Curiosidade





Curiosidade - O filósofo e psicólogo William James chamou a curiosidade, "o impulso para uma melhor cognição", o que significa que é o desejo de entender o que você sabe que não conhece.


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Ovelhas invadem plantação de maconha na Grécia e comem 300 kg da planta cultivada para fins medicinais

Imagem: Getty Images

'Pularam mais alto que cabras', disse o proprietário da fazenda, na Magnésia, região da Tessália, centro-leste da Grécia.

Ovelhas invadiram uma plantação e devoraram mais de 300 kg de maconha na Grécia. Os animais entraram em uma estufa e comeram centenas de quilos de cannabis plantada para fins medicinais. Os animais procuravam alimento após desastres naturais atingirem a região de Magnésia, na Grécia.

"Estou muito bem, mas melhores são as ovelhas, cheias de loucura. Elas veem tudo como bonito", disse o proprietário da plantação, Yiannis Bourounis, em tom de brincadeira, em declarações a uma rádio local.

A plantação já havia sido quase toda destruída por desastres naturais que inundaram a região, e as ovelhas comeram o que restou, segundo relatou o empresário. "Não sei se é para rir ou chorar. Tivemos calor, perdemos muita produção. Tivemos as inundações, perdemos quase tudo. E o melhor, depois de tudo isso, um rebanho de ovelhas, que não sei como, entrou no estabelecimento e começou a comer o que restava. Sinceramente, não sei o que dizer", contou.

"Não sei se é para rir ou chorar. Tivemos calor, perdemos muita produção. Tivemos as inundações, perdemos quase tudo. E o melhor, depois de tudo isso, um rebanho de ovelhas, que não sei como, entrou no estabelecimento e começou a comer o que restava. Sinceramente, não sei o que dizer", contou.

"O problema era como persegui-las para tirá-las da fazenda, porque eles não paravam. As ovelhas saltaram mais alto que as cabras e isso nunca acontece. Lógico, porque comeram cerca de 300 quilos [de maconha]". Yiannis Bourounis, dono da produção.

Conheça um aeroporto que mantém quatro sepulturas intactas sendo duas na pista principal 

Imagem: Divulgação

Os antigos proprietários do local permaneceram ali a pedido dos familiares.


Nos EUA, um aeroporto mantém duas covas em sua pista de pouso. Até hoje, milhões de pessoas passam por cima das sepulturas todos os anos e não sabem disso.

Onde fica?

Este é o aeroporto Internacional de Savannah/Hilton Head, no estado da Georgia (EUA). Ali operam aviões civis e militares. Uma parte está localizada em um território antigamente conhecido por Cherokee Hills. Essa era uma fazenda que ocupava a região no século 19. 

Mais de 3,5 milhões de passageiros passaram pelo local em 2022. Ao todo, foram cerca de 116 mil operações de pouso e decolagem, sendo a maior parte na pista com as sepulturas. 

Que cemitério é esse?

As sepulturas já estavam ali antes da pista ser construída. O local fazia parte da fazenda da família Dotson. O cemitério particular de Cherokee Hills chegou a ter centenas de covas. 

Quatro sepulturas restam no local hoje. Elas guardam os restos mortais de Richard e Catherine Dotson, assim como seus parentes Daniel Hueston e John Dotson. Os dois primeiros, em plena pista de pouso mais utilizada do aeroporto, e, os outros dois, ao lado dela. 

Na de Richard está escrito "Em repouso", e na de Catherine, "Foi para casa descansar". As sepulturas mais antigas no local, de Daniel e John, remontam ao ano de 1857, ou seja, há 166 anos,

Túmulos de Daniel Hueston e John Dotson ao lado da pista do aeroporto de Savannah/Hilton Head, nos EUA - [Imagem: Savannah/Hilton Head Airport]. 

Por que não foram removidas?

Os antigos proprietários do local permaneceram ali a pedido dos familiares. Eles acreditavam que os seus ancestrais gostariam de permanecer nas terras que ajudaram a construir e cultivar. 

Corpos sepultados em outras covas foram removidos e realocados em um cemitério. Para esse procedimento, foi necessária a autorização dos herdeiros. É permitido familiares visitarem as sepulturas, entretanto, nenhum objeto pode ser deixado, nem flores, pois há o risco de serem ingeridos pelos motores dos aviões. 

Expansão do aeroporto

Na década de 1940, o aeroporto iniciou as obras na região da fazenda dos Dotsons. O objetivo era transformar o local em um complexo militar em decorrência da Segunda Guerra Mundial. 

Naquele período, o local se chamava Campo Chatham. Ele foi utilizado como centro de treinamento para voos de bombardeiros, como o Consolidated B-24 Liberator, e de caças. 

Nas décadas seguintes o espaço passou por diversas expansões, sempre preservando as sepulturas. Apenas na década de 1980 o local passou a se chamar Aeroporto Internacional de Savannah. 

Localização das sepulturas dos Dotsons na pista do aeroporto de Savannah/Hilton Head, nos EUA [Imagem: Reprodução/Google Maps]

 

Aeroporto Internacional de Savannah/Hilton Head, nos EUA [Imagem: Domínio Público].


Diretor de 'Titanic' quer fazer série do submersível Titan, diz jornal

James Cameron já fez cerca de 30 expedições ao Titanic e tem conhecimentos sobre alto mar. (Imagem: James Cameron). 

O diretor de "Titanic", James Cameron, 68 anos, está em negociações com um streaming para criar uma série dramática sobre o submersível Titan, segundo o site The Sun. 

O diretor teria sido abordado para contar a história dos cinco homens que morreram no submersível no mês passado. Uma fonte disse: "O desastre de Titan já está sendo visto como uma grande série para um dos maiores streamings do mundo - e James é a primeira escolha para o diretor". 

O diretor seria o escolhido, porque, além de ter feito cerca de 30 expedições ao Titanic, é um assunto próximo ao seu coração. "Ele contou a história do Titanic com tanta compaixão que parece um passo natural para ele assumir isso. Refazer os passos daqueles a bordo do Titan é uma tarefa enorme, mas haveria muito tempo, dinheiro e recursos dedicados a isso", destacou a fonte. Além disso, a plataforma de streaming também quer Matt Damon e Kumail Nanjiani na lista de artistas envolvidos no projeto da série. 

Cameron ganhou três Oscars por "Titanic", em 1998, incluindo o de Melhor Filme. Ele também é um especialista em exploração em alto mar. 

O que aconteceu?

No mês passado, cinco tripulantes do Titan, incluindo Rush, morreram após o submersível, que tinha uma expedição até os destroços do Titanic, implodir no fundo do Atlântico Norte. 

Estavam também no Titan o bilionário britânico Hamish Harding, Shahzada e Suleman Dawood, pai e filho paquistaneses, e o francês Paul-Henri Nargeolet, o maior especialista em Titanic. A embarcação perdeu contato com o barco de apoio no dia 18 do mês passado.

 Afinal quem escreveu a primeira versão da Bíblia, onde e quando?

As traduções da Bíblia em siríaco são as mais antigas que existem. Imagem: Freepik


Os textos que compõem o Velho Testamento (como são chamados no cânone cristão), são a base para as três maiores religiões monoteístas do mundo: o judaísmo, o cristianismo e o islamismo. 

"Escritos em hebraico e aramaico, os textos mais antigos do Velho Testamento datam do século 1º a.C.", conta Christoph Markschies, especialista em cristianismo antigo da Universidade Humboldt de Berlim e vice-presidente da Academia de Ciências de Berlim e Brandemburgo.

Eles foram encontrados em Qumran, um sítio arqueológico na região do Mar Morto, perto de Jerusalém. "Esses documentos foram escritos em papiro por escribas especializados em manuscritos, com extremo cuidado, pois eles estavam convencidos de que os textos eram sagrados", explica Markschies.

Os documentos foram copiados por escribas judeus no scriptorium, o espaço exclusivo para a produção de manuscritos. Em Qumran, apenas os considerados "puros" podiam trabalhar nos manuscritos, e se mantinha uma higiene impecável, com a lavagem constante das mãos.

Só a partir do apóstolo Paulo, que teria vivido entre 5 e 65 d.C., o Velho Testamento passou a ser visto como uma parte da Bíblia. Uma segunda parte, incluindo os ensinamentos de Jesus, começou a ser compilada no final do século 1º e acabou se tornando conhecida como o Novo Testamento. 

As origens do Novo Testamento 

Segundo Markschies, os evangelhos do Novo Testamento foram compostos por volta do ano 70: "Encontradas na região atual do Egito, as transcrições mais antigas que conhecemos foram feitas em papiro na primeira metade do século 2º."

Comparado com outros textos milenares, essa é uma transmissão muito precoce. 

Os manuscritos mais antigos dos ensinamentos de Platão, por exemplo, foram escritos séculos depois de sua morte, em 348/347 a.C.. "Esses manuscritos bíblicos eram originalmente em grego, a língua principal da parte oriental do Império Romano", detalha Markschies.

Como os já mencionados textos do Velho Testamento, esses oram provavelmente copiados em scriptoria, e reproduzidos em todo o império. A mais antiga versão completa do Novo Testamento, o Codex Sinaiticus ou Bíblia do Sinai, é datada do ano 400, segundo Markschies.

É um dos três códices remanescentes, que originalmente continham toda a Bíblia em grego. Os outros dois - Codex Vaticanus e Codex Alenxandrinus - são do mesmo período.

Esses códices são uma parte significativa da história da Bíblia. Kessel e Markschies são apenas dois dos muitos acadêmicos do mundo que dedicam parte de sua vida profissional a desvendar os segredos desse livro tão influente.

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Mulher de 77 anos se casa com ela mesma em lar de repouso nos EUA

Imagem: Reprodução/YouTube/KCENNews

Dottie acredita estar tendo uma nova chance de viver uma vida feliz.  


Dottie Fideli acredita estar tendo uma nova chance de viver uma vida feliz. Com 77 anos realizou o sonho de sua vida ao se casar consigo mesma, em uma cerimônia na casa de repouso onde mora, nos EUA. 

Seu nome de batismo é Dorothy Fideli, mais conhecida como Dottie por amigos e familiares, casou-se consigo mesma em uma cerimônia realizada em seu lar de repouso. Ela usou um vestido branco com mangas transparentes decoradas com detalhes florais, um cinto prateado e uma tiara-véu decorada, segurando lírios-brancos.

Sua filha foi quem a ajudou a escolher o vestido, organizar a recepção e decorar o local. A cerimônia aconteceu no O'Bannon Terrace Retirement Home, em Goshen, Ohio, nos EUA. Ohio é um dos 50 estados dos Estados Unidos, localizado na Região Centro-Leste, a mais industrializada do país

A sala comunitária da casa de repouso foi decorada com um arco de balões, um bolo de dois andares e biscoitos em forma de sinos de casamento. Dottie descreveu o casamento como algo que sempre desejou.

Ela já foi casada anteriormente, mas se divorciou nove anos depois, em 1965. Na ocasião usou um vestido preto e sente que estava "condenada desde o início [do antigo casamento]".

Vídeo dos preparativos


Para ela, o casamento consigo mesma agora é uma maneira de valorizar o amor-próprio e a importância de cuidar do seu interior. "Esta é a melhor coisa que já me aconteceu, além de ter filhos. Eu queria me casar e ter uma vida feliz, mas as coisas não deram certo e agora tenho uma segunda chance de fazer algo que me deixe feliz.". (Dorothy Fideli, em entrevista ao canal de TV WLWT5).


Coroação de Charles 3º é planejada há anos por que já houve muitos entreveros nas do passado 


Segundo a imprensa britânica, a coroação de Charles 3º é planejada há mais de 15 anos sob o codinome "Operação Orbe Dourado" (em inglês, Operation Golden Orb). Com as transmissões ao vivo, o longo planejamento e a cobertura massiva da cerimônia, é difícil que uma grande falha, como as que aconteceram há séculos, ocorra na coroação do novo monarca. E, caso aconteça, certamente não passará despercebida. 

"Hoje em dia tem um controle muito maior. [Antigamente], na Inglaterra, essa pompa e circunstância era muito mais tosca. [...] Não tinha muita preocupação com esse tipo de cerimônia. Só que hoje, a Inglaterra tem todos os olhares do mundo [sobre ela]. Então, é mais um capítulo de uma longa minissérie que todo mundo acompanha há décadas", avalia conta Francisco Vieira, professor de história.

 

Tombo, morte, rainha banida: coroação deu errado várias vezes na história

A coroação de George 6º, que baniu a ex-mulher, Caroline de Brunswick, da cerimôniaImagem: Reprodução/Westminster Abbey. 

A coroação do rei Charles 3º, que ocorreu no sábado (6), é a 40ª na Abadia de Westminster. Desde que William 1º, conhecido como William, o Conquistador, foi coroado pela primeira vez há 957 anos, em 1066, o templo viu muitas confusões acontecerem nessa cerimônia.

Na coroação de William 1º, soldados que guardavam o lado de fora da abadia confundiram os gritos de aprovação do rei no interior do templo com uma tentativa de assassinato. Eles começaram a colocar fogo em casas em volta da Abadia, o que encheu a Abadia de fumaça, causou revoltas e a fuga da congregação. Apesar do caos, a coroação foi concluída.

Richard 1º estava cercado de maus agouros em 1189. É o que conta uma descrição da coroação, a primeira registrada em detalhes. Segundo o autor, um morcego voou em volta da cabeça do rei e os sinos da Abadia soaram "misteriosamente".

A cerimônia de Edward 2º também foi caótica e acabou com uma morte. O evento em 1308 foi marcado por confusões na multidão, que segundo registros, derrubou uma porta do Palácio de Westminster e fez com que Edward tivesse que fugir por uma porta dos fundos. Um cavaleiro, Sir John Bakewell, morreu esmagado.

James 2º também teve maus agouros em sua coroação em 1685: a coroa quase caiu de sua cabeça e, no momento da coroação, o Estandarte Real na Torre de Londres foi rasgado pelo vento.

A rainha Anne estava com gota no dia de sua coroação em 1702 e, por isso, não conseguiu entrar andando na Abadia. Ela foi carregada por guarda-costas em uma cadeira.

A coroação de George 5º teve uma treta daquelas: ele baniu da cerimônia sua ex-mulher, Caroline de Brunswick, que tentou invadir a Abadia mesmo assim.

"No dia da coroação, ele mandou fechar as portas de Westminster, e ela armou um barraco na porta da Abadia porque ela queria ser coroada, e eles já eram divorciados. [...] Com esses reis [da dinastia] Hanôver, de onde vem a rainha Vitória, era escândalo em cima de escândalo. [...] É que não tinha uma imprensa tão divulgadora desses acontecimentos", conta Francisco Vieira, professor de história.

A coroação da rainha Vitória em 1838 foi uma bagunça completa, com muitos erros e até um tombo. Sem ensaio, a cerimônia demorou cinco horas para acabar porque ninguém além da rainha e do substituto do Deão de Westminster sabia o que deveria ser feito.

O anel da coroação foi forçado no dedo errado da rainha (o que, segundo ela em seus diários, foi muito dolorido). Lord Rolle, um nobre já idoso, rolou os degraus da Abadia ao cair fazendo a homenagem à rainha. Por fim, um bispo se enganou e disse a Vitória que a coroação já havia acabado, fazendo com que ela precisasse voltar ao trono para terminar a cerimônia. Mesmo assim, a rainha escreveu que aquele foi o dia "da qual ela mais se orgulhou na vida".

A rainha Vitória da Inglaterra teve uma coroação cheia de erros

Edward 8º ascendeu ao trono, mas desistiu por amor e nem chegou a ser coroado. O tio da rainha Elizabeth 2ª abdicou do trono para viver seu romance com a socialite americana e divorciada Wallis Simpson. Isso porque a Igreja da Inglaterra proibia o casamento de pessoas divorciadas enquanto seus ex-cônjuges ainda estivessem vivos. Ele nunca foi coroado, e foi sucedido por George 6º, seu irmão e pai da rainha Elizabeth 2ª.

Edward e Wallis Simpson, o duque e a duquesa de Windsor.

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Que tal uma bicicleta que anda com rodas quadradas só que estas não giram?

Pense na maneira como os tanques de guerra se movimentam...

Assista (vídeo abaixo) à fabricação e desempenho da nova bicicleta com rodas quadradas e que anda “redondo”. 

O veículo traz uma abordagem diferente: os criadores cortaram os pneus de borracha e incluíram quatro conjuntos de correntes de bicicleta dentro deles para criar um piso contínuo que rola do lado de fora de cada roda. Eles garantem que é possível montar e andar com ela em (quase) qualquer lugar.

Pense na maneira como os tanques de guerra se movimentam. É como se as grandes correntes desses tanques ficassem pequenas e entrassem no lado de baixo de uma roda quadrada de bicicleta. 

