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Estado de Nova York proíbe 'mineração' de criptomoedas por um período de dois anos.
WhatsApp deixará de funcionar em 15
modelos de celulares já em outubro
A
partir do dia 24 de outubro, uma nova atualização do WhatsApp pode levar à
desconexão de 15 modelos diferentes de celulares e tablets. Esses eletrônicos
são principalmente aqueles com sistema operacional Android 4.1 ou sistemas
ainda mais antigo.
A medida segue movimento semelhante realizado em julho, quando 35 outros dispositivos perderam a compatibilidade com o aplicativo. Segundo informações oficiais do WhatsApp.
A partir do próximo mês, aqueles usuários que possuem os modelos que perderão suporte devem considerar a aquisição de aparelhos com sistemas operacionais mais recentes. Para continuar utilizando o WhatsApp, é necessário que o smartphone esteja operando sistemas Android acima do 5.0, iOS acima do 12 ou KaiOS 2.5.0, ou ainda mais recentes. Ainda há o alerta para que o aparelho tenha suporte a SMS, para permitir a validação da conta.
Como saber se o meu celular é um dos afetados?
1. Galaxy Note 2
2. Galaxy S2
3. Galaxy Nexus
4. Galaxy Tab 10.1
5. Nexus 7
6. One
7. Desire HD
8. Sensation
9. Xoom
10. Droid Razr
11. Optimus 2X
12. Optimus G Pro
13. Xperia Z
14. Xperia S2
15. Xperia Arc 3
Impactos da atualização
Naturalmente, essa medida traz impactos significativos para os usuários afetados. Isso porque, o WhatsApp é uma ferramenta essencial de comunicação nos celulares. Seja para mensagens de texto, chamadas de voz, vídeo chamadas ou para o envio de diversas formas de mídia. Com isso, muitas pessoas podem se ver obrigadas a trocar de aparelho para continuar se comunicando através do app.
Sem dúvidas, é interessante notar como o mensageiro tem se adaptado e se aperfeiçoado ao longo dos anos, mesmo que isso signifique a descontinuação de suporte a modelos antigos de dispositivos.
Embora seja um inconveniente para alguns, é importante lembrar que essas atualizações e avanços tecnológicos são importantes para garantir a segurança dos dados dos usuários e a eficácia do aplicativo.
A partir do dia 24 de outubro, uma nova atualização do WhatsApp pode levar à desconexão de 15 modelos diferentes de celulares e tablets. Esses eletrônicos são principalmente aqueles com sistema operacional Android 4.1 ou sistemas ainda mais antigo.
A medida segue movimento semelhante realizado em julho, quando 35 outros dispositivos perderam a compatibilidade com o aplicativo. Segundo informações oficiais do WhatsApp.
A partir do próximo mês, aqueles usuários que possuem os modelos que perderão suporte devem considerar a aquisição de aparelhos com sistemas operacionais mais recentes. Para continuar utilizando o WhatsApp, é necessário que o smartphone esteja operando sistemas Android acima do 5.0, iOS acima do 12 ou KaiOS 2.5.0, ou ainda mais recentes. Ainda há o alerta para que o aparelho tenha suporte a SMS, para permitir a validação da conta.
Como saber se o meu celular é um dos afetados?
1. Galaxy Note 2
2. Galaxy S2
3. Galaxy Nexus
4. Galaxy Tab 10.1
5. Nexus 7
6. One
7. Desire HD
8. Sensation
9. Xoom
10. Droid Razr
11. Optimus 2X
12. Optimus G Pro
13. Xperia Z
14. Xperia S2
15. Xperia Arc 3
Impactos da atualização
Naturalmente, essa medida traz impactos significativos para os usuários afetados. Isso porque, o WhatsApp é uma ferramenta essencial de comunicação nos celulares. Seja para mensagens de texto, chamadas de voz, vídeo chamadas ou para o envio de diversas formas de mídia. Com isso, muitas pessoas podem se ver obrigadas a trocar de aparelho para continuar se comunicando através do app.
Sem dúvidas, é interessante notar como o mensageiro tem se adaptado e se aperfeiçoado ao longo dos anos, mesmo que isso signifique a descontinuação de suporte a modelos antigos de dispositivos.
Embora seja um inconveniente para alguns, é importante lembrar que essas atualizações e avanços tecnológicos são importantes para garantir a segurança dos dados dos usuários e a eficácia do aplicativo.
Boa
Vista, Vitória e BH são as capitais com a internet fixa mais barata. Já Porto
Alegre, Cuiabá e S. Luís são as mais caras. Confira ranking dos planos
Imagem: Getty Images
Dentre as cidades mapeadas, a que lidera o ranking como a mediana mais cara para acesso à internet do tipo é Porto Alegre, com preço de R$ 150.Goiânia é a capital brasileira com melhor custo-benefício em internet fixa residencial do Brasil, segundo levantamento do MelhorPlano.net, plataforma especializada em comparação de ofertas de internet móvel, fixa e de TV por assinatura. A operadora TIM registrou os menores preços praticados nos locais mapeados. Apesar de a capital de Goiás não está entre os planos mais baratos.
O
estudo, realizado neste mês, observou ainda que um pacote de banda larga para
residências pode custar entre R$ 29,90 e R$ 500 mensais, a depender da capital,
da operadora e da velocidade de internet do plano escolhido.
Dentre
as cidades mapeadas, a que lidera o ranking como a mediana mais cara para
acesso à internet do tipo é Porto Alegre, com preço de R$ 150 e custo por Mbps
(megabit por segundos; unidade usada para medir velocidade da rede) de R$ 0,30.
Já a que tem a melhor mediana é Boa Vista (R$ 99,95), porém com o custo por
Mbps mais elevado: R$ 0,35 — Goiânia cobra cerca de R$ 0,20 por mega de
internet.
Como
uma internet mais estável e rápida é possível baixar arquivos pesados em menos
tempo, ter mais pessoas conectadas simultaneamente e jogar online sem risco de
atraso nas respostas dos comandos. A Netflix, por exemplo, recomenda uma
velocidade média de 15 Mbps ou mais para conteúdos transmitidos em 4K.
Como
o levantamento foi realizado
Os
dados foram analisados com base nos planos residenciais ativos nas capitais
brasileiras, de acordo com as informações cadastradas no comparador do
MelhorPlano. Pesquisados 1.412 planos residenciais ativos, desconsiderando
planos de internet via satélite, via rádio e com mais de 1000 Megas, com o
objetivo de reduzir a distorção dos dados, informou a plataforma, via
comunicado. Também para prevenir distorções, a pesquisa analisou as medianas
dos valores cobrados e o custo por megabit por segundo (Mbps).
A
partir disso, mediu o custo-benefício dos planos. Isso porque existem pacotes
mais baratos (R$ 29,90) e outros muito caros (R$ 500). Na comparação do
preço/Mbps, a variação é de R$ 0,07 e R$ 3,00 por mega de velocidade de rede
fixa para baixar arquivos (vídeos, filmes, músicas) nos aparelhos (celular,
computador ou televisão).
Ranking
do custo-benefício
De
acordo com o levantamento, planos residenciais com mais de 500 Mbps de internet
oferecem o melhor custo-benefício para o consumidor por cobrar menos por mega
de internet: cerca de R$ 0,19 e R$ 0,20. Já os pacotes com a menor faixa de
dados, de 0 a 250 Mbps, custam R$ 0,50 por cada mega, e apresentam o pior
custo-benefício do estudo.
O
plano de banda larga mais barato da análise, de R$ 29,90/mês, está na faixa de
250 a 500 Mbps, enquanto o plano de R$ 500/mês é o mais caro e está na faixa de
750 a 1000 Mbps.
Ranking
das capitais
As
capitais do Centro-Oeste e Nordeste registraram as melhores ofertas de banda
larga residencial, com mediana de R$ 119,99 por plano. As cidades mapeadas do
Norte e Sul tiveram medianas de R$ 141,90 e R$ 147,00 por pacote, respectivamente.
Abaixo
a lista mostra o nome da capital, a mediana e o preço por cada mega.
Aracaju
- R$ 125,45 - R$ 0,26
Belém
- R$ 141,90 - R$ 0,30
Belo
Horizonte - R$ 109,90 - R$ 0,26
Boa
Vista - R$ 99,95 - R$ 0,35
Brasília
- R$ 121,00 - R$ 0,24
Campo
Grande - R$ 141,90 - R$ 0,24
Cuiabá
- R$ 149,90 - R$ 0,28
Curitiba
- R$ 142,50 - R$ 0,30
Florianópolis
- R$ 118,50 - R$ 0,22
Fortaleza
- R$ 109,90 - R$ 0,25
Goiânia
- R$ 109,90 - R$ 0,20
João
Pessoa - R$ 119,90 - R$ 0,30
Macapá
- R$ 134,90 - R$ 0,27
Maceió
- R$ 141,90 - R$ 0,30
Manaus
- R$ 139,90 - R$ 0,24
Natal
- R$ 139,99 - R$ 0,29
Palmas
- R$ 149,90 - R$ 0,29
Porto
Alegre - R$ 150,00 - R$ 0,30
Porto
Velho - R$ 145,45 - R$ 0,28
Recife
- R$ 119,20 - R$ 0,28
Rio
Branco - R$ 149,45 - R$ 0,28
Rio
de Janeiro - R$ 119,99 - R$ 0,28
Salvador
- R$ 119,90 - R$ 0,30
São
Luís - R$ 149,90 -R$ 0,30
São
Paulo - R$ 119,90 - R$ 0,30
Teresina
- R$ 119,90 - R$ 0,27
Vitória
- R$ 100,00 - R$ 0,31
TIM
tem planos com menores preços
Entre
as operadoras nacionais, a TIM registrou as melhores medianas de preço em duas
das quatro faixas de internet, com planos de 250 a 500 Mbps por R$ 107,50, além
de oferecer de 750 a 1000 Mbps por R$ 154,20.
Confira
o ranking com planos, operadora e valores:
− 0 a 250
Mbps
Oi:
R$ 79,90
TIM:
R$ 89,50
Claro:
R$ 99,90
Vivo:
Sem planos na faixa
250
a 500 Mbps
TIM:
R$ 107,50
Oi:
R$ 109,90
Vivo:
R$ 120,00
Claro:
R$ 149,90
500
a 750 Mbps
Claro:
R$ 149,90
Oi:
R$ 169,90
Vivo:
R$ 200,00
TIM:
Sem planos na faixa
750
a 1000 Mbps
TIM:
R$ 154,20
Claro:
R$ 199,90
Vivo:
R$ 500,00
Oi:
Sem planos na faixa.
<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<
Na semana de aniversário de Santos Dumont Embraer
anuncia fábrica de carros voadores no Vale do Paraíba (SP)
A expectativa é a de que os carros elétricos voadores representem uma revolução no setor de transporte, abrindo novas possibilidades para deslocamentos urbanos, entrega de cargas, serviços de emergência e outras aplicações diversas.
A primeira
fábrica brasileira de eVTOLs, aeronaves elétricas de decolagem e pouso
vertical, ainda não tem data para abrir as portas, mas já possui localização:
Taubaté, SP.
A Eve Air
Mobility, empresa da Embraer, conta com cartas de
intenções para construir até 2.850 carros voadores, o que representa
investimento que supera US$ 8 bilhões, tanto para
clientes operadores de helicópteros como para companhias aéreas, empresas de
leasing e plataformas de voos compartilhados.
“São 28 clientes espalhados por todos os
continentes”, informou a Eve Air Mobility. “Dos 2.850 eVTOLs, 285 veículos são
para o Brasil, dos quais 100 para a Avantto; 50, Helisul; 40, FlyBIS; 25 para a
Flapper e 70 para a Voar.”, disse EAM.
Com relação às previsões operacionais,
como o aporte que será realizado para a construção da fábrica, quantos
funcionários serão contratados e quando a produção deverá ser iniciada, a
companhia assinalou que aguardará as aprovações das autoridades para apresentar
os pormenores.
O preço inicial por viagem, no entanto,
já pode ser estimado: de US$ 50 a US$ 100 por pessoa, o que, considerando o
dólar a R$ 4,80, será algo de R$ 240 e R$ 480/cabeça. O processo contou com
apoio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo, que
por meio da InvestSP, agência paulista de promoção de investimentos,
avaliou opções de locais para apontar o mais indicado a receber o
empreendimento.
A planta industrial será situada em uma
área a ser ampliada dentro da unidade da Embraer existente na cidade, e está
sujeita à aprovação final das autoridades. Segundo a Prefeitura de Taubaté foi
oferecido local de aproximadamente 130 mil m2 ao lado da área da empresa, além
de incentivos fiscais que envolvem IPTU e ISS: “Taubaté foi escolhida em razão
da localização estratégica, próximo às rodovias Dutra e Carvalho Pinto, e por
estar no eixo Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais.”
Além disso a Embraer divulgou que a
proximidade com a sua sede, em São José dos Campos, SP, e com a equipe de
engenharia e recursos humanos da Eve, facilitarão o desenvolvimento e a
sustentabilidade de novos processos produtivos, aumentando assim a agilidade e
a competitividade.
A expectativa é a de que os carros
elétricos voadores representem uma revolução no setor de transporte, abrindo
novas possibilidades para deslocamentos urbanos, entrega de cargas, serviços de
emergência e outras aplicações diversas.
“Sem contar que a utilização de
tecnologia elétrica proporciona uma significativa redução nas emissões de
carbono”, apontou a nota da Prefeitura, “alinhando-se com os esforços globais
de combate às mudanças climáticas e à promoção de um futuro mais sustentável.”
Em maio de 2022 a Eve anunciou parceria
com a Porsche Consulting a fim de definir estratégia macro global de
produção, cadeia de suprimentos e logística de seu eVTOL. Desde então, segundo a fabricante, as empresas têm
trabalhado juntas para pesquisar conceitos avançados de fabricação e inovação,
utilizando suas expertises em aeronáutica e automobilismo para projetar
conceito de industrialização para carros voadores baseado em padrões elevados
de segurança, qualidade, eficiência e foco no cliente.
Há 150 anos surgia para o mundo Alberto Santos Dumont, um autodidata que se tornaria aeronauta, inventor e atleta.
Ele nasceu em Palmira, na mesoregião da
Zona da Mata mineira, e microregião de Juiz de Fora. Viveu boa parte de sua
vida em Paris. Santos Dumont é amplamente reconhecido como o pai da aviação,
tendo realizado o primeiro voo homologado da história.
Morreu no dia 23 de julho, durante a
Revolução Constitucionalista de 1932, no Guarujá, em São Paulo, quando aviões
do então presidente ditador Getúlio Vargas bombardearam tropas revolucionárias.
Por ver que seu invento estava sendo usado como arma de guerra, suicidou-se.
Saiba toda vida
e obra de Alberto Santos Dumont, ‘O pai da aviação’, clicando aqui.
<<<<<<<<<<<<<<<<<santosdumont>>>>>>>>>>>>>>>>>
Após medida de descontos do governo vários SUVs ficaram
mais baratos%20.jpg)
Boa Vista, Vitória e BH são as capitais com a internet fixa mais barata. Já Porto Alegre, Cuiabá e S. Luís são as mais caras. Confira ranking dos planos
Imagem: Getty Images
Goiânia é a capital brasileira com melhor custo-benefício em internet fixa residencial do Brasil, segundo levantamento do MelhorPlano.net, plataforma especializada em comparação de ofertas de internet móvel, fixa e de TV por assinatura. A operadora TIM registrou os menores preços praticados nos locais mapeados. Apesar de a capital de Goiás não está entre os planos mais baratos.
O estudo, realizado neste mês, observou ainda que um pacote de banda larga para residências pode custar entre R$ 29,90 e R$ 500 mensais, a depender da capital, da operadora e da velocidade de internet do plano escolhido.
Dentre as cidades mapeadas, a que lidera o ranking como a mediana mais cara para acesso à internet do tipo é Porto Alegre, com preço de R$ 150 e custo por Mbps (megabit por segundos; unidade usada para medir velocidade da rede) de R$ 0,30. Já a que tem a melhor mediana é Boa Vista (R$ 99,95), porém com o custo por Mbps mais elevado: R$ 0,35 — Goiânia cobra cerca de R$ 0,20 por mega de internet.
Como
uma internet mais estável e rápida é possível baixar arquivos pesados em menos
tempo, ter mais pessoas conectadas simultaneamente e jogar online sem risco de
atraso nas respostas dos comandos. A Netflix, por exemplo, recomenda uma
velocidade média de 15 Mbps ou mais para conteúdos transmitidos em 4K.
