Canto da Música


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Por onde anda Geraldo Vandré, autor de “Para Não dizer Que Não Falei das Flores” cantada como hino de protesto em Israel? 

Cantor e compositor Geraldo Vandré -    [Imagem: Wikimedia Commons] 

A música, "Para Não Dizer Que Não Falei Das Flores", de Geraldo Vandré, 87 anos, virou hino de protesto em Israel. Os manifestantes entoaram uma versão em hebraico da música contra o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. A canção foi um hino de resistência contra a ditadura militar na década de 1960 no Brasil. Outra música de Vandré usada para o mesmo fim foi "Disparada", eternizada na voz de Jair Rodrigues.

Mas por onde anda o compositor?

Vandré se afastou da vida pública após voltar do exílio nos anos 1970. Viveu quase 40 anos num apartamento no centro de São Paulo, mas atualmente  mora com a irmã, no Rio de Janeiro — segundo o jornal Folha de S. Paulo em junho.

O artista tem como forma de sustento a aposentadoria de quando trabalhou na Sunab (Superintendência Nacional do Abastecimento) e o rendimento de seus direitos autorais. Paraibano de João Pessoa, Geraldo Vandré foi exilado ainda em 1968, com a outorga do AI-5. Ele ficou exilado em países da América do Sul e da Europa.

Quando retornou ao Brasil, em 1973, parecia ter mudado radicalmente de posicionamento: em entrevista ao Jornal Nacional (TV Globo), afirmou que suas músicas não tinham o objetivo de fazer denúncias contra a ditadura e defendeu o regime.

Clélia Cardim, mais conhecida como Tellé Cardim jornalista que trabalhou no jornal paulistano “Ultima Hora” e ficou conhecida como a jornalista que ajudou colegas torturados durante o golpe de estado do governo militar brasileiro (1964-1985) amiga de Vandré, disse em entrevista à revista Trip em 2010: "Ele foi convencido, essa parte é nebulosa mesmo e só ele sabe. Ele estava muito amargo quando voltou, em depressão mesmo. Acho que deve ter sido torturado no Chile".

Vandré sempre disse que nunca foi torturado, e reafirmou isso à Folha de S.Paulo. "Nem preso eu fui", declarou. No entanto, o biógrafo Vitor Nuzzi levanta em seu livro a hipótese de que a entrevista foi uma condição para que o regime militar permitisse o retorno de Vandré ao Brasil.

Vandré passou a morar num quartel da Força Aérea Brasileira e compôs a música "Fabiana" em homenagem à Aeronáutica. Até hoje, em suas raras aparições públicas, ele costuma usar a logo da FAB num boné ou na camisa.

Jair Rodrigues, intérprete de "Disparada", reencontrou Vandré nos anos 1980. À revista Trip, ele relembrou: Eu cheguei todo animado e disse: 'Vandré'. Aí ele me olhou e falou: 'Eu sou o Geraldo Pedrosa, o Geraldo Vandré morreu em 1968'.

O último show como Geraldo Vandré foi em 1982, no Paraguai. Depois, subiu ao palco em raríssimas ocasiões: em 1995, em São Paulo, num evento organizado pelo IV Comando Aéreo Regional (IV COMAR), em 2014, quando a cantora estadunidense Joan Baez veio ao Brasil, pela primeira vez desde que foi proibida de se apresentar aqui pelo regime militar, e em 2018, quando foi homenageado no Festival Aruanda em João Pessoa por seu trabalho na trilha sonora do filme "A Hora e a Vez de Augusto Matraga" (1985). Na ocasião, disse à plateia: "Desde 1968 que praticamente não canto no Brasil, canto aqui porque é a Paraíba".

Na entrevista à revista Trip em 2010, Telé Cardim disse que o amigo estava lúcido, apesar de isolado: "Ele vive do jeito dele, com a aposentadoria de quando trabalhava na Sunab. Vive de uma maneira muito simples, com pouco dinheiro. Ele cozinha, lava suas roupas e frequenta aqueles restaurantes populares perto do prédio dele, mas sabe cuidar de si e até faz exercícios em casa".

À Folha de S. Paulo, em junho, Vandré disse que ficou viúvo há dois anos. "Não tem nada de reclusão, estamos aqui conversando", afirmou. Ele não quis opinar sobre Lula ou Bolsonaro e negou ser "cantor de protesto": "Isso é uma alienação. Cantor de protesto é americano. Eu fazia música brasileira".

Sobre a vida "misteriosa", ele disse que a própria imprensa construía essa imagem: "A gente só coloca uma lenhazinha na fogueira", redarguiu. O que faço hoje é ver televisão, dormir muito e comer bastante”. Geraldo Vandré à Folha de S. Paulo, em junho de 2023.

Dia Mundial do Rock e a origem obscura do 'chifrinho' símbolo dos roqueiros 

A contracapa do disco de estreia do Coven, de 1969, e Ronnie James Dio fazendo o símbolo que consagrou - (Reprodução e Getty Images). 

13 de julho, Dia do Rock. Se tem algo que liga os fãs do gênero é aquele já conhecido símbolo com as mãos: dedos indicador e mindinho levantados.

 

O chamado "chifrinho do metal" acabou virando marca registrada, mas sua origem já foi alvo de disputa, como quando Gene Simmons tentou patentear oficialmente uma de suas versões e foi criticado pela mulher do vocalista Ronnie James Dio, que popularizou o gesto. 


O que nem todo mundo sabe é que a origem do símbolo, no que se refere à música, é ainda mais antiga do que as referências de Dio e Simmons e remete à década de 1960. Em 1969, a banda de rock psicodélico Coven, dos Estados Unidos, trouxe um ar de culto diabólico às artes de seu primeiro disco: "Witchcraft Dests & Minds & Reaps Souls".

 

Jinx Dawson, vocalista do Coven - (Reprodução/Facebook) 

 

Na contracapa, dois dos músicos aparecem fazendo o sinal. Além disso, frases como "Hail Satan" (algo como "Salve Satã") e o uso de imagens de caveiras e de cruzes invertidas mostravam o tom obscuro adotado pelo grupo, que gravou uma música chamada "Black Sabbath" antes de a banda inglesa considerada pioneira do heavy metal gravar seu álbum de estreia. Uma faixa de 13 minutos fecha o disco, com uma missa satânica.


Apesar de hiatos na carreira, o Coven atualmente está ativo com seu rock psicodélico e protometal e tocará no Brasil no fim de setembro. A vocalista Jinx Dawson faz questão de defender com unhas e dentes a importância da banda na propagação do "chifre do diabo".

 

Em 2018, a cantora de 68 anos contou que as origens de sua família explicam a adoração pelo oculto e levaram à imagem satânica do Coven. "Eu nasci no ocultismo. Venho de uma criação em que meu avô e meus tios-avôs eram parte do pós-vitorianismo, em que os interesses populares iam de qualquer coisa do Houdini a fantasmas, leitura do futuro e vodu", explica Jinx.

 

O acesso a uma larga biblioteca do assunto e a influência de sociedades secretas de que eles participavam, inclusive com a realização de rituais, foram um prato cheio para a jovem, que diz ter sido educada dentro da "mágica". Jinx chama para si a responsabilidade pelos chifrinhos na contracapa do disco de estreia da banda. "Eu queria usar o 'sinal dos chifres' no álbum porque seria um reconhecimento por eu ter crescido na família que cresci."


O Coven, segundo Jinx, segue fazendo sua performance como uma "ópera-rock sombria", como nos anos 1960, e chegou a tocar no Brasil em 2018.

 

O que os Beatles têm a ver com isso?


Você já olhou com atenção para a capa de "Yellow Submarine"? Nela, John Lennon aparece fazendo um símbolo como o do diabo. Seriam eles, então, os pioneiros? Jinx diz que não. "Eu era amiga do George [Harrison] e uma vez Ringo alugou uma casa em Hollywood Hills, onde eu morava. Perguntei para eles sobre isso no início da década de 1980 e eles não sabiam do significado até eu lhes explicar. Eles nunca ligaram o símbolo de 'Yellow Submarine' a algo satânico. Para eles, era o sinal usado por surdos para dizer 'amor'", afirma a cantora.


 

Capa do Yellow Submarine - (Imagem: Divulgação)

 

 

Um grande equívoco em todos estes anos: muitas pessoas e personalidades já apareceram fazendo o símbolo com a adição do dedo polegar levantado, que significa o que Jinx alerta: 'amor'. O próprio Gene Simmons, do Kiss, costuma fazer o gesto desta forma.

 

Dio e o 'maloik'


Vocalista de bandas como Rainbow, Black Sabbath e dono de uma extensa carreira solo, Ronnie James Dio foi o responsável por popularizar, de fato, o sinal e torná-lo uma identificação de toda a cena do metal. Dio, que morreu em 2010, tinha sua própria versão para explicar o uso, dizendo que era uma tradição familiar e era chamado de 'maloik', um gesto feito para espantar o mau-olhado.

 

Ricardo Batalha, jornalista que escreve sobre metal desde a década de 1990 e teve um programa de TV chamado "Maloik", explica que, apesar de ter aparecido na contracapa do Coven, o sinal ganhou fama com Dio o fazendo nos palcos. "Dio foi quem o explorou dentro do heavy metal e, com todo respeito, não dá para comparar a amplitude da obra de Dio com a do Coven. Certa vez, entrevistei o Dio e fiz esta pergunta. Ronnie respondeu que, no caso dele, foi porque sua avó era italiana e usava o 'maloik' para protegê-la contra o olho do mal", afirma Batalha.


 

Fã faz o chifrinho do metal em show no festival Wacken de 2014 - (Getty Images - Getty Images).

 

À revista "Roadie Crew", Dio explicou: "Quando eu era criança eu via minha avó usá-lo com frequência e, assim, desde a fase do [grupo] Rainbow eu comecei a fazer o sinal. Mas no Black Sabbath, quando queria fazer uma figuração de algo mais malvado, fazia o símbolo com as mãos. As coisas foram indo e isso acabou se tornando algo mundial."

 

Jinx diz que teve contato com Dio desde a década de 1970 e afirma que ele também conheceu o símbolo através do Coven, já que eles frequentavam os mesmos clubes noturnos. "Os integrantes do Coven faziam o símbolo para seus amigos. Uma vez Ronnie perguntou o que estávamos fazendo e nosso baterista explicou a ele, que começou a usá-lo, dizendo que tinha aprendido de sua avó".

 

A vocalista diz que há uma diferença, que o maloik é feito em direção à pessoa e que o "chifre do diabo" é feito para cima, e que Dio acabou confundindo as duas coisas. Independentemente da versão em que se queira acreditar, os holofotes que Dio atraiu com sua carreira de sucesso no Black Sabbath tornaram o fenômeno um caminho sem volta.

 

Gene Simmons e a patente


Em junho de 2017, Gene Simmons causou uma enorme polêmica. Louco para registrar produtos em seu nome, como faz com tudo do Kiss, o músico resolveu tentar patentear o símbolo. A notícia repercutiu muito mal.

 

Gene Simmons e sua versão do chifrinho, com polegar levantado

(Imagem: Getty Images)


Ele afirmou que fez o gesto pela primeira vez em um show em 1974, mas quase sempre usou o símbolo com o polegar levantado, como se diz "amor" na língua dos sinais. Uma versão sem o dedão aparece um tanto discretamente no álbum "Love Gun", de 1977.

 

Viúva de Dio, Wendy criticou a iniciativa à época, chamando-a de "uma piada" e "maluquice". "Tentar tirar dinheiro de algo assim é nojento. Este símbolo pertence a todos, é domínio público e não deve virar marca registrada", opinou ela. Simmons desistiu pouco depois de buscar a patente.

 

Para Jinx, não é mais possível querer se tornar dono do gesto. "Eu tentei corrigir as informações incorretas por anos, mas hoje este símbolo ganhou vida própria. O símbolo dos chifres sempre foi para ser algo secreto, para continuar sendo algo esotérico", defende ela, que leva a sério o ocultismo e diz que o único músico que viu realmente praticar o que diz é Jimmy Page, guitarrista do Led Zeppelin.

 


 

 'Vi meu ídolo na mesa do necrotério'

(Imagem: Reprodução)

Raul Lamim participou da necropsia do cantor Elvis Presley, que morreu aos 42 anos em 1977.

Elvis Presley morreu e brasileiro comprova: Raul Lamim participou da necropsia do cantor, que faleceu aos 42 anos em 1977, aos 42 anos (1935-1977).

 

O médico brasileiro Raul Lamim compôs a equipe médica que realizou a autópsia no corpo de Elvis Presley, a quem ele descreveu como seu "ídolo", no Baptist Memorial Hospital, em Memphis, Tennessee, nos Estados Unidos, para onde o cantor foi levado ao ser encontrado morto no banheiro de sua casa em 16 de agosto de 1977. 


O que aconteceu? 

Natural de Minas Gerais (Juiz de Fora), Raul Lamim fazia residência nos EUA. No dia em que Elvis morreu, ele disse que estava prestes a ir para sua casa, quando uma funcionária do hospital pediu para ele esperar, pois teria que auxiliar na necropsia do famoso. As revelações foram em entrevista à BBC e ao programa Terceiro Tempo.

 

Lamim destacou que, a princípio, pensou "que fosse brincadeira, mas era realidade". 

Quando ela disse que o corpo era o do Elvis, achei que estivesse de brincadeira. Mas, quando vi carros da polícia e caminhões de TV estacionando do lado de fora, não tive dúvidas: havia acontecido algo de errado”, disse.

 

O médico disse que duas coisas chamaram sua atenção ao ver o corpo do cantor deitado sobre a maca: a boca entreaberta com a língua parcialmente para fora e a tonalidade azulada da pele e das mucosas, que ele disse serem indicativos de que o artista deve ter tido "grande sofrimento respiratório".

 

Quanto à causa da morte, o patologista afirmou que é possível fazer apenas especulações a partir de seus conhecimentos médicos. "A gente pode especular, porque no exame de autópsia não se constatou nada que pudesse justificar a morte dele. Ele tinha sinais de que havia algum tipo de sofrimento respiratório pelo qual ele passou. Acredito que a causa de morte dele tinha tenha sido por problema de natureza respiratória, porque havia sinais, talvez por ação medicamentosa, coisas dessa natureza, que levaram a morte talvez por asfixia. Essa é a hipótese que a gente faz pelo aspecto físico", declarou.

 

O profissional mineiro rechaçou os rumores de que Elvis Presley teria sofrido overdose. Conforme relatou, "isso de overdose é lenda". "Estou falando com base no que foi encontrado nos registros médicos dele", ressaltou.

 

Lamim também refutou a teoria da conspiração de que Elvis não morreu. O médico afirmou que, sim, o Rei do Rock morreu naquela ocasião e disse ainda hoje, "quarenta anos depois, a sensação que fica é de espanto. Quando eu poderia imaginar que aquilo fosse acontecer? Nunca imaginei que, um dia, encontraria meu ídolo da juventude em uma mesa de necrotério. Uma pessoa tão idolatrada e, ao mesmo tempo, como outra qualquer”.

 

Morte de Elvis Presley 

Na noite anterior à sua morte, Elvis Presley não conseguiu relaxar, segundo relatos feitos em livros por biógrafos da vida do famoso. Ele passou a madrugada em claro, jogando squash (uma partida às 04h00 da manhã, em que se movimentou pouco), repassando músicas ao piano e beliscando guloseimas - o último lanche teria sido quatro bolas de sorvete e seis cookies de chocolate. Entre uma atividade e outra, ingeria calmantes.

 

Às 9h, quando sua noiva, Ginger Alden, segundo o livro autobiográfico que ela lançou em 2014, o cantor teria dito que ia ao banheiro para ler e nunca mais foi visto com vida.

Ginger Alden, lançou livro autobiográfico (436 páginas), em 2014.

 

Por volta das 14h, Ginger bateu à porta do banheiro. Como Elvis não respondia, abriu. O cantor estava caído, de bruços, sobre o carpete. Ao seu lado, o livro A Scientific Search for The Face of Jesus ("A busca científica pelo rosto de Jesus"), de Frank Adams, sobre o Santo Sudário, uma peça de linho com uma imagem de homem que seria Jesus.



O livro A Scientific Search for The Face of Jesus ("A busca científica pelo rosto de Jesus"), de Frank Adams, sobre o Santo Sudário, estaria nas mãos de Elvis Preslei encontrado desfalecido no banheiro.

 

Na mesma hora, o médico do cantor, George Nichopoulos, tentou reanimá-lo, aplicando massagem cardiorrespiratória. "Respire, Elvis, respire!", repetia. Nada. Logo, Joe Esposito, gerente de turnês do artista, chamou a ambulância.

 

Durante o trajeto até o Baptist Memorial HOspital, os paramédicos Charlie Crosby e Ulysses Jones Jr., que atenderam a chamada, repetiram o procedimento. Em vão. Às 15h30, no horário local, Elvis Presley foi declarado oficialmente morto.



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 Morre Astrud Gilberto a voz que internacionalizou a bossa nova

Astrud com o troféu ao lado de Davis Jr., ao lado de Stan Getz eesposa — Crédito: Grammy.

Na terça-feira (6), aos 83 anos  faleceu nos Estados Unidos, aos 83 anos, Astrud Gilberto, uma das vozes mais conhecidas internacionalmente . “Venho trazer a triste notícia que minha avó virou estrela hoje. E está ao lado do meu avô João Gilberto”, diz o texto publicado no perfil da neta Sofia.  

Astrud Gilberto ficou conhecida mundialmente por ter cantado “The Girl from Ipanema , a versão em inglês do clássico “Garota de Ipanema", composta em 1962 por Tom Jobim e Vinícius de Morais 

Por esse registro, Astrud Gilberto se tornou a primeira brasileira e a primeira mulher a ganhar o Grammy de música do ano, nos Estados Unidos, ao lado do saxofonista Stan Getz, em 1965. À época, o álbum "Getz/Gilbert" parceria do músico estadunidense com João Gilberto e vocais de Astrud Gilberto, ganhou também o prêmio de disco do ano. A cantora ainda foi indicada na categoria de artista revelação. 

Nascida em Salvador, em 29 de março de 1940, Astrud Evangelina Weinert se mudou ainda para o Rio de Janeiro e foi casada com João Gilberto entre 1959 e 1964. Além de pegar o sobrenome do "pai da bossa nova", ela começou a cantar em 1960, quando já estava com ele. 

Ela fez parceria com João Gilberto no show  “Noite do Amor, do Sorriso e da Flor”, na antiga Faculdade de Arquitetura, no Rio de Janeiro, em 1960. A apresentação, organizada por Ronaldo Bôscoli e que teve de Johnny Alf a Elza Soares, foi segundo Ruy Castro —autor do livro “Chega de Saudade” e colunista da Folha - o último espetáculo amador da bossa nova. 

Assim como Tom Jobim, Astrud é uma das artistas presentes em Getz/Gilberto, álbum que marcou a aproximação da bossa nova com o jazz e também a entrada do gênero brasileiro no mercado americano.

Além de “The Girl from Ipanema”, ela deu voz a “Quiet Night of Quiet Stars”, versão em inglês para  Corcovado”, no disco clássico. A cantora tinha 23 anos quando fez as gravações, muito conhecidas mundialmente até hoje.  

Astrud conheceu João Gilberto através da cantora Nara Leão, de quem era amiga. Eles moraram em Ipanema e em Nova York, e tiveram um filho juntos, João Marcelo Gilberto, de 63 anos, que é pai de Sofia, a garotinha que “deu a notícia” da morte da avó. 

Depois da separação de João Gilberto, ela continuou morando nos Estados Unidos. A baiana, que é filha de mãe brasileira com pai alemão, ficou conhecida ao longo da carreira principalmente pelas gravações de bossa nova em inglês. Seu álbum mais conhecido é “The Astrud Gilberto Album”, de 1965, que tem Tom Jobim no violão e João Donato no piano. 

Astrud lançou diversos álbuns na década de 1960, incluindo “The Shadow of Your Smile”, de 1965, “Beach Samba”; “Look to the Rainbow”, de 1966, e “A Certain Smile, A Certain Sadness”, de 1967. Neste último, contou com a parceria do pernambucano Walter Wanderley, outro que fez fama nos Estados Unidos, tocando órgão, e fez sucesso com “Summer Samba (So Nice)”, versão de “Samba de Verão”, de Marcos Valle. 

Em 1972, gravou músicas de Luiz Gonzaga (Baião) e Jorge Ben Jor (Take it Easy my Brother Charlies) no álbum “Now”. Em 1977, no disco “That Girl From Ipanema”, dividiu os microfones com o trompetista Chet Baker na faixa “Far Away”.  

Além das interpretações de bossa nova com letra em inglês, Astrud costumava incluir gravações em português em seus discos. “Água de Beber” , de Tom Jobim e Vinicius de Moraes, e “Berimbau” de Vinicius e Baden Powell, são algumas das músicas que ela popularizou. 

Em 1996, Astrud gravou “Desafinado”, de Tom Jobim e Newton Mendonça, com o cantor George Michael para a coletânea beneficente “Red Hot + Rio”. Na faixa, tanto ela quanto o britânico cantam em português. 

Nas décadas seguintes, sua produção diminuiu, mas ela continuou ativa até 2002, quando lançou o álbum “Jungle”, coproduzido pelo guitarrista americano Mark Lamber. Astrud passou as últimas décadas da vida na Filadélfia, se dedicando às artes plásticas.

Em sua trajetória, Astrud popularizou ao redor do mundo o estilo de canto da bossa nova, suave e cochichado. Por suas interpretações sutis e elegantes, e pela presença no mercado americano, se tornou uma das artistas brasileiras mais conhecidas no planeta.  

Ela já foi citada como influência por diversos nomes da música contemporânea, entre eles a cantora colombiana radicada nos Estados Unidos Kali Uchis, e Billie Eilish. A estrela do pop americano, aliás, já disse que “Garota de Ipanema” na voz de Astrud foi uma das inspirações para a música “Billie Bossa Nova”, que ela lançou em 2021.

Clique aqui e assista à "The Girl from Ipanema", com Astrud Gilberto e Stan Getz.

Sting vislumbra 'batalha campal’ entre artistas e Inteligência Artificial

"As ferramentas são úteis, mas temos que gerenciá-las nós mesmos".

O cantor e compositor britânico Sting fez um alerta nesta quinta-feira (18) contra as canções escritas por inteligência artificial em uma entrevista à BBC. Ele prevê uma "batalha" em que os artistas defenderão suas obras e pede cautela perante esta nova tecnologia.

"Os componentes básicos da música pertencem a nós, seres humanos", afirmou o ex-vocalista do The Police, de 71 anos. Segundo Sting, "essa será uma batalha que todos nós teremos que travar nos próximos dois anos: defender nosso capital humano contra a IA".

O uso de inteligência artificial em composições gera debates na indústria musical, onde alguns denunciam a violação de direitos autorais enquanto outros elogiam suas vantagens. Essa tecnologia foi usada para imitar os cantores canadenses Drake e The Weeknd em uma música lançada no mês passado, sob o título "Heart On My Sleeve".

A música ficou disponível brevemente nas plataformas de streaming antes de ser retirada, após uma denúncia de direitos autorais da Universal Music Group - que publica os dois artistas por intermédio de uma subsidiária.

O DJ francês David Guetta, por sua vez, utilizou a IA para adicionar um vocal no estilo do rapper Eminem em uma canção, durante uma recente apresentação ao vivo. Guetta garantiu que a versão será lançada comercialmente.

"As ferramentas são úteis, mas temos que gerenciá-las nós mesmos", disse Sting. "Acho que não podemos permitir que as máquinas assumam o controle. Temos que ser cautelosos", acrescentou.

Sting, cujo nome de batismo é Gordon Sumner, ficou famoso com a banda The Police no final da década de 1970 e início de 1980, com sucessos como "Roxanne", "Message in a Bottle" e "Walking on the Moon". Ele consolidou posteriormente uma carreira solo com clássicos como "Englishman in New York", "Fields of Gold" e "Shape of My Heart".

Fonte: © Agence France-Presse

Laudo judicial indica que música de Roberto Carlos é plágio de professora de Paraíba do Sul

Um laudo pericial realizado por determinação da Justiça apontou que a canção "Traumas", lançada por Roberto e Erasmo Carlos em 1971, foi plagiada de uma música chamada "Aquele Amor tão Grande", criada por uma professora meses antes.

A afirmação foi feita pelo perito Cesar Peduti Filho em um processo aberto pela professora Erli Cabral Ribeiro Antunes.

A professora disse à Justiça que registrou a música em 3 de fevereiro de 1971 na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Dois dias depois, sempre segundo o processo, ela levou uma fita com a canção e a sua partitura para um show de Roberto Carlos na cidade de Paraíba do Sul, no Rio, na esperança de mostrar a obra ao cantor.

O material, afirmou, bem como uma carta endereçada ao cantor, foram deixados com um músico da banda de Roberto Carlos.

Em julho de 1971, disse a professora, ela soube de uma nova música lançada por Roberto, em coautoria com Erasmo Carlos, e percebeu que havia "identidade" com a sua.

De acordo com o perito, as canções têm, de fato, "trechos idênticos", ainda que existam "pequenas alterações" rítmicas e de tonalidade.

