalho Sousa, coordenador de Exames para Certificação, protocolou seu pedido de demissão no dia 1º, e, Hélio Júnio Rocha Morais, coordenador da Logística de Aplicação, oficializou no dia 5.
Segundo servidores do Instituro, na condição de anonimato, os pedidos acontecem por discordância das decisões do atual presidente do Inep, Danilo Dupas, que não são consideradas de caráter técnico, e assédio moral por parte do chefe da autarquia contra os funcionários.
Além do Enem, os coordenadores eram responsáveis pelo Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes) e o Encceja (Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultas).
A prova do Enem está pronta, no entanto, de acordo com os servidores, processos feitos durante e após a aplicação do exame podem ser prejudicados. A divulgação das notas, por exemplo, é um deles.
O cronograma para a edição de 2022 também deveria começar a ser feito nas próximas semanas. As demissões ainda não foram publicadas no Diário Oficial, o que deverão ocorrer em breve.
Enem 2021: Qual o impacto na prova das demissões em massa de servidores?
Servidores do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) pediram exoneração de seus cargos, oficialmente dia 8 (novembro), segunda-feira. Dos 30 que saíram, 27 trabalhavam em áreas diretamente ligadas ao Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) e 22 são coordenadores de área.
A prova acontece em 21 e 28 de novembro (penúltimo e último domingo do mês) e já está pronta, por isso as datas não devem ser alteradas. Mas as mudanças no organograma em funções estratégicas podem atrapalhar os processos que acontecem após aplicação do exame, como a correção e a divulgação das notas.
Parte desses servidores serviam como uma espécie de "radar", monitorando possíveis problemas e apontando soluções no dia do exame. Na edição de 2020, houve alguns incidentes que precisaram ser contornados, como salas superlotadas, o que impediu diversos alunos de fazerem o Enem.
Além disso, a operação de aplicação do exame é bastante complexa, com toda uma logística para manter o sigilo das provas. As empresas envolvidas temem inclusive uma falta de interlocução com o instituto após a saída desses profissionais mais experientes.
Também pode impactar no cronograma para a edição de 2022, que deveria começar a ser feito nas próximas semanas. Um dos exonerados, por exemplo, tinha a tarefa de acompanhar a empresa terceirizada para a aplicação da prova, para fiscalizar se seriam cumpridos os requisitos e termos acordados em contrato.
Outros servidores faziam parte do envio em tempo real de informações sobre o exame para o Inep, além de estarem envolvidos com a análise das perguntas. Vestibulares tradicionais contabilizam apenas o número de erros e acertos, atribuindo um valor fixo às questões, mas o Enem funciona diferente. Usa uma metodologia especial, chamada Teoria de Resposta ao Item (TRI).
Neste modelo estatístico, o valor de cada uma das questões varia de acordo com o percentual de acertos e erros dos estudantes naquele item. Assim, os itens que os estudantes acertarem mais serão considerados fáceis e, por essa razão, valerão menos pontos na composição da nota final. Já os itens com menor número de acertos por parte dos estudantes serão considerados difíceis e, por essa lógica, valerão mais pontos. É por isso que é muito comum dois participantes acertarem o mesmo número de itens, mas terem médias finais diferentes no Enem.
Como essa comparação é volumosa e sensível, leva alguns meses para ser feita - normalmente as notas são divulgadas em março do ano seguinte. Ainda não se sabe como essas vagas serão preenchidas ou como esse problema com o know-how desse sistema será resolvido.
Foram 32 demissões em uma semana. Os pedidos de saída dos servidores acontecem de forma coletiva e, como uma medida para pressionar pela saída do atual presidente do órgão, Danilo Dupas, que se mantém no cargo pela relação pessoal com o ministro Milton Ribeiro. Inicialmente, foram confirmadas 13 demissões, já na segunda-feira (8), depois, o número aumentou.
Leia também:
Dia Nacional de Combate ao Fumo

No Brasil morrem mais de 440 pessoas por dia devido ao problemas causados pelo tabagismo
Centenário de Paulo Freire
Paulo Freire (1921-1997). Clique na imagem e acesse biografia e um pouco da vida e obra do mais célebre educador brasileiro, com atuação e reconhecimento internacionais.
Como paulo guedes ficou milionário e se beneficiou com a alta do dólar?
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| No Brasil morrem mais de 440 pessoas por dia devido ao problemas causados pelo tabagismo |

Os documentos que mostram que o ministro da Economia é dono de uma offshore milionária são parte de um megavazamento de informações que expôs figuras públicas de diversos países, batizado de Pandora Papers.
Em quase três anos à frente do Ministério da Economia, Paulo Guedes deu uma coleção de declarações polêmicas e muitas delas envolvendo o dólar, que ficou quase 40% mais caro desde o início do governo de Jair Bolsonaro.
Algumas dessas frases foram relembradas nas redes sociais pelos brasileiros no domingo (3/10), quando veículos de imprensa mostraram que Guedes mantém US$ 9,55 milhões (mais de R$ 50 milhões) nas Ilhas Virgens Britânicas, um paraíso fiscal no Caribe.
As reportagens foram feitas no âmbito do Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ), do qual fazem parte, no Brasil, a revista Piauí, os portais Metrópoles e Poder 360 e a Agência Pública.
Entre as manchetes compartilhadas, os brasileiros relembraram um episódio de fevereiro de 2020, quando o ministro afirmou que o dólar alto seria positivo porque "empregada doméstica estava indo para a Disney, uma festa danada". Antes disso, em novembro de 2019, Guedes afirmou, em visita a Washington, que os brasileiros deveriam "se acostumar" com o câmbio mais alto, que seria um reflexo da nova política econômica, com juro de equilíbrio mais baixo. "O dólar está alto? Problema nenhum, zero", disse, na ocasião.
