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* Vacinômetro da Cidade
Vacinação com doses bivalente contra a covid-19 começou nesta segunda. (Imagem: Danilo Avanci/SESA)
Começou na segunda—feira (27/2) uma nova etapa da campanha de vacinação contra a covid-19 no Brasil. Desta vez, o reforço que será aplicado é a vacina bivalente da Pfizer, que protege contra a cepa original do coronavirus e as subvariantes ômicron.
O Ministério da Saúde dividiu os grupos prioritários em cinco fases
(veja abaixo) e informou que a vacinação será escalonada em etapas, conforme o
envio das doses aos estados e o recebimento de novas doses pela Pfizer.
Entenda as cinco fases
Segundo estimativas da pasta, as pessoas elegíveis para receber a vacina
bivalente totalizam 54 milhões de brasileiros. Veja abaixo quem são elas e
quando poderão receber a nova dose:
· Fase 01 (a partir de 27/02): Pessoas acima de 70 anos; pacientes imunossuprimidos a partir de 12 anos; pessoas vivendo em ILPs (instituições de longa permanência) e comunidades indígenas, ribeirinhas e quilombolas;
· Fase 02 (a partir de 06/03): Pessoas de 60 a 69
anos;
· Fase 03 (a partir de 20/03): Gestantes e
puérperas;
· Fase 04 (a partir de 17/04): Profissionais
da saúde;
· Fase 05 (a partir de 17/04): Pessoas com
deficiência permanente a partir de 12 anos, pessoas privadas de liberdade e
adolescentes cumprindo medidas socioeducativas.
Para receber a bivalente, aqueles que estiverem no grupo prioritário já
devem ter recebido pelo menos duas doses da vacina monovalente. Além disso, o
reforço poderá ser aplicado somente naqueles que receberem a última dose há
mais de 4 meses.
Quem são considerados pacientes imunossuprimidos?
Veja abaixo quais são os grupos de pacientes imunossuprimidos contemplados pela fase 1:
· Pessoas transplantadas de órgão sólido ou de medula óssea;
· Pessoas com HIV e CD4 <350 células/mm3;
· Pessoas com doenças reumáticas imunomediadas sistêmicas em atividade e em
uso de dose de prednisona ou equivalente > 10 mg/dia ou recebendo
pulsoterapia com corticoide e/ou ciclofosfamidPessoas em uso de imunossupressores ou com imunodeficiências primárias;
· Pessoas com neoplasias hematológicas, como leucemias, linfomas e síndromes
mielodisplásicas;
· Pacientes oncológicos que realizaram tratamento quimioterápico ou
radioterápico nos últimos seis meses.
E quem não está nos grupos prioritários?
Até o momento não há previsão para que pessoas de fora dos grupos prioritários recebam a nova dose no Brasil.
Mas o Ministério também quer intensificar a campanha com a vacina monovalente para os maiores de 12 anos, devido à baixa cobertura vacinal no país.
Portanto, quem não faz parte dos grupos prioritários deve checar se já
completou o esquema vacinal recomendado pela pasta de acordo com a faixa
etária:
· Três doses (primeira dose, segunda dose e dose de reforço) para todos
com mais de seis meses de idade.
· Quarta dose (o segundo reforço) para quem tem mais de 40 anos.
O que é vacina bivalente?
As bivalentes recebem esse nome porque, diferentemente das monovalentes, que só tinham a cepa original do vírus, elas foram atualizadas para proteger também contra a variante ômicron, que predomina atualmente no mundo.
Como assim? Essas novas vacinas passaram pelo mesmo processo de produção, mas, além de componentes da cepa original, também levam outros ingredientes modificados para atingir a ômicron. Para quem não faz parte dos grupos prioritários, a Anvisa reforça que a vacina monovalente original continua sendo fundamental no combate à covid-19.
BH mais nove cidades brasileiras voltam a recomendar
ou obrigar máscara em razão do aumento de números de Covid
Pessoas com máscara de proteção caminham em rua de comércio popular em São Paulo - (Imagem: Amanda Perobelli/Reuters)
Após o aumento
de casos de covid-19 no Brasil, cidades voltaram a recomendar ou obrigar o uso
de máscara em serviços de saúde, transporte público e locais fechados. Alguns
municípios já adotam outras medidas para tentar frear o avanço da doença.
Nas últimas 24 horas, o Brasil registrou 29.102 novos casos de covid-19. A média móvel de casos ficou em 11.525, o maior patamar em mais de dois meses, segundo dados do consórcio de veículos de imprensa.
Em
nota técnica publicada no último sábado (12), a Secretaria de Vigilância em
Saúde do Ministério da Saúde recomendou o uso de máscara pela população e a
adoção de outras medidas, como ampliação da vigilância genômica, por Estados e
municípios. Desde o início da pandemia, 688.886 pessoas morreram em decorrência
da doença no Brasil.
Veja quais cidades
passaram a recomendar ou obrigar o uso de máscara:
Belo Horizonte. A partir de
sexta—feira (18), a Prefeitura de Belo Horizonte irá exigir o uso das máscaras
em estabelecimentos, serviços de saúde, transporte público, estações de
embarque e desembarque, transporte escolar e serviços de transporte de táxi ou
por aplicativo. Segundo o site da prefeitura, o decreto será válido até o dia 2
de dezembro.
A
Secretaria de Saúde diz que o uso de máscara é recomendado em outros locais
fechados, principalmente em áreas com grande aglomeração e para pessoas idosas,
com comorbidades e não vacinadas contra o novo coronavírus.
Campinas. Na quinta—feira (17), a cidade de
Campinas voltou a recomendar o uso de máscara em locais pouco ventilados (sem
ventilação natural) e aglomerações. A medida foi anunciada após reunião
extraordinária do Comitê Municipal de Enfrentamento da Pandemia.
Segue
em vigor o decreto que obriga o uso de máscara em serviços de saúde, por
funcionários e visitantes de Instituições de Longa Permanência para Idosos e
também por pessoas suspeitas ou confirmadas de doenças respiratórias
transmissíveis, seja em ambientes abertos ou fechados.