"Comparados os compassos de ambas as canções, a ideia central da música 'Aquele Amor Tão Grande' é tocada como refrão da música 'Traumas'", afirmou o perito. "Não restam dúvidas quanto à reprodução parcial da obra. Verificou-se o plágio", referindo-se à estrutura musical das obras.

O processo ainda não foi julgado. Roberto Carlos pode, inclusive, questionar tecnicamente o trabalho do perito. O cantor disse à Justiça que a acusação de plágio é "fantasiosa" e que uma "narrativa ficcional como a feita pela autora do processo é profundamente ofensiva a sua honra". Afirmou também que "sua carreira se pautou pela extrema correção de procedimentos, inclusive no respeito aos direitos autorais". A defesa de Roberto Carlos declarou ainda que, ao longo de sua trajetória, o cantor lançou dezenas de jovens compositores desconhecidos, gravando suas músicas.

"Por que motivo iria se apropriar indevidamente da suposta composição da autora [do processo]?" A professora pede o pagamento de uma indenização, em valores a serem calculados considerando os danos morais e patrimoniais.

Em nota enviada à coluna do jornalista Rogério Gentile do UOL, a assessoria de imprensa de Roberto Carlos afirmou confiar que o laudo será revisto.

 Leia a íntegra:

 "1 - O processo em questão já tinha sido ajuizado anos atrás pela autora, mas foi arquivado sem julgamento de mérito.

2 - O assunto foi novamente levado ao Poder Judiciário no ano de 2021, em processo que ainda está tramitando em primeiro grau, onde não há qualquer decisão judicial sobre o pedido formulado.

3 - Roberto e Erasmo apresentaram sua defesa afirmado a inexistência do plágio alegado.

4 - A perícia designada pelo Juiz foi entregue nesta semana no processo, estando com vistas para manifestação das partes.

5 - No prazo legal, Roberto e Erasmo apresentarão sua impugnação ao laudo pericial, demonstrando que as conclusões expressas no mesmo fogem à técnica musical que deve prevalecer nesse tema.

6 - Confiamos que o laudo pericial seja revisto e que o Poder Judiciário, já a partir dessa primeira instância, confirme a inexistência do plágio alegado."...

Ouça abaixo a canção "Traumas"e leia a letra:

"Meu pai um dia me falou

Pra que eu nunca mentisse

Mas ele também se esqueceu

De me dizer a verdade

Da realidade do mundo

Que eu ia saber

Dos traumas que a gente só sente

Depois de crescer

Falou dos anjos que eu conheci

No delírio da febre que ardia

Do meu pequeno corpo que sofria

Sem nada entender

Minha mulher em certa noite

Ao ver meu sono estremecido

Falou que os pesadelos são

Algum problema adormecido

Durante o dia a gente tenta

Com sorrisos disfarçar

Alguma coisa que na alma

Conseguimos sufocar

Meu pai tentou encher de fantasia

E enfeitar as coisas que eu via

Mas aqueles anjos agora já se foram

Depois que eu cresci

Da minha infância agora tão distante

Aqueles anjos no tempo eu perdi

Meu pai sentia o que eu sinto agora

Depois que cresci

Agora eu sei o que meu pai

Queria me esconder

Às vezes as mentiras

Também ajudam a viver

Talvez um dia pro meu filho

Eu também tenha que mentir

Pra enfeitar os caminhos

Que ele um dia vai seguir

Meu pai tentou encher de fantasia

E enfeitar as coisas que eu via

Mas aqueles anjos agora já se foram

Depois que eu cresci

Da minha infância agora tão distante

Aqueles anjos no tempo eu perdi

Meu pai sentia

Sentia o que eu sinto agora

Depois que cresci

Meu pai tentou

Tentou encher de fantasia".

Aerosmith anuncia turnê de despedida sem colocar Brasil na lista dos shows

O Aerosmith esteve no Brasil em 2013 e realizou dois shows, em São Paulo e no  Recife, como parte de sua "Global Warming Tour". 

Banda fará 40 shows para completar os 50 anos de carreira na tour da separação  batizada de Adeus. Tchau! (Peace out).

São 50 anos de carreira e a banda Aerosmith anunciou a sua turnê de despedida. O grupo de rock fará 40 shows ao redor do mundo para se despedir do público. Para a tristeza dos fãs brasileiros, os roqueiros não pisarão, pela última vez como banda, por aqui.

"Após 50 anos, 10 turnês mundiais e se apresentando para cerca de 10 milhões de fãs... é a hora da última vez", diz a postagem realizada pelo Aerosmith nas redes sociais.

A turnê Peace Out (“Tchau. Adeus”) vai ter início no dia 2 de setembro, na Filadélfia (Estados Unidos), e contará com a banda The Black Crowes como convidada especial. "Cada noite vai celebrar as cinco décadas da banda. Os fãs terão o melhor show de suas vidas", afirmou o comunicado do AS na web.

Com todos os fundadores da banda com mais de 70 anos, o guitarrista Joe Perry afirmou "que já estava na hora", segundo a Associated Press: "É uma chance para comemorar os 50 anos que estamos na estrada. Você nunca sabe quanto tempo mais todos estarão saudáveis para fazer isso. Já faz um tempo que não fazemos uma turnê de verdade. Nós fizemos essa temporada em Vegas, que foi ótima. Foi divertido, mas estávamos ansiosos para voltar para a estrada.", disse o roqueiro.

O Aerosmith esteve no Brasil em 2013 e realizou dois shows, como parte de sua turnê "Global Warming Tour". O primeiro show foi em São Paulo, no Estádio do Morumbi, em 30 de maio, e o segundo foi em Recife, no Chevrolet Hall, em 2 de junho. Sua última aparição por aqui foi no Rock in Rio de 2017. 

O Aerosmith é a banda de rock estadunidense mais rentável de todos os tempos, com 160 milhões de álbuns vendidos ao redor do mundo, incluindo 66,5 milhões somente nos Estados Unidos.

Eles também detêm o recorde do maior número de álbuns com certificações de ouro e multiplatina de um grupo nos Estados Unidos. A banda conseguiu colocar 21 músicas no Top 40 da Billboard Hot 100 e nove músicas no topo do Hot Mainstream Rock Tracks, além de ganhar quatro Grammy Awards e 10 MTV Video Music Awards.

Quer saber mais sobre Aerosmith?

Gaita histórica do primeiro grande show de Bob Dylan é vendida por R$ 227 mil 

Bob Dylan, em 1963, início da carreira,  aos 21 anos com sua, ainda nem tão famosa, gaita.  


A gaita do primeiro grande show de Bob Dylan nos Estados Unidos foi vendida por U$ 45 mil — o equivalente a R$ 227 mil na cotação atual.

O site Moments In Time anunciou o instrumento usado pelo cantor em 1963, na lendária apresentação no Town Hall. O site é especializado na venda de "tesouros" de personalidades importantes.

A gaita vendida foi um presente à família McKenzie, amiga de Bob em Nova York. Peter McKenzie, autor do livro, "Bob Dylan: On A Couch & Fifty Cents A Day", herdou o instrumento, descrito no capítulo 12 do livro.

A apresentação no Town Hall foi um marco na carreira de Bob Dylan, hoje com 81 anos. O local acomodava cerca de 1.500 pessoas e o ajudou a conquistar notoriedade no país.

                                                Gaita usada por Bob Dylan em 1963

A proveniência da gaita assinada e inscrita na frente da caixa por Bob Dylan com um desenho dele de uma gaita soprando notas na parte de trás da caixa

Entendendo o caso 

A mais importante gaita de Dylan já vendida

Em 12 de abril de 1963, Bob Dylan deu seu histórico concerto solo no Town Hall em Nova York. Você pode ler muitos dos detalhes desse show no capítulo 18 do livro, “BOB DYLAN On A Couch & Fifty Cents A Day”.

Em 14 de abril de 1963, Bob Dylan visitou o apartamento da família McKenzie em Nova York. Grande parte dessa visita é descrita no capítulo 12 do livro. Ele trouxe consigo duas gaitas que havia tocado no palco em seu show de 12 de abril de 1963 e as deu de presente ao filho dos McKenzies, Peter, que posteriormente escreveria o livro. Bob escreveu o título da música que tocou usando esta gaita, na frente da caixa.

O local em que foi usado e a música tocada classificam-na como a gaita de Dylan mais importante já vendida.

 Há 60 anos os Beatles gravaram seu primeiro álbum em 13 horas

A banda formada por Lennon, McCartney, George Harrison e Ringo Starr estava num estágio peculiar em 1962, cada vez mais conhecida. Tocava em pequenas boates para jovens ou abrindo o show de outros artistas.

 Lançado no Reino Unido há 60 anos, primeiro álbum dos Beatles nasceu depois do single "Please please me" ser o primeiro hit da banda no topo das paradas. A trabalho  levou menos de um dia para ser executado.

 Paul McCartney brada no microfone: "One-two-three-four!". Começa então uma canção de rock áspera e veloz que coloca o corpo todo em movimento. I saw her standing there, expectorada por um Paul levemente resfriado e um John Lennon também gripado.

 Este é o início fulminante de um álbum que catapultou definitivamente os quatro garotos de Liverpool para a primeira fileira do cenário musical pop da época. Lançado no Reino Unido em 22 de março de 1963, Please please me se posicionou imediatamente entre os dez primeiros álbuns das paradas britânicas. Em 8 de maio, chegou ao primeiro lugar e não saiu dali por 30 semanas seguidas, só sendo substituído pelo segundo álbum do grupo, With The Beatles.

O sucesso foi a recompensa por seis anos de trabalho árduo, fazendo contatos, adquirindo experiência e não desistindo. E, em última instância, também foi mérito de dois homens que acreditaram na banda: Brian Epstein, dono de uma loja de discos e empresário dos Beatles, e o produtor musical George Martin.

 

Capa do primeiro álbum dos Beatles, "Please please me": após maratona incansável de shows, disco foi gravado em apenas 13 horas - Foto: Universal Music/picture alliance/dpa

Beatles "dinâmicos", "sensacionais", "fabulosos"

 Em retrospectiva, a banda formada por Lennon, McCartney, George Harrison e Ringo Starr estava num estágio peculiar em 1962. Por um lado, cada vez mais conhecida. por outro, tocava em pequenas boates para jovens ou abrindo o show de outros artistas.

Fosse onde fosse, há cerca de um ano os Beatles estavam se apresentando quase que ininterruptamente: em clubes na Inglaterra, com frequência em Hamburgo,  onde já eram quase funcionários fixos do Star Club, em programas de TV. Chegavam a ter duas apresentações por dia.

O grupo era apresentado como "The dynamic Beatles", "The fabulous Beatles", "The sensational Beatles, "The North's no. 1 Rock Combo" (O conjunto de rock número 1 do Norte da Inglaterra), era a principal atração do renomado Cavern Club de Liverpool, e sua comunidade de fãs crescia cada vez mais.

Alusões sexuais fortes demais para os anos 60

Entre todas essas apresentações, em novembro de 1962 George Martin chamou os meninos para irem ao estúdio. O primeiro single, Love me do, lançado em outubro daquele ano, só chegou ao 17º lugar das paradas, mas conseguiu tornar o grupo nacionalmente conhecido. Por isso, era importante gravar um novo hit.

Martin insistia que fosse o sucesso garantido How do you do it, escrito por Mitch Murray, compositor muito popular nos anos 1960 e 70. Mas os Beatles queriam lançar uma música própria: tinham convicção no próprio material. 

Na gaveta estava Please please me (literalmente: Por favor, me satisfaça), de John Lennon, que gostava do jogo de palavras com o duplo "please". A música foi gravada em setembro de 1962, nas mesmas sessões em que surgiu Love me do

Para os padrões da época, o texto, salpicado de alusões sexuais, era considerado indecente. George Martin não gostou do estilo da versão original, achando que era muito monótono e lento. Assim, os Beatles voltaram ao estúdio e gravaram o single que os catapultaria para o primeiro lugar das paradas. 

“Para o estúdio, rápido!”

Ao finalizar o trabalho no estúdio, George Martin tinha uma certeza: "Vocês acabaram de gravar seu primeiro primeiro lugar". Em 11 de janeiro de 1963, o single foi lançado, e concretizou a profecia de Martin. 

A partir desse momento, para além da atmosfera lúgubre e som alto dos clubes, todo mundo entendeu: a música do grupo era excitante, veloz, possante e cheia de alegria de viver. Assim como em Love me do, o riff da gaita no início da canção eletriza, seguido de um ritmo pulsante, harmonias geniais e letras ainda mais geniais. 

Paul McCartney, John Lennon. Ringo Starr e George Harrison revolucionaram ao lançar tantas canções próprias em seu primeiro álbum, em vez de covers.Foto: empics/picture alliance

Nesse meio-tempo, as apresentações ainda diárias dos Beatles eram promovidas com os dois singles. A então famosa cantora teenie Helen Shapiro os leva numa turnê. Brian Epstein, que levava o cargo de empresário muito a sério, cuidou para que o grupo levasse um instrumentário completo.

Quando voltaram a ser chamados a comparecer ao estúdio por George Martin, em 11 de fevereiro, Os músicos estavam exaustos. A tarefa era gravar seu primeiro LP do grupo – num só dia. 

Maratona de gravação de 13 horas

Produtor musical George Martin acreditou incondicionalmente em John, Paul, George e Ringo - Foto: Northcliffe Collection/Solo Syndication/picture alliance
 

Martin queria registrar o estilo rude e original dos rapazes. Com a rotina de apresentações, muitas das canções já estavam tão bem ensaiadas, que, de fato, conseguiram gravar dez canções ao vivo, acrescentando-as às quatro já realizadas.

Para a última música, Twist and shout, Lennon gastou a voz que lhe restava: ficou rouco depois dos dois primeiros takes, e o resultado áspero ficou incrustado para sempre nos ouvidos e na memória de milhões de beatlemaníacos.

Martin usou apenas um gravador de dois canais, apenas poucos instrumentos são superpostos. Por canção, John, Paul, George e Ringo precisaram de 15 a 90 minutos. Depois de quase 13 horas, litros de chá, leite, balas para a garganta e cigarros, as músicas estavam gravadas. Mais tarde, Martin adicionou um piano a algumas faixas.

Apesar da técnica de gravação bastante simples, os custos de produção resultaram bastante altos: 400 libras esterlinas, o equivalente a cerca de 8.500 euros atuais. Hoje, a produção de uma única faixa já começa nos 10 mil euros.

Dada a partida para a Beatlemania

Das 14 faixas de Please please me, apenas seis são versões cover. Na época, não era comum uma banda gravar tantas canções próprias em seu álbum de estreia. 

O fato de os Beatles terem imposto suas próprias músicas junto ao produtor tornou a dupla Lennon-McCartney rapidamente reconhecida como compositores. Paul e John fizeram um acordo segundo o qual para que ambos os nomes fossem sempre citados, mesmo que só um deles tivesse escrito a música.

Please please me tem um som fresco e novo, um testemunho dessa disciplina férrea, de perfeccionismo e da vontade de criar algo gigantesco. Ele não marcou apenas o início da beatlemania que tomaria de assalto o mundo inteiro em seguida, mas também o nascimento de uma nova forma de música pop, e inspirou gerações subsequentes de músicos a fazerem o mesmo.  

Selena Gomez entra para o Guinness após retomar o posto de mulher mais seguida do Instagram 

Com 387 milhões de seguidores, neste ano, a voz por trás do hit “Lose You To Love Me” ganhou 20 milhões de novos seguidores na rede social.


A artista também se tornou, ainda, a cantora mais seguida do TikTok. Mesmo com o feito, a cantora anunciou que se afastará das redes sociais.

Após bater o número de Kylie Jenner, que havia se tornado a mulher com mais seguidores no InstagramSelena Gomez assumiu novamente o posto de mulher mais seguida da plataforma, no domingo (26/02), e entrou para o Guinness Book, o livro de recordes, pelo feito.

Com 387 milhões de seguidores, neste ano, a voz por trás do hit “Lose You To Love Me” ganhou 20 milhões de novos seguidores na rede social e fez um total de 27 publicações em seu perfil.

A artista também se tornou, ainda, a cantora mais seguida do TikTok, com um total de 49,5 milhões de seguidores. Na plataforma, ela publicou, ao todo, sete vídeos este ano.

Mesmo com o feito, a cantora anunciou que se afastará das redes sociais. Ela foi envolvida em uma controvérsia após ultrapassar o número de seguidores de Kylie Jenner. Internautas acusaram a sócia da Kylie Cosmetics de enviar indiretas para a artista com a ajuda de Hailey Bieber.

Vou tirar um tempo das redes sociais, porque isso é um pouco bobo e eu tenho 30 anos, estou muito velha para isso“, declarou Selena em uma live no TikTok.  

Carnaval de S. Paulo: Mocidade Alegre é Campeã (2023)


[Clipe oficial com o samba enredo]

Carnaval do R. de Janeiro: Imperatriz Leopoldinense é campeã (2023)

[Clipe oficial com o samba enredo]



Muita polêmica com o discurso de Harry Styles após faturar o Grammy de álbum do ano

Harry Styles sobe ao palco do Grammy para receber o prêmio mais importante da noite, o de Melhor Álbum do Ano. (Getty Images/Getty Images).

"Isso não acontece muito com pessoas como eu", disse Styles ao receber a estatueta no palco do Grammy 2023. Entenda como esta frase sou e criou certa celeuma. 

O cantor, compositor e ator britânico Harry Styles criou muita polêmica na 65ª cerimônia do Grammy, que aconteceu na noite de domingo (5), em Los Angeles, nos Estados Unidos.

Seja pelos looks ousados, que frustraram as expectativas de muitas pessoas que acompanhavam a premiação, seja pelo seu discurso após ter levado para casa a estatueta na categoria de Álbum do Ano. “Isso não acontece muito com pessoas como eu com muita frequência. Muito obrigado”, disse o ex-integrante do One Direction, que parecia sem jeito e muito surpreso ao subir no palco do Grammy para receber o prêmio. Ao citar “pessoas como eu”, o cantor estaria se colocando como discriminado, obviamente, também, membro da comunidade LGBTQ+.

Mas, nas redes sociais, muitas pessoas criticaram a postura e o discurso do artista, ao mesmo tempo que ela foi elogiado por parte de seus fãs. O primeiro ponto importante dessa discussão toda é que – para quem assistiu à premiação – a maior expectativa era de Beyoncé levasse pela primeira vez o prêmio de “Álbum do Ano”; apesar de ter se tornado recordista, na mesma noite do dia 5, ela nunca ganhou nesta categoria. As expectativas foram frustradasá

Em 2017, o álbum ’25’ de Adele levou o Grammy de melhor álbum. Na ocasião, Adele humildemente disse que “não poderia aceitar o prêmio e que, quem merecia levá-lo no lugar era Beyoncé” por ‘Lemonade. No último domingo, Beyoncé contabilizou 32 estatuetas ao longo de sua carreira, o que a levou a superar o recorde anterior, do húngaro George Solti, com 31 prêmios.

Agradeço a Deus em primeiro lugar por me manter forte e aos meus pais por terem me amado e me incentivado, ao meu lindo marido, aos meus três filhos lindos que estão em casa assistindo”, disse Beyoncé após receber o Grammy de melhor álbum de dance/ música eletrônica – ao todo, a cantora levou quatro prêmios pra casa na noite do dia 5 de fevereiro.

Mas na categoria de “Álbum do Ano o disco ”Harry’s House”, de Harry Styles, superou o “Renaissance”, e nas redes sociais, mais uma vez, as pessoas argumentaram que o prêmio pertencia a ela e que o Grammy, mais uma vez, adotou uma postura conservadora e até racista.

Quando você ver esse discurso fajuto do Harry Style, por ter ganhado o AOTY ontem, lembre-se que quando a Adele ganhou da Beyoncé, esse aqui foi o discurso dela”, lembrou um crítico musical.

O segundo ponto significativo para se entender o que ocorreu, é que Harry já foi acusado algumas vezes do chamado “queerbating” – este termo é utilizado para pessoas ou obras que se apropriam de signos da comunidade LGBTQ+ em prol de um interesse financeiro ou de popularidade – e esse alerta voltou à discussão após o Grammy.

No caso do cantor britânico, a crítica de parte da comunidade acontece porque ele, que escolheu não adotar nenhum rótulo para sua sexualidade, só assumiu relacionamentos públicos com mulheres até o momento. E há quem se incomode com essa postura do cantor, e outros que o apoiam.

'Assustador' diz

Shania Twain após quase ter morrido de covid

"Parecia ficção científica, eu senti como se estivesse indo para outro planeta ou algo assim. Tudo meio que aconteceu em câmera lenta". 

A cantora Shania Twain, 57 anos, desabafou ao relatar os dias difíceis passados quando contraiu covid-19 e quase morreu no auge da pandemia. Em conversa com o Mirror, a estrela country contou que precisou ser levada às pressas de helicóptero para o hospital por conta da gravidade de seu quadro. 

"Foi piorando progressivamente. Meus sinais vitais foram caindo? E no final, eu tive que ser retirada de casa. Parecia ficção científica, eu senti como se estivesse indo para outro planeta ou algo assim. Tudo meio que aconteceu em câmera lenta", disse ela.

Frédéric Thiébaud, marido da cantora, foi quem resolveu tudo na época, passando momentos de puro desespero, pois não encontrava hospitais com leitos disponíveis. "Meu marido estava pirando, para ser honesta. Ele estava realmente em pânico porque era ele quem tinha que resolver tudo. Passava horas e horas todos os dias ao telefone, tentando coordenar uma transferência aérea, tentando arrumar leito, já que não havia, verificando meus sinais vitais. Foi apenas um verdadeiro pesadelo para ele", relembrou.

"Demorou vários dias para começar a criar quaisquer anticorpos, então foi um período muito perigoso e muito assustador. Eu superei e estou muito agradecida. Pensei: 'Nossa, se eu estivesse morando sozinha em um cenário mais isolado, não sei o que teria acontecido'. Meu coração está com as pessoas que não têm esse apoio para ajudá-las a obter os cuidados certos", finalizou.

Autor de 'Have You Ever Seen the Rain' recupera direitos sobre todas as suas músicas

Fogerty passou longos períodos sem gravar e se recusou a interpretar músicas da banda durante anos.

John Fogerty, compositor de vários hits lançados nos anos 1970, do Creedence Clearwater Revival, ganha disputa judicial de 50 anos.

Após meio século de disputas judiciais, o roqueiro John Fogerty, do Creedence Clearwater Revival, anunciou nesta quinta-feira que voltou a ser o proprietário majoritário dos direitos sobre as suas músicas.

A decisão encerra uma das mais longas e amargas disputas por direitos autorais da história da música, que Fogerty, de 77 anos, compositor de sucessos como "Have You Ever Seen the Rain", havia perdido devido ao que descreveu como um mau negócio. 

Em meados da década de 1960, o magnata do entretenimento Saul Zaentz assinou um contrato com Fogerty e o restante da banda com a Fantasy Records. O acordo foi alvo durante décadas de ações judiciais, ganhou a atenção da imprensa e resultou em um hiato na carreira artística do músico.

Quando o grupo se separou, no começo dos anos 1970, Fogerty se irritou com a Fantasy Records, mas não podia rescindir seu contrato sem ceder ainda mais direitos autorais a Zaentz. Os processos que se seguiram incluíram um caso de evasão fiscal e uma ação por plágio movida por Zaentz.

Fogerty passou longos períodos sem gravar e se recusou a interpretar músicas da banda durante anos. Em 2004, a Concord comprou a Fantasy, mas Forgerty seguia sem recuperar seus direitos.

Recentemente, o roqueiro fez uma oferta, com detalhes financeiros não divulgados, que a Concord subscreveu. "A partir de janeiro, volto a ser dono das minhas próprias músicas. Nunca pensei que fosse possível", publicou o artista em seu site.

A Concord mantém a propriedade dos direitos das gravações master da banda, que já detém, enquanto o acordo com Fogerty se aplica aos direitos de publicação disponíveis para os compositores. Fogerty mantém todos os direitos sobre seu trabalho solo.

A medida vai de encontro à tendência atual no mundo da música, que viu estrelas como Bob Dylan, Bruce Springsteen e Sting venderem tanto direitos de publicação quanto direitos autorais por grandes quantias.

O presidente da Concord, Bob Valentine, que vê na obra de Fogerty "algumas das melhores composições do século 20", disse que, "dadas as circunstâncias únicas envolvendo a relação de John com a Fantasy, estamos mais do que satisfeitos de chegarmos a um acordo".



Dia Internacional dos Direitos Humanos - 10 de Dezembro

Heal the World - Child Prodigy Cover

10 de dezembro – Dia Internacional dos Direitos Humanos

O Dia Internacional dos Direitos Humanos é comemorado, desde o ano de 1950, em 10 de dezembro. Nessa data, celebra-se a oficialização da Declaração Universal dos Direitos Humanos pela Organização das Nações Unidas (ONU), fato que ocorreu em 1948.

A data serve essencialmente para recordar a necessidade de lutar por ações concretas dos Estados e da sociedade no sentido de garantir os direitos civis, políticos, sociais e ambientais de toda a população mundial, e não apenas de algumas nações e indivíduos privilegiados.

Declaração Universal dos Direitos Humanos

O Dia Internacional dos Direitos Humanos é comemorado na data em que a Declaração Universal dos Direitos Humanos foi oficializada.