Essas correntes se movem através da força do pedal e deslizam (nem tão) silenciosamente ao longo do trajeto enquanto o ciclista conduz a bike. O grupo de engenheiros que assina o projeto mostrou como a Square Bike (codnome por nossa conta e risco) é fabricada e funciona em um vídeo no YouTube. (Assista no rodapé desta matéria).  

A bicicleta de rodas quadradas tem um ângulo abrupto de 90º, o que pode torná-la incapaz de enfrentar terrenos mais acidentados como faz um tanque de guerra. Mesmo assim, é um plano ousado e interessante: é a primeira bike do tipo em que pessoas conseguiram se equilibrar e não cair. 

O escritor e produtor dos Simpsons, Mike Reiss, já demonstrou um triciclo com rodas quadradas em uma exibição no Museu Nacional de Matemática de Nova York. O equipamento funcionou bem – mas só em uma superfície cheia de protuberâncias. 

Outro exemplo, mas não de bicicleta, é de uma picape de rodas quadradas produzida pelos criadores do canal norte-americano Mythbusters, que aparece na introdução deste vídeo, mas que a princípio parece ser reprovado pelo criadores da Square Bike.

Sinopse da fabricação e desempenho da bicicleta de rodas quadradas

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Sarcófago de Ramsés 2º chega para exposição na França que é o único país da Europa e exibir a peça 

O sarcófago de Ramsés 2º em detalhe durante a abertura da exposição na quinta (6 de abril) em Paris. (Imagem: Anne-ChristinePoujoulat/AFP)

A exposição "Ramsés II et l'or des faraons" ('Ramsés 2º e o ouro dos faraós'), sobre um dos principais faraós da história, abriu as portas na sexta-feira (7), em Paris. A principal peça exposta é o sarcófago que protegeu a múmia do líder durante 2.900 anos, em visita à França pela segunda vez. 

A exposição é composta por 180 peças originais. Algumas das relíquias expostas saem do Egito pela primeira vez e estão entre as mais preciosas do mundo, como o Tesouro de Tânis e uma estátua de Quéfren — faraó da 4ª dinastia durante o Império Antigo — a mais antiga obra em ouro puro oferecida ao rei, que mostra o talento dos ourives egípcios da época.

O tesouro também conta com um colar de ouro e pedras incrustadas que formam o nome de Psusenés 1º, terceiro faraó da 21ª dinastia egípcia durante o Terceiro Período Intermediário. A peça pesa mais de 8 quilos e é composta de quase 5 mil argolas em 5 filas formando uma corrente decorada de pequenos sinos.

Joias, múmias e mobiliário de tumbas que não foram violadas da cidade de Tânis também fazem parte da exposição, que conta ainda com uma experiência de realidade virtual imersiva.

O sarcófago chega diretamente de San Francisco, nos Estados Unidos, etapa precedente da exposição itinerante, e depois seguirá para Sidney, na Austrália. A peça exibe um desenho do rei com os braços cruzados em cima do peito, segurando um cetro heqa e o chicote nekhakha, na cabeça um lenço e a coroa ornada por uma serpente e uma barba postiça trançada no queixo.

Mais que Tutancâmon

A exposição vai até 6 de setembro, na Grande Halle de La Villette, um centro cultural no oeste da capital francesa. Mais de 145 mil ingressos já foram vendidos para a exposição antes mesmo de sua abertura, de acordo com o World Heritage Exhibitions, que organiza o evento. Um número maior que o da exposição sobre Tutancâmon, visitada por 1,4 milhões de pessoas em 2019, que tinha vendido 120 mil no momento da inauguração.

A França é o único país da Europa a acolher as peças e o único a receber o sarcófago de Ramsés 2º, sem a múmia, graças a uma cooperação inédita entre o país e o Egito. "No Egito temos 250 missões (arqueológicas) estrangeiras de 25 países. As mais numerosas, 54, são constituídas por franceses", precisou Mostafa Waziri, secretário-geral do Conselho Supremo de antiguidades do Egito, durante uma coletiva de imprensa.

A exposição destaca a vida e obra de Ramsés 2º, chamado de "rei dos reis" e às vezes de "Rei Sol", um dos mais poderosos faraós, que reinou por mais tempo, 66 anos, da 19ª dinastia. Ele se casou com Nefertari, conhecida como "a mais bela mulher do mundo", e teve uma grande família, com 50 filhos e 60 filhas, de acordo com historiadores.

A múmia de Ramsés 2º, aqui vista em imagem de 1976 quando esteve na França para um processo de restauração, não acompanha o sarcófago desta vez - (Imagem: AFP).

A múmia de Ramsés 2º, aqui vista em imagem de 1976 quando esteve na França para um processo de restauração, não acompanha o sarcófago desta vez. Há 47 anos o sarcófago não vinha a Paris. A França tem o privilégio de expô-lo porque ela "salvou" o faraó.

Visita de Estado da múmia de Ramsés à França

A múmia de Ramsés veio à França em 1976, em sua única viagem fora do Egito, para ser tratada de um fungo. Depois de ter conseguido "salvar" os restos mortais do faraó, as relações entre os dois países se reforçaram.

Em sua chegada ao país nos anos 1970, a múmia do faraó teve direito a uma recepção digna de chefes de Estado, com tapete vermelho, presença da Guarda Republicana na pista de decolagem e de várias personalidades políticas.

Na época, o presidente francês Valéry Giscard d'Estaing, convenceu o chefe de Estado egípcio Anouar el-Sadate a deixar a múmia sair do Egito, prometendo a ele que a relíquia seria recebida "como um soberano".

A múmia de Ramsés 2º foi preservada dentro do sarcófago visto na exposição durante 2.900 anos - (Imagem: AFP). 

A múmia de Ramsés, morto com mais de 90 anos, por volta de 1213 antes de Cristo, foi encontrada em bom estado de conservação em 1881, mas depois suas condições começaram a se deteriorar devido à presença de fungos e parasitas e necessitava reparações. Os especialistas do Museu do Homem, em Paris, foram escolhidos para realizar o trabalho.

A vinda dos restos do faraó a Paris foi um caso único, já que o Egito tem uma lei que proíbe a saída de múmias reais do país. Na época, uma exposição sobre Ramsés foi realizada ao mesmo tempo no Grand Palais e acolheu 360 mil visitantes. Após oito meses de tratamento intensivo, com raios gama, o faraó voltou ao museu do Cairo, em 10 de maio de 1977.

de Abril: Como troca do Ano Novo revoltou um povo e criou o Dia da Mentira

O Papa Gregório 13º teria sido o responsável pela mudança de calendário 

Divertido para uns, insuportável para os outros e um terror para os jornalistas. É assim o 1º de abril, Dia da Mentira, que neste sábado traz mais uma rodada de pegadinhas, causos e histórias falsas. Tanto quanto qualquer lorota que você ouvirá na data, a origem desta "celebração" não tem comprovação. A versão mais aceita é de que começou na França, por conta de uma mudança de calendário que alterou o dia do Ano Novo.

 Troca de calendários

O mundo europeu girava em torno do Calendário Juliano até o século 16, quando o papa Gregório 13º instaurou o Calendário Gregoriano, em 1582. Ele buscava corrigir imperfeições da contagem anterior, que remontava ao imperador romano Júlio César.

Mas,  a versão mais conhecida é quem, em 1564, o rei Carlos 9º decidiu que o Ano Novo seria celebrado no dia 1º de janeiro, devido a adoção do calendário gregoriano. Com ele, veio a alteração no início do ano, cujo primeiro dia passou a ser 1º de janeiro. Anteriormente, dizem alguns historiadores, comemorava-se a data em 25 de março, com celebrações que iam até 1º de abril.

O rei Carlos IX decidiu que o Ano Novo seria celebrado no dia 1º de janeiro, divido à adoção do calendário gregoriano.

Parte da população francesa ficou revoltada e se recusou a adotar o novo início do ano. Eles passaram a ser alvo de chacota. Os resistentes ao novo calendário eram convidados para festas e comemorações inexistentes no 1º de abril. Nasciam assim os "bobos de abril" e a tradição de zombaria e de pregação de peças. Elas recebiam convites para festas que não existiam e ganhavam cartões e presentes esquisitos no dia 1º de abril. 

Da França, a mania de pregar peças nesta data teria percorrido o mundo e dura até hoje. Neste dia, todos precisam ficar atentos. Até mesmo grandes jornais e revistas publicam notícias falsas, para enganar e brincar com os leitores.

Outras versões

Há historiadores que apontam o Dia da Mentira como uma tradição iniciada no festival de Hilária - uma festa romana no período anterior ao nascimento de Cristo, que celebrava o equinócio de março em honra à deusa Cibele. Ela era a "Mãe dos Deuses", uma divindade que reunia aspectos das deusas gregas Gaia, Reia e Deméter.

Outros acreditam que a data é ligada à mudança de estações no hemisfério norte, quando a "Mãe Natureza" pregava peças com mudanças de tempo imprevisíveis.

Minas Gerais introduziu esta tradição no Brasil

No Brasil, a tradição foi introduzida em 1828, com o noticiário impresso mineiro "A Mentira". Ele trazia em sua primeira edição a morte de Dom Pedro 1º na capa e foi publicado justamente em 1º de abril.

Mentiras famosas

Entre os mais conhecidos exemplos de mentiras que tomaram grandes proporções, a emissora pública britânica BBC tradicionalmente prega peças no público desde a década de 30 e chegou a noticiar que os ponteiros do Big Ben seriam trocados por um mostrador digital, nos anos 1980.

Nos Estados Unidos, em 1992, a National Public Radio (NPR), também uma emissora pública de comunicação, veiculou entrevista do comediante Rich Little em que ele se passava pelo ex-presidente Richard Nixon.

Em 2015, a Amazon reverteu sua página principal para a versão de 1999 - época em que a internet ainda era rudimentar. Até descobrirem a brincadeira, os usuários deveriam passar pela experiência de "túnel do tempo" na navegação do site.

Mentiroso moderno e as fake news

Apesar da permissão lúdica no dia 1º de abril, a mentira pode se tornar hábito e degradar relações sociais. Em tempos de ampla difusão de conteúdos na internet, uma mentira pode ser considerada até mesmo fake news - notícias falsas ou com dados manipulados deliberadamente para enganar ou enviesar as conclusões do leitor - e ser punida legalmente.

Para o psiquiatra Ilton Castro, existem diferentes níveis de mentira: há aquelas que suavizam realidades e as que são usadas para usufruir benefícios em detrimento de outras pessoas. Há também a condição psicológica conhecida como mitomania, definida pelo uso compulsivo de mentiras.

"No jogo social, é normal mentir ou omitir alguma coisa, mas existem casos considerados sérios. A mentira aparece como um hábito. O mitomaníaco mente e acredita no que diz. A fantasia vira realidade e ganha enredos intermináveis. A mentira cresce", explicou o psiquiatra.

O uso exacerbado de mentiras pode indicar transtorno de personalidade e fragilidades psicológicas que necessitam ser trabalhadas, acrescentou.

Apesar da permissão lúdica no dia 1º de abril, uma mentira pode ser considerada fake news quando é usada como notícia falsa e/ou com dados manipulados deliberadamente para enganar ou enviesar as conclusões de seus leitores. Isso é crime e passível de punição.

Leia também: O golpe miltar de 1964 no Brasil não foi em 31 de março e sim no Dia daMentira.


Menina de 10 anos coleta DNA do Papai Noel para descobrir se ele existe

Garota pré-adolescente no encalso do "Bom Velhinho". Ela quer investigar se ele existe mesmo ou é só história infantil.

Polícia nos EUA investiga biscoito mordido na noite de Natal; resultados de testes, até agora, foram inconclusivos.

 

A polícia de Cumberland, no estado americano de Rhode Island, deslocou parte de seu efetivo para tentar solucionar um mistério envolvendo uma das personalidades mais famosas do mundo: o Papai Noel.

A investigação começou após Scarlett Doumato, 10, coletar evidências da passagem do Bom Velhinho no último Natal. Na manhã de 25 de dezembro, depois de ganhar brinquedos novos, ela correu para a cozinha, pegou embalagens plásticas e armazenou cuidadosamente um biscoito e duas minicenouras mordidas.

A suspeita é a de que o Papai Noel tenha deixado a bolacha pela metade e que alguma de suas renas tenha mordiscado as cenourinhas. Sem provas, porém, Scarlett recorreu à polícia. Reunindo os elementos, colocou tudo em um envelope e escreveu uma carta para as autoridades locais.

Carta em que Scarlett Doumato, 10 anos, pede abertura de investigação sobre o Papai Noel - Departamento de Polícia de Cumberland.

"Caro Departamento de Polícia de Cumberland, peguei uma amostra de biscoito e cenouras que deixei para o Papai Noel e as renas na véspera de Natal e queria saber se vocês poderiam pegar uma amostra de DNA e ver se o Papai Noel é real", escreveu a menina. Era o procedimento mais óbvio, explicou ela ao jornal The Washington Post. "Achei que isso traria as melhores respostas, porque tem o DNA dele."

Matthew Benson, chefe da polícia de Cumberland, recebeu o pacote quando voltou de férias no início de janeiro. Ele contou o caso à sua equipe, que seguiu o protocolo padrão. A primeira etapa foi fotografar as evidências colhidas por Scarlett e documentar cada item em um formulário. Depois, o material foi enviado ao laboratório forense do departamento de saúde de Rhode Island.

Na semana passada, Benson prestou contas à solicitante. Contou a Scarlet sobre o início da investigação e sinalizou um avanço: um suspeito tinha sido visto no bairro em que a menina mora com a família em Cumberland. De acordo com o depoimento de testemunhas, era um "homem grande, com barba branca e jaqueta vermelha" e que usava pseudônimos como são Nicolau, são Nick e Kris Kringle.

Biscoito mordido coletado como evidência da passagem do Papai Noel - Departamento de Polícia de Cumberland.

Até os assessores jurídicos do suspeito foram notificados para que ele prestasse depoimento, escreveu Benson. "Ele está fora do estado, em algum lugar no norte, e precisa de um tempo para coordenar seus planos de viagem a Cumberland. Aparentemente, ele lidera uma equipe muito grande que faz brinquedos e mantém uma pequena fazenda com nove animais que precisam de cuidados e atenção constantes."

Na segunda (23 de janeiro), o laboratório forense finalmente divulgou os resultados da análise. Os testes de DNA do biscoito e das cenourinhas não eram compatíveis com o banco nacional de amostras. Houve apenas uma correspondência parcial com um caso em Nova York, envolvendo um suposto "Milagre na Rua 34".

"Embora nosso laboratório tenha aplicado os métodos mais modernos e tecnologicamente avançados para resolver o caso, não conseguimos confirmar ou refutar definitivamente a presença do Papai Noel em sua casa", escreveram os peritos. "Todos concordamos que pode haver alguma coisa mágica em jogo."

Cenouras mordidas coletadas como evidência da passagem do Papai Noel - Departamento de Polícia de Cumberland. 

O mistério, portanto, continua. "Scarlett nunca foi de acreditar na palavra de ninguém", contou a mãe da menina, Alysson Doumato, ao Post. "Ela passará pelo processo dela e tirará suas próprias conclusões."

Essa, na verdade, não foi a primeira vez que ela investigou o Papai Noel. Há alguns anos, a menina posicionou o celular do pai para capturar imagens do que seria a figura mais emblemática do Natal entrando em sua casa. A filmagem capturou uma cena, mas não foi o suficiente para Scarlett.

"Parecia 'photoshopado', então eu fiquei desconfiada."

Ela contou ainda que, antes da investigação da polícia, suspeitou que os pais seriam os responsáveis por comer os biscoitos e as cenouras. Mas o resultado dos testes de DNA deram a ela uma nova hipótese de trabalho: Papai Noel é real e, sim, foi a Cumberland para lhe deixar presentes na calada da noite.

Sem dados conclusivos, porém, o plano agora é redobrar os cuidados para o próximo Natal. A ideia é coletar amostras de DNA dos pais antes das festas, a fim de compará-las com outra amostra que ela pretende coletar no copo de leite deixado para o Papai Noel. Uma câmera posicionada em ângulo diferente deve bastar para enfim pegar o suspeito em flagrante.

(fonte: Folha de S.Paulo)

 


Florescer raro e cheiro podre de flor-cadáver atrai multidão na Austrália

Jardim Botânico de Adelaide trabalha na preservação da flor-cadáver, ameaçada de extinção.


Uma flor-cadáver desabrochou no Jardim Botânico de Adelaide, na Austrália, atraindo uma multidão de turistas interessados em observar a planta, que após demorar anos para florescer, fica aberta por apenas 48 horas. 

Natural das florestas tropicais de Sumatra, a maior ilha da Indonésia, a planta selvagem pode chegar a até três metros de altura e exala um cheiro de putrefação que viaja "quilômetros" para seduzir insetos polinizadores e carnívoros, segundo o jornal britânico The Guardian.

