Novo Coronavirus



[clique na imagem e saiba mais]

* Vacinômetro da Cidade

(clique na imagem e saiba mais)

O que é e quem pode tomar vacina bivalente contra covid-19 

Vacinação com doses bivalente contra a covid-19 começou nesta segunda. (Imagem: Danilo Avanci/SESA)

Começou na segunda—feira (27/2) uma nova etapa da campanha de vacinação contra a covid-19 no Brasil. Desta vez, o reforço que será aplicado é a vacina bivalente da Pfizer, que protege contra a cepa original do coronavirus e as subvariantes ômicron.


O Ministério da Saúde dividiu os grupos prioritários em cinco fases (veja abaixo) e informou que a vacinação será escalonada em etapas, conforme o envio das doses aos estados e o recebimento de novas doses pela Pfizer.


Entenda as cinco fases
Segundo estimativas da pasta, as pessoas elegíveis para receber a vacina bivalente totalizam 54 milhões de brasileiros. Veja abaixo quem são elas e quando poderão receber a nova dose:


·  Fase 01 (a partir de 27/02): Pessoas acima de 70 anos; pacientes imunossuprimidos a partir de 12 anos; pessoas vivendo em ILPs (instituições de longa permanência) e comunidades indígenas, ribeirinhas e quilombolas;


·   Fase 02 (a partir de 06/03): Pessoas de 60 a 69 anos;
·   Fase 03 (a partir de 20/03): Gestantes e puérperas;
·   Fase 04 (a partir de 17/04): Profissionais da saúde;
·  Fase 05 (a partir de 17/04): Pessoas com deficiência permanente a partir de 12 anos, pessoas privadas de liberdade e adolescentes cumprindo medidas socioeducativas.


Para receber a bivalente, aqueles que estiverem no grupo prioritário já devem ter recebido pelo menos duas doses da vacina monovalente. Além disso, o reforço poderá ser aplicado somente naqueles que receberem a última dose há mais de 4 meses.


Quem são considerados pacientes imunossuprimidos?


Veja abaixo quais são os grupos de pacientes imunossuprimidos contemplados pela fase 1:


·      Pessoas transplantadas de órgão sólido ou de medula óssea;
·      Pessoas com HIV e CD4 <350 células/mm3;
·     Pessoas com doenças reumáticas imunomediadas sistêmicas em atividade e em uso de dose de prednisona ou equivalente > 10 mg/dia ou recebendo pulsoterapia com corticoide e/ou ciclofosfamidPessoas em uso de imunossupressores ou com imunodeficiências primárias;


·   Pessoas com neoplasias hematológicas, como leucemias, linfomas e síndromes mielodisplásicas;


· Pacientes oncológicos que realizaram tratamento quimioterápico ou radioterápico nos últimos seis meses.


E quem não está nos grupos prioritários?


Até o momento não há previsão para que pessoas de fora dos grupos prioritários recebam a nova dose no Brasil.


Mas o Ministério também quer intensificar a campanha com a vacina monovalente para os maiores de 12 anos, devido à baixa cobertura vacinal no país.


Portanto, quem não faz parte dos grupos prioritários deve checar se já completou o esquema vacinal recomendado pela pasta de acordo com a faixa etária:


· Três doses (primeira dose, segunda dose e dose de reforço) para todos com mais de seis meses de idade.
·   Quarta dose (o segundo reforço) para quem tem mais de 40 anos.
O que é vacina bivalente?


As bivalentes recebem esse nome porque, diferentemente das monovalentes, que só tinham a cepa original do vírus, elas foram atualizadas para proteger também contra a variante ômicron, que predomina atualmente no mundo.


Como assim? Essas novas vacinas passaram pelo mesmo processo de produção, mas, além de componentes da cepa original, também levam outros ingredientes modificados para atingir a ômicron. Para quem não faz parte dos grupos prioritários, a Anvisa reforça que a vacina monovalente original continua sendo fundamental no combate à covid-19.





BH mais nove cidades brasileiras voltam a recomendar ou obrigar máscara em razão do aumento de números de Covid 

Pessoas com máscara de proteção caminham em rua de comércio popular em São Paulo - (Imagem: Amanda Perobelli/Reuters)

Após o aumento de casos de covid-19 no Brasil, cidades voltaram a recomendar ou obrigar o uso de máscara em serviços de saúde, transporte público e locais fechados. Alguns municípios já adotam outras medidas para tentar frear o avanço da doença.

Nas últimas 24 horas, o Brasil registrou 29.102 novos casos de covid-19. A média móvel de casos ficou em 11.525, o maior patamar em mais de dois meses, segundo dados do consórcio de veículos de imprensa.

Em nota técnica publicada no último sábado (12), a Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde recomendou o uso de máscara pela população e a adoção de outras medidas, como ampliação da vigilância genômica, por Estados e municípios. Desde o início da pandemia, 688.886 pessoas morreram em decorrência da doença no Brasil.

Veja quais cidades passaram a recomendar ou obrigar o uso de máscara:

Belo Horizonte. A partir de sexta—feira (18), a Prefeitura de Belo Horizonte irá exigir o uso das máscaras em estabelecimentos, serviços de saúde, transporte público, estações de embarque e desembarque, transporte escolar e serviços de transporte de táxi ou por aplicativo. Segundo o site da prefeitura, o decreto será válido até o dia 2 de dezembro.

A Secretaria de Saúde diz que o uso de máscara é recomendado em outros locais fechados, principalmente em áreas com grande aglomeração e para pessoas idosas, com comorbidades e não vacinadas contra o novo coronavírus.

Campinas. Na quinta—feira (17), a cidade de Campinas voltou a recomendar o uso de máscara em locais pouco ventilados (sem ventilação natural) e aglomerações. A medida foi anunciada após reunião extraordinária do Comitê Municipal de Enfrentamento da Pandemia.

Segue em vigor o decreto que obriga o uso de máscara em serviços de saúde, por funcionários e visitantes de Instituições de Longa Permanência para Idosos e também por pessoas suspeitas ou confirmadas de doenças respiratórias transmissíveis, seja em ambientes abertos ou fechados.

Também há recomendação do uso de máscara para pessoas do grupo de risco, como idosos, imunossuprimidos, gestantes e pessoas com comorbidades, como diabéticos.

A Prefeitura de Campinas diz que houve um aumento no número de casos leves de covid em novembro. Entre 30 de outubro a 5 de novembro foram 418 casos da doença. Na semana seguinte, encerrada em 12 de novembro, a cidade registrou 603 casos.

Curitiba. A Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba reforçou na quarta-feira (16) a recomendação para uso de máscara em locais fechados ou ambientes com grande circulação de pessoas.

Na última semana, encerrada em 12 de novembro, a cidade registrou uma alta de 31% no atendimento de pessoas com queixas respiratórias.

O uso da máscara é obrigatório para pessoas com sintomas respiratórios que tenham necessidade de deslocamento ou em caso de contato com outras pessoas.

ABC Paulista. As cidades do Grande ABC, na região metropolitana de São Paulo, voltaram a recomendar o uso de máscara no transporte público. A medida passou a valer quinta—feira (17) em, Santo André; São Caetano do Sul; Diadema; Mauá; Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra. A cidade de São Bernardo foi a única que não adotou a recomendação.

Em live feita ontem, o prefeito de São Bernardo, Orlando Morando (PSDB), fez um apelo para que a população complete o ciclo vacinal. Apesar de não recomendar o uso de máscara, ele disse que suspendeu visitas em hospitais e UPAs a partir de sexta (17).

"Se não melhorar [a taxa de vacinação contra covid], seremos obrigados a tomar medidas. A primeira delas é tornar obrigatório o uso de máscara. É isso que vocês querem?", questionou. "Muito melhor que voltar a máscara é tomar a vacina.", disse.

Letalidade da Covid é 30% maior em municípios mais pobres mostra estudo

Cerca de 3 milhões de casos de SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave) de pessoas que foram internadas e que morreram entre 2020 e 2021 – dessas, 1,9 milhão com diagnóstico confirmado de Covid.

Pesquisa detecta desigualdades socioeconômicas na distribuição de mortes pela doença. 

Municípios brasileiros mais pobres apresentaram uma letalidade 30% maior durante a pandemia de Covid-19 em comparação às cidades mais ricas, com maior PIB per capita (42,6% contra 31,8%, respectivamente).

É o que revela um estudo que analisou cerca de 3 milhões de casos de SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave) de pessoas que foram internadas e que morreram entre 2020 e 2021 – dessas, 1,9 milhão com diagnóstico confirmado de Covid. O trabalho foi publicado no periódico Preventive Medicine. 

Outras pesquisas já tinham detectado desigualdades socioeconômicas na distribuição de mortes de Covid em alguns municípios no início da pandemia, mas o trabalho é o primeiro a avaliar dois anos da crise sanitária, com todos os óbitos ocorridos no período nos 5.570 municípios.

Ao investigar essas mortes de acordo com o PIB (Produto Interno Bruto) per capita de cada município, os pesquisadores da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), de Harvard e duas universidades paulistas (Santa Casa e Unesp) identificaram desigualdades também na realização de exames diagnósticos e no atendimento hospitalar.

Por exemplo: os municípios mais pobres apresentaram uma proporção três vezes maior de pacientes com SRAG sem coleta de material biológico para o diagnóstico de Covid em comparação com os municípios mais ricos (8,8% contra 2,9%). Também tiveram menos acesso à tomografia computadorizada para avaliar o comprometimento pulmonar (2,4% contra 1%).

Segundo o epidemiologista Antonio Fernando Boing, autor principal do estudo e professor da UFSC, uma das explicações para as disparidades socioeconômicas nas mortes por Covid foi a falta de acesso, no tempo certo, a serviços de saúde de qualidade.

Ele explica que municípios mais ricos tendem a ter, em média, mais profissionais de saúde contratados e uma rede de serviços mais estruturada, com fluxos de pacientes estabelecidos em todos os níveis da assistência (atenção primária, secundária e hospitais de alta complexidade)

"Há estudos mostrando que a letalidade tende a ser mais alta nos hospitais em que novas equipes foram formadas. Municípios que tiveram que correr atrás de profissionais para construir suas redes, além de terem levado mais tempo, não tinham equipes com tanta experiência."

Além disso, Boing aponta que a menor capacidade de compra dos municípios mais pobres, como insumos e contratação de pessoal, também teve impacto na testagem para a Covid. "Ter uma testagem de forma oportuna te permite uma assistência mais planejada e que a vigilância do município também consiga agir para evitar uma disseminação maior do vírus."

Para ele, a ausência de coordenação nacional e, em muitos casos, estadual, que não ajudaram na organização da assistência nos municípios, também gerou as disparidades. "Cada um teve que se virar. E aí quem teve maior capacidade de compra e de lobby se saiu melhor."

De acordo com o pesquisador, a carga de doenças crônicas também tende a ser maior nas populações de municípios mais pobres, o que contribui para um pior desfecho dos casos. Em geral, nesses municípios as condições de moradia são mais precárias, com uma maior aglomeração de pessoas por domicílio, o que facilita a transmissão do vírus, além do fato de que muitos dos moradores não tiveram condições de fazer trabalho remoto.