Mais recentemente, em junho, já com o dólar consistentemente acima de R$ 5, o ministro repetiu, em fala na Fiesp, que ele e sua equipe queriam o "juros mais baixos e câmbio de equilíbrio um pouco mais alto". O dólar hoje representa, indiretamente, uma das principais pressões sobre a inflação, com impacto que vai dos preços de combustíveis aos dos alimentos, passando inclusive pelos produtos fabricados pela indústria nacional, já que muitos usam componentes importados.
Para quem tem investimentos no exterior, contudo, o dólar mais caro tem um efeito positivo, já que faz crescer o equivalente em reais das aplicações. Foi isso o que aconteceu com os recursos mantidos na Dreadnoughts International, a empresa offshore fundada por Guedes em setembro de 2014 nas Ilhas Virgens Britânicas.
A alta do dólar desde 2019 fez com que o patrimônio valorizasse pelo menos R$ 14 milhões. Hoje, o equivalente em reais dos US$ 9,55 milhões aportados na empresa é de R$ 51 milhões. Como as decisões e declarações do ministro têm impacto direto sobre o mercado de câmbio, muitos especialistas enxergam um conflito de interesses direto entre o cargo público exercido por Paulo Guedes e seu papel como investidor.
As offshores não são ilegais no Brasil, desde que os recursos sejam declarados à Receita Federal. A diferença, neste caso, é o fato de que Guedes é servidor público. O Código de Conduta da Alta Administração Federal proíbe, em seu Artigo 5º, que funcionários do alto escalão mantenham aplicações financeiras passíveis de serem afetadas por políticas governamentais, no Brasil e lá fora.
Em suas manifestações à imprensa, o ministro tem reiterado que cumpriu o que ordena o código de conduta e que, como manda a norma, informou à Comissão de Ética Pública sobre seus negócios no prazo estipulado, até dez dias após assumir o cargo.
Nesse aspecto, uma outra questão emergiu por meio do Pandora Papers: o caso só foi julgado no último mês de julho, mais de dois anos e meio depois. A Comissão decidiu arquivar sem divulgar suas razões, sob a justificativa de que o caso seria sigiloso por envolver dados sensíveis.
O advogado Wilton Gomes, mestre e doutor pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), considera "absurdo" o período de dois anos que a comissão levou para avaliar o caso do ministro. Para ele, ainda que exista a questão de sigilo, os motivos que embasaram a decisão são uma questão de interesse público e, por isso, deveriam ser discutidos de forma mais transparente.
Sobre o parecer, ele afirma que a redação do Artigo 5º do Código de Conduta é clara para o caso de Guedes. "O conflito de interesse está instaurado, por mais que não tenha havido ação deliberada para aquela finalidade. Não é preciso comprovar que ele teve alguma atitude que o favorecesse, mas evitar o conflito de interesse", afirmou.
Assim, para Gomes, a conduta correta seria que ou o ministro repatriasse os recursos ou, caso decidisse mantê-los no exterior, que se afastasse do cargo. Depois da repercussão do caso, por meio de nota, a Comissão de Ética Pública da Presidência afirmou que, diferentemente do que dizem as reportagens, a declaração de Guedes foi analisada em maio de 2019 — essas informações, contudo, não constam nas atas e notas disponíveis no site da comissão e às quais a própria nota faz referência.
Além da questão do câmbio
O potencial conflito de interesses entre o "Paulo Guedes ministro" e o "Paulo Guedes investidor" vai além do câmbio. Uma questão que pode afetar diretamente seus recursos no exterior é a tributação desses valores. Hoje, os rendimentos que pessoas físicas têm com empresas offshore só são taxados quando há saques desses investimentos.
Em uma proposta enviada pelo Ministério da Economia ao Congresso para alterar a tabela do Imposto de Renda e outros tributos estava previsto que essa cobrança sobre ganhos em offshore fosse feita anualmente, em caso de empresas estabelecidas em paraísos fiscais. Depois, porém, isso foi retirado, em comum acordo entre Guedes e o relator da matéria na Câmara, o deputado Celso Sabino (PSDB-PA).
O parlamentar disse no final de julho que pretendia reincluir a mudança, mas projeto de lei foi aprovado no início de setembro na Câmara sem esse ponto e agora está em análise no Senado. A BBC News Brasil tentou ouvir o deputado por telefone em seu gabinete e no celular, mas ninguém atendeu às ligações.
A proposta de taxar anualmente os ganhos em offshore gerou resistência de setores econômicos que mantêm recursos no exterior. Em evento organizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Guedes disse em julho que a ideia foi retirada no Congresso para não complicar a tramitação do projeto de lei.
"O que estiver certo, acertamos aqui com a indústria… 'Ah, não, tem que pegar as offshores e não sei quê'. Começou a complicar? Ou tira ou simplifica. Tira. Estamos seguindo essa regra", afirmou.
"Não vamos botar em risco a retomada do crescimento econômico sustentável, que é o que está acontecendo. Então, quero deixar essa mensagem tranquilizadora. Quero agradecer o apoio de todo mundo que está nos ajudando, levando sugestões, dizendo 'ó, cuidado que isso aqui está errado'", continuou o ministro, na ocasião.
A advogada Bianca Xavier, professora de direito tributário da Fundação Getúlio Vargas (FGV), reforça que não há ilegalidade em possuir recursos em uma offshore, desde que os valores sejam declarados à Receita Federal e ao Banco Central (no caso de superarem US$ 1 milhão) e que os tributos sejam pagos corretamente em caso de saques.
Segundo a professora, gerir recursos a partir de uma offshore no exterior, em geral, permite ao investidor pagar menos impostos quando se trata das cobranças sobre a empresa. Já quando a pessoa saca esses recursos, explica Xavier, ela terá que necessariamente pagar imposto sobre todos os ganhos de rendimento do período.
A vantagem da offshore, ressalta, é que o investidor não precisa pagar esse tributo regularmente, como ocorre no Brasil, mas apenas ao final da aplicação, quando saca. É o chamado diferimento de impostos.