Como
o levantamento foi realizado
Os
dados foram analisados com base nos planos residenciais ativos nas capitais
brasileiras, de acordo com as informações cadastradas no comparador do
MelhorPlano. Pesquisados 1.412 planos residenciais ativos, desconsiderando
planos de internet via satélite, via rádio e com mais de 1000 Megas, com o
objetivo de reduzir a distorção dos dados, informou a plataforma, via
comunicado. Também para prevenir distorções, a pesquisa analisou as medianas
dos valores cobrados e o custo por megabit por segundo (Mbps).
A
partir disso, mediu o custo-benefício dos planos. Isso porque existem pacotes
mais baratos (R$ 29,90) e outros muito caros (R$ 500). Na comparação do
preço/Mbps, a variação é de R$ 0,07 e R$ 3,00 por mega de velocidade de rede
fixa para baixar arquivos (vídeos, filmes, músicas) nos aparelhos (celular,
computador ou televisão).
Ranking
do custo-benefício
De
acordo com o levantamento, planos residenciais com mais de 500 Mbps de internet
oferecem o melhor custo-benefício para o consumidor por cobrar menos por mega
de internet: cerca de R$ 0,19 e R$ 0,20. Já os pacotes com a menor faixa de
dados, de 0 a 250 Mbps, custam R$ 0,50 por cada mega, e apresentam o pior
custo-benefício do estudo.
O
plano de banda larga mais barato da análise, de R$ 29,90/mês, está na faixa de
250 a 500 Mbps, enquanto o plano de R$ 500/mês é o mais caro e está na faixa de
750 a 1000 Mbps.
Ranking
das capitais
As
capitais do Centro-Oeste e Nordeste registraram as melhores ofertas de banda
larga residencial, com mediana de R$ 119,99 por plano. As cidades mapeadas do
Norte e Sul tiveram medianas de R$ 141,90 e R$ 147,00 por pacote, respectivamente.
Abaixo
a lista mostra o nome da capital, a mediana e o preço por cada mega.
Aracaju
- R$ 125,45 - R$ 0,26
Belém
- R$ 141,90 - R$ 0,30
Belo
Horizonte - R$ 109,90 - R$ 0,26
Boa
Vista - R$ 99,95 - R$ 0,35
Brasília
- R$ 121,00 - R$ 0,24
Campo
Grande - R$ 141,90 - R$ 0,24
Cuiabá
- R$ 149,90 - R$ 0,28
Curitiba
- R$ 142,50 - R$ 0,30
Florianópolis
- R$ 118,50 - R$ 0,22
Fortaleza
- R$ 109,90 - R$ 0,25
Goiânia
- R$ 109,90 - R$ 0,20
João
Pessoa - R$ 119,90 - R$ 0,30
Macapá
- R$ 134,90 - R$ 0,27
Maceió
- R$ 141,90 - R$ 0,30
Manaus
- R$ 139,90 - R$ 0,24
Natal
- R$ 139,99 - R$ 0,29
Palmas
- R$ 149,90 - R$ 0,29
Porto
Alegre - R$ 150,00 - R$ 0,30
Porto
Velho - R$ 145,45 - R$ 0,28
Recife
- R$ 119,20 - R$ 0,28
Rio
Branco - R$ 149,45 - R$ 0,28
Rio
de Janeiro - R$ 119,99 - R$ 0,28
Salvador
- R$ 119,90 - R$ 0,30
São
Luís - R$ 149,90 -R$ 0,30
São
Paulo - R$ 119,90 - R$ 0,30
Teresina
- R$ 119,90 - R$ 0,27
Vitória - R$ 100,00 - R$ 0,31
TIM
tem planos com menores preços
Entre
as operadoras nacionais, a TIM registrou as melhores medianas de preço em duas
das quatro faixas de internet, com planos de 250 a 500 Mbps por R$ 107,50, além
de oferecer de 750 a 1000 Mbps por R$ 154,20.
Confira
o ranking com planos, operadora e valores:
− 0 a 250
Mbps
Oi:
R$ 79,90
TIM:
R$ 89,50
Claro:
R$ 99,90
Vivo:
Sem planos na faixa
250
a 500 Mbps
TIM:
R$ 107,50
Oi:
R$ 109,90
Vivo:
R$ 120,00
Claro:
R$ 149,90
500
a 750 Mbps
Claro:
R$ 149,90
Oi:
R$ 169,90
Vivo:
R$ 200,00
TIM:
Sem planos na faixa
750
a 1000 Mbps
TIM:
R$ 154,20
Claro:
R$ 199,90
Vivo:
R$ 500,00
Oi: Sem planos na faixa.
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Na semana de aniversário de Santos Dumont Embraer anuncia fábrica de carros voadores no Vale do Paraíba (SP)A primeira fábrica brasileira de eVTOLs, aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical, ainda não tem data para abrir as portas, mas já possui localização: Taubaté, SP.
A Eve Air Mobility, empresa da Embraer, conta com cartas de intenções para construir até 2.850 carros voadores, o que representa investimento que supera US$ 8 bilhões, tanto para clientes operadores de helicópteros como para companhias aéreas, empresas de leasing e plataformas de voos compartilhados.
“São 28 clientes espalhados por todos os continentes”, informou a Eve Air Mobility. “Dos 2.850 eVTOLs, 285 veículos são para o Brasil, dos quais 100 para a Avantto; 50, Helisul; 40, FlyBIS; 25 para a Flapper e 70 para a Voar.”, disse EAM.
Com relação às previsões operacionais, como o aporte que será realizado para a construção da fábrica, quantos funcionários serão contratados e quando a produção deverá ser iniciada, a companhia assinalou que aguardará as aprovações das autoridades para apresentar os pormenores.
O preço inicial por viagem, no entanto, já pode ser estimado: de US$ 50 a US$ 100 por pessoa, o que, considerando o dólar a R$ 4,80, será algo de R$ 240 e R$ 480/cabeça. O processo contou com apoio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo, que por meio da InvestSP, agência paulista de promoção de investimentos, avaliou opções de locais para apontar o mais indicado a receber o empreendimento.
A planta industrial será situada em uma área a ser ampliada dentro da unidade da Embraer existente na cidade, e está sujeita à aprovação final das autoridades. Segundo a Prefeitura de Taubaté foi oferecido local de aproximadamente 130 mil m2 ao lado da área da empresa, além de incentivos fiscais que envolvem IPTU e ISS: “Taubaté foi escolhida em razão da localização estratégica, próximo às rodovias Dutra e Carvalho Pinto, e por estar no eixo Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais.”
Além disso a Embraer divulgou que a proximidade com a sua sede, em São José dos Campos, SP, e com a equipe de engenharia e recursos humanos da Eve, facilitarão o desenvolvimento e a sustentabilidade de novos processos produtivos, aumentando assim a agilidade e a competitividade.
A expectativa é a de que os carros elétricos voadores representem uma revolução no setor de transporte, abrindo novas possibilidades para deslocamentos urbanos, entrega de cargas, serviços de emergência e outras aplicações diversas.
“Sem contar que a utilização de tecnologia elétrica proporciona uma significativa redução nas emissões de carbono”, apontou a nota da Prefeitura, “alinhando-se com os esforços globais de combate às mudanças climáticas e à promoção de um futuro mais sustentável.”
Em maio de 2022 a Eve anunciou parceria com a Porsche Consulting a fim de definir estratégia macro global de produção, cadeia de suprimentos e logística de seu eVTOL. Desde então, segundo a fabricante, as empresas têm trabalhado juntas para pesquisar conceitos avançados de fabricação e inovação, utilizando suas expertises em aeronáutica e automobilismo para projetar conceito de industrialização para carros voadores baseado em padrões elevados de segurança, qualidade, eficiência e foco no cliente.
Há 150 anos surgia para o mundo Alberto Santos Dumont, um autodidata que se tornaria aeronauta, inventor e atleta.
Ele nasceu em Palmira, na mesoregião da Zona da Mata mineira, e microregião de Juiz de Fora. Viveu boa parte de sua vida em Paris. Santos Dumont é amplamente reconhecido como o pai da aviação, tendo realizado o primeiro voo homologado da história.
Morreu no dia 23 de julho, durante a Revolução Constitucionalista de 1932, no Guarujá, em São Paulo, quando aviões do então presidente ditador Getúlio Vargas bombardearam tropas revolucionárias. Por ver que seu invento estava sendo usado como arma de guerra, suicidou-se.
Saiba toda vida e obra de Alberto Santos Dumont, ‘O pai da aviação’, clicando aqui.
<<<<<<<<<<<<<<<<<santosdumont>>>>>>>>>>>>>>>>>
Após medida de descontos do governo vários SUVs ficaram
mais baratos%20.jpg)
Com a nova medida de baratear carros populares, o Fiat Pulse 1.3 Drive CVT, cujo preço antigo era R$ 107.990, agora está valendo R$ 102.990, desconto de 4,63%.
As resoluções do
governo Luiz Inácio Lula da Silva para baratear veículos com preço de até R$
120 mil deixaram alguns utilitários esportivos consideravelmente mais
atrativos. Confira fotos abaixo.
Os descontos chegam a R$ 21 mil, caso do
Citroën C4 Cactus. Somente com os créditos fiscais concedidos pela União às
montadoras, o desconto varia de R$ 2.000 a R$ 8.000 e é aplicado segundo os
seguintes critérios: tipo de combustível, consumo energético, preço e nível de
nacionalização das peças.
Algumas fabricantes aplicaram uma redução
adicional e também, em alguns casos, ajustaram o preço de automóveis para
abaixo de R$ 120 mil para terem direito aos descontos - esse é o teto definido
pelo programa.
Também houve marca que "aproveitou
o embalo" e aplicou desconto até em SUVs que estão fora desse teto - e,
portanto, não têm direito ao benefício fiscal.
É o caso da Hyundai, que reduziu por
conta própria em R$ 5 mil os preços de duas versões do Creta: Comfort e
Limited. A primeira foi de R$ 132.890 para R$ 127.890. Já a mais cara teve
redução de R$ 143.890 para R$ 138.890. A Nissan fez o mesmo com a versão Sense
CVT do Kicks, que custava R$ 123.690 e caiu para R$ 115.290.
Confira abaixo dois painés de fotos com 12 utilitários esportivos que ficaram mais baratos após o pacote do governo
federal para alavancar as vendas de veículos novos.
(Clique sobre a foto para aumentar a imagem)
União Europeia quer regras mais rígidas em cima da IA
A tão aguardada Lei de Inteligência Artificial da União Europeia poderá ser a primeira legislação abrangente do mundo que rege a tecnologia, com novas regras sobre o uso de reconhecimento facial, vigilância biométrica e outras aplicações dessa tecnologia.
Os parlamentares europeus deram mais um passo para aprovar novas regras ferramentas de inteligência artificial, como o ChatGPT, após uma votação decisiva nesta quinta-feira, na qual concordaram com um projeto de lei mais rígido.
Após dois anos de negociações, a expectativa é que
o projeto de lei passe para a próxima fase do processo, na qual os
parlamentares finalizarão os detalhes com a Comissão Europeia e os Estados
membros individuais.
De acordo com as propostas, as ferramentas de
inteligência artificial serão classificadas conforme seu nível de risco
percebido, de baixo a inaceitável. Governos e empresas que usam essas ferramentas
terão obrigações diferentes, dependendo do nível de risco.
Na votação da desta quinta-feira, os eurodeputados
concordaram em proibir o uso de reconhecimento facial em espaços públicos,
ferramentas de policiamento preditivo e impor novas medidas de transparência em
aplicativos generativos de inteligência artificial, como o ChatGPT da OpenAI.
"Esta votação é um marco na regulamentação da
IA e um sinal claro do Parlamento de que os direitos fundamentais devem ser um
pilar disso", disse o eurodeputado Kim van Sparrentak à Reuters. "A
inteligência artificial deve servir as pessoas, a sociedade e o meio ambiente,
e não o contrário."
O projeto de lei será submetido à votação plenária
do Parlamento Europeu em junho, antes que os termos finais sejam acordados em conversas
" envolvendo representantes do Parlamento Europeu, do Conselho da União
Europeia e da Comissão Europeia.
Depois que os termos forem finalizados e o projeto
se tornar lei, haverá um período de carência de cerca de dois anos para
permitir que as partes afetadas cumpram os regulamentos.
Será que o ChatGPT vai roubar meu emprego? Estudo
mostra profissões mais expostas à IA
Robô humanóide usando um laptop - Imagem: Freepik
Em que
medida os chatbots vão impactar as profissões? Se você é jornalista, tradutor,
contabilista e programador, um estudo diz que a influência desses sistemas
inteligentes vai ser grande, a ponto de o uso da tecnologia concluir tarefas na
metade do tempo que você e esse profissionais realizam atualmente.
Esta é uma das
conclusões de um estudo sobre o nível de exposição de várias profissões, como
as citadas anteriormente, às capacidades do robô inteligente da moda, o
ChatGPT. A responsável pelo documento, porém, é a OpenAI, a empresa que
desenvolve o chatbot inteligente e é para lá de interessada no assunto.
De forma resumida, os
pesquisadores primeiro consideraram as características de chatbots inteligentes
(ou com inteligência artificial). Esses robôs são modelos de linguagem que
permitem que máquinas respondam como se fossem humanos. Eles
"aprendem" uma língua e o jeito de falar após "estudar"
vários textos. Eles são bons em traduzir, classificar, resumir, escrever textos
e criar códigos de computador
A partir daí, os
pesquisadores pegaram o O*Net - o equivalente norte-americano à Classificação
Brasileira de Ocupações (CBO) - e listaram as incumbências de várias
profissões. Depois, analisaram quais delas poderiam ser realizadas com
inteligência artificial de forma mais eficiente para concluir aquelas que
teriam mais ou menos "exposição" à tecnologia.
Quanto maior a exposição,
mais chance de haver automatização. Os pesquisadores explicam que esse conceito
tem relação com tarefas em que o ChatGPT é capaz de reduzir o tempo gasto por
humanos para realização de uma tarefa em pelo menos 50%.
Além disso, as
profissões com mais tarefas passíveis de serem realizadas pelas capacidades do
ChatGPT foram classificadas como tendo "maior exposição" ao chatbot.
De modo geral, ocupações ligadas à programação e escrita são mais suscetíveis a Inteligência Artificial (IA) ou AI (em inglês).
O estudo estima ainda
que profissões que pagam mais têm maior probabilidade de serem automatizadas
comparadas com às que pagam menos. Dentre as ocupações menos expostas ao
ChatGPT estão operador de máquina agrícola, lavador de louça, mecânico de
motocicleta, entre outros trabalhos manuais.
A sobrevivência destes postos de trabalho tem mais
relação com o alto custo da robótica e normas sociais do que com outra coisa,
explica Carl Frey, pesquisador da Universidade de Oxford e tido como um dos
maiores especialista do assunto no mundo.
Acontece, diz ele, "que em alguns
países a automatização por robôs é muito cara e acaba valendo mais a pena
manter um humano no trabalho. Sem contar que há lugares em que há preferência,
por exemplo, por atendimento humano", como exemplo podemos atendimentos de hoteis e lojas, o mesmo não ocorrendo commoteis, por serem mais privativos.
Há motivo para preocupação?
Para começar, o estudo
da OpenAI tem limitações. Uma delas é que ele leva em consideração o
desenvolvimento de softwares para realização de tarefas baseadas no ChatGPT.
Então, ele extrapola as capacidades do sistema. Sem contar que é limitante
definir profissões apenas por suas tarefas.
Pedro Albuquerque,
professor da UnB no departamento de administração e pesquisador da influência
da automatização no mercado de trabalho, fez uma pesquisa em 2019 semelhante à
realizada pela OpenAI, só que levando em conta como a automatização afetaria o
mercado de trabalho do Brasil.
A principal conclusão
dele é que haverá uma mudança, sim, "mas não necessariamente a eliminação
imediata das profissões com maior tendência de serem automatizadas. A tecnologia não vem
para eliminar os trabalhos, mas adicionar uma camada de transformação. Aquilo
que é rotineiro, repetitivo e que exige pouco exercício cognitivo, o computador
vai fazer por nós", afirma Albuquerque.
Para ele, ferramentas
como o ChatGPT devem fazer com que as pessoas se concentrem mais em tarefas
humanas dentro da sua ocupação — como gerência, liderança, empatia,
coordenação de atividades e conexão humana —, além de atividades relacionadas à
criatividade e originalidade dentro de uma profissão.
Governos devem ficar
atentos com efeitos da automatização
É inegável que com o
tempo algumas profissões vão deixar de existir por causa da automação.
Geralmente, são relacionadas a trabalhos que podem ser feitos sem muita
subjetividade humana, como digitador, despachante, frentista, entre outros.