Segundo o pesquisador, o país não pode continuar ignorando desigualdades que já estavam presentes muito antes da pandemia de Covid. "Não pode chegar depois de dois anos, como esse estudo fez, e verificar: como somos desiguais! Como a letalidade foi pior nos municípios mais fragilizados!"

Para o epidemiologista, é preciso implementar nos serviços de vigilância de rotina um monitoramento das desigualdades entre os grupos populacionais e entre as regiões não só para reduzir mortes por Covid, mas por qualquer outra causa evitável. "Nossa lição de casa é monitorar para agir. Uma injustiça dessa é evitável. Não precisava ter tido uma sobremortalidade nos grupos mais vulnerabilizados. Muitas vidas poderiam ter sido salvas se estivéssemos monitorando as desigualdades."

Essas disparidades também estão sendo discutidas em outros países. Análises feitas nos Estados Unidos, na Europa, na Ásia e na África entre 2020 e 2021 confirmaram a existência de forte desigualdade, com piores desfechos da Covid-19 entre populações com indicadores socioeconômicos ruins.

Alguns trabalhos caracterizam a Covid-19 como uma sindemia, ou seja, um produto da interação entre condições clínicas pré-existentes e fatores sociais, econômicos e políticos.

Como é calculado o PIB per capita municipal

O Brasil está dividido em 27 unidades federativas e 5.570 municípios. Para cada um deles, IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) calculou o PIB e a população residente de 2018 em parceria com os órgãos estaduais de estatística, secretarias estaduais de governo e Superintendência da Zona Franca de Manaus.

Os valores, estimados em reais, foram divididos em decis (de 1 a 10) de acordo com sua distribuição. O Sivep-Gripe (Sistema de Vigilância Epidemiológica da Gripe) registra os municípios de residência dos pacientes utilizando os mesmos códigos, padronizados pelo IBGE para todo o território nacional, permitindo a vinculação das bases de dados.

 

Nova variante do coronavirus preocupa cientistas 

Segundo a Associated Press, a variante -— chamada BA.2.75 — pode se espalhar rapidamente e contornar a imunidade de vacinas e infecções anteriores, fato que causa preocupação. 

A última mutação foi vista em vários estados distantes da Índia e parece estar se espalhando mais rápido do que outras variantes 

Uma nova variante do coronavírus, identificada na Índia, chamou a atenção dos cientistas. Segundo a Associated Press (AP), a variante — chamada BA.2.75 — pode se espalhar rapidamente e contornar a imunidade de vacinas e infecções anteriores, fato que causa preocupação. Não está claro se pode causar doenças mais graves do que outras variantes da ômicron, incluindo a proeminente BA.5.

A última mutação foi vista em vários estados distantes da Índia e parece estar se espalhando mais rápido do que outras variantes lá, disse à AP Lipi Thukral, cientista do Conselho de Pesquisa Científica e Industrial do Instituto de Genômica e Biologia Integra Integrativa em Nova Délhi.

Também foi detectado em cerca de 10 outros países, incluindo Austrália, Alemanha, Reino Unido e Canadá. Dois casos foram identificados recentemente na costa oeste dos Estados Unidos, e um terceiro caso nos EUA na semana passada foi identificado. Por enquanto, não há casos registrados no Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde.

Até o momento, não há relato de sintomas específicos para essa variante, como ocorreu em outros casos. O que se sabe, de acordo com relato dos especialistas, é que a maior parte das pessoas infectadas fica assintomática ou tem sintomas leves, muito em decorrência da vacinação. Coriza, febre e cansaço são os principais sintomas. A perda de olfato e paladar, muito comum no começo da pandemia, não é mais tão predominante com esta variante.

A população mais vulnerável a esta variante continua sendo a idosa, em especial acima dos 60 anos, e que tenham alguma doença pré-existente. Ainda segundo as autoridades de saúde da Índia, onde a maior parte dos casos foi relatada, a forma grave da covid-19 é muito menor do que antes, e os sintomas leves duram de dois a três dias para sumirem.

Surgimento de variantes

Delta, gama e agora subvariantes da ômicron. Na pandemia, pode ser difícil acompanhar e entender o que são as cepas da covid-19 e por que elas continuam aparecendo.

Nesta última semana, a identificada da vez foi a XE, uma sublinhagem da ômicron que parece ser a combinação dela mesma com a BA.2, já registrada anteriormente como uma versão mais transmissível da cepa.

Ainda é muito cedo para entender o verdadeiro impacto da XE, mas uma coisa é certa: o surgimento de novas variantes é algo normal e que continuará acontecendo. É natural de o vírus querer se multiplicar, mas isso não quer dizer que todas as novas mutações serão mais perigosas ou transmissíveis.

Por isso, é preciso cautela e esperar as informações oficiais da OMS ou outras agências de saúde. Entenda as diferenças entre a ômicron e suas subvariantes:

XE

Identificada pela primeira vez no Reino Unido em 19 de janeiro, a XE é uma cepa recombinante que mistura o material genético da BA.1 (ômicron) e a BA.2, subvariante da ômicron.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que ela pode ser cerca de 10% mais transmissível do que a BA.2. Porém, ainda é necessário descobrir se é mais contagiosa ou se provoca sintomas mais graves.

Ainda não há informações sobre a eficácia das vacinas contra a XE. Ao todo, mais de 700 casos foram registrados no Reino Unido entre 19 de janeiro e 22 de março. Um caso foi confirmado nesta quinta-feira, 7, no Brasil.

O laudo mostra que o paciente é um homem paulista de 39 anos, que teve a amostra coletada em 7 de março. O caso é importado, isto é, veio de outro país, com “provável origem” da África do Sul, de acordo com o laudo.

BA.1

A BA.1 é o nome dado para a linhagem original da ômicron, que causou um aumento de casos pelo mundo todo entre o final de 2021 e início de 2022, após ser identificada pela primeira vez na África do Sul.

Foram cerca de 2 milhões de casos registrados pelo mundo todo até a data de publicação desta matéria. No Brasil, quase 25 mil casos foram confirmados, de acordo com o site Outbreak Info, banco de dados epidemiológicos com foco em covid.

Apesar do número gigantesco de casos em um curto período de tempo, a ômicron passou a ser conhecida como uma cepa de sintomas leves, o que não é necessariamente sempre verdade, especialmente para aqueles que não tomaram a vacina.

Estudos indicam que, contra a ômicron, as vacinas são eficazes na prevenção de casos graves e mortes, mas casos leves são mais prováveis de acontecer. Os sintomas incluem febre, coriza, dor de garganta e dor no corpo.

Seja pelo próprio vírus ou pelas altas taxas de vacinação pelo mundo, o número de mortes e casos graves registrados foi menor do que de cepas como a delta.

BA.2

A BA.2 difere de BA.1 em algumas das mutações, inclusive na proteína spike, responsável pela entrada do vírus na célula. Ela é mais difícil de identificar nos testes PCR, pois não tem a presença da mutação H69-V70 presente na ômicron.

Portanto, é necessário um sequenciamento genético para diferenciar a BA.2 de outra subvariante. Isso não impacta no diagnóstico, que ainda vai poder dizer se a pessoa está infectada ou não, e sim no mapeamento feito pela comunidade científica.

Apesar de ter sido detectada inicialmente na Austrália, África do Sul e Canadá, a BA.2 teve um grande número de casos na Dinamarca.

O país é conhecido pelo programa robusto de sequenciamento genético do vírus e, nas primeiras semanas da identificação do vírus, registrou 20 mil casos. Porém, o governo dinamarquês afirmou que não houve diferença em hospitalizações em comparação com a BA.1.

Atualmente, 631.727 casos da BA.2 foram registrados pelo mundo, de acordo com o Outbreak Info. Deste número, 168 são do Brasil.

 

Quanto tempo o vírus da covid-19 fica no corpo e quando cessa  a transmissão?

O tempo que o vírus permanece no corpo pode variar dependendo de alguns fatores, como o estado de saúde prévio da pessoa,


O Brasil vive um cenário de aumento de casos e pessoas com sintomas de covid-19, após o relaxamento de algumas medidas sanitárias, como a obrigatoriedade do uso de máscaras. Com a alta da doença, uma questão importante que vem sendo estudada e discutida é quanto tempo o vírus pode ficar no corpo.

Segundo o infectologista Alexandre Vargas Schwarzbold, o tempo de permanência do Sars-CoV 2 na via respiratória para a ômicron e suas subvariantes não muda muito em relação às variantes anteriores. "Em média, tem nove dias de duração, mas dependendo da carga viral pode durar menos tempo no organismo de uma pessoa, de cinco a sete dias, ou mais, chegando a 14 dias. Em pacientes com alguma imunodepressão, a duração e excreção viral pode durar ainda mais, chegando a duas semanas ou até um mês", afirma o médico, que também é professor de infectologia da UFSM (Universidade Federal de Santa Maria) e membro consultor da SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia). 

Em linhas gerais, o pico da transmissão antes da ômicron era entre dois dias antes dos sintomas emergirem, e três dias depois, com carga viral gradualmente reduzindo ao longo de sete a 10 dias. Para a ômicron, o consenso é entre dois dias pré e dois dias pós surgimento de sintomas, de acordo com Ana Luíza Gibertoni Cruz, médica infectologista da UK Health Security Agency e pesquisadora no Departamento de Saúde Populacional da Universidade de Oxford, na Inglaterra.

"No entanto, é importante transmitir a incerteza que existem nestas estimativas, principalmente porque os dados são originados de uma população heterogênea para status vacinal e de doença, e não de uma população homogeneamente sem imunidade", comenta Cruz. Atualmente, o isolamento recomendado para pacientez com civd-19 varia de cinco a 10 dias, no Brasil, a depender dos sintomas e testes feitos pelo paciente. 

Imunidade, carga viral e vacinação influenciam

O tempo que o vírus permanece no corpo pode variar dependendo de alguns fatores, como o estado de saúde prévio da pessoa, a quantidade de vírus com que ela se contaminou e o status vacinal (vacinados têm duração menor do vírus no corpo do que não vacinados, possivelmente por possuírem uma carga viral mais baixa).

"Um dos principais fatores que definem o tempo de permanência do vírus no corpo é a imunidade da pessoa. E quanto maior a idade, menor a competência do sistema imune", diz Rosana Richtmann, infectologista do Instituto de Infectologia Emilio Ribas e diretora da Sociedade Brasileira de Infectologia.

Segundo ela, também envolvem fatores como a imunidade prévia adquirida por vacinação ou pela doença natural, e fatores relacionados à genética e a condições de imunossupressão. "Alguém sob tratamento de câncer, por exemplo, pode apresentar resposta imune menor e maior período de permanência do vírus no corpo", diz.

Qual o melhor teste para saber se alguém infectado está transmitindo o vírus?

