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Boletim Epidemiológico das Arboviroses

Fonte: Ass. de Imprensa da P.M.Ubá


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Ubá decreta situação de alerta e emergência contra Aedes


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As drogas mais perigosas da atualidade (inclusive remédios) - [Clique e aqui e acesse)




Dez sinais que o corpo dá quando sua imunidade está baixa (clique aqui e acesse).

Leia abaixo: o perigo de requentar alimentos

"Vacina do crack" já é novidade promissora que poderá ajudar dependentes químicos

Chamada de Calixcola, a vacina em desenvolvimento pela UFMG terá plataforma que poderá ajudar no tratamento da dependência de outras drogas. (Imagem: iStock).

Uma vacina em desenvolvimento pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) promete tratar a dependência da cocaína e do crack. O medicamento, chamado de Calixcoca, está em estudos desde 2015 e já passou por testes pré-clínicos com ratos, nos quais foi observada a produção de anticorpos anticocaína no organismo dos animais. Agora, os pesquisadores buscam recursos para iniciar estudos em humanos. 

Nos experimentos com ratos, os anticorpos produzidos pela Calixcoca impediram a cocaína de ultrapassar a barreira hematoencefálica, que é a proteção do sistema nervoso central. Isso significa que a droga não chegou ao cérebro dos animais. A Calixcoca é uma das finalistas do Prêmio Euro de Inovação em Saúde - América Latina, da farmacêutica Eurofarma, que concederá 500 mil euros para o destaque desta edição. Outros 11 premiados também receberão 50 mil euros para continuarem suas pesquisas. 

"Acreditamos que, como nos modelos animais, em humanos esse efeito impeça a percepção dos efeitos da droga e, com isso, o paciente não reative o circuito cerebral que leva à compulsão pela droga", explica Frederico Garcia, pesquisador responsável pelo desenvolvimento da vacina e professor do Departamento de Saúde Mental da Faculdade de Medicina da UFMG. 

De acordo com Garcia, há pelo menos mais duas outras instituições desenvolvendo vacinas similares para o tratamento da dependência química — a John Cristal e a Georg Koob, ambas nos Estados Unidos. Os imunizantes não tiveram a mesma eficácia nas pesquisas com humanos, que se mostraram eficazes apenas para 25% dos pacientes, e atualmente, os pesquisadores norte-americanos estão fazendo estudos com outra molécula. 

Proteção de grávidas

O imunizante também mostrou eficácia na proteção de grávidas, reduzindo abortos espontâneos e protegendo os fetos da dependência adquirida pela mãe. Segundo Garcia, "os filhotes tinham os anticorpos anticocaína na corrente sanguínea passados pela placenta e pelo leite materno. Eles não nasceram com sinais de abstinência e eram menos sensíveis à cocaína quando comparados aos filhotes dos animais não vacinados".

 A ideia para o desenvolvimento da vacina em si veio do sofrimento de mulheres grávidas dependentes de crack que chegavam ao ambulatório da universidade. "Elas sofrem muito com o conflito de tentar proteger seus bebês e a compulsão pela droga. À época, conversei com o professor Angelo de Fátima, do departamento de Química da UFMG, que conseguiu construir essa nova molécula que estamos desenvolvendo", complementa. 

E é justamente aí que está uma das inovações da Calixcoca. "A nossa molécula inova por ser uma plataforma não proteica, ou seja, uma molécula sintética. Isso, além de facilitar e baratear a produção, permite que a cadeia logística seja mais simples por não demandar cadeia fria", afirma Garcia. 

Desafio da saúde pública

Dados do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNOD) indicam que, atualmente, dos cerca de 275 milhões de usuários de crack e cocaína em todo o mundo, 36 milhões sofrem de transtornos associados ao uso das substâncias. Ainda segundo o órgão, as quantidades de cocaína ofertadas em todo o planeta atingiram níveis recordes em 2020, com a produção de cerca de 2 mil toneladas. 

No Brasil, ainda segundo a ONU, a cocaína e o crack respondem por 11% de todos os tratamentos de dependência, a maior parcela entre as drogas ilegais. No país, a dependência em crack tem sido um dos maiores desafios da saúde pública, principalmente com a proliferação de "cracolândias" nos maiores centros urbanos, como São Paulo. 

Para Garcia, da UFMG, um dos principais entraves no tratamento do vício da cocaína e de seus derivados é que não há nenhum medicamento específico para o problema. Na maior parte dos casos, são medicamentos utilizados para outras doenças, como antidepressivos, que tentam melhorar os sintomas de abstinência e a compulsão. 

"O que mais prejudica a terapia é a primeira recaída após um tratamento de abstinência, que parece ativar o circuito de recompensas e fazer com que o paciente volte a ter compulsões pela droga", diz o pesquisador, que afirma que a Calixcoca evita a primeira ativação, dando um tempo maior aos dependentes para a reabilitação. 

A plataforma utilizada pela vacina da UFMG também poderá ajudar no tratamento da dependência de outras drogas. "Já temos o projeto dessas vacinas para opioides e metanfetamina. Estamos na busca de recursos para podermos desenvolvê-las", acrescenta. 

Exclusão social

De acordo com o psiquiatra Dartiu Silveira, professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) com experiência de mais de 30 anos no tratamento de pacientes com dependência em cocaína, outros fatores, como depressão, impulsividade e exclusão social, também compõem os quadros de vício na substância. 

"Cada indivíduo possui uma história por trás do uso da droga. É crucial identificar esses fatores, incluindo os tipos de indivíduos e as razões que levaram ao uso e à dependência", enfatiza, acrescentando que as vacinas também podem ter eficácia na prevenção de overdoses. O psiquiatra lembra que a reintegração de dependentes e moradores de "cracolândias" à sociedade é um componente vital na reabilitação, citando o exemplo do programa Braços Abertos, implementado em São Paulo durante a gestão de Fernando Haddad. 

"Houve pessoas em situação de rua que conseguiram moradia e emprego e interromperam imediatamente o uso de drogas. Precisamos também abordar esse fenômeno, visto que, muitas vezes, a exclusão social é a causa subjacente do uso de drogas", destaca Silveira, que supervisionou o projeto. Para Garcia, a vacina Calixcoca poderia ser um grande avanço. "Facilitaria muito o tratamento dos dependentes e ofereceria uma perspectiva de recuperação não apenas para eles, mas também para as famílias".

* Com informações da agência Deutsche Welle (DW). 

Conheça os efeitos do expossoma que é o agente causador do envelhecimento da pele

Imagem: Saúde & Vitalidade

Um dos fatores do envelhecimento da pele, a radiação UV danifica as fibras de colágeno e elastina, que são responsáveis pela sustentação e elasticidade da epiderme.

Expossoma. A palavra é estranha, mas o conceito é simples. Criado pelo epidemiologista molecular britânico, Christopher P. Wild, em 2005, o expossoma descreve a soma de fatores aos quais estamos expostos e que influenciam nossa saúde e principalmente o envelhecimento visível da pele. 

Esses fatores do expossoma vão desde o ar poluído que respiramos, quantas horas dormimos por dia, e até que comemos no almoço. Nossas escolhas diárias, nosso estilo de vida afetam a saúde no geral. Estudos mostram que 20% das doenças crônicas têm causas genéticas, enquanto 80% são causadas pelo expossoma. Quando se trata da pele, podem aumentar os sinais de envelhecimento. 

Por isso, não faz muito sentido gastar fortunas naquele produto de skincare que promete fim às rugas, se seu estilo de vida estiver trabalhando contra. A boa notícia é que, embora não possamos escolher nossa genética, podemos modificar nosso estilo de vida. Ganhando saúde e, que bom, pele boa. 

Mas como o expossoma atua no envelhecimento da pele?

O expossoma abrange todas as influências ambientais e internas às quais estamos expostos desde o momento em que nascemos até o final de nossas vidas. Essas exposições podem resultar em danos celulares, inflamação crônica e estresse oxidativo, que contribuem para o envelhecimento precoce da pele.