Também
há recomendação do uso de máscara para pessoas do grupo de risco, como idosos,
imunossuprimidos, gestantes e pessoas com comorbidades, como diabéticos.
A
Prefeitura de Campinas diz que houve um aumento no número de casos leves de
covid em novembro. Entre 30 de outubro a 5 de novembro foram 418 casos da
doença. Na semana seguinte, encerrada em 12 de novembro, a cidade registrou 603
casos.
Curitiba. A Secretaria
Municipal de Saúde de Curitiba reforçou na quarta-feira (16) a recomendação
para uso de máscara em locais fechados ou ambientes com grande circulação de
pessoas.
Na
última semana, encerrada em 12 de novembro, a cidade registrou uma alta de 31%
no atendimento de pessoas com queixas respiratórias.
O
uso da máscara é obrigatório para pessoas com sintomas respiratórios que tenham
necessidade de deslocamento ou em caso de contato com outras pessoas.
ABC Paulista. As cidades do
Grande ABC, na região metropolitana de São Paulo, voltaram a recomendar o uso
de máscara no transporte público. A medida passou a valer quinta—feira (17) em, Santo André; São Caetano do Sul; Diadema; Mauá; Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra.
A cidade de São Bernardo foi a única que não adotou a recomendação.
Em
live feita ontem, o prefeito de São Bernardo, Orlando Morando (PSDB), fez um
apelo para que a população complete o ciclo vacinal. Apesar de não recomendar o
uso de máscara, ele disse que suspendeu visitas em hospitais e UPAs a partir de
sexta (17).
"Se não melhorar [a taxa de vacinação contra
covid], seremos obrigados a tomar medidas. A primeira delas é tornar
obrigatório o uso de máscara. É isso que vocês querem?", questionou.
"Muito melhor que voltar a máscara é tomar a vacina.", disse.
Letalidade da Covid é 30%
maior em municípios mais pobres mostra estudo
Cerca de 3 milhões de casos de SRAG
(Síndrome Respiratória Aguda Grave) de pessoas que foram internadas e que
morreram entre 2020 e 2021 – dessas, 1,9 milhão com diagnóstico confirmado de
Covid.
Pesquisa detecta
desigualdades socioeconômicas na distribuição de mortes pela doença.
Municípios brasileiros mais
pobres apresentaram uma letalidade 30% maior durante a pandemia de Covid-19 em comparação às
cidades mais ricas, com maior PIB per capita (42,6% contra 31,8%,
respectivamente).
É o que revela um estudo que
analisou cerca de 3 milhões de casos de SRAG (Síndrome Respiratória Aguda
Grave) de pessoas que foram internadas e que morreram entre 2020 e 2021
– dessas, 1,9 milhão com diagnóstico confirmado de Covid. O trabalho foi
publicado no periódico Preventive Medicine.
Outras pesquisas já tinham
detectado desigualdades socioeconômicas na
distribuição de mortes de Covid em alguns municípios no início da pandemia, mas
o trabalho é o primeiro a avaliar dois anos da crise sanitária, com todos os
óbitos ocorridos no período nos 5.570 municípios.
Ao investigar essas mortes de
acordo com o PIB (Produto Interno Bruto) per capita de cada município, os
pesquisadores da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), de Harvard e
duas universidades paulistas (Santa Casa e Unesp) identificaram desigualdades
também na realização de exames diagnósticos e no atendimento hospitalar.
Por exemplo: os municípios mais
pobres apresentaram uma proporção três vezes maior de pacientes com SRAG sem
coleta de material biológico para o diagnóstico de Covid em comparação com os
municípios mais ricos (8,8% contra 2,9%). Também tiveram menos acesso à
tomografia computadorizada para avaliar o comprometimento pulmonar (2,4% contra
1%).
Segundo o epidemiologista Antonio
Fernando Boing, autor principal do estudo e professor da UFSC, uma das
explicações para as disparidades socioeconômicas nas mortes por Covid foi a
falta de acesso, no tempo certo, a serviços de saúde de qualidade.
Ele explica que municípios mais
ricos tendem a ter, em média, mais profissionais de saúde contratados e uma
rede de serviços mais estruturada, com fluxos de pacientes estabelecidos em
todos os níveis da assistência (atenção primária, secundária e hospitais de
alta complexidade)
"Há estudos mostrando que a
letalidade tende a ser mais alta nos hospitais em que novas equipes foram
formadas. Municípios que tiveram que correr atrás de profissionais para
construir suas redes, além de terem levado mais tempo, não tinham equipes com
tanta experiência."
Além disso, Boing aponta que a
menor capacidade de compra dos municípios mais pobres, como insumos e
contratação de pessoal, também teve impacto na testagem para a Covid. "Ter uma testagem de forma
oportuna te permite uma assistência mais planejada e que a vigilância do
município também consiga agir para evitar uma disseminação maior do
vírus."
Para ele, a ausência de coordenação nacional e, em muitos casos, estadual,
que não ajudaram na organização da assistência nos municípios, também gerou as
disparidades. "Cada um teve que se virar. E aí quem teve maior capacidade
de compra e de lobby se saiu melhor."
De acordo com o pesquisador, a
carga de doenças crônicas também tende a ser maior nas populações de municípios
mais pobres, o que contribui para um pior desfecho dos casos. Em geral, nesses municípios as
condições de moradia são mais precárias, com uma maior aglomeração de pessoas
por domicílio, o que facilita a transmissão do vírus, além do fato de que
muitos dos moradores não tiveram condições de fazer trabalho remoto.
Segundo o pesquisador, o país não
pode continuar ignorando desigualdades que já estavam presentes muito antes da
pandemia de Covid. "Não pode chegar depois de dois anos, como esse estudo
fez, e verificar: como somos desiguais! Como a letalidade foi pior nos
municípios mais fragilizados!"