Na sua visão, o ministro não parece estar agindo de modo antiético com relação a seus investimentos em offshore, já que partiu do próprio governo a proposta original de incluir na reforma tributária a taxação anual desses rendimentos. Para ela, é inevitável que o ministro lide com políticas que o afetem diretamente.
"Se for considerar um conflito ético, nenhum ministro da Fazenda poderia falar de Imposto de Renda. Todos nós somos contribuintes. Teria, então, que ser um ministro muito pobre para não ter nenhum tipo de renda. Acho que ele tem que seguir pela impossibilidade", afirma a professora.
No entanto, o ministro pode ser beneficiado por outro ponto desse projeto de lei aprovado na Câmara e que ainda está em análise no Senado. O texto que recebeu o aval dos deputados prevê alíquota reduzida de 6% para quem decidir pagar antecipadamente o imposto sobre bens no exterior incluídos na declaração de Imposto de Renda deste ano (ano base 2020).
A alíquota normal no caso de investimentos em offshore varia de 15% a 27,5%. Ou seja, se isso for aprovado também no Senado e Guedes aderir ao pagamento antecipado, poderia economizar parte do tributo devido.
A justificativa apresentada para essa medida é a necessidade do governo aumentar a arrecadação com a antecipação desse e de outros tributos — o projeto de lei também dá desconto para pagamento antecipado sobre ganho de capital com valorização de imóveis.
Bianca Xavier lembra que a gestão Bolsonaro prometeu atualizar a tabela do Imposto de Renda, o que significa aumentar o número de brasileiros isentos da cobrança e reduzir um pouco os impostos pagos pelos demais.
A antecipação de tributos ajudaria a compensar num primeiro momento essa perda de arrecadação — solução considerada controversa por especialistas, já que a receita menor com a atualização da tabela do Imposto de Renda será permanente.
Presidente do BC também enfrenta questionamentos
À questão tributária, Pedro Rossi, professor do Instituto de Economia da Unicamp, acrescenta o âmbito regulatório. Paulo Guedes é, junto do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, membro do Conselho Monetário Nacional (CMN), que tem autonomia para aprovar uma série de medidas infralegais que também têm impacto sobre investimentos no exterior.
Campos Neto também foi citado no Pandora Papers. Sua offshore, a Cor Assets S.A, ficava situada no Panamá. À diferente de Guedes, contudo, ele encerrou as operações da empresa em julho do ano passado — mais de um ano depois de assumir a liderança do BC, contudo.
"São dois personagens da alta elite financeira, pessoas com milhões de dólares lá fora, beneficiados pela liberalização que eles mesmo promovem dentro dessa institucionalidade frouxa que alimenta conflito de interesses", diz o economista.
"Ambos têm influência sobre instrumentos de política cambial, fiscal e monetária, e estão conduzindo hoje o maior processo de liberalização financeira desde 1990", completa Rossi, referindo-se à iniciativa de mercados de capitais, conhecida pela sigla IMK, um conjunto de iniciativas que visa desenvolver o mercado de capitais no Brasil.
Entre as medidas aprovadas pelo CMN no âmbito do IMK ele destaca a ampliação das operações com derivativos no exterior, algo que, na sua avaliação, vai na contramão das discussões sobre redefinição do papel do Estado e controles sobre o mercado financeiro após a grande crise de 2008.
"A política fiscal, por exemplo, é mais democrática, passa pelo processo orçamentário, pelo legislativo. Já a política monetária e cambial depende de um conselho [CMN] que lhe dá diretrizes e que não tem representatividade, que toma decisões pouco democráticas e que é pouco transparente."
O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, diz que não fez nenhuma remessa de recursos ao exterior depois de assumir o cargo atual e que, desde então, não faz parte da gestão das suas empresas.
Guedes e Campos Neto negam irregularidades
Em nota, a assessoria de Paulo Guedes afirma que as atividades privadas dele anteriores à sua posse como ministro foram informadas aos órgãos competentes.
"Toda a atuação privada do ministro Paulo Guedes, anterior à investidura no cargo de ministro, foi devidamente declarada à Receita Federal, Comissão de Ética Pública e aos demais órgãos competentes, o que inclui a sua participação societária na empresa mencionada", diz trecho da nota que cita que a atuação de Guedes "sempre respeitou a legislação aplicável e se pautou pela ética e pela responsabilidade".
Já assessoria de imprensa de Campos Neto enviou nota afirmando que todo o seu patrimônio, no país e no exterior, foi declarado à Comissão de Ética Pública da Presidência da República, Receita Federal e ao Banco Central.
A nota diz ainda que Campos Neto não fez nenhuma remessa de recursos ao exterior depois de assumir o Banco Central e que, desde então, não faz parte da gestão das suas empresas.
Pandora Papers no exterior
Não foi apenas no Brasil que o Pandora Papers identificou políticos como proprietários ou beneficiários de empresas offshores. De acordo com o consórcio, ao todo, 35 líderes o ex-líderes de países em todo o mundo e outros 300 agentes públicos aparecem nos documentos vazados.
Entre as outras revelações feitas pelo consórcio estão informações sobre o uso de empresas offshore pelo ex-primeiro ministro britânico, Tony Blair para a compra de um escritório em Londres e a fortuna avaliada em US$ 94 milhões do rei Abdullah Il bin Al-Hussein, da Jordânia, em propriedades nos Estados Unidos e no Reino Unido.
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Empresa suíça construirá fábrica em MG com investimento de R$ 400 milhões
O Estado mineiro terá, ainda neste ano, a quinta e maior fábrica no Brasil da Aryzta, empresa suíça produtora de pães para varejo e food service.
Com investimento aproximado de R$ 400 milhões, a linha de produção que será inaugurada está localizada em Pouso Alegre, no Sul de Minas, a 332 km de Ubá, em linha reta ou 452 km sentido Barbacena, Lavras, Varginha e Pouco Alegre. Será a maior da empresa em todos os 19 países em que atua.