Na análise de Luca
Belli, professor da FGV Direito Rio e coordenador do Centro de Tecnologia e
Sociedade da instituição, o governo deveria direcionar esforços para conter os
efeitos da automatização no mercado de trabalho.
"Precisa haver uma
política de qualificação dessa mão de obra que vai ser mais atingida. As
pessoas devem ficar assustadas se isso não estiver acontecendo. Tem poucos
governos no mundo preparados para direcionar esforços e conter os efeitos da automatização
no mercado de trabalho", alertou.
'Operação 404' bloqueia mais de 250 sites de
streaming pirata em ‘nova caça ao gatonet’.jpg)
De acordo com o Ministério da Justiça, as páginas estão sendo desindexadas de sites de busca (vão deixar de ser listados no Google, por exemplo) e contas em redes sociais serão apagadas.Mais de 250 sites que ofereciam streaming pirata foram bloqueados numa
operação do Ministério da Justiça no Brasil. A ação, divulgada na terça-feira (14), é resultado da 5ª fase da operação 404, que busca tirar do ar serviços
que violam direitos autorais e tem sido feita desde 2019.
A remoção envolveu sites de streaming
de vídeo, jogos, música e grupos de mensagens que compartilhavam músicas
inéditas. Segundo informações do órgão, até o momento foram feitas 11 prisões:
quatro em São Paulo, duas no Paraná, uma na Bahia e quatro em Minas Gerais.
Foram também apreendidos computadores e unidades de armazenamentos usados na
prática criminosa.
Foram registradas também ações em
outros estados brasileiros, como Pernambuco, Bahia, Rio Grande do Sul e Rio de
Janeiro e Ceará. Para combater a pirataria, há uma cooperação dos governos do
Peru e do Reino Unido.
O nome 404 faz referência ao número
do protocolo HTTP.
O código aparece no navegador quando uma página da internet não é encontrada.
Os bastidores da nova fase
No Peru, foram bloqueados 72 domínios
dedicados à violação de direitos autorais, enquanto no Reino Unido foram 25.
No Brasil, o Ministério fala que foram
ao todo bloqueados:
·
102 sites ilegais de streaming e jogos;
·
63 apps de música;
· 128 bloqueios dinâmicos de domínios -
técnica que barra sites semelhantes de espelharem o conteúdo ilegal;
· 6 canais de apps de mensagem, somando
mais de 4 mil inscritos, que compartilhavam músicas ainda não lançadas.
De acordo com o Ministério da Justiça,
as páginas estão sendo desindexadas de sites de busca (vão deixar de ser
listados no Google, por exemplo) e contas em redes sociais serão
apagadas.
O bloqueio foi feito em cooperação com
associações de defesa da propriedade intelectual no Brasil, como:
·
ABTA (Associação Brasileira de TV por
Assinatura)
·
IPU (Intellectual Property Office,
órgão de propriedade intelectual do Reino Unido)
·
Indecopi (Instituto Nacional de Defesa
da Concorrência e Propriedade Intelectual, do Peru).
Compartilhar conteúdo protegido por
direitos autorais é crime que pode causar de dois a quatro anos de reclusão, e
ainda pegar multa. Dependendo do tipo de atividade, os suspeitos podem ser
indiciados por associação criminosa e até lavagem de dinheiro.
Recentemente, a Anatel iniciou bloqueios de TV
Box não homologadas pela agência e que costumam ser usadas para
acessar canais pagos ilegalmente e streamings piratas — o famoso gatonet.
Na semana passada, o órgão e a Ancine
anunciaram uma parceria para
combater a pirataria de conteúdo audiovisuais na internet.
Mais de 1.500 sites e apps já foram bloqueados
A primeira fase da Operação 404 foi
feita em 2019. Foram bloqueados 210 sites e 100 apps de streaming ilegal, além
de 30 mandados de busca e apreensão.
Na segunda fase, em 2020, houve
bloqueio de 252 sites e 65 apps de streaming ilegal, além de 25 mandados de
busca e apreensão.
Na terceira fase, em 2021, foram
bloqueados 334 sites e 94 apps de streaming ilegais, pelo menos 11 mandados de
busca e apreensão.
Na quarta fase, realizada em 2022, uma
novidade. A operação desativou quatro canais no metaverso que
faziam transmissões ilegais de conteúdo. Também foram bloqueados 461 apps de
streaming.
Testando a 'biocomputação', cientistas usam células
do cérebro humano
Organoide cerebral visto por um microscópio eletrônico, com os neurônios tingidos de magenta - Jesse Plotkin/Johns Hopkins University.
Proposta de 'inteligência em um prato' que pode
executar tarefas avançadas com eficiência levanta preocupações éticas.
Cientistas se propõem a desenvolver um computador biológico movido a milhões de células cerebrais humanas. Segundo eles, o computador teria desempenho muito superior ao das máquinas baseadas em silício e ao mesmo tempo consumiria muito menos energia.
Uma equipe liderada pela Universidade Johns Hopkins em Baltimore (EUA) publicou na terça-feira (28) no periódico especializado Frontiers in Science um mapa do caminho detalhado para chegar ao que chama de "inteligência organoide". O hardware vai incluir matrizes de organoides cerebrais –pequenas estruturas neurais tridimensionais cultivadas a partir de células-tronco humanas— conectadas a sensores e dispositivos de saída e ensinados por aprendizagem de máquina, "big data" e outras técnicas.
O objetivo é desenvolver um sistema ultraeficiente que consiga resolver problemas que estão fora do alcance dos computadores digitais convencionais e, ao mesmo tempo, ajudar o desenvolvimento da neurociência e outras áreas de pesquisa médica. A ambição do projeto reflete o trabalho realizado com computação quântica mais avançada, mas levanta questões éticas em torno da "consciência" dos conjuntos de organoides cerebrais.
"Espero por um sistema dinâmico inteligente
baseado na biologia sintética, mas que não sofra as limitações impostas pelas
muitas funções que o cérebro precisa desempenhar num organismo", disse
o professor Thomas Hartung, da Johns Hopkins, que reuniu uma comunidade de 40
cientistas para desenvolver a tecnologia.
Eles assinaram uma chamada "declaração
de Baltimore" pedindo mais pesquisas "para explorar o potencial de culturas de células organoides de promover
nosso entendimento do cérebro e colocar em ação novas formas de biocomputação,
ao mesmo tempo reconhecendo e tratando das implicações éticas associadas".
Hartung admitiu que desenvolver a
inteligência organoide para convertê-la em tecnologia comercial pode levar
décadas. Além das dificuldades científicas, há as questões éticas ligadas à
criação de uma "inteligência numa placa" que será capaz de aprender,
lembrar-se e interagir com o ambiente — e que pode desenvolver consciência, mesmo que de modo rudimentar.
O cientista Thomas Hartung em seu laboratório com os recipientes onde os organoides cerebrais estão crescendo - Will Kirk/Johns Hopkins University.
Desde que o projeto foi lançado, o enfoque adotado abrange a dimensão ética, segundo Hartung: "Todas as questões éticas serão avaliadas continuamente por equipes compostas de cientistas, especialistas em ética e o público". Madeline Lancaster, pesquisadora de organoides cerebrais no Laboratório de Biologia Molecular em Cambridge, não está vinculada ao projeto e se disse cética em relação às suas ambições. "Isto ainda pertence muito à seara da ficção científica. Embora seja interessante, a ciência simplesmente ainda não está nesse ponto", ela disse. "Há obstáculos enormes que terão que ser superados para fazer o que os autores estão propondo."Karl Friston, professor de
neurociência no University College London e não envolvido com inteligência
organoide, foi mais positivo. "É
uma ideia que merece ser estudada, sem dúvida alguma", comentou.
"Haverá muitos passos iniciais ainda pela frente, mas o rumo seguido pode
ser revolucionário."
Hartung disse que um passo
necessário é capacitar os organoides individuais a crescer e ficar maiores.
Para isso, será preciso encontrar uma maneira melhor de infundi-los com
nutrientes em placas de laboratório. Esses construtos neurais minúsculos terão
que crescer de cerca de 50 mil células hoje para cerca de 10 milhões de células
para poderem ajudar a concretizar algo que cientistas reconheceriam como
inteligência organoide.
Pesquisadores também estão
desenvolvendo tecnologias para interligar organoides e comunicar-se com eles,
enviando-lhes informações e decodificando seus "pensamentos". O
laboratório de Hartung testou uma interface, "uma concha flexível que é tão densamente coberta de eletrodos
minúsculos que pode captar sinais do organoide e transmitir sinais para ele".
“Todas
as questões éticas serão avaliadas continuamente por equipes compostas de
cientistas, especialistas em ética e o público” — Thomas
Hartung, professor da Universidade Johns Hopkins
Uma razão para voltar-se à computação biológica é a eficácia com que o cérebro processa e armazena informação. O supercomputador mais poderoso do mundo, a máquina Frontier que está no Laboratório Nacional Oak Ridge, nos EUA, que ficou operacional no ano passado, equipara-se ao poder de processamento de um único cérebro humano —um exaflop ou um bilhão de bilhão de operações por segundo—, mas consome 1 milhão de vezes mais energia.
As primeiras aplicações da
inteligência organoide serão na neurociência e na medicina. Cientistas já estão
criando organoides cerebrais de células-tronco derivadas de pacientes com
problemas neurológicos, para compará-los com indivíduos sadios e avaliar sua
resposta a drogas. A inteligência organoide reforçaria as pesquisas sobre o comprometimento
cognitivo provocado por doenças cerebrais e sua prevenção.
A tecnologia pode levar décadas
ainda para criar biocomputadores suficientemente potentes para competir com
sistemas convencionais de silício ou quânticos na produção de funcionalidades
como a inteligência artificial, mas os proponentes da inteligência organoide
apontam para seu potencial imenso e imprevisível. "Espero que vejamos coisas que não sejam apenas uma cópia do
desenvolvimento cerebral normal", disse Hartung.
"Crise de OVNIs" reforça necessidade de rever sistema de governança do céu
Nos Estados Unidos, o registro de OVNIs é muito mais comum do que se imagina.
O que são OVNIs além do anagrama “Objetos Voadores Não Identificados”? Fazendo um paralelo, imagine que alguém construa um
carro, com engenharia, design, parte mecânica, tudo a seu próprio gosto e
risco. Depois coloque este veículo para rodar nas ruas da cidade. Todos que o
virem não vão saber, obviamente, que veículo é aquele, pois não consta em registro
algum de órgão oficial nenhum, já que ele não nunca existiu para o mundo e mercado
automobilístico.
Esse “estranho” carro é um “objeto terrestre, propulsionado a
motor não indentificado”. O mesmo ocorre com os veículos voadores. Se
eles não estão padronizados e registrados em órgãos oficiais governamentais e mercadológicos
nenhum, como aviões, foguetes, helicópteros, etc., esse objeto, veículo, é um
OVNI, que pode ser até um balão. E não necessariamente uma nave espacial que contém no seu comando um extra
terrestre ou seres parecidos.
As especulações envolvendo OVNIs tomou conta da
imprensa internacional nas últimas semanas, depois que vários países,
principalmente os Estados Unidos, divulgaram informações de que artefatos
misteriosos teriam sido vistos sobrevoando seu espaço aéreo. A polêmica ocorreu
logo depois do governo estadunidense ter abatido um balão chinês, sob
suspeita de espionagem, o que levou a um agravamento na tensão entre Washington
e Pequim.
Apesar de ter capturado a atenção da comunidade
internacional, é importante ter claro que, nos Estados Unidos, o registro de
OVNIs é muito mais comum do que se imagina. Somente nos últimos anos, centenas
de avistamentos foram investigados pelo Programa Avançado de Identificação de
Ameaças Aeroespaciais (AATIP), do governo norte-americano. A maior parte deles,
aeronaves convencionais ou objetos de empresas privadas que invadiram o espaço
aéreo por algum tipo de falha técnica.
Para além da discussão sobre "invasão
extraterrestre" que inundou as redes, o episódio deveria nos guiar para
outra conversa, afinal revela uma fragilidade sobre a qual a diplomacia dos
países precisa voltar a falar a respeito: os mecanismos de governança do espaço
aéreo e do céu.
Apesar de existirem diversos acordos e convenções
internacionais, organizações e agências especializadas, além de protocolos e
normas de segurança que foram pactuadas ao longo das últimas décadas e que
conferem condições de coordenação internacional sobre o tema, como a
Organização da Aviação Civil Internacional (ICAO) e o Acordo de Chicago, por
exemplo, é preciso atualizar os mecanismos existentes que versem sobre voos de
observação sobre territórios uns dos outros.
Esse tema costumava ser objeto central do Tratado
dos Céus Abertos, assinado em 1992, e que entrou em vigor em 2002. Com mais de
30 países membros, incluindo os Estados Unidos, a Rússia e vários países
europeus, ele foi o principal responsável, no contexto do imediato pós Guerra
Fria, pela construção de confiança entre esses países no que tange a sobrevoos
mútuos.
Esse instrumento foi, por anos, fundamental para
promover a transparência entre antigos competidores e para ajudar a fortalecer
o diálogo entre seus membros. Voos de observação previamente acordados, e nos
termos mutuamente aceitos, contribuem para reduzir a assimetria de informações,
evitar a desconfiança e a sensação de insegurança entre países. Tudo isso
contribui para prevenir conflitos e assegurar a estabilidade, sobretudo entre
governos cuja relação já envolve arestas e pontos de sensibilidade.
O problema do Tratado de Céus Abertos é que, desde
2020, por decisão do então presidente Donald Trump, os Estados Unidos foram
retirados dele. Na época, Trump acusou a Rússia de violar o acordo e impor
restrições sobre determinadas áreas de seu território. Com isso, o pacto ficou
altamente fragilizado. Além disso, a China não é signatária do tratado, o que
também afeta sua relevância e eficácia no século XXI.
A mensagem é clara: não há como promover a paz e a
segurança global, hoje, sem trazermos para a mesa as principais potências e
trabalhar para reduzir as percepções mútuas de ameaça. Por ora, precisamos
falar sobre os céus.
Fim do gatonet e cinco
milhões de TV Box e outras serão desligadas de imediato pela Anatel
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As resoluções do governo Luiz Inácio Lula da Silva para baratear veículos com preço de até R$ 120 mil deixaram alguns utilitários esportivos consideravelmente mais atrativos. Confira fotos abaixo.
Os descontos chegam a R$ 21 mil, caso do Citroën C4 Cactus. Somente com os créditos fiscais concedidos pela União às montadoras, o desconto varia de R$ 2.000 a R$ 8.000 e é aplicado segundo os seguintes critérios: tipo de combustível, consumo energético, preço e nível de nacionalização das peças.
Algumas fabricantes aplicaram uma redução adicional e também, em alguns casos, ajustaram o preço de automóveis para abaixo de R$ 120 mil para terem direito aos descontos - esse é o teto definido pelo programa.
Também houve marca que "aproveitou o embalo" e aplicou desconto até em SUVs que estão fora desse teto - e, portanto, não têm direito ao benefício fiscal.
É o caso da Hyundai, que reduziu por conta própria em R$ 5 mil os preços de duas versões do Creta: Comfort e Limited. A primeira foi de R$ 132.890 para R$ 127.890. Já a mais cara teve redução de R$ 143.890 para R$ 138.890. A Nissan fez o mesmo com a versão Sense CVT do Kicks, que custava R$ 123.690 e caiu para R$ 115.290.
Confira abaixo dois painés de fotos com 12 utilitários esportivos que ficaram mais baratos após o pacote do governo
federal para alavancar as vendas de veículos novos.
União Europeia quer regras mais rígidas em cima da IA
A tão aguardada Lei de Inteligência Artificial da União Europeia poderá ser a primeira legislação abrangente do mundo que rege a tecnologia, com novas regras sobre o uso de reconhecimento facial, vigilância biométrica e outras aplicações dessa tecnologia.
Os parlamentares europeus deram mais um passo para aprovar novas regras ferramentas de inteligência artificial, como o ChatGPT, após uma votação decisiva nesta quinta-feira, na qual concordaram com um projeto de lei mais rígido.
Após dois anos de negociações, a expectativa é que
o projeto de lei passe para a próxima fase do processo, na qual os
parlamentares finalizarão os detalhes com a Comissão Europeia e os Estados
membros individuais.
De acordo com as propostas, as ferramentas de
inteligência artificial serão classificadas conforme seu nível de risco
percebido, de baixo a inaceitável. Governos e empresas que usam essas ferramentas
terão obrigações diferentes, dependendo do nível de risco.