A raridade da planta, de nome científico Amorphophallus titanum, levou milhares de pessoas a visitarem o jardim no último final de semana, formando uma fila de horas. Apesar de parecer uma única flor, a espécie é formada, na verdade, por uma inflorescência — um conjunto de botões ao longo do talo.

No total, a espécie pode alcançar mais de 2 metros de altura e pesar até 150 kg. Ela produz cheiro característico comparado ao de ratos em decomposição, além de pés com chulé ou queijo podre.

Matt Coulter, curador do inventário de plantas em Adelaide, afirmou que o odor concentrado quando a planta estava dentro da estufa do Jardim provocava ânsia até mesmo nele. Apesar da repulsa, ele é responsável por um projeto de replicação da flor-cadáver, considerada ameaçada de extinção desde 2018 devido ao desmatamento na Indonésia, ligado ao óleo de palma.

"Um tubérculo pequeno vai se formar e mais tarde esse tubérculo tem a capacidade de chegar a até 150 kg", descreveu Coulter, que planta novos espécimes a partir de folhas da planta antiga. "A nossa maior até o momento tem 75 kg e já chegou a 2,6 metros de altura", afirmou.

Coulter ainda disse ao jornal britânico que o público interessado em sentir o cheiro da planta exótica aumenta a cada floração da planta. "É a planta mais incrível do mundo", disse. "Está sendo uma jornada incrível poder fazer parte desse projeto".

Apesar da empolgação dos turistas, a chance de observar o espécime é rara: a flor-cadáver já se recolheu na tarde de ontem (09)."E, em cerca de uma semana, toda a estrutura da planta vai colapsar", informou.

Depois que o vaso se esvaziar, a raiz subterrânea ficará adormecida por mais de um ano antes de folhas ficarem visíveis. Já a aparição das flores deve demorar alguns anos para acontecer novamente, seguindo o ciclo comum da espécie.  


Leia abaixo: Completar água do radiador e outros 4 hábitos que acabam com o seu carro

Conheça os carros que já saíram de linha em 2022

A lista não chega a ser extensa pois muitas empresas fizeram uma limpa em seus portfólios no ano passado

Veteranos como Hyundai ix35, Renault Sandero e Suzuki Jimny encerraram suas carreiras no país.

Chegamos  ao fim do 2º semestre de 2022 e diversos automóveis já deram adeus ao mercado brasileiro. Alguns por mudanças estratégicas da fabricante, outros pela idade avançada e aqueles que já não tinham mais um volume de vendas que justificassem suas presenças no país. Isso afeta marcas de todos os tipos, desde Caoa Chery até BMW.

A lista não chega a ser extensa, pois muitas empresas fizeram uma limpa em seus portfólios no ano passado, antecipando as mudanças do Proconve L7. Por exemplo, Honda havia encerrado a produção de Fit e WR-V, enquanto a Chevrolet parou de montar a dupla Joy e Joy Plus – nestes dois casos, o estoque remanescente continuou sendo vendido por alguns meses. Como o fim já havia sido anunciado, não os colocamos na lista de 2022.

O que é o Proxonve L7? 

Desde 1º de janeiro deste ano, uma nova fase Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve), chamada L7, passou a vigorar com exigências ainda mais rígidas visando diminuir a emissão de poluentes no Brasil..

Também deixamos de fora alguns casos de modelos que estão em uma entressafra. A Honda parou de produzir o Civic nacional, mas promete a nova geração para o último trimestre do ano, agora importado da Tailândia. Outro carro em situação parecida é o Hyundai Tucson de terceira geração, que está com a produção suspensa, mas que receberá uma reestilização em breve, que inclusive já foi vista em testes.

Confira os carros que saíram de linha no Brasil em 2022:

BMW X2


Uma alternativa mais estilosa e com visual de cupê para o X1, o BMW X2 deixou de ser oferecido no Brasil em fevereiro, sendo retirado do site oficial. Foi lançado aqui em 2018 mas nunca fez muito sucesso, com o cliente preferindo pagar menos pelo X1 ou subir para o X3. Oficialmente, a BMW diz que interrompeu a importação após o fim do estoque atual e que estuda se irá retomar as vendas com a reestilização do carro, prevista para o ano que vem.

Caoa Chery Tiggo 2


O primeiro carro da Caoa Chery após comprar 50% da operação nacional da marca chinesa, o Tiggo 2 foi mantido na linha após a chegada do Tiggo 3X, mesmo que este último seja sua reestilização. A ideia era usar uma tática velha, mantendo um modelo mais antigo como uma opção de entrada. Porém, deu adeus ao mercado brasileiro junto com o Tiggo 3X, após a paralisação das operações da fábrica em Jacareí. Antes mesmo disso, já tinha desaparecido das lojas.

Caoa Chery Tiggo 3X

O caso do Caoa Chery Tiggo 3X é o mais emblemático do ano, sem qualquer dúvida. O pequeno SUV havia sido lançado em maio de 2021 e, exatamente um ano depois, a fabricante anunciou o fim do carro. O motivo foi uma mudança estratégia que levou à suspensão de toda a produção da fábrica em Jacareí (SP) até 2025, para que o complexo seja readequado para produzir carros eletrificados no futuro.

Caoa Chery Arrizo 6


O Caoa Chery Arrizo 6 também deu adeus ao mercado, embora de forma um pouco mais silenciosa – a fabricante insistiu que o manteria em linha após a chegada do Arrizo 6 Pro. Mesmo com o fechamento da fábrica em Jacareí até 2025, a empresa dizia que traria a versão pré-reestilização importada da China. Porém, pouco depois, executivos da Caoa Chery confirmaram à Motor1.com que o plano foi descartado, pois o carro não teria preço para competir e que a fabricante irá focar no Arrizo 6 Pro.

Hyundai HB20X

Um dos poucos hatches aventureiros do mercado brasileiro, o Hyundai HB20X saiu de linha após oito anos e duas gerações. Seu adeus aconteceu em janeiro, meses antes do HB20 ser reestilizado. O Proconve L7 afetou o modelo, que era equipado somente com o motor 1.6 flex. Além disso, a fabricante sul-coreana preferiu direcionar o cliente para o Creta Action, geração anterior do SUV compacto que segue nas lojas em versão única.

Hyundai ix35

Um dos carros mais velhos ainda sendo vendidos no Brasil, o Hyundai ix35 enfim deixa de ser oferecido no país. A segunda geração do Tucson ainda era produzido em Anápolis (GO), porém não conseguiu atender as normas do Proconve L7 e o custo de atualização era grande demais para compensar. Porém, a terceira geração do SUV médio seguirá viva, recebendo uma reestilização – que foi lançada no mercado global em 2018.

Mitsubishi Outlander Sport

Basicamente uma reestilização para o ASX, o Mitsubishi Outlander Sport ficou pouco tempo no mercado. Lançado em julho de 2020, trazia a mesma identidade de design que a fabricante estava utilizando em lançamentos mais atuais como Pajero Sport ou Outlander. A ideia inicial era que convivesse com o ASX anterior, mas o modelo antigo saiu de linha em novembro de 2021 e manteve o Outlander Sport nas lojas. Veio o Proconve L7 e a marca começou a fazer as contas se valeria a pena adaptar o motor 2.0 de 170 cv para as novas normas. Acabou decidindo que não valeria o esforço e não retomou a produção, que estava paralisada desde dezembro.

Renault Sandero

Este é um que gerou polêmica. A Renault acabou com o Sandero, mas manteve o Stepway, que é praticamente o mesmo carro mais com uma proposta mais aventureira. Só que, tecnicamente, o Stepway não usa mais o nome Sandero há alguns anos, o que leva à aposentadoria do nome. Não é uma surpresa. A fabricante francesa havia reduzido a oferta do hatchback para somente uma versão, a S Edition, acabando com as demais configurações e com o esportivo Sandero RS. Já havíamos publicado que a Renault planejava dar uma sobrevida de aproximadamente dois anos para o Sandero e o Logan, enquanto trabalha em um novo SUV compacto.

Suzuki Jimny

A Suzuki, neste momento, é uma marca de um carro só. Com outros modelos como Vitara e S-Cross fora do país, o Jimny era a única opção, mas era vendido em duas gerações diferentes: o mais atual importado do Japão, e o antigo produzido em Catalão (GO). Agora, teremos somente o Jimny Sierra japonês, pois o modelo anterior deixou de ser feito no Brasil, encerrando a carreira de 23 anos.

Volvo S60

Mais conhecida atualmente pelos seus SUVs, a Volvo ainda oferecia o sedã S60 no Brasil. Isto mudou em março, quando foi retirado de linha, decisão motivada pelo baixo volume de vendas e pela nova estratégia da fabricante sueca, direcionando seus esforços nos modelos elétricos. Caso tivesse um pouco mais de presença, até poderia ter sobrevivido como XC60, que tem motorização híbrida e segue nas lojas. Ao menos a empresa diz que, se ganhar uma nova geração totalmente elétrica, tem chances de retornar ao nosso país.

Volvo S90

O caso do Volvo S90 é igual ao do S60, mas com o agravante de que vendia ainda menos do que o S60. O baixo volume, aliado à falta de uma versão elétrica, motivou o fim de sua importação. Assim como o S60, os executivos da Volvo dizem que o sedã pode voltar a ser vendido caso vire 100% elétrico no futuro.

Eleições 2022

Ainda? Entenda por que oito cidades elegerão novos prefeitos neste domingo de votação 



Eleições suplementares acontecerão em cidades de Pernambuco, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina e São Paulo. Além de votar para presidente e governador, os eleitores escolherão também seus prefeitos. 

Enquanto todo o país se prepara para decidir as eleições presidenciais no domingo, oito municípios vão escolher também seus novos prefeitos. Conhecida como "eleição suplementar", o pleito fora de época acontece após a Justiça Eleitoral cassar mandatos e registros de alguns dos prefeitos eleitos em 2020. 

Pela primeira vez eleições suplementares acontecem no mesmo dia da eleição geral --o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tomou essa decisão para aproveitar a logística já disponível para o segundo turno e baratear custos.

Nesses municípios, além de votar para presidente e governador, os eleitores escolherão também seus prefeitos. 

Diferente das disputas por governos estaduais e pela presidência, os prefeitos eleitos no próximo domingo assumem quase que imediatamente seus cargos e governam até 2024.

Entenda caso a caso abaixo

Pernambuco

Pesqueira

A cidade no agreste pernambucano teve o prefeito Marquinhos Xukuru (Republicanos) retirado do cargo após decisão da Justiça Eleitoral que o considerou inelegível por conta da lei Ficha Limpa. Xukuru foi condenado por um incêndio a uma propriedade privada acontecido em 2003.  

A nova eleição é entre os candidatos Bal de Mimoso (Republicanos), que assumiu a prefeitura interinamente, e Doutor Peixoto (MDB). O município tem 50 mil eleitores, que votarão também para presidente e governador.

Joaquim Nabuco

Com pouco mais de 13 mil eleitores, o município da Mata Sul do estado voltará a escolher seu prefeito após a chapa vencedora em 2020 ter sido cassada pelo TRE. Prefeito e vice-prefeito, Antônio Raimundo Barreto Neto (PTB) e Eraldo de Melo Veloso (MDB), foram condenados por captação ilícita de sufrágio e abuso de poder econômico em maio deste ano.

Vídeos divulgados em redes sociais mostravam o vice-prefeito eleito jogando dinheiro para eleitores após a apuração dos votos. A nova eleição é disputada por Charles Batista de Melo (Solidariedade) e Lírio Júnior (PSB). Os eleitores da cidade também votarão para governador e presidente. 

Rio Grande do Sul

Cachoeirinha

A cidade de 132 mil habitantes na região metropolitana de Porto Alegre teve a chapa do prefeito eleito em 2020, Miki Breier (PSB), cassada pelo Tribunal Regional Eleitoral do estado (TRE-RS) por abuso de poder político e econômico durante a campanha eleitoral. 

No novo pleito, a prefeitura é disputada por três candidatos: Cristian Rosa (MDB), David Almansa (PT) e Doutor Rubinho (União Brasil). Os eleitores da cidade também votarão para governador e presidente. 

Cerro Grande

O município com pouco mais de 2,5 mil eleitores também teve prefeito e vice-prefeita cassados pelo TRE, por acusação de compra de votos e coerção de eleitores. Vlamor José Capeletti e Gláucia Regina Brocco, ambos do PP, também foram condenados a pagar multa de R$ 53.205. 

Dois candidatos disputam as eleições suplementares no município: Alvaro Decarli (PP) e Gilmar Benedette (PDT). Os eleitores da cidade também votarão para governador e presidente. 

Entre Rios do Sul

Com menos de três mil habitantes, o município no norte do estado terá novas eleições após os diplomas de prefeito e vice eleitos em 2020 serem cassados. Jairo Paulo Leyter e Auri Luiz Vassoler, ambos do MDB, perderam o mandato após a Justiça Eleitoral entender que houve abuso de poder político e econômico após liberação de novo auxílio habitação durante o período eleitoral. 

Por consenso, a nova eleição terá apenas uma chapa, capitaneada por Irson Milani (PT). Os eleitores da cidade também votarão para governador e presidente. 

Rondônia

Vilhena 

Os mais de 65 mil eleitores da cidade de Vilhena voltam às urnas no domingo para escolher presidente, governador e prefeito. A eleição suplementar no município acontece após prefeito e vice eleitos em 2020 terem tido seus mandatos cassados. 

Eduardo Japonês e Patrícia da Glória, ambos do PV, foram condenados por abuso de poder político e práticas vedadas a agentes públicos – entre os indícios, estava o uso de redes sociais da prefeitura para fazer campanha para o candidato. 

São três candidatos no novo pleito: Delegado Flori (Podemos), Gilmar da Farmácia (PSC) e Rosani Donadon (PSD). Os eleitores da cidade também votarão para governador e presidente.  

Santa Catarina

Canoinhas

Com mais de 42 mil eleitores, Canoinhas vai escolher seu prefeito no próximo domingo. O novo pleito acontece devido às prisões do prefeito Beto Passos (PSD) e o vice, Renato Pike (PL), acusados de fraudes e corrupção em serviços prestados ao poder público. Enquanto Passos renunciou dias após ser preso, Pike foi cassado pela Câmara de Vereadores da cidade.

A eleição suplementar no município chegou a ser suspensa após uma liminar a favor do PSB ser deferida por um ministro do TSE, mas foi confirmada na última terça (25) pelo Tribunal.

Quatro candidatos disputam a prefeitura da cidade: Andrey Juliano Watzko (PT), Juliana Maciel (PSDB), Willian Godoy (PSD) e Wilson Pereira (MDB). Os eleitores da cidade também votarão para governador e presidente. 

São Paulo

Pinhalzinho  

Pinhalzinho é a única cidade paulista a ter eleição suplementar em 2022. Os 11 mil eleitores do município localizado a 110 km da capital voltam às urnas para escolher seu prefeito após o eleito em 2020, Tião Zanardi (PSC), ter tido seu registro indeferido em razão da Lei da Ficha Limpa. Em casos como esse, é cassada a chapa toda. 

A eleição suplementar é disputada por quatro candidatos: Beatriz Ribeiro de Almeida Zanardi (PSC), Paulo Rogerio Pereira (PSDB), Milton Sanches Fuzeto (Republicanos) e Lauro Victor Moreira de Lima (União Brasil). Os eleitores da cidade também votarão para governador e presidente. 


Completar água do radiador e outros 4 hábitos que acabam com o seu carro


Nunca complete o líquido do radiador com água da torneira; o certo é colocar água destilada e o aditivo recomendado no manual do fabricante. 

Existem alguns hábitos que a gente adquire e passa boa parte da vida acreditando ser corretos. Seja ao dirigir, seja ao fazer a manutenção do veículo, é comum manter atitudes sem questionar se elas são de fato adequadas.

Pode ser um macete ensinado pelo pai ou pelo avô. A intenção pode ser boa. Porém, algumas práticas, feitas de forma continuada, podem gradualmente reduzir a vida útil de componentes e causar gastos inesperados com reparos lá adiante - alguns bastante elevados.

Além do aspecto financeiro, equívocos durante a condução são capazes, inclusive, de colocar em risco a sua segurança e a dos passageiros.

Confira cinco exemplos.

1 - Completar nível do radiador com água de torneira

O nível do líquido de arrefecimento deve ser completado com combinação de água desmineralizada e aditivo. Verificar o nível do sistema de arrefecimento do motor regularmente é um bom hábito, sobretudo em veículos bastante rodados, mais sujeitos a vazamentos.

Contudo, completar o nível com água da torneira é uma prática bastante danosa, pois com o passar do tempo provoca corrosão e até entupimento de tubulações, dutos internos e da bomba de água - além de diminuir a temperatura de ebulição.