“Estamos anunciando mais um grande investimento para Minas Gerais. O bom ambiente de negócios em nosso estado fortalece a geração de emprego e renda. Minas é o melhor lugar para se investir. Estamos acumulando grandes números. Desde 2019 já somamos R$ 122 bilhões em novos negócios ou expansão”, destaca o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Fernando Passalio.
Expansão de mercado
A Aryzta é a terceira maior indústria de panificação do mundo e tem em seu portfólio os pães de hambúrguer utilizados nas principais redes de fast food, como o pão australiano do restaurante Outback e as tortinhas vendidas pelo McDonald’s, além de pães artesanais, croissants, cookies, bolos, muffins, brownies.
Com obras iniciadas em abril de 2020, numa área de 18.713,63 m², a nova fábrica da Aryzta será a primeira da indústria de panificação no mundo a ter uma tecnologia de congelamento contínuo, o que significa que o pão será produzido de forma automatizada sem nenhuma interferência humana, garantindo a padronização do produto.
Emprego e renda
A companhia prevê a geração de 300 empregos diretos e mais de mil indiretos, com uma capacidade de produção de até 75 mil pães por hora. A expectativa para o início das atividades operacionais da fábrica é novembro de 2021.
“O processo de desenvolvimento de uma fábrica para uma empresa multinacional exige dedicação especial, com envolvimento de equipes e fornecedores de diversos países. É preciso entender processos, prioridades, demandas e encontrar as melhores soluções. Contamos com um enorme apoio do Governo do Estado de Minas e da Prefeitura de Pouso Alegre. O empreendimento foi entregue no prazo mesmo com a obra tendo sida executada 100% em período de pandemia”, explica Viktor Nobre, sócio da BTS Properties, empresa responsável pelo empreendimento suíço em Minas Gerais..
O diretor-presidente, João Paulo Braga, destacou o significado do empreendimento, especialmente para o estado mineiro. “Esse é um anúncio muito representativo em diversos aspectos. Primeiro, porque a fábrica foi construída inteiramente por empreendedor imobiliário mineiro, a BTS. Depois, porque estamos falando de uma empresa líder global em seu segmento e fornecedora de grandes redes como McDonald's, Burguer King, Subway e Outback. Por último, reforça o crescimento da indústria de alimentos e bebidas em Minas, visto que estamos atraindo grandes investimentos e empresas globais”, observa Braga.
Fonte: Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais.
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A Globo e Bolsonaro travam "batalha" muito antes de o capitão se candidatar a presidência da república.
O episódio mais recente da beligerância entre o presidente e a Globo foi na segunda-feira (21 de junho), em Guaratinguetá (SP), quando o Bolsonaro e sua comitiva estiveram na cidade do Vale do Paraíba. (Assista ao vídeo abaixo, produzido pelo site Poder 360).
Bolsonaro propala comentários contumeliosos contra a repórter da Rede Globo e à emissora
Aquela frase de uma que diz,"todo dia ela faz tudo sempre igual", parece não esclarecer o fato de praticamente não haver um dia em que o presidente Jair Bolsonaro, seus filhos ou seguidores fiéis não ataquem a Rede Globo, com ódio incomum e gigantesco.
A hashtag "globolixo" virou uma das mais postadas nas redes sociais por bolsonaristas. Mas, as pessoas desplugadas desse ódio de duas pontas pode não entender o que se passa nos bastidores do presente ou passado recente, por que essa beligerância é tão azeitada a cada dia que se passa.
Alguém já parou para pensar sobre o porquê de tanta animosidade entre o presidente e maior veículo de comunicação do país, que é líder de audiência na TV aberta, na TV paga e no streaming? Qualquer político, em sã consciência, vislumbra estar bem com um dos maiores conglomerados de comunicação do mundo, mas Jair Bolsonaro, não.
Talvez as explicações sejam ainda parciais, mas buscar respostas do que está por trás da revolta de Bolsonaro e seus discípulos (e mentores, como Olavo de contra a Rede Globo, não é algo tão enredado assim. Quem sabe o primeiro motivo desse ódio presidencial encarnado atenda pelo nome de "mágoa".
Bolsonaro tem enorme rancor e mágoa com a TV Globo e todos os veículos do grupo, porque passou décadas na Câmara dos Deputados sendo ignorado (também nada fez de notável, é bom dizer). Onix Lorenzoni e Rodrigo Maia, dois deputados que nada produziam tinham mais visibilidade do que Bolsonaro e suas intempéries. As barafundas que o político-capitão encenava na Câmara não surtia efeito nas lentes da Globo e da maioria das TVs abertas e fechadas do Brasil e, consequentemente, do mundo.
Jair Messias Bolsonaro nunca foi ouvido em repercussões de grandes fatos nacionais ou internacionais, e nem mesmo do legislativo. Seus discursos não tinham a menor importância e sua existência era literalmente desprezada. Para a Globo, no passado, o deputado Bolsonaro era menos que um integrante do "baixo clero". Simplesmente quase invisível. Na TV comercial, o atual presidente só encontrou eco na mídia em programas de humor, como o "CQC", (Bandeirantes) ou o "Superpop", de Luciana Gimenez, na RedeTV.
Mas, Bolsonaro tem memória "seletiva". Ele não parece se lembrar que os agora queridinhos Record e SBT também nunca deram a menor importância para sua carreira e "obras" como deputado federal. A mágoa toda, porém, ficou só para a Globo, talvez porque seja a que tem mais audiência e visibilidade.
O segundo motivo do ódio pode se chamar "jornalismo". Além de não ter sido jamais notícia nos veículos do Grupo Globo - exceto de forma negativa—, o atual presidente da república tem enorme desprezo pelo chamado jornalismo profissional e, principalmente o crítico. Aliás, para quase tudo que há algum estudo ou análise, como os fatos científicos.