Para o epidemiologista, é preciso
implementar nos serviços de vigilância de rotina um monitoramento das desigualdades
entre os grupos populacionais e entre as regiões não só para reduzir mortes por
Covid, mas por qualquer outra causa evitável. "Nossa lição de casa é
monitorar para agir. Uma injustiça dessa é evitável. Não precisava ter tido uma
sobremortalidade nos grupos mais vulnerabilizados. Muitas vidas poderiam ter
sido salvas se estivéssemos monitorando as desigualdades."
Essas disparidades também estão
sendo discutidas em outros países. Análises feitas nos Estados Unidos, na
Europa, na Ásia e na África entre 2020 e 2021 confirmaram a existência de forte
desigualdade, com piores desfechos da Covid-19 entre populações com indicadores
socioeconômicos ruins.
Alguns trabalhos caracterizam a Covid-19 como uma sindemia,
ou seja, um produto da interação entre condições clínicas pré-existentes e
fatores sociais, econômicos e políticos.
Como é calculado o PIB per capita
municipal
O Brasil está dividido em 27
unidades federativas e 5.570 municípios. Para cada um deles, IBGE (Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística) calculou o PIB e a população residente
de 2018 em parceria com os órgãos estaduais de estatística, secretarias estaduais
de governo e Superintendência da Zona Franca de Manaus.
Os valores, estimados em reais,
foram divididos em decis (de 1 a 10) de acordo com sua distribuição. O
Sivep-Gripe (Sistema
de Vigilância Epidemiológica da Gripe) registra os municípios de residência dos pacientes utilizando os
mesmos códigos, padronizados pelo IBGE para todo o território nacional,
permitindo a vinculação das bases de dados.
Letalidade da Covid é 30%
maior em municípios mais pobres mostra estudo
Municípios brasileiros mais
pobres apresentaram uma letalidade 30% maior durante a pandemia de Covid-19 em comparação às
cidades mais ricas, com maior PIB per capita (42,6% contra 31,8%,
respectivamente).
É o que revela um estudo que analisou cerca de 3 milhões de casos de SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave) de pessoas que foram internadas e que morreram entre 2020 e 2021 – dessas, 1,9 milhão com diagnóstico confirmado de Covid. O trabalho foi publicado no periódico Preventive Medicine.
Outras pesquisas já tinham
detectado desigualdades socioeconômicas na
distribuição de mortes de Covid em alguns municípios no início da pandemia, mas
o trabalho é o primeiro a avaliar dois anos da crise sanitária, com todos os
óbitos ocorridos no período nos 5.570 municípios.
Ao investigar essas mortes de
acordo com o PIB (Produto Interno Bruto) per capita de cada município, os
pesquisadores da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), de Harvard e
duas universidades paulistas (Santa Casa e Unesp) identificaram desigualdades
também na realização de exames diagnósticos e no atendimento hospitalar.
Por exemplo: os municípios mais
pobres apresentaram uma proporção três vezes maior de pacientes com SRAG sem
coleta de material biológico para o diagnóstico de Covid em comparação com os
municípios mais ricos (8,8% contra 2,9%). Também tiveram menos acesso à
tomografia computadorizada para avaliar o comprometimento pulmonar (2,4% contra
1%).
Segundo o epidemiologista Antonio
Fernando Boing, autor principal do estudo e professor da UFSC, uma das
explicações para as disparidades socioeconômicas nas mortes por Covid foi a
falta de acesso, no tempo certo, a serviços de saúde de qualidade.
Ele explica que municípios mais
ricos tendem a ter, em média, mais profissionais de saúde contratados e uma
rede de serviços mais estruturada, com fluxos de pacientes estabelecidos em
todos os níveis da assistência (atenção primária, secundária e hospitais de
alta complexidade)
"Há estudos mostrando que a
letalidade tende a ser mais alta nos hospitais em que novas equipes foram
formadas. Municípios que tiveram que correr atrás de profissionais para
construir suas redes, além de terem levado mais tempo, não tinham equipes com
tanta experiência."
Além disso, Boing aponta que a menor capacidade de compra dos municípios mais pobres, como insumos e contratação de pessoal, também teve impacto na testagem para a Covid. "Ter uma testagem de forma oportuna te permite uma assistência mais planejada e que a vigilância do município também consiga agir para evitar uma disseminação maior do vírus."
Para ele, a ausência de coordenação nacional e, em muitos casos, estadual,
que não ajudaram na organização da assistência nos municípios, também gerou as
disparidades. "Cada um teve que se virar. E aí quem teve maior capacidade
de compra e de lobby se saiu melhor."
De acordo com o pesquisador, a carga de doenças crônicas também tende a ser maior nas populações de municípios mais pobres, o que contribui para um pior desfecho dos casos. Em geral, nesses municípios as condições de moradia são mais precárias, com uma maior aglomeração de pessoas por domicílio, o que facilita a transmissão do vírus, além do fato de que muitos dos moradores não tiveram condições de fazer trabalho remoto.
Segundo o pesquisador, o país não
pode continuar ignorando desigualdades que já estavam presentes muito antes da
pandemia de Covid. "Não pode chegar depois de dois anos, como esse estudo
fez, e verificar: como somos desiguais! Como a letalidade foi pior nos
municípios mais fragilizados!"
Para o epidemiologista, é preciso implementar nos serviços de vigilância de rotina um monitoramento das desigualdades entre os grupos populacionais e entre as regiões não só para reduzir mortes por Covid, mas por qualquer outra causa evitável. "Nossa lição de casa é monitorar para agir. Uma injustiça dessa é evitável. Não precisava ter tido uma sobremortalidade nos grupos mais vulnerabilizados. Muitas vidas poderiam ter sido salvas se estivéssemos monitorando as desigualdades."
Essas disparidades também estão
sendo discutidas em outros países. Análises feitas nos Estados Unidos, na
Europa, na Ásia e na África entre 2020 e 2021 confirmaram a existência de forte
desigualdade, com piores desfechos da Covid-19 entre populações com indicadores
socioeconômicos ruins.
Alguns trabalhos caracterizam a Covid-19 como uma sindemia, ou seja, um produto da interação entre condições clínicas pré-existentes e fatores sociais, econômicos e políticos.