A eliminação do vírus do corpo de uma pessoa se dá quase simultaneamente com a melhora dos sintomas respiratórios e sistêmicos. Mas, segundo os especialistas ouvidos pela reportagem, uma forma objetiva de saber se o indivíduo infectado não transmite mais o vírus é por meio do teste rápido de antígeno, pois ele consegue detectar a replicação viral (vírus ainda em atividade) e indicar se a quantidade viral presente é suficiente para possibilitar a transmissão de pessoa a pessoa.

O teste do RT-PCR é bom e recomendado para fins de diagnóstico, mas não para saber se a pessoa infectada ainda pode transmitir, porque ele é extremamente sensível e consegue detectar qualquer estrutura do vírus, independentemente de estar ou não viável, diz Richtmann, que dá um exemplo puramente didático. "Imagine que o vírus seja uma formiga na garganta. Se a pessoa fizer o teste do PCR e a formiga estiver viva, o resultado será positivo. Mesmo se após um tempo a formiga estiver morta, e sobrar uma pata da formiga na garganta, o teste do PCR ainda dará positivo", compara.

Ou seja, uma pessoa que teve covid-19 pode apresentar PCR positivo por semanas, mas isto não quer dizer que ela continua doente ou que possa transmitir a doença. Um teste positivo pode ser erroneamente interpretado e colocar um indivíduo sob isolamento prolongado de forma desnecessária.
Cruz, pesquisadora de Oxford, explica que o vírus pode continuar no corpo sem que seja possível a transmissão. "Pessoas que ainda têm vírus ativo, mas com replicação a uma taxa baixa não tendem a transmitir o vírus, provavelmente porque há pouca partícula ativa sendo mobiatravés das gotículas e aerossóis formados pelas secreções respiratórias", diz.

Ubá dispensa uso de máscara em locais abertos 

(clique na imagem e acesse a matéria)


O Vacinômetro de Ubá - covid-19 - (atual. 30.09.22)







Fonte: Assessoria de Comunicação da P.M.U.

Acompanhe o vacinômetro do governo do Estado clicando Aqui  



 

(Publicação do dia 10.03.22, a última do Programa Minas Consciente do governo estadual. A partir de 12.03.22, não terá mais divulgação).



Após Deliberação estadual, leitos COVID são desmobilizados


 Publicado em 09/03/2022 17:26 - Fonte: Ass. de Com. da P.M.U

A Deliberação CIB-SUS/MG Nº 3.746, de 25 de fevereiro de 2022, dispõe sobre a desmobilização de leitos destinados exclusivamente para o atendimento de casos suspeitos e confirmados de infecção pelo Sars-CoV 2 e mantém, para a competência março/2022, o pagamento dos leitos COVID ocupados. 

A Nota Informativa Conjunta, emitida na data de 25 de fevereiro de 2022, repassa orientações para os atendimentos a pacientes com quadro SRAG/COVID-19 nas UTI’s e reforça a importância da cobertura vacinal na melhoria do cenário assistencial.

Após este mês de março a rede hospitalar deverá se adaptar para atender os pacientes COVID suspeitos ou confirmados, dentro da própria rede existente, seguindo as orientações da Nota acima. Destaca-se que a microrregião de Ubá não foi contemplada com nenhum leito extra para este atendimento até a presente data.  

Com base nas informações acima a Prefeitura de Ubá informa que, a partir da presente data, não será mais processado o boletim de ocupação de leitos COVID, mantendo-se ainda a divulgação diária do boletim de casos.


 

Leia abaixo: 



Trabalhador infectado com os vírus atuais tem ou não que ficar isolados?

(clique na imagem e acesse a matéria)



 

Estou vacinado mas será que protegido em meio a uma potente variante?



Ubá e todo o Estado continuam na onda verde. 


Acesse o mapa da pandemia em MG clicando na imagem abaixo

                                                                                 Publicado em 10.02.22   - Atualizado em 10.02.22


<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<matéria>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>


Estou vacinado mas será que protegido em meio a uma potente variante?

Imagem: Remessa online
Muitas dúvidas surgem aos imunizados com relação à poderosa variante delta


Nomeadas pelo alfabeto grego, atualmente temos variantes,  Alfa; Beta; Gama; Delta; Epsilon; Eta; Iota; Kappa e Lambda. A variante Delta do coronavírus foi detectada pela primeira vez em dezembro de 2020, em pacientes da Índia (mas pode ter surgido em qualquer outro lugar do mundo) e já foi identificada em dezenas de países (inclusive o Brasil). Tornou-se a variante de maior importância por sua infectibilidade. Mas o que ela tem de especial?

Quando nos infectamos pelo coronavírus, criamos uma imunidade que pode durar alguns meses. Depois disso, estamos abertos a uma segunda infecção pela mesma variante que nos infectou antes ou por uma outra variante. Se essa outra variante tiver maior capacidade de fugir da imunidade despertada pela primeira, o êxito dela será grande.

Aos poucos, uma variante vai substituindo a outra, escalando o pico do sucesso, até ser escanteada por uma nova  concorrente. Essa é uma habilidade da Delta atualmente. Mas, em tese atual, a vacinação completa (as duas doses) tende a proteger contra todas as variantes que estão circulando pelo mundo.

Se estou vacinado, por que devo me preocupar com a variante delta? 

Muita gente já relaxou as medidas de proteção porque tomou  a primeira ou as duas doses da vacina contra a covid-19. Também é verdade que a imunização no Brasil avança a passos largos, com centenas de milhares de brasileiros que receberam uma ou mesma as duas doses das vacinas. Mas será que a variante delta continua sendo um perigo iminente aos imunizados?

O aumento recente de casos em países que já viam a flexibilização total no horizonte, como Estados Unidos e Inglaterra acende um alerta para o afrouxamento de regras no Brasil. Os temores em relação à delta foram confirmados em um relatório interno do CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças) norte-americano, divulgado recentemente, que compara a transmissão dessa variante à da catapora.

Um outro estudo, ainda sem revisão, indica que a delta gera uma carga viral 1.260 vezes maior do que a cepa original. Além disso, a proteção contra esta variante só é desenvolvida após 15 dias da aplicação da segunda dose das vacinas, em uso hoje no Brasil.

Mas, se estou vacinado, por que devo me preocupar com a variante delta?

As vacinas não garantem 100% de eficácia contra o coronavírus Sars-CoV-2. Nenhum imunizante ou medicamento tem esse poder. Assim, a alta circulação do vírus no Brasil e as novas variantes fazem o risco de infecção crescer.

Em países com mais de 60% da população imunizada, como é o caso da Inglaterra, de Israel e dos EUA, os casos voltaram a subir em julho após meses de queda. Essa alta é atribuída à variante delta.

A maioria dos novos casos foi registrada em indivíduos não vacinados. Nos EUA, por exemplo, os estados que tiveram maior alta são também os que apresentam a menor taxa de indivíduos completamente imunizados, e mais de 97% dos novos casos surgiram em pessoas não vacinadas.

Infecção em indivíduos totalmente imunizados, apesar de rara, ainda pode ocorrer. Isso porque a maioria das vacinas  desenvolvidas até agora protege contra os sintomas, o agravamento do quadro ou o óbito pela doença, mas não tem o poder de conter totalmente o contágio em si.

Qual é o risco real de contrair Covid mesmo após a imunização completa? Esse risco aumenta com a variante delta?

Segundo Esper Kallás, infectologista e professor da Faculdade de Medicina da USP, "as vacinas contra a Covid-19 oferecem alto grau de proteção, que é mantida para quadros graves da doença e mortes, mas há um leve escape na proteção oferecida contra contágio pela variante delta".

Um estudo recente publicado na revista científica Nature mostrou que a efetividade das vacinas para bloquear a entrada do vírus nas células é reduzida, mas ainda fica acima de 60% após duas doses da Pfizer/BioNTech e da Oxford/AstraZeneca.

Já um artigo recente publicado no periódico The New England Journal of Medicine indica que, após apenas uma dose da vacina dessas fabricantes, a proteção por resposta humoral (de anticorpos) cai de 49% para 30,7% e, com as duas doses, de 93,7% para 88%, no caso da Pfizer, e de 74,5% para 67% com a Oxford/AstraZeneca.

Esses dados mostram que, apesar de ser menos frequente, a infecção após imunização completa, conhecida como escape vacinal, ainda pode ocorrer. Em geral, contudo, os sintomas tendem a ser mais brandos.

"A pessoa pode ter uma infecção por Covid com nariz escorrendo, um pouquinho de febre que vai embora. O fundamental é pensar que a vacinação é uma estratégia coletiva, não individual, e quanto mais pessoas tivermos vacinadas na comunidade, maior será o grau de proteção geral", diz Esper Kallás.

A máscara é útil contra a variante delta?

Especialistas afirmam que, independentemente do tipo de variante em circulação, as medidas de proteção devem permanecer as mesmas, isto é, distanciamento social, uso correto de máscaras, higiene das mãos e vacinação.

Para Vitor Mori, físico e pós-doutorando da Universidade de Vermont e membro do Observatório Covid-19 BR, o foco não deveria ser a variante em si, mas o possível aumento no número de novos casos e hospitalizações.

"Com relação à delta, é fundamental entender que as medidas de prevenção não mudam e que tudo o que fazíamos antes continua funcionando. Temos que redobrar o cuidado de prevenção dentro do que é factível", diz.

Mesmo pessoas vacinadas com as duas doses devem continuar usando as máscaras até que toda a população esteja vacinada, afirma a imunologista Cristina Bonorino. Além disso, ela lembra que já há um consenso na comunidade científica que as máscaras do tipo PFF2 são as que oferecem a melhor proteção e devem ser priorizadas, sobretudo em espaços fechados.

Descartável. As máscaras N95 PFF2 são as mais seguras, segundo especialistas. 




E nos espaços fechados, como bares, restaurantes, academia e salas de aula? A variante delta interfere nos planos da volta ao funcionamento normal? 

Espaços fechados ampliam o risco de contágio, porque uma pessoa infectada que esteja no ambiente pode liberar o coronavírus em partículas menores que ficam suspensas o ar.

"Em ambientes fechados e sem ventilação, é possível ter essas partículas como nuvens no ar, o que favorece a transmissão, principalmente quando se tem máscaras de baixo poder de filtração", afirma Raquel Stucchi, infectologista e professora da Unicamp,

Recentemente, o CDC reorientou a população a utilizar máscaras de proteção em locais públicos e fechados devido ao aumento no número de infecções pela delta, nos Estados Unidos.

A recomendação é preferir espaços abertos, bem ventilados, com distanciamento social e uso de máscaras de qualidade, como as do tipo PFF2. Em locais em que é preciso tirar a máscara para se alimentar, como restaurantes e bares, é recomendado ficar em local aberto. Também é importante manter distanciamento social de outras pessoas e pôr de volta a máscara sempre que possível para evitar exposição desnecessária.

E em ambiente aberto, como me proteger da delta?

Espaços abertos criam risco bem menor se comparados a locais fechados, mas a alta capacidade de propagação da variante delta altera esse cenário. "Nós já temos várias descrições sobre transmissões [pela delta] em ambientes abertos, algo que antes era desprezível para outras variantes", diz Stucchi.