Autoritário e vaidoso, está muito claro que ele só aceita ser bajulado ou no mínimo tratado com reverência por veículos de comunicação e todo que estão a sua volta. Não aceita contrariedades e diferenças aos seus valores e achismos.
O estilo metódico, crítico, inquisidor e investigativo da Globo - e de jornais como a "Folha", revistas "Veja" e outros veículos - incomoda e revolta profundamente o presidente, que sempre pregou (assim como Lula!!!) ser a alma mais honesta, proba e inocente do Brasil.
Com os filhos do presidente, que procuram criar um mimetismo com agentes secretos (são denominados informalmente de 00, 01, 02 e 03) a mesma coisa. Antes da eleição do pai eram cheios de "marra". Um dizia que não precisava de foro privilegiado; o outro desafiava alguém a achar um só ato de corrupção em sua carreira. Como todos sabem, não só os três filhos, como vários outros membros e ex-membros da família Bolsonaro estão enrolados agora com investigações que vão de suspeita de "rachadinha") a lavagem de dinheiro, sem falar na ameaça às instituições democráticas e formação de "gabinete do ódio", apontado por ex-apoiadores de Bolsonaro, como a deputada Joice Hasselmann.
O fato de a Globo ser um dos carros-chefe na publicação desse tipo de noticiário, e de ter sido inclusive a origem de algumas das investigações, não desce à goela do presidente da República.
O terceiro motivo do ódio deve se chamar "sentimento de injustiça". Casos sobre Bolsonaro publicados pela Globo (e jamais confirmados), o revoltam de forma descontrolada. A divulgação, pelo "Jornal Nacional", de que um porteiro do condomínio onde o presidente vive, no Rio de Janeiro, teria dito à polícia que um dos assassinos da vereadora Marielle Franco foi horas antes do crime à casa do presidente é outro motivo de rancor e desejo de vingança.
Jair Messias Bolsonaro também acredita que a TV carioca persegue seus filhos (assim como qualquer veículo que ouse falar dele ou sua prole) e acha que tudo se trata de uma questão pessoal. Já se queixou publicamente que a Globo cobre investigações sobre a "rachadinha" (apropriação de parte dos salários de funcionários de gabinete) e só fala de seu filho Flávio e do ex-assessor dele, o militar aposentado Fabrício Queiroz. Enquanto isso ignora os outros deputados investigados no mesmo caso e não deixa de ter certa razão nesse ponto. O quarto motivo se chama "dinheiro". Bolsonaro e seu ódio figadal pela Globo tentam minar pelo dinheiro o caixa da empresa. Controla a verba do governo não a direcionando à Globo. .Desde sua posse, em janeiro de 2019, o presidente e seus apoiadores tentam de todas as formas sufocar a Globo financeiramente. Um levantamento informal feito pela coluna do jornalista Ricardo Feltrin relata que a TV Globo recebia em publicidade direta do governo federal (sem contar estatais e outros órgãos) entre R$ 400 milhões e R$ 500 milhões anuais nos governos finais de Lula, Dilma e Temer.
Isso representaria de 4% a 5% dos R$ 10 bilhões de faturamento só da TV (não de todo o grupo Globo, que esteve na casa dos R$ 13 bilhões, em 2020. Com Bolsonaro esse valor estaria hoje no máximo em 10% disso: R$ 40 milhões, se muito. Essa quantia não deve ficar muito longe do que o governo deve gastar em publicidade este ano na Record e no SBT.
Com a diferença, que o ibope dessas duas emissoras somadas não chega a 75% do da Globo sozinha. Desde o ano passado, a Secretaria de Comunicação (Secom) tem fechado as torneiras para a Globo e todo seu grupo. A emissora tem respondido ao momento atual com corte de custos, mas ainda com investimentos pesados em outras plataformas.
A decisão intempestiva e peremptória de Bolsonaro foi declarar guerra à Globo, o que aumenta sua impopularidade e cria um ônus enorme para seu governo também. Primeiro que, ao tirar as campanhas de lá, está trancando a visibilidade delas em todo o Brasil e no Mundo. Calculando-se que os bolsonaristas não são a maioria da população, nem a do eleitorado e muito menos a de telespectadores brasileiros. Fosse assim a hashtag #globolixo já teria surtido algum efeito e afundado a audiência da TV administrada pela família Roberto Marinho.
E a Globo, sentiu o golpe bolsonarisra ou não?
Provavelmente sim, mas até o momento não parece nenhuma hemorragia que vá levá-la à morte ou nem sequer à UTI. A emissora tem uma gestão altamente muito bem preparada e já estava cortando seus custos e gastos havia anos. Efeito colateral do boicote é que ele tem atingido profissionais talentosos, sérios e que em alguns casos até apoiaram o presidente. Sem falar nos jornalistas, que foram reduzidos.
Além disso, o Grupo Globo tem investido pesado em outras mídias, como o streaming e segue presente na TV por assinatura. Então, com ou sem dinheiro do governo, a Globo continua e continuará por muito tempo sendo não só o maior faturamento midiático do Brasil, mas também a maior audiência na TV aberta, da TV paga e agora também do streaming, como o aplicativo Globo Play, que a própria emissora diz (carece de checagem) ter mais de 5 milhões de assinantes.
Sabendo disso o presidente tenta atingir a emissora da família com golpes mais fulminantes e rasteiros, como atacar, destratar os jornalistas e profissionais da emissora, com ofensas, ameaças, destemperos, em entrevistas coletivas. Sem contar que esses profissionais viraram alvo físico de radicais bolsonaristas nas ruas, também, o que lembra bem as práticas dos partidos nazi-facistas da Alemanha e Itália, no início e meados do século 20.