Na votação da desta quinta-feira, os eurodeputados
concordaram em proibir o uso de reconhecimento facial em espaços públicos,
ferramentas de policiamento preditivo e impor novas medidas de transparência em
aplicativos generativos de inteligência artificial, como o ChatGPT da OpenAI.
"Esta votação é um marco na regulamentação da
IA e um sinal claro do Parlamento de que os direitos fundamentais devem ser um
pilar disso", disse o eurodeputado Kim van Sparrentak à Reuters. "A
inteligência artificial deve servir as pessoas, a sociedade e o meio ambiente,
e não o contrário."
O projeto de lei será submetido à votação plenária
do Parlamento Europeu em junho, antes que os termos finais sejam acordados em conversas
" envolvendo representantes do Parlamento Europeu, do Conselho da União
Europeia e da Comissão Europeia.
Depois que os termos forem finalizados e o projeto se tornar lei, haverá um período de carência de cerca de dois anos para permitir que as partes afetadas cumpram os regulamentos.
Será que o ChatGPT vai roubar meu emprego? Estudo
mostra profissões mais expostas à IA
Robô humanóide usando um laptop - Imagem: Freepik
Em que medida os chatbots vão impactar as profissões? Se você é jornalista, tradutor, contabilista e programador, um estudo diz que a influência desses sistemas inteligentes vai ser grande, a ponto de o uso da tecnologia concluir tarefas na metade do tempo que você e esse profissionais realizam atualmente.
Esta é uma das
conclusões de um estudo sobre o nível de exposição de várias profissões, como
as citadas anteriormente, às capacidades do robô inteligente da moda, o
ChatGPT. A responsável pelo documento, porém, é a OpenAI, a empresa que
desenvolve o chatbot inteligente e é para lá de interessada no assunto.
De forma resumida, os
pesquisadores primeiro consideraram as características de chatbots inteligentes
(ou com inteligência artificial). Esses robôs são modelos de linguagem que
permitem que máquinas respondam como se fossem humanos. Eles
"aprendem" uma língua e o jeito de falar após "estudar"
vários textos. Eles são bons em traduzir, classificar, resumir, escrever textos
e criar códigos de computador
A partir daí, os
pesquisadores pegaram o O*Net - o equivalente norte-americano à Classificação
Brasileira de Ocupações (CBO) - e listaram as incumbências de várias
profissões. Depois, analisaram quais delas poderiam ser realizadas com
inteligência artificial de forma mais eficiente para concluir aquelas que
teriam mais ou menos "exposição" à tecnologia.
Quanto maior a exposição,
mais chance de haver automatização. Os pesquisadores explicam que esse conceito
tem relação com tarefas em que o ChatGPT é capaz de reduzir o tempo gasto por
humanos para realização de uma tarefa em pelo menos 50%.
Além disso, as
profissões com mais tarefas passíveis de serem realizadas pelas capacidades do
ChatGPT foram classificadas como tendo "maior exposição" ao chatbot.
De modo geral, ocupações ligadas à programação e escrita são mais suscetíveis a Inteligência Artificial (IA) ou AI (em inglês).
O estudo estima ainda
que profissões que pagam mais têm maior probabilidade de serem automatizadas
comparadas com às que pagam menos. Dentre as ocupações menos expostas ao
ChatGPT estão operador de máquina agrícola, lavador de louça, mecânico de
motocicleta, entre outros trabalhos manuais.
A sobrevivência destes postos de trabalho tem mais relação com o alto custo da robótica e normas sociais do que com outra coisa, explica Carl Frey, pesquisador da Universidade de Oxford e tido como um dos maiores especialista do assunto no mundo.
Acontece, diz ele, "que em alguns países a automatização por robôs é muito cara e acaba valendo mais a pena manter um humano no trabalho. Sem contar que há lugares em que há preferência, por exemplo, por atendimento humano", como exemplo podemos atendimentos de hoteis e lojas, o mesmo não ocorrendo commoteis, por serem mais privativos.
Há motivo para preocupação?
Para começar, o estudo
da OpenAI tem limitações. Uma delas é que ele leva em consideração o
desenvolvimento de softwares para realização de tarefas baseadas no ChatGPT.
Então, ele extrapola as capacidades do sistema. Sem contar que é limitante
definir profissões apenas por suas tarefas.
Pedro Albuquerque,
professor da UnB no departamento de administração e pesquisador da influência
da automatização no mercado de trabalho, fez uma pesquisa em 2019 semelhante à
realizada pela OpenAI, só que levando em conta como a automatização afetaria o
mercado de trabalho do Brasil.
A principal conclusão dele é que haverá uma mudança, sim, "mas não necessariamente a eliminação imediata das profissões com maior tendência de serem automatizadas. A tecnologia não vem para eliminar os trabalhos, mas adicionar uma camada de transformação. Aquilo que é rotineiro, repetitivo e que exige pouco exercício cognitivo, o computador vai fazer por nós", afirma Albuquerque.
Para ele, ferramentas
como o ChatGPT devem fazer com que as pessoas se concentrem mais em tarefas
humanas dentro da sua ocupação — como gerência, liderança, empatia,
coordenação de atividades e conexão humana —, além de atividades relacionadas à
criatividade e originalidade dentro de uma profissão.
Governos devem ficar
atentos com efeitos da automatização
É inegável que com o
tempo algumas profissões vão deixar de existir por causa da automação.
Geralmente, são relacionadas a trabalhos que podem ser feitos sem muita
subjetividade humana, como digitador, despachante, frentista, entre outros.
Na análise de Luca
Belli, professor da FGV Direito Rio e coordenador do Centro de Tecnologia e
Sociedade da instituição, o governo deveria direcionar esforços para conter os
efeitos da automatização no mercado de trabalho.
"Precisa haver uma política de qualificação dessa mão de obra que vai ser mais atingida. As pessoas devem ficar assustadas se isso não estiver acontecendo. Tem poucos governos no mundo preparados para direcionar esforços e conter os efeitos da automatização no mercado de trabalho", alertou.
'Operação 404' bloqueia mais de 250 sites de
streaming pirata em ‘nova caça ao gatonet’.jpg)
Mais de 250 sites que ofereciam streaming pirata foram bloqueados numa operação do Ministério da Justiça no Brasil. A ação, divulgada na terça-feira (14), é resultado da 5ª fase da operação 404, que busca tirar do ar serviços que violam direitos autorais e tem sido feita desde 2019.
A remoção envolveu sites de streaming
de vídeo, jogos, música e grupos de mensagens que compartilhavam músicas
inéditas. Segundo informações do órgão, até o momento foram feitas 11 prisões:
quatro em São Paulo, duas no Paraná, uma na Bahia e quatro em Minas Gerais.
Foram também apreendidos computadores e unidades de armazenamentos usados na
prática criminosa.
Foram registradas também ações em
outros estados brasileiros, como Pernambuco, Bahia, Rio Grande do Sul e Rio de
Janeiro e Ceará. Para combater a pirataria, há uma cooperação dos governos do
Peru e do Reino Unido.
O nome 404 faz referência ao número do protocolo HTTP. O código aparece no navegador quando uma página da internet não é encontrada.
Os bastidores da nova fase
No Peru, foram bloqueados 72 domínios
dedicados à violação de direitos autorais, enquanto no Reino Unido foram 25.
No Brasil, o Ministério fala que foram
ao todo bloqueados:
·
102 sites ilegais de streaming e jogos;
·
63 apps de música;
· 128 bloqueios dinâmicos de domínios -
técnica que barra sites semelhantes de espelharem o conteúdo ilegal;
· 6 canais de apps de mensagem, somando
mais de 4 mil inscritos, que compartilhavam músicas ainda não lançadas.
De acordo com o Ministério da Justiça,
as páginas estão sendo desindexadas de sites de busca (vão deixar de ser
listados no Google, por exemplo) e contas em redes sociais serão
apagadas.
O bloqueio foi feito em cooperação com
associações de defesa da propriedade intelectual no Brasil, como:
·
ABTA (Associação Brasileira de TV por
Assinatura)
·
IPU (Intellectual Property Office,
órgão de propriedade intelectual do Reino Unido)
·
Indecopi (Instituto Nacional de Defesa
da Concorrência e Propriedade Intelectual, do Peru).
Compartilhar conteúdo protegido por
direitos autorais é crime que pode causar de dois a quatro anos de reclusão, e
ainda pegar multa. Dependendo do tipo de atividade, os suspeitos podem ser
indiciados por associação criminosa e até lavagem de dinheiro.
Recentemente, a Anatel iniciou bloqueios de TV
Box não homologadas pela agência e que costumam ser usadas para
acessar canais pagos ilegalmente e streamings piratas — o famoso gatonet.
Na semana passada, o órgão e a Ancine
anunciaram uma parceria para
combater a pirataria de conteúdo audiovisuais na internet.
Mais de 1.500 sites e apps já foram bloqueados
A primeira fase da Operação 404 foi
feita em 2019. Foram bloqueados 210 sites e 100 apps de streaming ilegal, além
de 30 mandados de busca e apreensão.
Na segunda fase, em 2020, houve
bloqueio de 252 sites e 65 apps de streaming ilegal, além de 25 mandados de
busca e apreensão.
Na terceira fase, em 2021, foram
bloqueados 334 sites e 94 apps de streaming ilegais, pelo menos 11 mandados de
busca e apreensão.
Na quarta fase, realizada em 2022, uma novidade. A operação desativou quatro canais no metaverso que faziam transmissões ilegais de conteúdo. Também foram bloqueados 461 apps de streaming.
Testando a 'biocomputação', cientistas usam células
do cérebro humano
Organoide cerebral visto por um microscópio eletrônico, com os neurônios tingidos de magenta - Jesse Plotkin/Johns Hopkins University.
Proposta de 'inteligência em um prato' que pode executar tarefas avançadas com eficiência levanta preocupações éticas.
Cientistas se propõem a desenvolver um computador biológico movido a milhões de células cerebrais humanas. Segundo eles, o computador teria desempenho muito superior ao das máquinas baseadas em silício e ao mesmo tempo consumiria muito menos energia.
Uma equipe liderada pela Universidade Johns Hopkins em Baltimore (EUA) publicou na terça-feira (28) no periódico especializado Frontiers in Science um mapa do caminho detalhado para chegar ao que chama de "inteligência organoide". O hardware vai incluir matrizes de organoides cerebrais –pequenas estruturas neurais tridimensionais cultivadas a partir de células-tronco humanas— conectadas a sensores e dispositivos de saída e ensinados por aprendizagem de máquina, "big data" e outras técnicas.
O objetivo é desenvolver um sistema ultraeficiente que consiga resolver problemas que estão fora do alcance dos computadores digitais convencionais e, ao mesmo tempo, ajudar o desenvolvimento da neurociência e outras áreas de pesquisa médica. A ambição do projeto reflete o trabalho realizado com computação quântica mais avançada, mas levanta questões éticas em torno da "consciência" dos conjuntos de organoides cerebrais.
"Espero por um sistema dinâmico inteligente
baseado na biologia sintética, mas que não sofra as limitações impostas pelas
muitas funções que o cérebro precisa desempenhar num organismo", disse
o professor Thomas Hartung, da Johns Hopkins, que reuniu uma comunidade de 40
cientistas para desenvolver a tecnologia.
Eles assinaram uma chamada "declaração
de Baltimore" pedindo mais pesquisas "para explorar o potencial de culturas de células organoides de promover
nosso entendimento do cérebro e colocar em ação novas formas de biocomputação,
ao mesmo tempo reconhecendo e tratando das implicações éticas associadas".
Hartung admitiu que desenvolver a inteligência organoide para convertê-la em tecnologia comercial pode levar décadas. Além das dificuldades científicas, há as questões éticas ligadas à criação de uma "inteligência numa placa" que será capaz de aprender, lembrar-se e interagir com o ambiente — e que pode desenvolver consciência, mesmo que de modo rudimentar.
O cientista Thomas Hartung em seu laboratório com os recipientes onde os organoides cerebrais estão crescendo - Will Kirk/Johns Hopkins University.
Karl Friston, professor de
neurociência no University College London e não envolvido com inteligência
organoide, foi mais positivo. "É
uma ideia que merece ser estudada, sem dúvida alguma", comentou.
"Haverá muitos passos iniciais ainda pela frente, mas o rumo seguido pode
ser revolucionário."
Hartung disse que um passo
necessário é capacitar os organoides individuais a crescer e ficar maiores.
Para isso, será preciso encontrar uma maneira melhor de infundi-los com
nutrientes em placas de laboratório. Esses construtos neurais minúsculos terão
que crescer de cerca de 50 mil células hoje para cerca de 10 milhões de células
para poderem ajudar a concretizar algo que cientistas reconheceriam como
inteligência organoide.
Pesquisadores também estão
desenvolvendo tecnologias para interligar organoides e comunicar-se com eles,
enviando-lhes informações e decodificando seus "pensamentos". O
laboratório de Hartung testou uma interface, "uma concha flexível que é tão densamente coberta de eletrodos
minúsculos que pode captar sinais do organoide e transmitir sinais para ele".
“Todas
as questões éticas serão avaliadas continuamente por equipes compostas de
cientistas, especialistas em ética e o público” — Thomas
Hartung, professor da Universidade Johns Hopkins
Uma razão para voltar-se à computação biológica é a eficácia com que o cérebro processa e armazena informação. O supercomputador mais poderoso do mundo, a máquina Frontier que está no Laboratório Nacional Oak Ridge, nos EUA, que ficou operacional no ano passado, equipara-se ao poder de processamento de um único cérebro humano —um exaflop ou um bilhão de bilhão de operações por segundo—, mas consome 1 milhão de vezes mais energia.
As primeiras aplicações da
inteligência organoide serão na neurociência e na medicina. Cientistas já estão
criando organoides cerebrais de células-tronco derivadas de pacientes com
problemas neurológicos, para compará-los com indivíduos sadios e avaliar sua
resposta a drogas. A inteligência organoide reforçaria as pesquisas sobre o comprometimento
cognitivo provocado por doenças cerebrais e sua prevenção.
A tecnologia pode levar décadas ainda para criar biocomputadores suficientemente potentes para competir com sistemas convencionais de silício ou quânticos na produção de funcionalidades como a inteligência artificial, mas os proponentes da inteligência organoide apontam para seu potencial imenso e imprevisível. "Espero que vejamos coisas que não sejam apenas uma cópia do desenvolvimento cerebral normal", disse Hartung.
"Crise de OVNIs" reforça necessidade de rever sistema de governança do céu
Nos Estados Unidos, o registro de OVNIs é muito mais comum do que se imagina.
Fazendo um paralelo, imagine que alguém construa um carro, com engenharia, design, parte mecânica, tudo a seu próprio gosto e risco. Depois coloque este veículo para rodar nas ruas da cidade. Todos que o virem não vão saber, obviamente, que veículo é aquele, pois não consta em registro algum de órgão oficial nenhum, já que ele não nunca existiu para o mundo e mercado automobilístico.
Esse “estranho” carro é um “objeto terrestre, propulsionado a motor não indentificado”. O mesmo ocorre com os veículos voadores. Se eles não estão padronizados e registrados em órgãos oficiais governamentais e mercadológicos nenhum, como aviões, foguetes, helicópteros, etc., esse objeto, veículo, é um OVNI, que pode ser até um balão. E não necessariamente uma nave espacial que contém no seu comando um extra terrestre ou seres parecidos.
As especulações envolvendo OVNIs tomou conta da
imprensa internacional nas últimas semanas, depois que vários países,
principalmente os Estados Unidos, divulgaram informações de que artefatos
misteriosos teriam sido vistos sobrevoando seu espaço aéreo. A polêmica ocorreu
logo depois do governo estadunidense ter abatido um balão chinês, sob
suspeita de espionagem, o que levou a um agravamento na tensão entre Washington
e Pequim.
Apesar de ter capturado a atenção da comunidade
internacional, é importante ter claro que, nos Estados Unidos, o registro de
OVNIs é muito mais comum do que se imagina. Somente nos últimos anos, centenas
de avistamentos foram investigados pelo Programa Avançado de Identificação de
Ameaças Aeroespaciais (AATIP), do governo norte-americano. A maior parte deles,
aeronaves convencionais ou objetos de empresas privadas que invadiram o espaço
aéreo por algum tipo de falha técnica.
Para além da discussão sobre "invasão
extraterrestre" que inundou as redes, o episódio deveria nos guiar para
outra conversa, afinal revela uma fragilidade sobre a qual a diplomacia dos
países precisa voltar a falar a respeito: os mecanismos de governança do espaço
aéreo e do céu.