A recomendação, então, é sempre utilizar máscaras, manter o distanciamento social e higienizar as mãos mesmo em locais abertos e bem ventilados. Nesses casos, além das máscaras de alto poder de filtração, é possível utilizar duas máscaras, sendo uma cirúrgica por baixo de uma de pano, para evitar infecções ao ar livre.

É seguro viajar de avião? Devo evitar o lanche oferecido e ficar de máscara durante todo o voo?

Segundo Stucchi, mesmo que os aviões contem com sistemas de renovação de ar que diminuem o risco de transmissão, desde o início da pandemia existem casos de infecção em viagens aéreas. É importante sempre utilizar máscaras com alta capacidade de filtragem e retirá-la somente em situações de extrema necessidade.

Tendo em vista que a variante delta pode levar somente alguns segundos para entrar no organismo, é necessário considerar o comportamento de outros passageiros ao redor para avaliar o risco.

E ônibus, trens e metrôs, qual a segurança para pessoas vacinadas?

Pessoas completamente vacinadas podem ser reinfectadas, mas raramente desenvolvem formas críticas da doença. Segundo o CDC, somente 0,1 a cada 100 mil pessoas imunizadas que são infectadas devem desenvolver um quadro que demande hospitalização. Ou seja, em em meio a 100 mil pessoas, 10 mil seriam casos graves.

Em ônibus, metrôs e trens, os principais pontos que devem ser levados em consideração são a vacinação dos passageiros, máscaras adequadas, ventilação do ambiente, o tempo nesses meios de transporte e a quantidade de pessoas.

Para Stucchi, um ônibus com as janelas abertas é mais seguro que um metrô com pouca circulação de ar. "No entanto, se você utiliza o metrô, mas por um período curto de tempo, como de uma estação para outra, o risco vai ser pequeno", afirma.

Amigos, familiares... posso encontrá-los, ficar muito próximo e até abraçá-los? Qual a forma mais segura? 

Caso seja indispensável, o ideal é encontrar outras pessoas em ambientes abertos, bem ventilados, com todos utilizando máscaras de boa qualidade e mantendo distanciamento social.

Contatos próximos, como abraços e beijos, com pessoas que não moram na mesma casa não são recomendados. Segundo Stucchi, evitar essa aproximação é mais necessário entre pessoas de grupo de risco ou que já tenham sido imunizadas há mais de seis meses.

E se já tomei as duas doses, posso encontrar pessoas não vacinadas ou não totalmente imunizadas?

As recomendações de proteção são as mesmas: preferir espaços abertos e ventilados, usar máscaras de boa qualidade, manter distanciamento e sempre higienizar as mãos.

Pessoas vacinadas podem se infectar novamente por qualquer variante e transmitir o vírus para quem não se vacinou. Como a delta tem uma taxa de transmissão mais alta, a chance de uma pessoa vacinada se infectar e contaminar alguém ainda não imunizado existe e preocupa.

Estudos preliminares em alguns países, como Canadá e Escócia, indicam que a delta pode ser responsável por quadros mais graves da Covid-19, em pessoas ainda não vacinadas.

Mas, segundo o infectologista Esper Kallás, é difícil avaliar esses dados considerando populações como um todo. "O que sabemos é que há uma aceleração na cadeia de transmissão das pessoas infectadas com delta em relação às outras variantes", diz.

E quem perde o prazo para tomar a segunda dose, perde também o efeito da vacina?

A maioria das vacinas contra Covid-19 disponíveis foram desenvolvidas para garantir proteção total com duas doses e apresentam intervalos diferentes para aplicação entre elas. Porém, devido à escassez de doses em algumas cidades, algumas pessoas podem tomar a segunda dose fora do prazo.

Segundo Kallás, a perda do prazo da segunda dose não elimina o efeito da vacina, pois sempre haverá algum grau de proteção. Ele ressalva, porém, que o grau de proteção com apenas uma dose é menor contra a variante delta.

"Quão menor vai ser essa proteção ou qual o risco inerente não temos como calcular, porque não é um fator único, depende de quanto risco aquele indivíduo tem. É claro que uma pessoa mais idosa, com maior predisposição a desenvolver doença grave, com algum tipo de imunodeficiência, vai ter um maior risco. Isso vai depender também [do nível da] taxa de transmissão naquela comunidade", diz.

Kallás defende que haja uma avaliação por parte dos gestores sobre eventual antecipação do calendário das pessoas que receberam apenas uma dose, permitindo que sejam imunizadas totalmente.

Se a delta é tão contagiosa, faz diferença eu me vacinar?

A variante delta continua sendo o mesmo vírus que causou a pandemia, com a mesma capacidade de infectar e invadir as células do hospedeiro, diz a imunologista Cristina Bonorino. A diferença é que a delta consegue driblar a proteção conferida pelos anticorpos, seja por infecção natural, seja por vacinação.

"Em uma pessoa que se infecta com a variante delta, ela consegue burlar a resposta imune muito mais rapidamente, o que faz com que mais cópias do vírus sejam produzidas no organismo, aumentando a chance de aquele indivíduo transmitir o vírus", diz.

No entanto, apesar de haver maior probabilidade de pessoas vacinadas transmitirem o vírus, Bonorino reforça que as vacinas protegem contra quadros graves da Covid. Dados recentes divulgados pelo CDC mostram que a incidência de mortes em vacinados, nos Estados Unidos é de 0,04 a cada 100 mil indivíduos, enquanto a mesma taxa é de 0,96 para cada 100 mil nas pessoas não vacinadas (ou 25 vezes maior).

Como eu sei se estou infectado com a delta?

A variante delta já está com transmissão comunitária em diversos estados do país, embora a falta de sequenciamento genômico em massa e uma ação coordenada nacional dificultem saber qual a sua participação nos novos casos. Na primeira quarta-feira (4), de agosto, a Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro afirmou que a delta corresponde a 45% das amostras analisadas na capital e 26% das do estado. Em São Paulo, um boletim divulgado pelo Instituto Adolfo Lutz (IAL) apontou a delta em 23,5% das amostras sequenciadas no instituto.

Segundo Kallás, da USP, essas porcentagens não devem balizar estratégias de diagnóstico individual. Até o momento, a identificação da delta e de outras variantes é feita em laboratório por sequenciamento genético ou com a utilização de testes específicos.

De todo modo, quanto mais aumenta a frequência de uma variante na população, maiores são as chances de os novos casos confirmados decorrerem dela.



Leia também:


Secretaria de Estado da Saúde convocou a imprensa para a distribuição das doses aos municípios


Minas Gerais distribui o 31º lote de vacinas contra a covid-19 para as 28 Unidades Regionais de Saúde


O Governo de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Estado de Saúde, informa que na quarta-feira (21/7), realizou a distribuição de vacinas contra a covid-19 para as Unidades Regionais de Saúde.

Foram 841.960 doses, sendo 171.400 da CoronaVac, 120.510 doses da Pfizer e 550.050 da AstraZeneca, que serão destinadas à imunização de 70% por faixa etária e 30% para os grupos prioritários que serão imunizados com a segunda dose.  

<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<vacinas>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>

Acesse abaixo o decretos anteriores.


[[ (Há mais de um século o Brasil viveu a Revolta da Vacina - (leia matéria abaixo) ]]




<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<matéria>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>

Variante indiana do novocoranavirus dispara alerta em Minas Gerais

Comitê de Enfrentamento à Pandemia de COVID-19 em BH expressa preocupação diante da detecção da variante no Brasil.


Com quatro mil mortes diárias, a Índia vive um agravamento da pandemia. Nas últimas semanas, a variante indiana B.1617 do novo coronavírus foi detectada em outros 44 países de todos os seis continentes e obviamente chegou ao Brasil, como no Maranhão e agora há alerta na capital mineira.

Na quinta-feira (20), a Secretaria de Saúde maranhense confirmou o primeiro caso de pessoa infectada pela cepa indiana do coronavírus no país. O anúncio reforça o alerta país afora e apesar de a cepa não ter sido identificada em território mineiro, a notícia põe em alerta especialistas e as secretarias de Saúde de Minas Gerais e municipal de Belo Horizonte. 

A ordem é não descuidar das medidas preventivas que todos já conhecem. Dados preliminares indicam que a variante B.1617 do coronavírus, originada na Índia e que apresenta alterações na proteína spike, tem capacidade de transmissão maior do que a cepa que deflagrou a pandemia, segundo afirmou a líder técnica da resposta à pandemia de COVID-19, da Organização Mundial da Saúde (OMS), Maria Van Kerkhove, em coletiva de imprensa em 10 de maio. 

De acordo com a cientista-chefe da entidade, Sumya Swaminathan, "até onde se sabe, as vacinas contra a COVID-19 e tratamentos disponíveis são eficazes contra casos da cepa indiana"

Ela ressaltou, no entanto, que as evidências ainda são recentes e é importante "dar tempo" para que mais dados sobre a variante sejam coletados. O médico infectologista Estevão Urbano, um dos quatro integrantes do Comitê de Enfrentamento à Pandemia de COVID-19 em Belo Horizonte, expressa preocupação diante da detecção da variante no Brasil. 

"A grande quantidade de casos e de mortes pode estar relacionada à nova variante, assim como a variante P1 ocasionou a segunda onda no Brasil. Trata-se de uma cepa com potencial maior risco de transmissão e, possivelmente, mais agressiva. É importante ter cuidado", afirma. 

Unaí Tupinambás, médico infectologista que também é integrante do Comitê mineiro acrescenta que estudos preliminares indicam que a B.1617 ainda é mais infectante do que a cepa B117 do vírus, detectada na Inglaterra. "Essa cepa nos deixa ainda mais em alerta. A variante encontrada na índia pode ser até 50% mais transmissível do que a encontrada no Reino Unido. É uma situação complicada", disse.

Em Minas Gerais, a macrorregião de Saúde Jequitinhonha apresentou piora nos indicadores e vai regredir da onda amarela para a vermelha do programa Minas Consciente do governo estadual. Todas as outras regiões serão mantidas nas ondas definidas na semana passada. Assim, permanecem na onda amarela, Norte, Sudeste, Triângulo do Norte e Vale do Aço. As regiões Centro, Centro-Sul, Leste, Leste do Sul, Nordeste, Noroeste, Oeste, Sul e Triângulo do Sul seguem na onda vermelha.

<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<novocoronavirus>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>

Reinfecção com variante inédita do coronavírus no Brasil é identificada em Minas Gerais



A primeira no Estado foi provocada por linhagem que ainda não havia sido detectada no país e que circula nos Estados Unidos desde outubro, segundo informações do Laboratório de Imunopatologia da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) com base nos principais bancos de dados globais de informações genéticas do Sars-CoV-2.

O infectado é um médico de 29 anos, morador de Sabará, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, que apresentou sintomas da covid-19 pela segunda vez em 6 de janeiro. O médico não tem comorbidades ou imunodeficiências e a reinfecção foi provocada pela linhagem B.1.2. A confirmação da reinfecção ocorreu na última segunda-feira, 1º de fevereiro, em trabalho conjunto da UFOP com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e Fundação Ezequiel Dias (Funed).