Ao consultar o manual do proprietário de diferentes veículos, a orientação básica é a mesma: colocar água destilada ou desmineralizada em combinação com o aditivo recomendado pela montadora.

"A percentagem do aditivo varia de acordo com o veículo. Alguns requerem colocar mais ou menos no reservatório. Siga sempre o que diz o manual", recomenda o engenheiro Francisco Satkunas.

Água comum, seja da torneira, do rio ou até mineral, daquelas compradas em supermercado, acaba formando resíduos indesejáveis, como calcário.

O aditivo, por sua, vez, é essencial para evitar corrosão e também eleva a ebulição do líquido de arrefecimento - reduzindo o risco de o motor "ferver". Também tem propriedade anticongelante, algo que, na prática, dificilmente terá serventia na maioria do território brasileiro.

Vale destacar que nunca se deve abrir o reservatório, também conhecido como vaso de expansão, com o motor ainda quente - o líquido e os gases aquecidos e sob pressão podem causar queimaduras graves.

Após o motor esfriar, abra a tampa lentamente e com cuidado, pressionando-a levemente para baixo e girando-a no sentido anti-horário.

Se o motor superaquecer por falta de líquido, redobre os cuidados ao abrir a tampa e adicione a água desmineralizada e o aditivo lentamente e em pequenas quantidades - isso previne o choque térmico, capaz de trincar o bloco do motor.

Quanto ao nível, este deve estar entre as marcações máxima e mínima, presentes no reservatório.

2 - 'Segurar' o carro com a embreagem

Manter o carro parado em ladeira dosando o acelerador e o pedal de embreagem é prática nociva

Dosar os pedais da embreagem e do acelerador em um aclive de forma a manter o veículo parado é uma prática que requer habilidade, da qual muitos motoristas se orgulham.

No entanto, se você faz isso com frequência, pode ir preparando o bolso.

"Nesse caso, há um escorregamento severo no contato do platô com o disco e isso provoca um desgaste bastante prematuro, reduzindo sensivelmente a vida útil desses componentes", alerta Everton Lopes, mentor em energia a combustão da SAE Brasil.

O ideal, recomenda, é usar o freio de mão na subida antes de arrancar com o veículo.

"Fazer assim não apenas poupa os componentes da embreagem como traz mais segurança".

3 - Dirigir na 'banguela'

Colocar câmbio em ponto-morto na descida de serra não poupa combustível e traz risco de acidente

Um hábito que muitos acreditam ser benéfico é andar na "banguela", por conta da expectativa de poupar combustível.

A prática, na verdade, não faz o carro beber menos e ainda compromete a segurança, bem como é capaz de causar danos ao conjunto da transmissão.

"Colocar o câmbio em neutro, na verdade, faz o carro gastar mais combustível do que se estivesse engrenado. O sistema de injeção é calibrado na fábrica para entrar em modo de baixo consumo assim que você tira o pé do acelerador, com o veículo engrenado. Isso faz com que o motor receba apenas a quantidade necessária de combustível para mantê-lo girando", explica Edson Orikassa, diretor executivo da AEA (Associação Brasileira de Engenharia Automotiva).

Especialmente em uma descida de serra, colocar o câmbio em neutro ou ponto-morto traz risco de acidentes. "Com as rodas de tração livres, você acaba sobrecarregando os freios, que podem superaquecer, perdendo a eficiência", esclarece o especialista.

Camilo Adas, presidente do conselho executivo da SAE Brasil, complementa: "Deixar o carro rodar em neutro e engrená-lo com o veículo ainda em movimento pode até danificar uma ou mais engrenagens do câmbio", alerta o engenheiro.

4 - Ignorar amaciamento do motor

Tem gente que compra carro zero-quilômetro e pensa que amaciar o motor é coisa do passado e já sai acelerando em altas rotações.

Porém, muitas marcas, para não dizer a maioria, ainda trazem no manual orientações para não abusar do pedal do acelerador durante os primeiros quilômetros de uso.

Assim, o motor não é tão exigido até que componentes internos se ajustem e ele atinja o nível ideal de operação - com aumento na performance e redução no consumo de combustível.

O manual do Renault Sandero traz essa recomendação.

"Até atingir os primeiros 1.000 km, não ultrapasse 130 km/h na troca de marcha mais elevada ou 3.000 a 3.500 rpm. No entanto, só após cerca de 3.000 km, seu veículo irá proporcionar todo seu desempenho".

5 - Instalar engate em veículo não autorizado

Muitos desconhecem, mas existem modelos de veículos que simplesmente não podem receber engate para uso de reboque ou "carretinha".

Pois essa informação pode ser conferida justamente no manual do proprietário.

Chevrolet Onix; Onix Plus e Tracker, por exemplo, enquadram-se nesse grupo.

O livreto que acompanha os três carros da General Motors não deixa dúvidas na seção que aborda o reboque de outro veículo. Ela traz um sinal de alerta acompanhado da palavra "perigo" e da seguinte frase:

"Este veículo não está apto a receber engate traseiro e, desta forma, tracionar reboques".

Isso acontece porque esses carros não têm capacidade para tracionar outros veículos.

O Toyota Corolla da geração anterior, vendido até 2019 no País, também traz essa limitação.

Quando determinado automóvel é apto a receber engate, a carga máxima de tração consta do manual, bem como o local do chassi onde,


Escapamento barulhento vai entrar na mira do radar

Curitiba usa “radares de barulho” para fiscalizar motos e veículos com ruídos excessivos

Curitiba deu início, à Semana Nacional de Trânsito, a um projeto-piloto com radares que identificam de forma automática veículos com ruídos excessivos, como o de motos com escapamentos adulterados. A iniciativa com os “radares de barulho” é pioneira no país, e deve ser lançada oficialmente pela Secretaria Municipal de Defesa Social e Trânsito da capital nesta segunda-feira (26).

O primeiro equipamento está instalado na Avenida Victor Ferreira do Amaral, nas imediações do Jockey Club do Paraná, no Tarumã. Fisicamente, o novo sistema não é muito diferente dos radares convencionais de velocidade. A diferença está na forma como os dados são registrados, como explicou à Gazeta do Povo a superintendente municipal de Trânsito, Rosângela Maria Battistella.

Segundo ela, o equipamento conta com um sistema de gravação de vídeo e de áudio, para poder captar os ruídos excessivos. Essas informações são, então, cruzadas com o reconhecimento da placa, também feito pelo sistema, para assim identificar qual veículo está com escapamento irregular.

Sistema vai auxiliar em ações educativas

O sistema pode ser adaptado em radares já instalados ou colocado em outros locais sem monitoramento, mas que tenha um grande volume de veículos barulhentos. De acordo com a superintendente, o sistema será usado a princípio como forma de auxiliar na adoção de medidas educativas junto aos motoristas.

Entre essas ações previstas pela superintendente estão medidas que também podem ser tomadas junto a aplicativos de entregas. De acordo com Battistella, a secretaria recebe muitas reclamações relacionadas a motociclistas que trabalham como entregadores. Segundo a superintendente, há uma percepção de que uma boa parcela desse grupo de condutores trafega em motocicletas com escapamentos adulterados, que emitem níveis de ruído acima do tolerável.

“Se realmente isso for detectado e confirmado, nós teremos condições de fazer essas ações educativas junto aos aplicativos, para que eles também possam colaborar na redução desses casos e na regularização desses veículos”, pontuou.

Equipamentos não podem gerar multas

Por ainda não serem homologados no Brasil, os equipamentos não podem ser utilizados em ações de fiscalização que gerem multas a motoristas e motociclistas. A empresa responsável pelos radares de barulho quer usar o projeto piloto para fazer os ajustes e as adequações necessárias para obter esse registro junto ao Inmetro e outros órgãos certificadores.

“A prefeitura formalizou um pedido junto à Secretaria Nacional de Trânsito para que possamos conduzir esses testes e ajudar no processo de homologação dessa funcionalidade. Depois de homologado, aí sim esse sistema vai poder ser utilizado em ações de fiscalização”, confirmou a superintendente.

 

Quanto ganha o presidente do Brasil? Veja o salário de Bolsonaro e outros líderes mundiais

Comparado com a China, o salário do presidente do Brasil é quatro vezes maior. 

O primeiro turno das Eleições 2022 acontece no dia 02 de outubro e o principal foco neste ano é a votação para presidente, que traz uma disputa marcada por ataques, fakenews e muito barulho entre Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Bolsonaro, atual chefe do governo.


Com a proximidade da data, muitas dúvidas a respeito das funções de um presidente vem à tona. Afora os afazeres obrigatórios de um chefe do executivo federal, qual o salário do presidente?


A remuneração bruta do presidente é de R$ 30.934,70 por mês. No entanto, por conta dos descontos, o pagamento final é de R$ 23.453,43. As informações são do Portal da Transparência.


Os benefícios do presidente da república


Assim como os trabalhadores de outras esferas de poder, o Presidente da República pode usufruir de diversos direitos. O principal deles é a moradia. O chefe do executivo tem duas residência oficiais em Brasília: o Palácio da Alvorada e a Granja do Torto.


O presidente também tem direito a plano de saúde. Além de todas as despesas dele, o benefício cobre, também, as dos familiares diretos, como filhos, netos e pais. Outro benefício é o cartão corporativo, que custeia uma série de despesas do governante.


No entanto, o presidente não tem férias oficiais, segundo a Constituição Federal de 1988. Tradicionalmente, ele tira uns dias de folga durante o recesso do Poder Legislativo, mas, em caso de emergências, é necessário interromper o descanso para resolvê-las.


Os salários dos presidentes e líderes de outros países ao redor do mundo


Estados Unidos: O presidente Joe Bidden recebe US$ 400 mil por ano, uma média de US$ 33 mil ou aproximadamente R$ 170 mil por mês, segundo a cotação atual. 


China: Em 2015, o presidente Xi Jinping passou a ganhar 11.385 yuanes por mês, o equivalente a R$ 8.470,40, segundo a atual cotação.


Japão: O primeiro-ministro Fumlo Kishida tem um salário anual estimado em R$ 1,3 milhão, uma média de R$ 108 mil por mês, segundo a CNN Brasil.


Alemanha: Não existem informações de fontes confiáveis a respeito do salário do atual chanceler do país europeu, Olaf Scholz. No entanto, em 2017, a ex-chanceler Angela Merkel ganhava 18,8 mil euros por mês (aproxidamente, R$ 96 mil, na cotação atual), segundo o jornal português Diário de Notícias.


Inglaterra: O primeiro-ministro Boris Johnson tem um salário anual estimado em 155.376 euros; uma média de 13 mil euros ou aproximadamente R$ 65 mil por mês, segundo a cotação atual.


França: O presidente Emmanuel Macron tem um salário anual estimado em R$ 1 milhão, uma média de R$ 83 mil por mês, segundo a CNN Brasil.


Canadá: O primeiro-ministro Justin Trudeau tem um salário anual estimado entre US$ 146 mil e US$ 365 mil (respectivamente, R$ 542 mil e R$ 1,4 milhão, segundo a cotação atual).


Itália: O presidente Sergio Mattarella recebe 179.835 euros anuais; uma média de 15 mil euros ou aproximadamente R$ 76 mil por mês, segundo a cotação atual. Em março deste ano, ele reduziu o próprio salário e fixou com base na pensão que recebe pelo trabalho como professor universitário, segundo o Diário de Notícias.


Portugal: O presidente Marcelo Rebelo de Sousa recebe 106.820 euros brutos anuais; uma média de 8.900 euros ou aproximadamente R$ 45 mil por mês, segundo a cotação atual.

O que é Idiotismo?

O termo "saudade" é um dos idiotismos constantes na Lingua Portuguesa do Brasil




Há vários vícios e anomalias de linguagem que são considerados erros pela gramática normativa. Entre eles, o idiotismo, uma peculiar ocorrência na língua portuguesa.


 O idiotismo contraria os princípios gerais da gramática ao apresentar termos que não podem ser analisados ou traduzidos. Mas, o que são vícios e anomalias de linguagem? Essa ocorrência está relacionada com as palavras e construções que contrariam as normas gramaticais. 


Ao contrário das figuras de linguagem, que conferem beleza às imagens por elas representadas, os vícios e anomalias de linguagem provocam estranhamento e geralmente ocorrem por descuido ou desconhecimento de quem fala ou escreve.


 Eles podem estar associados às variedades linguísticas, nas quais são observadas os fatores socioculturais, geográficos e históricos. Sendo assim, o certo e o errado na língua portuguesa podem ser uma questão de diferenciação baseada em critérios sociais e também em situações de uso efetivo da língua.


Entre os vícios e anomalias de linguagem, temos um elemento bastante peculiar: o idiotismo. Você pode estar pensando que a palavra “
idiotismo” está relacionada com um traço comportamental, próprio de quem é idiota e que foge àquilo que consideramos o padrão normal. Pois saiba que existe o idiotismo linguístico, também conhecido como expressão idiomática. Trata-se de toda maneira de dizer que contraria os princípios gerais da gramática por não poder ser analisada, porém, é aceita no falar normal.


O idiotismo vem do grego idios, que quer dizer próprio. Essa concepção é aplicada a uma expressão existente em uma determinada língua sem correspondentes em outras. Ao estudar alguma língua estrangeira, deparamo-nos com as chamadas expressões idiomáticas, que geralmente só são compreendidas por quem é nativo da língua estudada. 


A língua portuguesa também apresenta inúmeras particularidades, e nosso idiotismo mais conhecido é o emprego do infinitivo pessoal, que se refere a um sujeito, com desinências de número e pessoa. Assim: "amar eu", "amares tu", "amar ele", "amarmos nós", "amardes vós", "amarem eles". Pode nos parecer uma construção estranha, até mesmo arcaica, mas que não está completamente eliminada da nossa linguagem atual.


Outro exemplo de idiotismo é a expressão "
é que". É muito comum falarmos “você é que fez isso”, “eu é que paguei a conta”, entre outras ocorrências. Podemos observar também o idiotismo presente no uso do pronome possessivo antecedido de artigo, por exemplo: “a pobre da criança”, “o esperto do meu namorado”,dei um presente à minha aluna”. 


Mas nenhum idiotismo é tão conhecido quanto o termo "saudade", pois não há tradução perfeita para esse substantivo em outros idiomas. Sabemos que saudade abarca a ideia de lembrança triste ou suave de coisas que estão distantes, mas é interessante observar que em outras línguas não existe uma palavra específica para definir tal sentimento.


Devemos entender, que o idiotismo não pode ser submetido a regras fixas e determinadas, pois tem como principal objetivo seu compromisso com a clareza, fator primordial da linguagem.


Como o frango que você come aumentou cinco vezes de tamanho em 50 anos 

A seleção genética fez com que os frangos que consumimos atualmente crescessem 400%, de acordo com um estudo da Universidade de Alberta, no Canadá - (Cecilia Tombesi/BBC News Mundo)

Após a Segunda Guerra, o governo dos EUA se uniu a empresa em concurso que mudaria a avicultura industrial para sempre. 

A intenção era criar um frango com coxas e peitos enormes, com camadas e mais camadas de carne, capaz de alimentar uma família inteira por um custo mínimo. Em 1946, no final da Segunda Guerra Mundial, o governo dos EUA se uniu a uma empresa para estabelecer um concurso que mudaria a avicultura industrial a nível mundial para sempre.

O Chicken of Tomorrow Contest  ("Concurso Frango do Amanhã"), em tradução literal,  convidou produtores e criadores de todo o país a desenvolver, por meio da seleção genética, um frango de corte capaz de crescer mais rápido e com a melhor qualidade de carne possível.

"Com a competição, eles queriam produzir aves que pudessem ganhar massa muscular rapidamente e serem abatidas cedo", explica Richard Thomas, especialista em arqueologia de aves da Universidade de Leicester, no Reino Unido, à BBC News Mundo, o serviço de notícias em espanhol da BBC.

Os EUA buscavam atender a alta demanda por proteína em decorrência do boom de natalidade na época. Além disso, a guerra havia causado um racionamento de carne vermelha, destinada a alimentar os soldados na linha de frente. Mas naquela época, a galinha era apenas um animal franzino, criado principalmente para produzir ovos, e levava cerca de quatro meses para crescer.

Em pouco mais de meio século, segundo um estudo da Universidade de Alberta, no Canadá, publicado em 2014, o tamanho médio de um frango de corte aumentou 400%. Martin Zuidhof, um dos autores da pesquisa, confirmou que o que aconteceu na competição influenciou o desenvolvimento da ave que comemos hoje.

"O sonho americano era ter um frango em cada panela, para todo mundo ficar feliz. Esta foi a razão [para desenvolver o frango]", explicou o especialista em Ciência Animal. "Foi com esta competição, na década de 1940, que os primeiros frangos de corte ou frangos industrializados, por assim dizer, foram gerados", acrescenta Thomas à BBC News Mundo.