Apesar de existirem diversos acordos e convenções
internacionais, organizações e agências especializadas, além de protocolos e
normas de segurança que foram pactuadas ao longo das últimas décadas e que
conferem condições de coordenação internacional sobre o tema, como a
Organização da Aviação Civil Internacional (ICAO) e o Acordo de Chicago, por
exemplo, é preciso atualizar os mecanismos existentes que versem sobre voos de
observação sobre territórios uns dos outros.
Esse tema costumava ser objeto central do Tratado
dos Céus Abertos, assinado em 1992, e que entrou em vigor em 2002. Com mais de
30 países membros, incluindo os Estados Unidos, a Rússia e vários países
europeus, ele foi o principal responsável, no contexto do imediato pós Guerra
Fria, pela construção de confiança entre esses países no que tange a sobrevoos
mútuos.
Esse instrumento foi, por anos, fundamental para
promover a transparência entre antigos competidores e para ajudar a fortalecer
o diálogo entre seus membros. Voos de observação previamente acordados, e nos
termos mutuamente aceitos, contribuem para reduzir a assimetria de informações,
evitar a desconfiança e a sensação de insegurança entre países. Tudo isso
contribui para prevenir conflitos e assegurar a estabilidade, sobretudo entre
governos cuja relação já envolve arestas e pontos de sensibilidade.
O problema do Tratado de Céus Abertos é que, desde
2020, por decisão do então presidente Donald Trump, os Estados Unidos foram
retirados dele. Na época, Trump acusou a Rússia de violar o acordo e impor
restrições sobre determinadas áreas de seu território. Com isso, o pacto ficou
altamente fragilizado. Além disso, a China não é signatária do tratado, o que
também afeta sua relevância e eficácia no século XXI.
A mensagem é clara: não há como promover a paz e a
segurança global, hoje, sem trazermos para a mesa as principais potências e
trabalhar para reduzir as percepções mútuas de ameaça. Por ora, precisamos
falar sobre os céus.
Fim do gatonet e cinco milhões de TV Box e outras serão desligadas de imediato pela Anatel
![]() |
TV Box e outras serão canceladas. E quem usa está cometendo crime?
A Anatel anunciou na quinta-feira (9) que cerca de 5 milhões de
decodificadores clandestinos em uso no Brasil serão desligados. O famoso
gatonet, caixinhas conhecidas também como TV Box e que funcionam ilegalmente
transmitindo toda sorte de conteúdo de TVs e plataformas de streaming, agora
serão cortadas na origem.
O desligamento será feito de forma remota, sem que as prestadoras de
serviços tenham de entrar na casa do usuário. Agora, ao identificar uma rede pirata de caixinhas, a Anatel notifica o
provedor de internet, que corta o sinal para o aparelho. A medida é
relativamente simples e era uma reivindicação antiga das empresas de mídia e
dos produtores de conteúdo, mas esbarrava em questões internas da Anatel.
Apesar da pirataria ser crime previsto na lei e implicar em até quatro
anos de prisão, a agência por anos vivia um dilema interno em cortar o sinal
das caixinhas. O temor era de que medida fosse interpretada como interferência
no tráfego de dados da internet.
Porém, o gatonet tem se tornado um crescente negócio dominado por
grandes quadrilhas, inclusive internacionais. Outro risco são os aparelhos que
entram nas casas das pessoas e já chegam com vírus e toda sorte de ameaças
digitais. Uma vez instalados, os equipamentos dos consumidores são usados em crimes
digitais.
A pirataria não vai acabar, obviamente. Mas o gatonet será uma prática
bem mais difícil e mais ações de combate estão previstas. A Associação
Brasileira de Televisão por Assinatura estima que, por ano, a pirataria custe
R$ 15 bilhões em receitas perdidas.
Além disso, o combate aos sites que vendem as caixinhas também será
intensificado. Plataformas que venderem os aparelhos deste tipo também podem
ser punidas.
Acabou a mamata dos piratas. Será?
Leia mais...
O Inmetro vai
'cortar' autonomia de carros elétricos no Brasil
Como vai funcionar: se o carro elétrico ou híbrido
alcançar 100 km de autonomia no teste de laboratório para o Programa Nacional
de Etiquetagem Veicular (PBEV) do Inmetro, a informação oficial deste veículo
será de 70 km.
Os carros elétricos passarão
por mudança na divulgação de sua autonomia, que será reduzida em 30% no Brasil
- medida que diverge opiniões no mercado. O novo padrão será adotado visando
uma aproximação mais fiel do veículo com a realidade dos motoristas no dia a
dia.
Não há
mudança no método de ensaio, mas uma novidade na apresentação da informação
para o consumidor - que passa a ver, na tabela, a autonomia do veículo, e não a
conversão em km/l como era feito anteriormente.
Como
vai funcionar: se o carro elétrico ou híbrido alcançar 100
km de autonomia no teste de laboratório para o Programa Nacional de Etiquetagem
Veicular (PBEV) do Inmetro, a informação oficial deste veículo será de 70 km.
As
alterações foram questionadas por proprietários de veículos elétricos, que afirmam
não haver motivos que justifique uma medida preventiva ou cautelar.
"Enxergamos
a nova etiquetagem do Inmetro como uma medida imprecisa e não condizente com a
realidade dos veículos elétricos à venda no país. Vai reduzir o consumo destes
produtos, visto que os números apresentados induzem a uma escolha errada por
parte do consumidor", afirma Clemente Gauer, diretor da Tupinambá Energia,
membro da Abrevei (Associação dos Donos de Veículos Elétricos e Híbridos) e
proprietário de um Chevrolet Bolt EV.
Para
ele e outros proprietários, não há equivalência da prática de penalização de
30% com veículos a combustão, onde peso extra, uso de ar-condicionado e uma
direção mais agressiva também terão o mesmo impacto ou possivelmente até maior.
Historicamente, os veículos a combustão raramente atingem os valores declarados
de economia de combustível.
O WLTP
(Procedimento Mundial Harmonizado de Teste de Veículos) e o EPA (Agência de
proteção ao Meio Ambiente), ciclos utilizados respectivamente na Europa e nos
Estados Unidos, também consideram uma utilização não ideal em algumas fases da
certificação da autonomia. Mesmo assim, são fiéis às baterias de teste e não
penalizam indiscriminadamente em 30% a autonomia dos veículos avaliados.
"É
visto com preocupação o protecionismo à tecnologia e investimento legado e pela
demora do Brasil em se aproximar do percentual de vendas e fabricação de
elétricos em relação às demais regiões do planeta. O risco para a indústria
seria incalculável, já que corre o risco de desindustrialização em função da
queda nas exportações de produtos acabados", diz Clemente.
Montadoras
defendem: para a Anfavea, a associação dos fabricantes de
veículos, a medida é favorável por permitir que o consumidor exerça seu direito
de escolher o modelo de forma mais esclarecida. Segundo a entidade, os testes
são realizados em condições de laboratório, ideais e muito favoráveis -
motoristas treinados, temperatura e umidade controladas, simulação de um
trajeto plano, com tráfego leve, veículo sem carga e com pneus calibrados). Com
isso, os resultados obtidos são muito melhores do que aqueles encontrados pelos
motoristas em uso real.
Do
mesmo modo que já se faz em outros países, é aplicado um fator de deflação aos
resultados de laboratório, trazendo estes valores para níveis próximos daqueles
que os consumidores observarão no seu dia a dia.
Assim,
considerando-se que os valores divulgados pelo Inmetro são de todos os modelos
de veículos comercializados no Brasil e este procedimento é aplicado a todos
eles, o consumidor tem como comparar os produtos, além de ter em mãos uma
ferramenta que lhe mostra qual a autonomia que efetivamente terá com aquele
veículo.
"Não
se trata nem de uma mudança, uma vez que o procedimento a ser adotado pelo
Inmetro para a divulgação da autonomia dos veículos elétricos e híbridos já é
aplicado de forma similar, há vários anos, para os veículos convencionais. Caso
não houvesse uma padronização na metodologia para a medição da autonomia, isto
permitiria que cada comerciante divulgasse valores como bem entendesse",
afirma Henry Joseph Jr., diretor técnico da Anfavea.
"Com
a divulgação da nova tabela do Inmetro do Programa Brasileiro de Etiquetagem
Veicular (PBEV), em que veículos elétricos e híbridos também estão listados,
será possível avaliar as diferenças de autonomia das diferentes tecnologias.
Considerando-se o crescente interesse dos consumidores na questão da
descarbonização e da sustentabilidade, as questões ambientais passam a ser mais
importantes na decisão de compra", reforça Henry.
Em
nota, o Inmetro afirma que o (PBEV) segue a as diretrizes do programa Rota 2030
para ensaios de carros elétricos, baseadas na metodologia norte-americana da
SAE (Society of Automotive American Engenieers). A declaração dos dados de
eficiência energética segue, portanto, a metodologia definida pela EPA, que
utiliza a mesma norma.
A
entidade ainda afirma que esse formato acompanharia a evolução do mercado de
carros elétricos e vem sendo discutido com toda a indústria há alguns anos,
tendo passado inclusive por processo de consulta pública em 2020.
Quanto as redes sociais lucraram com as postagens dos golpistas que invadiram Brasília?
Apoiadores
do ex-presidente Jair Bolsonaro caminham em direção ao Congresso Nacional, em
Brasília, no segundo domingo de janeiro (8), durante a retomada de protestos contra o governo
do presidente recém-empossado Luiz Inácio Lula da Silva. Parte dos
golpistas estava em frente ao Quartel General do Exército, outros vieram em
caravanas para a cidade.
A chamadas redes sociais, canais de relacionamento pela internet, têm
sido tratadas como aliadas no combate à desinformação pelas instituições
brasileiras. Talvez a barbárie de janeiro mostre que esse misto de
ingenuidade com comodismo saem muito caro para a população.
Nunca foi tão atual a
frase "Follow the money", imortalizada pelo filme "Todos
os homens do presidente", sobre o escândalo de Watergate. As redes
sociais estão faturando horrores com a nossa desgraça e, pelo andar da
carruagem, vão faturar ainda mais.
Empresas globais e
bilionárias encontraram a chave para fazer os brasileiros de otários: dizem que
vão "desmonetizar" os canais que só trazem desgraça. Quando
"desmonetizam", uma multidão de gente iludida comemora como se
estivesse sendo beneficiada. Na verdade, está sendo feita de idiota.
Uma reportagem
interessante da Aos Fatos rastreou 47 lives feitas pelo YouTube durante a
depredação das sedes dos Três Poderes. Pelo menos 23 desses canais arrecadaram
dinheiro com doações ou monetização das páginas.
Como a performance
desses canais é odiosa, a tendência das pessoas é ficar contente com qualquer solução
que os prejudique. Não vão mais monetizar? Ótimo! Quem tomou a medida foi o
próprio YouTube? Temos um novo herói nacional.
É evidente que ninguém
deve faturar com esse tipo de conteúdo, não deve ser monetizado. Minha questão
é outra: por que o influencer não pode ganhar dinheiro com isso mas as redes
sociais podem? Simples, porque nós deixamos.
A Advocacia Geral da
União repetiu um erro fundamental que virou praxe entre as nossas autoridades.
Pediu a desmonetização dos canais e só. Nada além disso. Aparentemente não há
nenhuma cobrança para que se peça nada além disso.
Isso significa que
seremos reféns de quem fatura alto com a nossa desgraça enquanto batemos palma
para o sacrifício de meia dúzia de peixes pequenos. Toda iniciativa que só
desmonetiza o produtor de conteúdo é picaretagem para eternizar um sistema
perverso.
Essas iniciativas fazem
sucesso porque exploram o "schadenfreude", um dos sentimentos mais
mobilizadores da alma humana. Ficamos felizes quando alguém que julgamos
merecer um castigo se dá mal. Ao se colocar como algoz dos produtores perversos
de conteúdo, toda Big Tech se safa ilesa com os próprios malfeitos.
O mecanismo é eficiente
porque nós temos a ilusão de que sabemos como funcionam as redes. Postamos,
usamos o tempo todo, portanto sabemos. Muita gente adulta realmente acredita
que as plataformas não têm nenhuma relação com o conteúdo, são os produtores os
responsáveis pela postagem e alcance. Nada mais falso. O negócio das redes
sociais é a intermediação entre o conteúdo produzido e quem o assiste.
Experimente fazer uma
transmissão em qualquer rede social usando uma música protegida por direitos
autorais. O mais provável é que seja derrubada imediatamente. A monetização, se
tiver ocorrido, será redirecionada ao dono dos direitos autorais. Não precisará
nem de denúncia, o próprio algoritmo rastreia e toma atitudes automaticamente.
E por que não caíram
automaticamente nem os convites nem as transmissões da vandalização dos prédios
dos Três Poderes? Porque Youtube, Facebook, Instagram e Twitter optaram por
lucrar com esse conteúdo em vez de derrubar. Simples assim.
Hoje, 70% dos vídeos
vistos no YouTube não são buscados, são "sugeridos" pelo algoritmo.
Ninguém sabe qual o critério. O Google diz ser o melhor para o usuário. O
"follow the money" diz ser o que mantém a pessoa mais tempo usando a
plataforma.
Uma das lives
monetizadas dos depredadores chegou a 300 mil visualizações. Quantas foram
naturais e quantas foram "sugeridas" pelo próprio YouTube? Não
sabemos, ninguém perguntou a eles.
Um relatório de 2021 do
Center for Countering Digital Hate fez as contas de quanto faturaram os produtores
de conteúdo antivacina na pandemia nos Estados Unidos. Quase todo o conteúdo
era produzido por 12 canais que, juntos, faturaram US$ 36 milhões.
Quanto as redes sociais
faturaram com os seguidores desses canais? Segundo a conta feita pelo CCDH, cerca
de US$ 1,1 bilhão. É necessário frisar que a maioria das pessoas chega a esses
conteúdos por "sugestão" das próprias redes sociais.
Passou da hora de chamar
essas empresas à responsabilidade, como já é feito no mundo civilizado.
Precisamos saber quanto se fatura no Brasil promovendo esse espetáculo dantesco
de desinformação e dissonância cognitiva.
Por que o Telegram mudou de postura e barra grupos que apoiam golpe?
Mesmo depois da eleição, o TSE promete continuar monitorando grupos desse tipo para evitar que manifestações antidemocráticas perturbem o ambiente do país para a diplomação e posse do presidente eleito.
Após o fim do segundo turno das eleições no último domingo (30), o TSE
(Tribunal Superior Eleitoral) já bloqueou dezenas de grupos de extrema-direita
no Telegram que defendiam um golpe militar e conclamavam seguidores a organizar
manifestações em apoio à causa.
Os grupos banidos ontem do Telegram anunciavam uma "paralisação
geral pelo Brasil". O Telegram havia sido o aplicativo utilizado por
caminhoneiros para organizar protestos em rodovias do país contra a vitória de
Lula. Muitas mensagens tinham conteúdo golpista e alguns grupos foram
desativados pela própria plataforma.
Foram bloqueados ao menos 27 grupos do Telegram que somavam 153.273
seguidores. Os títulos desses grupos mencionavam "Paralisação Geral"
ou "Intervenção". O supergrupo B-38, que já havia sido suspenso
alguns meses antes das eleições, voltou a ser derrubado.
Os bloqueios são resultado da mudança de postura do aplicativo de
mensagens desde que o STF (Supremo Tribunal Federal) ordenou
seu bloqueio do Brasil por manter na plataforma a presença de perfis que
organizavam ataques contra a democracia na internet.
Mesmo depois da eleição, o TSE promete continuar monitorando grupos
desse tipo para evitar que manifestações antidemocráticas perturbem o ambiente
do país para a diplomação e posse do presidente eleito.
Ameaça de bloqueio
Lançado em 2013 como um aplicativo com foco em privacidade e livre de
anúncios, o Telegram ultrapassou 700 milhões de usuários ativos mensais em
2022.
No início deste ano, o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo
Tribunal Federal), determinou o bloqueio do Telegram por manter perfis que
organizavam ataques contra a democracia na internet. Na época, a empresa
silenciou sobre o caso e não respondeu às tentativas de contato da justiça.
Por padrão, o silêncio é como o Telegram costumava lidar com inquisições
de governos ao redor do mundo. O app dizia que, seguindo os princípios do
seu criador, não lidava com o que era considerado "restrições de liberdade
de expressão" e não aplicava a moderação no que era compartilhado em sua
plataforma.
"Dependendo das
circunstâncias e do teor das informações que são disseminadas no aplicativo de
mensagem, a justiça pode ordenar que o Telegram identifique essas contas e que
suspenda esses grupos ou contas individuais", explicou a advogada
especialista em direito digital, Gisele Truzzi.