A exposição crônica à radiação ultravioleta (UV) é uma das principais causas de envelhecimento da pele relacionado ao expossoma. 

A radiação UV danifica as fibras de colágeno e elastina, que são responsáveis pela sustentação e elasticidade da pele (levando às rugas, manchas e flacidez, além de aumentar o risco de câncer de pele). 

Outro fator importante do expossoma é a poluição atmosférica, segundo a dermatologista Mariana Muniz. A exposição diária a poluentes do ar, como partículas finas e compostos químicos, pode causar danos à pele, resultando em inflamação, manchas escuras e acelerando o processo de envelhecimento.  

Como combater os efeitos do expossoma 

Proteção solar adequada: use protetor solar com FPS adequado diariamente, mesmo em dias nublados. Além disso, procure abrigar-se do sol nos horários de pico (entre 10h e 16h) e use chapéus e roupas protetoras. 

"Se você está dentro de uma sala e que tem claridade, está entrando radiação na sua sala. O UVA que é raio que envelhece, está ali atravessa o vidro. Precisa passar protetor mesmo em casa", diz a dermatologista. 

Hidratação: mantenha a pele hidratada usando produtos adequados para o seu tipo de pele. Beber água regularmente também é essencial para manter a pele saudável. 

Limpeza e cuidado da pele: limpe a pele suavemente e use produtos de cuidados específicos para as necessidades da sua pele. "O ideal é procurar um sabonete suave, próprio para a pele do rosto, e nada de ficar esfregando muito na hora de lavar", recomenda a dermato. "A barreira de proteção da pele, ainda mais na menopausa, diminuiu muito." 

Alimentação saudável: vitaminas e minerais ajudam a nos proteger contra danos oxidativos causados pelos radicais livres e podem ajudar a retardar o aparecimento do envelhecimento da pele. Abastecer-se de superalimentos para a pele, como frutas e legumes da estação, e reduzir o consumo de açúcares refinados. 

Consuma uma dieta equilibrada rica em frutas, vegetais, alimentos antioxidantes e ácidos graxos ômega-3, que contribuem para a saúde e beleza da pele. 

Parar de fumar é o ideal: o tabagismo é extremamente prejudicial para a pele, acelerando o envelhecimento e causando rugas e manchas. Evite fumar e evite ambientes com fumantes. 

Reduza o estresse: o cortisol é o hormônio produzido em resposta ao estresse. E níveis elevados de cortisol podem suprimir o sistema imunológico, aumentar o estresse oxidativo e prejudicar a função de barreira da pele. Pratique técnicas de gerenciamento do estresse, como meditação, exercícios físicos e hobbies relaxantes. 

Durma bem: a falta de sono pode enfraquecer a barreira protetora da pele e prejudicar sua resposta a outros fatores do exposoma externo. Uma boa noite de sono é essencial para a regeneração da pele. Tente dormir de 7 a 8 horas todas as noites e crie uma rotina de sono saudável.

À noite, sua pele muda do modo de proteção para o modo de reparo, para se recuperar dos estresses do dia. A produção de melatonina e do hormônio do crescimento humano é aumentada, o que acelera a regeneração da pele e a produção de enzimas antioxidantes.


O perigo de requentar alimentos 

Dependendo da maneira de preparo e armazenamento, os alimentos podem se tornar mais suscetíveis à proliferação de micro-organismos causadores de intoxicação alimentar. 
 

Sabia que não é indicado requentar arroz e outros alimentos? Nem sempre é fácil consumir alimentos frescos e preparados na hora. Muitas vezes, a opção é cozinhar em quantidades maiores para facilitar o dia a dia e comer as porções ao longo da semana. Mas será que requentar as sobras de comida pode oferecer riscos à saúde? Sim, pode. Veja o porquê:

 

"O principal problema é a forma como o alimento foi acondicionado até ser requentado", explica Gisele Pontaroli Raymundo, nutricionista e professora de nutrição da PUC-PR.

 

Dependendo da maneira de preparo e armazenamento, os alimentos podem se tornar mais suscetíveis à proliferação de micro-organismos causadores de intoxicação alimentar. Este problema é bastante comum e provoca diversos sintomas desagradáveis, como diarreia, cólicas, gases e vômitos. Em casos extremos, pode até matar.

 

"De forma geral, os alimentos não podem ficar sem refrigeração adequada. Outro ponto é a diminuição do valor nutricional, que se perde quando o alimento é aquecido por muitas vezes", diz Raymundo.

 

Alimentos que não devem ser requentados


Os especialistas não recomendam requentar alimentos que não tiveram cozimento por inteiro e perderam suas características originais, já que isso ocasiona riscos no seu consumo.

 

Veja abaixo alimentos que não devem ser requentados.

 

Arroz: a situação fica mais perigosa quando ele não é cozido integralmente e alguns grãos permanecem crus. Isso, associado a uma temperatura morna, aumenta o risco de contaminação por uma bactéria conhecida como Bacillus cereus, que possui rápida proliferação. "Essa bactéria é eliminada em altas temperaturas, porém libera uma toxina no alimento, ocasionando intoxicação, com quadro de diarreia, vômitos, dor de cabeça, febre, entre outros", diz Ana Sandra Viana Zimichut, nutricionista na Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo.

 

Ovos: o consumo deve ser imediato após o preparo. Se armazenado ou preparado de forma inadequada, há risco de proliferação bacteriana.

 

Carnes, frutos do mar: são itens propensos à contaminação bacteriana e devem ser consumidos logo após o preparo.

 

Espinafre cozido e beterraba: possuem altos níveis de nitratos, que, ao serem requentados, transformam-se em nitritos. Estes compostos fazem mal à saúde, além de terem relação com o risco de câncer em longo prazo.

 

Preparações com tomate, cebola e pimentões: esses alimentos são fermentativos e podem azedar durante o armazenamento ou ao requentar as preparações.

 

Alimentos ricos em proteínas: é o caso do feijão, lentilha e castanhas. Como são alimentos ricos em proteínas, gorduras, vitaminas e minerais, e têm alta umidade, são mais perecíveis.

 

Molhos à base de leite e massas: esses itens também favorecem a proliferação de micro-organismos pela variação de temperatura e maior risco de contaminação cruzada com outros alimentos. Tanto o leite quanto as proteínas de origem animal são mais perecíveis pela sua umidade, que favorece a proliferação de micro-organismos. Além disso, esses produtos são mais expostos, desde a coleta, produção, transporte, armazenamento até a chegada na casa das pessoas. Isso pode afetar os métodos de conservação, pasteurização e resfriamento feitos para a comercialização de leites e derivados.

 

Aquecer na panela ou micro-ondas?


Apesar de ser mais prático, o micro-ondas não aquece a comida de forma homogênea. Isso pode favorecer o acúmulo de micro-organismos que causam intoxicação. Além disso, o sabor e a textura da comida, geralmente, ficam menos agradáveis quando comparamos com o aquecimento no fogão.

 

Se optar por aquecer nele (o micro-ondas), use utensílios (pote/pratos) de vidro, evitando assim a transferência de componentes químicos que estão presentes em alguns plásticos quando submetidos a altas temperaturas.

 

"Refratários de plástico no micro-ondas liberam também contaminantes que são altamente nocivos à saúde, como bisfenol A, que é um material poroso que acumula bactérias. As panelas podem ser fontes de metais pesados. As mais indicadas são de cerâmica, vidro e aço cirúrgico", destaca Jamille Carvalho Tahim, nutricionista, mestre em nutrição e saúde pela Universidade Estadual do Ceará.

 

E sempre que possível, mexa o alimento para que o aquecimento seja por igual.


Como minimizar os riscos?


Se o alimento foi produzido, servido e, em seguida, armazenado em refrigeração adequada (geladeira), é possível preservar sua qualidade; é importante atentar - se para a higiene dos utensílios utilizados, assim como da cozinha e de quem preparou as refeições.

 

O alimento não deve ficar sem refrigeração por mais de 2 horas, para evitar a proliferação de bactérias; evite requentar o mesmo alimento várias vezes. Vale destacar que cada vez que um alimento é submetido ao aquecimento, ele vai perdendo valor nutricional e aumentando o risco de contaminação.