Declaração Universal dos Direitos Humanos foi instituída pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 10 de dezembro de 1948. 

Abalados com as experiências das Guerras Mundiais anteriores, a Declaração Universal marcou a primeira ocasião em que os países chegaram a um acordo sobre uma declaração abrangente de direitos humanos inalienáveis.

A Declaração Universal principia reconhecendo que "a dignidade é inerente à pessoa humana e é o fundamento da liberdade, da justiça e da paz no mundo". Além disso, declara que os Direitos Humanos são universais independentemente de cor, raça, credo, orientação política, sexual ou religiosa.

A Declaração Universal inclui direitos civis e políticos, como o direito à vida, à liberdade, liberdade de expressão e privacidade. Ela também inclui os direitos econômicos, sociais e culturais, como o direito à segurança social, saúde e educação.



Erasmo Carlos ganhou Grammy Latino 2022 há 5 dias com o álbum 'O futuro pertence à... Jovem Guarda' 

Erasmos Carlos durante apresentação na Expocrato em julho — Foto: Divulgação

Premiação aconteceu no dia 17 de novembro, em Las Vegas. Cantor, que já havia vencido premiação em 2014, levou a melhor na categoria 'Melhor Álbum de Rock ou de Música Alternativa em Língua Portuguesa'.

Há cinco dias, Erasmo Carlos foi um dos premiados do Grammy Latino 2022. O cantor, que morreu nesta terça-feira (22) aos 81 anos, venceu a categoria 'Melhor Álbum de Rock ou de Música Alternativa em Língua Portuguesa' da premiação com o álbum "O futuro pertence à... Jovem Guarda".

O disco, lançado em fevereiro de 2022, reúne oito canções lançadas entre 1964 e 1966 nas vozes de artistas da Jovem Guarda, ou da pré-Jovem Guarda, mas que, até então, eram inéditas na voz do cantor.

Erasmo concorria na categoria com Baco Exu Do Blues ("Qvvjfa?"), Criolo ("Sobre Viver"), Lagum ("Memórias (De Onde Eu Nunca Fui)") e Juçara Marçal ("Delta Estácio Blues").

Esse não foi o primeiro Grammy Latino do cantor. Em 2014, levou o prêmio na categoria Melhor Álbum de Rock Brasileiro com o disco "Gigante Gentil".

Vale lembrar que, em 2018, o cantor foi um dos laureados no 19º Grammy Latino com o Prêmio à Excelência Musical.

Morre Erasmo Carlos, pioneiro do rock no Brasil e símbolo da Jovem Guarda. 

Cantor e compositor, Tremendão tinha 81 anos e estava internado no Hospital Barra D'Or, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.

O cantor e compositor Erasmo Carlos, de 81 anos, morreu na terça-feira (22) no Rio de Janeiro. Um dos pioneiros do rock e símbolo da Jovem Guarda, o artista estava internado no Hospital Barra D'Or, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste da cidade.

Tremendão, como era chamado, deixa a esposa, Fernanda Passos, e dois filhos, Gil e Leonardo - o terceiro, Carlos Alexandre, morreu em acidente de moto em 2014. 

O artista passou os últimos momentos ao lado da mulher, Fernanda Passos, no Hospital Barra D’Or, na Zona Oeste do Rio. Em meados de outubro, enfrentou uma síndrome edemigênica, que causa acúmulo de líquido nos tecidos do corpo, provocando edemas, inchaços. A síndrome é consequência de problemas em órgãos como fígado, rins e coração.

No último dia 2, o artista comemorou a alta após duas semanas de internação, mas o estado de saúde se agravou, ele voltou no mesmo dia para o hospital e precisou ser intubado.

O cantor morreu no fim da manhã. À noite, a família divulgou uma nota informando que Erasmo teve um quadro de paniculite agravado por sepse de origem cutânea. A paniculite é a inflamação da camada de gordura que fica abaixo da pele e, no caso dele, agravada por uma infecção generalizada.

"Você é lar, você acolhe, você enxerga, você crê. Perdi a capacidade de me lembrar de como era a vida sem você, talvez ela nem tenha existido... e talvez tenha sido tão simples esquecer porque a gente se acostuma facilmente com a paz. Não foi de primeira, você brigou muito para mostrar, mas por fim encontrei a paz em você", postou a mulher de Erasmo, Fernanda Passos.

Mais de 600 músicas

Autor de mais de 600 músicas e de clássicos como “Sentado à Beira do Caminho”, “Minha Fama de Mau”, “Mulher”, “Quero que tudo vá para o inferno”, “Mesmo que seja eu” e “É proibido fumar”, o artista deixa uma legião de fãs e amigos que fez pela estrada.

Foi na Tijuca onde nasceu Erasmo Esteves, em 5 de junho de 1941. Grandes nomes da MPB participaram da infância do cantor, no bairro da Zona Norte do Rio, como  Tim Maia, e outros.

Na adolescência, gostava de se reunir com a turma no Bar do Divino, na Rua do Matoso. Foi nessa época em que ele conheceu Roberto Carlos, durante um concerto de Bill Haley no Maracanãzinho – o que teria aberto os olhos do carioca para começar seu próprio grupo.

Assim, antes da carreira solo, o artista passou por outros grupos musicais, como os Snakes, ao lado de outros tijucanos, mas que durou só até 1961. Sem acreditar que conseguiria seguir sozinho na música, ele decidiu, então, trabalhar como assistente do apresentador e produtor Carlos Imperial, que o ajudou a dar o próximo passo, rumo a outro grupo musical.

Mais tarde, ele se tornou, então, vocalista do grupo Renato & Seus Blue Caps. Erasmo garantiu a contratação do conjunto por uma gravadora e fez sucesso em uma faixa ao lado de Roberto Carlos, marcando o início da parceria entre os dois. Erasmo compôs mais de 500 canções com o amigo.

“Erasmo Carlos”, portanto, não passava de um nome artístico em homenagem aos parceiros que estiveram com ele no início da carreira: Roberto Carlos e Carlos Imperial. Outros apelidos lhe acompanharam: Tremendão e Gigante Gentil.

Poucos anos depois, ainda nos anos 1960, a dupla Roberto e Erasmo já se destacava como uns dos principais compositores da Jovem Guarda ao som do iê-iê-iê. Sob influência do pop britânico dos Beatles, o carioca se mudou para São Paulo e, com o passar dos discos, Erasmo se tornava ícone da bossa e da MPB.

Não muito tempo longe de casa, ele voltou a morar no Rio de Janeiro após gravar “Aquarela do Brasil”, em 1969. Em 1985, Erasmo esteve na primeira edição do Rock in Rio, nas plateias lamacentas.

Ainda em 2001, o cantor lançava seu 22º disco, “Pra Falar de Amor”, quando completou 60 anos. No ano seguinte, Erasmo reunia já 40 anos de carreira. Na comemoração dos 50 anos de estrada, a festa foi no Theatro Municipal do Rio.

Ao longo dos anos, grandes nomes se juntaram ao artista, como Chico Buarque, Lulu Santos, Zeca PagodinhoSkankLos HermanosDjavanAdriana CalcanhottoMarisa Monte, Frejat, Marisa e Milton Nascimento.

Em seu último aniversário, o Tremendão usou as redes sociais para fazer um post autobiográfico.

Sou o resultado das minhas realizações…gols e bolas na trave fazem parte do jogo já que a vida é curta e minha vontade é eterna…sou o que pude e o que tentei ser plenitude…quis ser muitos e sobrou um quando dispensei meia-dúzia dos que não me souberam ser…contagiado pelo bem tornei-me um guerreiro da paz…o meu canto será ouvido assim como o som dos ventos, enquanto o sol brilhar e as lembranças resistirem…dei passos vendados em caminhos movediços para ser merecedor de um..."

'Minha dor é muito grande', diz Roberto Carlos sobre morte do parceiro e amigo Erasmo Carlos.



Chico Buarque finalmente vai poder receber o prêmio Camões de 2019

Clique no play e ouça Samba de Orly

Chico Buarque foi o 13º e último brasileiro a levar o prêmio. (Foto: Gabriela Perez/Divulgação)

O cantor e compositor Chico Buarque se prepara para uma turnê por Portugal em 2023, e aproveitará a ocasião para receber o Prêmio Camões com o qual foi distinguido em 2019. Originalmente, a cerimônia de entrega do prêmio estava marcada para 25 de abril de 2020, dia da Revolução dos Cravos, mas acabou adiada por causa da pandemia.

Outro obstáculo foi a recusa do presidente Jair Bolsonaro (PL) em assinar o diploma de atribuição do prêmio, habitualmente assinado pelos presidentes dos dois países, que afirmou que a assinatura do documento não estava entre suas prioridades. “Eu tenho prazo? Então 31 de dezembro de 2026, eu assino”, afirmou, supondo a vitória de um segundo mandato.

O artista respondeu através de sua conta no Instagram. “A não assinatura do Bolsonaro no diploma é para mim um segundo Prêmio Camões”, escreveu. O presidente eleito Lula (PT) já afirmou que irá assinar o documento.

Chico Buarque foi o 13º e último brasileiro a levar o prêmio. A honraria garante ainda 100 mil euros, divididos entre os governos brasileiro e português. O dinheiro já foi entregue, e a assinatura do diploma é apenas uma formalidade.

O Prêmio Camões de Literatura foi criado em 1988 pelos governos brasileiro e português, com o objetivo de consagrar um autor de língua portuguesa cuja obra tenha contribuído para o enriquecimento do patrimônio literário e cultural lusófono. 

O prêmio já contemplou nomes como, Antonio Lobo Antunes, Mia Couto e José Saramago, além dos brasileiros, Jorge Amado, Autran Dourado, João Cabral de Mello Neto, Rubem Fonseca, João Ubaldo Ribeiro, Ferreira Gullar, Alberto Costa da Silva e Raduan Nassar.

Paulinho da Viola comemora 80 anos com show no Rio

O cantor e compositor, um dos maiores nomes da música brasileira, completou dia 12 de novembro, 80 anos de idade.

 

Um dos maiores nomes da música brasileira, Paulinho da Viola se apresentou no Qualistage, na Barra da Tijuca, na véspera do seu aniversário. 

 “Trama em segredo seus planos”… O verso, que abre Coração Leviano vai bem ao encontro da natureza reservada de Paulinho da Viola. O cantor e compositor, um dos maiores nomes da música brasileira, completou dia 12 de novembro, 80 anos de idade.

A comemoração foi na véspera e em um local mais do que apropriado ao grande artista que cabe em Paulinho: o palco. Mais exatamente o do Qualistage, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro, onde o artista se apresentou na noite da sexta-feira, dia 11.

A apresentação estava marcada para as 21h30m e, pouco antes das 22h, Paulinho entrou no palco. Vestindo camisa social e calça azuis – cor da sua Portela –, o artista foi calorosamente recebido pelo público, que lotou os 3.500 lugares da casa.

O cantor retribuiu o carinho generosamente e sem seguir um roteiro cronologicamente óbvio. Paulinho passeou por grandes sucessos e por sambas que são mais do que clássicos; antológicos. Foi o caso da obra-prima Timoneiro, lançada por ele no seu último disco de inéditas, Bebadosamba, de 1996.

Assista abaixo Timoneiro.

[Errata de produção de vídeo: Paulionho da Viola # Paulinho da Viola] 


Morre Gal Costa aos 77 anos de idade

Ao lado de Caetano Veloso, Gilberto Gil e Maria Bethânia, Gal Costa ajudou a formar a banda Doces Bárbaros, na década de 1970, um divisor de águas na carreira dos quatro baianos.

Em Setembro, a cantora fez cirurgia para retirar nódulo do nariz. 

Gal Costa morreu na quarta-feira (9) aos 77 anos. A artista passou por uma cirurgia no final de setembro para tirar um nódulo da fossa nasal direita. O procedimento afastou Gal dos palcos nos últimos meses. 

Seguindo as orientações médicas, a intérprete de "Baby" cancelou todas as apresentações que tinha até o final de novembro, incluindo no festival Primavera Sound, onde faria uma apresentação inspirada em "Fa-Tal", disco gravado ao vivo em 1971, eleito como um dos melhores álbuns brasileiros de todos os tempos, pela revista Rolling.

De acordo com a agenda da artista, ela ainda tinha dois shows previstos para os próximos meses, na Sala São Paulo, na capital paulista, e na Marina da Glória, no Rio.

Maria das Graças Penna Burgos. Assim é o nome de nascença da artista que marcou gerações. Porém, em entrevista a Jô Soares, em 2013, a cantora revelou que o apelido pelo qual ficou conhecida passou a integrar seu nome de registro mais tarde.

Uma das principais intérpretes da música brasileira, Gal Costa nasceu em Salvador em 26 de setembro de 1945. Ela fez sua estreia em 1964, quando chamou atenção por seu cantar rasgado no espetáculo "Nós, Por Exemplo..." ao lado de nomes como Caetano Veloso, Gilberto Gil e Maria Bethânia — juntos, formariam a banda Doces Bárbaros na década de 1970, um divisor de águas em sua carreira.

Há 51 anos, mítico show 'Fa-Tal' fez de Gal a musa do desbunde

Cantora e demais artistas relembram o espetáculo que simbolizou as conquistas da contracultura em meio a repressão militar. 

[Texto produzido pelo jornalista e mestre em teoria e história do cinema pela USP, Claudio Leal].

[RESUMO] Em 1971, estreava o show que fez de Gal Costa, em meio ao terror da repressão militar, a maior expressão vocal do desbunde. A cantora, os companheiros de geração e os demais artistas envolvidos no espetáculo comentam como ele se tornou um mito na cultura brasileira.

Como nasce um mito? Gal Costa sorri e diz que não sabe. No show “Fa-Tal”, em 1971, a cantora continuou a esculpir sua personalidade artística. De colete curto, exibindo o bronze de Ipanema, a musa radical se despiu mais e desceu o saião preto ao umbigo e à costela. Sua maquiagem na testa, seus brilhos dourados e prateados, seus lábios vermelhos e sua doce agressividade compunham o estilo de uma mulher fa-tal, merecedora deste hífen.

O show “Gal a Todo Vapor”, no imaginário “Gal Fa-Tal”, completa (2021). Há 50 anos com sua mística ampliada a novas gerações pelo disco gravado ao vivo. Em 12 de outubro de 1971, no Teatro Tereza Rachel, em Copacabana, a cantora de 26 anos parecia inaugurar uma utopia cercada de ditadura por todos os lados: “Eu sou uma fruta gogóia/ Eu sou uma moça/ Eu sou calunga de louça/ Eu sou uma jóia”.

(foto) — A partir da esquerda: Baby Consuelo, José Simão, Gal Costa e Pepeu Gomes no Mirante Sétimo Céu, no Leblon (Rio), em 1971, durante a turnê do show Gal Fatal (Foto: Ivan Cardoso) Ivan CardosoMAIS

Sua banda era formada por Lanny Gordin, guitarrista e responsável pelos arranjos; Novelli no baixo; Jorginho Gomes na bateria e Baixinho na tumbadora. No meio da primeira temporada — a segunda entrou pelo verão de 1972—, indicado por Gilberto Gil, Pepeu Gomes substituiu Lanny, que precisou fazer uma turnê com Jair Rodrigues.

Com produção de Paulinho Lima e direção artística de Waly Salomão, o “Fa-Tal” seduziu os desgarrados da esquerda e os nauseados com o poder militar. Depois do terror do AI-5, Gal se tornou a maior expressão vocal do desbunde, a vertente solar da contracultura brasileira.

O porquê do mito tem muitas voltas. “Não sei responder, não. Ele se tornou mítico. Até hoje as pessoas gostam e curtem, principalmente a galera mais nova. Cultuam esse disco”, diz Gal Costa, que fez uma live no dia 28 de maio (2021), às 20h, no Teatro Bradesco, com transmissão no YouTube.

Show do último álbum de Gal Gosta em 2015

Estratosférica ao Vivo” não é apenas o registro de um show de Gal Costa. É, mais ainda do que isso, o retrato da artista ao alcançar os 70 anos de vida, 50 deles (em 2015) dedicados à música.

Com direção geral de Marcus Preto e produção musical de Pupillo (Nação Zumbi), o espetáculo estreou no Teatro Castro Alves, em Salvador, em 27 de setembro de 2015, o dia seguinte ao aniversário da cantora. A gravação do álbum ao vivo aconteceu quase dois anos depois, em 24 de junho de 2017, na Casa Natura Musical, em São Paulo.

A direção do projeto é assinada por Joana Mazzucchelli (Polar Filmes). O show coroa a nova fase artística de Gal, cada vez mais interessada em ligar várias pontas da história da música do Brasil, unindo os compositores de sua geração a nomes da nova cena nacional. A sonoridade foi cuidada para potencializar esse desejo.

A cantora havia gostado muito do ambiente ora roqueiro, ora bossa-novista construído para ela pelo mesmo núcleo criativo em um espetáculo que fizera poucos meses antes, sobre o repertório de Lupicínio Rodrigues. Assim, quando ensaiavam o que viria a ser o “Estratosférica” ao vivo, o pedido que veio da cantora não deixava margem para desvios: “Não quero nada careta, quero um show bem rock’n’roll”.

A banda reunida no palco e no show conta com Guilherme Monteiro (guitarra e violão); Fabio Sá (baixo) e Mauricio Fleury (teclados e guitarra), além do próprio Pupillo (bateria e programações). Sobre o espetáculo, aliás, Caetano escreveu: “O show ‘Estratosférica’, que Marcus Preto concebeu para Gal Costa, com a banda dirigida pelo baterista Pupillo, é um acontecimento que enche a alma e mostra ser a história brasileira embolada mas teimosa. Vim da Bahia com Bethânia, Gal e Gil na cabeça e no coração, como promessas de transformação nacional. Se eles estão mostrando forças e nenhum sinal de desistência, concluo que o Brasil é viável”.


Primavera Sound o principal festival musical da Europa pela primeira vez no Brasil

Foto do Primavera Sound Barcelona em 2019

Principal evento musical da Europa, o Primavera Sound será realizado pela primeira vez no Brasil, com 64 apresentações, divididas em cinco palcos distintos, no decorrer de dois dias de evento, que do evento que acontece entre os dias 5 e 6 de novembro, no Distrito Anhembi, localizado na zona norte da capital paulista.


A organização do Primavera Sound São Paulo divulgou na quarta—feira (19) os horários das apresentações e como será feita a divisão dos palcos do evento. (Clique e confira).

Os palcos principais são, Palco Beck's e Palco Primavera, que têm como headliners Artick Monkeys, Björk, Travis Scott, Lorde, Father John Misty, Charli XCX, Mitski, Phoebe Bridgers, Interpol, Beach House e Arca.

Os shows terão início a partir das 13h e encerramento previsto para às 2h. Os ingressos custam a partir de R$ 410. Durante a semana que antecede o festival, a organização também divulgou a realização do "Primavera na Cidade". A programação das apresentações, planejadas em três diferentes pontos da capital paulista, também está disponível.

Quem já anunciou ausência

Viagra Boys

A banda sueca Viagra Boys cancelou o seu show no Primavera Sound, que ocorre nos dias 5 e 6 de novembro, no Distrito Anhembi, em São Paulo.

Em comunicado divulgado no Instagram, a banda não especificou o motivo para o cancelamento da apresentação, apenas alegou “problemas imprevistos".

Gal Costa

Anteontem, Gal Costa também cancelou a sua participação no festival. Após passar por uma cirurgia para a retirada de um nódulo na fossa nasal direita a cantora precisará ficar em repouso até o final de novembro.

"A cantora Gal Costa, após o procedimento de retirada de nódulo na fossa nasal direita, realizado há três semanas, encontra-se em processo de recuperação e, seguindo as recomendações médicas, suas apresentações estão suspensas até o final do mês de novembro", afirmava a nota.

Programação, palcos e Shows

A organização do Primavera Sound São Paulo divulgou, nesta quarta-feira (19), os horários das apresentações e como será feita a divisão dos palcos do evento que acontece entre os dias 5 e 6 de novembro, no Distrito Anhembi, localizado na zona norte da capital paulista.

Principal evento musical da Europa, o Primavera Soud será realizado pela primeira vez no Brasil, com 64 apresentações, divididas em cinco palcos distintos, no decorrer de dois dias de evento.

Os palcos principais são Palco Beck's e Palco Primavera, que têm como headliners Artick Monkeys, Björk, Travis Scott, Lorde, Father John Misty, Charli XCX, Mitski, Phoebe Bridgers, Interpol, Beach House e Arca.

Os shows terão início a partir das 13h e encerramento previsto para às 2h. Os ingressos custam a partir de R$ 410.

Durante a semana que antecede o festival, a organização também divulgou a realização do "Primavera na Cidade". A programação das apresentações, planejadas em três diferentes pontos da capital paulista, também está disponível.

Veja a disposição das apresentações:

DIA 5 DE NOVEMBRO, SÁBADO

PALCO BECK'S

·                     13:15 - 13:55 - Tasha & Tracie

·                     15:05 - 15:55 - Amaia

·                     17:05 - 18:05 - Helado Negro

·                     19:40 - 20:40 - Interpol

·                     22:00 - 23:30 - Arctic Monkeys

·                     01:00 - 02:00 - L7NNON

PALCO PRIMAVERA

·                14:05 - 14:55 - Luccas Carlos

·                     16:05 - 16:55 - Liniker

·                     18:15 - 19:30 - Björk

·                     20:50 - 21:50 - Mitski

·                     23:40 - 00:50 - Beach House

PALCO ELO

·                     13:15 - 14:05 - Carolina Durante

·                     14:35 - 15:25 - Santiago Motorizado

·                     15:55 - 16:45 - Beak >

·                     17:15 - 18:15 - Los Planetas

·                     19:40 - 20:40 - Sevdaliza

·                     21:30 - 22:30 - Badsista Ao Vivo (com Venus e Malka)

·                     23:15 - 00:00 - Shygirl

·                     01:00 - 02:00 - Boy Harsher

BITS

·                     13:15 - 14:40 - Valesuchi

·                     14:40 - 16:05 - Badsista (DJ Set)

·                     16:05 - 19:00 - Sangre Nueva (DJ Phyton B2B DJ Florentino B2B Kelman Duran)

·                     19:00 - 21:30 - Cashu B2B Isabella

·                     21:30 - 23:30 - Seth Troxler

·                     23:30 - 02:00 - John Talabot B2B Nicola Lutz

AUDITÓRIO BARCELONA

·                     14:30 - 15:30 - Giovani Cidreira

·                     16:00 - 17:00 - Josyara

·                     17:50 - 19:20 - Tim Bernardes

·                     19:50 - 20:50 - Jonathan Ferr

·                     21:20 - 22:35 - José González

DIA 6 DE NOVEMBRO, DOMINGO

PALCO BECK'S

·                     13:20 - 14:10 - Jovem Dionísio

·                     15:15 - 16:00 - Chai

·                     17:20 - 18:15 - Japanese Breakfast

·                     19:35 - 20:35 - Jessie Ware

·                     22:10 - 23:25 - Travis Scott

·                     00:45 - 02:00 - Charli XCX

PALCO PRIMAVERA

·                     14:20 - 15:05 - Raveena

·                     16:10 - 17:10 - Terno Rei

·                     18:25 - 19:25 - Phoebe Bridgers

·                     20:45 - 22:00 - Lorde

·                     23:35 - 00:35 - Father John Misty

PALCO ELO

·                     13:30 - 14:20 - Medulla

·                     14:50 - 15:40 - Maglore

·                     16:20 - 17:10 - Don L

·                     18:00 - 18:50 - JPEGmafia

·                     19:40 - 20:40 - Bad Gyal

·                     21:35 - 22:35 - Arca

·                     23:20 - 00:20 - Caroline Polachek

·                     01:00 - 02:00 - MC Dricka

BITS

·                     13:15 - 15:15 - Gop Tun DJs

·                     15:15 - 17:30 - Selvagem

·                     17:30 - 19:10 - Tayhana

·                     19:10 - 20:50 - Crystallmess

·                     20:50 - 22:30 - UNIIQU3

·                     22:30 - 00:00 - Joy Orbison

·                     00:00 - 02:00 - VTSS B2B LSDXOXO

AUDITÓRIO BARCELONA

·                     14:30 - 15:30 - Julia Mestre

·                     16:00 - 17:00 - Föllakzoid

·                     17:30 - 18:30 - Amaro Freitas

·                     19:00 - 20:00 - Hermeto Pascoal

·                     20:30 - 22:00 - Señor Coconut and His Orchestra

O cantor pop hawaiano que mudou de nome e conquistou o mundo 

Fã declarado de artistas como Michael Jackson e Elvis Presley, Peter Hernandez (Bruno Mars), já se apresentava desde pequeno com a banda da família, “The Love Notes”.

O músico multi-instrumentista estadunidense Bruno Mars completou 37 anos, sábado, 8 de outubro. O artista, conhecido mundialmente por hits como “When I Was Your Man” e “Locked Out of Heaven”, é natural de Honolulu, que fica no Havaí, EUA. Ele desenvolveu uma sólida carreira em que se consagrou não apenas como cantor, mas como músico de múltiplos talentos. Toca bateria, guitarra, violão, teclado, piano, percussão, baixo e gaita. Conheça agora um pouco de sua meteórica e bem sucedida trajetória. 