A justiça pode inclusive, solicitar ao aplicativo dados que possibilitem
a identificação das pessoas que estão por trás desses grupos ou mensagens.
"No primeiro momento, a
justiça pode, como já fez com o WhatsApp, por exemplo, determinar que o
Telegram apresente dados de conexão e demais informações que permitam a
identificação dessas pessoas", destacou Gisele.
Caso sejam identificados os autores de mensagens que ameacem a
democracia, eles podem responder a crimes cometidos contra instituições
democráticas:
·
Abolição violenta do Estado Democrático de Direito
(Art. 359-L): Tentar, com emprego de violência ou grave ameaça, abolir o Estado
Democrático de Direito, impedindo ou restringindo o exercício dos poderes
constitucionais. A pena é de reclusão, de quatro a oito anos, além da pena
correspondente à violência.
·
Golpe de Estado (Art. 359-M): Tentar depor, por
meio de violência ou grave ameaça, o governo legitimamente constituído. A pena
é de reclusão, de quatro a doze anos, além da pena correspondente à violência.
Mudança de postura
No atrito anterior entre o app e a Justiça brasileira, o próprio
Alexandre de Moraes revogou a ordem de bloqueio, após o cumprimento de
determinações da Corte que estavam pendentes.
O STF havia enviado para a empresa uma lista de determinações que
incluía a indicação de representante oficial do aplicativo no Brasil; o envio
de informações sobre providências para combate à desinformação; e o cumprimento
integral de decisões que determinaram retirada de conteúdo ou bloqueio de
canal.
O indicado pela empresa foi Alan Campos Elias Thomaz. Além disso, como
medidas para combate à desinformação no Brasil, o Telegram citou o
monitoramento dos 100 canais mais populares e o acompanhamento da mídia
brasileira.
O aplicativo também se comprometeu em estabelecer relações de trabalho
com agências de checagem e restringir postagens públicas para usuários banidos
por espalhar desinformação, além de atualizar termos de serviços e promover informações
verificadas.
Procurada por Tilt, a assessoria de imprensa do STF disse
apenas que o processo envolvendo o bloqueio de contas no Telegram é sigiloso e
que não possui informações sobre o assunto.
Entrada na bolsa de valores
O advogado Carlos Affonso, professor da Universidade do Estado do Rio de
Janeiro (UERJ) e diretor do Instituto de Tecnologia e Sociedade, considera que
o aplicativo teve uma mudança de postura, talvez como parte do plano de
realizar um IPO (processo que marca a entrada de uma empresa na bolsa
de valores) nos próximos anos.
"Certamente a ameaça de
bloqueio no Brasil foi um momento determinante para essa mudança de rota. Não
apenas o Brasil é um mercado expressivo, como futuros acionistas poderiam ter
dúvidas em investir em uma empresa que enfrenta bloqueios mundo afora, tornando
seus produtos e serviços menos acessíveis e confiáveis a longo prazo",
analisou.
O site Decrypt já havia noticiado que a empresa responsável pelo aplicativo
de mensagens está considerando lançar uma oferta pública inicial nos próximos
dois anos. A empresa sugere uma possível valoração entre US$ 30 e US$ 50
bilhões, conforme noticiado pelo jornal russo Vedomosti.
O que é Deep Learning: conheça a técnica de aprendizado profundoEssa técnica treina o computador para aprender sozinho e realizar atividades sem a intervenção humana. Como o deep learning pode e já vem sendo usado para os negócios a partir desse século. Você já ouviu falar em deep learning? O termo é utilizado para se referir ao chamado aprendizado profundo. Por isso, é muito abrangente. Porém, o que você talvez não saiba é que esse é um tipo de machine learning. Portanto, é voltado para máquinas e ajuda no reconhecimento de fala, nas previsões e na identificação de imagens.
Ainda tem mais. Essa técnica treina o computador para aprender sozinho e realizar atividades sem a intervenção humana. Dessa forma, está dentro da Inteligência Artificial (IA) e é imprescindível para o mundo tecnológico atual. Inclusive, é um fator que ajuda as empresas a conquistarem vantagem competitiva.
Para ter uma ideia, um estudo mostrou que a IA e o machine learning passaram a ser as tecnologias de mais impacto a partir de 2022. Além disso, 81% dos entrevistados acreditam que 1/4 das tarefas executadas atualmente serão aprimoradas por robôs no prazo de 5 anos. No período de 10 anos, 78% preveem que suas funções serão melhoradas pelos bots.
Esses dados mostram que todo profissional que deseja se destacar precisa continuar se atualizando. Por isso, explicaremos abaixo, de forma até generica, apresentando o que é essa tendência tecnológica e os principais detalhes sobre o assunto. Saiba mais, abaixo.
o que é deep learning; por que é importante; o que é uma estrutura de aprendizado profundo; como funciona; quais são os modelos; em que situação o deep learning é utilizado; o que são redes neurais; o que pode ser feito com redes neurais; quais são os tipos de redes neurais.
O que é deep learning?O deep learning é uma espécie de machine learning que utiliza as redes neurais artificiais para o aprendizado de máquina. A partir disso, os sistemas digitais tomam decisões e aprendem o que devem fazer em diferentes situações. Tudo com base em dados não estruturados e não rotulados.
Aqui, vale a pena explicar por que o aprendizado profundo é diferente do machine learning. Enquanto o segundo treina os sistemas de IA para reconhecer padrões, aprender experiências, adaptar-se etc, o primeiro gera o conhecimento a partir dos exemplos.
Por isso, é um aprendizado profundo. Afinal, não há resposta a um conjunto de regras nem equações predefinidas. O que acontece é a criação de atitudes para reagir, desempenhar atividades e se comportar como seres humanos. Assim, são configurados parâmetros básicos, o que permite ao computador reconhecer padrões em diferentes camadas de processamento.
Dentro desse contexto, é como se o deep learning fosse uma otimização do aprendizado de máquina. Isso porque são usadas técnicas mais avançadas. Dessa forma, as redes neurais simulam as conexões entre os neurônios humanos, o que garante o trabalho conjunto e complementar. É justamente isso que faz o algoritmo seguir um caminho de A a B sem intervenção humana.
Por que o deep learning é tão importante?
O conhecimento gerado pelo aprendizado profundo favorece a análise de conjuntos de dados grandes e complexos. Isso contribui para a realização de tarefas complicadas e não lineares. Além disso, melhora a rapidez nas respostas a textos, imagens e voz, o que acontece de forma mais rápida e mais precisa do que quando executadas pelos seres humanos.
Para ficar mais claro, basta ver um exemplo de aplicação do deep learning. Esse é o caso dos carros autônomos, ou seja, sem motorista. As imagens são processadas e os pedestres são diferenciados dos outros objetos presentes no local.
Outra possibilidade são os dispositivos utilizados nas casas inteligentes, que obedecem comandos de voz. Isso significa que sistemas como Siri e Cortana também são fomentados por essa tecnologia — pelo menos, em parte.
Portanto, o aprendizado profundo já está incluído no dia a dia. Isso já demonstra sua importância. Ainda tem mais. Conforme há o aumento do volume de dados e a capacidade da computação fica mais poderosa, outras empresas e cientistas de dados começam a utilizar essa tecnologia para 3 principais propósitos:
inovar; encontrar oportunidades; manter sua relevância.
Além disso, vários desenvolvimentos estão acontecendo devido ao deep learning. Os principais são:
aumento da precisão dos modelos devido às novas abordagens de machine learning; desenvolvimento de novas classes de redes neurais, o que aumenta a aplicação do deep learning. Por exemplo, na classificação de imagens e na tradução de textos; melhoria na performance dos métodos de aprendizado profundo devido ao aprimoramento dos algoritmos; criação de camadas mais profundas com a grande disponibilidade de dados. Entre eles, os textuais das redes sociais, as transcrições de investigações, os fluxos de informações da Internet das Coisas, as receitas médicas e mais.
O que é uma estrutura de aprendizado profundo?
A estrutura de aprendizado é uma arquitetura de redes neurais artificiais, que simulam os neurônios humanos, como já explicamos. Essa estrutura tem 3 camadas: de entrada, saída e oculta. Cada uma delas tem unidades que funcionam da seguinte forma:
os dados de entrada são transformados em informações; a próxima camada utiliza essas informações para realizar uma tarefa preditiva.
A partir dessa estrutura, o computador consegue aprender via processamento dos dados. Assim, os modelos de machine learning são mais bem implementados com a ajuda de estruturas de deep learning. Por exemplo, TensorFlow e PyTorch. A função é simplificar a coleta de dados, a fim de treinar as redes neurais.
Além disso, existem aceleradores, como o ONNX Runtime. Eles complementam essas estruturas agilizando o treinamento e a inferência dos modelos.
Como o aprendizado profundo funciona?
A arquitetura de rede neural funciona em diferentes camadas, especialmente as 3 citadas. Além disso, o funcionamento depende de:
unidades de processamento gráfico de alto desempenho inseridas na nuvem ou em clusters; grandes volumes de dados rotulados. Isso permite alcançar um nível de precisão maior no que se refere a reconhecimento de imagem, texto e fala.
É importante ressaltar que essas camadas substituem a formulação e a especificação do modelo por caracterizações hierárquicas. Elas são capazes de reconhecer as características latentes dos dados nas regularidades das camadas.
Dessa forma, os sistemas digitais são desenvolvidos de forma similar à inteligência humana. Ao mesmo tempo, o prazo de implantação é reduzido, passando de semanas para horas. Isso gera uma mudança de paradigma importante: em vez da tecnologia dizer ao computador como resolver o problema, faz o treinamento do sistema para que ele possa resolver de forma autônoma.
Quais são os modelos de aprendizado profundo?
Existem diferentes estratégias e métodos para aplicar o deep learning. É fundamental entendê-las para conhecer exatamente o funcionamento do aprendizado profundo. Veja quais são os modelos a seguir.
Supervisionado
Nesse caso, o algoritmo é treinado em conjuntos de dados rotulados. Assim, quando é feita uma determinação sobre uma informação, os rótulos incluídos com os dados podem ser utilizados para ter certeza de que a regra está correta. Além disso, os dados que servem de base para treinar os modelos são fornecidos por humanos. Portanto, existe uma rotulação antes de seu uso.
Não supervisionado
Aqui, os algoritmos são treinados com dados sem rótulos nem informações. Por isso, é impossível verificar as próprias determinações. Em contrapartida, há uma ordenação e classificação feita pelo sistema com base nos padrões reconhecidos por conta própria.
Aprendizado de reforço
É o modelo em que um sistema soluciona tarefas por meio de tentativa e erro. Assim, é possível tomar decisões e atingir o resultado desejado, inclusive em cenários mais complexos. Nessa situação, o algoritmo não utiliza conjuntos de dados para fazer determinações. Porém, as informações coletadas de um certo ambiente são usadas.
Aprendizado de reforço profundo
É a combinação entre técnicas de aprendizado de reforço e aprendizado profundo. Isso forma um tipo de machine learning diferente, que usa o formato de tomada de decisão por tentativa e erro, e o alcance de metas complexas. Porém, também conta com funcionalidades de deep learning no processamento e na compreensão de grandes quantidades de dados não estruturados.
Em que situações o deep learning é utilizado?
Para entender bem a importância dessa tecnologia, vale a pena conhecer as oportunidades e as aplicações de aprendizado profundo. Aqui, é importante saber que os algoritmos têm uma natureza iterativa (repetitiva), ou seja, capaz de repetir ações. No entanto, o aumento do número de camadas gera mais complexidade, o que exige um grande poder computacional.
A vantagem do deep learning é ser capaz de melhorar de forma contínua e adaptar-se às mudanças nos padrões de informações posteriores. Ou seja, sua natureza é dinâmica. Isso agrega valor ao analytics, que oferece uma chance maior de personalização, precisão e performance.
Por exemplo, as análises de clientes identificam mais detalhes, o que ajuda você a encontrar as melhores oportunidades profissionais. Portanto, ainda que as técnicas de aprendizado profundo sejam mais aplicadas na computação cognitiva, também é possível fazer análises mais tradicionais. Esse é o caso das séries temporais.
Dentre as possíveis aplicações, algumas já citadas, existem as que apresentamos em seguida. Confira:
Chatbot
Os chatbots online são utilizados para potencializar o atendimento e, por consequência, a retenção de clientes. Ativados por texto ou voz, são adotados para transações de rotina, perguntas frequentes e mais. Com isso, é possível substituir os operadores. Sem contar que as filas de clientes em espera são reduzidas devido às respostas automatizadas, que são úteis e adequadas por contexto.
Reconhecimento de imagem
Aqui, também estão incluídas a fala e as emoções. Nesse caso, o deep learning aumenta a precisão do reconhecimento. Além disso, habilita: as pesquisas de imagens; o uso de assistentes pessoais digitais; o uso de veículos autônomos; as melhorias na segurança pública e digital.
Personalização das experiências
É um recurso muito usado em serviços de streaming, varejistas online e outras empresas. A ideia é indicar produtos e serviços para o cliente, a fim dele ter uma experiência melhor. A definição das sugestões é feita a partir dos históricos de compra, comportamento passado e outros dados.
Assistentes digitais pessoais
São ativados por voz para compreender a fala e responder a comandos em linguagem natural. Em alguns casos, é possível até fazer trocadilhos.
Veículos autônomos
Esses veículos utilizam algoritmos de aprendizado profundo para processar feeds - fluxo de conteúdo que você pode percorrer. O conteúdo é mostrado em blocos de aparência semelhante que se repetem um após o outro. Por exemplo, um feed pode ser editorial (como uma lista de artigos ou notícias) ou conter informações de produtos (por exemplo, uma lista de produtos, serviços etc.) - dinâmicos rapidamente, em apenas alguns segundos. Com isso, é possível tomar decisões acertadas sem pedir orientações. Ao mesmo tempo, fica mais fácil reagir ao inesperado com uma velocidade maior do que um motorista humano.
O que são redes neurais?
Ao longo desta matéria falamos sobre as redes neurais e como elas formam a estrutura do deep learning. Contudo, vale a pena entender melhor como elas funcionam.
Também conhecidas como ANN — de redes neurais artificiais —, consiste em uma arquitetura digital que simula processos cognitivos humanos a fim de modelar padrões complexos, realizar previsões e reagir aos estímulos externos de modo adequado.
Ou seja, os dados estruturados deixam de ser necessários. Isso porque as ANNs conseguem interpretar eventos diferentes, como os dados não estruturados. Assim, o sistema reage de maneira muito semelhante ao de um ser humano.
O que pode ser feito com as redes neurais?
O foco dessa estrutura é o aprendizado e a modelagem de entradas e saídas complexas e voláteis. Além disso, também serve para a inferência de relações inéditas e a criação de previsões sem restringir as distribuições de dados.
A partir disso, as empresas podem tomar decisões corporativas, criar políticas financeiras e estratégias de vendas, e utilizar recursos. No entanto, o aprendizado profundo vai além, porque expõe relações não lineares complexas.
Ao mesmo tempo, modela fatores inéditos. Isso ajuda a desenvolver a precisão de processos dinâmicos e complexos, inclusive, aqueles com diversos aspectos ocultos. É o caso dos preços no mercado financeiro, que sofrem alta volatilidade.
Nesse sentido, praticamente todas as atividades comerciais são beneficiadas com o conhecimento gerado pelo deep learning. Isso vale para vários setores de negócio e segmentos de atuação, como vendas e marketing.
Quais são os tipos de redes neurais?
Apesar de serem sempre uma arquitetura, existem diferentes tipos de redes neurais. Cada uma delas é adequada a um tipo de deep learning. Por isso, vale a pena conhecê-las. Veja.
Rede neural convolucional (CNN)
É mais utilizada para classificar imagens e reconhecer objetos. É utilizada para a conversão de imagens em matrizes digitais. Por isso, são indicadas para detecção de tópico, reconhecimento facial e análise de sentimento.
Rede neural deconvolucional (DNN)
Permite encontrar sinais de rede complexos ou de alto volume quando são perdidos ou misturados a outro. É a rede indicada para o processamento de imagens de alta resolução e estimativas de fluxo óptico.
Rede adversária gerativa (GAN)
É utilizada para treinar modelos a gerarem informações ou materiais capazes de imitar as propriedades específicas dos dados de treinamento. Isso porque identifica as diferenças entre originais e cópias, mesmo as sutis. A GAN também é utilizada para gerar imagens e vídeos de alta fidelidade, super-resolução e reconhecimento facial avançado.