Agora esse animal, diz Zuidhof, atinge o período "ideal" para ser abatido em quatro ou cinco semanas, em comparação com quatro meses antes do concurso. Atualmente, o preço do frango, nos EUA é de US$ 1,92 por libra (meio quilo), ao passo que 59 anos antes valia o equivalente a US$ 3,63 (ajustado pela inflação).

O concurso, juntamente aos métodos de produção industrial e o posterior desenvolvimento tecnológico, ajudaram a transformar esta carne num produto acessível para centenas de milhões de pessoas.


Em busca de “carne superior”

Um documentário produzido em 1948 — usado como publicidade para o Chicken of Tomorrow Contest e que resume o concurso passo a passo —  destacava que o frango "ideal" deveria ser aquele com grande porcentagem de carne de peito e coxas "rechonchudas". "Um frango com características superiores de carne branca", dizia o famoso ator Lowell Thomas, que atuou como locutor.

Para motivar os fazendeiros e criadores de frango, a empresa A&P, a maior varejista dos EUA na época, ofereceu US$ 10 mil como prêmio aos vencedores do concurso. A competição, organizada por um comitê liderado pelo Departamento de Agricultura americano, começou primeiro a nível estadual. 

Por um lado, o júri avaliava as características do animal, como sua uniformidade, tamanho, textura e penas. Por outro, o quão econômico era produzi-lo. Os competidores deveriam cruzar seus melhores frangos de corte para atender aos critérios exigidos pelo comitê para criar "a ave do amanhã".

Entre 1946 e 1947, foram realizadas 68 competições estaduais. E, em 1947, cinco competições regionais, das quais 40 vencedores de 25 estados americanos foram escolhidos para competir a nível nacional.

Os ganhadores

As finais começaram em março de 1948. Carros e trens carregados com 720 ovos para cada um dos finalistas viajaram de costa a costa até Maryland, onde foram guardados em ambiente controlado até os pintinhos nascerem. Uma vez que saíram do ovo, os pintinhos foram identificados com um número e enviados para um viveiro na Extensão Experimental Agrícola de Delaware.

Lá eles foram alimentados enquanto seu peso, saúde e aparência eram constantemente monitorados. Após 12 semanas, os animais foram abatidos. No dia da premiação, as aves foram apresentadas como se estivessem "prontas para venda", com a pele depenada, distribuídas em grandes caixas em um grande salão.

A raça de frango Arbor Acres, criada pelo empresário de Connecticut, Henry Saglio, ficou em segundo lugar. Charles e Kenneth Vantress, da Califórnia, ganharam o primeiro prêmio com o cruzamento entre um Red Cornish e um New Hampshire Red.

Eles foram escolhidos vencedores pela forma eficiente com que seus corpos processavam os alimentos, assim como pela economia de produção.

Seleção genética e produção industrial

O concurso para estimular agricultores e criadores a continuar melhorando as raças de frangos foi realizado por mais três anos. Os Vantress foram eleitos vencedores mais uma vez no novo ciclo.

De acordo com um artigo publicado na revista National Geographic, escrito pela jornalista Maryn Mckenna, que há anos investiga a avicultura americana, a ave melhorada por estes empresários em 1960 é o "pai" genético de 60% dos frangos de corte do país.

Mas o processo de "desenvolvimento" do "frango do amanhã" não parou por aí. "Tem havido cada vez mais seleção genética para que estes frangos de corte produzam mais massa corporal mais cedo e para que o abate seja mais rápido", diz Thomas.

Zuidhof explica, por sua vez, que os avanços na ciência computacional e estatística permitem melhores decisões genéticas. No entanto, este não é o único fator relacionado ao crescimento do corpo dos frangos de corte.

Na equação, também é preciso levar em conta seu ciclo de vida e a forma como são criados, questão que desperta críticas por parte de algumas pessoas. As aves, de acordo com o professor, vivem menos tempo do que outras espécies — e isso influencia o seu crescimento mais rápido. "A taxa de crescimento, rendimento e eficiência são altamente hereditários. E como temos muitas galinhas a cada ano, o avanço da seleção genética é muito rápido", diz ele.

Em 2020, cerca de 9,22 bilhões de frangos de corte foram produzidos apenas nos EUA, segundo um relatório do Departamento de Agricultura do país. Os frangos de corte geralmente são criados em granjas enormes, onde dezenas de milhares de aves permanecem durante os aproximadamente 40 dias de crescimento.

Elas consomem alimentos ricos em proteínas, como milho e soja, por cerca de 23 horas por dia, graças a um sistema de luz que interrompe seu ciclo de sono. O espaço onde vivem não é limpo até que sejam abatidas e chegue uma nova ninhada de aves — pode haver de 20 mil a 50 mil em um único galpão. E elas permanecem sobre seus dejetos enquanto isso.

Thomas, o especialista em arqueologia animal, diz que fora deste ambiente controlado as aves não sobrevivem. São geneticamente predispostas a depender da tecnologia agrícola. "A realidade é que na forma de produção não há nada de normal para esses animais", afirma. "As questões éticas são enormes. Você está fazendo outro ser vivo crescer apenas para matá-lo, para seu próprio consumo.", Walter Suárez-Sánchez, veterinário e doutor em comportamento animal, argumenta que a avicultura tem efeitos nocivos para o animal.

Consultor da ONG Mercy for the Animal, ele afirma que as aves costumam sofrer com problemas de locomoção e dores nas articulações provocadas por seu peso, assim como insuficiência cardíaca e outras doenças metabólicas.

As fezes sobre as quais vivem causam problemas de pele e nas penas. Mas Zuidhof vê a questão sob outra perspectiva. "Poucos granjeiros se levantam de manhã e dizem: 'Vou tornar a vida das galinhas miserável hoje'. Todos eles querem que suas aves fiquem bem", afirma.

"Os agricultores prosperam quando suas aves estão bem, quando a produção está boa. Há uma grande correlação entre a saúde das aves e sua renda, então isso é uma motivação", acrescenta ele em conversa com a BBC News Mundo de seu laboratório no Canadá.

Tem impacto na saúde

Os cruzamentos genéticos que permitem o rápido crescimento do frango e, consequentemente, a produção industrial, não têm um impacto direto na saúde do ser humano, segundo especialistas consultados pela BBC News Mundo. É tudo baseado na ciência, nada assustador", diz Zuidhof, desmentindo o comentário comum de que frangos de corte recebem hormônios de crescimento.

Suárez-Sánchez destaca, no entanto, que foram verificadas possíveis ameaças à saúde pública geradas pela criação de animais a nível industrial, como algumas doenças virais e bacterianas devido às condições anti-higiênicas de algumas granjas. "Esses ambientes propiciam certas patologias capazes de saltar de um animal para outro e potencialmente afetar os humanos", adverte o veterinário.

Alguns exemplos são bactérias como a salmonela, e-coli e certos tipos de vírus da gripe. Para evitar surtos, agricultores e criadores às vezes dão antibióticos às galinhas. Essa técnica também pode representar um problema para a saúde humana, devido à resistência que as bactérias criam aos medicamentos.

"As bactérias não chegam apenas ao homem por meio dos animais, mas também permanecem no ambiente, onde também podem apresentar traços de resistência aos antibióticos", observa.

Nos últimos tempos, acrescenta Zuidhof, alguns governos aprovaram políticas para reduzir a ingestão de antibióticos em frangos de corte, como na União Europeia, que proíbe o uso de antibióticos de reserva humana na medicina veterinária.

Os cientistas também estão trabalhando em novos cruzamentos genéticos para desenvolver galinhas que não apenas cresçam mais rápido e tenham mais carne, como também sejam resistentes a doenças.

Mas para Suárez-Sánchez, a solução para proteger o bem-estar animal e a saúde pública é fazer a transição para a produção de proteínas provenientes de outros organismos.

Uma alternativa contra a corrente

Os animais ciscam a terra, enquanto o vento balança suas penas. Eles estão cercados por uma cerca de arame, e há vários galpões de madeira onde o cuidador coloca a comida. Desde 2019, o colombiano cria as aves sobre o pasto, como uma alternativa às grandes indústrias. Ele acredita que sua forma de produzir carne é muito mais digna para o animal.

Em sua granja, as galinhas levam cerca de 90 dias para crescer, pois seguem seu ciclo normal de sono e comem menos horas por dia. Se alguma fica doente, diz ele, é separada do resto. "Numa fábrica industrial, nada disso vai acontecer, esta é a grande diferença. Acreditamos que o animal, criado desta forma, pode se desenvolver naturalmente", diz o proprietário da Nourished Pastures.

Guillermo, que era vegetariano, discorda da forma de produzir proteína animal em larga escala. Seu pequeno negócio começou justamente com a intenção de ter seu próprio frango. 

Mas as pessoas ao seu redor começaram a se interessar pela carne. Agora ele cria e vende cerca de 90 aves por ciclo de crescimento. Seu trabalho é praticamente nadar contra a corrente.

Após o concurso Chicken of Tomorrow, os criadores de frango, granjas e processadoras de carne se tornaram uma grande indústria com alcance internacional.

Em 2020, segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, o valor dos frangos de corte produzidos chegou a US$ 21,7 bilhões, bem acima de outras aves, como o peru, cuja produção foi de US$ 5,19 bilhões.

Mackenna afirma em seu artigo para a National Geographic que o concurso permitiu que criadores como Peterson, Vantress, Cobb, Hubbard, Pilch e Arbor Acres se tornassem grandes marcas no mercado de seleção genética de frangos.

Segundo a autora do livro "Big Chicken", a complexidade das árvores genealógicas que essas empresas criaram garantiu que as aves não pudessem se reproduzir fora de seus negócios.

As empresas originais que hoje constituem a Cobb-Vantress e a Aviagen, duas importantes multinacionais de seleção genética de frangos de corte, participaram do Chicken of Tomorrow Contest.

Em seu site, a Aviagen afirma que distribui galinhas reprodutoras para mais de 100 países. Sob seu guarda-chuva, há quatro marcas de frangos de corte.

A Cobb-Vantress, que diz ser a empresa de criação de frangos mais antiga, fundada em 1916, possui fábricas em sete países, com presença basicamente em todos os continentes, exceto na África. "Os vencedores dos concursos Chicken of Tomorrow fizeram mais do que criar novas aves; ao transformarem os frangos, também recriaram a avicultura industrial", diz Mackenna na revista.

O criador de Miami, por sua vez, vende sua carne diretamente ao consumidor. Mas tem que fazer isso a um preço três vezes mais caro do que no mercado comum. Mas a maioria das pessoas, destaca Thomas, "não pode se dar ao luxo de pagar mais caro".

 

Dia dos Namorados


Em alguns países é chamado Dia de São Valentim. É uma data especial e comemorativa na qual se celebra a união amorosa entre casais e namorados. Data para se demonstrar afeição entre amigos, sendo comum a troca de cartões e presentes com símbolo de coração, tais como as tradicionais caixas de bombons. 


Nos lusófonos, Portugal e Angola, assim como em muitos outros países, comemora-se no dia 14 de Fevereiro. No Brasil a data é comemorada no dia 12 de junho, véspera do dia de Santo António de Lisboa, conhecido pela fama de "Santo Casamenteiro". Mas foi instituído pelo publicitário João Dória, em 1949, pai do ex-governador de S.Paulo, João Dória Júnior.

Origem


São Valentim cai num dia festivo de dois mártires cristãos diferentes, de nome Valentim. Um deles foi bispo de Roma condenado à pena de morte, no século III. Mas os costumes relacionados com esse dia provavelmente vêm de um antigo festival romano chamado Lupercália, que se realizava todo dia 14 de fevereiro. A festa celebrava a fertilidade homenageando Juno (deusa da mulher e casamento) e Pan (deus da natureza). Também marcava o início oficial da primavera.

História


A história do Dia de São Valentim remonta a um obscuro dia de jejum tido em homenagem a ele mesmo, São Valentim. A associação com o amor e romantismo chega depois do final da Idade Média, durante o qual o conceito de amor romântico foi formulado.

O bispo Valentim lutou contra as ordens do imperador Cláudio II, que havia proibido o casamento durante as guerras acreditando que os solteiros eram melhores combatentes. Continuou celebrando casamentos, apesar da proibição do imperador. A prática foi descoberta e Valentim foi preso e condenado à morte. 

Enquanto estava preso, muitos jovens lhe enviavam flores e bilhetes dizendo que ainda acreditavam no amor. Enquanto aguardava na prisão o cumprimento da sua sentença, ele se apaixonou pela filha cega de um carcereiro e, milagrosamente, devolveu-lhe a visão. Antes da execução, Valentim escreveu uma mensagem de adeus para ela, na qual assinava como “Seu Namorado” ou “De seu Valentim”.

Considerado mártir pela Igreja Católica, a data de sua morte (14 de fevereiro) também marca a véspera de Lupercais, festa anual celebrada na Roma antiga, em honra a deusa Juno e ao deus Pan. Um dos rituais desse festival era a passeata da fertilidade, em que os sacerdotes caminhavam pela cidade batendo em todas as mulheres com correias de couro de cabra para assegurar a fecundidade.

Outra versão diz que, no século XVII, ingleses e franceses passaram a celebrar são Valentim como a união do Dia dos Namorados. A data foi adotada um século depois nos Estados Unidos, tornando-se o Saint Valentine's Day. E na Idade Média, dizia-se que o dia 14 de fevereiro era o primeiro dia de acasalamento dos pássaros. Por isso, os namorados da Idade Média usavam esta ocasião para deixar mensagens de amor na soleira da porta do(a) amado(a). 

Na sua forma moderna, a tradição surgiu em 1840, nos Estados Unidos, depois que Esther Howland vendeu US$ 5 mil em cartões do Dia dos Namorados, uma quantia elevada na época. Desde aí, a tradição de enviar cartões continuou crescendo, e no século XX se espalhou por todo o mundo. 

Agora,  o dia é principalmente associado à troca mútua de recados de amor em forma de objetos simbólicos, que incluem, principalmente, a silhueta de um coração e a figura de um Cupido com asas. Iniciada no século XIX, a prática de recados manuscritos deu lugar à troca de cartões de felicitação produzidos em massa. Atualmente, grande parte desses cartões se tornaram posts enviados pelas redes sociais.

O dia de São Valentim era até há algumas décadas uma festa comemorada principalmente em países anglo-saxões, mas ao longo do século XX o hábito estendeu-se a muitos outros.

Data no Brasil


No Brasil, a data foi criada pelo publicitário João Doria (matéria abaixo), sendo comemorada no dia 12 de Junho por ser véspera do 13 de Junho, Dia de Santo António, santo português com tradição de casamenteiro. 

Doria, pai do ex-governador de São Paulo, João Dória Júnior, trouxe a ideia do exterior e a apresentou aos comerciantes paulistas, iniciando em junho de 1949 uma campanha com o slogan "não é só com beijos que se prova o amor".

A ideia se expandiu pelo Brasil, amparada pela correlação com o Dia de São Valentim — lembrando que nos países do hemisfério norte, ocorre em 14 de fevereiro.

Dia dos Namorados foi criado em 1949 por João Doria, pai do governador de São Paulo

Também chamado de João Dólar por adversários, era um nacionalista apoiador de Jango, ao contrário do filho conservador

Slogan das Lojas Clipper: “Não é só com beijos que se prova o amor” - Clipper / Reprodução

Em muitos lugares do mundo, o Dia dos Namorados é comemorado em 14 de fevereiro, em homenagem a São Valentim, bispo católico no terceiro século que celebrava casamentos em período de guerras, apesar da proibição do Império Romano.

A tradição começou nos países anglo-saxões, mas passou a ser seguida inclusive por países de língua portuguesa, como Portugal e Angola. Por que no Brasil, então, a data é comemorada no dia 12 de junho?

Há questões de calendário: 14 de fevereiro costuma ser próximo ao Carnaval, e 12 de junho é véspera do dia de Santo Antônio, considerado pela tradição como “casamenteiro”. Na verdade, a troca de presentes entre casais é relativamente recente.

Em 1949, o publicitário João Doria importou a ideia do exterior. Ligado à agência Standard Propaganda, coordenou uma campanha contratada pela extinta loja Clipper. A data escolhida, além das razões já mencionadas, tinha outra vantagem: aquecer as vendas em um mês menos movimentado no comércio.

O slogan desenvolvido por Doria era claro nesse sentido. “Não é só com beijos que se prova o amor”. A Campanha foi apoiada pela Confederação do Comércio de São Paulo e as vendas foram realmente alavancadas. A ideia, a partir de então, se espalhou pelo país. 

Trajetória

O nome do publicitário é provavelmente conhecido pela maioria das pessoas. Ele é pai de João Doria Júnior, ex-governador de de São Paulo. Como o filho, Doria se enveredou pela política, tendo sido deputado federal pela Bahia. Na época, também era chamado de "João Dólar" por adversários. Ao contrário do filho, entretanto, era um nacionalista apoiador de João Goulart, tendo, inclusive, feito parte da CPI que investigou a Rede Globo na década de 1960. 