 

Descarte qualquer sobra de alimentos que tenha um odor forte ou cor estranha, para diminuir o risco de consumir algo estragado; evite colocar comida quente direto no refrigerador e abrir com frequência a geladeira. Isso favorece a oscilação de temperatura, agravando o risco de contaminação dos alimentos; se for congelar as sobras, antes de colocá-las na geladeira, aguarde o resfriamento para evitar o surgimento de bactérias.

 

As sobras dos alimentos devem ser consumidas em, no máximo, até quatro dias. Acima desse período já é considerado impróprio para o consumo. Nunca se esqueça de checar a data de validade dos alimentos antes de (comprá-los/e) prepará-los.


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 O estresse favorece o desenvolvimento do Alzheimer e de outras demências

 Imagem: Telavita

"Não é novidade que o estresse impacta a cognição de forma aguda e crônica, sendo considerado um dos fatores de risco modificáveis para Alzheimer".

De acordo com um artigo americano recém-publicado no Jama (Journal of the American Medical Association), adultos que vivem sob maior tensão têm mais chances de experimentar declínio mental e perda de memória na velhice. 

Esse novo estudo se destaca por ser um dos poucos a avaliar um número considerável de pacientes, uma vez que os autores acompanharam quase 25 mil voluntários com mais de 45 anos ao longo de quatro anos.

 

O que acontece no seu corpo quando você vive estressado

 

Os pacientes passaram por avaliações sobre a percepção do próprio estresse e capacidades cognitivas. No final, aqueles que tinham maior pontuação nos níveis de tensão desempenhavam pior resultado nos testes de memória. Isso ocorreu mesmo após levar em conta variáveis como nível socioeconômico e outros problemas de saúde, como males cardiovasculares.

 

"Não é novidade que o estresse impacta a cognição de forma aguda e crônica, sendo considerado um dos fatores de risco modificáveis para Alzheimer", diz a neurocientista Claudia Figueiredo, da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

 

Ele está associado com modificações hormonais e inflamatórias que podem afetar o cérebro, além de problemas de sono e queda no sistema imunológico. O esgotamento também favorece comportamentos pouco saudáveis, como tabagismo e sedentarismo. 

 

Para os autores, o resultado sugere a necessidade de rastrear o problema e planejar intervenções para reduzir o risco de perda cognitiva em adultos mais velhos. Além disso, reforça a hipótese de que a alta prevalência de demência em grupos minoritários raciais e étnicos pode ser atribuída, em parte, aos maiores níveis de estresse enfrentados por essa população, entre eles baixo status socioeconômico e discriminação.

 

Fatores de risco modificáveis


Segundo os autores do estudo, estima-se que uma redução entre 10% e 25% em fatores de risco modificáveis, como estresse, má alimentação e baixa atividade física, poderia prevenir 1,3 milhões de casos de Alzheimer no mundo todo.

 

Ainda assim, são necessários mais estudos para entender como aspectos sociais e comportamentais associados ao estresse afetam diferentes grupos para planejar intervenções capazes de prevenir o declínio cognitivo.


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 Cientistas da UFMG desenvolvem vacina contra dependência em crack e cocaína

"Acreditamos que, como nos modelos animais, em humanos esse efeito impeça a percepção dos efeitos da droga e, com isso, o paciente não reative o circuito cerebral que leva à compulsão pela droga". 

Produzido por pesquisadores da UFMG, imunizante impede que a droga chegue ao cérebro dos pacientes e protege fetos de dependentes grávidas, apontam testes pré-clínicos.

Uma vacina em desenvolvimento pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) promete tratar a dependência da cocaína e de seus derivados, como o crack.

Em estudos desde 2015, o medicamento, chamado de Calixcoca, já passou por testes pré-clínicos com ratos, nos quais foi observada a produção de anticorpos anticocaína no organismo dos animais. Agora, os pesquisadores estão em busca de recursos para iniciar estudos em humanos.

stes com ratos, os anticorpos produzidos pela Calixcoca impediram, por meio de uma molécula sintética, que a cocaína ultrapasse a barreira hematoencefálica dos pacientes, ou seja, que seja levada pelo sangue para o sistema nervoso central, chegando ao cérebro.

"Acreditamos que, como nos modelos animais, em humanos esse efeito impeça a percepção dos efeitos da droga e, com isso, o paciente não reative o circuito cerebral que leva à compulsão pela droga", disse Frederico Garcia, pesquisador responsável pelo desenvolvimento da vacina anticocaína e professor do Departamento de Saúde Mental da Faculdade de Medicina da UFMG.

A Calixcoca é uma das finalistas do Prêmio Euro de Inovação em Saúde - América Latina, da farmacêutica Eurofarma, que vai conceder 500 mil euros para o grande destaque desta edição. Outros 11 premiados também vão receber 50 mil euros para darem seguimento às suas pesquisas.

Dependentes grávidas motivaram pesquisa

Segundo Garcia, o imunizante também mostrou eficácia na proteção de grávidas, reduzindo os abortos espontâneos, gerando o ganho de peso nos fetos, além de protegê-los da dependência adquirida pela mãe.

"Os filhotes tinham os anticorpos anticocaína na corrente sanguínea passados pela placenta e pelo leite materno. Eles não nasceram com sinais de abstinência e eram menos sensíveis à cocaína quando comparados aos filhotes dos animais não vacinados", explica o professor.

A ideia para o desenvolvimento da vacina veio justamente do sofrimento de mulheres grávidas dependentes de crack que chegavam ao ambulatório da universidade. "Elas sofrem muito com o conflito de tentar proteger seus bebês e a compulsão pela droga. À época, conversei com o professor Angelo de Fátima, do departamento de Química da UFMG, que conseguiu construir essa nova molécula que estamos desenvolvendo", complementa.
Frederico Garcia. Professor destaca que a vacina não pode ser vista como solução única para o complexo problema da dependência - (Reprodução /TV Brasil)

Molécula inovadora

De acordo com Garcia, há pelo menos mais duas outras instituições desenvolvendo vacinas similares para o tratamento da dependência química — a John Cristal e a Georg Koob, ambas nos Estados Unidos.

Os imunizantes, porém, não tiveram a mesma eficácia nas pesquisas com humanos, que se mostraram eficazes apenas para 25% dos pacientes, e atualmente, os pesquisadores americanos estão fazendo estudos com outra molécula.

E é justamente aí que está uma das inovações da Calixcoca. "A nossa molécula inova por ser uma plataforma não proteica, ou seja, uma molécula sintética. Isso, além de facilitar e baratear a produção, permite que a cadeia logística seja mais simples por não demandar cadeia fria", afirma Garcia, que diz que já foi contatado por pesquisadores de outros países em busca de parcerias.

A plataforma utilizada pela vacina da UFMG também poderá ajudar no tratamento da dependência de outras drogas. "Já temos o projeto dessas vacinas para opioides e metanfetamina. Estamos na busca de recursos para podermos desenvolvê-las", acrescenta.

Tratamento pioneiro

Dados do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNOD) indicam que, atualmente, dos cerca de 275 milhões de usuários de crack e cocaína em todo mundo, 36 milhões sofrem de transtornos associados ao uso das substâncias. Ainda segundo o órgão, as quantidades de cocaína ofertadas em todo planeta atingiram níveis recordes em 2020, com a produção de cerca de 2 mil toneladas.

No Brasil, ainda segundo a ONU, a cocaína e o crack respondem por 11% de todos os tratamentos de dependência, a maior parcela entre as drogas ilegais. No país, a dependência em crack tem sido um dos maiores desafios da saúde pública, principalmente com a proliferação de "cracolândias" nos maiores centros urbanos, como São Paulo.

Para Garcia, da UFMG, um dos principais problemas no tratamento do vício da cocaína e de seus derivados é que não há nenhum medicamento específico para o problema. Na maior parte dos casos, são medicamentos utilizados para outras doenças, como antidepressivos, que tentam melhorar os sintomas de abstinência e a compulsão.