Rede neural recorrente (RNN)
É capaz de inserir dados em camadas ocultas com atrasos de tempo específicos. O tamanho desse modelo permanece inalterado em situações de entradas mais altas e contas de computação de rede para informações históricas em estados atuais. Por isso, são uma alternativa para o reconhecimento de fala, a robótica, a previsão avançada e mais aprendizados profundos complexos.
Transformadores
São utilizados para lidar com os dados de entrada sequenciais, apesar de não serem restritos a eles. Também utilizam a atenção. Essa é uma técnica que permite aos modelos atribuírem diferentes níveis de influência a várias partes de dados de entrada. Assim, identificam o contexto para elas em uma sequência. Isso garante mais paralelização e reduz o tempo de treinamento do modelo.
Todas essas informações estão interligadas e compõem o que é deep learning. Afinal, essa técnica é composta pelas redes neurais e suas estruturas. A partir disso, permitem fazer melhores análises, automatizar tarefas e alcançar o melhor resultado nas suas atividades de negócio.
Inclusive, isso ajuda no processo de internacionalização. Mesmo que você seja um freelancer, fazer a prestação de serviços ao exterior depende de decisões certas. Com o deep learning, é possível alcançar essas informações e fazer esse processo da maneira mais adequada para ter sucesso na sua empreitada.
Experiência jovem na direção jornalística da Rádio
Ubaense
Amarildo Oliveira Neto traz a expertise de FM para a rádio Ubaense
Novos ares nas rádios
do Brasil. Em 2016, o Ministério das Comunicações determinou que até 2021 todas
as emissoras de radiodifusão brasileiras, que operavam na frequência Amplitude Modulada (AM), passariam
a funcionar na Frequência Modulada (FM). A Rádio Ubaense, já em 2019, fez a
migração e agora inova contratando sangue jovem para a direção de jornalismo, a
fim de se adaptar aos novos tempos.
Com mais de 80 anos no ar, a Rádio Multisom
Ubaense, que sempre operou na faixa de AM, compulsoriamente, por determinação
do MCOM (Ministério das Comunicações), passou a trabalhar na faixa de FM, a
exemplo das quase 1.500 rádios que funcionavam na frequência Amplitude Modulada espalhadas pelo Brasil.
Diante desse novo quadro, a Rádio Multisom
Ubaense resolveu investir em “jornalismo dinâmico e prático”, como disse o
diretor da emissora, César Sá. Diante disso, contratou para comandar o departamento de
jornalismo da emissora, Amarildo Oliveira Neto. “O pensamento era qual? Nós vamos buscar que pessoa? E há algum tempo a
gente já vem analisando o trabalho do Amarildo. Então, entendemos que ele seria
a pessoa ideal para ficar junto com a gente aqui, no jornalismo”, explicou César, que cuida não só da emissora de Ubá, mas das cinco que compõem o Sistema Multisom de Rádio, como mostra a imagem abaixo. ([clique na imagem e visite o site]).
A Anatel anunciou na quinta-feira (9) que cerca de 5 milhões de decodificadores clandestinos em uso no Brasil serão desligados. O famoso gatonet, caixinhas conhecidas também como TV Box e que funcionam ilegalmente transmitindo toda sorte de conteúdo de TVs e plataformas de streaming, agora serão cortadas na origem.
O desligamento será feito de forma remota, sem que as prestadoras de serviços tenham de entrar na casa do usuário. Agora, ao identificar uma rede pirata de caixinhas, a Anatel notifica o provedor de internet, que corta o sinal para o aparelho. A medida é relativamente simples e era uma reivindicação antiga das empresas de mídia e dos produtores de conteúdo, mas esbarrava em questões internas da Anatel.
Apesar da pirataria ser crime previsto na lei e implicar em até quatro
anos de prisão, a agência por anos vivia um dilema interno em cortar o sinal
das caixinhas. O temor era de que medida fosse interpretada como interferência
no tráfego de dados da internet.
Porém, o gatonet tem se tornado um crescente negócio dominado por
grandes quadrilhas, inclusive internacionais. Outro risco são os aparelhos que
entram nas casas das pessoas e já chegam com vírus e toda sorte de ameaças
digitais. Uma vez instalados, os equipamentos dos consumidores são usados em crimes
digitais.
A pirataria não vai acabar, obviamente. Mas o gatonet será uma prática
bem mais difícil e mais ações de combate estão previstas. A Associação
Brasileira de Televisão por Assinatura estima que, por ano, a pirataria custe
R$ 15 bilhões em receitas perdidas.
Além disso, o combate aos sites que vendem as caixinhas também será
intensificado. Plataformas que venderem os aparelhos deste tipo também podem
ser punidas.
Acabou a mamata dos piratas. Será?
Leia mais...
O Inmetro vai 'cortar' autonomia de carros elétricos no Brasil
Como vai funcionar: se o carro elétrico ou híbrido
alcançar 100 km de autonomia no teste de laboratório para o Programa Nacional
de Etiquetagem Veicular (PBEV) do Inmetro, a informação oficial deste veículo
será de 70 km.
Os carros elétricos passarão por mudança na divulgação de sua autonomia, que será reduzida em 30% no Brasil - medida que diverge opiniões no mercado. O novo padrão será adotado visando uma aproximação mais fiel do veículo com a realidade dos motoristas no dia a dia.
Não há
mudança no método de ensaio, mas uma novidade na apresentação da informação
para o consumidor - que passa a ver, na tabela, a autonomia do veículo, e não a
conversão em km/l como era feito anteriormente.
Como
vai funcionar: se o carro elétrico ou híbrido alcançar 100
km de autonomia no teste de laboratório para o Programa Nacional de Etiquetagem
Veicular (PBEV) do Inmetro, a informação oficial deste veículo será de 70 km.
As
alterações foram questionadas por proprietários de veículos elétricos, que afirmam
não haver motivos que justifique uma medida preventiva ou cautelar.
"Enxergamos
a nova etiquetagem do Inmetro como uma medida imprecisa e não condizente com a
realidade dos veículos elétricos à venda no país. Vai reduzir o consumo destes
produtos, visto que os números apresentados induzem a uma escolha errada por
parte do consumidor", afirma Clemente Gauer, diretor da Tupinambá Energia,
membro da Abrevei (Associação dos Donos de Veículos Elétricos e Híbridos) e
proprietário de um Chevrolet Bolt EV.
Para
ele e outros proprietários, não há equivalência da prática de penalização de
30% com veículos a combustão, onde peso extra, uso de ar-condicionado e uma
direção mais agressiva também terão o mesmo impacto ou possivelmente até maior.
Historicamente, os veículos a combustão raramente atingem os valores declarados
de economia de combustível.
O WLTP (Procedimento Mundial Harmonizado de Teste de Veículos) e o EPA (Agência de proteção ao Meio Ambiente), ciclos utilizados respectivamente na Europa e nos Estados Unidos, também consideram uma utilização não ideal em algumas fases da certificação da autonomia. Mesmo assim, são fiéis às baterias de teste e não penalizam indiscriminadamente em 30% a autonomia dos veículos avaliados.
"É visto com preocupação o protecionismo à tecnologia e investimento legado e pela demora do Brasil em se aproximar do percentual de vendas e fabricação de elétricos em relação às demais regiões do planeta. O risco para a indústria seria incalculável, já que corre o risco de desindustrialização em função da queda nas exportações de produtos acabados", diz Clemente.
Montadoras
defendem: para a Anfavea, a associação dos fabricantes de
veículos, a medida é favorável por permitir que o consumidor exerça seu direito
de escolher o modelo de forma mais esclarecida. Segundo a entidade, os testes
são realizados em condições de laboratório, ideais e muito favoráveis -
motoristas treinados, temperatura e umidade controladas, simulação de um
trajeto plano, com tráfego leve, veículo sem carga e com pneus calibrados). Com
isso, os resultados obtidos são muito melhores do que aqueles encontrados pelos
motoristas em uso real.
Do
mesmo modo que já se faz em outros países, é aplicado um fator de deflação aos
resultados de laboratório, trazendo estes valores para níveis próximos daqueles
que os consumidores observarão no seu dia a dia.
Assim,
considerando-se que os valores divulgados pelo Inmetro são de todos os modelos
de veículos comercializados no Brasil e este procedimento é aplicado a todos
eles, o consumidor tem como comparar os produtos, além de ter em mãos uma
ferramenta que lhe mostra qual a autonomia que efetivamente terá com aquele
veículo.
"Não
se trata nem de uma mudança, uma vez que o procedimento a ser adotado pelo
Inmetro para a divulgação da autonomia dos veículos elétricos e híbridos já é
aplicado de forma similar, há vários anos, para os veículos convencionais. Caso
não houvesse uma padronização na metodologia para a medição da autonomia, isto
permitiria que cada comerciante divulgasse valores como bem entendesse",
afirma Henry Joseph Jr., diretor técnico da Anfavea.
"Com
a divulgação da nova tabela do Inmetro do Programa Brasileiro de Etiquetagem
Veicular (PBEV), em que veículos elétricos e híbridos também estão listados,
será possível avaliar as diferenças de autonomia das diferentes tecnologias.
Considerando-se o crescente interesse dos consumidores na questão da
descarbonização e da sustentabilidade, as questões ambientais passam a ser mais
importantes na decisão de compra", reforça Henry.
Em
nota, o Inmetro afirma que o (PBEV) segue a as diretrizes do programa Rota 2030
para ensaios de carros elétricos, baseadas na metodologia norte-americana da
SAE (Society of Automotive American Engenieers). A declaração dos dados de
eficiência energética segue, portanto, a metodologia definida pela EPA, que
utiliza a mesma norma.
A entidade ainda afirma que esse formato acompanharia a evolução do mercado de carros elétricos e vem sendo discutido com toda a indústria há alguns anos, tendo passado inclusive por processo de consulta pública em 2020.
Quanto as redes sociais lucraram com as postagens dos golpistas que invadiram Brasília?
A chamadas redes sociais, canais de relacionamento pela internet, têm sido tratadas como aliadas no combate à desinformação pelas instituições brasileiras. Talvez a barbárie de janeiro mostre que esse misto de ingenuidade com comodismo saem muito caro para a população.
Nunca foi tão atual a
frase "Follow the money", imortalizada pelo filme "Todos
os homens do presidente", sobre o escândalo de Watergate. As redes
sociais estão faturando horrores com a nossa desgraça e, pelo andar da
carruagem, vão faturar ainda mais.
Empresas globais e
bilionárias encontraram a chave para fazer os brasileiros de otários: dizem que
vão "desmonetizar" os canais que só trazem desgraça. Quando
"desmonetizam", uma multidão de gente iludida comemora como se
estivesse sendo beneficiada. Na verdade, está sendo feita de idiota.
Uma reportagem
interessante da Aos Fatos rastreou 47 lives feitas pelo YouTube durante a
depredação das sedes dos Três Poderes. Pelo menos 23 desses canais arrecadaram
dinheiro com doações ou monetização das páginas.
Como a performance
desses canais é odiosa, a tendência das pessoas é ficar contente com qualquer solução
que os prejudique. Não vão mais monetizar? Ótimo! Quem tomou a medida foi o
próprio YouTube? Temos um novo herói nacional.
É evidente que ninguém
deve faturar com esse tipo de conteúdo, não deve ser monetizado. Minha questão
é outra: por que o influencer não pode ganhar dinheiro com isso mas as redes
sociais podem? Simples, porque nós deixamos.
A Advocacia Geral da
União repetiu um erro fundamental que virou praxe entre as nossas autoridades.
Pediu a desmonetização dos canais e só. Nada além disso. Aparentemente não há
nenhuma cobrança para que se peça nada além disso.
Isso significa que
seremos reféns de quem fatura alto com a nossa desgraça enquanto batemos palma
para o sacrifício de meia dúzia de peixes pequenos. Toda iniciativa que só
desmonetiza o produtor de conteúdo é picaretagem para eternizar um sistema
perverso.
Essas iniciativas fazem
sucesso porque exploram o "schadenfreude", um dos sentimentos mais
mobilizadores da alma humana. Ficamos felizes quando alguém que julgamos
merecer um castigo se dá mal. Ao se colocar como algoz dos produtores perversos
de conteúdo, toda Big Tech se safa ilesa com os próprios malfeitos.
O mecanismo é eficiente
porque nós temos a ilusão de que sabemos como funcionam as redes. Postamos,
usamos o tempo todo, portanto sabemos. Muita gente adulta realmente acredita
que as plataformas não têm nenhuma relação com o conteúdo, são os produtores os
responsáveis pela postagem e alcance. Nada mais falso. O negócio das redes
sociais é a intermediação entre o conteúdo produzido e quem o assiste.
Experimente fazer uma
transmissão em qualquer rede social usando uma música protegida por direitos
autorais. O mais provável é que seja derrubada imediatamente. A monetização, se
tiver ocorrido, será redirecionada ao dono dos direitos autorais. Não precisará
nem de denúncia, o próprio algoritmo rastreia e toma atitudes automaticamente.
E por que não caíram
automaticamente nem os convites nem as transmissões da vandalização dos prédios
dos Três Poderes? Porque Youtube, Facebook, Instagram e Twitter optaram por
lucrar com esse conteúdo em vez de derrubar. Simples assim.
Hoje, 70% dos vídeos
vistos no YouTube não são buscados, são "sugeridos" pelo algoritmo.
Ninguém sabe qual o critério. O Google diz ser o melhor para o usuário. O
"follow the money" diz ser o que mantém a pessoa mais tempo usando a
plataforma.
Uma das lives
monetizadas dos depredadores chegou a 300 mil visualizações. Quantas foram
naturais e quantas foram "sugeridas" pelo próprio YouTube? Não
sabemos, ninguém perguntou a eles.
Um relatório de 2021 do
Center for Countering Digital Hate fez as contas de quanto faturaram os produtores
de conteúdo antivacina na pandemia nos Estados Unidos. Quase todo o conteúdo
era produzido por 12 canais que, juntos, faturaram US$ 36 milhões.
Quanto as redes sociais
faturaram com os seguidores desses canais? Segundo a conta feita pelo CCDH, cerca
de US$ 1,1 bilhão. É necessário frisar que a maioria das pessoas chega a esses
conteúdos por "sugestão" das próprias redes sociais.
Passou da hora de chamar essas empresas à responsabilidade, como já é feito no mundo civilizado. Precisamos saber quanto se fatura no Brasil promovendo esse espetáculo dantesco de desinformação e dissonância cognitiva.
Após o fim do segundo turno das eleições no último domingo (30), o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) já bloqueou dezenas de grupos de extrema-direita no Telegram que defendiam um golpe militar e conclamavam seguidores a organizar manifestações em apoio à causa.
Os grupos banidos ontem do Telegram anunciavam uma "paralisação
geral pelo Brasil". O Telegram havia sido o aplicativo utilizado por
caminhoneiros para organizar protestos em rodovias do país contra a vitória de
Lula. Muitas mensagens tinham conteúdo golpista e alguns grupos foram
desativados pela própria plataforma.
Foram bloqueados ao menos 27 grupos do Telegram que somavam 153.273
seguidores. Os títulos desses grupos mencionavam "Paralisação Geral"
ou "Intervenção". O supergrupo B-38, que já havia sido suspenso
alguns meses antes das eleições, voltou a ser derrubado.
Os bloqueios são resultado da mudança de postura do aplicativo de
mensagens desde que o STF (Supremo Tribunal Federal) ordenou
seu bloqueio do Brasil por manter na plataforma a presença de perfis que
organizavam ataques contra a democracia na internet.
Mesmo depois da eleição, o TSE promete continuar monitorando grupos
desse tipo para evitar que manifestações antidemocráticas perturbem o ambiente
do país para a diplomação e posse do presidente eleito.
Ameaça de bloqueio
Lançado em 2013 como um aplicativo com foco em privacidade e livre de
anúncios, o Telegram ultrapassou 700 milhões de usuários ativos mensais em
2022.
No início deste ano, o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo
Tribunal Federal), determinou o bloqueio do Telegram por manter perfis que
organizavam ataques contra a democracia na internet. Na época, a empresa
silenciou sobre o caso e não respondeu às tentativas de contato da justiça.
Por padrão, o silêncio é como o Telegram costumava lidar com inquisições
de governos ao redor do mundo. O app dizia que, seguindo os princípios do
seu criador, não lidava com o que era considerado "restrições de liberdade
de expressão" e não aplicava a moderação no que era compartilhado em sua
plataforma.
"Dependendo das
circunstâncias e do teor das informações que são disseminadas no aplicativo de
mensagem, a justiça pode ordenar que o Telegram identifique essas contas e que
suspenda esses grupos ou contas individuais", explicou a advogada
especialista em direito digital, Gisele Truzzi.
A justiça pode inclusive, solicitar ao aplicativo dados que possibilitem
a identificação das pessoas que estão por trás desses grupos ou mensagens.