Como é calculado o PIB per capita municipal
O Brasil está dividido em 27
unidades federativas e 5.570 municípios. Para cada um deles, IBGE (Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística) calculou o PIB e a população residente
de 2018 em parceria com os órgãos estaduais de estatística, secretarias estaduais
de governo e Superintendência da Zona Franca de Manaus.
Os valores, estimados em reais, foram divididos em decis (de 1 a 10) de acordo com sua distribuição. O Sivep-Gripe (Sistema de Vigilância Epidemiológica da Gripe) registra os municípios de residência dos pacientes utilizando os mesmos códigos, padronizados pelo IBGE para todo o território nacional, permitindo a vinculação das bases de dados.
Nova variante do coronavirus preocupa cientistas

Segundo a Associated Press, a variante -— chamada BA.2.75 — pode se espalhar rapidamente e contornar a imunidade de vacinas e infecções anteriores, fato que causa preocupação.
A última mutação foi vista em vários estados distantes da Índia e parece estar se espalhando mais rápido do que outras variantes
Quanto tempo o vírus da
covid-19 fica no corpo e quando cessa a transmissão?
![]() |
O tempo que o vírus permanece no corpo pode variar dependendo de alguns fatores, como o estado de saúde prévio da pessoa, |
Segundo o infectologista Alexandre Vargas Schwarzbold, o tempo de permanência do Sars-CoV 2 na via respiratória para a ômicron e suas subvariantes não muda muito em relação às variantes anteriores. "Em média, tem nove dias de duração, mas dependendo da carga viral pode durar menos tempo no organismo de uma pessoa, de cinco a sete dias, ou mais, chegando a 14 dias. Em pacientes com alguma imunodepressão, a duração e excreção viral pode durar ainda mais, chegando a duas semanas ou até um mês", afirma o médico, que também é professor de infectologia da UFSM (Universidade Federal de Santa Maria) e membro consultor da SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia).
Em linhas gerais, o pico da transmissão antes da ômicron era entre dois dias antes dos sintomas emergirem, e três dias depois, com carga viral gradualmente reduzindo ao longo de sete a 10 dias. Para a ômicron, o consenso é entre dois dias pré e dois dias pós surgimento de sintomas, de acordo com Ana Luíza Gibertoni Cruz, médica infectologista da UK Health Security Agency e pesquisadora no Departamento de Saúde Populacional da Universidade de Oxford, na Inglaterra.
"No entanto, é importante transmitir a incerteza que existem nestas estimativas, principalmente porque os dados são originados de uma população heterogênea para status vacinal e de doença, e não de uma população homogeneamente sem imunidade", comenta Cruz. Atualmente, o isolamento recomendado para pacientez com civd-19 varia de cinco a 10 dias, no Brasil, a depender dos sintomas e testes feitos pelo paciente.
Imunidade, carga viral e vacinação influenciam
O tempo que o vírus permanece no corpo pode variar dependendo de alguns fatores, como o estado de saúde prévio da pessoa, a quantidade de vírus com que ela se contaminou e o status vacinal (vacinados têm duração menor do vírus no corpo do que não vacinados, possivelmente por possuírem uma carga viral mais baixa).
"Um dos principais fatores que definem o tempo de permanência do vírus no corpo é a imunidade da pessoa. E quanto maior a idade, menor a competência do sistema imune", diz Rosana Richtmann, infectologista do Instituto de Infectologia Emilio Ribas e diretora da Sociedade Brasileira de Infectologia.
Segundo ela, também envolvem fatores como a imunidade prévia adquirida por vacinação ou pela doença natural, e fatores relacionados à genética e a condições de imunossupressão. "Alguém sob tratamento de câncer, por exemplo, pode apresentar resposta imune menor e maior período de permanência do vírus no corpo", diz.
Qual o melhor teste para saber se alguém infectado está transmitindo o vírus?
A eliminação do vírus do corpo de uma pessoa se dá quase simultaneamente com a melhora dos sintomas respiratórios e sistêmicos. Mas, segundo os especialistas ouvidos pela reportagem, uma forma objetiva de saber se o indivíduo infectado não transmite mais o vírus é por meio do teste rápido de antígeno, pois ele consegue detectar a replicação viral (vírus ainda em atividade) e indicar se a quantidade viral presente é suficiente para possibilitar a transmissão de pessoa a pessoa.
O teste do RT-PCR é bom e recomendado para fins de diagnóstico, mas não para saber se a pessoa infectada ainda pode transmitir, porque ele é extremamente sensível e consegue detectar qualquer estrutura do vírus, independentemente de estar ou não viável, diz Richtmann, que dá um exemplo puramente didático. "Imagine que o vírus seja uma formiga na garganta. Se a pessoa fizer o teste do PCR e a formiga estiver viva, o resultado será positivo. Mesmo se após um tempo a formiga estiver morta, e sobrar uma pata da formiga na garganta, o teste do PCR ainda dará positivo", compara.
Ou seja, uma pessoa que teve covid-19 pode
apresentar PCR positivo por semanas, mas isto não quer dizer que ela continua
doente ou que possa transmitir a doença. Um teste positivo pode ser
erroneamente interpretado e colocar um indivíduo sob isolamento prolongado de
forma desnecessária.
Cruz,
pesquisadora de Oxford, explica que o vírus pode continuar no corpo sem que
seja possível a transmissão. "Pessoas que ainda têm vírus ativo, mas com
replicação a uma taxa baixa não tendem a transmitir o vírus, provavelmente
porque há pouca partícula ativa sendo mobiatravés das gotículas e
aerossóis formados pelas secreções respiratórias", diz.
Ubá dispensa uso de máscara em locais abertos
(clique na imagem e acesse a matéria)
O Vacinômetro de Ubá - covid-19 - (atual. 30.09.22)
(para mais informações clique na imagem)
(Publicação do dia 10.03.22, a última do Programa Minas Consciente do governo estadual. A partir de 12.03.22, não terá mais divulgação).