"O que mais prejudica o tratamento é a primeira recaída após um tratamento de abstinência, que parece ativar o circuito de recompensas e fazer com que o paciente volte a ter compulsões pela droga", diz o pesquisador, que afirma que a Calixcoca evita a primeira ativação, dando um tempo maior aos dependentes para a reabilitação.

Problema social

De acordo com o psiquiatra Dartiu Silveira, professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) com experiência de mais de 30 anos no tratamento de pacientes com dependência em cocaína, outros fatores, como depressão, impulsividade e exclusão social, também compõem os quadros de vício na substância.

"Cada um vai ter sua história por trás da droga. É também importante identificar isso, inclusive os tipos de indivíduos e por que fazem o uso e passam para a dependência", afirma, apontando que vacinas podem ter eficácia também na prevenção de possíveis overdoses.

O psiquiatra lembra que a reintegração de dependentes e moradores das "cracolândias" à sociedade também são componentes importantes na reabilitação, citando como exemplo o programa Braços Abertos, que vigorou em São Paulo durante a gestão do ex-prefeito Fernando Haddad (PT).

"Tinha pessoas em situação de rua que conseguiram um lugar para morar e um emprego e pararam imediatamente de usar drogas. Temos também que olhar para esse fenômeno, pois, muitas vezes, a causa do uso da droga também é a exclusão social", diz Silveira, que foi um dos supervisores do projeto.

Para Garcia, a vacina Calixcoca poderia aliviar o problema. "Ela facilitaria muito o tratamento dessas pessoas com dependência e daria uma perspectiva para a recuperação delas e das famílias atingidas por essa grave doença", conclui.

Internação por câncer de intestino cresce 64% em uma década no Brasil

 

Foram 657.183 hospitalizações só no Sistema Único de Saúde (SUS) para o tratamento dessa doença entre 2012 e 2021. 

O número de internações por câncer de intestino (colorretal) aumentou 64% nos últimos 10 anos, um resultado que preocupa especialistas de diferentes áreas. Todos apontam as mesmas causas para esse crescimento tão significativo: alimentação e estilo de vida.

Com isso, os tumores de cólon já constituem o segundo tipo mais prevalente da enfermidade entre homens e mulheres, atrás apenas de próstata e mama, respectivamente. O levantamento inédito foi realizado pela Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (Sobed);  Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP) e Federação Brasileira de Gastroenterologia (FBG).

Médicos explicam que o aumento do consumo de alimentos ultraprocessados e a redução do consumo de fibras, somados a sedentarismotabagismo e alcoolismo, são as principais causas do crescimento dos cânceres intestinais.

"câncer colorretal sempre foi prevalente, mas os números vêm aumentando, e ele já é o segundo mais comum tanto para homens quanto para mulheres", explicou o cirurgião Marcelo Averbach, do Hospital Sírio-Libanês, coordenador nacional da campanha para prevenção do câncer de intestino.

"O aumento do número de casos é decorrente, basicamente, de condições ambientais, sobretudo da dieta, rica em alimentos ultraprocessados e embutidos, baixa ingestão de fibras e de líquidos. Além disso, há outras questões comportamentais, como sedentarismo, tabagismo e alcoolismo."

Segundo o trabalho, os registros de internação trazem números alarmantes: foram 657.183 hospitalizações só no Sistema Único de Saúde (SUS) para o tratamento dessa doença entre 2012 e 2021, com impactos imensuráveis para milhares de famílias brasileiras. Neste mesmo período, foi observado um crescimento de 64% das internações.

Já os dados de mortalidade decorrentes desse tipo de neoplasia indicam que, somente em 2021, foram registrados 19.924 óbitos por câncer do cólon, da junção retossigmoide e do reto, alta de 40% em relação a 2012.

Alimentação

"A associação entre estilo de vida e câncer colorretal vem sendo demonstrada em vários estudos científicos", afirmou a professora do Instituto de Nutrição Josué de Castro, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Wilza Peres. "Isso envolve a má qualidade da alimentação e também o consumo de álcool, o tabagismo e o sedentarismo. A qualidade da alimentação vem piorando muito nos últimos anos, não só no Brasil mas em todos os países ocidentais."

De fato, a última Pesquisa de Orçamento Familiar (POF), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que o brasileiro come, por exemplo, cada vez menos feijão com arroz, prato considerado excelente por nutricionistas, por reunir proteínas, carboidratos e fibras.

Entre a pesquisa realizada em 2002/2003 e a última, de 2017/2018, a média per capita anual de consumo de feijão caiu de 12,4 quilos para 5,9 quilos - uma redução de 52%. Por outro lado, alimentos preparados e misturas industriais registraram alta de 56%, e as bebidas alcoólicas, de 19%.

A proporção de pessoas com obesidade na população com 20 anos ou mais de idade mais que dobrou no país entre 2003 e 2019, passando de 12,2% para 26,8%, segundo a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) do IBGE, de 2020.

 

Brasil vive epidemia de drogas Z usadas para insônia mas cai na dependência e sonambulismo

Mundo multicolorido e perigoso. Conhecidos como drogas Z, em razão dos nomes que as substâncias receberam: zolpidem, zopiclona (ou eszopiclona) e zaleplona.

País bate recorde de vendas de medicamentos hipnóticos. Isso em razão da facilidade de acesso e resistência de usuários à mudança de hábitos. 

Episódio real. Um vídeo postado numa rede social no final de dezembro (2022) fez soar um alerta entre os amigos do estudante (cujo nome é preservado no anonimato). Ele fez um inusitado passeio na chuva, pela orla do Rio de Janeiro, narrado com uma voz estranhamente embargada.

"Eu tomei um zolpidem de tarde porque estava muito ansioso e queria dormir, mas fiquei mexendo no celular, e essa é a última lembrança que eu tenho daquele dia", conta o estudante de administração de 22 anos, que foi resgatado por um amigo e levado para casa.

Culpa de quem? Também do Zolpidem.

Zolpidem é o nome de um dos medicamentos hipnóticos indicados para insônia cujas vendas explodiram no Brasil nos últimos anos. Segundo a Anvisa, entre 2019 e 2021, elas cresceram 73% para a versão de 5mg, a mesmo que o estudante da verídica história tomou.

Esses remédios são conhecidos como drogas Z, em razão dos nomes que as substâncias receberam: zolpidem, zopiclona (ou eszopiclona) e zaleplona. Ingeridos durante qualquer atividade, promovem estados dissociados, como confusão e sonambulismo, o que coloca a pessoa em risco. E geram dependência quando usados durante longos períodos.

As redes sociais estão repletas de relatos de pessoas que, sob o efeito de zolpidem, fizeram compras extravagantes para muito além de seus recursos, deram declarações desconexas ou embaraçosas e agiram de maneira confusa ou mesmo violenta.

"As parassonias, comportamentos não desejáveis durante o sono, são um efeito colateral importante do uso de drogas Z", explica a médica neurofisiologista Letícia Azevedo Soster, especialista em medicina do sono e coordenadora da pós-graduação em sono do Hospital Israelita Albert Einstein. "Tem histórias de pessoas que se machucaram, que compraram coisas e que agrediram outras pessoas, com implicações forenses. É bastante perigoso", alerta.

Diversas celebridades já culparam o zolpidem por comportamentos inoportunos. Em 2018, a atriz Roseanne Barr teve seu programa na TV americana cancelado depois de um tuíte racista que, afirmou ela, foi redigido sob o efeito do medicamento. O laboratório Sanofi, fabricante do remédio que Barr afirmava ter tomado, emitiu uma nota dizendo que "racismo não era um efeito colateral" de seu produto.

Tuítes bizarros de Elon Musk também foram creditados pelo bilionário como obra do zolpidem. Em 2017, o golfista Tiger Woods foi preso e processado após ser encontrado, desacordado, dentro de seu carro numa estrada, num efeito que atribuiu ao medicamento.