"No primeiro momento, a
justiça pode, como já fez com o WhatsApp, por exemplo, determinar que o
Telegram apresente dados de conexão e demais informações que permitam a
identificação dessas pessoas", destacou Gisele.
Caso sejam identificados os autores de mensagens que ameacem a
democracia, eles podem responder a crimes cometidos contra instituições
democráticas:
·
Abolição violenta do Estado Democrático de Direito
(Art. 359-L): Tentar, com emprego de violência ou grave ameaça, abolir o Estado
Democrático de Direito, impedindo ou restringindo o exercício dos poderes
constitucionais. A pena é de reclusão, de quatro a oito anos, além da pena
correspondente à violência.
·
Golpe de Estado (Art. 359-M): Tentar depor, por
meio de violência ou grave ameaça, o governo legitimamente constituído. A pena
é de reclusão, de quatro a doze anos, além da pena correspondente à violência.
Mudança de postura
No atrito anterior entre o app e a Justiça brasileira, o próprio
Alexandre de Moraes revogou a ordem de bloqueio, após o cumprimento de
determinações da Corte que estavam pendentes.
O STF havia enviado para a empresa uma lista de determinações que
incluía a indicação de representante oficial do aplicativo no Brasil; o envio
de informações sobre providências para combate à desinformação; e o cumprimento
integral de decisões que determinaram retirada de conteúdo ou bloqueio de
canal.
O indicado pela empresa foi Alan Campos Elias Thomaz. Além disso, como
medidas para combate à desinformação no Brasil, o Telegram citou o
monitoramento dos 100 canais mais populares e o acompanhamento da mídia
brasileira.
O aplicativo também se comprometeu em estabelecer relações de trabalho
com agências de checagem e restringir postagens públicas para usuários banidos
por espalhar desinformação, além de atualizar termos de serviços e promover informações
verificadas.
Procurada por Tilt, a assessoria de imprensa do STF disse
apenas que o processo envolvendo o bloqueio de contas no Telegram é sigiloso e
que não possui informações sobre o assunto.
Entrada na bolsa de valores
O advogado Carlos Affonso, professor da Universidade do Estado do Rio de
Janeiro (UERJ) e diretor do Instituto de Tecnologia e Sociedade, considera que
o aplicativo teve uma mudança de postura, talvez como parte do plano de
realizar um IPO (processo que marca a entrada de uma empresa na bolsa
de valores) nos próximos anos.
"Certamente a ameaça de
bloqueio no Brasil foi um momento determinante para essa mudança de rota. Não
apenas o Brasil é um mercado expressivo, como futuros acionistas poderiam ter
dúvidas em investir em uma empresa que enfrenta bloqueios mundo afora, tornando
seus produtos e serviços menos acessíveis e confiáveis a longo prazo",
analisou.
O site Decrypt já havia noticiado que a empresa responsável pelo aplicativo
de mensagens está considerando lançar uma oferta pública inicial nos próximos
dois anos. A empresa sugere uma possível valoração entre US$ 30 e US$ 50
bilhões, conforme noticiado pelo jornal russo Vedomosti.
Novos ares nas rádios do Brasil. Em 2016, o Ministério das Comunicações determinou que até 2021 todas as emissoras de radiodifusão brasileiras, que operavam na frequência Amplitude Modulada (AM), passariam a funcionar na Frequência Modulada (FM). A Rádio Ubaense, já em 2019, fez a migração e agora inova contratando sangue jovem para a direção de jornalismo, a fim de se adaptar aos novos tempos.
Com mais de 80 anos no ar, a Rádio Multisom Ubaense, que sempre operou na faixa de AM, compulsoriamente, por determinação do MCOM (Ministério das Comunicações), passou a trabalhar na faixa de FM, a exemplo das quase 1.500 rádios que funcionavam na frequência Amplitude Modulada espalhadas pelo Brasil.
Diante desse novo quadro, a Rádio Multisom Ubaense resolveu investir em “jornalismo dinâmico e prático”, como disse o diretor da emissora, César Sá. Diante disso, contratou para comandar o departamento de jornalismo da emissora, Amarildo Oliveira Neto. “O pensamento era qual? Nós vamos buscar que pessoa? E há algum tempo a gente já vem analisando o trabalho do Amarildo. Então, entendemos que ele seria a pessoa ideal para ficar junto com a gente aqui, no jornalismo”, explicou César, que cuida não só da emissora de Ubá, mas das cinco que compõem o Sistema Multisom de Rádio, como mostra a imagem abaixo. ([clique na imagem e visite o site]).
Amarildo Oliveira Neto, 42 anos, que é natural de Carangola e se mudou para Ubá há 12 anos, assume a direção de jornalismo da Rádio Multison Ubaense com uma bagagem de 25 anos de serviços prestados à comunicação. Destes, 13 anos de rádio e 12 de jornalismo, nas funções de repórter e produção informativa. “Eu, com essa experiência, 42 anos, 25 anos de rádio, acredito que me deixa bem à vontade para poder gerenciar", lembrou o novo diretor.
Amarildo, que é graduado em Comunicação Social
(jornalismo) pela UniFagoc, tem também pós-graduação em Administração Pública e
Gestão de Pessoas e atualmente é pós-graduando em Gerenciamento de Rádio e Mídias.
Também é o editor-proprietário do site Ubaense online (www.jornalubaenseonline.com.br).
“A responsabilidade é grande. É a primeira
vez que, de uma certa forma, eu assumo um departamento de jornalismo, trabalhar
direcionado com a equipe. Aqui, na Rádio Ubaense, o César que faz todo o
trabalho principal de comandar
realmente. Mas a pauta a organização, o que vai ao ar e o que não vai, hoje eu
sou responsável por isso. Essa responsabilidade me deixa com o alerta máximo
ligado”, ponderou Amarildo.
Falando com exclusividade para a reportagem de
o Primeira Página online, o diretor e locutor da Rádio Multisom Ubaense, César
Augusto de Sá, e agora o jovem, mas experiente, novo diretor de jornalismo, Amarildo Oliveira
Neto. Ambos esclareceram tudo sobre essa inovação com o objetivo de buscar novos públicos, mantendo o conquistado, de uma das rádios mais tecnológicas e longevas de Minas Gerais e do Brasil. Confira abaixo a entrevista completa com os dois:
(clique na imagem e ouça o áudio)
<<<<<<<<<<matéria>>>>>>>>>>>
Os 33
anos da ferramenta que mudou o século 21
Amarildo, que é graduado em Comunicação Social
(jornalismo) pela UniFagoc, tem também pós-graduação em Administração Pública e
Gestão de Pessoas e atualmente é pós-graduando em Gerenciamento de Rádio e Mídias.
Também é o editor-proprietário do site Ubaense online (www.jornalubaenseonline.com.br).
“A responsabilidade é grande. É a primeira
vez que, de uma certa forma, eu assumo um departamento de jornalismo, trabalhar
direcionado com a equipe. Aqui, na Rádio Ubaense, o César que faz todo o
trabalho principal de comandar
realmente. Mas a pauta a organização, o que vai ao ar e o que não vai, hoje eu
sou responsável por isso. Essa responsabilidade me deixa com o alerta máximo
ligado”, ponderou Amarildo.
Falando com exclusividade para a reportagem de
o Primeira Página online, o diretor e locutor da Rádio Multisom Ubaense, César
Augusto de Sá, e agora o jovem, mas experiente, novo diretor de jornalismo, Amarildo Oliveira
Neto. Ambos esclareceram tudo sobre essa inovação com o objetivo de buscar novos públicos, mantendo o conquistado, de uma das rádios mais tecnológicas e longevas de Minas Gerais e do Brasil. Confira abaixo a entrevista completa com os dois:
(clique na imagem e ouça o áudio)
<<<<<<<<<<matéria>>>>>>>>>>>
Os 33
anos da ferramenta que mudou o século 21
Amarildo, que é graduado em Comunicação Social (jornalismo) pela UniFagoc, tem também pós-graduação em Administração Pública e Gestão de Pessoas e atualmente é pós-graduando em Gerenciamento de Rádio e Mídias. Também é o editor-proprietário do site Ubaense online (www.jornalubaenseonline.com.br).
“A responsabilidade é grande. É a primeira vez que, de uma certa forma, eu assumo um departamento de jornalismo, trabalhar direcionado com a equipe. Aqui, na Rádio Ubaense, o César que faz todo o trabalho principal de comandar realmente. Mas a pauta a organização, o que vai ao ar e o que não vai, hoje eu sou responsável por isso. Essa responsabilidade me deixa com o alerta máximo ligado”, ponderou Amarildo.
Falando com exclusividade para a reportagem de o Primeira Página online, o diretor e locutor da Rádio Multisom Ubaense, César Augusto de Sá, e agora o jovem, mas experiente, novo diretor de jornalismo, Amarildo Oliveira Neto. Ambos esclareceram tudo sobre essa inovação com o objetivo de buscar novos públicos, mantendo o conquistado, de uma das rádios mais tecnológicas e longevas de Minas Gerais e do Brasil. Confira abaixo a entrevista completa com os dois:
(clique na imagem e ouça o áudio)
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Um kit de montagem que todos os internautas hoje em dia usam e conhecem: a World Wide Web (rede mundial de computadores, ou internet), a linguagem de programação HTML, e a URL, localizador por meio do qual as páginas da internet podem ser encontradas.
A internet foi criada em 1989, final do século 20,
para mudar o subsequente. O mundo nunca mais seria o mesmo, com rapidez,
instantaneidade, virtuais que confundem a cabeça de quem nasceu antes dos anos
1980. Até o crime mudaria de modo operandi, para se adaptar ao novo formato
digital e célere.
Compras
online, sites, facebook, instagram, whatsapp ou o YouTube não existiriam se há
três décadas um cientista britânico não tivesse pensado em trocar informações via
computador globalmente.A ideia dele transformou o mundo - não apenas para
melhor."Vague but exciting..."
("Vago, mas excitante...") Essas três palavras, seguidas de
reticências, foram escritas à mão num memorando por um jovem funcionário do
centro de computação da atual Organização Europeia de Pesquisa Nuclear
(CERN), em março de 1989. Até hoje, o título do documento continua não
despertando suspeitas: "Gestão da Informação: Uma Proposta".
O nome do jovem cientista era Tim Berners-Lee. O
britânico havia sido contratado pelo CERN, nas proximidades de Genebra, como
desenvolvedor de software. O comentário escrito à mão era do seu chefe na
época, que no início tinha apenas uma vaga ideia do que tinha chegado à sua
mesa. Berners-Lee só queria organizar o caos de dados na instituição de
pesquisa, mas acabou organizando a comunicação no mundo todo.
A primeira ideia transformou-se num kit de montagem
que todos os internautas hoje em dia usam e conhecem: o britânico pensou em
coisas como o primeiro navegador, a World Wide Web (rede mundial de
computadores, ou internet), a linguagem de programação HTML, e a URL,
localizador por meio do qual as páginas da internet podem ser encontradas.
Hoje, Berners-Lee tem 63 anos. Em 2004, a rainha Elisabeth 2ª concedeu-lhe o título de Cavaleiro
Comandante da Ordem do Império Britânico por suas realizações no campo
da ciência. E o significado de "Sir Tim", como ele mesmo se
autodenomina, para o mundo inteiro, ficou claro, até para os mais incrédulos
ateus da internet, o mais tardar na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos
em 27 de julho de 2012, no Estádio de Wembley, em Londres.
Na ocasião, sentado diante de um público mundial,
Berners-Lee digitou a frase "Isto é para todos" no teclado,
a qual pôde ser lida alguns segundos mais tarde ao redor de todo o estádio. Foi
um momento repleto de emoção, que celebrou o inventor da internet, uma estrela
pop com um terno creme, um cientista mundial da computação.
Há um pensamento profundamente democrático por trás
da frase "Isto é para todos". E, de fato, a internet ainda
desempenha um papel importante quando se trata de democratização, em países que
precisam dela.
Ódio e hackers
No entanto, desde o surgimento da internet, os
ventos mudaram, fazendo com que até o próprio inventor da rede mundial seja
obrigado a declarar que há "fatores perturbadores" da
ferramenta, como ele diz.
É possível abordar a questão de forma ainda mais
sóbria, dizendo que a rede corre o risco de se desfazer: segundo Berners-Lee,
os usuários estão expostos a manifestações de ódio, atuação de hackers
patrocinadas por Estados e outras maquinações criminosas.
Os modelos de negócio financiados com anúncios
destinam-se apenas a clickbait (conteúdo voltado à geração de receita de
publicidade online), enquanto notícias falsas, ou fake news, se espalham cada
vez mais.
Quando esteve de volta a Genebra, por ocasião do
30º aniversário da internet, em 2019, Berners-Lee disse, desiludido: "A internet de hoje não é a internet que
queremos que seja em todos os aspectos." Na Alemanha, há alguns anos, o blogueiro e
consultor de comunicação Sascha Lobo já havia apontado que as coisas não
poderiam continuar do jeito que estavam. "A sociedade deve entrar em acordo sobre como curar, consertar ou
continuar desenvolvendo a internet de uma maneira que sirva melhor à própria
sociedade", disse Lobo. em entrevista à DW.
Atualmente, o especialista em internet Markus
Beckedahl, fundador da plataforma Netzpolitik.org (Política da rede, em
tradução livre), soa um pouco mais eufórico em seu próprio site: "Cabe a nós configurar essa invenção para o
benefício de todos. Por isso, o nosso lema permanece: 'Lute pelos seus direitos
digitais!'" Ou seja: lutar pela proteção de dados e pela
privacidade individual. E lutar contra o denuncismo, a propaganda política, a
pornografia, as instruções de como fabricar bombas e todas as outras coisas
venenosas que circulam na internet atualmente.
"Trinta
anos depois: e agora?", escreveu Berners-Lee, no texto de aniversário
da internet. Qual o próximo passo? Ficarão decepcionados aqueles que esperam
que o cientista apresente receitas rápidas. No final, segundo o visionário,
tudo depende de nós. "Considerando
o quanto a internet mudou nos últimos 30 anos, seria alarmista e sem imaginação
aceitar que a web como a conhecemos não pode ser mudada para melhor nos
próximos 30 anos. Se desistirmos agora de construir uma internet melhor, então
não foi a web que falhou conosco. Fomos nós que fracassamos com a internet",
afirmou.
A primeira ideia transformou-se num kit de montagem que todos os internautas hoje em dia usam e conhecem: o britânico pensou em coisas como o primeiro navegador, a World Wide Web (rede mundial de computadores, ou internet), a linguagem de programação HTML, e a URL, localizador por meio do qual as páginas da internet podem ser encontradas.
Hoje, Berners-Lee tem 63 anos. Em 2004, a rainha Elisabeth 2ª concedeu-lhe o título de Cavaleiro Comandante da Ordem do Império Britânico por suas realizações no campo da ciência. E o significado de "Sir Tim", como ele mesmo se autodenomina, para o mundo inteiro, ficou claro, até para os mais incrédulos ateus da internet, o mais tardar na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos em 27 de julho de 2012, no Estádio de Wembley, em Londres.
Há um pensamento profundamente democrático por trás da frase "Isto é para todos". E, de fato, a internet ainda desempenha um papel importante quando se trata de democratização, em países que precisam dela.
Os modelos de negócio financiados com anúncios destinam-se apenas a clickbait (conteúdo voltado à geração de receita de publicidade online), enquanto notícias falsas, ou fake news, se espalham cada vez mais.
Quando esteve de volta a Genebra, por ocasião do 30º aniversário da internet, em 2019, Berners-Lee disse, desiludido: "A internet de hoje não é a internet que queremos que seja em todos os aspectos." Na Alemanha, há alguns anos, o blogueiro e consultor de comunicação Sascha Lobo já havia apontado que as coisas não poderiam continuar do jeito que estavam. "A sociedade deve entrar em acordo sobre como curar, consertar ou continuar desenvolvendo a internet de uma maneira que sirva melhor à própria sociedade", disse Lobo. em entrevista à DW.
"Trinta anos depois: e agora?", escreveu Berners-Lee, no texto de aniversário da internet. Qual o próximo passo? Ficarão decepcionados aqueles que esperam que o cientista apresente receitas rápidas. No final, segundo o visionário, tudo depende de nós. "Considerando o quanto a internet mudou nos últimos 30 anos, seria alarmista e sem imaginação aceitar que a web como a conhecemos não pode ser mudada para melhor nos próximos 30 anos. Se desistirmos agora de construir uma internet melhor, então não foi a web que falhou conosco. Fomos nós que fracassamos com a internet", afirmou.
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