Publicado em 09/03/2022 17:26 - Fonte: Ass. de Com. da P.M.U
A Deliberação CIB-SUS/MG Nº 3.746, de 25 de fevereiro de 2022, dispõe sobre a desmobilização de leitos destinados exclusivamente para o atendimento de casos suspeitos e confirmados de infecção pelo Sars-CoV 2 e mantém, para a competência março/2022, o pagamento dos leitos COVID ocupados.
A Nota Informativa Conjunta, emitida na data de 25 de fevereiro de 2022, repassa orientações para os atendimentos a pacientes com quadro SRAG/COVID-19 nas UTI’s e reforça a importância da cobertura vacinal na melhoria do cenário assistencial.
Após este mês de março a rede hospitalar deverá se adaptar para atender os pacientes COVID suspeitos ou confirmados, dentro da própria rede existente, seguindo as orientações da Nota acima. Destaca-se que a microrregião de Ubá não foi contemplada com nenhum leito extra para este atendimento até a presente data.
Com base nas informações acima a Prefeitura de Ubá informa que, a partir da presente data, não será mais processado o boletim de ocupação de leitos COVID, mantendo-se ainda a divulgação diária do boletim de casos.
Leia abaixo:
Trabalhador infectado com os vírus atuais tem ou não que ficar isolados?
(clique na imagem e acesse a matéria)
<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<matéria>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>
Estou vacinado mas será que protegido em meio a uma potente variante?
Nomeadas pelo alfabeto grego, atualmente temos variantes, Alfa; Beta; Gama; Delta; Epsilon; Eta; Iota; Kappa e Lambda. A variante Delta do coronavírus foi detectada pela primeira vez em dezembro de 2020, em pacientes da Índia (mas pode ter surgido em qualquer outro lugar do mundo) e já foi identificada em dezenas de países (inclusive o Brasil). Tornou-se a variante de maior importância por sua infectibilidade. Mas o que ela tem de especial?
Quando nos infectamos pelo coronavírus, criamos uma imunidade que pode durar alguns meses. Depois disso, estamos abertos a uma segunda infecção pela mesma variante que nos infectou antes ou por uma outra variante. Se essa outra variante tiver maior capacidade de fugir da imunidade despertada pela primeira, o êxito dela será grande.
Aos poucos, uma variante vai substituindo a outra, escalando o pico do sucesso, até ser escanteada por uma nova concorrente. Essa é uma habilidade da Delta atualmente. Mas, em tese atual, a vacinação completa (as duas doses) tende a proteger contra todas as variantes que estão circulando pelo mundo.
Se estou vacinado, por que devo me preocupar com a variante delta?
Muita gente já relaxou as medidas de proteção porque tomou a primeira ou as duas doses da vacina contra a covid-19. Também é verdade que a imunização no Brasil avança a passos largos, com centenas de milhares de brasileiros que receberam uma ou mesma as duas doses das vacinas. Mas será que a variante delta continua sendo um perigo iminente aos imunizados?
O aumento recente de casos em países que já viam a flexibilização total no horizonte, como Estados Unidos e Inglaterra acende um alerta para o afrouxamento de regras no Brasil. Os temores em relação à delta foram confirmados em um relatório interno do CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças) norte-americano, divulgado recentemente, que compara a transmissão dessa variante à da catapora.
Um outro estudo, ainda sem revisão, indica que a delta gera uma carga viral 1.260 vezes maior do que a cepa original. Além disso, a proteção contra esta variante só é desenvolvida após 15 dias da aplicação da segunda dose das vacinas, em uso hoje no Brasil.
Mas, se estou vacinado, por que devo me preocupar com a variante delta?
As vacinas não garantem 100% de eficácia contra o coronavírus Sars-CoV-2. Nenhum imunizante ou medicamento tem esse poder. Assim, a alta circulação do vírus no Brasil e as novas variantes fazem o risco de infecção crescer.
Em países com mais de 60% da população imunizada, como é o caso da Inglaterra, de Israel e dos EUA, os casos voltaram a subir em julho após meses de queda. Essa alta é atribuída à variante delta.
A maioria dos novos casos foi registrada em indivíduos não vacinados. Nos EUA, por exemplo, os estados que tiveram maior alta são também os que apresentam a menor taxa de indivíduos completamente imunizados, e mais de 97% dos novos casos surgiram em pessoas não vacinadas.
Infecção em indivíduos totalmente imunizados, apesar de rara, ainda pode ocorrer. Isso porque a maioria das vacinas desenvolvidas até agora protege contra os sintomas, o agravamento do quadro ou o óbito pela doença, mas não tem o poder de conter totalmente o contágio em si.
Qual é o risco real de contrair Covid mesmo após a imunização completa? Esse risco aumenta com a variante delta?
Segundo Esper Kallás, infectologista e professor da Faculdade de Medicina da USP, "as vacinas contra a Covid-19 oferecem alto grau de proteção, que é mantida para quadros graves da doença e mortes, mas há um leve escape na proteção oferecida contra contágio pela variante delta".
Um estudo recente publicado na revista científica Nature mostrou que a efetividade das vacinas para bloquear a entrada do vírus nas células é reduzida, mas ainda fica acima de 60% após duas doses da Pfizer/BioNTech e da Oxford/AstraZeneca.
Já um artigo recente publicado no periódico The New England Journal of Medicine indica que, após apenas uma dose da vacina dessas fabricantes, a proteção por resposta humoral (de anticorpos) cai de 49% para 30,7% e, com as duas doses, de 93,7% para 88%, no caso da Pfizer, e de 74,5% para 67% com a Oxford/AstraZeneca.
Esses dados mostram que, apesar de ser menos frequente, a infecção após imunização completa, conhecida como escape vacinal, ainda pode ocorrer. Em geral, contudo, os sintomas tendem a ser mais brandos.
"A pessoa pode ter uma infecção por Covid com nariz escorrendo, um pouquinho de febre que vai embora. O fundamental é pensar que a vacinação é uma estratégia coletiva, não individual, e quanto mais pessoas tivermos vacinadas na comunidade, maior será o grau de proteção geral", diz Esper Kallás.
A máscara é útil contra a variante delta?