O médico, que além de trabalhar em Sabará atende também em Caeté, outra cidade próxima a Belo Horizonte e na capital, relatou à época ter acabado de retornar de viagem ao Rio de Janeiro. A reinfecção ocorreu 230 dias depois do contato inicial do morador de Sabará com o novo coronavírus. Seu primeiro teste positivo foi em maio, com a linhagem B.1.1.28. Nas duas infecções não houve necessidade de internação.

A universidade afirma que em agosto o médico passou por exame sorológico e o resultado foi positivo para o anticorpo IgG, que combate a covid-19. Em dezembro, porém, o mesmo exame apresentou resultado negativo. Pesquisador do Laboratório de Imunopatologia da UFOP, Alexandre Reis explica não ser possível afirmar que apenas a exposição a uma nova linhagem do vírus tenha sido o único fator responsável pela reinfecção. "O fato de os níveis de anticorpos do paciente terem negativado, assim como outros fatores ainda não bem elucidados, devem também ter contribuído para o quadro", analisa, em comunicado da UFOP.

Novas variantes

A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais informou na terça-feira (2), ter sido detectada no Estado a variante P.1, identificada inicialmente em Manaus, em duas amostras de material genético analisadas pelo Laboratório Central de Saúde Pública de Minas Gerais (Lacen). As amostras, conforme a secretaria, são de duas pessoas da capital amazonense que estavam em viagem a Belo Horizonte.

Estudo feito por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade de Campinas (Unicamp) sugere que a variante P.1 pode escapar dos anticorpos produzidos no organismo humano pela vacina Coronavac, o principal imunizante utilizado no Brasil contra a covid-19. Os dados, porém, foram levantados a partir de um grupo pequeno de voluntários e são preliminares.

Minas Gerais já registra regiões com estrangulamento do atendimento para casos mais graves da covid-19. No Triângulo Sul, que tem Uberaba como principal cidade, não há mais leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) seja para covid-19 ou qualquer outra doença. Em Belo Horizonte, a taxa de ocupação de UTI para covid-19 está em alta e atingiu, na terça-feira (2), 76,3%, ante 64,2% registrado na terça-feira anterior (23).

Na quarta-feira (3) começa na cidade a vacinação de idosos de 80 a 85, iniciando pelos mais idosos da faixa etária. O cronograma da prefeitura prevê que na quinta-feira (11), e sexta-feira (12), tenham sido vacinadas as pessoas de 80 anos.

Leia também:



Atenção: Fake News! Mensagem Falsa foi veiculada em Ubá esta semana (1º a 5  de fevereiro) pelo whatsapp mostrando suposto cronograma de vacinação contra a Covid-19. Funcionário da Policlínica desmente e afirma que é falso. Confira abaixo e Fique esperto!



Clique na Imagem e assista a vídeos (curtos) para tirar dúvidas sobre vacinação. 


Leia também:


Morre vítima da Covid-19 o general responsável pelo ENEM  

General Carlos Roberto Pinto de Souza comandava a Diretoria de Avaliação da Educação Básica (Daeb)  - [Foto: Exército Brasileiro]
  

O general da reserva Carlos Roberto Pinto de Souza, responsável pela área do Inep que coordena a elaboração do Enem faleceu aos 59 anos, em Curitiba, em decorrência de infecção causada pelo novocoronavirus. O primeiro dia de provas do exame ocorre no próximo domingo (17 de janeiro).


A causa da morte foi em decorrência de complicações da Covid-19. Pinto de souza foi internado um pouco antes do Natal. Em comunicado à imprensa, o Inep confirmou a morte, mas disse que não informará a causa da morte, que já é sabida, em respeito à família.

O Inep afirmou que Pinto de Souza, dentro da Diretoria de Avaliação da Educação Básica (Daeb), participou ativamente da concepção do Enem Digital e do Novo Saeb, principal projeto a que se dedicava nos últimos meses. A autarquia ligada ao Ministério da Educação (MEC) afirma que "agradece o trabalho desempenhado com dedicação, entusiasmo, responsabilidade e senso ético pelo diretor Carlos Roberto. Seu nome estará registrado na história do Inep". completa a entidade.

Pinto de Souza tinha doutorado em Altos Estudos Militares e foi Comandante do Centro de Comunicação e Guerra Eletrônica do Exército Brasileiro. Ele não adquiriu formação na área de avaliação escolar. Até assumir o cargo no Inep, trabalhava como assessor no Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações.

Além do Enem, Pinto de Souza coordenou as equipes envolvidas no Encceja (Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos); Celpe-Bras (Certificado de Proficiência em Língua Portuguesa para Estrangeiros), Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica); Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes), entre outros.

Suas experiências anteriores haviam sido como servidor público no campo da Defesa: foi instrutor no Exército, chefe do Centro de Defesa Cibernética e comandante do Centro de Comunicações e Guerra Eletrônica do Exército. 

Justiça ainda decidirá sobre Enem 2020


Uma ação movida na Justiça por organizações estudantis e institutos da área de educação na última sexta-feira (7 de janeiro) e uma carta de mais de 45 associações ligadas a ciência questionam a segurança sanitária para a realização do Enem 2020, em face da alta de casos de Covid no país.

A versão impressa do exame está marcada para este domingo (17 de janeiro) e o seguinte (24 de janeiro). O documento solicita o adiamento da prova. A Defensoria Pública da União fez o pedido junto com a União Nacional dos Estudantes (UNE), a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) e as entidades Campanha Nacional pelo Direito à Educação e Educafro.

Na mesma sexta-feira (7) , mais de 45 entidades científicas publicaram uma carta endereçada ao ministro da Educação, Milton Ribeiro, em que expressam preocupação pela realização do exame. Encabeçam a manifestação a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), a Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (Anped) e a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco).

Segundo a carta, as medidas do Inep e do governo federal "não são suficientes para garantir a segurança da população brasileira, num momento de visível agravamento da pandemia no país"



Frase:  "As pessoas perderam a noção do impacto da doença, não entendendo o que é perder acima de 200 mil pessoas. A curto prazo, nós vamos esticar a pandemia no Brasil ao longo de todo o ano de 2021 e pode chegar a 2022. Ninguém se deu conta que mais de 200 mil óbitos podem se transformar em 500 mil. Não é estapafúrdio imaginar que esse número pode dobrar em 12 meses".

(Miguel Nicolelis, neurocientista e professor da Universidade Duke, nos Estados Unidos).





Festas e Verão devem causar mais aumento nas mortes pela covid-19

Por todas as capitais brasileiras aglomerações em festas, restaurantes e praias estão acelerando 

rapidamente o espalhamento da Covid-19. 

A palavra festa se tornou um bilhete de risco para se colocar a saúde à merce do novocoronavirus. As festas de fim de ano (Natal e Ano Novo) e o Verão escaldante desse ano terão impacto maior nas mortes causadas pelo Sarscov-2, em relação ao início da pandemia, em março. Especialistas  preveem pico como consequência dos encontros e aglomerações na reta final de 2020 e início de 2021. 


A análise tem São Paulo como base, o estado com uma série de restrições no fim de ano. No domingo (27), a taxa de isolamento social esteve em 49%, conforme balanço do dia seguinte (segunda-feira, 28), o índice caiu para 42%.

Já na terça-feira (29), o Brasil voltou a registrar mais de mil mortes em 24 horas devido à ação da covid-19. Foram 1.075 óbitos, maior número contabilizado desde 15 de setembro. São Paulo havia retornado à fase vermelha, com restrições rígidas para evitar a proliferação da doença - liberação somente de serviços essenciais, como mercados e farmácias, e fechamento do comércio em geral. No entanto, mesmo com embarreiramento do comércio, as praias do litoral paulista estavam repletas de turistas ao longo do Natal e do fim de semana. De segunda (28) até quarta (30), no entanto, o estado voltou à fase amarela, de restrição menos severa.

Para especialistas, a taxa de isolamento informada pelo governo de João Doria (PSDB) é questionável e insuficiente para evitar contaminação em larga escala. A previsão é de alta imediata ao longo dos próximos 15 dias. "A perspectiva para janeiro é muito ruim", diz Paulo Lotufo, professor de epidemiologia da Universidade de São Paulo. A explicação está justamente nas idas às praias, por exemplo. Quem sai da capital corre o risco de levar o vírus principalmente para os que trabalham nos pontos turísticos, como quiosques.

"Estar na praia, em tese, não é exatamente o problema. Caso a presença de um elevado número de pessoas fosse de moradores locais, com respeito ao distanciamento social, a questão nem seria tão grave", explica Lotufo. "O ponto central é envolver o trânsito de turistas. A questão das praias de São Paulo é que quem desce da capital de carro vai no mercado, no bar, na padaria e está tudo lotado. Um monte de aglomeração nos prédios, condomínios... Aí que está o problema", alerta o especialista.

O impacto será sentido, a princípio, nas cidades litorâneas. "Os prefeitos fingem não saber: quem vai se contaminar são os trabalhadores, moradores das cidades. Então, daqui a um tempo, eles terão uma quantidade muito grande de pessoas infectadas, doentes, por todo esse fluxo de turistas", diz Paulo Lotufo.

Para o professor, estarmos à beira de um processo mais complicado do que do início da pandemia. Isso se deve ao fato de todas as cidades aumentarem casos e mortes de forma simultânea. Em março, segundo a análise de Lotufo, a proliferação aconteceu de forma gradual e parte dos municípios tomou suas precauções antes dos primeiros casos. "Agora tem [coronavírus] no país inteiro. Então, o que acontece é que temos o relaxamento, mais contágio e casos em todos os locais ao mesmo tempo", afirma. "Aquilo de começar no estado pela capital, ir para a Grande SP, depois ao interior não está acontecendo. Aumentará no estado inteiro", sentencia.

A Secretaria da Saúde e a Secretaria de Desenvolvimento Regional de São Paulo está oclusa e não detalha como será feito o combate à pandemia no Verão.  A assessoria de imprensa da Secretaria de Desenvolvimento Regional postou um vídeo  reafirmando a entrada na fase vermelha. Informou que o estado notificou o Ministério Público sobre as 12 cidades que não respeitaram a decisão. "'Vamos esticar a pandemia no Brasil", antecipou Paulo Lotufo.

Bomba relógio para 2021

"Temos uma bomba relógio para 2021. As festas [Natal e Ano Novo] estão ocorrendo, temos lotação nas praias, nos shoppings, em aeroportos. Será uma repetição do que vimos no dia de Ação de Graças nos Estados Unidos", compara o  neurocientista Miguel Nicolelis, professor da Universidade Duke, nos Estados Unidos. Ele considera "duvidoso" o percentual de 49% de isolamento social em SP apresentado pelo governo Doria.

A tradição americana, ocorrida no dia 26 de novembro, causou um aumento vertiginoso nas mortes e casos de covid-19. Entre 3 e 10 de dezembro, 15.966 pessoas morreram e 1,4 milhão recebeu diagnóstico positivo da doença. Nicolelis considera "não totalmente impossível" o Brasil alcançar os 100 mil casos por dia "no pior dos cenários".