Antes de se tornar produtor, compositor, dançarino, cantor e multi-instrumentalista, Mars já pertencia a uma família de músicos. Peter Gene Hernandez – seu nome verdadeiro –, é filho do percussionista porto-riquenho, Peter Hernandez, e da vocalista filipina, Bernadette Hernandez. 

Fã declarado de artistas como Michael Jackson e Elvis Presley, Peter já se apresentava desde pequeno com a banda da família, “The Love Notes”. Aos quatro anos de idade, o cantor havaiano imitava o “Rei do Rock” semanalmente em suas apresentações, o que o fez ficar notadamente conhecido na ilha. Ainda jovem, aos 13, Peter decidiu se mudar para Los Angeles, Califórnia, a fim de investir ainda mais na sua carreira profissional. 

Em Los Angeles, , ele ajudou a formar a equipe de produtores “The Smeezingtons”, assinou contrato com a Motown Records e adotou o nome artístico “Bruno Mars” pela primeira vez. Bruno adotou esse nome porque, por ser um músico pop, não queria ser associado ao gênero latino. Escolheu Bruno porque, quando criança, se parecia com o lutador Bruno Sammartino. E Mars em referência o planeta Marte. Foi nessa época que Mars começou a participar da composição de algumas músicas. Alguns exemplos são “Nothin’ on You”, do rapper B.o.B, e “Billionaire”, de Travie McCoy, ambas lançadas em 2010. 

Em setembro de 2010, Mars chegou a ser preso em Las Vegas por porte de cocaína. Na época ele confessou o crime, pagou uma multa de 2 mil dólares e fez duzentas horas de serviço comunitário. Em outubro de 2010, Mars lançou seu primeiro álbum da carreira solo, “Doo-Wops & Hooligans”, e chegou a vender mais de um milhão de cópias nos EUA. 

O disco ficou entre os 10 mais ouvidos de vários países, entre eles o Brasil. No entanto, foi com o single “Just The Way You Are” que Mars despontou de vez. A música foi sucesso absoluto de público e atingiu o topo da “Billboard Hot” 100 por quatro semanas seguidas. Além dessa, as músicas “Grenade” e “The Lazy Song” foram outros grandes sucessos na época que o ajudaram a alavancar a carreira. Exemplo disso é que, em fevereiro de 2011, Mars recebeu seu primeiro prêmio Grammy Awards na categoria Melhor Performance Pop Vocal Masculina, justamente por “Just The Way You Are”. 

Já seu segundo álbum de estúdio foi lançado no fim de 2012, intitulado “Unorthodox Jukebox”. O disco resgatou boa parte das influências de Mars, como o estilo pop de Michael Jackson, o soul e até o reggae dos anos 80. Um dos singles do álbum foi “Locked Out of Heaven”, que chegou rapidamente ao primeiro lugar da lista da Billboard. O segundo single lançado, “When I Was Your Man”, também atingiu a primeira posição da Billboard e foi indicado ao Grammy na categoria Melhor Performance Pop Solo. 

Em 2013, Mars foi convidado para ser a atração principal do intervalo do Super Bowl. Sua apresentação atingiu a maior audiência da história do evento. “Unorthodox Jukebox” rendeu a Mars o Grammy de Melhor Álbum Pop Vocal, em 2014. 

Outro sucesso absoluto da carreira do cantor havaiano foi o single “Uptown Funk”, lançado em 2016, em parceria com Mark Ronson. A música venceu dois prêmios Grammy: Melhor Colaboração Pop Solo e Gravação do Ano. 25) No Grammy de 2018, Mars recebeu seis indicações e venceu todas: Álbum do Ano e Melhor de R&B para “24K Magic”, Gravação do Ano e Canção do Ano para “24K Magic”, Melhor Performance R&B e Melhor R&B Música para “That’s What I Like”. 

Em 2021, Mars fez uma parceria com o rapper norte-americano Anderson Paak. Os dois lançaram a banda “Silk Sonic”, em fevereiro do ano passado, como uma homenagem ao soul e R&B dos anos 60 e 70.

Ao longo da carreira, Bruno Mars chegou a ser considerado por um crítico do jornal The New York Times “um dos artistas mais versáteis e completos da música pop”. 

Neste mês de aniversário (outubro), ele ganhou um presentão. Seu hit "Locked Out of Heaven" alcançou a marca Diamante, com 10 milhões vendidos. Feliz, Bruno publicou no instagram uma foto com seus 6 hits que passaram de 10 milhões de cópias. Parabéns e vida longa ao grande astro da música!


"Gostava tanto de você"

Vinte e quatro anos sem Tim Maia. Ele estaria completando 80 anos na quarta-feira, 28 de setembro. Faleceu com 55 anos, em 1998. 

Após uma semana internado, Tim Maia morreu em 15 de março de 1998 em Niterói, aos 55 anos e com 140 quilos, devido a uma infecção generalizada. No ano seguinte seria homenageado por vários artistas da MPB em um show tributo, que se transformou em disco, especial de TV e vídeo.

Tima Maia é o puro soul do Brasil, uma das almas mais reconhecidas da música popular brasileira. O cantor dos sucessos "Ela Partiu", "Me dê Motivo" e "Não Quero Dinheiro", compôs inúmeros sucessos que você pode ouvir clicando aqui.


Após aparecer no TiTok Shania Twain lança single depois de seis anos fora do mercado da música 

O anúncio do retorno ainda veio acompanhado da capa do single, em que Shania Twain aparece com botas coloridas, calça branca e chapéu de caubói. 

Cantora eternizada por Man! (I Feel Like a Woman) anunciou o lançamento do single Waking Up Dreaming. 

Shania Twain está de volta! A cantora ícone do country anunciou o lançamento de sua primeira música em seis anos. Waking Up Dreaming será disponibilizada nesta sexta-feira (23/09). A novidade chega após uma onda de novos fãs que a canadense recebeu com o sucesso na rede TikTok. 

A faixa Man! (I Feel Like a Woman), de 1997, já foi usada em mais de 200 mil vídeos da plataforma. Um remix com batidas de música eletrônica também serviu como trilha sonora para outras 10 mil postagens. Shania Twain tem aproveitado bem o sucesso em sua própria conta na rede social, na qual acumula 2,2 milhões de seguidores. 

O lançamento prepara terreno para uma nova era, como ela fez questão de explicar em uma postagem no Instagram. “Passei os últimos dois anos trabalhando em novas músicas, no meu documentário, na residência em Las Vegas. Tem sido um período tão criativo para mim, mal posso esperar pelo próximo capítulo e Waking Up Dreaming é só o começo”, escreveu ela na rede social. 

O anúncio ainda veio acompanhado da capa do single, em que Shania Twain aparece com botas coloridas, calça branca e chapéu de caubói. “Toda vez que anuncio algo assim, fico cheia de adrenalina e nervos. Isso nunca envelhece”, complementou a cantora no texto. 

O último álbum de Shania foi Now (2017), que continha o single Life’s About to Get Good. Desde então, ela participou apenas de alguns feats em projetos de outros artistas. 

Waking Up Dreaming chega menos de dois meses depois de Shania Twain: Not Just a Girl (2022), documentário sobre a história dela que estreou na Netflix. O longa contou com a participação de Avril Lavigne e Diplo. A canadense aproveitou a produção para lançar uma coletânea com os maiores sucessos da carreira, que está disponível nas plataformas de áudio. 

Clique aqui e ouça os maiores sucessos de Shania Twain.


Avril Lavigne não envelhece e prova que o  Rock in Rio errou 

A canadense ouviu 100 mil pessoas cantarem quase todas as músicas de sua setlist. Um karaokê ao vivo.

Avril Lavigne subiu no palco Sunset do Rock in Rio 2022 (sábado, 10), para uma multidão de fãs emocionados que aguentaram o dia inteiro debaixo de um sol de 38°C. De cara, percebem-se dois aspectos: ela realmente não envelhece, e a multidão é grande demais para o palco.

Repetindo o mesmo erro do sábado, a organização do Rock in Rio subestimou o impacto de uma cantora para dar espaço a músicos com um público menor.

Na primeira semana do festival, o Rock in Rio colocou Luísa Sonza no palco Sunset e Jota Quest no Mundo, o maior do evento. O público dela foi bem maior (e o show, bem mais animado). Esta semana, de novo: na sexta, Avril Lavigne tocou no Sunset para uma plateia lotada e pululante, enquanto Billy Idol tinha um público menor e bem mais parado no Mundo.

Isso afeta a qualidade do show de diversas maneiras: o espaço fica apertado, e insuportavelmente quente (porque, em um dia com sensação térmica de 40°C, uma multidão pode piorar muito).

Durante o dia, diversas pessoas passaram mal pela temperatura, e foram retiradas da grade. Além do incômodo do aperto, o som do palco não é pensado para atingir tanta gente - e quem está mais no fundo ou lateral da plateia acaba com uma música baixa e ruidosa.

Mas mesmo isso não desanimou muito o público. Avril angariou uma multidão de pessoas que, além de animarem demais em danças, cantaram em uníssono todas as músicas do setlist - foi quase um karaoke simultâneo para 100 mil pessoas.

As músicas apresentadas hoje marcaram a linha de tempo da cantora. Com faixas de "Love Sux" (2022), a artista animou o público tanto quanto com as tracks de "Let Go" (2002), incluindo as clássicas "Sk8r Boi" e "Complicated."

Mas talvez mais impressionante e digno de nota é que Avril, em si, mal mudou. Sim, a piada da internet é verdade: ela não parece envelhecer. Tirando uma atualização necessária das roupas e maquiagem, ela poderia ser a menina de 17 anos que embalou a MTV com "Sk8r Boi". É bastante impressionante ver a jovialidade. Tem 37 com carinha de... Não sei, ela tem a mesma cara de sempre!

O look rosa e preto de Avril, com os cabelos loiros coloridos por mechas, já é icônico. Foi apresentado com a estonteante "Girlfriend", de 2007. E segue igual! A consistência da Avril, porém, vai além do visual. Os fãs mostram que estão lá com ela.

Na plateia, via-se muitos rostos de 30 e tantos anos, como a cantora. São pessoas que cresceram durante a fase "emo" do mundo, e dividiram a adolescência com Avril. No "dia do emo" do Rock in Rio, que além de Avril Lavigne tem Fall Out Boy e Green Day, os rostos parecem felizes, e a "emoidade" aflora, quer seja por gente feliz com o comeback do estilo, quer seja por aqueles que nunca desistiram de usar preto e ouvir músicas tristes.

O comeback do emo e a ovação à Avril Lavigne, de novo, relatam que o Rock in Rio deve prestar mais atenção ao público, shows, ânimos - e fazer uma distribuição melhor.


ROCK IN RIO 2022

De Gil a Avril: Shows imperdíveis do Rock in Rio fora do palco Mundo

Imagem: Divulgação/I Hate Flash

De Avril Lavigne e Gilberto Gil, no Palco Sunset, ao Espaço Favela e Supernova. Opções para quem vai ao mega evento curtir não só o palco Mundo. 

O Rock in Rio 2022 está chegando. Em menos de duas semanas, as portas da Cidade do Rock serão abertas para receber mais de 700 mil pessoas em sete dias —2, 3, 4, 8, 9, 10 e 11 de setembro—, além de 670 artistas e 500 horas de entretenimento. 

Ainda há poucos ingressos para a noite de abertura, 2 de setembro. A data traz o tradicional dia do metal, com Iron Maiden, Dream Theater, Gojira, Sepultura e mais. Os outros seis dias já estão com os ingressos esgotados. 

Haverá 28 atrações do palco Mundo.  Porém, o festival está muito além de seu espaço principal. Para ser mais exato, o Parque Olímpico da Barra vai comportar outros oito palcos: Sunset; New Dance Order; Espaço Favela; Rock District; Highway Stage; Supernova, Rock Street Mediterrâneo e Nave.

Aqui apresentamos uma lista shows imperdíveis do Rock in Rio 2022 que não serão realizados no palco Mundo.

Sexta-feira, 2 de setembro

Living Colour feat Steve Vai – Palco Sunset – 18h25.

No rock pesado, muitas vezes, antiguidade é posto. Aos 62 anos, Steve Vai, um dos guitarristas mais virtuosos da história, volta ao festival para encontrar o rock plural do Living Colour, que mistura o groove do funk, as interações musicais do jazz e o peso do heavy metal. O encontro promete causar uma explosão sonora.

Ratos de Porão – Palco Supernova – 19h30. 

Enquanto comemora 40 anos de estrada, o ícone do punk hardcore nacional está mais ativo do que nunca, chutando portas e não temendo fazer inimigos. O grupo liderado por João Gordo se apresenta no festival pela primeira vez e deve levar faixas de seu álbum mais recente, o sugestivo Necropolítica (2022), como Alerta Antifascista e Bostanágua.

Sábado, 3 de setembro

Racionais – Palco Sunset – 21h15. 

O grupo mais importante do hip hop brasileiro fará sua estreia no festival midiático —o que, para muitos fãs mais ávidos, parece ser algo surreal. Mano Brown já tinha levado seu show solo em 2019, e agora volta com KL Jay, Ice Blue e Edi Rock. Não dá para prever o que vai acontecer, mas você há de querer viver isso.

Papatinho + L7nnon convidam MC Hariel e MC Carol – Palco Sunset – 15h30. 

Um pouco de consciência, um tanto de festa. Se você tem ingresso para 3 de setembro, a dica é chegar cedo para aproveitar tudo o que o festival tem para oferecer e, de quebra, não perder o baile de Papatinho no palco Sunset. Produtor popstar, ele leva o amigo e novo astro L7nnon para dividir a festa, que terá ainda as vozes marcantes dos MCs Hariel e Carol. Para começar o sábado daquele jeito!

Domingo, 4 de setembro

Gilberto Gil – Palco Sunset – 21h15. 

Um dos maiores e mais completos artistas da música brasileira, Gil tem sido reverenciado por onde passa com a sua turnê —tanto aqui quanto na Europa. No show atual, que celebra seus 80 anos de vida, ele é acompanhado por filhos e netos. Juntos, eles transbordam boas energias e musicalidade. Recomendado para encarar a dobradinha Demi Lovato e Justin Bieber no palco principal com o coração leve.

Luísa Sonza convida Marina Sena – Palco Sunset – 16h55.

Luísa Sonza e Marina Sena não eram exatamente popstars em 2019, quando rolou o último Rock in Rio, mas entraram no pós-pandemia esbanjando esse status. Por isso, nada mais justo do que elas ganharem espaço no maior festival do país. Luísa vai apresentar uma prévia de sua nova turnê, O Conto dos Dois Mundos, e terá a companhia de luxo da mineira Marina em algumas músicas. Eu chutaria que o megahit Por Supuesto não vai ficar de fora.

Quinta-feira, 8 de setembro

Gloria Groove – Palco Sunset – 16h55. 

Uma drag queen promete fazer um dos grandes shows do dia que terá Guns N’ Roses como protagonista. Se você for um roqueiro conservador, melhor ir de mente aberta ou passar longe. Gloria Groove é estrela de excelência e entrega nos shows do disco Lady Leste (2022) uma performance tão poderosa e representativa quanto dançante. Com uma voz treinada desde a infância, ela passa por hip hop, funk, pop rock, ritmos latinos e até o rock mesmo com impressionante desenvoltura.

Francisco, El Hombre – Palco Supernova – 19h30.

Festival não é lugar para fazer política? Dá uma chegada no palco Supernova na hora do show da Francisco, El Hombre para conferir. Militante de esquerda por natureza, a banda formada em Campinas (SP) já tinha feito um barulho e tanto no palco Sunset em 2019. Bradaram pela Amazônia, pelas mulheres e contra o presidente Jair Bolsonaro, tudo isso num show explosivo e fácil de engajar. Agora, num palco que não tem transmissão televisiva, a festa promete ferver.

Sexta-feira, 9 de setembro

Avril Lavigne – Palco Sunset – 21h15.

Se você tem entre 25 e 40 anos, a gente nem precisa de muitos argumentos para provar que este show será imperdível. A princesa do pop punk volta ao Brasil oito anos depois de sua última turnê, e vai se apresentar em um grande festival pela primeira vez. Espere para ver a Cidade do Rock cantando hits nostálgicos como Complicated, Sk8er Boi, Girlfriend e I’m With You. As novas Bite Me e Love It When You Hate Me, do álbum Love Sux (2022), também devem pintar no setlist. 

MD Chefe e DomLaike – Espaço Favela – 20h05.

MD Chefe está na crista na onda das plataformas de streaming por conta de hits como Rei Lacoste —que divide com DomLaike, seu parceiro também no Rock in Rio— e Tiffany. O rapper carioca de 22 anos também chega embalado por sua vitória na premiação na vitória estadunidense BET Awards. É show para dançar com o pescoço e se impressionar com a voz grave do MC.

Sábado, 10 de setembro

Bala Desejo – Palco Sunset – 15h30. 

Revelação da nova MPB pós-pandemia, o Bala Desejo é garantia de shows quentes e de energia contagiante. A banda formada no Rio de Janeiro por Zé Ibarra, Julia Mestre, Lucas Nunes e Dora Morelenbaum é acompanhada por alguns dos melhores músicos do Brasil —como o baixista Alberto Continentino e o baterista Thomas Harres— e não duvide do que a trupe será capaz de aprontar em sua estreia no maior festival do país. O show ainda terá um convidado, que segue em segredo.

Jovem Dionísio – Palco Supernova – 19h30. 

Se você valoriza o poder de um bom hit, sabe do que estamos falando. A banda curitibana de indie pop terá cerca de 30 minutos para acordar todos os Pedrinhos possíveis na Cidade do Rock, e é sempre um grande momento ver uma estreia desse tipo no Rock in Rio. A dica é tentar não chegar muito em cima da hora, porque o Supernova costuma ficar lotado.

Domingo, 11 de setembro

Ludmilla – Palco Sunset – 21h15. 

Pela primeira vez, uma mulher brasileira será headliner do palco Sunset no Rock in Rio. E ninguém melhor do que Ludmilla para protagonizar este marco na Cidade do Rock, num dia de programação 100% feminina. A hitmaker que concilia diversos projetos diferentes ainda não deixou claro se o show será mais Numanice (pagode), Lud Sessions (R&B) ou Back to Be (pop). Se fosse para chutar, a gente diria que Ludmilla vai misturar tudo de um jeito especial.

Liniker convida Luedji Luna – Palco Sunset – 15h30.

Grandes amigas, a paulista Liniker e a baiana Luedji Luna têm desenhado com carinho esse show especial no palco Sunset. As duas estão na lista da melhores e mais importantes vozes que surgiram na música brasileira recentemente, capazes de dosar perfeitamente potência, empoderamento e boas vibrações. Show cedinho, pós-almoço de domingo, perfeito para começar a se despedir desta edição em grande estilo.

 

Chico Buarque processa candidato por uso de sua música mas juíza mantém vídeo de campanha política com a mesma

Chico Buarque pede que vídeo de Silvio Mendes (União) com música "Apesar de você" seja removido do Instagram. 


A juíza Márcia de Andrade Pumar, do 6º Juizado Especial Cível da comarca de Lagoa (RJ), negou pedido do cantor e compositor Chico Buarque de retirar trecho da música, "Apesar de você" de um vídeo produzido pela campanha do candidato ao governo do Piauí Sílvio Mendes (União Brasil). 

"Não havendo urgência na medida, nem mesmo receio de dano irreparável ou de difícil reparação, posto que poderá ser desfeito ou compensado ao final, deixo de conceder antecipadamente a tutela ora pretendida", diz a decisão da juíza. Chico Buarque acionou à Justiça contra Silvio Mendes, que tem o apoio do ministro da Casa Civil Ciro Nogueira e faz oposição ao PT no Piauí. Na petição, o advogado João Tancredo, que defende o cantor, pede ao Facebook a retirada imediata do vídeo da rede social do candidato. O compositor pediu indenização de R$ 40 mil por danos morais. 

Entenda o caso 

Sem autorização, Sílvio Mendes usou a composição e a voz do artista como trilha sonora de um vídeo gravado em sua convenção partidária, realizada no dia 30 de julho. Segundo a ação, a reprodução teve 70 mil visualizações no Instagram.

Na ação, a assessoria jurídica de Chico Buarque afirma que existem várias violações de direitos ao autor."...há utilização não autorizada de obra musical; há violação aos termos de uso da plataforma; há afronta à reputação do músico ao ver-se ligado ao candidato através da reprodução parcial de sua obra; há grave dano moral", disse a petição.

"É nesse caminhar que se apresenta um segundo eixo da presente peça exordial: a perigosa ligação estabelecida entre o candidato e o músico, o que confunde o eleitorado e achaca a honra do nobre artista", destaca a ação.

A assessoria de comunicação de Sílvio Mendes informou que não vai se pronunciar sobre o caso. Em nota, o advogado de Chico Buarque confirmou que recorreu da decisão. "O pedido mostra que alguns eleitores já estão reproduzindo o vídeo em suas redes; que o vídeo está em destaque no Instagram do candidato; e que o debate marcado para o dia... dará grande exposição a todos, incluindo o acusado. Tudo isso pode tornar impossível a efetividade de uma eventual sentença de procedência do pedido em tutela de urgência, porque o vídeo já estará espalhado pela rede", disse o advogado.

Tancredo esclareceu que o processo tem vários pedidos ainda não julgados.


Caetano Veloso faz 80 anos e anuncia show virtual com a família

O show em comemoração nas plataformas de internet 

Caetano Veloso chegou aos 80 anos de idade no domingo. O cantor continua trabalhando ativamente, colecionando um sem-número de clássicos da música popular e trabalhos premiados, com um passado e um presente que lhe garantem admiração, no Brasil e internacionalmente, como uma das principais referências artísticas do país.

O Twitter prestou homenagem a Caetano ao contabilizar o número de tuítes de seus fãs nos últimos anos. Também criou um emoji especial do cantor na rede social. 

Baiano de Santo Amaro da Purificação, Caetano é o quinto filho de seu Zezinho e dona Canô (apelidos dos pais do artista). Entre os irmãos, está a cantora Maria Betânia, quatro anos mais jovem do que ele. Caê, como é chamado pelos mais íntimos, tem uma discografia de 48 álbuns, além de escrever livros e produzir cinema. Tem também uma intensa agenda de shows. 

Há quase 55 anos, Caetano entrou no palco do Festival da TV Record para cantar Alegria, Alegria. A música ficou em quarto lugar no concurso, mas se tornou marco da Tropicália, que marca a história da MPB.

Caetano Veloso: saiba quais são as músicas mais tocadas do artista 



Gal Costa foi a intérprete que mais gravou as obras musicais de Caetano Veloso até o momento. Para relembrar os trabalhos do cantor, o Ecad (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição) fez um estudo sobre o artista a partir das suas 631 músicas e 1.953 gravações cadastradas em seu banco de dados, um dos maiores da América Latina. 

Foram identificadas as canções de Caetano mais tocadas no Brasil, as mais gravadas e os intérpretes que mais gravaram as músicas de sua autoria, além das palavras que mais aparecem nos títulos de suas músicas.

 

Gal Costa foi a intérprete que mais gravou as obras musicais de Caetano Veloso até o momento. Foram 223 gravações, com destaque para as músicas “Baby”, “Como 2 e 2”,” Divino maravilhoso”. A sua irmã, Maria Bethânia, aparece na segunda posição, com 197 gravações, e o amigo e parceiro musical Gilberto Gil em terceiro, com 117 gravações.

 

No ranking das músicas mais gravadas, o primeiro lugar ficou com “Baby”. Já entre as mais tocadas no Brasil nos últimos 10 anos, “Sampa” ficou na liderança. Neste período, quase 80% de seus rendimentos em direitos autorais foram provenientes dos segmentos de TVs, Rádio e Shows.

 

Outro estudo em relação às obras musicais de Caetano Veloso revelou as palavras que mais se repetiram em títulos musicais utilizados por ele. A palavra “samba” foi a que mais apareceu, com um total de nove repetições entre todas as suas 631 canções. Logo em seguida, ficaram as palavras “amor”, com oito, e “voz” e “luz/luzes”, empatadas com sete repetições cada.


Ranking das músicas de autoria de Caetano Veloso mais tocadas no Brasil nos últimos 10 anos nos principais segmentos de execução pública (Rádio, Sonorização Ambiental, Música ao vivo, Casas de Festas e Diversão, Carnaval, Festa Junina e Shows):

 

1.     Sampa - Caetano Veloso

2.     Você é linda - Caetano Veloso

3.     Você não entende nada - Caetano Veloso

4.     Marinheiro só - Caetano Veloso / Domínio Publico

5.     Linha do equador - Caetano Veloso / Djavan

6.     O leãozinho - Caetano Veloso

7.     Reconvexo - Caetano Veloso

8.     Força estranha - Caetano Veloso

9.     Desde que o samba é samba - Caetano Veloso

10.                        Odara - Caetano Veloso

11.                        Menino do rio - Caetano Veloso

12.                        Oração ao tempo - Caetano Veloso

13.                        Alegria alegria - Caetano Veloso

14.                        Baby - Caetano Veloso

15.                        London London - Caetano Veloso

16.                        A luz de Tieta - Caetano Veloso

17.                        Beleza pura - Caetano Veloso

18.                        Gatas extraordinárias - Caetano Veloso

19.                        Chuva suor e cerveja - Caetano Veloso

20.                        A rã - João Donato / Caetano Veloso2            

Músicas de autoria de Caetano Veloso mais gravadas




1.     Baby - Caetano Veloso

2.     Sampa - Caetano Veloso

3.     A rã - João Donato / Caetano Veloso

4.     Força estranha - Caetano Veloso

5.     Você é linda - Caetano Veloso

6.     Desde que o samba é samba - Caetano Veloso

7.     Alegria alegria - Caetano Veloso

8.     Coração vagabundo - Caetano Veloso

9.     Luz do sol - Caetano Veloso

10.                        Paula e Bebeto - Caetano Veloso / Milton Nascimento

11.                        O leãozinho - Caetano Veloso

12.                        Como 2 e 2 - Caetano Veloso

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Shakira pode pegar mais de oito anos de prisão na Espanha

A cantora colombiana rejeitou acordou com a promotoria espanhola e vai responder ao processo de sonegação de imposto.