O presidente, seus ministros ou funcionários boicotam repórteres da Globo e algumas revistas passando eventuais informações e furos jornalísticos para suas concorrentes. A Globo foi a última a saber e publicar que ele estava com Covid-19, por exemplo. Além de prejudicar a Globo, o governo faz o jogo sujo, tentando beneficiar, de forma diametralmente oposta, outros veículos como a CNN Brasil, cujo ibope é um "cisco" perto do da Globo e não chega nem perto do da GloboNews, na TV paga.
Bolsonaro e seus funcionários de comunicação agiram até com uma MP feita sob medida (com trocadilho) para prejudicar a emissora no futebol e, especialmente, no caso da final do campeonato carioca. A ação acabou beneficiando o "aliado" SBT.
E o que restará dessa guerra infame entre Bolsonaro e Globo?
A persistência na guerra pode até prejudicar a Globo, mas certamente tem potencial de prejudicar Bolsonaro muito mais, haja vista que a emissora tem quase 100 anos - foi fundada em 25 de julho de 1925 - e quanto tempo durará na cena política Bolsonaro, seus filhos e apoiadores?
A pergunta se for feita ao contrário, ou seja: a Globo "persegue" Bolsonaro? Não dá para saber claramente, mas somente a natureza inata do jornalismo crítico (gostem ou não) que a emissora praticou nos últimos governos - segunda metade do governo Collor, até o impeachment; FHC; Lula; Dilma e Temer - mostra que nenhum presidente escapou de seu viés declaradamente incisivo e questionador, como dever ser o jornalismo sério e comprometido com a informação.
Se a Globo erra e já errou com Bolsonaro? Sim, claro. Se já foi intencionalmente injusta? Também, como foi com times de futebol, profissionais que por lá passaram, outros políticos e demais atores que "brilham" por suas lentes e textos.
Agora, com a guerra abertamente declarada entre ambos, o "pau vai comer" até que um das partes decline ou "declare ruina". E tudo leva a crer que a "mão pesada da justiça" e a perda de credibilidade deverá pender para o lado do presidente. Depois que ele deixar o Palácio do Planalto (eventualmente se não for reeleito em 2022), Jair e seu governo podem ser investigados por uma série de irregularidades cometidas no exercício do cargo atual em relação à mídia.
Não só pelo boicote à Globo, mas pelo benefício a veículos irrelevantes que ganham verbas e publicidade só por apoiar seu governo. Entre outras possibilidades, Bolsonaro pode ser acusado de perseguir, discriminar e prejudicar uma empresa de mídia e seus profissionais em benefício de outras em busca de apoio governamental.
O presidente e seu primeiro escalão (inclusive as dezenas de militares) parecem esquecer que todos eles fazem parte de um governo transitório, ou seja: representam, mas não são o Estado Brasileiro, e, muito provavelmente, terão de arcar com as consequências e prestar contas agora e futuramente, não só aos tribunais, além da história, principalmente à avaliação popular, o ouro de todo político. Já a Globo, em tese, vai de camarote, cobrir tudo isso e obter audiência, ou, ainda mais...
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Enem 2021 seleciona quem terá taxa de inscrição gratuita
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Com mais de duas mil instituições de ensino superior no Brasil somente 45 têm nota máxima em avaliação
Apenas 2,22% dos 2.070 centros de ensino do terceiro grau no Brasil atingiram a nota máxima no IGC (Índice Geral de Cursos)
Apenas 2,22% dos 2.070 centros de ensino do terceiro grau atingiram a nota máxima no IGC (Índice Geral de Cursos), avaliação que mede a qualidade de ensino mo país. Os dados são referentes a 2019 — portanto, antes da pandemia do novo coronavírus— e foram divulgados nesra sexta-feira (23) pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira).
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Confira abaixo os serviços que poderão funcionar na modalidade onda roxa do programa Minas Consciente.
Colocar pinga, uísque ou bebida alcoólica no tanque do carro é uma furada, alerta especialista.
Em menos de duas semanas o preço aumenta. Os combustíveis no Brasil tiveram cinco reajustes apenas neste ano. Além da gasolina, o etanol, diesel e i GNV também encareceram, pelo menos a cada 12,5 dias, em 2021. Para não comprometer o orçamento, muitos têm reduzido o uso do carro.
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Forças Armadas fazem banquete superfaturado com cerveja e picanha ao custo de quase R$ 83 milhões
Parlamentares do PSB investigam corrupção das Forças Armadas com banquete superfaturado regado a cerveja de qualidade e picanha
O Exército, Marinha e Aeronática juntos compraram 80 mil unidades de cerveja e mais de 700 mil quilos de picanha, tudo com sobrepreço. Isso logo após a notícia de que o Ministério da Defesa gastou mais de R$ 632 milhões com alimentação em 2020, com supérfluos que incluíam chiclete, vinhos e leite condensado. Agora, novo levantamento mostrou que as Forças Armadas armaram verdadeiro banquete superfaturado com cerveja da melhor qualidade e picanha.
A apuração é de deputados federais do PSB, junto ao orçamento federal, que apurou um superfaturamento desses produtos em mais de 60%. No documento entregue pelos parlamentares, à Procuradoria-Geral da República (PGR), eles afirmam que as compras revelam o “uso de recursos com ostentação e superfaturamento” e a “falta de zelo e responsabilidade com o dinheiro público” por parte das Forças Armadas.
Segundo o levantamento, foram compradas 500 garrafas de cerveja Stella Artois, no valor de R$ 9,05 (total de: R$ 4.525,00); três mil garrafas de Heineken, por R$ 9,80 (R$ 29.400,00); e 3.050 garrafas de Eisenbahn pelo preço unitário de R$ 5,99 (R$ 18.269,50). “Essas bebidas especiais são mais caras e elitizadas, estando distantes dos cidadãos mais pobres”, citam os deputados no texto da denúncia.