Projetar o fim da pandemia, então, é mais difícil ainda. Nicolelis critica o estado de São Paulo por não ter feito lockdown em nenhum momento. "São Paulo só tem a propaganda, não tem os dados para corroborar o gargarejo de que teve manejo da crise", considera. "O estado só voltou à fase de alto risco após o segundo turno [das eleições], quando membros do comitê alertaram governo de que era preciso voltar antes", emenda.

Para o professor, "as pessoas perderam a noção do impacto da doença, não entendendo o que é perder 200 mil pessoas. A curto prazo, nós vamos esticar a pandemia no Brasil ao longo de todo o ano de 2021 e pode chegar a 2022", diz. "Ninguém se deu conta que 200 mil óbitos podem se transformar em 500 mil. Não é estapafúrdio imaginar que esse número pode dobrar em 12 meses", afirma o neurocientista.

Em Ubá tudo parado, menos o vírus

O último boletim epidemiológico Covid-19 e de ocupação de leitos que a Secretaria Municipal de Saúde de Ubá publicou no site da Prefeitura foi dia 23 de dezembro, por causa dos recessos natalino e de ano novo. Ou seja, o poder público parou, menos o novocoronavirus.

Nestes dois documentos (confira abaixo) constam que os números estavam com 3.949 casos confirmados, sendo 81 óbitos, nove internados em leitos de UTI, cuja taxa de ocupação estava em 86%,  e seis em leito clínico, com taxa de ocupação de 50%. 


Metade do Estado de Minas Gerais está ma Onda Vermelha, incluindo Região Sudeste (Ubá + 93 cidades). Clique Aqui e confira...



Leia também:



Jornal Primeira Página: 


[Uma companhia espanhola desenvolveu uma embalagem especial, capaz de armazenar e viabilizar a distribuição da vacina contra a Covid-19. Variando de acondicionamento, há imunizante que precisa ser transportado em uma temperatura de -70ºC. Clique no título acima e entenda, assistindo ao vídeo, mas não se esqueça de ativar o áudio].

Saiba como será a distribuição e aplicação em 2021 da vacina da covid no Brasil

Serão 29,4 milhões de doses, considerando duas para cada pessoa e mais 5% de perda estimada. O cálculo preliminar é que a primeira fase dure cinco semanas.

O governo federal prevê iniciar a imunização em março do próximo ano, mas não há perspectiva de vacinar toda a população, até o fim de 2021. Ainda não há um imunizante contra a doença registrado no Brasil. Siga abaixo as principais diretrizes do plano de vacinação.


Segundo cronograma apresentado nesta terça-feira, 1º de dezembro, pelo Ministério da Saúde, os primeiros grupos a serem vacinados, contra a covid-19 no Brasil serão os idosos com 75 anos ou mais, profissionais de saúde e indígenas.

A vacinação deve ocorrer em quatro fases, com os grupos prioritários. Segundo o MS o início será em março de 2021 e o término somente dezembro, quando há previsão de oferta de doses suficientes para imunizar a população-alvo.

Trabalhadores da saúde, população idosa a partir dos 75 anos de idade, pessoas com 60 anos ou mais, que vivem em moradia de longa permanência (como asilos e instituições psiquiátricas) e população indígena. Cerca de 14 milhões de pessoas no total.

Serão 29,4 milhões de doses, considerando duas para cada pessoa e mais 5% de perda estimada. O cálculo preliminar é que a primeira fase dure cinco semanas. O primeiro grupo da segunda fase serão idosos entre 70 e 74 anos, seguidos pelas faixas etárias de 65 a 69 anos e 60 a 64. Serão cerca de 21 milhões de vacinados nesse grupo. 

A terceira fase prevê a imunização de maiores de 18 anos, com comorbidades como diabete; hipertensão arterial; doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC); doença renal; doenças cardiovasculares e cerebrovasculares; transplantados de órgãos sólidos; pacientes com anemia falciforme; câncer (com diagnóstico nos últimos cinco anos) e obesidade grave (IMC acima de 40). A estimativa para essa fase é vacinar 12,6 milhões de pessoas. 

Por fim, na quarta fase da campanha, receberão a proteção trabalhadores de áreas consideradas essenciais: professores do nível básico ao superior; profissionais de segurança e salvamento; funcionários do sistema prisional; além da população carcerária. Os grupos somam cerca de 4 milhões de pessoas. Ainda não há definição sobre a vacinação do restante da população.

O Brasil já adquiriu, de acordo dom o Ministério da Saúde, garantidas 142,9 milhões de doses de vacinas contra a covid-19 por meio dos acordos entre a Fiocruz e a AstraZeneca (100,4 milhões) e a Covax Facility (42,5 milhões), iniciativa da Organização Mundial da Saúde. O imunizante da AstraZeneca, desenvolvido em parceria com a Universidade de Oxford (Reino Unido), ainda está em testes.

E de qual laboratório será a vacina contra covid aplicada no Brasil?

Isso ainda não está definido. O governo federal tem contrato com a farmacêutica britânica AstraZeneca, responsável pela vacina de Oxford. Já o governo de São Paulo fez acordo com o laboratório chinês Sinovac, responsável pelo imunizante Coronavac. Os dois produtos estão em fase final de testes.

Sobre seringas e agulhas a serem adquiridas, o Ministério da Saúde negocia novas aquisições desses insumos, para atender à demanda para vacinação contra o coronavírus. Segundo o MS, no momento, encontra-se em andamento processo de compra de 300 milhões de seringas e agulhas no mercado nacional para aplicação das doses, e outras 40 milhões no mercado internacional.

O programa está preparado para que a vacinação para covid não afete a demanda do calendário de outras vacinas, tanto no âmbito técnico quanto no de infraestrutura. Apenas em 2020, mais de R$ 42 milhões foram investidos para estruturação da rede de frios que armazena as doses do PNI, e que hoje abrange temperaturas que vão de -20ºC a 8ºC.

O plano de vacinação, segundo o governo, foi feito, além do Ministério da Saúde, com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa); o Instituto Nacional de Controle e Qualidade em Saúde (INCQS); a Fiocruz; o Instituto Butantan; o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar); sociedades médicas; conselhos federais da área da saúde; Médicos Sem Fronteiras e integrantes dos Conselhos Nacionais de Secretários Estaduais e Municipais de Saúde (Conass e Conasems). 

O Ministério destacou ainda que "o planejamento de população vacinada e fases são preliminares e podem sofrer alterações, a depender de novos acordos de aquisição de vacinas com outras farmacêuticas, após regulamentação pela Anvisa".

Mas, e a rede privada? Disponibilizará para venda? 

O governo ainda não entrou nesses mérito e por enquanto não há previsão de distribuição pela rede privada. Inicialmente será feita pelo SUS.

Leia também:

OMS desaconselha o uso do antiviral Remdesivir no tratamento de Covid-19 

Desaprovado pela OMS no tratamento da Covid-19, o Remdesevir foi desenvolvido contra a febre hemorrágica do Ebola

A entidade publicou, no terceiro final de semana de novembro, que desaprova o uso do medicamento, no tratamento de pacientes internados com Covid-19, uma vez que o antiviral não evita mortes nem o agravamento da doença.


Em comunicado, a Organização Mundial da Saúde afirmou que não há nenhuma prova que o Remdesivir, aumente a sobrevivência ou permite evitar a respiração assistida. A OMS chegou à conclusão, depois de consultar um painel de especialistas, cuja avaliação vai ser publicada na revista médica BMJ. 

Os cientistas destacaram a possibilidade de efeitos colaterais importantes (saiba quais no final desta matéria), assim como o custo relativamente significativo, além das implicações logísticas, já que o medicamento é administrado de forma intravenosa. Os especialistas da OMS afirmam que não há como dizer que o Remdesivir não tenha resultados benéficos, mas o fato da eficácia, contra o coronavírus, não ter sido comprovada clinicamente levou a não recomendação do uso.

O Remdesivir, cujo nome comercial é Veklury, foi desenvolvido contra a febre hemorrágica do Ebola e é vendido pelo laboratório Gilead -  farmacêutica americana Gilead Sciences, com sede na Califórnia, nos Estados Unidos,companhia que produz medicamentos antivirais, como no combate ao HIV e à hepatite. No Brasil tem escritório em São Paulo e Brasília.

Sobre os altos custos dos medicamentos da Gilead, no Brasil, a farmacêutica esteve, nos últimos anos, no centro de uma disputa sobre o sofosbuvir, contra hepatite C. Entidades protocolaram pedido no Cade, órgão de defesa da concorrência, contra o que chamaram de abuso de patente da Gilead, na venda do sofosbuvir, com o produto podendo custar mais de mil reais.

(Justin Sullivan/Getty Images/AFP)]

Sede da Gilead Sciences, na Califórnia, Estados Unidos. Ações da empresa subiram mais de 20% nesse ano. Motivo: a esperança de que um de seus remédios possa ser eficaz contra o coronavírus 

Foi aprovado nos Estados Unidos


A FDA (Food and Drug Administration), espécie de Anvisa (Agência de Vigilância Sanitária) dos Estados Unidos Unidos, aprovou, em maio, o uso do Remdesivir no tratamento da Covid-19. O laboratório Gilead foi autorizado pelo FDA para uso emergencial desse antiviral, no tratamento de casos agudos da Covid-19. Muitas pessoas passaram a se perguntar sobre o tipo de remédio que ele é.
 
O Remdesivir é membro de uma das classes mais antigas e importantes de medicamentos. Conhecidos como análogos de nucleosídeos, atualmente há mais de 30 tipos de medicamentos como esse, nos Estados Unidos e outros países, incluindo o Brasil, que receberam a aprovação para serem usados em tratamentos de doenças virais, cânceres, parasitárias, assim como contra infecções bacterianas e fúngicas.

Efeitos colaterais ou efeitos adversos

Estudos mostraram que seus efeitos adversos, no tratamento para a Covid-19, são insuficiência respiratória, biomarcadores sanguíneos, que causam danos aos órgãos, incluindo baixos níveis de alumínio, hipocalemia, baixa contagem de células vermelhas, redução do número de plaquetas - que amenizam com a coagulação -, e coloração amarelada da pele. Outros estudos apontaram efeitos colaterais como problemas gastrointestinais, níveis elevados de transaminase (enzimas no fígado), e reações alérgicas.

<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<< xxxxxx >>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>> 

Leia também:


mais de um século o Brasil viveu a Revolta da Vacina

Há 116 anos o país vivia a maior revolta urbana de toda sua história. Agora a contenda se faz em discursos, disputas políticas, decretos e leis,  entre os que são a favor e contra a uma vacinação em massa da população. 


Desta vez, o inimigo comum e mortal não é a Varíola, doença que assolou a recente criada República dos Estados Unidos do Brasil, que em 1904 viveu um verdadeiro caos sanitário, principalmente no Rio de Janeiro, capital do país. 

A Covid-19, segunda maior pandemia que a humanidade já enfrentou, reabriu um debate sobre os efeitos e a obrigatoriedade da vacinação no Brasil. Em 1904, uma contenda sobre esse mesmo tema provocou um levante popular, no Rio de Janeiro, a capital da República e a beligerância entre poder público, imprensa e população ficou conhecida como a "Revolta da Vacina".