Especialistas afirmam que, independentemente do tipo de variante em circulação, as medidas de proteção devem permanecer as mesmas, isto é, distanciamento social, uso correto de máscaras, higiene das mãos e vacinação.
Para Vitor Mori, físico e pós-doutorando da Universidade de Vermont e membro do Observatório Covid-19 BR, o foco não deveria ser a variante em si, mas o possível aumento no número de novos casos e hospitalizações.
"Com relação à delta, é fundamental entender que as medidas de prevenção não mudam e que tudo o que fazíamos antes continua funcionando. Temos que redobrar o cuidado de prevenção dentro do que é factível", diz.
Mesmo pessoas vacinadas com as duas doses devem continuar usando as máscaras até que toda a população esteja vacinada, afirma a imunologista Cristina Bonorino. Além disso, ela lembra que já há um consenso na comunidade científica que as máscaras do tipo PFF2 são as que oferecem a melhor proteção e devem ser priorizadas, sobretudo em espaços fechados.
Descartável. As máscaras N95 PFF2 são as mais seguras, segundo especialistas.
E nos espaços fechados, como bares, restaurantes, academia e salas de aula? A variante delta interfere nos planos da volta ao funcionamento normal?
Espaços fechados ampliam o risco de contágio, porque uma pessoa infectada que esteja no ambiente pode liberar o coronavírus em partículas menores que ficam suspensas o ar.
"Em ambientes fechados e sem ventilação, é possível ter essas partículas como nuvens no ar, o que favorece a transmissão, principalmente quando se tem máscaras de baixo poder de filtração", afirma Raquel Stucchi, infectologista e professora da Unicamp,
Recentemente, o CDC reorientou a população a utilizar máscaras de proteção em locais públicos e fechados devido ao aumento no número de infecções pela delta, nos Estados Unidos.
A recomendação é preferir espaços abertos, bem ventilados, com distanciamento social e uso de máscaras de qualidade, como as do tipo PFF2. Em locais em que é preciso tirar a máscara para se alimentar, como restaurantes e bares, é recomendado ficar em local aberto. Também é importante manter distanciamento social de outras pessoas e pôr de volta a máscara sempre que possível para evitar exposição desnecessária.
E em ambiente aberto, como me proteger da delta?
Espaços abertos criam risco bem menor se comparados a locais fechados, mas a alta capacidade de propagação da variante delta altera esse cenário. "Nós já temos várias descrições sobre transmissões [pela delta] em ambientes abertos, algo que antes era desprezível para outras variantes", diz Stucchi.
A recomendação, então, é sempre utilizar máscaras, manter o distanciamento social e higienizar as mãos mesmo em locais abertos e bem ventilados. Nesses casos, além das máscaras de alto poder de filtração, é possível utilizar duas máscaras, sendo uma cirúrgica por baixo de uma de pano, para evitar infecções ao ar livre.
É seguro viajar de avião? Devo evitar o lanche oferecido e ficar de máscara durante todo o voo?
Segundo Stucchi, mesmo que os aviões contem com sistemas de renovação de ar que diminuem o risco de transmissão, desde o início da pandemia existem casos de infecção em viagens aéreas. É importante sempre utilizar máscaras com alta capacidade de filtragem e retirá-la somente em situações de extrema necessidade.
Tendo em vista que a variante delta pode levar somente alguns segundos para entrar no organismo, é necessário considerar o comportamento de outros passageiros ao redor para avaliar o risco.
E ônibus, trens e metrôs, qual a segurança para pessoas vacinadas?
Pessoas completamente vacinadas podem ser reinfectadas, mas raramente desenvolvem formas críticas da doença. Segundo o CDC, somente 0,1 a cada 100 mil pessoas imunizadas que são infectadas devem desenvolver um quadro que demande hospitalização. Ou seja, em em meio a 100 mil pessoas, 10 mil seriam casos graves.
Em ônibus, metrôs e trens, os principais pontos que devem ser levados em consideração são a vacinação dos passageiros, máscaras adequadas, ventilação do ambiente, o tempo nesses meios de transporte e a quantidade de pessoas.
Para Stucchi, um ônibus com as janelas abertas é mais seguro que um metrô com pouca circulação de ar. "No entanto, se você utiliza o metrô, mas por um período curto de tempo, como de uma estação para outra, o risco vai ser pequeno", afirma.
Amigos, familiares... posso encontrá-los, ficar muito próximo e até abraçá-los? Qual a forma mais segura?
Caso seja indispensável, o ideal é encontrar outras pessoas em ambientes abertos, bem ventilados, com todos utilizando máscaras de boa qualidade e mantendo distanciamento social.
Contatos próximos, como abraços e beijos, com pessoas que não moram na mesma casa não são recomendados. Segundo Stucchi, evitar essa aproximação é mais necessário entre pessoas de grupo de risco ou que já tenham sido imunizadas há mais de seis meses.
E se já tomei as duas doses, posso encontrar pessoas não vacinadas ou não totalmente imunizadas?
As recomendações de proteção são as mesmas: preferir espaços abertos e ventilados, usar máscaras de boa qualidade, manter distanciamento e sempre higienizar as mãos.
Pessoas vacinadas podem se infectar novamente por qualquer variante e transmitir o vírus para quem não se vacinou. Como a delta tem uma taxa de transmissão mais alta, a chance de uma pessoa vacinada se infectar e contaminar alguém ainda não imunizado existe e preocupa.
Estudos preliminares em alguns países, como Canadá e Escócia, indicam que a delta pode ser responsável por quadros mais graves da Covid-19, em pessoas ainda não vacinadas.
Mas, segundo o infectologista Esper Kallás, é difícil avaliar esses dados considerando populações como um todo. "O que sabemos é que há uma aceleração na cadeia de transmissão das pessoas infectadas com delta em relação às outras variantes", diz.
E quem perde o prazo para tomar a segunda dose, perde também o efeito da vacina?
A maioria das vacinas contra Covid-19 disponíveis foram desenvolvidas para garantir proteção total com duas doses e apresentam intervalos diferentes para aplicação entre elas. Porém, devido à escassez de doses em algumas cidades, algumas pessoas podem tomar a segunda dose fora do prazo.