No documento, os parlamentares apontam também o superfaturamento das bebidas. As Forças Armadas teriam adquirido 1.008 latas de Bohemia Puro Malte de 350 ml pelo preço unitário de R$ 4,33 (R$ 4.364,64). Em levantamento feito nos supermercados, a mesma cerveja foi encontrada pelo preço de R$ 2,59, o que caracterizaria um sobrepreço de 67%. Já as garrafas da mesma bebida de 600 ml foram compradas pelo governo federal por R$ 7,29 (R$ 7.348,32), enquanto na pesquisa de mercado, o produto foi encontrado por R$ 5,79.
Além disso, os deputados destacaram que a picanha foi adquirida por R$ 118,25 o quilo e como foram 700 mil quilos, o estrago no dinheiro público, somente com esse ítem, foi de R$ 82.775 milhões. “Não é possível conceber que agentes públicos possam estar se deleitando com banquetes e bebidas alcoólicas às custas dos cofres públicos”, diz a denúncia encaminhada à PGR.
"A associação de 700 mil quilogramas de picanha e 80 mil itens de cerveja em compras públicas não parece ser um exemplo de gestão alinhada ao Princípio da Moralidade Pública. As quantidades citadas, entretanto, demonstram a falta de bom senso, ética, respeito e parcimônia na execução orçamentária. Para nós, trata-se de um comportamento ilegal e imoral por parte desses gestores, especialmente em um ano de pandemia e crise econômica", afirmam os parlamentares.
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Os robôs começaram a ser desenvolvidos há cerca de dois anos e, para 2021, a meta é potencializar os benefícios gerados pelo RPA.
O Grupo Energisa terminou 2020 com 90 robôs em funcionamento (RPA – Robotic Process Automation) na Central de Serviços Energisa (CSE), em Cataguases (MG). Empresa afirma que a automação dos processos não vai substituir a força de trabalho humano e os mecanismos realizam mais de 15 milhões de transações por mês.
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Águas passadas. Em 2018, na campanha a presidência da república, Bolsonaro dizia que não faria a política do toma-lá-dá-cá. Agora ele se alia de vez ao Centrão para, principalmente, não correr o risco de impeachment.
Com Lula na presidência da república, o bloco do centro-direita, ajudou a sustentar governos ditos de esquerda, ao entrar para a base de apoio da gestão petista. O atual comandante deste grupo, o pecuarista e deputado Arthur Lira (PP/AL), eleito presidente da Câmara dia 2 (fevereiro), é um velho ordenhador atuando, ou seja, sempre fez parte do Centrão. Ele é um dos mais abarcados ao poder desde 1987.
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Tampouco escaparia da Justiça. O PDT entrou com um pedido de investigação contra Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF), na terça-feira (2). Por trás dos gastos absurdos com leite condensado se esconderiam os crimes de peculato - quando um funcionário público embolsa dinheiro do contribuinte - ou, no mínimo, prevaricação - o presidente teria deixado de cumprir suas obrigações legais ao não impedir um dispêndio exorbitante e, talvez, desonesto.
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O município recebeu da Gerência Regional de Saúde, na manhã da quarta-feira (20), 3.908 doses da vacina. Com a necessidade de aplicação de duas doses do imunizante, 1.954 pessoas serão vacinadas nesta etapa da campanha, o que permeia apenas 1,6% da população da cidade. Segundo a prefeitura, mais doses deverão chegar nas próximas semanas.
O vice prefeito e secrecertário munic. de saúde, Antônio C. Jacob aplica a primeira Coronavac na enfeirmeira Dorinha, coordenadora da UTI Covid, em Ubá.
Primeiro ato
Grupos Prioritários
Doses
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Custo Brasil não é somente o culpado pelo fechamento da Ford no país
Os cinco motivos pelas quais a primeira montadora de automóveis e peças instaladas por no país, há mais de um século, são fáceis de entender, mas difícil de digerir. Principalmente quando o ônus da operação de desmonte das quatro fábricas acabará com mais de cinco mil empregos, entre diretos e indiretos
A Ford anunciou na segunda-feira (11) o fechamento das três fábricas que ainda funcionavam no Brasil. Em 2019, a montadora já havia encerrado as atividades da unidade em São Bernardo do Campo (SP), como parte dos seus esforços de reestruturação global. Cinco mil serão demitidos no Brasil e na Argentina.
Na tomada de decisão, pesou uma série de fatores na busca da empresa pela lucratividade por aqui. Confira os cinco motivos que fizeram a Ford, após mais de um século de presença no mercado brasileiro, optar por deixar de ser fabricante e se tornar uma importadora.
Custo Brasil
A alta e complexa carga tributária e os custos de logística brasileiros contribuíram de forma expressiva para a decisão da Ford, que preferiu focar seus investimentos em produção de veículos em outros países, como a China, de onde atualmente importa o SUV Territory.
A companhia não mencionou essa motivação no comunicado enviado à imprensa, no qual informou a decisão de fechamento das suas três fábricas remanescentes no Brasil. Contudo, a Anfavea, a Associação das montadoras, mencionou a questão ao comentar o encerramento da produção local: "Isso [o fechamento das fábricas da Ford] corrobora o que a entidade vem alertando há mais de um ano sobre a ociosidade local e global e a falta de medidas que reduzam o Custo Brasil", relembrou a Associação, em nota.
Alta do dólar
Componentes como o aço, usados na produção, são cotados de acordo com moeda dos Estados Unidos. O câmbio desfavorável em relação ao real foi outro ingrediente decisivo para a empresa bater o martelo em relação ao fechamento das linhas de produção no país, combinado com outros fatores. mesmo Insumos estratégicos, comprados em território nacional, são também cotados em dólar.
Além disso, o percentual de componentes importados em automóveis produzidos localmente é elevado, em torno de 40%, aumentando o custo de produção e reduzindo o lucro de acordo com a flutuação do dólar.
Reestruturação global
O fim da produção local de veículos da Ford no Brasil não é um caso isolado e faz parte de todo um processo de reestruturação mundial da empresa, para reduzir custos e aumentar a lucratividade, algo que outras gigantes do setor automotivo têm buscado por meio de fusões, casos da Peugeot e Fiat (FCA e PSA), que se uniram para fundar a Stellantis.