E, ainda em 2010, o ator Charlie Sheen culpou o remédio pela quebradeira que promoveu no quarto de um hotel em Nova York. "É a aspirina do demônio", disse, um ano depois, numa entrevista.

As drogas Z emergiram há cerca de 20 anos com a promessa de combater a insônia e promover um sono rápido e com poucos efeitos colaterais em comparação aos medicamentos até então disponíveis. "Os pacientes relatam que são drogas que fazem a pessoa fechar os olhos e dormir, como se fosse um botão de desligar", conta Soster. "A indústria vendeu essas drogas como se elas não promovessem o efeito-ressaca de outras medicações nem tivessem efeitos colaterais. Não é verdade", alerta.

A médica aponta para riscos e problemas relacionados ao uso prolongado ou excessivo dessas substâncias. "As pessoas estão usando cada vez maiores quantidades de drogas Z porque, com o tempo, se tornam refratárias a elas. Já recebi um paciente que estava tomando 40 comprimidos por noite de zolpidem para conseguir dormir."

Foi o caso de Antony, 19 anos, (nome fictício), que começou a tomar zolpidem aos 15, após o diagnóstico de ansiedade e depressão associado à dificuldade para dormir. Chegou a tomar 30 comprimidos por semana e admite ter usado o medicamento não só para dormir, mas para ter alucinações durante o período de vigília.

"A cada semana, eu usava mais e mais. Passei a confundir o que era sonho com o que era realidade, vivia em atrito com a minha família, foi destruidor", diz. Para conseguir medicação suficiente, o hoje estudante de arquitetura conta que falsificava cópias das receitas e mentia para psiquiatras.

Soster explica que, no processo de difusão de drogas Z no Brasil, dois fatores são complicadores. "Primeiro, o fato de o brasileiro ser um povo que tende a ser ansioso, o que potencializa a ocorrência de problemas com o sono", aponta.

 Segundo um estudo realizado por cientistas da USP e da Unifesp e publicado na revista Sleep Epidemiology, 65% dos brasileiros relatam ter algum problema relacionado ao sono. "O segundo é o fato de o Brasil ter um sistema híbrido de saúde, meio público e meio privado. Então, o paciente vai num sistema, recebe indicação do remédio, vai em outro, recebe também", conta. "E como os sistemas não estão interligados, ninguém percebe essa duplicidade, que tem acontecido muito com as drogas Z, que são remédios controlados. Isso sem falar no mercado clandestino."

A médica explica que os problemas de sono ganharam maior amplitude durante a pandemia da Covid-19, quando o gasto energético do cotidiano ficou reduzido com o distanciamento social e o aumento do uso de telas incrementou os estímulos do cérebro que nos mantêm acordados.

"Isso fez a preocupação relacionada ao sono aumentar, e essa é a base da insônia crônica. A preocupação se torna maior do que o problema em si, ativando o mecanismo de alerta e gerando o desejo de controle do sono", explica. "As pessoas querem deitar e dormir imediatamente sem assumir as responsabilidades pelos seus próprios processos físicos necessários para isso", explica Letícia Azevedo Soster.

Regular o horário de dormir e de se levantar, fazer exercícios físicos regulares, expor-se à luminosidade durante o dia, reduzir o tempo de tela de noite e cessá-lo horas antes de ir para a cama são algumas dessas responsabilidades a que Soster se refere.

"É como numa dieta: a pessoa quer emagrecer, mas não quer cortar gorduras nem carboidratos. E, então, toma um remédio para isso". O desejo de um controle absoluto sobre o sono com o mínimo esforço, diz ela, também está por trás da epidemia de drogas Z. "Não tem absurdo maior do que tomar uma droga para dormir e outra para acordar. É isso o que está acontecendo hoje em dia".

ZOLPIDEM: Veja quais são os riscos e efeitos do alucinógeno que tem se popularizado entre os jovens e pode levar à morte.

O uso indiscriminado da medicação alucinógena Zolpidem pode aumentar os riscos de exposição a situações de perigo e causa danos graves à saúde. É uma medicação utilizada no tratamento da insônia, mas que tem se popularizado entre os jovens devido aos efeitos alucinógenos causados pela sua ingestão.

A busca pelo uso recreativo de zolpidem, no entanto, tem despertado o alerta das autoridades médicas, visto que o uso indiscriminado da medicação pode causar danos graves à saúde. O Dr. Fabiano de Abreu Rodrigues, que é Pós PhD em neurociências e biólogo, explica quais são os riscos e efeitos do zolpidem, quando usado de maneira irregular. Confira.

O que é Zolpidem?

Antes de tudo, o Zolpidem é um medicamento aprovado pela Anvisa e que pode ser comercializado desde que seja apresentada a prescrição médica. Com propriedades hipnóticas, ele atua diretamente no cérebro, levando o indivíduo ao sono com maior facilidade.

Adosagem e período de ingestão do Zolpidem devem ser controlados por um médico, visto que o uso descontrolado - e junto com outras substâncias - pode causar danos à saúde. “Os efeitos adversos mais frequentes associados ao zolpidem são náusea, dor de cabeça, tontura, sonolência, alucinação e perda de memória de curto prazo [...] Além disso, este medicamento pode causar visão dupla ou outros problemas de visão, ou lesões graves”, explica Rodrigues.

Efeitos do Zolpidem

Assim como as drogas que também causam alucinações, o zolpidem também pode desencadear efeitos colaterais que só poderão ser manifestados em longo prazo, alguns até mais graves, como o câncer e a morte.

Os efeitos colaterais em longo prazo do zolpidem podem incluir comportamentos anormais relacionados ao sono, lesões relacionadas a acidentes ou quedas, câncer, risco de overdose, risco de transtorno por uso de substâncias (SUD) e morte", pontua.

Os riscos do uso de Zolpidem

A popularidade do zolpidem tem crescido entre os jovens, que buscam entretenimento através dos efeitos alucinógenos da medicação munida do uso de outras substâncias, como o álcool. A mistura de outras substâncias, junto ao zolpidem, além de favorecer a exposição das pessoas a situações de risco iminente, pode causar disfunções hormonais, que podem, inclusive, levar à morte.

Quando tomamos medicamentos sem necessidade, causamos uma perigosa disfunção podendo desorganizar essa produção acarretando doenças e/ou riscos de morte seja em curto ou longo prazo", comentou Fabiano.

Mais de 14 mil intoxicados por agrotóxicos no Brasil produziram quase 500 mortes durante o governo Bolsonaro 

O governo de Bolsonaro também foi marcado pelo avanço na tramitação do Projeto de Lei 1459/2022, apelidado de “Pacote do Veneno”.

Durante o governo de Jair Bolsonaro(PL), 14.549 pessoas foram intoxicadas por agrotóxicos no Brasil. Levantamento inédito feito pela Agência Pública e Repórter Brasil, com dados de 2019 a março de 2022 do sistema de notificações do Ministério da Saúde, mostra que essas intoxicações levaram a 439 mortes — o que equivale a um óbito a cada três dias.

O Brasil bateu o recorde de aprovações de pesticidas, com mais de 1.800 novos registros, metade deles já proibidos na Europa. O governo de Bolsonaro também foi marcado pelo avanço na tramitação do Projeto de Lei 1459/2022, apelidado de “Pacote do Veneno”, que pode facilitar ainda mais a aprovação dessas substâncias.

Segundo o levantamento, homens negros são as principais vítimas de agrotóxicos. As circunstâncias que mais levaram às intoxicações foram tentativas de suicídio, com cerca de 5 mil casos, seguidas por acidentes, uso habitual dos pesticidas e contaminações ambientais, por exemplo, quando o químico é dispersado pelo ar. As intoxicações aconteceram principalmente nas lavouras de soja, fumo e milho.

Os dados também mostram que os estados da região Sul concentraram a maioria das notificações, considerando o número de habitantes. Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul registraram 4,2 mil intoxicações. Nove entre os dez municípios com mais casos em relação à população estão na região.

Estados do Sul concentram mais intoxicações por número de habitantes

Os municípios com mais intoxicações notificadas considerando o tamanho da população estão na região Sul. Em Santa Catarina, o município de Rio do Campo registrou 61 casos para uma população de apenas 5,8 mil habitantes.