No fim da contenda, o saldo foi de 30 mortos, 110 feridos e aproximadamente 1.500 presos ou deportados do Brasil. Para entender esse episódio peculiar da nossa história, que pela atual circunstância, poderá até cair no Enem e nos vestibulares, daqui por diante. 

De forma prática, didática e divertida, oferecemos três vídeos que vão auxiliar a entender o que foi a Revolta da Vacina e o contexto histórico brasileiro 116 anos atrás. 



Assista a outro vídeo mais completo sobre o tema (Revolta da Vacina: Ditadura Sanitária e Eugenia), inclusive com o contexto histórico do Brasil da época clicando Aqui.



Leia também:



Inteligência artificial contra o Coronavirus

Biossensor detecta COVID-19 em 3 minutos


Pesquisadores taiwaneses desenvolveram um biossensor que promete realizar    um teste confiável de coronavírus em menos de 3 minutos, informou, no dia 14    (outubro) o site Microsoft News. 

A inovação tem potencial para reativar o setor de transportes, dando mais            segurança aos viajantes, principalmente internacionais. Confira a seguir, mais       oito fotos mostrando a tecnologia que promete agilizar em 90% o tempo de           espera para o resultado da Covid-19.


    É a inteligência artificial a serviço da medicina.



    Celeridade na luta contra o inimigo invisível número um, do Mundo.



    A tecnologia asiática unidade para combater o mais rápido possível o Novoconavirus.



    Amostras de fluidos humanos são coletados e "anexados" ao sensor para verificação digital.


    A automatização faz com que o resultado seja quase rápido, um ganho de 90% sobre os outros 
exames.


Aeroportos, alfandegas, estações de trens e ônibus interestaduais e internacionais poderão se 
beneficiar da nova tecnologia.


Pelo preço atual, o teste deverá custar em torno de 50 dólares ou R$ 280. Rapidez, praticidade e 
economia é o que promete a nova tecnologia em testes contra o SARS-Cov2.
 

    Foto que mostra um teste finalizado cujo resultado foi negativo para a Covid-19.

Leia também:

Confira e baixe o atual Decreto (ref. 02.10.20, na 5ª página do anexo em pdf) do prefeito de Ubá clicando Aqui

Clique Aqui e acesse o Informativo Epidemiológico atual (ref. 04.09.20) da Sec. Mun. da Saúde de Ubá


Acompanhe a evolução dos casos e óbitos da Covid 19 em Ubá, desde maio até agora, no rodapé desta página


A vacina Coronavac começará a ser aplicada em dezembro desse ano afirma governador de S. Paulo João Dória


Na última quarta-feira do mês (30 de setembro), o governador de São Paulo, João Doria, assinou o acordo de compra de 46 milhões de doses da empresa chinesa Sinovac. O contrato firmado prevê a entrega das vacinas contra a Covid-19 até dezembro. O custo total, segundo Doria, foi de 90 milhões de dólares.

Vamos assinar aqui o contrato de fornecimento dessas 46 milhões de doses da vacina e também a transferência dessa tecnologia do Sinovac para o Instituto Butantan, que muito em breve estará produzindo a vacina aqui na nova fábrica da vacina do Butantan”, disse Doria em coletiva de imprensa.

Até fevereiro de 2021, está prevista a entrega de mais 14 milhões de doses, totalizando as 60 milhões de doses já informada por João Dória. A intenção do governo do estado é começar a campanha de vacinação em São Paulo em 15 de dezembro, caso a vacina CoronaVac seja aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O teste de fase 3, que busca atestar a eficácia e segurança da vacina em milhares de pessoas está em andamento no Brasil, com previsão para finalização em meados de outubro. Recentemente, o governo de São Paulo afirmou que um teste feito em 50.000 voluntários na China mostrou que a vacina é segura.

Leia também:


Universidade de S. Paulo desenvolve novo teste para a Covid 19 e médica afirma ser muito melhor que o atual RT-PCR, em todos os aspectos

I
Imagem: Divulgação/Mendelics

Teste RT-Lamp é alternativa viável para os brasileiros, por ser mais barato e menos invasivo, já que propicia a autocoleta

Após três dias de sintomas leves, a cientista Ana Bonassa, fez o teste recém produzido pela USP e relatou que as vantagens são enormes.

Em vez de desembolsar aproximadamente R$ 400 em um teste tido como seguro e preciso, o tão decantado RT-PCR - Transcrição reversa seguida de reação em cadeia da polimerase, do inglês Reverse transcription polymerase chain reaction, método laboratorial usado desde 983, que utiliza a enzima transcriptase reversa, para transformar o RNA do vírus em DNA complementar - a doutora em Ciências, Ana Bonassa fez o novo teste que está sendo desenvolvido por cientistas da USP, chamado de RT-Lamp e segundo ela, as vantagens são enormes.

O novo sistema é menos invasivo que o teste em vigor, o qual tem que se introduzir um cotonete no fundo da garganta ou nariz. Os pesquisadores do CEGH-CEL (Centro de Estudos sobre o Genoma Humano e Células-Tronco) da USP desenvolveram uma técnica em que só é preciso esputar saliva dentro de um pote, ou, simplesmente cuspir, no recipiente adequado. 

Outro fator interessante do RT-Lamp é o preço em relação ao RT-PCR: em torno de R$ 110,00, um quarto do valor. E por ser incomparavelmente invasivo, a própria pessoa pode coletar a amostra de saliva, na sua casa (A USP está fazendo a coleta fora do prédio da entidade, para não contaminar os ambientes da universidade), sem precisar da ajuda de um técnico. O resultado fica pronto de 30 a 40 minutos. Dá para saber a olho nu se o seu cuspe tem ou não o vírus. Se o teste der positivo, a amostra fica amarela, e se negativo, rosa. 

Assista, abaixo, o vídeo da doutora e, Cíências Ana Bonassa que, ludicamente faz o seu depoimento. 
 
A doutora cientista transmita seu depoimento em apoio ao RT-Lamp com linguagem lúdica de youtuber.




Foto: Pebmed

Pacientes assintomáticos da Covid-19 são responsáveis por 60% do casos de 
contaminação afirma UFMG 


Pesquisadores da Universidade Federal de MG realizam um estudo epidemiológico para identificar pacientes assintomáticos, que mesmo sem manifestar a doença, são responsáveis pela transmisssão de 60% dos casos de Covid-19. 

A pesquisa está sendo desenvolvida em Betim, na região metropolitana de BH. No total serão feitos testes em 5.400 pessoas, com o objetivo de saber quem está infectado, no momento da coleta, e quem já teve contato como vírus. Três mil e duzentos textes já foram aplicados. 

O estudo é para verificar a prevalência de assintomáticos na população, que seriam responsáveis por 60% das transmissões no Brasil. "Os números de infectados no país são subrepresentados, porque sempre são procurados em ambientes hospitalares ou de pessoas que descrevem sintomas. Quando a gente vai estudar a população no geral, ou seja, a pessoa que está em casa, que teoricamente  não tem nenhuma manifestação e quando se faz de uma maneira completamente aleatória, você tem um número mais fidedigno, de pessoas que foram realmente infectadas no nosso país", explica Renato Aguiar, professor do Departamento de Genética da UFMG.

Os primeiros resultados surpreenderam e lançaram um novo desafio para os pesquisadores. Algumas pessoas assintomáticas (sem os sinais da doença), no momento da coleta, apresentaram um carga viral tão alta quanto os sintomáticos. "Umas cargas virais que eu nunca tinha visto, talvez trabalhando com o vírus, cargas virais muito, muito altas", completou o pesquisador.

Estudo semelhante realizado na Coreia do Sul, apresentou resultado similar. Lá, os cientistas monitoraram um grupo de pessoas que testaram positivo para o novocoronavirus. De um total de 303 indivíduos, quase 30%, ou 89 pessoas nunca desenvolveram a doença, mas apresentaram carga viral semelhante a dos pacientes sintomáticos. 

Tanto na Coreia quanto no Brasil, os pesquisadores ainda buscam explicações para esse fenônemo. Aqui, uma das hipóteses é a presença de uma nova linhagem do Sars-Cov-2. "Os vírus que hoje circulam no nosso país, já têm caracterísitcas que a gente chama  de "brasileiras" ou seja, eles têm mutações que os caracterizam mais como brasileiros do que com aqueles antigos que vieram importados de outros países", alerta Renato Aguiar. "O que a gente pretende fazer agora é entender quais são as características que lhes dão a capacidade de replicar em  taxa mais alta e também as características dos pacientes que respondem de uma maneira muito mais eficiente, inclusive sendo assintomáticos", emendou o professor.

"Isso é sabido desde o começo. Pelo menos uns 40% das pessoas infectadas não apresentam sintomas ou apresentam sintomas muito discretos. E também se sabe, que existem os hipertransmissores. Isso é uma característica da pessoa e muito mais dela do que do vírus", observou Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan de São Paulo. "A forma de se combater isso hoje, no começo da epidemia tínhamos lá uma certa dúvida, então hoje, o uso da máscara é fundamental para se reduzir a carga viral transmissível. Tanto para a pessoa que está contaminada quanto para aquele que eventualmente pode se contaminar. Por que se alguém se contamina com uma menor carga viral, também tem um correlação com a gravidade da doença. Então, isso reforça, mais do nunca, a importância do uso da máscara. No começo havia uma dúvida, hoje não há mais. A máscara é um instrumento fundamental de combate a essa epidemia", concluiu Dimas Covas. 


Fim desta matéria





O Mundo passa por momentos inimagináveis. Há um ano ou menos fazíamos inúmeros planos pessoais. Em um universo global, estávamos plugados em tudo o que acontecia ao redor do planeta. No campo do entretenimento, por exemplo, pensávamos nos astros da NBA, nas Olimpíadas de Tóquio e em campeonatos de futebol regionais, nacionais e internacionais, como as Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2022 e na Taça Libertadores da América. Mas, tudo isso ficou parado e agora temos que nos reprogramarmos com o incerto, entremeados a uma avassaladora pandemia. Somos obrigados a projetar um futuro que não sabemos quando vai ser.

Aqui, no nosso site, além de trazermos os cuidados básicos, para que sobrevivamos com saúde, frente ao novo coronavírus, atualizamos (infelizmente) os números de casos, óbitos e recuperações em todos os continentes. Buscamos na fonte do conceituado site da Johns  Hopkins University Medicine, que atualiza, a t
odo instante, as ocorrências comprovadas da pandemia ao redor do mundo.  Já, sem surpresa, o Brasil está posicionado na terceira colaçã
o, por enquanto, seguido da Rússia e dos Estados Uni
dos, que ocupa o primeiro lugar . 
Foto: Imagens UOL

QUEM É O SARS-COV-2 E OS CINCO CUIDADOS BÁSICOS

 Nos últimos meses, o, genericamente conhecido como, novo coronavírus começou a ser destaque em toda a imprensa mundial. A epidemia, a princípio, subindo para a condição de pandemia, que ocorreu primeiramente na China, que tinha mais de 84 mil pessoas infectadas no país (até o dia 22 de maio), além de causar mais de 3 mil mortes, na mesma data.