Colombiana é acusada de fraude ao Tesouro Espanhol. Se for levada à Justiça, a cantora poderá receber uma sentença de oito anos e dois meses de prisão


Promotores do Ministério Público de Barcelona, na Espanha, pediram na sexta-feira (29/7) à Justiça do país que sentencie a cantora colombiana Shakira a oito anos e dois meses de prisão, além de uma multa de mais de 24 milhões de euros (quase R$ 130 milhões).

Shakira é acusada de não pagar 14,5 milhões de euros (quase R$ 80 milhões) ao governo espanhol em impostos, entre 2012 e 2014. Ao todo, são seis acusações contra a estrela de "Waka Waka".

O anúncio do Ministério Público veio após a cantora rejeitar, nesta semana, um acordo oferecido pelos promotores. Ou seja, ela optou por ir a julgamento, ainda sem data definida. 

De acordo com a ABC News, a equipe de relações públicas de Shakira defende que a cantora sempre cumpriu suas obrigações fiscais e que a artista depositou o valor que estaria em débito, incluindo 3 milhões de euros (quase R$ 16 milhões) em juros.

Segundo a colombiana, foram pagos 17,2 milhões de euros (mais de R$ 90 milhões) que o Tesouro reivindicou, o que seria o fim das dívida, de acordo com ela.

Entenda o caso 

De acordo com a acusação, Shakira já residia na Espanha no período da suposta fraude, inclusive mantendo um relacionamento com o jogador do Barcelona e da seleção espanhola, Gerard Piqué. Mas a residência fiscal da cantora era nas ilhas Bahamas, consideradas paraísos fiscais.

Segundo a defesa, a maior parte dos rendimentos da colombiana vinha de turnês internacionais e que, entre 2011 e 2014, não permaneceu mais de seis meses na Espanha, tempo mínimo necessário para considerar o país como residência fiscal.

Já os promotores alegam que, pelo fato de a sul-americana ter passado mais da metade de cada ano daquele período na Espanha, ela  deveria ter pago impostos no país.

Shakira foi declarada culpada de fraude em junho de 2019, mas a cantora recorreu. O recurso que pedia o arquivamento do processo foi rejeitado em maio de 2022. Nesta semana, os advogados da artista negaram um acordo com o Ministério Público.

Shakira apareceu nos chamados Pandora Papers, uma extensa investigação de milhões de documentos vazados publicados em 2021 pelo Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos, que acusou centenas de personalidades de terem recorrido a paraísos fiscais, principalmente para fugir do Tesouro.

 Um vazamento de documentos financeiros expôs centenas de líderes mundiais, políticos e celebridades que têm ocultado investimentos em mansões, iates e outros ativos com o objetivo de fugir aos impostos durante os últimos 25 anos. O relatório chamado Pandora Papers, divulgado pelo Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos no último domingo (3), envolveu mais de 500 jornalistas de 150 veículos de comunicação em 117 países. A entidade é a mesma que, em abril de 2016, revelou o escândalo Panama Papers. 

O que são os “Pandora Papers”

Pandora Papers” é o maior vazamento de informação sobre offshores da história. Nome dado à mais nova investigação do Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação, entidade sem fins lucrativos que revelou, na primeira semana de outubro de 2021, os segredos financeiros de 35 líderes mundiais (atuais e antigos) e de mais de 330 políticos e funcionários públicos de 91 países e territórios, inclusive o Brasil.

De acordo com o consórcio, este é o “maior vazamento de informação sobre offshores da história”. São cerca de 12 milhões de arquivos, que totalizam aproximadamente 2,94 terabytes de dados vazados de 14 escritórios de advocacia especializados em abrir companhias offshore em paraísos fiscais como a Bahamas e Panamá.

E offshores?

Offshores (fora da costa, em tradução para o português), são empresas mantidas em paraísos fiscais e muito procuradas por personalidades ricas e influentes. Na maioria dos casos, elas buscam as offshores para pagar menos impostos ou até mesmo proteger seu patrimônio contra riscos de confisco. Com isso, essa empresa irá gozar de uma grande liberdade fiscal e econômica, uma vez que a sua criação não está sob a jurisdição da lei do país em que o proprietário ou os sócios residem. Neste caso recente, muitas das contas foram desenhadas para sonegar impostos e ocultar ativos por outras razões suspeitas, de acordo com o relatório do consórcio de jornalistas.

No Brasil, é permitido ter offshores, desde que elas sejam declaradas à Receita Federal e, quando seus ativos ultrapassam US$ 1 milhão, também ao Banco Central.

Brasileiros têm nome na lista

Os políticos e personalidades envolvidos no escândalo. Na época o presidente  do Banco Central, Roberto Campos Neto (pediu demissão no final de outubro, ainda de 2021, por desentendimento como o presidente da república), aparece em documentos do “Pandora Papers”.

Com 1.897 nomes, o Brasil é o quinto país com a maior quantidade de pessoas citadas no Pandora Papers. Entre os principais nomes, além de Roberto Campo Neto, o ministro da Economia, Paulo Guedes. O inventário do ex-deputado José Janene, um dos famosos personagens do mensalão e que morreu em 2010, também é mencionado pelo documento.

O atual ministro da Economia aparece como dono de uma empresa offshore nas Ilhas Virgens Britânicas, um conhecido paraíso fiscal. Em janeiro de 2019, quando ele assumiu o ministério, a empresa tinha um saldo de US$ 9,5 milhões. Já Roberto Campos Neto está ligado a quatro empresas offshore no Panamá e nas Ilhas Virgens Britânicas. Uma delas chegou a ser fechada no ano passado, quando ele já assumia o órgão.

Grandes empresários do país também figuram entre os quase dois mil nomes divulgados. Dentre eles estão os irmãos Andrea, Eduardo e Fernando Parrillo, donos do plano de saúde Prevent Senior; o dono do grupo Guararapes (Riachuelo), Flávio Rocha; os donos da Grendene, Pedro e Alexandre Grendene; o patriarca da família Menin, Rubens Menin, e seus filhos, que hoje são donos do Banco Inter, da MRV e da CNN Brasil, entre outras empresas; e o dono da Rede D’Or, Paulo Junqueira Moll.

Eike Batista, empresário que chegou a ser o homem mais rico do Brasil, também teve seu nome ligado a duas offshores. A soma da dívida de impostos à União de apenas alguns desses nomes chega a incrível bagatela de R$ 16,6 bilhões.

Internacional

Entidades internacionais também estão entre os nomes referidos na investigação, como é o caso do rei Abdullah II da Jordânia, do primeiro-ministro da República Checa, Andrej Babis, do Presidente do Equador, Guillermo Lasso e do ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair.

No entanto, o vazamento também conta com nomes que não estão ligados diretamente à política, como é o caso do cantor espanhol Julio Iglesias, da cantora colombiana Shakira e do treinador do Manchester City, Pep Guardiola.

Paul McCartney faz 80 anos com sucesso e vitalidade 

Oito décadas bem vividas. Paul McCartney faz 80 anos com disposição e muita música pela frente


Músico, compositor, multi-instrumentista, ex-Beatle, cavaleiro da Coroa Britânica? Em seus 80 anos de vida, completados hoje, Paul McCartney acumula história —e mitos— suficiente para encher uma biblioteca, além de sucessos e prestígio para ser considerado, sem perigo de exagero, um dos maiores artistas vivos nos últimos 60 anos. 

Num resumo raso e célere de McCartney e Beatles, Paul, aparentemente um garoto como qualquer outro de Liverpool (340 km de Londres), tornou-se, ao lado de John Lennon, George Harrison e Ringo Starr, um dos rostos mais conhecidos em todo o mundo, ainda muito jovem, com a canção "Love Me Do" estourando nas rádios do Reino Unido em 1963, quando ele tinha apenas 21 anos. 

Desde então, o "Beatle bonitinho", alcunha pela qual ele ficaria conhecido e dizem que sempre odiou, foi cada vez mais reverenciado, seja durante a estrondosa carreira do quarteto, posteriormente com os Wings e em sua carreira solo, que já acumula 16 álbuns de estúdio em cinco décadas.

Por onde passa, Sir Paul McCartney segue lotando estádios com apresentações cheias de energia, nem se importando quase com a idade, ele ainda é um "showman", esbanjando tanto carisma quanto nos seus vinte e poucos anos, quando vestia terninho e cantava ao lado de Lennon.

De origem humilde e operária, o músico superou tragédias como a morte precoce da mãe e a separação da sua primeira banda para se tornar um artista duplamente nomeado ao hall da fama da música pop, ganhador de um Oscar e 18 vezes vencedor do Grammy.

Além de se tornar membro da Ordem do Império Britânico e ser apontado como cavaleiro pela rainha Elizabeth 2ª pelos seus serviços ao universo da música, seu ativismo pela causa vegetariana às controvérsias relacionadas ao uso de drogas no passado, são inúmeros os enredos e tramas nos 80 anos de vida de McCartney. 

Juventude iniciada com os Beatles

Filho de Jim e Mary McCartney, Paul nasceu em Walton, na região metropolitana de Liverpool, em 18 de junho de 1942. Membros da classe operária, o pai de Paul trabalhou muito tempo como vendedor, enquanto sua mãe era parteira. O futuro Beatle e seu irmão mais novo, Peter, sempre foram encorajados pelo pai a se aventurar na música.

Jim, que fazia parte de uma banda de jazz como trompetista e pianista, presenteou o filho mais velho com um trompete no seu aniversário de 14 anos, mas com a popularidade crescente do rock nas rádios, o jovem Paul trocou o instrumento por um violão, já que queria também cantar. Achando difícil usar a mão direita, ele inverteu as cordas no instrumento para poder tocar com a mão esquerda, por ser canhoto.

Ainda com 14 anos, McCartney perdeu a mãe, que faleceu em decorrência de um embolismo. A tragédia se tornou um ponto de conexão com John Lennon, que também perdeu a mãe cedo, aos 17 anos. Os dois se conheceram em 1956, e em pouco tempo John convidou Paul para a sua banda, The Quarrymen, como guitarrista.

Dois anos depois, George Harrison (depois de quase suplicar) entraria para o grupo. Nos anos seguintes, McCartney relutantemente passaria a ser o baixista da banda, Brian Epstein se tornaria o empresário, Ringo Starr assumiria a bateria e eles lançariam seu primeiro hit, "Love Me Do". Mas antes disso já ganhavam a vida tocando entre Inglaterra e Alçemanha.

Durante a década seguinte, o mundo presenciou uma ascensão meteórica do grupo que colecionava um hit atrás do outro, foi quando ocorreu a "beatlemania". Durante a gravação do sexto álbum da banda, "Rubber Soul", em 1965, McCartney foi cada vez mais tornando-se a figura dominante da banda em todos os aspectos, suplantando Lennon no processo.

Foi nessa época que as tensões internas entre os quatro integrantes da banda começaram a surgir e apenas se intensificariam nos anos seguintes, com o fim das turnês, e na gravação dos históricos "Revolver" e "Sgt. Pepper's Lonely Heart Club Band".

A morte de Brian Epstein, em 1967, criou um vácuo no direcionamento da banda, que foi preenchido mais uma vez por McCartney, que seguia pressionando o grupo para projetos grandiosos, como o filme "Magical Mistery Tour".

A situação entre os músicos foi de mal a pior durante a gravação do "White Album", no fim de 1968, se agravando no ano seguinte durante as sessões de "Let It Be".

Em 1969, McCartney casou-se com sua primeira esposa, Linda, os Beatles gravaram seu último álbum, "Abbey Road" — lançado antes de "Let It Be" apesar de gravado depois. McCartney que já iria lançar seu primeiro disco solo, anunciou sua saída da banda. "Eu saí antes, só não anunciei, disse Lennon", em retaliação ao companheiro. Meses depois, McCartney, em 31 de dezembro do ano seguinte, entrou com um processo para formalizar a dissolução dos Beatles, que só iria se concretizar 14 anos depois, em 1974.

Carreira solo pós-Beatles, Wings e atualidade

Fim definitivo do Beatles, Paul McCartney entrou em um estado de confusão e depressão. O lançamento do seu primeiro disco solo foi uma série de 15, sempre com canções inéditas ao longo de cinco décadas. O último e atual foi em 2020.

Ainda após o fim dos Beatles, McCartney formou os Wings. O grupo seguiu ativo por 10 anos, até 1981, tendo a participação de Linda e do guitarrista Denny Laine em sua formação, variando os outros integrantes. Apesar de seu sucesso comercial, os oitos álbuns lançados pela banda nem sempre foram recebidos com o mesmo clamor pela crítica.

Paul McCartney seguiu se aventurando e experimentando musicalmente, desde a composição sinfônica "Liverpool Oratorio" até fazendo parte do duo eletrônico-experimental The Fireman. O ex-Beatle ainda colaborou em canções com artistas como Michael Jackson, Elvis Costello, Stevie Wonder e, mais recentemente, Rihanna e Kanye West.

Ele mantém um dos recordes de maior público pagante em um estádio — o show para 184 mil pessoas no Maracanã, em 1990. Ainda neste mês, será um dos headliners do Festival de Glastonbury, na Inglaterra, tornando-se o artista mais velho a tocar em toda a história do festival.

O mais recente álbum de estúdio de Sir Paul McCartney foi lançado em dezembro de 2020, como uma continuação de seus dois outros trabalhos 100% solo e de mesmo nome, de 1970 (seu primeiro álbum) e 1980. Foi o primeiro disco do músico a atingir o topo das paradas do Reino Unido desde 1989, além de receber duas nomeações no 64º Grammy: Melhor Álbum de Rock e Melhor Canção de Rock para "Find My Way". Também disponível em disco de vinil.

Em uma obra definitiva para a história da música, este box de dois volumes registra as mais de 150 canções escritas por McCartney, com comentários feitos pelo próprio artista e materiais ainda inéditos ao público, como fotos, manuscritos e anotações. São quase mil páginas em papel especial que exibem um panorama completo da carreira do músico, desde as suas composições na adolescência até hoje.

Terceiro álbum de estúdio dos Wings, "Band on the Run" foi lançado em 1973 e se tornou o primeiro disco de sucesso de crítica e público do grupo, sendo considerado até hoje o trabalho de maior sucesso da era pós-Beatle de McCartney. O álbum foi gravado em Lagos, na Nigéria, com o músico tocando boa parte dos instrumentos após seu baterista e guitarrista deixarem a banda, de última hora.

Paul já morreu?

Pouco antes da separação dos Beatles, um rumor começou a se espalhar de que Paul havia morrido em um acidente de carro em 1966 e tinha sido substituído por um sósia. Baseados nessa teoria da conspiração, muitos, inclusives fãs, acreditam que McCartney nem é mais o original. Coisas dos TCmaníacos que o tempo destrói.

Clique aqui e ouça Paul MacCartney 

Bund on the run -

Paul McCartney ao vivo em Curitiba (2019)


Clique aqui e saiba tudo sobre o Rock in Rio 2022



Rock in Rio 2022 - Os top 10 - Justin Bieber é um dos 10 astros mais aguardados na terceira noite do mega festival

Justin Bieber  anunciou na sua conta no twitter que "está com o coração partido".


Cantor canadense já anunciara em 2020 que foi diagnosticado com a doença de Lyme e adiou três apresentações.Agora ele provavelmente terá que cancelar sua apresentação no Rock Rio 2022 e em outros shows no Brasil. Mas, afinal, o que é a doença de Lyme? Saiba agora os sintomas e causas da doença.


A Doença de Lyme é uma enfermidade causada por uma bactéria transmitida pela picada de carrapato e pode afetar todos os sistemas do corpo humano.Esta enfermidade é causada por uma bactéria chamada Borrelia burgdorferi, que é transmitida por um carrapato do grupo Ixodes.

A doença pode ser muito grave, especialmente quando acomete o sistema nervoso central. Nestes casos, corre o risco de causar desde meningite até um quadro de fraqueza muscular, que afeta especialmente braços e/ou pernas.

A Lyme é rara no Brasil e mais frequente nos Estados Unidos e Europa. Foi descoberta na década de 1970, na cidade de Lyme, em Connecticut, nos Estados Unidos. Ela costuma ter início com uma lesão na pele e, depois, pode causar sintomas semelhantes a uma virose, como dores na cabeça e febre. Posteriormente, o paciente pode ter manifestações na pele, nas articulações, no sistema nervoso ou no coração.

O tratamento, por sua vez, é eficaz tendo que ser feita a administração com antibióticos. Apesar de não ter citado nominalmente a doença de Lyme é tida como motivo do adiamento dos shows de Justin Bieber, que anunciara em 2020 que foi diagnosticado com a enfermidade. 

Ele já precisou adiar três shows de sua turnê mundial por causa de problemas dos saúde. Iria cantar em Toronto, no Canadá, na terça (7) e quarta (8) e em Washington, nos EUA, 
na sexta (10). Não acredito que estou dizendo isso. Fiz de tudo para melhorar, mas minha doença está piorando”, escreveu no Instagram nesta terça-feira (7). “Meu coração está partido por ter que adiar esses próximos shows (por ordens dos médicos). Para todo o meu público, eu amo muito vocês e vou descansar e melhorar!”

Avril Lavigne também enfrenta doença

Lavigne disse que começou a sofrer da doença em 2015.



A cantora Avril Lavigne também já contraiu a doença e parou a carreira durante cinco anos para se tratar."Eu passei os últimos anos casa doente lutando  contra a Doença de Lyme. Estes foram os piores anos da minha vida enquanto eu passava por batalhas físicas e emocionais", contou Avril. 

Lavigne disse que começou a sofrer da doença em 2015. Na época, a cantora também anunciou a criação de uma fundação que leva seu nome e que apoia e dá suporte a pessoas que sofrem com a doença.





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Com o álbum "Future Nostalgia", lançado em 2020, Dua Lip chegou à estrondosa marca de mais de 7 bilhões e 700 milhões de reproduções no Spotfy


O single “Levitating”, da cantora britânica Dua Lipa, está dando o que falar. A música que faz parte do álbum "Future Nostalgia", cuja turnê foi lançada quarta-feira (9), em Miame, despertou a atenção da banda estadunidense de reggae, Artikal Sound System, que afirma ter lançado uma música parecida em 2017, com o nome de "Live Your Life". Sendo assim, eles estão acusando a artista de plágio.


O processo foi aberto no dia 1º de março. Além disso, os interpeladores afirmam que Dua Lipa teve acesso à versão inicial de “Live Your Life”, mas não explicam os motivos que eles acreditam que a cantora teve para copiar a música deles. 


 A banda ainda afirma que as duas faixas são muito similares e que é “muito improvável que ‘Levitating’ tenha sido criada de forma independente’ à “Live You LIfe”.


O processo também inclui como réus no suposto plágio em “Levitating” a Warner Records, gravadora de Dua, e todos que trabalharam na criação da faixa, incluindo produtores e compositores.


O hit “Levitating” se tornou apenas a 10ª música na história da Billboard Hot 100 a completar 65 semanas dentro da lista. 


Confira e compare (vídeos abaixo) se "Levitating" e "Live Your Life" são realmente idênticas, somente parecidas ou distintas.

 
                              Dua Lipa "Levitating"                             Artikal Sound System "Live Your life"


Outras notícias de Dua Lipa


Lançado em março de 2020, o álbum "Future Nostalgia", de Dua Lipa está entre os 10 mais ouvidos do Spotify. A prova disso é que entrou para o Top 10 dos discos mais ouvidos do Spotify, com mais de sete bilhões de reproduções na plataforma. São exatos 7.731.577.247, um número estrondoso para um único trabalho.


Por isso, a cantora deu início à Future Nostalgia Tour”. O lançamento foi na noite de quarta-feira (9), em Miame, nos Estados Unidos. A casa estava lotada, e a artista entregou tudo o que podia e mais um pouco.


Além de cantar todos os seus sucessos, Dua Lipa também fez algumas trocas de looks, que levou os fãs à loucura. A turnê tem previsão de chegar ao Brasil no dia 11 de setembro, para se apresentar no palco principal do Rock In Rio, o Palco Mundo, no mesmo dia do encerramento do festival. Terminando com estilo de Dua Lipa e Ivete Sangalo.


Quer ouvir os sucessos de Dua Lip? Clique aqui ou no título da matéria.

 
 


Jon Bon Jovi completa 60 anos com quase 40 anos de sucesso




McFly finalmente no Brasil


(clique na imagem e acesse a matéria)





 

Bono Vox diz não gostar do nome do U2 e sente vergonha de algumas músicas da banda


Bruce Dickinson deixará de pilotar avião do Iron Maiden 

Imagem: DivulgaçãoO Ed Force One, Boeing 747-400 da banda de heavy metal Iron Maiden



A banda de heavy metal mais badalada de todos os tempos tem um histórico de curiosidades à sua volta. Uma das principais é o avião em que o grupo viaja para as turnês pelo mundo, o Ed Force One. O nome é uma alusão ao mascote do Iron Miden, Eddie, e ao avião presidencial dos Estados Unidos, o Air Force One (Força Aérea Um). E ele costuma ser pilotado por ninguém menos que o vocalista da banda, Bruce Dickinson, de 63 anos.


No começo do ano, Bruce Dickinson concedeu entrevista e anunciou que deve deixar de pilotar o avião. Ele dissw que estará voando no Ed Force One, mas na parte de trás, e não mais na cabine de comando, como ocorreu durante todos esses anos."Veja, eu tenho 63 anos — farei 64 anos em agosto. Você sabe que, quando você chega aos 65, se você é um piloto de avião comercial, eles apenas te levam lá para a parte de trás e te chutam para fora, certo?", disse em tom de brincadeira.

Um dos aviões que cumpriram a função de Ed Force One foi um Boeing 747 de matrícula TF-AAK alugado da Air Atlanta Icelandic. Considerado o mais icônico de todos os que já fizeram esse serviço, o quadrimotor teve a pintura e o interior personalizados para a banda. Esse 747 foi fabricado em 2003 e tem capacidade para transportar até 465 passageiros. Nos porões do avião, é possível transportar toneladas de equipamentos e bagagens, garantindo que os shows aconteçam em qualquer lugar do mundo. 


Seu alcance é de cerca de 13,5 mil km de distância, podendo chegar a qualquer lugar do mundo com apenas uma parada. Em seu exterior, além do nome da banda, era possível ver imagens do mascote e os nomes das cidades onde o grupo se apresentava. O código do voo do Ed Force One, quando ele estava em turnê, era o CC666. CC é o código da empresa dona do avião, e o 666 remete a uma das principais músicas da banda, "The Number Of The Beast".






Em março de 2016, o avião sofreu um acidente no aeroporto de Santiago (Chile), quando colidiu com equipamentos de solo. Naquele momento, a carenagem de dois motores ficaram danificadas. A manutenção foi feita em nove dias, e a agenda de shows foi mantida. As duas peças de reposição pesavam cinco toneladas e custaram US$ 4 milhões à época (R$ 21,2 milhões).

A aeronave hoje voa pela companhia Air Atlanta Icelandic. Na atual turnê do grupo, a Legacy of the Beast, a banda não conta com um Ed Force One próprio, mas isso não quer dizer que ele não voltará à cena no futuro. Consultada, a banda não confirmou se irá alugar um avião para essa finalidade nos próximos meses, mas uma coisa é certa: Bruce não será visto na cabine de comando com a mesma frequência de antes.

Antes do 747, outro modelo desempenhou o papel de Ed Force One em duas turnês do grupo. Dois aviões Boeing 757 transportaram a banda anteriormente, um na turnê Somewhere Back in Time (2008 e 2009) e outro na The Final Frontier (2011). Esse modelo é menor que o 747, e também foi adaptado para atender às necessidades da banda. Nas duas ocasiões, foram escolhidos aviões que pertenciam à Astraeus Airlines, uma antiga companhia aérea britânica.

Uma dessas aeronaves acabou sendo vendida para a FedEx em 2012. A outra foi desmontada e transformada em sucata após o fim de sua vida útil. Um dos 757 pode ser visto de perto no documentário "Iron Maiden: Flight 666" (2009), que retrata a turnê da banda e como os músicos conseguiram cumprir uma agenda apertada de shows mundo afora graças ao Ed Force One.

Assista ao minidocumentário feito pela própria banda sobre o avião (em inglês), com apresentação dele, o piloto-vocalista, Bruce Dickinson.