A verve publicitária, de outro lado, foi herdada pelo filho. Dória Júnior fez sua campanha, em 2016, à prefeitura de São Paulo pautada nas ideias de “João trabalhador” e de ser “gestor, não político” apesar de ter iniciado sua trajetória política em 1983.

Outra propaganda enganosa de sua campanha à prefeitura foi a de que cumpriria seu mandato até o final. Logo as ambições políticas de Doria Jr. falaram mais alto e, após romper com seu padrinho político Geraldo Alckmin (PSDB), abandonou o mandato, em 2017,  que o povo paulistano lhe conferiu e se lançou ao cargo de governador, sendo eleito.

Como bom publicitário, na campanha para o governo de São Paulo, Doria Jr. colou sua imagem à de Bolsonaro, em 2018, quando percebeu que os ventos sopravam a favor do candidato presidencial  - apesar de seu partido ter como candidato à presidência Geraldo Alckmin. 

Apesar de tentar descolar sua imagem de Bolsonaro após a eleição, o atual governador de São Paulo adotou a estratégia presidencial e anunciou, também com grande publicidade, a retomada das atividades econômicas em São Paulo enquanto o estado permanecia sendo o epicentro da pandemia do coronavirus, no país. 

Prêmio Nobel de física teria 'cervejoduto' em casa de graça por 30 anos

Em 1913, o físico Niels Bohr ganhou o prémio Nobel, aos 37 anos.

Em média cinco vezes por ano, o arquivista Robert James Sunderland, do Arquivo Niels Bohr, em Copenhague, tem que abrir um tempinho na sua agenda para responder a perguntas sobre o "oleoduto" que levaria cerveja fresquinha até uma torneira na casa do físico dinamarquês ganhador do Prêmio Nobel de 1922.


Ninguém sabe a razão, mas, agora, 100 anos depois de receber o maior prêmio que um cientista pode almejar — o Nobel, não a cerveja — voltou a viralizar nas redes sociais a história de que Bohr recebia litros e litros de Carlsberg, o famoso rótulo da cervejaria dinamarquesa fundada em 1847, totalmente de graça.

Há várias suposições para explicar o fenômeno. Para começar, é público que o fundador da Carlsberg, Jacob Christian Jacobsen (1811-1887), era um incentivador e apoiador — inclusive com financiamentos — da ciência e dos cientistas, ainda mais se fossem dinamarqueses como Bohr.

Jacobsen incutiu na cultura da empresa essa paixão pela ciência. A empresa criou um laboratório para desenvolver melhores técnicas para a fabricação da bebida e seus pesquisadores descobriram e foram os primeiros a isolar, em 1875, a levedura Saccharomyces pastorianus, usada para fabricar cervejas claras. Eles também fizeram descobertas em química de proteínas, que, depois, foram aplicadas em outras áreas.

O fundador da cervejaria também criou, em 1876, a Fundação Carlsberg, com objetivo de promover e apoiar as ciências naturais, o que vem fazendo até hoje. De acordo com o que está no seu site, ela foi uma organização pioneira, nacional e internacionalmente, no que diz respeito ao apoio às pesquisas científicas na Dinamarca.

Era desejo de Jacobsen que a fundação fosse confiada aos cuidados da Real Academia Dinamarquesa de Ciências e Letras, e que seu conselho de cinco pesquisadores fosse eleito entre os membros da academia. De acordo com Sunderland, a empresa foi, a partir de meados do século 19, uma das mais importantes contribuintes da economia dinamarquesa.

"A família Jacobsen era grande filantropa e apoiava a ciência e as artes na Dinamarca", conta. "A primeira bolsa de pesquisa de Niels Bohr foi dada em 1911 pela Fundação Carlsberg e possibilitou que ele fosse estudar na Inglaterra nas universidades de Cambridge e Manchester."

Em 1913, já de volta à Dinamarca, Bohr procurou estender ao modelo atômico proposto por Ernest Rutherford, em 1911, os conceitos quânticos sugeridos por Max Plank, em 1900.
Estudando o átomo mais simples de todos, o de hidrogênio, ele concluiu que o elétron não emitia radiações enquanto permanecesse numa mesma órbita, mas somente ao se deslocar de um nível mais energético (órbita mais distante do núcleo) a outro de menor energia (órbita menos distante).

Com isso, ele formulou um novo modelo atômico, que leva seu nome, em que transição dos elétrons de uma órbita a outra não é gradativa, mas se dá por saltos. A descoberta lhe rendeu o Prêmio Nobel, aos 37 anos. "Bohr foi um cientista central no desenvolvimento da mecânica quântica, que é um dos pilares da Física nos últimos 100 anos", diz o físico Peter Schulz, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). "Ela passou a ter enorme relevância em outras áreas do conhecimento, como química, ciência dos materiais, engenharia e biologia. Portanto, sua importância, indiretamente, é enorme para a ciência em geral."

Niels Bohr foi, sem dúvida, o principal cientista da Dinamarca e, como tal, foi apoiado e financiado durante toda sua vida pela Fundação Carlsberg, que diz em seu site que a relação entre os dois gigantes foi de benefício e prazer mútuos, contribuindo significativamente para a física dinamarquesa e internacional enquanto o cientista viveu.

Depois que voltou da Inglaterra, Bohr trabalhou de 1912 a 1914 como assistente de pesquisa em Copenhague, com salário complementado por financiamento da Fundação Carlsberg. Em 1914, ele retornou a Manchester, onde assumiu o cargo de conferencista sênior e ficou até 1916, quando a Universidade de Copenhague criou uma cátedra especialmente para ele. Nos anos seguintes, muitos jovens físicos internacionais chegaram à cidade, financiados pela Fundação Carlsberg, para trabalhar com Bohr.

Desde sua nomeação como professor, Bohr recebeu financiamento da Fundação Carlsberg todos os anos para projetos especiais e expansões, além de uma doação anual regular para apoio as suas pesquisas e compra de equipamentos. Ele também obteve recursos para a criação, em 1921, do Instituto de Física Teórica da Universidade de Copenhague, bem como para sua expansão na década de 1950.

A história da cerveja

Aqui começa a história da casa e da cerveja de graça. Em 1931, Bohr recebeu da Fundação uma residência, mas não como doação, como se espalhou, e sim para seu usufruto vitalício.
Jacobsen havia determinado em seu testamento, que após a morte de sua viúva e de seu filho, Carl, sua casa deveria ser transformada em uma residência honorária vitalícia "para um homem ou mulher merecedor nos campos da ciência, literatura ou arte".

O contemplado deveria ser escolhido pela Real Academia Dinamarquesa de Ciências e Letras por recomendação da Fundação Carlsberg, que também era responsável pelas despesas correntes relacionadas com a residência. Aí, incluída a cerveja. O primeiro residente honorário, escolhido em 1914, foi o tutor de Bohr, Harald Høffding. Quando ele morreu, em 1931, a Fundação Carlsberg recomendou Bohr, que se mudou para a residência honorária com sua família no ano seguinte, onde morou até sua morte, em 1962.

Nos 30 anos em que Bohr viveu lá, a residência honorária de Carlsberg serviu regularmente como local para recepções oficiais na Dinamarca, apenas superada nessa capacidade pelo palácio da rainha. Hoje, a casa é dividida em apartamentos separados, utilizados por pesquisadores que vêm do exterior por um tempo.

Mas e o oleoduto de cerveja, onde entra nessa história? "Não temos nenhuma documentação sobre o fornecimento da bebida para Bohr durante sua ocupação da residência honorária de Carlsberg", diz Sunderland. "O 'encanamento de cerveja' é um mito. A distância da fábrica até a casa era muito grande para um duto e se alguma entrega fosse feita seria em garrafas." Por um oleoduto de dezenas de metros, a bebida estragaria. O consultor de história e arquivista da Fundação, Thomas Storgaard, confirma as duas informações. "Entrei em contato com a arquivista das Cervejarias Carlsberg e ela confirmou que a história sobre o encanamento é um mito urbano", diz.

"O que sabemos, e podemos confirmar, é que a Cervejaria Carlsberg entregava 'husholdningsøl' ('cerveja caseira') à residência honorária onde Bohr e sua esposa moravam. Ou seja: a empresa fornecia, gratuitamente, toda a cerveja necessária para a casa. Nos registros da Fundação Carlsberg, não há informações sobre o volume e o valor do fornecimento. Apenas que essa bebida foi fornecida à residência para 'necessidade doméstica'."

Sobre a origem da história sobre o oleoduto da cerveja, ninguém tem informações. É um mistério. "Não sei de onde vem esse mito, mas acho que tem a ver com o fato de a residência honorária Carlsberg (onde Bohr morava) estar localizada na área da fábrica", supõe Storgaard. "E assim foi fácil supor que então, é claro, havia um duto de cerveja da cervejaria vizinha até a residência."

Para Sunderlan, a história deve ter surgido porque as pessoas que ouvem falar da Carlsberg pensam em cerveja e não tanto no trabalho da fundação para a ciência e a cultura. "A história é tão boa que ganhou vida própria", diz. "Então não acho que ela vá desaparecer tão cedo."

Schulz conta que tinha lido sobre isso há um bom tempo, sem dar muita importância. "Pelo menos até recentemente, quando um amigo me mostrou um meme com essa história", diz. "Ele perguntou se era verdade e eu fui atrás, e vi que era falsa. Um mito, mas que foi reproduzido por publicações em veículos respeitados. Checando pelo Google Imagens, vemos, de fato, vários memes com a foto do cientista e frases falando sobre a torneira vitalícia."

Seu colega físico, Nathan Willig Lima, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), que foi aluno do atual diretor do Arquivo Niels Bohr, Christian Joas, num curso sobre história da mecânica quântica, revela que também conhecia a história do encanamento de cerveja, mas que não saberia dizer de onde. "Existem várias histórias e anedotas sobre os grandes nomes da física", explica. "Esse tipo de relato circula em aulas, ou comentários informais em corredores de institutos de física."

Para ele, provavelmente essa da torneira de cerveja foi inventada na própria época de Bohr, pois é fato que ele gostava de uma Carlsberg. "Em diversas fotos, em almoços no Instituto de Física Teórica de Copenhague, pode-se ver uma garrafa da marca na mesa dele", diz. "Nesse sentido, a história parece ser uma brincadeira de quem conhecia Bohr."

Brincadeira que, para alguns cientistas, não só é inofensiva, como pode ajudar a humanizar a imagem deles. "Circulam poucas histórias sobre nós sermos seres humanos como quaisquer outros", lamenta Schulz. "É muito ruim a imagem de que cientistas são 'santos perfeitos'. De certa forma é o que acaba sendo cobrado por uma parcela da sociedade em críticas às universidades públicas. Basta aparecer alguma notícia negativa na imprensa, relatando algo que acontece em qualquer espaço social, mas se é na universidade começam os discursos de que são todas um lugar de balbúrdia irresponsável, como vimos recentemente."

Por isso, ele diz que é bom saber que cientistas bebem cerveja. "Tanto os grandes, como Bohr, quanto os outros bem menores, como eu", diz. "Adoro essa bebida. Além disso, percebo o quanto se perdeu ao longo do tempo de uma certa espontaneidade e irreverência meio científico, que são necessárias para o bem da própria ciência e para a sua percepção no ambiente em volta."

O astrofísico José Dias do Nascimento Jr., da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e pesquisador do Centro de Astrofísica (CfA), do Observatório Astrofísico Smithsonian, da Universidade de Harvard, também vê com naturalidade histórias como a cerveja grátis de Bohr, mas ressalva que é preciso olhar para questões culturais relativas a cada povo. "Quando estive na Dinamarca, percebi que na Universidade de Copenhague, na lanchonete onde todos os professores e pesquisadores almoçavam, era possível pedir uma cerveja para o almoço, assim como um suco ou água", conta. "Alguns pegavam, outros não."

Ou seja, todos tratavam a cerveja como parte da alimentação. "E isso é bem dinamarquês na forma de agir", explica. "Abrir o sanduíche e pegar uma lata de Carlsberg ou Tuborg é natural. Na França, algo parecido é visto com o vinho nas lanchonetes das universidades. Este costume é estabelecido desde sempre. O Brasil não tem esta tradição e isso pode ser visto de forma diferente se acontecer."

Quer dizer, se Bohr fosse brasileiro não teria recebido cerveja de graça e a ciência teria perdido uma boa história.


Cientista acreditam ter resposta de como as pirâmides do Egito foram alinhadas 

Pirâmides de Gizé, no Egito

Por séculos, as Pirâmides de Gizé, no Egito, intrigam cientistas. Um dos maiores mistérios envolve o alinhamento quase perfeito de três grandes estruturas: Quéops (a maior delas com 138 metros de altura), Quéfren e Miquerinos.

Os quatro lados da base quadrada são retos e astronomicamente orientadas para cada um dos pontos cardeais (norte, sul, leste, oeste), com uma pequena margem de erro, de menos de um grau, segundo o arqueólogo e engenheiro Glen Dash. As informações são do site Science Alert.

"As três pirâmides exibem o mesmo tipo de erro; elas são giradas levemente no sentido anti-horário a partir dos pontos cardeais", afirmou Dash sobre informações que observou a partir de um estudo realizado há alguns anos. Os resultados foram publicados na revista "The Journal of Ancient Egyptian Architecture".

Hipóteses sobre como elas foram alinhadas existem há tempos. Uma delas, sugere que os construtores tenham usado a posição da estrela Polar ou da sombra do Sol. Isso nunca foi esclarecido.

Dash, então, propôs uma ideia mais simples para um problema complexo: os egípcios podem ter usado o equinócio de outono, como guia cerca de 4.500 anos atrás.

Alinhamento solar

Equinócios acontecem duas vezes por anos (de outono e de primavera), e são os únicos momentos em que o Sol está perfeitamente alinhado com o plano do Equador aqui na Terra. A luz solar incide igualmente entre os dois hemisférios. Nestas ocasiões, dia e noite têm exatamente a mesma duração.

Medições de equinócio não eram consideradas como um possível método de alinhamento, pois acreditava-se que não forneceriam precisão suficiente. Mas o trabalho de Dash indica que há uma maneira de funcionar: usando uma haste conhecida como gnômon, que gera uma sombra usada para orientação.

Basicamente, um relógio de Sol. Uma tecnologia antiga que depende apenas de um dia limpo e ensolarado.

Como ele chegou a isso?

Para confirmar a hipótese, o arqueólogo/engenheiro fez seu próprio experimento, no equinócio de outono de 2016 (no dia 22 de setembro, no hemisfério Norte), em Connecticut, Estados Unidos.

Ele monitorou a sombra do gnômon em intervalos regulares, marcando pontos que geraram uma espécie de gráfico de curva. No final do dia, com um barbante esticado entre dois pontos da curva, ele criou uma linha reta, quase perfeita, de leste a oeste. Este também é conhecido como "método do círculo indiano".

O experimento também mostrou que o grau de erro é ligeiramente anti-horário — semelhante à pequena imprecisão encontrada no alinhamento das três grandes pirâmides de Gizé, e também na Pirâmide Vermelha, em Dahshur.

O estudo de Dash mostra que a técnica pode, então, ter sido usada para alinhar as pirâmides. Contudo, ainda não temos evidências sólidas de que tenha sido realmente o caso — e, provavelmente, nunca teremos certeza.

"Infelizmente, os egípcios nos deixaram poucas pistas. Não foram encontrados documentos de engenharia ou planos arquitetônicos com explicações técnicas que demonstrem como os antigos egípcios alinharam qualquer um de seus templos ou pirâmides", escreveu o pesquisador.


A novidade da Kawasaki não é uma moto e sim a'cabra robô'


Clique Aqui e assista o vídeo da apresentação da Bex

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Corona e Omicron foram veículos que se tornaram febres e revolucionaram o mundo em boa parte do século XX

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Cerveja natalina com sabor de repolho e ervilha faz sucesso e bate recorde de vendas


Por que Dia dos Finados é comemora em 2 de novembro? 

Imagem: IstoÉ Dinheiro

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Clique na imagem e assista aos movimentos de Macacos-de-cheiro na vegetação de Ubá.

Imagens: Fátima Arruda Matias

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Clique na imagem e assista ao ataque de uma onça pintada ao um jacaré gigante




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Assista ao Range Rover "submarino" (clicando aqui) e veja que o jipe fica completamente submerso na travessia do lago



Ignorando obstáculo. Modelo Classic 1970 não encontra problemas ao mergulhar no lago

O proprietário não passou o segredo, mas fez com que seu Range Rover atravessasse incrivelmente águas semiprofundas com seu antigo veículo, nos Estados Unidos. 
 