A preocupação se espalha à medida que casos da doença são confirmados nos quatro continentes. A informação é a primeira e melhor atitude, forma mais eficaz de prevenção. Neste conteúdo, mostraremos quais são os cinco cuidados básicos e indispensáveis que precisamos ter para nos protegermos do vírus. 

O que é o SARS-COV 2 ou coronavírus?


O coronavirus é uma família de vírus que se manifestou pela primeira vez em 1937. Em 31 de dezembro de 2019 foi identificado um novo tipo, que teve origem no mercado de frutos do mar e de animais vivos da cidade de Wuhan, na China.

Por causar graves infecções respiratórias, o vírus ficou conhecido pela sigla SARS (Severe Acute Respiratory Syndrome ou Síndrome Respiratória Aguda Grave, em tradução livre). Ele ganhou esse nome popular (coronavírus) devido à sua forma que se assemelha a uma coroa.

Os tipos de coronavirus


O coronavirus foi se modificando ao longo do tempo, por isso, os profissionais de saúde viram a necessidade de nomear cada um dos tipos do vírus de maneira diferente.

O nome desse último vírus foi alterado para se adaptar às diretrizes da OMS, que aconselham os estudiosos a não darem nomes que referenciem à lugares (países), animais, objetos, indivíduos ou grupo de pessoas para os vírus descobertos. Assim evita-se a ocorrência (sempre incidente)  de casos de xenofobia e preconceito, além de confusões com outras doenças.

Conheça abaixo os tipos conhecidos


Beta coronavírus OC43 e HKU1 // Alpha coronavírus 229E e NL63 // MERS-CoV (causador da Síndrome Respiratória do Oriente Médio ou MERS)  // SARS-CoV (causador da Síndrome Respiratória Aguda Grave ou SARS) // COVID-19 (o tipo mais recente descoberto). 
 Por que COVID-19? Desde o início de fevereiro (2020), a Organização Mundial da Saúde (OMS) passou a chamar oficialmente a doença causa
da pelo novo coronavirus de Covid-19. COVID significa COrona VIrus Disease (Doença do Coronavírus), enquanto “19” se refere ao ano de 2019, quando os primeiros casos em Wuhan, na China, foram divulgados publicamente pelo governo chinês, no final de dezembro.


Quais são os sintomas do coronavírus?


O sintomas iniciais são: febre; espirros; tosse; coriza; dores no corpo e falta de ar. O coronavirus pode causar infecções respiratórias, desde um simples resfriado até uma pneumonia severa. Isto vai depender de vários fatores, como idade e imunidade.

Os vários tipos do coronavirus causam doenças respiratórias e a forma mais eficaz de identificar a infecção pelo vírus é procurar um médico assim que os sintomas se manifestarem. 

Apesar de serem sintomas semelhantes aos de um resfriado, por exemplo, o médico pode identificar a possibilidade de contaminação pelo vírus sabendo do histórico de viagem do paciente ou se ele teve contato com alguém o qual esteve em locais de infecção, como por exemplo Estados Unidos, China ou Europa, não 
descartando outras localidades, como, Japão; Coreia do Sul e do Norte; Cingapura; Vietnã, Tailândia e Camboja.

Caso alguma dessas perguntas tenha resposta positiva, o médico encaminhará os exames para uma investigação epidemiológica.

Como ocorre a transmissão do coronavírus?


Inicialmente, calculava-se que a transmissão da doença acontecia de animais para pessoas, mas pesquisas e e fatos denotaram que a transmissão é mesmo de pessoa para pessoa. "O vírus não anda e nem voa. Ele é passado de uma pessoa para a outra, mesmo", advertiu o médico patologista da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de S.Paulo).

De fácil transmissão, o coronavirus pode se dissemin
ar das seguintes formas:

Contato com objetos ou superfícies contaminadas, seguido de toque na boca, nariz ou olhos;
Aproximação pessoal, com toque ou aperto de mão; tosse; espirro; contato com secreções respiratórias.
Qualquer pessoa que se aproxime de outra infectada, na distância de um metro, corre o risco iminente de ser contaminada pelo novo coronavirus. 

Cinco formas de se prevenir do novo coronavirus


A médica infectologista da Unimed Fortaleza, Lícia Borges Pontes, separou cinco cuidados básicos que precisamos praticar para se prevenir da Covid-19,
Ele montou um acróstico, em inglês, com o nome da cidade, W-U-H-A-N, onde surgiu o primeiro contágio do coronavirus. Com as iniciais do município chinês, ele construiu cinco práticas que devemos ter, no dia a dia, para se manter protegido. Confira a tradução abaixo e comece a implementa-las, para manter o vírus longe da sua vida e dos seus familiares e amigos.

(W)  - Wash hands = Lave as mãos;

(U) - Use mask properly = Use máscaras de proteção adequadamente;

(H) - Have temperature checked regularly = Verifique sua temperatura regularmente;

(A) - Avoid large crowds = Evite grandes multidões;

(N) - Never touch your face with unclean hands = Nunca toque seu rosto com as mãos sujas.

Pessoas gripadas ou resfriadas


No caso de pessoas com sintomas característicos de gripes ou resfriados, a prevenção também deve ser feita, porém, com algumas particularidades quanto ao que deve ser feito

Listamos abaixo algumas dicas para que você e sua família saibam como proceder se já estiverem doentes:
  1. Use máscaras de proteção em lugares públicos ou quando for conversar ou ficar perto de alguém. (Obs: O ideal é manter o mínimo de 1,5 m de distância).
  2. Ao tossir ou espirrar, use lenços de papel e, em seguida, jogue-os no lixo ou cubra a boca e o nariz utilizando o braço;
  3. Evite cumprimentos com abraços, apertos de mão e beijos;
  4.  Evite visitas a entes queridos, principalmente se estiver esteja resfriado ou gripado.

Lembre-se: Não há medicamento algum ou vacina que combata o novocoronavirus (ou a Covid-19). Portanto, por enquanto, não tem cura. 


Quanto tempo o SARS-COV-2 ou novocoronavirus sobrevive nas diversas superfícies e objetos?


Em locais públicos ao redor mundo, tornou-se comum ver gente tentando abrir as portas com os cotovelos, outras se cumprimentando com cutucões de pontas de pés, passageiros de trens evitando segurar em barras e alças e pessoas limpando suas mesas no escritório todas as manhãs.



Nas áreas mais atingidas pelo novo coronavírus, trabalhadores com roupas de proteção pulverizam e desinfectam praças, parques e ruas.



Os serviços de limpeza em empresas, hospitais, lojas e restaurantes foram ampliados. Em algumas cidades, voluntários até se aventuram à noite para higienizar os teclados de caixas eletrônicos.


Como muitos vírus atacando o sistema respiratório, incluindo o da gripe, o Sars-Cov-2 pode se espalhar por meio de pequenas gotículas liberadas pelo nariz e boca de alguém infectado quando este tosse ou espirra. Uma única tossida pode produzir até 3 mil gotículas.

Essas partículas pousam em outras pessoas, roupas e superfícies ao redor, mas algumas partículas menores podem permanecer no ar. Também há evidências de que o vírus é excretado por meio das fezes. Por isso, uma pessoa que não lavar bem as mãos após ir ao banheiro, pode contaminar qualquer coisa que toque.


Vírus resistentes


Alguns estudos sobre outros coronavírus, incluindo aqueles por trás das epidemias da Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars, na sigla em inglês) e Síndrome Respiratória do Oriente Médio (Mers, também em inglês) descobriram que eles podem sobreviver em superfícies de metal, vidro e plástico por até nove dias, a menos que elas sejam desinfectadas adequadamente. Esse período pode se estender a até 28 dias em baixas temperaturas.

Sabe-se que os coronavírus são particularmente resistentes em termos de onde podem sobreviver. E os pesquisadores agora estão começando a entender mais sobre como isso afeta a disseminação do novo tipo de coronavírus.

O estudo, que ainda não foi publicado em uma revista científica, aponta que o vírus pode sobreviver em gotículas por até três horas após ser expelido no ar por uma tosse.

Gotas finas, entre 1 e 5 micrômetros de tamanho, cerca de 30 vezes menores do que um fio de cabelo humano, podem permanecer no ar por várias horas.

Isso significa que o vírus que circula em sistemas de ar-condicionado não filtrados só sobreviverá por algumas horas, principalmente porque as gotículas tendem a se depositar em superfícies mais rapidamente quando há circulação de ar.

Estudos apontam que o Sars-Cov-2 sobrevive por mais tempo quando depositado sobre papelão — até 24 horas — e de dois a três dias sobre superfícies de plástico e aço inoxidável.

Os resultados sugerem que o vírus pode sobreviver por este tempo em maçanetas de portas, bancadas e outras superfícies duras. Os pesquisadores descobriram, no entanto, que as superfícies de cobre tendem a matar o vírus em cerca de quatro horas.

No entanto, isso varia de acordo com o tipo de vírus, onde é encontrado no trato respiratório e em que estágio da infecção a pessoa está.



Em roupas e outras superfícies mais difíceis de desinfectar, ainda não está claro por quanto tempo o vírus pode sobreviver. Embora seja possível detectá-lo nas roupas, as fibras naturais absorventes podem fazer com que o vírus resseque rapidamente, diz Vincent Munster, chefe da seção de ecologia de vírus do Rocky Mountain Laboratories, em Montana, nos Estados Unidos, e um dos responsáveis pelo estudo do NIH.



"Especulamos que, devido ao material poroso, ele desidrata rapidamente e fica preso às fibras", diz Munster.


As mudanças de temperatura e umidade também podem afetar o tempo de sobrevivência de um vírus, e isso pode explicar por que é menos estável em gotículas suspensas no ar. "No momento, estamos realizando experiências para investigar o efeito da temperatura e umidade mais detalhadamente."

A capacidade do vírus de sobreviver por tanto tempo apenas ressalta a importância da higiene das mãos e da limpeza de superfícies, de acordo com Munster. "Existe a possibilidade de esse vírus ser transmitido de várias formas", completa.




Números acima dos três dígitos


Quer seguir a evolução dos casos da COVID-19 no município de Ubá, desde 31 de maio até  agora? 


Basta conferir  abaixo os Boletins Epidemiológicos expedidos pela Sec. Mun. de Saúde

Evolução dos óbitos em Ubá - 31/05 a 08.06 = 02 até 25.09.08 = 44 - Acréscimo de 4.200%  - Média diária = 2,65  (estável) - Confira abaixo

































































 














































Evolução dos óbitos em Ubá - 31/05 a 08.06 = 02 até 27.10.20 = 58 - Acréscimo de 5.600%  - (Média diária = 2,59 queda de 4% - antes estava em 2,61) - Confira acima.



Clique Aqui, visualize e baixe o 20º Informativo Epidemiológico mensal de Ubá (de 26.09 a 23.10.20)









Um comentário:

Obrigado pelo sua mensagem. Aguarde que faremos contato em breve.