Na fuselagem do Ed Force One está o nome das cidades que receberam turnês do Iron Maiden, incluisive várias capitais brasileiras


O vocalista Bruce Dickinson, do Iron Maiden, posa à frente do Ed Force One, avião personalizado da banda - (Imagem: Divulgação/John McMurtrie/2016/Iron Maiden)



Joni Mitchell ameaça retirar suas músicas do Sporfy por 'mentiras' sobre a convid 

imagem: DW

Joni Mitchell é uma das cantoras mais importantes do folk rock do século 20.

A cantora Joni Mitchell anunciou que vai retirar suas músicas do Spotify pelas "mentiras" que são transmitidas na plataforma sobre a covid-19, após uma medida similar adotada por Neil Young. (clique na foto e ouça, no Spotfy grande parte da discografia de Joni Mitchell)

Em um comunicado publicado em seu site, a cantora de "Big Yellow Taxi" afirma que apoia Neil Young, que enfrentou o Spotify ao criticar o polêmico podcast de Joe Rogan, um fã das teorias da conspiração.

"Eu decidi retirar todas as minhas músicas do Spotify", escreveu Mitchell. "Pessoas irresponsáveis estão espalhando mentiras que custam vidas. Sou solidária a Neil Young e às comunidades científicas e médicas globais nesta questão”,  acrescentou. 

O site de Mitchell também publicou uma cópia de uma carta aberta ao Spotify de médicos e cientistas que pedem à empresa a criação de uma política contra a desinformação para combater as repetidas falsidades e teorias da conspiração de Rogan sobre a pandemia de coronavirus. O Spotify não reagiu de maneira imediata ao anúncio. 

Young, cantor e compositor de músicas que incluem "Heart of Gold" e "Harvest Moon", deu um ultimato à plataforma para que escolhesse entre ele ou Rogan. 

Ele acusou o Spotify de propagar informações falsas sobre as vacinas que poderiam provocar a morte daqueles que acreditam nas mensagens.

O podcast de Rogan tem milhões de ouvintes e ele assinou um contrato milionário (algumas fontes citam o valor de 100 milhões de dólares) de exclusividade com o Spotify no ano passado.

Os críticos afirmam que o podcast virou uma plataforma de teorias da conspiração e de desinformação, particularmente sobre a covid-19.

Rogan desencorajou a vacinação entre as pessoas mais jovens e promoveu o uso não autorizado do medicamento ivermectina (um antiparasitário) para tratar o vírus. 

Até o fechamento desta matéria, o Spotfy não havia respondido às ameaças de Mitchell, nem tampouco a cantora tinha retirado suas canções da plataforma. A exemplo, Neil Young, que, também, não ainda não havia cumprido a ameaça.

Quem é Joni Mitchel 

Roberta Joan "Joni" Mitchell, nascida Roberta Joan Anderson, CC (Fort Macleod, 7 de novembro de 1943), é uma cantora, vocalista solo, artista plástica e poetisa canadense. 

Foi considerada a 75º melhor guitarrista de todos os tempos pela revista norte-americana Rolling Stone, que também a citou como "uma das melhores compositoras da história".  De acordo com uma declaração da AllMusic, "Quando a poeira baixar, Joni Mitchell pode vir a ser a artista musical feminina mais importante e influente do século XX". 

Alcançou o sucesso na década de 1970, fazendo uma música influenciada pelo jazz e pelo folk rock. Suas composições frequentemente refletem ideias sociais e ambientais assim como seus sentimentos sobre romance, confusão, desilusões e alegria. Ela recebeu muitos prêmios, incluindo nove Grammys. Gravou dois discos que entraram para a história: Clouds, de 1969, e Blue, de 1971, que ocupa a 30ª posição na lista dos 500 melhores álbuns de todos os tempos da revista Rolling Stone.

Foi convidada para participar do festival Woodstock, rem 1969, mas, alegando problemas pessoas não se apresentou.

Clique aqui parte da discografia de Joni Mitchel, no próprio Spotfy.



Harry Styles anuncia novas datas de shows em dezembro no Brasil 

O cantor, compositor e ator inglês chega ao Brasil com um ano de atraso (clique na imagem e ouça Harry Styles)

Harry Styles anunciou as novas datas de seus shows no Brasil. As apresentações acontecerão em São Paulo, dia 6 de dezembro, no Allianz Parque; Rio de Janeiro, dia 8 de dezembro, na Área Externa da Jeunesse Arena; e um novo show acontecerá em Curitiba, dia 10 de dezembro, na Pedreira Paulo Leminski. O cantor tinha apresentações marcadas para outubro de 2020 em São Paulo e no Rio de Janeiro, mas adiou ambas devido à pandemia de covid-19. 


A turnê contará com alguns convidados especiais: Mitski nas datas do Reino Unido, Arlo Parks em Dublin, Wolf Alice na Europa e Koffee em todas as datas da América Latina.


Todos os ingressos existentes para shows remarcados permanecerão válidos. Novos ingressos para São Paulo voltam a ser vendidos no dia 20 de janeiro; já para os shows do Rio de Janeiro e de Curitiba poderão ser adquiridos a partir do dia 26 de janeiro.


Nas duas aberturas de vendas os ingressos estarão disponíveis às 10h online (www.eventim.com.br/harrystyles) e meio-dia nas bilheterias oficiais (São Paulo - Bilheteria A do Allianz Parque | Rio de Janeiro - Jeunesse Arena) | Curitiba - Bilheteria 1, no Estádio Major Antônio Couto Pereira).


SERVIÇO - HARRYS STYLES - LOVE ON TOUR NO BRASIL

SÃO PAULO
Data: 6 de dezembro de 2022 (terça-feira)
Abertura dos portões 17h
Horário Koffee: 19h55
Horário Harry Styles: 21h15
Local: Allianz Parque
Endereço: Av. Francisco Matarazzo, 1705 - Água Branca, São Paulo - SP
Ingressos: a partir de R$164,00 (ver tabela completa)
Classificação etária: 15 anos. Menores de 06 a 14 anos, apenas acompanhados dos pais ou responsáveis legais.

PREÇOS

PISTA PREMIUM WATERMELON SUGAR: R$334,00 (meia entrada); R$668,00 (inteira)
PISTA PREMIUM CHERRY: R$334,00 (meia entrada); R$668,00 (inteira)
PISTA WATERMELON SUGAR: R$179,00 (meia entrada); R$358,00 (inteira)
PISTA CHERRY: R$179,00 (meia entrada); R$358,00 (inteira)
CADEIRA INFERIOR: R$249,00 (meia entrada); R$498,00 (inteira)
CADEIRA SUPERIOR: R$164,00 (meia entrada); R$328,00 (inteira)

RIO DE JANEIRO

Data: 8 de dezembro de 2022 (quinta-feira)
Abertura dos portões 17h
Horário Koffee: 20h25
Horário Harry Styles: 21h45
Local: Área Externa da Jeunesse Arena
Endereço: Av. Embaixador Abelardo Bueno, 3401 - Barra da Tijuca, Rio de Janeiro - RJ
Ingressos: a partir de R$164,00 (ver tabela completa)
Classificação etária: 15 anos. Menores de 06 a 14 anos, apenas acompanhados dos pais ou responsáveis legais.

PREÇOS

As informações de realocação de setores para o Rio de Janeiro podem ser encontradas em www.eventim.com.br/harrystyles

PISTA PREMIUM: R$314,00 (meia-entrada); R$628,00 (inteira)
PISTA: R$164,00 (meia-entrada); R$328,00 (inteira)

CURITIBA

Data: 10 de dezembro de 2022 (sábado)
Abertura dos portões 17h
Horário Koffee: 19h40
Horário Harry Styles: 21h
Local: Pedreira Paulo Leminski
Endereço: R. João Gava, 970 - Abranches, Curitiba - PR
Ingressos: a partir de R$235,00 (ver tabela completa)
Classificação etária: 15 anos. Menores de 06 a 14 anos, apenas acompanhados dos pais ou responsáveis legais.

PREÇOS

PISTA PREMIUM: R$430,00 (meia-entrada); R$860,00 (inteira)
PISTA: R$235,00 (meia-entrada); R$470,00 (inteira)

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Brasil - 1922 a 2022 - 100 anos ao som de umas das mais importantes orquestras da América Latina

A São Paulo Big Band apresenta o espetáculo “Brasil 1922 a 2022”, no Memorial da América Latina, mostrando a evolução da música e das artes ao longo do tempo. A banda executa desde composições de Villa-Lobos a canções do rock brasileiro, acompanhada de material audiovisual sobre moda, arquitetura e artes plásticas.

O show acontece em homenagem ao centenário da Semana de Arte Moderna de 1922 e compõe a Agenda Tarsila, uma das iniciativas do projeto Modernismo Hoje, que celebra a Semana de Arte Moderna de 1922 e seu impacto até os dias atuais.

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Quer ouvir a banda Tool (a preferida do futuro presidente chileno)? Clique aqui.







 

                Paul McCartney não fará mais selfies e nem dará  autógrafos aos fãs 

 

   

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Brasil Jazz Sinfônica e estrelas do samba e mpb tocam juntos até o Final de dezembro

A BOJS é atualmente dirigida pelo maestro, compositor e pianista Ruriá Duprat.


A TV Cultura e a orquestra Brasil Jazz Sinfônica exibem clássica e popular até o término de 2021.


Do início desse mês a 19 de dezembro vão acontecer uma série de encontros na Sala São Paulo, entre a Orquestra Jazz Sinfônica (OJS) mantida pela TV Cultura, e estrelas da MPB e do samba. Estão previstos shows com, Gilberto Gil; Carlinhos Brown; Martinho da Vila; Alcione; Elba Ramalho e Chico César.


No início de outubro a Jazz Sinfônica viaja ao Rio de Janeiro para gravar vídeo clipes, em homenagem aos 90 anos do Cristo Redentor, a ser comemorado em 12 de outubro. Em seguida, outubro, a OJS levanta voo para se apresentar em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

A TV Cultura é a única emissora brasileira (sistema aberto) que mantém uma orquestra e que privilegia sempre a música nacional. Atualmente a Jazz Sinfônica é dirigida pelo maestro, compositor e pianista Ruriá Duprat.

As gravações serão feitas com público reduzido e obedecendo aos protocolos de segurança contra a Covid-19 e exibidas. posteriormente .na TV Cultura, com em datas e horários ainda indefinidos.

Abaixo a programação da Jazz Sinfônica nas apresentações até dezembro, na Sala São Paulo, que é localizada na Praça Júlio Prestes, 16, bairro Campos Elíseos, próximo ao centro da capital paulista. 

A Sala São Paulo é um espaço fechado de concertos onde ocorrem apresentações sinfônicas e de câmara. Faz parte do CentroCultural Júlio Prestes, na antiga Estação Júlio Prestes, a mais histórica das estações ferroviárias do Brasil.

Programação:

Novembro 

💢 Dia 13/11, Martinho da Vila e Alcione. Dia 27, Adriana Calcanhoto e Maria Luiza Jobim.

Dezembro

💢 Dia 4, Hermeto Pascoal, Hamilton de Holanda e Arismar do Espírito Santo. Dia 11/12, Carlinhos Brown e Margareth Menezes.


💢 Dia 18 e 19/12, Gilberto Gil e Aldo Brizzi.


Para mais informações clique aqui (página da Sala São Paulo) -  ou pelo trelefone: (11) 3367-9500.

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Renato Russo por ele mesmo

Imagem: Bahia Econômica

Russo entrou para a história como o único roqueiro do Brasil a ultrapassar a marca dos 10 milhões de discos vendidos. 


Documentário mostra o líder da Legião Urbana sobre o seu próprio olhar. 

Contrato de exclusividade assinado entre a produtora carioca Gávea Filmes e a Legião Urbana Produções com o objetivo de produzir um documentário sobre a vida de Renato Russo, a partir do acervo do compositor. 

"Será o Renato falando dele mesmo", diz a produtora Bianca de Felippes sobre a ideia da produção. A empresa ainda prepara um longa metragem envolvendo a obra de Renato Russo. Deverá ser a vida da Ptincesa Isabel, segunda a música Eduardo e Mônica, do autor.

Tudo indica que o documentário será lançado na segunda semana de outubro, quando completará 25 anos da morte do músico. Renato Russo faleceu em 11 de outubro de 1996, aos 36 anos, vítima de complicações da Aids. Russo entrou para a história como o único roqueiro do Brasil a ultrapassar a marca dos 10 milhões de discos vendidos. 

Sem depoimentos, o documentário apresenta Renato Russo através do olhar do próprio. A produção possui um acervo de mais de seis mil itens pessoais do cantor, incluindo roupas, objetos, diários, etc. 

Esta será a primeira vez que alguém tem autorização para fazer uma obra cinematográfica sobre o Renato tendo como fonte o acervo pessoal do compositor. O trabalho terá dois resultados: um documentário para cinema e uma série para TV para aprofundar alguns temas.  Ainda não há previsão de conclusão.

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Leia também:


     Há 120 anos nascia o rei do sopro    

Curioso! A música Wonderfull World é a mais conhecida de Armstrong no Brasil, no entanto não está entre a mais tocadas.


Em agosto de 1901 Louis Armstrong vinha à luz para encher o planeta de boa música chamada jazz
 

Há exatamente 120 anos, em 4 de agosto de 1901, nascia Louis Daniel Armstrong, na cidade de New Orleans, nos  EUA.

Cantor e multi instrumentista de sopro, a pobre família do garoto mal sabia que ele mudaria para sempre o jazz e a própria música no mundo. Sua morte por ataque cardíaco ocorreu no bairro pobre do Queens, em Nova York, e também está completando 50 anos em 2021.

Para marcar os 120 anos de seu nascimento, o Ecad (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição) fez um levantamento com as músicas interpretadas por ele mais tocadas no Brasil nos últimos cinco anos. A lista tem clássicos óbvios como "Cheek to Cheek", "Summertime" e "Georgia On My Mind".

A surpresa, porém, é que "What a Wonderful World" (Bob Thiele e George David Weiss) - imortalizada na voz de Armstrong, não ficou entre as mais tocadas no Brasil desde 2016.

Ele tem 46 obras próprias e nada mais de 6.300 gravações cadastradas no banco de dados do Ecad - um dos maiores do mundo. 

A família Armstrong vai receber os direitos autorais captados no Brasil até o ano de 2041. Como determina a lei do direito autoral brasileira (9.610/98), o pagamento é feito por até 70 anos após a morte do compositor ou intérprete.

Veja as 10 músicas de Louis Armstrong mais tocadas  no Brasil desde 2016. Várias músicas empataram nas mesmas posições, por isso não estão numeradas. 

1 - Dream a Little Dream of Me (Swan Don / Keyes Gilbert / Fabian Andre)
2 - We Have All The Time in The World (John Barry/ David H L)
3 - Go Down Noses (Melvin J. Oliver)
4 - Cheek to Cheek (Irving Berling)
5 - Summertime (George Gershwin / Dorothy Heyward / Bose Heyward (Du) / Arthur Francis)
6 - Georgia On My Mind (Carmichael Howard Hoagland / Stuart Gorrell)
- Hello Dolly (Jerry Herman)
- La Vie en Rose (Edit Piaf/ Louis Guy)
7 - I´ve Got My Love To Keep Me Warm (Irving Berlin)
8 - Just Squeeze Me (Duke Ellington / Lee Otho Gaines)
9 - Jeepers Creepers (Lendi Anthony / Moore (Us 2) Joe)
- Marck The Knife (Marc Blitzstein / Bert Brecht / Kurt Weill)
- Love is Here To Stay (George Gershwin / Arthur Francis)
10 - It's been a long long time (Sammy Cahn / Jule Styne)
- Black And Blue (Andy Razaf / Harry Brooks (Usa 1) / Waller Fats)
- St Louis Blues (Erroll Garner / Handy W C)
- High Society (Porter Steele / Alden Johnny)
- They Can't Take That Away From Me (George Gershwin / Arthur Francis)

Para ouvir estas e outras músicas de Louis Armstrong clique aqui.
 

Leia também:


Charlie Watts é enaltecido pelo Vaticano 

Charlie Robert Watts, baterista dos Rolling Stones por quase seis décadas, morre aos 80 anos.

(Crédito: Imagem: E!Online)

Baterista dos Rollings Stones, Charlie Watts foi homenageado pelo Jornal do Vaticano no dia da sua morte. Em obituário, a publicação chamou o músico de "símbolo contra a corrente". E acrescentou: "Um músico que sempre fugiu da sirene do sexo fácil, da aparição a todo custo, para ser o marido e o pai de toda uma vida", diz o texto.


O Baterista dos Rollings Stones, Charlie Watts, foi homenageado pelo Jornal do Vaticano no dia da sua morte. Em obituário, a publicação chamou o músico de "símbolo contra a corrente e que sempre fugiu da sirene do sexo fácil, da aparição a todo custo, para ser o marido e o pai de toda uma vida", diz o texto. Veículo oficial da Igreja Católica, a publicação saiu exatamente em 24 de agosto, terça-feira, quando Watts faleceu aos 80 anos.

Watts foi baterista dos Rolling Stones por 58 anos, desde 1963, um ano depois da formação da banda, em 1962. Segundo os mais próximos a ele, o músico  nunca teve uma vida de excessos. O jornal do Vaticano deu ênfase à vida particular discreta de Watts, casado com Shirley Ann Shepherd por 57 anos. Eles tiveram uma única filha, Seraphina, hoje com 53 anos.

Watts era casado com Shirley Ann Shepherd desde 1964.


A causa da morte de Charlie Watts não foi revelada pelos Rolling Stones. "Com imensa tristeza, comunicamos a morte do nosso querido Charlie Watts. Ele faleceu tranquilamente ao redor da sua família em um hospital de Londres", escreveu a banda, nas redes sociais.

Charlie Watts será lembrado como um homem elegante e com a fama de "o cara mais quieto e descolado de uma das maiores bandas da história do rock". "Eu até já comentei, há muito tempo, que o Charlie Watts lembrava mais um gerente de banco, do que um baterista de uma banda como os Rolling Stones", comentou Pedro Pezzella, um fã do grupo, que mora na zona norte de São Paulo.

Apaixonado pelo jazz e do blues, o músico criou um jeito próprio de tocar e até de manipular as peles da bateria. Avesso aos excessos do mundo do rock, uma vez ele foi questionado pela NME - New Musical Express é uma revista britânica de música publicada semanalmente desde março de 1952 - sobre qual o sucesso do seu casamento. “Porque, na verdade, não sou um astro do rock”, respondeu o baterista, resumindo a sua persona privada e pública.

The Rolling Stones continuam turnê mesmo após morte de Charlie Watts

A No Filter Tour, dos Rolling Stones, tem previsão de início para 26 de setembro de 2021. A banda continuará com os planos para uma turnê pelos Estados Unidos, como anunciou o promotor do grupo em meio ao luto mundial pelo baterista Charlie Watts, que morreu aos 80 anos nesta terça, 24 de agosto. "As datas da turnê dos Rolling Stones seguirão como planejado," disse a empresa Concerts West em comunicado, para responder as diversas questões as quais recebeu sobre o status dos shows.

A turnê No Filter Tour tem 12 datas de shows e foi originalmente planejada para 2020, antes que a pandemia de covid-19 forçasse o adiamento. Começará em 26 de setembro em St. Louis, Missouri, nos Estados Unidos, e termina em 20 de novembro em Austin, no Texas. 

Charlie Watts será substituído por Steve Jordan, que também assumiu a posição em 2004, quando o baterista se ausentou para tratar um câncer.

O baterista Steve Jordan é um velho conhecido de Mick Jagger e Keith Richard

Clique aqui ou na imagem e ouça The Rolling Stones



Dia Mundial do Rock 

Qual a verdadeira e por que essa data é tão especial? 

Palco do Live Aid no estádio Wembley, na Inglaterra, em 1985. Destaque para a faixa "Feed the world" (Alimente o mundo). 

Na verdade, o dia 13 de julho é a data que mexe com qualquer roqueiro, no Brasil. Mas, por que, no Brasil e não no mundo? Isso é explicado com uma história muito simples. 


Exatamente no dia 13 de julho de 1985, aconteceu o festival chamado Live Aid. O evento foi organizado por Bob Geldof e Midge Ure com o objetivo de arrecadar fundos para minimizar a fome na Etiópia. Os concertos foram realizados no Wembley Stadium, em Londres, com uma plateia de aproximadamente 82 mil pessoas.

No John F. Kennedy Stadium, na Filadélfia, a plateia foi ainda maior, aproximadamente 99 mil espectadores.  Alguns artistas apresentaram-se também em Sydney, Moscou e no Japão. Foi uma das maiores transmissões em larga escala por satélite e de televisão de todos os tempos. Estima-se que quase dois bilhões de pessoas, em mais de 100 países tenham assistido à apresentação, ao vivo.

Com uma das maiores transmissões globais por satélite e televisão de todos os tempos, resultando em mais de 1,5 bilhão de pessoas. Então, o Live Aid foi o responsável pela origem ao dia do rock. 

Esse festival teve um recorte no filme "Bohemian Rhapsody", que mostrou a trajetória da banda Queen e consequentemente de Fred Mercury. A lista de participantes foi expressiva e de qualidade: Sting; U2; Phil Collins; Dire Straits; David Bowie; The Who; Elton John; Paul McCartney; Eric Clapton; Mick Jagger e Bob Dylan. 

Por ser um acontecimento tão especial para a música, o próprio Phil Collins, em certo momento, sugeriu que aquele “devia ser considerado o dia global do rock”. O seu pedido-sugestão foi levado a sério, somente no Brasil.

Dois anos depois, em 1987, a data começou a ser celebrada principalmente por rádios rock brasileiras. Segundo o roqueiro, radialista produtor e incentivador do gênero no Brasil, Kid Vinil, “ninguém lá fora levou a sério a ideia de Phil Collins”. Foram duas rádios paulistanas – a 89 FM e 97 FM (esta última onde Vinil trabalhou) que ficaram tão impressionadas com o tamanho do evento que resolveram adotar essa sugestão. Kinil Vinil faleceu em 19 de maio de 2017, vítima de parada cardíaca.

Nos Estados Unidos, por exemplo, a data considerada é 9 de julho, dia em que estreou o programa American Bandstand, com o apresentador Dick Clark, que ajudou a popularizar o gênero rock entre as décadas de 1950 e 1980.
                                          
O rock e sua evolução

O chamado "rock ’n’ roll" surgiu entre os anos 1940 e 1950, nos Estados Unidos, derivado de estilos como o blues e o R&B. De modo geral, o elemento predominante sempre foi a guitarra, mas o contrabaixo e a bateria também cumprem papéis essenciais, em mais de 90% das bandas de rock.

Existem muitas histórias e significados para a expressão rock’n’roll: de modo geral, o "rocking-and-rolling" aparecia muito como uma gíria na comunidade negra dos Estados Unidos, para dançar ou ter relações sexuais. Ou seja, um gênero frequentemente associado, de alguma forma, à rebeldia, sexo, drogas e rock’n’roll.

Ao longo da história, diversos estilos de rock foram surgindo até chegarmos na diversidade que temos hoje.

                                               Litlle Richard é considerado o pai do rock 
 

Anos 50


O rock começou com ícones do rhythm and blues, como Chuck Berry e Little Richard. Apesar disso, a indústria ainda era muito racista. Quando o gênero começou a fazer sucesso, Sam Phillips, fundador de uma grande gravadora da época, afirmou que se “encontrasse um branco com esse som negro e feeling negro, ganharia um milhão de dólares”. É daí que surge o “rei do rock”, Elvis Presley.

Ou seja, no rockabilly do Elvis ou no som de Chuck Berry, ele, o rock está presente na década de 1950.


Elvis Presley não só contagiava o público com sua potente voz, mas, principalmente, com o rebolado esfuziante que muitas vezes foi censurado nos anos 1950.



Beatles e Rolling Stones são os representantes mais famosos dos anos 60

Anos 60



Nos anos 1960, o gênero começou a ser reconhecido com uma forma de contestação política, principalmente pelos jovens que não concordavam com as gerações mais velhas. São os chamados "Anos Rebeldes", além de ser a década do incomparável festival de Woodstock. Foi a chamada "contracultura" que quebrava as regras de uma sociedade engessada cultural e comportamentalmente.

Aparecem, então os Beatles; Rolling Stones; Bob Dylan, Cream, com Eric Clapton na guitarra e Pink Floyd, todos na Inglaterra. Já nos Estado Unidos, Jimi Hendrix; The Doors; Janis Joplin; Carlos Santana e outros davam o tom daquele ritmo contagiante e provocador.

Aqui no Brasil rolava a "Tropicália", movimento que revolucionou a MPB trazendo astistas como, Caetano Veloso; Gilberto Gil; Gal Costa; Tom Zé; Novos Baianos e vários outros.

A banda inglesa The Who era conhecida por destruir os instrumentos no final das apresentações

Anos 70


Na década seguinte, o rock dos anos 1970 gerou vários movimentos. Surgem bandas como AC/DC, Saxon e o heavy metal, com o Judas Priest e Black Sabbath. O punk aparece com expoentes chamados Sex Pistols, este oriundos no final dos anos 1960, e Ramones. Os ídolos eram "fabricados" por todos os cantos do mundo ocidental.