O vídeo flagra o momento inacreditável, quando o jipe - uma antiga versão Classic 1970 - chega a ficar submerso. O motorista, à certa altura do desafio, coloca a cabeça  para fora da cabine, não só para respirar, como também para ver para onde o veículo estava e se continuava a ir na direção correta.

O jipe - que possui um grande snorkel (respirador de mergulho) saindo de seu capô - imerge da água "vivo" e carregando muita água, que escorre, pela pela traseira do carro. Não é a primeira vez que amantes e 'inventores' fazem teste dentro da água com esse tipo de veículo. Seria uma simulação para um futuro Range Rover submarino? 

Poderemos ver nos próximos capítulos de 'Carrólatras"!

Clique no vídeo abaixo e confira a evolução da linha Range Rover desde 1969.



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Fabricante de carros cria perfume com cheiro de gasolina para veículos elétricos

O Mach-Eau é uma fragrância premium feita a partir dos químicos emitidos no interior dos automóveis, dos motores e da gasolina.

A novidade vem da Ford, para acompanhar o lançamento do novo Mustang Mach-E GT. A empresa criou uma fragrância, a Mach-Eau, destinada àqueles que ainda nutrem um carinho pelos carros a gasolina.



O Mustang Mach-E é o primeiro SUV totalmente elétrico da Ford. Tecnologia de ponta com autonomia de condução elétrica máxima de 610 km. Proporciona aceleração instantânea, com o modelo GT, que vai dos 0 aos 100 km/h em apenas 3,7 segundos.

Para os que optarem por um modelo totalmente elétrico, como é o caso do novo veículo, a Ford, juntamente com a indústria química resolveu não tirar o prazer de milhares de pessoas, que é o odor (agradável) do cheiro da gasolina.

Segundo um estudo feito pela Ford, um em cada cinco condutores diz que o que mais sentiriam falta, caso tivessem  um veículo elétrico, seria o cheiro de gasolina. O combustível foi também classificado como o odor mais popular  do que o vinho e o queijo, sendo quase idêntico ao cheiro de livros novos. 

O Mach-Eau é uma fragrância premium  feita a partir dos odores químicos emitidos no interior dos automóveis, dos motores e da gasolina. Incluiu o benzaldeído, um aroma semelhante ao da amêndoa, emitido pelos interiores dos automóveis, e o para-cresol, fundamental na 
criação do aroma de borracha dos pneus. 

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Escultura invisível é vendida por quase cem mil reais

A "obra" Io Sono (Eu Sou) é uma espécie de escultura imaterial que foi vendida e tem até certificado de aquisição. 


Obra do artista italiano Salvatore Garau causa polêmica mas é negociada por 15 mil euros, cerca de R$ 92,1 mil. 


O vazio ou o nada também vale dinheiro? Certamente que sim, pois o artista italiano Salvatore Garau vendeu uma "escultura invisível" em um leilão online por 15 mil euros (cerca de R$ 92,1 mil). A "obra" Io Sono, negociada pela Art-Rite Auction House, casa de leilões de Milão, só existe na cabeça do artista e o comprador apenas  levou um certificado de aquisição e a indicação de que a "peça" deve ficar em um espaço de 1,5m x 1,5m.

Após a repercussão polêmica tanto no mundo da arte como no dos leilões, Garau defendeu que se sente "como David contra Golias" ao fazer a arte do "vazio". "Eu queria  entender porque o mundo da arte, e não apenas, ficou escandalizado pela venda em leilão de uma das minhas esculturas invisíveis e porque a operação teve tantas discussões. Sinceramente, acho uma cifra irrisória. Talvez 15 mil euros pelo vazio tem um peso superior a diversos milhões de euros por um cheio", disse ao portal italiano "Arte Magazine".
O artista plástico Salvatore Garau não entende a polêmica em torno de sua obra invisível


Garau tem a meta de "criar" sete obras invisíveis e "inaugurou" a terceira delas em Nova York. O artista quer levar sua arte par mais cidades do mundo. "A polêmica demonstra  a vitalidade que a minha obra gerou. Mas, eu não fui tão original. Já tem muito nada que é vendido por qualquer valor, e ninguém dá bola", acrescentou. 

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Você sabe o que é um decanter? 

(Clique e assiste a este curto vídeo que mostra a utilidade deste equipamento tão essencial)

Para que serve um decanter? Basicamente, decantar significa livrar de impurezas, ou seja, separar os sedimentos do vinho para que a bebida seja mais bem apreciada.  Mas essa não é sua única função. Atualmente ele também serve para aerar o vinho e potencializar seus aromas.

Há muito tempo, no passado...


Muito tempo atrás, antes mesmo do Império Romano, o decanter era usado, basicamente, para servir o vinho. Como ainda não existiam garrafas para armazenar a ela era despejada em grandes barris e, quando fosse a hora de servi-la, era então colocada em decanteres (de barro) para facilitar o manejo. Ainda hoje ele é usado para servir, mas não só para isso.

Por um longo período, a produção de vinhos não filtrados ou clarificados era muito comum e, por isso, formavam -se sedimentos nas garrafas, especialmente após uns anos de guarda. Para separar as partes sólidas do líquido, era preciso decantar o vinho. Vale ressaltar que esses resíduos são inofensivos à saúde.


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Poderes inusitados de uma monarca chamada Rainha Elizabeth 

A Rainha Elizabeth II desfruta de poderes e benesses únicas em pleno séc. 21.

Todos sabem que a família real inglesa é cercada de mimos e benesses que poucos poderosos podem desfrutar. Não é novidade que a Rainha Elizabeth II é uma pessoa influente e uma das figuras mais famosas do mundo. No entanto, seus "poderes" ultrapassam muitos limites que as pessoas até acham que são contos de novelas, mas é a pura realidade. Confira a seguir até onde vai a liberdade de ação desta iminente monarca.

A começar pela fauna, a Rainha é dona dos animais que estão nas águas britânicas. Sobre a letra da lei de lá, todos os golfinhos e baleias que vivem ao redor do Reino Unido são de propriedade da monarca. Elizabeth também é proprietária dos cisnes da Inglaterra – ou, tecnicamente, todos os anatídeos ingleses do gênero cignus que vivem em águas abertas do Reino Unido.

E a lista é extensa. Por exemplo, você imaginaria que alguém, em pleno século 21, estaria liberado para dirigir sem carteira de motorista, e não poder ser incomodado pelas autoridades de trânsito? Sim, isso existe e é só para ela. A Rainha Elizabeth é a única pessoa que pode pilotar  no Reino Unido sem necessidade de habilitação. Mas,ela fez curso de mecânica e é a única, em toda a história da família real, que sabe trocar as velas de ignição de um veículo, componente que nem existe mais nos carros atuais. 

Com benesses únicas e exclusivas, há uma que é em escala mundial. A Alteza Rainha Elizabeth II pode viajar para qualquer parte do Mundo sem precisar de passaporte. Nem os outros membros da família real tem esse privilégio. 

Algo que todos gostariam de ter na cave de sua casa era um caixa eletrônico particular, não é mesmo? Pois Elizabeh tem um, instalado no porão do Palácio de Buckingham, para o uso da família real. A máquina é fornecida pelo Coutts, um dos bancos mais prestigiados da Grã-Bretanha. 

A monarca também não precisa pagar impostos. Segundo informações extra-oficiais, mesmo assim, ela paga voluntariamente desde 1992. Será? Mesmo que não, também estaria dispensada de o fazê-lo, então, salve a Rainha!

A família real já foi afrontada e calou-se. Vejamos... 


John Lennon manda a família real balançar as jóias e desaponta a Rainha Elizabeth I, a mãe. Há 58 anos, os Beatles se apresentaram para a família Real Britânica num show chamado Royal Variety Performance, em 1963. 

Era um evento beneficente que ocorria todo ano. Havia 19 atracões: entre elas, Marlene Dietrich e Maurice Chevalier. Os Beatles fizeram o sétimo espetáculo, mas eram os mais aguardados.  “She Loves You” e “From me To You” estouravam nas paradas. O segundo disco estava sendo gravado.

As apresentações aconteceram no Prince of Wales Theatre. Num camarote, a rainha mãe, Elizabeth I, a princesa Margaret e mais alguns aristocratas. Livres da gritaria das fãs, os Beatles tocaram três músicas. Antes da saideira, John Lennon se aproximou do microfone, deu boa noite e falou: “Para nosso último número, eu queria pedir a ajuda de vocês. As pessoas nos assentos baratos podem bater palmas. O resto de vocês pode sacudir as jóias.
 
A Rainha Elizabeth I aparece acenando acabrunhada para Lennon (veja no vídeo abaixo) e ele emenda um sorriso meio matreiro até iniciar a contagem de “Twist and Shout. Brian Epstein, o empresário, ficou aliviado por Lennon não dizer “as porras das joias”, como havia prometido. 
John Lennon cutuca a família real com frase irônica


Os Beatles nunca mais compareceram a esse evento. Em 1965, ganharam uma medalha da rainha. Quatro anos mais tarde, John Lennon e George Harrison Devolveram-na. Em 1968, no último álbum dos Beatles, Abbey Road, Paul McCartney faz uma exígua homenagem à Rainha com a música "Her Majesty", talvez a menor canção da história, com apenas 20 segundos de duração. (Ouça abaixo).

Her Majesty é uma homenagem a "Rainha". Talvez a menor música já composta, na história.


As intrigantes praias de vidro pelo mundo

Clique na imagem e acesse os vídeos das praias de vidro
Fato não tão raro nos litorais de alguns países, as praias de vidro atraem cada vez mais turistas 

Existem apenas algumas praias de vidro no mundo e somente esse fenônemo, na maioria da vezes provocado pela ação humana, já as tornam tão visitadas por curiosos, youtubers, visitantes  e turistas.

Na famosa Glass Beach, na Califórnia (EUA), a natureza colaborou para que os vidros ficassem ali. Na Rússia, fabricantes de vodka e produtos de cerâmica descartaram os poluentes lá, e no Japão, a praia Seabeach Glass, em Okinawa, a descarga também foi feita por humanos.

No passado, rochas úmidas da praia criaram uma camada de algas que tinham um odor desagradável, então as autoridades locais as removeram e cobriram a área com pequenos pedaços de vidro reciclado para evitar que as algas voltassem. Alí, os visitantes podem fazer uma caminhada pela praia sem medo, uma vez que os vidros não são afiados. 

O fato narrado acima é na Califórnia, região do Pacífico, lado oeste dos Estados Unidos, onde os turistas podem levar de lembrança os minúsculos pedações como souvenir. Na Rússia essa retirada é probida, já que é exatamente o fato da presença dos vidros e cerâmicas na praia é que atraem turistas do mundo inteiro.

Clique nas fotos abaixo e assista aos vídeos (curtos) sobre as praias, da Califórnia (EUA), Rússia e Japão.

Clique na imagem e assista ao vídeo da praia de vidro de Okinawa, no Japão

Clique na imagem e assista ao vídeo da praia de vidro da Califórnia, nos Estados Unidos


Clique na imagem e assista ao vídeo da praia de vidro da Rússia

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Na caia na vala comum das fake news



Tire todas suas dúvidas sobre Vacinas, principalmente contra a Covid-19. Clique sobre a imagem.

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Chamado "Gin mais forte do mundo", com 95% de teor alcoólico, a bebida traz instruções claras de mistura, já que não é recomendado prová-la a seco, pois seria como "colocar fogo na boca", segundo a empresa produtora.

A companhia britânica Anno Distillers lançou há pouco o chamado "Gin mais forte do mundo". Com 95% de teor alcoólico, a bebida traz instruções claras de mistura, já que não é recomendado prová-la a seco, pois seria como "colocar fogo na boca", segundo a empresa criadora da bebida.

Obviamente para os bebedores de primeira viagem ou pessoas cujos países a cultura etílica é suave, como o Brasil, isso assustaria e causaria verdadeiro pânico alcoólico.

Os produtores do "Anno Estreme 95" indicam misturar apenas 5 ml do destilado com água tônica ou drinque de frutas. Para ajudar com a quantidade, o "alcoholic potent gin" vem com um pequeno copo medidor, para que o consumidor não se sirva de uma super ou over dose.


E por que os brasileiros não podem prová-la?

A bebida já está à venda em alguns países da Europa e, até então, não tem previsão para chegar ao Brasil. Somente por isso, por enquanto.


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Moda também é inovação e criatividade

Uma das mais importantes grifes europeias, a italiana Moschino inovou e produziu seu desfile para a coleção 2021 através de teatro de bonecos. Usou marionetes e miniaturas de estilos de suas peças. O vídeo já teve quase 400 mil visualizações. Confira abaixo.




A Moschino foi criada por Franco Moschino, em 1983, agora sendo parte do grupo Aeffe de Alberta Ferretti. Fabrica e desenvolve roupas masculinas, femininas e infantis. Produziu o vestuário usado por Kylie Minogue e Madonna em seus shows.

Singularidade e inovação

O design moderno é uma característica singular dos produtos da marca que até hoje são preservados depois da morte de Franco, mas a grife, a cada dia, fica mais forte. 

Sua presença é lembrada por grandes nomes como John Galliano e Giorgio Armani. A marca Moschino foi lançada em 1983 e no ano seguinte era criada a primeira coleção. 

Durante 10 anos Moschino se firmou no cenário internacional de moda como um dos nomes mais ousados e inovadores estilistas. O estilo de Moschino busca inspiração na sua paixão pelo teatro. Franco Moschino nasceu na terra da moda, Milão e começou sua carreira de estilista no início dos anos 1970. Estudou desenho em cursos noturnos da Academia de Brera e foi contratado por Gianni Versace, com quem trabalhou até 1977. 

Antes de lançar-se em uma carreira solo, porém, ele ainda passou por indústrias de moda como Davidoff e Max Mara, para aprender mais sobre a estrutura das empresas do setor.

["O don't speak italian but I speak Moschino"] - "Eu não falo italiano, mas eu falo Moschino" , é a mensagem que se destaca na camisa do marionete anfitrião e apresentador do desfile.


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Katy Perry está apoiando a candidatura de Guilherme Boulos para prefeito de S.Paulo? 

A cantora estadunidense Katy Perry sempre foi engajada politicamente

Verdade ou não, o candidato do PSOL agradeceu. Entenda o caso.


Filha de pastores evangélicos, Katheryn Elizabeth Hudson, 36 anos, conhecida pelo nome artístico "Katy Perry", cantora, compositora e atriz estadunidense, é uma das artistas atuais mais engajadas e ativas em assuntos políticos.

A estrela fez um postagem na sua conta do Twetter, no final de outubro, que chamou a atenção de milhares de brasileiros. Em especial de Guilherme Boulos, candidato à prefeitura de São Paulo pelo PSOL. Ele disputará o segundo turno, no domingo com Bruno Covas.

A cantora escreveu: “também, meu desejo é simples: vote”, obviamente que em inglês: "also, my wish is simple: vote", com um emoji de um bolo ao lado da frase. Analistas políticos logo se posicionaram afirmando que a postagem foi, claramente, referente às eleições para presidente nos Estados Unidos, onde ela fez uma forte oposição a Donald Trump.

Porém, o emoji foi o suficiente para os entusiastas de Boulos fazerem trocadilhos: “O nome Boulos soa como a palavra bolo - cake em inglês", disse um eleitor. "Ela está, claramente, fazendo campanha para ele (Boulos)", emendou uma fã da cantora. Entrando na onda da brincadeira, o candidato logo mencionou Katy Perry e a agradeceu pelo “apoio”, escrevendo, também na sua conta do Twetter, "Thank you".

Katy Perry expressa seu desejo simples: "também, meu desejo é simples: vote" (also, my wish ís simple:vote).

O candidato Guilherme Boulos entrou na onda e agradeceu: "Thank you".


Perry, que há pouco tempo deu à luz sua primeira filha, não tem medo de se posicionar. Da última vez que veio ao Brasil, em 2018, fez uma homenagem à Marielle Franco, dias após o assassinato da vereadora carioca, que era, coincidentemente, também do PSOL, mesmo partido de Guilherme Boulos.


Na ocasião, Katy exibiu uma foto de Marielle no telão, ajoelhou-se, reverenciando, e chamou a família da vereadora ao palco para receber aplausos.

Quer ouvir Katy Perry? Clique aqui. 


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Pelé 80 anos: O Rei foi obrigado a jogar pelo Fluminense  para evitar uma tragédia na Nigéria


Ao contrário do que muita gente pensa, Pelé não vestiu somente as camisas do Santos, Seleção Brasileira e New York Cosmos, quando encerrou a carreira no final dos anos 1970. Ele teve muitas outras históricas, ao longo de sua trajetória. Com o uniforme do Fluminense, por exemplo ocorreu um fato curioso: ele impediu uma verdadeira catástrofe na África.


O fato ocorreu no dia 26 de abril de 1978, na Nigéria, país localizado na África ocidental. O Rei do Futebol evitou um iminente desastre no estádio. Com intervenção até da polícia, o craque teve que entrar em campo para evitar uma batalha campal.