Na análise do engenheiro-agrônomo e integrante da Associação Brasileira de Agroecologia (ABA) e da Campanha Permanente contra os Agrotóxicos e Pela Vida, Leonardo Melgarejo, os números altos da região podem indicar que os serviços de saúde estão fazendo um melhor trabalho de identificação destes casos do que em outros estados. “Acredito que o dado não seja porque aqui no Sul os agricultores sejam mais descuidados, mas sim ao fato de que profissionais da saúde têm mais zelo com relação aos casos de intoxicações”, diz.

Já em números absolutos, o município que mais registrou intoxicações por agrotóxicos foi Recife, com 938 notificações no período. A pesquisadora da Fiocruz Pernambuco e vice-coordenadora do GT de Agrotóxicos da instituição, Aline Gurgel, reforça que o número maior de registros de casos em um território não significa necessariamente uma maior ocorrência de casos. Ela cita a criação do programa de Vigilância em Saúde de Populações Expostas a Agrotóxicos (VSPEA), que instituiu ações como o cadastro na atenção primária dos aplicadores de agrotóxicos e a vigilância participativa dos trabalhadores expostos a agrotóxicos.

Homens negros: o perfil da vítima dos agrotóxicos

Além das diferenças regionais, os dados obtidos pela Agência Pública e Repórter Brasil revelam que homens negros foram o perfil mais comum entre os intoxicados.

Para o médico e professor aposentado que coordenou o Observatório do Uso de Agrotóxicos e Consequências para a Saúde Humana e Ambiental da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Guilherme Cavalcanti de Albuquerque, a intoxicação recorde desse recorte da população pode estar relacionada ao racismo estrutural, que faz com que homens negros executem trabalhos mais precarizados, como o de aplicador de agrotóxicos. “A população negra é uma população a quem foi negado por séculos o acesso à educação e, mesmo quando há educação qualificada, o racismo estrutural impõe maior dificuldade para acesso a trabalhos menos agressivos. Resta mais aos negros esse tipo de trabalho prejudicial à saúde”, afirma.

Na mesma linha, Gurgel lembra que a baixa escolaridade dificulta a compreensão das instruções e dos riscos e perigos associados à exposição aos agrotóxicos. “Mais grave ainda é que as recentes modificações nas normativas brasileiras vulnerabiliza ainda mais a população, porque retiraram informações de alerta dos rótulos e bulas de agrotóxicos, assim como o pictograma da caveira com duas tíbias cruzadas, de vários agrotóxicos comercializados no Brasil. Para trabalhadores com baixa escolaridade, essa mudança na comunicação de risco pode levar a um maior número de casos de intoxicação, pois dificulta a identificação do perigo”, comenta a pesquisadora, se referindo às mudanças no critério de classificação e nas embalagens de agrotóxicos feita pela Anvisa em 2019.

Lavouras de soja, fumo e milho são campeãs em intoxicações

Os casos de intoxicação registrados entre 2019 e 2022 aconteceram principalmente em lavouras de soja, fumo e milho. A soja correspondeu a 802 registros e o milho, 523. Os números altos nesse tipo de lavoura, de acordo com os pesquisadores, podem estar relacionados ao tamanho das plantações desses cultivos, onde os pesticidas costumam ser pulverizados em larga escala, normalmente por aviões, o que aumenta as chances do agrotóxico se espalhar para fora da plantação.

A pesquisadora da USP Larissa Bombardi indicou que as plantações de soja, milho, cana-de-açúcar e algodão são o destino de 79% das vendas de agrotóxicos no Brasil. O Atlas Geografia do uso de agrotóxicos no Brasil e conexões com a União Europeia, publicado em 2017, mostra que 52% do veneno vai para plantações de soja e 10% para o milho.

Já os produtos usados em plantações de fumo registraram 734 intoxicações nos dados do Ministério da Saúde. O professor Albuquerque aponta que, apesar de não estar entre as principais lavouras em extensão no país, o cultivo de fumo é um dos que mais usa agrotóxicos. “Além disso, o cultivo exige contato muito próximo do trabalhador com o fumo contaminado pelo agrotóxico. Isso faz com que a incidência de intoxicação nesse plantio seja proporcionalmente maior”, comenta, lembrando que a aplicação de agrotóxicos nas lavouras de fumo muitas vezes é feita via costal.

Mais de cinco mil intoxicações foram tentativas de suicídio

Os casos de tentativa de suicídio são a circunstância mais comum das intoxicações, com 5.210 registros. Segundo os pesquisadores, dois fatores ajudam a interpretar o dado.

O primeiro é a baixa notificação de outras causas de intoxicação, que faz com que os registros por tentativas de suicídio tenham destaque. O segundo é que o uso de alguns agrotóxicos pode levar à depressão e a alterações do sistema nervoso, o que seria um fator a mais que pode levar às tentativas.

Como há muita subnotificação, os casos de suicídio e de óbitos em geral são mais difíceis de ocultar”, avalia Albuquerque. “Mas há grande vínculo entre a intoxicação por agrotóxicos e o suicídio, porque há agrotóxicos que induzem fortemente a doenças depressivas e ao suicídio”, complementa.

Aline Gurgel comenta que os agrotóxicos do grupo químico dos carbamatos e organofosforados têm como um de seus principais mecanismos de ação a depressão do sistema nervoso. O propamocarbe é um exemplo do grupo dos carbamatos e é usado em mais de 40 culturas no Brasil, incluindo na abobrinha, alface e tomate. Os organofosforados compreendem uma ampla gama de agrotóxicos, entre eles o acefato, o quinto agrotóxico mais vendido no Brasil.

Pandemia reduziu registros de intoxicações

A quantidade de casos de intoxicações por agrotóxicos caiu durante os anos de pandemia do coronavírus: em 2019 foram 5.875 casos para 4.073 em 2020, e 3.816 em 2021.

Segundo Leonardo Melgarejo, a queda era esperada e pode não significar uma diminuição real de intoxicações. “Durante a pandemia, as pessoas evitaram aglomerações, especialmente em locais de risco [como hospitais e postos de saúde]”, afirma, mencionando dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) de que apenas uma a cada 50 intoxicações por agrotóxicos é registrada.

A pesquisadora da Fiocruz concorda com os impactos da pandemia nas notificações. “Os serviços de saúde foram sobrecarregados em decorrência da pandemia, a identificação de casos suspeitos de intoxicação, bem como a notificação de agravos como intoxicações, muito provavelmente foram prejudicadas”, pontua Gurgel.

Ela também reforça que as intoxicações por agrotóxicos são subnotificadas por diferentes motivos além da Covid, como a falta de treinamento dos profissionais e a baixa cobertura laboratorial para confirmação de casos. Além disso, há dificuldade dos intoxicados chegarem aos postos de atendimento pela distância dos serviços de saúde e a dificuldade de locomoção.

“Os agricultores nem sempre procuram atendimento e quando procuram é porque houve uma intoxicação aguda e sentiram medo de morrer. Então as outras intoxicações, de impacto mais baixo, mas que acontecem de forma crônica, sequer são registradas”, comenta Melgarejo.

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Dentistas passam a usar cannabis em tratamentos no Brasil 

A cannabis medicinal passou a ser notada no Brasil também pelos dentistas, que começam a se organizar em grupos de estudos sobre casos clínicos e pesquisas científicas para melhor embasar seus métodos e aplicações em clínicas espalhadas pelo País.

 

Vale ressaltar, porém, que poucos profissionais da área já prescrevem THC (tetrahidrocanabinol) e CBD (canabidiol) e apenas uma pequena porcentagem dos mais de 180 mil pacientes de cannabis medicinal no país é derivado da odontologia. 

Desde que a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) autorizou a cannabis medicinal no país, médicos e cirurgiões-dentistas receberam as mesmas permissões de prescrição e uso. Porém, por haver muito mais pesquisas a respeito da efetividade da planta na medicina do que na odontologia, a primeira acabou por se desenvolver muito mais depressa.