Sem contar com uma parceira para atingir esses objetivos, o caminho encontrado pela Ford para sobreviver e voltar a crescer foi cortar na própria pele, o que inclui fechamento de fábricas não apenas no Brasil, como também até nos Estados Unidos, onde busca por lucratividade incluindo o fim da oferta de carros de passeio, com exceção do Mustang, para focar SUVs, picapes e utilitários. A regra vale para outros mercados como o nosso, onde a Ford produzia apenas compactos como Ka, Ka Sedan e EcoSport. Construir localmente modelos mais caros seria inviável no Brasil.
Eletrificação
Ao anunciar o fechamento de todas suas fábricas no país, a Ford enfatizou que seus futuros veículos vão cada vez mais rumar em direção à conectividade e à eletrificação, um caminho inevitável para todas as grandes montadoras. Investir na produção brasileira de automóveis com maior conteúdo tecnológico seria excessivamente custoso, da mesma forma que SUVs e picapes.
Na nota divulgada, na segunda-feira (11), a montadora deixou claro que passará a oferecer produtos com "maior valor agregado", em detrimento dos compactos que vinha produzindo aqui. Dessa forma, o caminho natural foi optar pela importação dos seus próximos lançamentos, desenvolvidos e fabricados em outros mercados.
Pandemia
A pandemia do coronavírus, que trouxe grande impacto para a economia mundial, inclusive a brasileira, foi a pá de cal que faltava para a Ford fechar as linhas de produção brasileiras. Combinada com os fatores citados acima, levou à decisão extrema. "Além de reduzir custos em todos os aspectos do negócio (...), introduzimos serviços inovadores para nossos clientes. Esses esforços melhoraram os resultados nos últimos quatro trimestres, entretanto a continuidade do ambiente econômico desfavorável e a pressão adicional causada pela pandemia deixaram claro que era necessário muito mais para criar um futuro sustentável e lucrativo", disse Lyle Watters, presidente da Ford América do Sul, na segunda-feira (11).
História
Vem aí as provas do ENEM 2020
Em maio de 2020 o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e o Ministério da Educação (MEC) decidiram pelo adiamento da aplicação do exame nas versões impressa e digital. Na divulgação, o Instituto frisava que, "Atentos às demandas da sociedade e às manifestações do Poder Legislativo em função do impacto da pandemia do coronavírus no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020)".
O que fazer com a nota do Ensino Nacional do Ensino Médio, o ENEM 2020? Os candidatos concorrem às vagas para ingresso nas universidade públicas pelo SISU (Sistema de Seleção Unificada), podendo ainda conseguir acesso aos programas do governo como ProUni, que oferece bolsas de 50% a 100% para instituições particulares, e o Fies, que disponibiliza financiamento com juros baixos a alunos carentes.
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"Guerra" contra fraude coloca provas do ENEM 2020 sob guarda e proteção do Exército brasileiro
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Nesse ano serão duas modalidade de provas: impressa e digital
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) começou a distribuição das provas impressas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020.
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O Batalhão de Infantaria Leve Aeromóvel do Exército é o responsável por guardar as provas do ENEM 2020 |
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Matérias:
Por que será que há tantas teorias da conspiração sobre o coronavírus? Confira abaixo.
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Brasil cai fora do ranking das 10 maiores economias do mundo e
é ultrapassado de uma única vez por três países afirma Fundação Getúlio Vargas


Da nova posição que ocupava, em 2019, deverá perder três e será o 12º ainda em 2020
Fortemente alvejado pela
pandemia do novo coronavírus, o que mais impactou o país foi uma forte
desvalorização cambial. Com isso, ficou para traz o 'top 10' de maiores PIBs
(Produto Interno Bruto), em valores nominais em 2020, segundo estudo de
pesquisadores da FGV.
No estudo dos economistas Fundação Getúlio Vargas, Marcel Balassiano e Claudio Considera foi utilizado dados do FMI (Fundo Monetário Internacional) divulgados em outubro, para medir que o Brasil deve deixar o posto de nono maior PIB nominal do mundo, desde 2019, e se tornar o 12º, em 2020.
Com a queda, o gigante sul-americano será ultrapassado pelo Canadá, Coreia do Sul e Rússia, respectivamente. Segundo os pesquisadores, a crise econômica gerada pela pandemia do novo coronavírus é um agravante, mas a queda é explicada principalmente pela forte desvalorização cambial do real frente ao dólar americano, que já passa dos 40%.
Diferentemente da queda em valores nominais, na métrica do PIB por PPC (Paridade por Poder de Compra) o Brasil deve subir duas posições no 'top 10', saindo da décima posição para a oitava, ultrapassando o Reino Unido e a França.
Em ambas as métricas, o Brasil não recupera a posição que tinha em 2011 - era o 7º maior PIB do mundo tanto em valores nominais como por PPC. "Caso não tivesse o coronavírus, a década atual já seria a 'mais perdida' em termos de crescimento econômico dos últimos 120 anos, pior do que os anos 1980, chamados de 'década perdida'", encerram os pesquisadores da FGV.
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Por que será que há tantas teorias da conspiração sobre o coronavírus?
Cientistas, médicos infectologistas, profissionais da área da saúde explicam, explicam e explicam. Parece não estar adiantando muito, tantas recomendações, pesquisas e alerta sobre o novocoronavirus, por que as teorias de negação e anti-vacina se fortalecem tanto quanto a Covid-19.
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| Getty Imagens - Os negacionistas pulverizam o mundo com suas teorias minizando a potência letal do novocoronavirus, muitas vezes por interesse comercial ou viés ideológico. |













































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