O encontro não havera sido planejado. O Tricolor carioca realizava uma excursão à Africa, quando disputou dois amistosos no continente: primeiro, venceu a seleção da Nigéria por 3 a 1, que teve Pelé em campo, vestindo a camisa da seleção nigeriana, em partida que levou mais de 50 mil torcedores para o estádio; depois, enfrentou o Racca Rovers, equipe local da região de Lagos, a cidade mais populosa do pais. Aí as coisas se complicaram e a presença de Pelé se fez necessária entrar em cena.

O Rei já era uma estrela mundial e tricampeão com a seleção brasileira. Recém-aposentado, participava de uma ação de marketing de uma marca de eletrodomésticos, durante a sua passagem por vários países africanos. Por coincidência, estava na Nigéria no mesmo momento em que o Fluminense fazia seus compromissos. Foi convidado para dar o pontapé inicial no amistoso. Mas não foi bem essa a notícia que circulou na imprensa local.

Rádios e jornais da região divulgaram que o Rei jogaria a partida. O simples boato não apenas esgotou os 30 mil ingressos comercializados antecipadamente, mas fez com que o estádio superlotasse — segundo registros da época, cerca de 60 mil pessoas se aglomeraram nas arquibancadas para ver Pelé (e o Fluminense). Quando o presidente tricolor da época, Sylvio Vasconcellos, tentou desfazer o mal-entendido, um princípio de confusão foi criado.

"O destino uniu Pelé e o Fluminense naquele momento" - narra Dhaniel Cohen, do departamento de marketing do Fluminense. "Ele não jogava havia seis meses, mas quatro dias antes vestiu a camisa da Nigéria, no amistoso com o Fluminense. Quando a notícia saiu, houve uma comoção popular para ver o Rei. Esse jogo com o Racca Rovers foi em um estádio menor e as autoridades locais falaram que não teriam condições de ter segurança, se Pelé não jogasse", relembra Cohen.

Então, o chefe da polícia de Lagos entrou em contato com o Fluminense e afirmou que não teria condições de conter a revolta popular se Pelé não jogasse. Sylvio Vasconcellos conversou com Pelé que, com receito de uma tragédia, decidiu ir a campo. Mesmo aposentado, atuou por 45 minutos com uma chuteira emprestada por um jogador do Flu.  Não marcou gols, mas fez a alegria dos torcedores. 

"Certa vez, eu joguei pelo Fluminense. Na Nigéria, tantas pessoas foram me ver que a polícia me fez jogar para manter a paz!", disse Pelé em inglês (em abril de 2018), através de sua conta, no Twitter.  
  


O Fluminense venceu o Racca Rovers por 2 a 1. No primeiro tempo, Marinho Chagas marcou o gol do Tricolor. Já sem Pelé no segundo tempo, Arturzinho decretou a vitória. A ficha técnica do time carioca foi a seguinte: Renato; Edevaldo, Dário, Miranda (Edival) e Marinho Chagas; Rubens Galaxe (Carlinhos), Arturzinho e Pelé (Luiz Carlos); Gildásio, Gilson Gênio e Geraldão. Técnico: Paulo Emílio.

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O Google Tradutor não passou no teste de inglês aplicado por especialista do idioma


A avaliação é do professor-youtuber Mairo Vergara, que deu uma média reprobatória ao programa de tradução mais famoso do mundo.

O Google Tradutor é um serviço virtual gratuito da subsidiaria estadunidense Google da Alphabet Inc., de tradução instantânea de textos e websites. 

A empresa introduziu o software no mercado em 2006, inicialmente suportando apenas os idiomas inglês e árabe. Quatro anos depois, em 2010, foi lançado um aplicativo para o sistema operacional Android e, em 2011, para o iOS. O serviço é compatível com 103 idiomas diferentes e está disponível também para pesquisa de voz.

Atualmente é utilizado por mais de 200 milhões de internautas em todo o mundo e segundo a empresa, o número de acessos por pessoa chega a 19,24 diárias, um aumento 3,27% ao ano, uma média espetacular de 3,8 bilhões de visualizações diárias.

Mas, segundo o professor-youtuber Mairo Vergara, que ministra cursos online e coleciona centenas de milhares de visualizações e faturamento invejável de R$ 100 milhões ao ano,  "pelo histórico, o Google (Google tradutor) se embananava quando a frase era muito comprida", ressalta. Para ele, este é um defeito que os programadores do Google ainda precisam reparar. "Frases gigantes, mesmo, o Goggle sempre 'derrapa'". Substituímos a palavra, por que o professor disse mesmo um termo chulo.

Vergara fez um teste (assista ao vídeo abaixo) com o software usando 10 frases referentes ao setor automotivo, mas sem termos técnicos. Das 10 notas, os números oscilaram entre a menor, 2,5 e a mais alta 9,5, o que redundou em uma média 5,75. "Se a média fosse seis ou sete, o Google translater infelizmente ainda estaria reprovado". 

O professor explicou que, "a maioria das traduções do Google é entendível, ou seja, ele vai te dar uma tradução e você vai entender o que aquilo quer dizer, mas não é a melhor tradução do mundo. É uma tradução meio capenga", sentenciou.

Mairo Vergara observa também que, há traduções boas, do programa, inclusive no próprio teste que aplicou ao software. "Eu acredito que uns anos atrás, se a gente fizesse este mesmo teste, não ia dar 5,75, provavelmente seria uns 3, 4 por que realmente era muito pior".

O professor acredita que com o passar dos anos o Google Translater ou Tradutor só tende a melhorar. "Eu espero realmente que continue melhorando e chegue num 6,7,8, aí vai ficar mais interessante". Ele deixa um alerta para quem gosta ou precisa do idioma. "Claro que você tem que estudar inglês para não depender do Google tradutor mas use-o, se for necessário, e saiba que ele vai te dar um entendimento. É uma tradução que não é a mais fluída de todas. Dá para você usar com precaução, cautela, porque às vezes ele vai errar, mas, no geral vai te dar algo que você vai olhar e discernir o que funciona ou não". completou.

Assista ao vídeo em que o professor Mairo Vergara faz o teste com o Google tradutor
 

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Muita confusão e apropriação indébita por parte de D.Pedro I com o Hino da Independência do Brasil

Canção oficial brasileira que comemora a independência do Brasil, a princípio, chamava-se “Hino Constitucional Brasiliense” e a versão conhecida nos dias de hoje passou por modificações.


O Grito do Ipiranga - Monumento no Museu do Ipiranga - SP

Início do século 19, o Brasil era um palco de enfrentamento  entre os conservadores, que desejavam a aliança da colônia portuguesa com sua metrópole, e os separatistas, que almejavam a separação política e econômica do país.

Então, o fascinado pelas letras, poeta, jornalista, político e livreiro brasileiro, Evaristo Ferreira da Veiga e Barros (1799-1837), alinhado com o pensamento dos separatistas, escreveu o poema “Hino Constitucional Brasiliense” em 1822.

Além desse poema, que entrou para a História do Brasil e passou a ser o símbolo oficial da nação brasileira, outros versos líricos de Evaristo Ferreira da Veiga e Barros encantaram a muitos da época.

Não tardou para que os versos do “Hino Constitucional Brasiliense” chegassem aos ouvidos da corte fluminense e acendesse ainda mais “as chamas” do espírito separatista. Os versos do “Hino Constitucional Brasiliense” também chegaram ao conhecimento do ilustre maestro Marcos Antônio da Fonseca Portugal (1760-1830), que atribuiu-lhe uma melodia. 

É importante destacar que o poema foi escrito 30 dias antes da Proclamação da Independência do Brasil, e ainda foi publicado em um jornal carioca. Isso deu ainda mais notoriedade ao hino. 

Apropriação do Hino da Independência por parte de D. Pedro I e nova melodia imperial 

Em 1824, dois anos depois do episódio que marcou a Independência do Brasil - o grito de D. Pedro I às margens do rio Ipiranga, em 7 de setembro de 1822 - o imperador fez uma nova melodia ao Hino da Independência. Ele era um amante da música e sabia tocar instrumentos musicais, como a clarineta, o fagote e o violoncelo. Em razão da sua boa educação musical recebida dos maestros Padre José Maurício Nunes Garcia (1767-1830); Antônio da Fonseca Portugal e de Sigismund Neukomm (1778-1858), o Imperador realizava composições musicais importantes.

Entre estas, D. Pedro I é autor do Hino Nacional Português, que foi adotado pelo governo até o início do século XX. No Brasil, o Hino da Independência tornou-se um símbolo nacional e forte ligação ao governo monárquico de D. Pedro I.

A valorização da nova melodia imperial, e o prestígio político de D. Pedro I, lhe rendeu por quase uma década o título de autor do Hino da Independência. Mas, somente em 1833, nove anos depois da apropriação imperial, o verdadeiro autor, Evaristo Ferreira da Veiga e Barros, conseguiu reivindicar os seus direitos autorais.

O documento com as partituras musicais da composição feita por D. Pedro I encontra-se no acervo da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, na seção de manuscritos. 

Letra do Hino da Independência do Brasil

É possível identificar claramente na letra do Hino da Independência o “espírito” separatista que almejava a liberdade e nacionalidade brasileira. Leia abaixo e aproveite para relembrar a letra do hino. Observe também os trechos negritados: 


Já podeis, da Pátria filhos,

Ver contente a mãe gentil;

Já raiou a liberdade

No horizonte do Brasil.


Brava gente brasileira!

Longe vá... temor servil:

Ou ficar a pátria livre

Ou morrer pelo Brasil.


Os grilhões que nos forjava

Da perfídia astuto ardil...

Houve mão mais poderosa:

Zombou deles o Brasil.


Brava gente brasileira!

Longe vá... temor servil:

Ou ficar a pátria livre

Ou morrer pelo Brasil.


Não temais ímpias falanges,

Que apresentam face hostil;

Vossos peitos, vossos braços

São muralhas do Brasil.


Brava gente brasileira!

Longe vá... temor servil:

Ou ficar a pátria livre

Ou morrer pelo Brasil.


Parabéns, ó brasileiro,

Já, com garbo varonil,

Do universo entre as nações

Resplandece a do Brasil.


Brava gente brasileira!

Longe vá... temor servil:

Ou ficar a pátria livre

Ou morrer pelo Brasil. 

No trecho “Já raiou a liberdade” o compositor metaforicamente coloca a liberdade com um “sol” que já raiou, ou seja, já é uma realidade. A exaltação do povo forte, lutador e nascido no solo brasileiro é feita com os versos “Brava gente brasileira!”.

É muito importante a força expressiva colocada nos versos “Ou ficar a pátria livre ou morrer pelo Brasil”, porque só existe duas alternativas para “a gente brasileira” – lutar pelar liberdade ou morrer em prol dela. 

O trecho “Os grilhões que nos forjava” apresenta o repúdio aos “grilhões” da colonização portuguesa que apenas extraia as riquezas brasileira e escravizava o povo. “Parabéns, ó brasileiro” é um verso que parabeniza a nação, o povo brasileiro, pela tão almejada liberdade. Mesmo com tantas perdas sofridas, agora “Já, com garbo varonil”. 

"O Grito- Independência ou Morte"


O artista Pedro Américo terminou de pintar o quadro em 1888 em Florença, na Itália (66 anos após a independência ser proclamada). Foi a Família Real que encomendou a obra, pois ela investia na construção do Museu do Ipiranga (atual Museu Paulista da USP).

Obra Independência ou morte, óleo sobre tela (1888)


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Nota falsificada de R$ 200 começa a circular no Rio antes mesmo de ser lançada oficialmente pelo Banco Central

Foto: UOL - Nota falsificada encontrada em Madureira (RJ) no início de agosto

O BC alerta para golpe e a administração da entidade afirma que esse tipo de ação criminosa acaba prejudicando justamente os mais vulneráveis

 O Banco Central recebeu uma surpreendendo informação de que já estariam circulando,  em Madureira, no Rio de Janeiro, algumas cédulas de R$ 200, antes mesmo de ser lançada no mercado. 

Carolina de Assis Barros, diretora de Administração do Banco Central, afirmou que esse tipo de ação criminosa acaba prejudicando justamente uma parcela da população mais vulnerável. "Há uma preocupação muito grande com a população em Madureira que pode estar recebendo essa cédula falsa. É uma preocupação com a perda financeira das pessoas que podem ser ludibriadas e enganadas", disse.

A cédula de R$ 200 deverá ser lançada no fim desse mês (agosto). No anúncio, feito no final de julho, o Banco Central informou que o animal escolhido para estampar a nova cédula foi o Lobo-Guará, mas não deu maiores detalhes sobre a nota, justamente para tentar dificultar os trabalhos dos falsificadores. "Não lançamos a cédula ainda, isso precisa ser reforçado", destacou Carolina Barros.

Segundo a diretora, a produção da nova cédula está em fase final de testes pelas equipes especializadas do BC e da Casa da Moeda. São envolvidos nos trabalhos apenas 10 profissionais, todos concursados e especializados na criação das moedas brasileiras.

Como verificar autenticidade das notas

Carolina Barros afirma que durante o processo de fabricação do dinheiro, o tema segurança é o mais relevante e ressalta que há meios de um indivíduo reconhecer a autenticidade da nota. O BC dá diversas orientações sobre como ver detalhes das cédulas verdadeiras. "A primeira coisa é colocar a nota contra a luz e tem que aparecer a marca d´'água. Depois, ao tocar na nota há elementos em alto relevo, que variam conforme a cédula, mas que mostram sua autenticidade", diz. Um terceiro ponto, explica a diretora, "é a questão da cor. Por exemplo, na nota de R$ 20 a máquina que pinta o dinheiro tem uma espécie de imã que cria elementos com cores diferentes no número da nota", alerta.

Aplicativo é pouco utilizado

Em 2016, por ocasião das Olimpíadas no Brasil, o Banco Central lançou um aplicativo que permitia que a autenticidade de cédula fosse verificada. A ideia era ajudar também aos estrangeiros - que não estavam acostumados com o Real - a reconhecerem o dinheiro e evitar golpes. O aplicativo foi chamado de "Dinheiro Brasileiro" e ainda será aprimorado para a inclusão da nota de R$ 200.

Segundo a diretora, a ferramenta ainda é pouco utilizada. "Infelizmente ainda não decolou", ressaltou. A forma de utilização é simples. "É só pegar o celular, fotografar a nota e o aplicativo te mostra quais elementos de segurança você tem que ter na nota", ensinou Carolina Barros

Pura brincadeira virtual.

Internautas não deixaram por menos e forjaram o que seriam cédulas falsas da nota de R$ 200. Tem estampa com o rosto de Neymar, do goleiro Cássio, do Corinthians, e até do cantor-ator  Pablo Vitar.

Clique na imagem e conheça a várias estampas falsas, virtuais.




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Práticas fake


Foto publicada por Eduardo Bolsonaro não foi tirada no governo de seu pai e sim de Dilma Roussef (PT)


Falsas aventuras. Foto de militares trabalhando em obra de transposição do Rio São Francisco, no primeiro mandato de Dilma Roussef (PT), foi usada para compartilhamento do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL- SP), filho do presidente Jair Bolsonaro.

O deputado simulou que as obras seriam da gestão do seu, pai e ainda aproveitou para alfinetar os opositores: "Alô esquerda, esse é o segredo! Trabalhar e não roubar."

A imagem foi compartilhada por Eduardo Bolsonaro na segunda-feira (29 de junho). Nos comentários, muitos apoiadores do deputado acreditaram na postagem, criticaram o governo do PT e elogiaram o governo do pai do deputado.


Parecendo acostumar-se a tal prática, Eduardo já havia compartilhado informação falsa em suas redes sociais há pouco tempo. No dia 31 de maio, o deputado, juntamente com o seu irmão mais velho, o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ)  publicou uma frase que teria sido dita por Winston Churchill, ex-primeiro -ministro britânico (1940/1945 e 1951/1955). No entanto, a notícia era fake e o Facebook precisou avisar os seguidores do filho do presidente.

Pelo Twitter, a dupla Bolsonaro, soltaram a seguinte frase "Os fascistas do futuro chamarão a si mesmos de antifascistas" e a atribuíram a Churchill, conforme mostra a figura abaixo. A International Churchill Society, que cuida do legado de Wisnton Churchill, respondeu que ele nunca disse ou publicou tal declaração. "A frase não é uma das que já foi documentada como tendo sido dita ou escrita por Churchill", afirmou David Freeman, editor do Churchill Bulletin. "Churchill criticava os dois extremos do espectro político", acrescentou ele. 

Em um texto de 1937, o premiê inglês dizia que comunismo e fascismo o lembravam "do polo Sul e polo Norte. Eles estão nos extremos opostos da Terra, mas se você acordar em um deles amanhã, você não saberá qual é qual." 


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