Estima-se que 2.100 dos 502 mil médicos em atividade hoje no Brasil prescrevam a substância. Não há dado oficial, mas uma porcentagem bem menor dos cerca de 550 mil dentistas a prescreve.

Nesse ano, a Anvisa incluiu o campo "CRO", referente ao Conselho Regional de Odontologia, nos formulários de pedidos de importação pela RDC 660. Até o ano passado, os dentistas tinham de usar seus números de registro no campo "CRM (Conselho Regional de Medicina)", o que dificultava o processo de importação.

Conselhos Regionais de Odontologia, como os de São Paulo, Rio, Alagoas e Distrito Federal, criaram grupos de trabalho para produzir mais debate sobre o tema. Organizações de profissionais, como a Sbocan (Sociedade Brasileira de Odontologia Canabinoide), também existem com o propósito de fomentar a troca de ideias.

Dentista pioneira

A presidente da Sbocan, Endy Lacet, é reconhecida como a primeira dentista no Brasil a utilizar a terapia canabinoide na Odontologia, em 2015. Ela foi uma das fundadoras da Abrace, uma das mais consolidadas associações de pacientes de cannabis medicinal do País. Endy ainda estava na faculdade quando atendeu uma criança autista, que saía correndo pelo hospital sem deixar que a equipe tirasse o raio X de sua boca.

Lacet apresentou a proposta de entrar com a terapia canabinoide. O garoto, medicado com azeite de maconha, permitiu que lhe fossem feitas três restaurações na sessão seguinte. "A mãe chorou. Nunca tinha visto um remédio que acalmasse o filho a tal ponto de ele não sentir medo.", disse Endy Lacet.

Silvana Vasconcellos sofre de esclerose múltipla há 16 anos e é paciente de Endy por causa de uma neuralgia do nervo trigêmeo, que, há cinco anos, a faz padecer de uma dor facial intensa. "Comecei a usar a cannabis no início do ano e notei grande melhora. Diminuiu minha medicação para a neuralgia de 900 mg para 300 mg por dia", disse.

Segundo Endy, dá para usar a cannabis como coadjuvante ou adjuvante, sem excluir, necessariamente, outros medicamentos.

Formação de base é fundamental antes de prescrição

"É importante que o profissional tenha a formação de base, que conheça os endocanabinoides produzidos pelo nosso corpo e os fitocanabinoides encontrados na cannabis antes de prescrever", orienta João Paulo Tanganeli, presidente do grupo de trabalho de canabinoides na odontologia do CRO-SP.

A maior entidade de classe do setor, o Conselho Federal de Odontologia (CFO), apoia a utilização da cannabis, mas reforça a necessidade de qualidade da formação recebida por quem administra. "Se o profissional conhecer o medicamento, souber como trabalhar com ele, não há problema de usá-lo. Isso vale para todos os medicamentos, não apenas para a cannabis", diz Evaristo Volpato, diretor do conselho da entidade desde 2018.

Uso vai de restauração a alívio pós-operatório

Como na Medicina, a cannabis vem demonstrando versatilidade em seus possíveis usos na Odontologia, podendo ser empregada antes, durante ou após o tratamento.

Ela pode ser utilizada em procedimentos como restaurações, na modulação de sedação e como analgésico pós-operatório ou para osteoindução - a formação de um novo osso pela influência de agentes indutores.

O THC é responsável por tratar casos de dor, enquanto o CDB é mais indicado para inflamações. Considerados igualmente importantes pelos dentistas, os dois canabinoides e a centena de outros que os acompanham nas versões full spectrum da planta têm apresentado bons resultados para bruxismo, dores dentárias ou neuropáticas, enxertos, DTM (disfunção da articulação temporomandibular), inflamações, cicatrizações, periodontite e controle bacteriano.

Embora a terapia canabinoide aplicada à Odontologia não seja novidade no mundo, ela ainda não se popularizou. EUA e Canadá são os países que se destacam nessa área, desde o atendimento clínico até a criação de produtos para a higiene bucal, como pastas de dente e enxaguante à base da planta.

Efeitos colaterais

Guilherme Martins, vice-presidente da Sbocan e dono do canal Odontologia Canabinoide no YouTube, já conseguiu cerca de mil autorizações na Anvisa para prescrições. Segundo ele, os possíveis efeitos colaterais são pequenos, facilmente reconhecíveis e dimensionados na terapêutica.


 Estudo mede riscos de fumar por idade e ideal é parar antes dos 35 anos 

Fumantes que deixam o fumo entre 35 e 44 anos têm uma taxa de mortalidade geral 21% maior do que os que nunca fumaram.

Pessoas que param de fumar antes dos 35 anos apresentam índice de mortalidade similar à taxa de óbito de pessoas que nunca fumaram depois de um determinado período de tempo longe do cigarro. A constatação é de um dos maiores estudos já feitos sobre o tema, publicado na semana passada na Journal of the American Medical Association (Jama).

Aqueles que param de fumar mais velhos também têm benefícios consideráveis, segundo o trabalho, mas sua taxa de mortalidade é mais alta do que a dos que pararam antes dos 35. Fumantes que deixam o fumo entre 35 e 44 anos, por exemplo, têm uma taxa de mortalidade geral 21% maior do que os que nunca fumaram. Já os que largaram o tabaco entre os 45 e os 54 anos, têm uma taxa de mortalidade 47% maior do que a dos que nunca fumaram.

"Entre homens e mulheres de diferentes grupos étnicos e raciais, os fumantes têm uma taxa de mortalidade geral duas vezes mais alta do que a dos que nunca fumaram", sustenta o estudo. "Parar de fumar, sobretudo na juventude, é associado a substanciais reduções no excesso de mortalidade associado ao fumo."

Este é o terceiro grande estudo a apontar que a idade ideal para parar de fumar é até os 35 anos. Sobretudo para os que começaram a fumar bem jovens - mas, claro, o melhor é nem começar. O novo trabalho foi feito por pesquisadores da Sociedade Americana do Câncer, Universidade de Oxford e Universidade Nacional da Malásia.

IDEAL. "Há muito tempo sabemos que o quanto antes a pessoa parar de fumar, melhor", escreveu John P. Pierce, professor do Departamento de Medicina da Família e Saúde Pública da Universidade da Califórnia, San Diego (EUA), em comentário técnico sobre o trabalho. "Porém, agora é possível ser mais específico a respeito da idade ideal para parar."

A análise incluiu o levantamento de dados de mais de 550 mil adultos que responderam a questionários entre janeiro de 1997 e dezembro de 2018 e tinham entre 25 e 84 anos no momento do trabalho. Entre os entrevistados, estavam fumantes e pessoas que nunca fumaram (definidas como aquelas que fumaram menos de cem cigarros ao longo da vida).

De acordo com o Índice Nacional de Mortes, cerca de 75 mil pessoas que participaram do estudo já tinham morrido no fim de 2019. Comparados aos que nunca fumaram, os fumantes apresentaram uma taxa de mortalidade geral significativamente mais alta, além de taxas de morte igualmente mais elevadas por câncer, doenças cardíacas e problemas pulmonares.

Pierce acredita que ter uma idade limite para parar de fumar pode ser potencialmente motivador para jovens tentando abandonar o vício. "Sem uma meta estabelecida, é tentador para fumantes abandonar uma tentativa de parar com a desculpa de 'não preciso fazer isso agora'", aponta Pierce. "O estudo oferece dados para que uma meta seja estabelecida." O fato é que quanto antes um indivíduo parar, menor o risco de morte prematura. Atualmente a DPOC é a terceira causa de morte no mundo, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) - em 2016 foram 3 milhões de mortes em decorrência da doença. No Brasil, a doença é a quarta causa de mortalidade. "Temos que lembrar que a DPOC também é uma das doenças que levam à aposentadoria precoce. A pessoa pode não morrer, mas esse é um problema extremamente limitante e incapacitante. Em casos mais graves o paciente pode precisar de suplementação ininterrupta de oxigênio", explicou o médico.