Segundo Kallás, a perda do prazo da segunda dose não elimina o efeito da vacina, pois sempre haverá algum grau de proteção. Ele ressalva, porém, que o grau de proteção com apenas uma dose é menor contra a variante delta.
"Quão menor vai ser essa proteção ou qual o risco inerente não temos como calcular, porque não é um fator único, depende de quanto risco aquele indivíduo tem. É claro que uma pessoa mais idosa, com maior predisposição a desenvolver doença grave, com algum tipo de imunodeficiência, vai ter um maior risco. Isso vai depender também [do nível da] taxa de transmissão naquela comunidade", diz.
Kallás defende que haja uma avaliação por parte dos gestores sobre eventual antecipação do calendário das pessoas que receberam apenas uma dose, permitindo que sejam imunizadas totalmente.
Se a delta é tão contagiosa, faz diferença eu me vacinar?
A variante delta continua sendo o mesmo vírus que causou a pandemia, com a mesma capacidade de infectar e invadir as células do hospedeiro, diz a imunologista Cristina Bonorino. A diferença é que a delta consegue driblar a proteção conferida pelos anticorpos, seja por infecção natural, seja por vacinação.
"Em uma pessoa que se infecta com a variante delta, ela consegue burlar a resposta imune muito mais rapidamente, o que faz com que mais cópias do vírus sejam produzidas no organismo, aumentando a chance de aquele indivíduo transmitir o vírus", diz.
No entanto, apesar de haver maior probabilidade de pessoas vacinadas transmitirem o vírus, Bonorino reforça que as vacinas protegem contra quadros graves da Covid. Dados recentes divulgados pelo CDC mostram que a incidência de mortes em vacinados, nos Estados Unidos é de 0,04 a cada 100 mil indivíduos, enquanto a mesma taxa é de 0,96 para cada 100 mil nas pessoas não vacinadas (ou 25 vezes maior).
Como eu sei se estou infectado com a delta?
A variante delta já está com transmissão comunitária em diversos estados do país, embora a falta de sequenciamento genômico em massa e uma ação coordenada nacional dificultem saber qual a sua participação nos novos casos. Na primeira quarta-feira (4), de agosto, a Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro afirmou que a delta corresponde a 45% das amostras analisadas na capital e 26% das do estado. Em São Paulo, um boletim divulgado pelo Instituto Adolfo Lutz (IAL) apontou a delta em 23,5% das amostras sequenciadas no instituto.
Segundo Kallás, da USP, essas porcentagens não devem balizar estratégias de diagnóstico individual. Até o momento, a identificação da delta e de outras variantes é feita em laboratório por sequenciamento genético ou com a utilização de testes específicos.
De todo modo, quanto mais aumenta a frequência de uma variante na população, maiores são as chances de os novos casos confirmados decorrerem dela.
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Foram 841.960 doses, sendo 171.400 da CoronaVac, 120.510 doses da Pfizer e 550.050 da AstraZeneca, que serão destinadas à imunização de 70% por faixa etária e 30% para os grupos prioritários que serão imunizados com a segunda dose.
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Foram 841.960 doses, sendo 171.400 da CoronaVac, 120.510 doses da Pfizer e 550.050 da AstraZeneca, que serão destinadas à imunização de 70% por faixa etária e 30% para os grupos prioritários que serão imunizados com a segunda dose.
Clique aqui e acesso e Decreto 6.605 de 03 de junho de 2021 (publicado em edição extraordinária do Diário Oficial Eletrônico).
Clique aqui e acesso e Decreto 6.577 de 16 de abril de 2021
Clique e aqui e saiba sobre o Decreto 6574/2021, publicado pela Prefeitura Mun. de Ubá, em 09 de abril.
[[ (Há mais de um século o Brasil viveu a Revolta da Vacina - (leia matéria abaixo) ]]
Comitê de Enfrentamento à Pandemia de COVID-19 em BH expressa preocupação diante da detecção da variante no Brasil.
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Metade do Estado de Minas Gerais está ma Onda Vermelha, incluindo Região Sudeste (Ubá + 93 cidades). Clique Aqui e confira...
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Pelo preço atual, o teste deverá custar em torno de 50 dólares ou R$ 280. Rapidez, praticidade e economia é o que promete a nova tecnologia em testes contra o SARS-Cov2.
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Clique Aqui e acesse o Informativo Epidemiológico atual (ref. 04.09.20) da Sec. Mun. da Saúde de Ubá
Acompanhe a evolução dos casos e óbitos da Covid 19 em Ubá, desde maio até agora, no rodapé desta página
A vacina Coronavac começará a ser aplicada em dezembro desse ano afirma governador de S. Paulo João Dória
Na última quarta-feira do mês (30 de setembro), o governador de São Paulo, João Doria, assinou o acordo de compra de 46 milhões de doses da empresa chinesa Sinovac. O contrato firmado prevê a entrega das vacinas contra a Covid-19 até dezembro. O custo total, segundo Doria, foi de 90 milhões de dólares.
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Após três dias de sintomas leves, a cientista Ana Bonassa, fez o teste recém produzido pela USP e relatou que as vantagens são enormes.
Em vez de desembolsar aproximadamente R$ 400 em um teste tido como seguro e preciso, o tão decantado RT-PCR - Transcrição reversa seguida de reação em cadeia da polimerase, do inglês Reverse transcription polymerase chain reaction, método laboratorial usado desde 983, que utiliza a enzima transcriptase reversa, para transformar o RNA do vírus em DNA complementar - a doutora em Ciências, Ana Bonassa fez o novo teste que está sendo desenvolvido por cientistas da USP, chamado de RT-Lamp e segundo ela, as vantagens são enormes.
O novo sistema é menos invasivo que o teste em vigor, o qual tem que se introduzir um cotonete no fundo da garganta ou nariz. Os pesquisadores do CEGH-CEL (Centro de Estudos sobre o Genoma Humano e Células-Tronco) da USP desenvolveram uma técnica em que só é preciso esputar saliva dentro de um pote, ou, simplesmente cuspir, no recipiente adequado.