O Iron Maiden é o mais puro representado do heavy metal dos anos 80


Anos 80


Hard rock? Glam rock? Rock alternativo? A década de 1980 nos trouxe muitos hinos de bandas como AC/DC, Metallica, Iron Maiden, Bon Jovi, R.E.M, Sonic Youth entre outros. Como dá pra perceber, o rock dos anos 1980 era para os mais diversos gostos e opiniões.

No Brasil, nunca houve tantas aparições de bandas de rock como nos anos 80. Nessa década, o país começava a se despedir de um longo período de ditadura militar. O sentimento de liberdade, após décadas de repressão, refletia-se na cultura e na música.

Cazuza, o poeta da rebeldia. Na foto, o último show de Cazuza com a sua banda Barão Vermelho, em Santos.



Nesse contexto, o  rock brasileiro ganhou destaque, despontando artistas como, Cazuza (foto), Renato Russo, Marina Lima e a banda Blitz. Capital Inicial; Legião Urbana; Kid Abelha e os Abóboras Selvagens; Capital Inicial; Zero; Nenhum de Nós; Biquini Cavadão, Titãs e tantas outras deram o ar da graça enchendo o país de rock nacional de boa qualidade.

Som próximo ao de garagem. Nirvana dá o tom do rock dos anos 90



Anos 90


O que falar da década do Nirvana, Red Hot Chili Peppers, Oasis, Megadeth, Radiohead e Green Day? Os anos 1990 foram a cara do rock feito na garagem de casa, com sons caóticos e uma certa insatisfação com o mundo.

         

The Strokes há mais de 20 anos na estrada ainda é bem requisitada para os grandes festivais


Anos 2000


O rock do século 21 já começou com muita música boa pra todos os gostos: de Audioslave à
The Strokes, a palavra de ordem era a guitarra estridente. Também foi a época das bandas emo, como My Chemical Romance e seus clipes em tom deprê. Mas afinal, o que é uma banda emo?

Cabelo com franja, roupas pretas, maquiagem pesada, e claro, um tênis all star para compor o look. A febre emo se alastrou pelo Brasil e pelo mundo nos anos 2000. 

Emo vem de "emotional hardcore" (emocore), um tipo de música que surgiu bem antes desse período. O estilo começou lá nos anos 1980, num contexto bastante underground, com bandas como, Rites Of Spring e Embrace.

Esse tipo de rock tem uma pegada bastante melódica e letras bem emotivas, que vão fundo nos sentimentos. Listamos 14 bandas emos, para relembrarmos os anos 2000.
 
As mais conhecidas são: Fall Out Boy; My Chemical Romance; Simple Plan; Panic! At The Disco; Paramore; Good Charlotte; The Used; Fake Number; Dashboard Confessional; Jimmy Eat World; Boys Like Girls, além de Rites Of Spring e Embrace. No Brasil os representantes mais conhecidos são, NX Zero; Fresno e Hevo 84.

O rock foi um gênero que mudou totalmente a história da música popular, colocando muita gente pra desafiar o sistema, quebrar os estilos, costumes e regras. Então, "That's all right! It's only rock and roll, my babe! '.

     A brasileira NX Zero e a estadunidense Jimmy Eat World  representam as bandas emo dos anos 2000 


Experiências de músicos e amantes do Rock

[Clique sobre a foto para ouvir o respectivo podcast]


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Clique Aqui e assista a um grupo de robôs da Boston Dynamics dançando "Do you love me" (The Contours) um rock and roll dos anos 1950.



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Leia também:


Um ano sem Aldir Blanc

O compositor carioca morreu em 4 de maio de 2020, aos 73 anos, vítima de covid-19. O entrevistado, cantor Moacyr Luz, autor de mais de 100 músicas com Blanc, fala sobre a parceria e convivência com o eterno amigo.

(João Bosco e Aldir Blanc. Parceiros de longa data)
Ouça os maiores sucessos de Aldir Blanc clicando na imagem

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Afinal, quem foi Eleanor Rigby?

Revolver, álbum de 1966, dos Beatles, no qual foi incluída a música Eleanor Rigby

Eleanor Rigby existiu e morreu em 1939. Dez ano depois, Paul McCartney escreveu a música e após 16 anos depois foi gravada em um compacto (single) e no mesmo ano (1966) encaixada no álbum Revolver. Mas, será que Paul quis homeangear uma ilustre desconhecida? Teria feito uma escolha deliberada ou inconsciente e a transformou em uma das músicas mais tocadas do mundo?


"Eleanor Rigby" é o título de uma clássica canção da banda The Beatles, mas os fãs sempre se perguntam se essa tal mulher realmente existiu, ou é apenas um personagem? Paul McCartney, autor da música, contou em entrevistas que inicialmente tinha o nome Daisy Hawkins em mente, mas depois mudou para Eleanor em homenagem à atriz Eleanor Bron, que estrelou o filme "Help!" com a banda. 

Já o sobrenome (Rigby) veio de uma loja que Paul visitou e pensou que soaria bem na música.  "Eu simplesmente gostei do nome", disse ele em 1984. "Eu estava procurando um nome que soasse natural. Eleanor Rigby soa natural."

Apesar da confirmação de que Eleanor é apenas uma personagem fictícia, a BBC de Londres encontrou um túmulo, em Liverpool, pertencente a uma Eleanor Rigby que faleceu em 1939. O cemitério está localizado na região de Woolton, no terreno de uma igreja, que possivelmente foi frequentada, no final de 1950, por Paul McCartney e John Lennon, que também é creditado na música, por contribuições posteriores.

Depois de questionado, McCartney admitiu que pode ter realmente visto a lápide e guardou o nome em seu subconsciente, por isso achou que combinava com a melodia, mas a música não tem nenhuma relação com a "verdadeira" Eleanor Rigby, cuja história ele desconhece. Apesar do túmulo ser apenas uma coincidência, o local já virou atração turística entre os fãs da banda. 

Para entender o enigma



No cemitério de Woltoon, na Inglaterra, há uma lápide com o nome de Eleanor Rigby. O rascunho original da música de mesmo nome e a escritura de um jazigo foram colocados à venda, em 2017, como parte de um leilão de memorabilia dos Beatles. Há muito mistério por detrás da música.

John Lennon e Paul McCartney se conheceram em uma quermesse de igreja. A lápide de Eleanor Rigby fica a apenas algumas quadras de distância. Ela foi uma copeira que morreu aos 44 anos, em 1939.

Nove anos depois, McCartney escreveria a letra do que se tornaria um dos maiores sucessos dos Beatles. A música conta a história de uma mulher que "morreu na igreja, e foi enterrada com o nome (da família)" ("Died in the church and was buried along with her name", no original em inglês). Geralmente, é interpretada como um lamento para as pessoas de vida solitária, ou como um comentário sobre a vida na Inglaterra do pós-guerra.

É tentador imaginar John Lennon e McCartney adolescentes, contemplando a lápide e imaginando a vida de Eleanor, antes de escrever a letra. Mas a realidade é que pouca gente sabia da existência da lápide antes dos anos 1980. E o próprio McCartney negou que a tumba tenha servido de inspiração.

Isto não impediu que a escritura do jazigo dessa lápide fosse incluído no leilão, com um lance mínimo de £4.000,00 (R$ 16.279,60, na cotação de 2017). Ela está entre outros itens relacionados aos Beatles que teriam sido leiloados ma primeira quinzena de setembro daquele ano.

O escritor David Bedford, autor de vários livros sobre os Beatles, disse ter achado "estranho tanto interesse em uma pessoa que aparentemente não tem qualquer relação com a música. A partitura da música, até entendo. Mas o jazigo, realmente é incomum", disse. 

Mas Bedford também acha que seria "muita coincidência" se a lápide nunca tivesse passado pela cabeça de McCartney, pelo menos de forma subliminar. "A mitologia em torno da tumba aumenta todo ano", lembrou ele.

Imagem do disco de vinil contendo Eleanor Rigby, com uma capa de papel verde. O single original da música foi lançado em 1966.

Escrita principalmente por McCartney, Eleanor Rigby foi lançada em 1966 como parte de um compacto de dois singles, que trazia, do outro lado, Yellow Submarine. E a  música também entrou no álbum Revolver (1966). O single saiu no mesmo dia e passou quatro semanas no topo das vendas do Reino Unido. Nos EUA chegou ao 11º lugar e foi indicada para três Grammys.

Surgiram informações de que Eleanor Rigby parece ter sido modificada várias vezes, antes de chegar ao formato final. McCartney disse que quando se sentou ao piano pela primeira vez, para trabalhar na canção, o nome "Daisy Hawkins" passou por sua mente. Depois, mudou para Eleanor, em homenagem à atriz Eleanor Bron, que aparece no filme Help! dos Beatles.

Em um determinado momento, o sobrenome foi mudado para Bygraves. É o que diz Spencer Leigh, autor de um livro sobre os Beatles. Mas McCartney depois mudou o sobrenome para Rigby, adotado de uma distribuidora de bebidas em Bristol ("Rigby & Evens Ltd, Wine & Spirit Shippers"). 

"Eu simplesmente gostei do nome", disse McCartney em 1984. "Estava atrás de um nome que soasse natural. Eleanor Rigby soava natural", diz ele. No entanto, Paul admite que a lápide de Eleanor Rigby pode tê-lo influenciado de forma subliminar.

Imagem da St Peter's Church (Igreja de São Pedro), em Woolton, Liverpool, vista de cima onde fica a lápide de Eleanor Rigby | foto: Alan Fairweather/Geograph.

Em 2008, a certidão de nascimento de uma mulher chamada Eleanor Rigby foi levada a leilão. Ela está enterrada no cemitério da igreja St. Peters em Woolton, Liverpool, onde está a lápide (foto acima). "Eleanor Rigby é um personagem totalmente fictício que eu inventei", disse McCartney na ocasião. "Se alguém quer gastar dinheiro comprando um documento que prova a existência de um personagem fictício, por mim tudo bem", observou Paul McCartney. Mais tarde, ele admitiu que o fato de ter passado em frente à lápide pode tê-lo influenciado de forma subconsciente.

Para Spencer Leigh, é provável que as visitas de McCartney ao local quando criança tenham ficado na memória dele. "John Lennon era ligado àquela igreja. Foi inclusive integrante do coral", diz o escritor. "O tio [de Lennon] morreu em 1955, ainda jovem. O nome era George Toogood Smith (em português, soaria algo como George "bom demais" Smith). Lennon adorava este nome e costumava levar os amigos à lápide para mostrar", diz Leigh.

"Então, é possível que McCartney tenha visto a lápide dos Rigby e guardado na memória. É possível. Mas a verdade é que nós não sabemos, e acho que nem o próprio McCartney sabe", diz Spencer Leigh.

Imagem da partitura original de Eleanor Rigby, que McCartney incluía quatro violinos, duas violas e dois violoncelos | foto: PA.

Karen Fairweather, da empresa de leilões Omega Auctions, diz que a ligação entre a Eleanor Rigby real e a música é "folclórica" e não está baseada em "fatos concretos". "É claro que a lápide está lá. E os Rigbys moraram perto de onde John Lennon vivia", acrescenta ela.

Mesmo assim, a despeito da origem do nome, Eleanor Rigby continua sendo parte da história da banda e da "indústria dos Beatles" existente em Liverpool. A lápide é parte do roteiro de guias turísticos e uma escultura de Eleanor Rigby pode ser vista na rua Stanley.

(Foto: John Driscoll/Geograph)

Personagem sem rosto. Escultura de Eleanor Rigby em bronze, acomodada em um banco de pedra. É possível sentar-se ao lado dela, em Liverpool.


Para Leigh, a música é "perfeita". Tanto na melodia quanto na representação de uma típica mulher de Liverpool daquela época. "A Eleanor Rigby real trabalhou como uma espécie de copeira. Encaixa muito bem [com a letra]".

Leigh diz que o cantor de jazz George Melly resumiu muito bem o tema: "Eleanor Rigby foi escrita a partir das experiências deles [dos Beatles] em Liverpool". "Me atingiu como um poema logo quando eu li", disse. "Se você ler Love Me Do sem a música, não significa muito. Mas se você ler Eleanor Rigby, é um poema sobre uma pessoa. Algo que não havia sido feito até então na música popular", diz Leigh.

Ouça e assista ao vídeo de Eleanor Rigby (1966).




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Demi Lovato lança novo álbum e volta à noite da overdose no clipe de “Dancing With The Devil”

Foto: Divulgação                                                                          (Clique sobre a foto e assista à diversos vídeos)

Demi Lovato luta para tentar ficar sóbria, desde 2012. Ela sofreu overdose em 2018


Depois de três episódios chocantes em seu mais novo documentário “Dancing With The Devil“, Demi Lovato lançou, no início desse mês,  o seu sétimo álbum de estúdio, homônio ao documentário,  “Dancing With The Devil: The Art Of Starting Over“, como uma “trilha sonora não oficial” da produção lançada no Youtube (assista abaixo). 


Com letras "cortantes" e profundas, a cantora recria sua trajetória com os acontecimentos pós “Tell Me You Love Me”, disco anterior. O álbum inicia com a já lançada, “Anyone”, seguida de “Dancing With The Devil”, que veio acompanhada de um clipe. Depois de ainda dedicar uma canção à irmã Madison, Lovato começa uma jornada de mostrar seu renascimento - ... "The Art Of Starting Over“ - através de músicas extremamente sinceras sobre seus distúrbios alimentares, sua sexualidade e um antigo relacionamento que parecia buscar apenas a fama da cantora para si.

No clipe de “Dancing With The Devil”, Demi revive a noite de sua overdose mostrando detalhes de como tudo aconteceu, começando com a festa que sucedeu o momento, passando pelo abuso sexual sofrido pelo traficante que a forneceu heroína, o momento em que é encontrada quase sem vida e seu renascimento no hospital. 

A cantora de 25 anos foi levada a um hospital em Los Angeles, há quase três anos, dia 24 de julho de 2018. Representantes dela confirmaram a internação e disseram, à época,  que Lovato já estava consciente. As primeiras internações é de que sofreu um overdose de heróina, o que não foi confirmado pelos seus agentes.

Agora, no novo lançamento, Demi ainda traz colaborações femininas bastante poderosas com Ariana Grande, Saweetie, Noah Cyrus, além da também já lançada parceria com o cantor Sam Fischer entre as 19 faixas.

Ouça o álbum completo Dancing With The Devil: The Art Of Starting Over“, 
clicando aqui.


Assista abaixo o clipe de "Dancing with the Devil" não oficial gravado para o Youtube

Carreira e luta contra as drogas


Como atriz, Demetria Devonne Lovato começou sua carreira em 2002, quando, aos nove anos de idade, ingressou no elenco da série de televisão infantil Barney e seus amigos, tornando-se internacionalmente conhecida apenas a partir de 2008, quando atuou como a protagonista Mitchie Torres no filme original do Disney Channel Camp Rock.

Do Disney rock e do pop ao álbum 'cru'. Os primeiros shows foram abrindo apresentações do Jonas Brothers, com quem ela contracenou nos filmes de "Camp Rock". É desta fase canções como "Don't Forget", "This is Me" e "La La Land". A partir de 2012, passou a investir em hits mais dançantes. Ela foi produzida por Timbaland e lançou músicas como "Give your heart a Break". Nesta fase, também cantou baladas emocionantes como "Skyscraper". Mesmo com problemas pessoais, seguiu lançando hits nos anos seguintes, com destaque para "Cool for the Summer", do disco "Confident", de 2015.

Lançado em outubro de 2017, o sexto disco "Tell Me You Love Me" não tem sucessos fáceis. Os gêneros da vez eram R&B e hip hop. O álbum emplacou "Sorry not Sorry" arrastado e sensual. Ele refletia um período de calmaria após fim de namoro e problemas pessoais.

Luta contra drogas 


No ano passado, Demi relembrou sua luta contra dependência de drogas durante um evento da Brent Shapiro Foundation for Drug Prevention. "É incrível ser homenageada por minha sobriedade porque isso é algo que eu decidi fazer por mim mesma, e isso é uma coisa que eu precisava fazer por mim e estar sendo reconhecida por isso é incrível", afirmou.

Lovato aproveitou o evento para continuar que estava trabalhando para se manter saudável. Para isso, ela afirmou que fazia exercícios regularmente e frequentava um terapeuta duas vezes por semana. Às vezes eu olho para trás e simplesmente agradeço por estar viva. Sou muito agradecida por essa equipe que entrou na minha vida”, afirmou.

"Eu sou capaz de olhar para o que eu tenho feito, sentar e pensar: ‘Uau, sou tão feliz por ter estado sóbria e ser capaz de ajudar pessoas'".


E mais...


                                            

 Clique aqui ou na imagem e ouça ‘Head Above Water’, último álbum de estúdio de Avril Lavigne 

Matéria >>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>> Matéria 


Morre Chick Corea um dos maiores nomes do jazz e do fusion da atualidade

Imagem: O Globo

Um dos maiores pianistas de todos os tempos do jazz, o americano Chick Corea morreu na terça-feira (09) de um câncer recentemente descoberto, informou  a família nas páginas do músico em redes sociais. Ele é o campeão de indicações(67) e conquistas de Grammys do mundo. Foram 23 estatuetas e a indicação para 2020.


Tecladista, líder de banda e percussionista ocasional, ele compôs temas como "Spain", "500 miles high", "La fiesta", "Armando's rhumba" e "Windows" que acabaram reconhecidos como standards do jazz. Clique aqui e ouça esses e todos os sucessos de Chick Corea.


Como membro da banda de Miles Davis no final dos anos 1960, Chick Corea participou do nascimento do jazz fusion, a vertente elétrica do jazz. Na década de 1970, ele formouo grupo Return to Forever com os brasileiros Flora Purim e Airto Moreira, mais o baixista Stanley Clarke e o saxofonista Joe Farrell. Corea é considerado uma das principais vozes de piano a emergir no jazz durante a era pós-John Coltrane.

Nascido Armando Anthony Corea em 1941 em Chelsea, Massachusetts, Chick Corea foi apresentado ao piano aos quatro anos de idade pelo pai, um trompetista. Imerso no jazz em casa, ele ouviu os pianistas Horace Silver e Bud Powell, que foram as primeiras influências. Corea começou a tocar jazz ainda adolescente e, após o colegial, estudou na Columbia University e na Juilliard, antes de seguir sua carreira no jazz.

Depois de tocar nas bandas de Mongo Santamaria, Willie Bobo, Blue Mitchell, Herbie Mann e Stan Getz, o pianista fez sua estréia na gravação como líder de banda com o LP "Tones for Joan's Bones", de 1966. Depois de um curto período com Sarah Vaughan, Corea se juntou a Miles Davis como futuro substituto de Herbie Hancock e foi persuadido pelo trompetista a começar a tocar piano elétrico, com o qual participou de álbuns importantes para a criação do fusion, como "Filles de Kilimanjaro", "In a silent way" e "Bitches Brew".Ao deixar a banda de Davis, Corea escolheu inicialmente tocar jazz acústico de vanguarda no Circle, um quarteto com Anthony Braxton, Dave Holland e Barry Altschul.

Mas no final de 1971, ele voltou ao fusion com o grupo Return to Forever, que começou mais latino e depois caminhou para o rock e o uso de sintetizadores, embora ainda retivesse as improvisações do jazz. Quando a RTF se separou no final dos anos 70, Corea manteve o nome para alguns encontros de big band com o baixista Stanley Clarke.

Nos anos seguintes, Chick Corea manteve seus projetos acústicos e apareceu em uma ampla variedade de contextos, incluindo turnês separadas em dueto com Gary Burton e Herbie Hancock, um quarteto com Michael Brecker, trios com Miroslav Vitous e Roy Haynes, tributos a Thelonious Monk , e até mesmo alguma música clássica.

Chick Corea é campeão de indicações (67) e conquistas de Grammys do mundo. Foram 23 estatuetas e ainda a indicação para 2020. Clique aqui e confira os site do Grammy Awards. 

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Rock in Rio tem esperança de fazer festival com 50% da população brasileira vacinada

Produção do evento diz que a segurança do público é a prioridade e que segue rigorosamente todas as orientações dos órgãos competentes. Trabalha para que o Rock in Rio seja realizado quando metade população, ou mais de 100 milhões estiverem vacinados.

A decisão segue a tendência dos Estados Unidos. No mês passado, Joe Berchtold, presidente da Live Nation, estimou para o verão/ 2021 de lá (período que vai de 21 de junho a 23 de setembro) o regresso dos shows ao ar livre. A melhoria das perspectivas deve-se, sem dúvida, à notícia de que duas vacinas que combatem o coronavírus – uma da Pfizer e BioNTech, outra da Moderna – já estão no bom caminho para inocular grandes grupos de pessoas em todo o mundo.

A Live Nation - promotora e operadora de eventos com sede em Beverly Hills, Califórnia. Formada em 1996 por Robert F. X. Sillerman como SFX Entertainment - responsável por turnês mundiais de U2, Madonna e Shakira, entre outros grandes artistas, e é sócia do Rock in Rio, também faz pressão para que o festival ocorra nas datas previamente programadas, no Brasil. Mesmo com foco na espera dos 50% vacinados, as datas oficiais, inicialmente previstas para a realização da edição 2021 são as seguintes: 24, 25, 26 e 30 de setembro e 1º, 2 e 3 de outubro. A banda Iron Maiden foi anunciada como headliner da noite de abertura. 

Há fortes indícios que de que o evento será adiado para o final do ano, já que faltam oito meses e o Brasil vacionou somente, até o momento, 0,4% da população. A continuar nessa "velocidade", na época do festival, ínfimo 1,6% deverá estar imunizado.

Iron Maiden confirmada para o Rock in Rio 2021 desde dezembro

Exatamanete em meados de dezembro, o Twitter oficial do festival confirmou a participação da banda Iron Maiden como headliner no evento, no dia 24 de setembro. A abertura do show ficará com a brazuca Sepultura em uma parceria inédita com a Orquestra Sinfônica Brasileira, no show intitulado “Sepultura in Concert“. As bandas Dream Theater e Megadeth também estarão presentes. 



Avril Lavigne estreará no Rock in Rio
A cantora canadense acaba de lançar seu novo álbum. O link para ouví-lo está no rodapé desta matéira.

chegou a vez de Avril Lavigne acertar sua participação no Rock In Rio 2021. A cantora canadense se juntará a nomes como Queen, Justin Bieber, Iron Maiden e Khalid na edição que está marcada para os dias 24, 25, 26 e 30 de setembro e 1º, 2 e 3 de outubro de 2021. Como grafamos acima, essas datas provavelmente serão mudadas, devido à pandemia e a baixa vacinação que está ocorrendo no Brasil.

Lavigne foi sucesso esttrondoso nos anos 2.000 e conquistou fãs fieis no Brasil. Ela já trouxe turnês para cá em três ocasiões: 2005, 2011 e 2014. Nesta última, a dona do hit “Complicated” gerou polêmica com uma exigência para lá de desagradável aos fãs que adquiriram o "Meet and Greet" – encontro pago com a artista. Os admiradores pagaram cerca de R$ 800 reais para vê-la de pertinho, mas não puderam encostar na estrela. 

Algum tempo depois, em entrevista à rádio canadense Kiss 92.5, ela explicou que adora se encontrar com os fãs e tudo não se passou de uma medida de segurança que a equipe adota em alguns países. Lembre-se que foi no Brasil, em 2014. “Às vezes, quando há muita gente, algumas estragam tudo para as outras”, explicou. “Se houve alguma coisa antes, no Meet & Greet, ou alguém tentando entrar no hotel, coisas assim, eles têm que tomar precauções extras”, completou.

Explicação convincente ou não, enquanto o Rock In Rio não chega, ouça ‘Head Above Water’, último álbum de estúdio de Avril Lavigne clicando aqui ou na capa do álbum, abaixo.





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Brasília amarela dos Mamonas vira sucata é ressuscitada e estará em filme para 2021

Brasília amarela em volta da praça que tem o nome de Mamonas Assassinas, em Guarulhos, onde surgiu a banda, vitima de acidente aéreo, em 1996. Na face externa dos pneus está grafado "Very good", trecho da música "Pelados em Santos".


Ela voltou e está inteirinha e "muito mais do que linda", como diria Dinho, o vocalista da banda Mamonas Assassinas, vítima de acidente aéreo em 1996, na Serra da Cantareira, zona norte de São Paulo.

A Brasília amarela que aparece no clipe da música "Pelados em Santos", foi sorteada no "Domingo Legal" (SBT) em 1996, alguns meses após os cinco integrantes da banda perderem a vida na mata da capital paulista. 

O ganhador do sorteio levou o prêmio ao Rio de Janeiro, onde a Brasília mais tarde seria recolhida a um pátio devido a documentação vencida. Lá permaneceu durante quase 10 anos, abandonada. Virou sucata e estaria liquidada como veículo útil e outrora famoso. 

No final de 2015, familiares do baiano Alecsander Alves, o Dinho, vocalista da banda, resgataram o que restou do carro. No ano seguinte, a restauração do veículo foi concluída, deixando-o do jeito como ficou conhecido. Hoje mantido com carinho por parentes do cantor, o velho Volkswagen, ainda é atração. De acordo com Hildebrando Alves, de 73 anos, pai de Dinho, fãs dos Mamonas viajam do Brasil inteiro até Guarulhos (SP), onde mora, para tirarem fotos ao lado da Brasília, que também marca presença em eventos, exposições e reportagens. O próximo ato será aparecer em um filme sobre a trajetória meteórica dos músicos.