Outro fator interessante do RT-Lamp é o preço em relação ao RT-PCR: em torno de R$ 110,00, um quarto do valor. E por ser incomparavelmente invasivo, a própria pessoa pode coletar a amostra de saliva, na sua casa (A USP está fazendo a coleta fora do prédio da entidade, para não contaminar os ambientes da universidade), sem precisar da ajuda de um técnico. O resultado fica pronto de 30 a 40 minutos. Dá para saber a olho nu se o seu cuspe tem ou não o vírus. Se o teste der positivo, a amostra fica amarela, e se negativo, rosa.
Assista, abaixo, o vídeo da doutora e, Cíências Ana Bonassa que, ludicamente faz o seu depoimento. A doutora cientista transmita seu depoimento em apoio ao RT-Lamp com linguagem lúdica de youtuber.

Foto: Pebmed
Pacientes assintomáticos da Covid-19 são responsáveis por 60% do casos de contaminação afirma UFMG
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| Foto: Pebmed |
Pacientes assintomáticos da Covid-19 são responsáveis por 60% do casos de
Fim desta matéria
O Mundo passa por momentos inimagináveis. Há um ano ou menos fazíamos inúmeros planos pessoais. Em um universo global, estávamos plugados em tudo o que acontecia ao redor do planeta. No campo do entretenimento, por exemplo, pensávamos nos astros da NBA, nas Olimpíadas de Tóquio e em campeonatos de futebol regionais, nacionais e internacionais, como as Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2022 e na Taça Libertadores da América. Mas, tudo isso ficou parado e agora temos que nos reprogramarmos com o incerto, entremeados a uma avassaladora pandemia. Somos obrigados a projetar um futuro que não sabemos quando vai ser.
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| Foto: Imagens UOL |
QUEM É O SARS-COV-2 E OS CINCO CUIDADOS BÁSICOS
A preocupação se espalha à medida que casos da doença são confirmados nos quatro continentes. A informação é a primeira e melhor atitude, forma mais eficaz de prevenção. Neste conteúdo, mostraremos quais são os cinco cuidados básicos e indispensáveis que precisamos ter para nos protegermos do vírus.
O que é o SARS-COV 2 ou coronavírus?
Por causar graves infecções respiratórias, o vírus ficou conhecido pela sigla SARS (Severe Acute Respiratory Syndrome ou Síndrome Respiratória Aguda Grave, em tradução livre). Ele ganhou esse nome popular (coronavírus) devido à sua forma que se assemelha a uma coroa.
Os tipos de coronavirus
O nome desse último vírus foi alterado para se adaptar às diretrizes da OMS, que aconselham os estudiosos a não darem nomes que referenciem à lugares (países), animais, objetos, indivíduos ou grupo de pessoas para os vírus descobertos. Assim evita-se a ocorrência (sempre incidente) de casos de xenofobia e preconceito, além de confusões com outras doenças.
Conheça abaixo os tipos conhecidos
Por que COVID-19? Desde o início de fevereiro (2020), a Organização Mundial da Saúde (OMS) passou a chamar oficialmente a doença causa
Quais são os sintomas do coronavírus?
Os vários tipos do coronavirus causam doenças respiratórias e a forma mais eficaz de identificar a infecção pelo vírus é procurar um médico assim que os sintomas se manifestarem.
Apesar de serem sintomas semelhantes aos de um resfriado, por exemplo, o médico pode identificar a possibilidade de contaminação pelo vírus sabendo do histórico de viagem do paciente ou se ele teve contato com alguém o qual esteve em locais de infecção, como por exemplo Estados Unidos, China ou Europa, não
Caso alguma dessas perguntas tenha resposta positiva, o médico encaminhará os exames para uma investigação epidemiológica.
Como ocorre a transmissão do coronavírus?
De fácil transmissão, o coronavirus pode se dissemin
Contato com objetos ou superfícies contaminadas, seguido de toque na boca, nariz ou olhos;
Aproximação pessoal, com toque ou aperto de mão; tosse; espirro; contato com secreções respiratórias.
Qualquer pessoa que se aproxime de outra infectada, na distância de um metro, corre o risco iminente de ser contaminada pelo novo coronavirus.
Cinco formas de se prevenir do novo coronavirus
Ele montou um acróstico, em inglês, com o nome da cidade, W-U-H-A-N, onde surgiu o primeiro contágio do coronavirus. Com as iniciais do município chinês, ele construiu cinco práticas que devemos ter, no dia a dia, para se manter protegido. Confira a tradução abaixo e comece a implementa-las, para manter o vírus longe da sua vida e dos seus familiares e amigos.
(W) - Wash hands = Lave as mãos;
(U) - Use mask properly = Use máscaras de proteção adequadamente;
(H) - Have temperature checked regularly = Verifique sua temperatura regularmente;
(A) - Avoid large crowds = Evite grandes multidões;
(N) - Never touch your face with unclean hands = Nunca toque seu rosto com as mãos sujas.
Pessoas gripadas ou resfriadas
Listamos abaixo algumas dicas para que você e sua família saibam como proceder se já estiverem doentes:
- Use máscaras de proteção em lugares públicos ou quando for conversar ou ficar perto de alguém. (Obs: O ideal é manter o mínimo de 1,5 m de distância).
- Ao tossir ou espirrar, use lenços de papel e, em seguida, jogue-os no lixo ou cubra a boca e o nariz utilizando o braço;
- Evite cumprimentos com abraços, apertos de mão e beijos;
- Evite visitas a entes queridos, principalmente se estiver esteja resfriado ou gripado.





































































































































Ótimo blog
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