A Brasília amarela virou sucata e foi necessário comprar outra para emendar os pedações arruinados pelo tempo. Agora ele está "muito mais do que linda"!

Segundo Alves, hoje aposentado, o longa-metragem já tem todos os recursos garantidos - as gravações ainda não começaram devido à pandemia do coronavírus. Com roteiro de Carlos Lombardi e direção de Anita Barbosa e Léo Miranda, o longa-metragem deve ser gravado no agora, em 2021, com locações em Guarulhos, onde o grupo foi formado e que tem até uma praça em sua homenagem. O ator Ruy Brissac, que interpretou Dinho na peça "O Musical Mamonas", voltará a fazer o papel do cantor no longa. Hildebrando ainda faz mistério sobre o restante do elenco. 

"Há alguns anos, foi uma grande emoção pegar a Brasília de volta. Ela representa muito para mim, tem esse lado da saudade do meu filho. O carro também simboliza o legado dos Mamonas Assassinas, que ficaram no coração do povo, e não poderia deixar de aparecer no filme", diz Alves. O pai de Dinho faz questão de falar que sua família doou o lucro obtido com o sorteio para instituições de caridade e não cobra pelas fotos tiradas pelos fãs. A intenção é deixar o carro para seus netos, bem como objetos pessoais do filho, guardados em uma chácara na cidade de Itaquaquecetuba (SP) - a exemplo de roupas, fotos, adereços, reportagens da época e discos de platina.

O ator Ruy Brissac, que interpretou Dinho na peça "O Musical Mamonas", voltará a fazer o papel do cantor no longa que estreará em 2021.
Quanto à Brasília amarela, por conta do mau estado em que se encontrava, foi necessário comprar outra para doar peças e viabilizar a restauração, que incluiu a troca do chassi. Mesmo assim, boa parte do carro original foi preservada, diz Jorge Santana, de 47 anos,  sobrinho de Hildebrando Alves e primo de Dinho. Santana e Célia Alves, mulher de Hildebrando e mãe do cantor, comandam a empresa criada para gerenciar a marca "Mamonas Assassinas", cujas iniciativas incluem participação ativa na concepção do filme e o licenciamento de produtos associados à banda. 

A Brasília restaurada traz extintor na lateral e aerofólio de Kadett GSi iguaizinhos aos usados no clipe. Jorge Santana relata que a reforma do automóvel de "Pelados em Santos" foi realizada com o apoio da empresa Guarulhos Sucata. "Cerca de 75% do carro foram preservados. Conseguimos manter a maior parte das peças originais da lataria e detalhes como o teto solar, os faróis de milha, os bancos de oncinha, os adesivos de 'mamona assassina', as cortinas e a pintura 'amarelo imperial' são iguais aos do videoclipe", relata. Santana destaca que foi o próprio Dinho, seu primo, quem personalizou a Brasília para a gravação, acrescentando aerofólio traseiro de Chevrolet Kadett GSI, para-choque dianteiro de Fiat Uno, retrovisor esquerdo de "caminhonete", retrovisor direito de Volkswagen Gol e as "rodas gaúchas". 

Todos esses itens estão no automóvel reformado. O veículo pertencia ao avô de Mirella Zacanini, ex-namorada de Dinho, e foi comprado pelo vocalista. Jorge Santana assevera que essa não é a única Brasília amarela do clipe - nele aparece outra, sem teto, que segundo ele foi furtada e tem paradeiro desconhecido.

A outra Brasília (amarela) sem teto usada no vídeoclipe "Pelados em Santos", de 1995, foi roubada e o paradeiro, até hoje, é desconhecido.


Sem dar muitos "spolilers", o empresário afirma que o exemplar restaurado terá papel de destaque no filme que virá. "Vai aparecer bastante, de forma lúdica. Haverá uma cena, por exemplo, em que ela aparece rumo ao desmanche com crianças jogando futebol ao fundo". Santana se recorda do primo, com o qual se encontrou pela última vez em um show do dos Mamonas em Salvador (BA).

"Ele era uma pessoa muito brincalhona e positiva, sabia conduzir as coisas na vida dele. Minha tia Célia até hoje tem um misto de alegria e tristeza a cada fã que a procura, por conta da lembrança do filho que perdeu prematuramente. Sobre a Brasília, que já era um carro velho na época do grupo, ele fazia graça dizendo que era preciso andar nela com cinco pessoas: uma para dirigir e outras quatro para empurrá-la", relembra.
Dinho e sua Brasilia amarela no videoclipe "Pelados em Santos", a terceira música mais tocada no Brasil, no ano do seu lançamento.

Em 1995, surgimento e auge dos "Mamonas Assassinas" as três músicas mais tocadas no Brasil eram:

1ª) - Take a Bow - (Madonna) - (Clique aqui e ouça)

2ª) - Vira-vira – (Mamonas Assassinas) - (Clique aqui e ouça)

3ª) - Pelados em Santos – (Mamonas Assassinas) - (Clique aqui e ouça)



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Há 40 anos John Lennon era assassinado

Mark Chapamn com a placa de registro na polícia de Nova Iorque, no dia 9 de dezembro de 1980. Ele assassinou Lennon, ficou no local e assumiu o crime sendo condenado à prisão perpétua.

O cofundador dos Beatles havia comemorado o 40º aniversário no dia 9 de outubro de 1980 e um dia antes de completar dois meses da festa, foi "escolhido" por Mark David Chapman, um psicótico do Havaí, que baleou Lennon quatro vezes à queima-roupa, pelas costas, no dia 8 de dezembro de 1980. Chapman foi preso em flagrante e pegou prisão perpétua.  


Lennon teria feito 80 anos no último 9 de outubro de 2020. Yoko Onno, a viúva, Jullian, o filho de John, seu ex-colegas dos Beatles e fãs prestaram homenagem a um dos cantores e compositores mais reverenciados do mundo, nesta terça-feira (8 de dezembro), exatamente 40 anos após seu assassinato em Nova York. 

Mark Chapman, com seu ato assassino queria "se autoglorificar". "Matando-o eu queria ser alguém, mas condenado não é ninguém", declarou ele, quando teve sua soltura negada, no início desse ano. Em 2022, será analisada novamente a verificação de pena do executor de Lennon., que será feita de dois em dois anos. É a 11ª negativa da justiça americana para a condenação de Chapman.

Um dos últimos autógrafos que Lennon deu foi este, exatamente no dia de sua morte. Mark Chapman pede para o ex-Beatle assinar e dedicar a ele, o LP "Double Fantasy", que Lennon acabara de lançar, em 1980. 


Quando Lennon voltava para casa, no Dakota Apartments do Central Park, com a esposa, Yoko Ono, por voltas das 23 horas, foi fuzilado por Chapman e morreu a caminho do hospital. Paul McCartney, parceiro de composições de Lennon, tuitou na terça-feira (8) que é "um dia muito, muito triste, mas lembrando do meu amigo John com a grande alegria que ele trouxe ao mundo". 

Ringo Starr, o outro membro sobrevivente dos Beatles, disse: "Estou pedindo a todas as estações de rádio de música do mundo para tocarem 'Strawberry Fields Forever' em algum momento hoje. Paz e amor."

Os Beatles lançaram "Strawberry Fields Forever", de autoria de Lennon, em 1966. Em uma área do Central Park batizada com o título da canção de sucesso e decorada por Yoko em sua homenagem, fãs se reuniram para depositar flores e fotos – um deles pediu paz e uma reforma da lei de porte de armas.

"A morte de um ente querido é uma experiência avassaladora", tuitou Yoko Ono. "Depois de 40 anos, Sean, Julian e eu ainda sentimos saudades dele", disse. 'Imagine all the people living life in peace'", acrescentou, citando a letra da canção, "Imagine".

Ela ainda tuitou a foto que tirou dos óculos ensanguentados de Lennon com a mensagem: "Mais de 1.436.000 pessoas foram mortas por armas nos EUA desde que John Lennon foi morto a tiros no dia 8 de dezembro de 1980."

Assista a trama de Mark Chapman para assinar o ex-Beatle, em, "Capítulo 27 - O Assassinato de John Lennon (O Filme)", clicando aqui.


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Bob Dylan vende todo o seu acervo musical incluindo os direitos autorais  para a Universal Music por R$ 1.5 bilhão

O acordo feito pela Universal Music com Dylan pode ser o preço mais alto já pago pelos direitos de composição de um músico ou grupo.

Autor de clássicos da contracultura como “Blowin ‘in the Wind” e “Like a Rolling Stone”, Bob Dylan vendeu todo o seu catálogo de composições, que engloba mais de 600 canções, por nada menos que U$ 300 milhões, valor acima de R$ 1,5 bihão. 


Segundo a Universal Music Publishing Group, em um acordo anunciado na manhã de segunda-feira, 7 de dezembro, quase 60 anos depois de escrever músicas emblemáticas e  rentáveis, Bob Dylan não titubeou e negociou tudo que havia composto, inclusive as canções do seu último álbum, "Rough and Rowdy Ways", lançado em junho desse ano.

O negócio foi relatado pela primeira vez pelo jornal The New York Times, inclusive divulgando o valor de mais de US$ 300 milhões (acima de R$ 1.5 bilhão). O acordo com Dylan pode ser o preço mais alto já pago pelos direitos de composição de um músico ou grupo. A Universal não confirmou o preço de compra.

Proprietária da gigante de mídia francesa Vivendi, a Universal Music Publishing Group, justificou a aquisição por que, segundo a corporação, "há muito apelo em possuir os direitos de composição de Dylan, pois as canções já foram gravadas por outros artistas mais de 6.000 vezes, incluindo versões famosas como o cover de Jimi Hendrix de 'All Along the Watchtower' e a versão do Guns N ‘Roses, 'Knockin’ on Heaven’s Door'". Os direitos de composição – ou seja, a propriedade da melodia e da letra de uma música – são calculados e pagos separadamente dos direitos de gravação. 
Evening Standard/Getty Images
O cantor e compositor Robert Zimmerman, o Bob Dylan, em 1965, com 19 anos, quando estava no epicentro da contracultura.

A empresa irá coletar dinheiro sempre que outro músico gravar, tocar qualquer uma dessas canções e obterá receita para permitir que as músicas sejam usadas em comerciais e filmes, bem como transmitidas, vendidas comercialmente, em formatos de CDs e outros, ou vendidas a clientes por empresas que administram plataformas de Streaming.

O acordo da Universal inclui todas as canções do artista de 79 anos, desde suas primeiras composições até aquelas gravadas em seu último álbum, Rough and Rowdy Ways, lançado em junho. A Universal afirma que Dylan vendeu mais de 125 milhões de discos em todo o mundo. 

Bob Dylan também é um dos compositores mais homenageados de todos os tempos> ganhou um Prêmio Pulitzer de citação especial, em 2008, e um Prêmio Nobel de literatura em 2016.

E mais:


O guitarrista e lead vocal Ânderson Badaró à frente da Verbase

Banda ubaense projeta novo trabalho para breve. Muitas novidades e performances de produção musical estão a caminho.


Quem é que não se lembra da banda Verbase, que surgiu como uma grande novidade do Rock ubaense e até estadual, já que atravessou fronteiras de Minas? 

Criada pelo radialista, guitarrista e vocalista Ânderson Badaró, que atualmente apresenta o programa Conexão Líder, da rádio Líder FM, de Ubá, a banda já atingiu sua fase adulta, com seus 20 e poucos aninhos.

Sempre se reinventando, inclusive em suas formações, a Verbase projeta para breve o lançamento de seu novíssimo e atual trabalho, o disco, "Febre de Primavera", que terá oito canções, cujo carro chefe é a penúltima música, "Talvez seja mesmo assim". 

Longe de querer ser um polímata da música, Badaró atacou de multiinstrumentista. “Eu gravei todos os instrumentos aqui no meu estúdio 'Ubarulho', em Ubá (MG), exceto a bateria que foi gravada pelo Fábio Brasil, no 'Mobília Estúdio' no Rio de Janeiro", antecipou.

Mas, a ideia inicial é lançar, "Talvez seja mesmo assim" em compacto de vinil, com "Não venha me decepcionar" no lado B. Só para elucidar, o mercado de vinil cresce exponencialmente desde os anos 2.000. Aquecida desde esse período, a indústria do “bolachão” vende mais do que a de CDs, nos Estados Unidos e no Brasil, também. É a primeira vez que isso acontece, desde os anos 1980, segundo a Recording Industry Association of America (RIAA).

No primeiro semestre de 2020, as vendas de mídias física, nos EUA, foram compostas por 62% da compras de LPs, fechando um total de US$ 232 milhões. Apesar disso, essa parcela ainda é apenas 4% da receita de toda música gravada. 
A natureza inspirando a criação. Badaró produzindo música longe do frêmito urbano.


Retornando ao Verbase, Badaró também vai conduzir o novo trabalho nessa onda do acetato. "Posteriormente, assim que todas as músicas estiverem prontas, lançaremos o álbum completo também em vinil”, antecipou. “E quando puder voltar a ter shows, queremos levar essas novas músicas para o palco, com a nova formação que tem, Pedro Araújo, na bateria; Thiago Muzitano, no baixo, e eu na guitarra e vocal. A produção é minha e do Fábio Brasil e a mixagem e masterização é do Jorge Guerreiro. Vamos lançar pelos selos Ubarulho e Mobília e estamos em contato com outros parceiros para a distribuição", completou Ânderson Badaró.

Curta o som da Verbase clicando aqui. Faça também o download da música "Talvez seja mesmo assim", solicitando pelo e-mail: jornalprimeirap@gmail.com. Numa estação romântica e ardente como a atual, "Febre de Primavera" é a melhor pedida. 

Layout do futuro projeto do Verbase, o disco "Febre de Primavera".



Capa dos discos anteriores do Verbase: há 20 anos na estrada.


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Escolhidos os brasileiros que vão concorrer ao Grammy Latino 2020
Emicida, Pabllo Vittar e Elza Soares

Foi divulgado na terça-feira (29) a lista completa de indicados. Entre as categorias brasileiras, destacam-se Elza Soares, Céu e o rapper Emicida, cada um com duas indicações. 


Outros artistas nomeados foram Vitor Kley, Pabllo Vittar e Anitta, indicada fora das categorias brasileiras em "Melhor Canção de Música Urbana". O prêmio avalia todas as gravações musicais que aconteceram entre junho de 2019 e maio de 2020. A cerimônia irá acontecer dia 19 de novembro.

Confira todos os indicados nas categorias brasileiras

Melhor Canção Em Língua Portuguesa


-  - A Tal Canção Pra Lua – Vitor Kley & Samuel Rosa

  - Abricó-De-Macaco – João Bosco

  - Amarelo – Emicida Feat Majur & Pabllo Vittar

  - Libertação – Elza Soares & Baianasystem Feat Virgínia Rodrigues

  - Pardo – Céu

Melhor Álbum De Música De Raízes Em Língua Portuguesa

·         - Veia Nordestina – Mariana Aydar

·         - Aqui Está-Se Sossegado – Camané & Mário Laginha

·         - Acaso Casa Ao Vivo – Mariene De Castro E Almério

·         - Targino Sem Limites – Targino Gondim

·         - Obatalá – Uma Homenagem A Mãe Carmen – Grupo Ofa

·         - Autêntica – Margareth Menezes

Melhor Álbum De Música Sertaneja

·         - #Isso É Churrasco – Fernando & Sorocaba

·         - Origens – Paula Fernandes

·         - Livre – Vol. 1 – Lauana Prado

·         - Churrasco Do Teló Vol. 2 – Michel Teló

·         - Por Mais Beijos Ao Vivo – Zé Neto & Cristiano

Melhor Álbum De Música Popular Brasileira

·         - O Amor No Caos Volume 2 – Zeca Baleiro

·         - Belo Horizonte – Toninho Horta & Orquestra Fantasma

·         - Bloco Na Rua – Ney Matogrosso

·         - Planeta Fome – Elza Soares

·         - Caetano Veloso & Ivan Sacerdote – Caetano Veloso & Ivan Sacerdote

Melhor Álbum De Samba/Pagode

·         - Mangueira – A Menina Dos Meus Olhos – Maria Bethânia

·        -  Martinho 8.0 – Bandeira Da Fé: Um Concerto Pop-Clássico – Martinho Da Vila

·         - Samba Jazz De Raiz, Cláudio Jorge 70 – Cláudio Jorge

·         - Fazendo Samba – Moacyr Luz E Samba Do Trabalhador

·         - Mais Feliz – Zeca Pagodinho

Melhor Álbum De Rock Ou De Música Alternativa Em Língua Portuguesa

·         - Amarelo – Emicida

·         - Little Electric Chicken Heart – Ana Frango Elétrico

·         - Letrux Aos Prantos – Letrux

·         - Universo Do Canto Falado – Rapadura

·         - Na Mão As Flores – Suricato

Melhor Álbum De Pop Contemporâneo Em Língua Portuguesa

·         - N – Anavitória

·         - Enquanto Estamos Distantes – As Bahias E A Cozinha Mineira

·         - Apká! – Céu

·         - Guaia – Marcelo Jeneci

·         - Eu Feat Você – Melim

Melhor Álbum De Música Cristã (Língua Portuguesa)

·         - Catarse: Lado A – Daniela Araújo

·         - Reino – Aline Barros

·         - Profundo – Ministério Mergulhar

·         - Maria Passa À Frente – Padre Marcelo Rossi

·         - Memórias Ii – Eli Soares

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Mark Chapman o assassino de John Lennon tem liberdade negada pela 11ª vez

John Lennon, aos 40 anos foi assasinado por Mark Chapman, que tinha 25 anos 

Na placa cravada no peito de Mark Chapman lê-se: "NYCPD" (New York City Police Department) Departamento de Polícia de Nova Iorque); o "M" deve ser de "Male" (Masculino); o número de sua inscrição no sistema prisional "4651382",  e logo abaixo 12 9 80 que é 9 de dezembro de 1980, o dia do registro de Mark Chapman na cadeia pública, um dia após ele executar John Lennon.

No dia 8 de dezembro de 1980, Mark David Chapman, fuzilou o ex-Beatle John Lennon, pelas costas, quando o músico chegava em casa, no prédio Dakota, no centro de Nova York. Ele disparou cinco tiros, calibre 38, e acertou quatro. 

Chapman ficou no local do crime e foi preso em flagrante. Ele foi julgado em 1981 e sua sentença determinou 20 anos até prisão perpétua, dependendo de decisões futuras. Está cumprindo pena no presídio de segurança máxima Wende Correctional Facility, no Condado de Erie, Nova York. Atualmente, o executor de Lennon completou 65 anos e quatro meses de idade.

Última foto e autógrafo de John Lennon em 8 de dezembro de 1980, dia de sua morte. O assasino do ex-Beatle, Mark Chapman (à direita) pediu uma assinatura exatamente no último álbum do astro, o Double Fantasy.

Lançado em 17 de novembro de 1980, um mês antes da execução de John Lennon, o álbum Double Fantasy teve sua capa usada pelo assassino do músico como folha para o último autógrafo do astro. Era a sentença de morte.

Onze pedidos negados

Condenado, desde seu julgamento em 1981, sua liberdade condicional, com possibilidade bienal permitida a partir do ano 2000 (após 20 anos no cumprimento de sua pena), foi negada 11 vezes.  Como previa a lei, a primeira vez que Mark Chapman pediu uma revisão de sentença foi em 2000, nos exatos 20 anos após o crime.

Na época, a viúva de John Lennon, Yoko Ono, disse que temia pela segurança da família caso ele fosse solto, o que ajudou a complicar mais ainda a situação de Chapman.

Assim se seguiu. Pedidos feitos, bienalmente. Em 23 de agosto de 2012 foi rejeitado pela sétima vez a revisão, após uma audiência feita por videoconferência no dia anterior, onde as autoridades informaram em um comunicado que, "Sua libertação neste momento afetaria de maneira importante o respeito pela lei e tenderia a banalizar a trágica perda humana que você causou como resultado de seu crime atroz, não provocado, violento, frio e calculado". 

A audiência seguinte ocorreu em agosto de 2014, quando as autoridades penitenciárias do estado de Nova York negaram pela oitava vez o pedido de liberdade de Mark David Chapman. "O pedido foi rejeitado. Após uma análise (...) o painel determinou que, se for liberado, há uma probabilidade razoável de que não viva em liberdade sem violar a lei, e sua libertação seria incompatível com o bem-estar da sociedade (...)", explicou a comissão que revisou a pena. Ele foi interrogado por videoconferência de sua cela, na prisão de segurança máxima de Wende, em Alden, no estado de Nova York.

Em agosto de 2016, o Departamento Correcional e de Supervisão da Comunidade de Nova York analisou pela nona vez, a possibilidade de conceder a liberdade condicional a Mark Chapman. Considerou que a sua libertação seria incompatível com o bem estar da sociedade e que iria desvalorizar a gravidade do crime e minar o respeito pela lei. Chapman admitiu durante esta nova análise do seu caso que cometeu o crime de forma “premeditada, egoísta e maléfica”.

Em 24 de agosto de 2018 seu pedido de liberdade condicional foi rejeitado pela 10ª vez. Chapman dissera que, "sente cada vez mais vergonha" do crime que cometeu, que Lennon foi "incrível" para si quando, nesse mesmo dia, lhe pediu um autógrafo, e que pensa nos seus atos todos os dias. O júri responsável pela decisão voltou a negar o seu pedido de liberdade condicional, frisando que esta "seria incompatível com o bem-estar e segurança da sociedade", além de "mitigar a gravidade do crime".

Em 2019, Champan disse que gostaria de ser solto porque "encontrou Jesus" e sentia "cada vez mais vergonha de suas ações".  Agora, agosto de 2020,  teve seu pedido de liberdade condicional negada pela 11ª vez, segundo o jornal New York Daily NewsSegue a intenção da pena: "20 anos até prisão perpétua, dependendo de decisões futuras".

O peso da lei colou Chapman na carceragem. Agora, o algoz letal de John Lennon só poderá pedir novamente uma revisional na audiência de liberdade condicional marcada para agosto de 2022.

Compleição desgastada pelo cárcere. Em 2018 Chapman já havia cumprido 38 anos de prisão. No próximo 8 de dezembro completará 40 anos de cadeia.

Mark David Chapman, em janeiro de 2018, aos 63 anos

Quer saber um pouco mais sobre as últimas 72 horas que antecederam a morte de John Lennon? Clique Aqui e assista ao filme Capítulo 27 (Chapter 27). 


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Você conhece o Festival Covid-19? 

Quem se infectar primeiro ganha o prêmio

Bar na Ocean Drive, em Miami Beach, em 26 de junho de 2020. Nada de proteção e distanciamento social. 


Festas secretas e riscos iminentes. São assim que estudantes do Alabama, estado na região sudeste dos Estados Unidos, que testaram positivo para o novo coronavírus arriscam suas vidas.

Uma espécie de jogo macabro, no qual sai vencedor quem se infectar primeiro, segundo as autoridades locais, enquanto a pandemia ocorre naquela região e no sul dos Estados Unidos.

Com pouco de 4,8 milhões de habitantes, o Alabama é governado pelo republicano Kay Ivey e a notícia surgiu pela primeira vez no final de julho, quando o chefe dos bombeiros do condado de Tuscaloosa, perto da cidade universitária de Birmingham, o maior condado do estado, confirmou os rumores em uma reunião de vereadores. 

"Fizemos uma investigação. Não apenas os consultórios médicos confirmaram isso, mas o estado também disse que tinha a mesma informação", disse o bombeiro Randy Smith.

O Alabama é agora um dos novos focos da Covid-19, nos Estados Unidos, juntamente com outros estados, mais ao sul, como Arkansas, Arizona, Texas, Flórida e Carolinas.

A vereadora de Tuscaloosa, Sonya McKinstry, detalhou, no início do mês, ao canal local ABC, que trata das festas em que a aposta é se infectar. "Eles recolhem dinheiro em um pote e depois tentam ser contagiados por COVID-19. Quem ganha primeiro ganha o pote. Não faz sentido", disse McKinstry. "Eles estão fazendo isso de propósito".

A pandemia matou mais de 175 mil pessoas, até 22 de julho, nos Estados Unidos, e acima de 2.013 só no Alabama, onde os casos aumentaram exponencialmente nas últimas semanas. Os 
EUA ultrapassam os 5 milhões de casos, de acordo com levantamento de dados independente da Universidade Johns Hopkins. (Johns Hopkins Universit & Medicine)

Nenhuma informação adicional sobre essas festas foi divulgada e as autoridades locais não tornaram públicas as identidades dos jovens ou o número de eventos que poderiam ter ocorrido. A Agência France Press (AFP) enviou questionamentos ao Corpo de Bombeiro do estado que não respondeu. 

Várias universidades estão localizadas na cidade de Tuscaloosa, a principal delas é a Universidade do Alabama. Uma porta-voz disse à AFP, que esta universidade "está ciente dos rumores sobre as 'festas secretas' há semanas". No entanto, "realizamos uma investigação aprofundada e, apesar de não termos conseguido identificar nenhum aluno que tenha participado desse tipo de atividade, continuaremos monitorando todas as informações que recebermos", acrescentou o assessor da Universidade.

Logo após o relato do bombeiro Smith, os vereadores de Tuscaloosa aprovaram o uso obrigatório de máscaras faciais.

Fim desta matéria





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