A UFRJ consegue separar a maconha ilícita da canabis terapêutica

Com algumas gotas de reagente, material muda de cor; modelo já é usado pela polícia. 

Pesquisadores cariocas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (URJF) desenvolveram um kit Cannabis capaz de diferenciar a maconha ilícita da cânabis terapêutica. O modelo já está em uso pela Polícia Civil do Rio de Janeiro.

Em um pequeno tubo de plástico, coloca-se o material a ser analisado e pingam-se algumas gotas de reagentes. De acordo com os inventores, caso a mostra fique azul, em meio minuto, trata-se de droga ilegal, rica em THC (tetraidrocanabinol). Após um período de 5 a 7 minutos no reagente, se a mostra ficar violeta, trata-se de medicação à base de CBD (canabidiol).

O kit foi desenvolvido numa parceria entre a UFRJ e a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz). A iniciativa foi pensada para combater fraudes em terapias à base de CBD e para identificar instantaneamente a droga ilícita, de acordo com Cláudio Cerqueira, professor do Instituto de Química da UFRJ e coordenador do Laboratório de Síntese e Análise de Produtos Estratégicos da universidade.

"Com a proibição da maconha, a pessoa que depende da medicação à base de canabidiol só tem a opção de importar o remédio, que vai para sua casa sem passar por uma análise. Um dos objetivos desse kit é proporcionar segurança terapêutica", afirma Cerqueira.

O professor lembra que o canabidiol, presente na medicação, pode trazer benefícios ao tratamento de pacientes com doenças neurológicas como mal de Parkinson, mal de Alzheimer, esclerose múltipla, convulsões, fobias e intensa ansiedade, entre outros.

O pesquisador sênior da Fiocruz André Luís Mazzei, que faz parte da equipe de pesquisadores, afirma que o kit vai ser barato e acessível. Ele destaca que o teste poderá ser realizado em aeroportos, por cuidadores de idosos,  por médicos e pelos próprios pacientes em domicílio.

"Nossa ideia, também, foi fazer um ensaio de campo e de triagem para ver se o paciente estava realmente tomando o CDB. A cânabis medicinal não pode ter [concentração de] THC [maior que 0,3%], é fraude. Isso é um direito do consumidor", diz Mazzei.

Há três anos, o motorista Ricardo Nogara, 54, fornece medicamentos à base de canabidiol para o filho Enzo, 5, aprovados pena Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), sendo um deles importado dos Estados Unidos. Antes dessa terapia, o garoto sofria 20 convulsões por dia.

Apesar de confiar na medicação, especialmente pelos bons resultados, Nogara afirma não ter certeza do que vem na composição ou se a concentração está correta. "A gente só sabe que é diluído em óleo. Eu me sentiria mais seguro tendo uma forma prática de testar os remédios que eu dou para meu filho."

Segundo a Anvisa, há duas formas de acesso ao CBD no país: a compra de um produto autorizado em farmácia e drogaria ou a importação para uso excepcional. São 20 produtos autorizados que podem ser comercializados no Brasil, diz a agência.

O professor Cerqueira lembra a vantagem do modelo para identificar rapidamente a cânabis ilegal. "Teve gente que falou que eu queria fazer uma guerra contra as drogas, mas na verdade, fiz um kit também para atender ao local de crime e ajudar os cientistas forenses."

O professor destaca ainda a praticidade. "Vai ser fácil para o perito fazer o teste. Poderá ser feito também por um agente da investigação. Quanto mais você facilita para as pessoas no local do delito, mais rápida é a resposta e a solução do crime."

Denise Pires de Carvalho, reitora da UFRJ comemora o feito. "Se houver dúvida sobre a composição, pode usar o kit para saber se é Cannabis terapêutica ou maconha, que é ilícita no país. Somos os únicos no Brasil a produzir esse reagente. É uma inovação tecnológica realizada por cientistas na nossa universidade e que vai beneficiar nossa sociedade. "

O kit DLM Cannabis, como é chamado, foi inspirado no teste Duquenois-Levine, já aplicado em cocaína, com a diferença que o teste brasileiro incorporou a cor violeta. O tempo do teste também passa a ser uma evidência.

Já existem kits semelhantes no exterior, mas com valores elevados e com reagentes que evaporam em temperatura acima de 19º C, o que impossibilitaria o uso em ambientes externos no Brasil. O modelo nacional tem componentes que permitem a ebulição a 120º C.

"Se adapta ao calor de altas temperaturas do Rio ou de qualquer cidade de um país tropical", afirma Mazzei.

O protótipo carioca será patenteado pela UFRJ e Fiocruz. O valor da unidade ainda não foi estabelecido, mas o modelo está em negociação para ser comercializado. A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro investiu R$ 248 mil em protótipos da equipe da UFRJ que, além do kit Cannabis, também já produziu materiais para detecção de sangue, cocaína e até um marcador fluorescente para proteger mulheres sob medidas protetivas.

Cerqueira revela que quando criou o kit, seus pais já haviam sofrido as consequências do mal de Alzheimer. "Se eu tiver a doença também, quero ser tratado com cânabis medicinal. Esse kit pode viabilizar o tratamento de tantas outras pessoas."

A  Polícia Civil do Rio de Janeiro confirmou que está na fase inicial de utilização do kit Cannabis, mas que indicará um porta-voz para comentar só após usar o material por mais tempo.


Estudo relaciona certos tipos sanguíneos com maior risco de AVC

Compilação de estudos levou em conta mais de 17 mil pessoas que tiveram AVC ao longo da vida.

Estudo publicado pela revista científica Neurology aponta que pessoas com um tipo específico de sangue correm mais riscos de sofrer um Acidente Vascular Cerebral (AVC) precoce.  

A compilação de 48 estudos foi feita por especialistas da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, levou em conta casos de AVC isquêmico, que acontece pelo entupimento de veias e artérias responsáveis pela irrigação de diferentes partes do cérebro. A pesquisa analisou dados de mais de 17 mil pessoas que tiveram derrame ao longo da vida e quase 600 mil que fizeram parte do grupo de controle, mas que nunca tiveram a doença. 

Durante o experimento, os pesquisadores notaram que o tipo sanguíneo A predominou em comparação com pessoas que tiveram AVC com 60 anos ou mais ou nunca tiveram: para essas pessoas, o risco de ter um derrame precoce foi 16% maior. Já para aqueles com o tipo O, o risco foi 12% menor.

O estudo é de associação de genoma. Ele consegue ver essa relação, mas não testa o mecanismo dela. Então, ele traz algumas hipóteses junto com outros estudos. Uma das ideias é que o sistema ABO é dado por glicoproteínas que, além de estarem nos glóbulos vermelhos, também têm relação com proteínas em plaquetas na parede dos vasos. Isso muda os fatores de coagulação e foi mostrado em outros estudos anteriores uma mudança de fator de coagulação. Quem é do tipo A tem uma tendência maior a fazer coágulos e também tem mais trombose venosa”, explica Guilherme Diogo, neurologista no Hospital das Clínicas.

 

Saiba como o hormônio do exercício protege os rins contra danos do diabetes

Imagem: iStock

"Vimos que o exercício aeróbico está associado ao aumento da irisina no tecido muscular e na circulação sanguínea", diz especialista. 

Liberada pelo tecido muscular durante a prática de atividade física, a irisina é a mais recente esperança dos cientistas para proteger os rins de pessoas diabéticas dos danos causados pela progressão da doença. A substância, também conhecida como hormônio do exercício, é considerada pelos cientistas como um dos principais mensageiros químicos responsáveis pela longa lista de benefícios proporcionados pela atividade física regular ao organismo humano.


Após uma sequência de experimentos, um grupo de pesquisadores da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) não apenas confirmou os benefícios da substância aos rins como descreveu, pela primeira vez, de que maneira ela pode prevenir os estragos renais produzidos pelo diabetes. Silenciosa, a doença atinge quase 20% das pessoas no mundo  e mais de 7% no Brasil. Ao provocar danos nos vasos sanguíneos, artérias e veias que irrigam os rins, conduz à insuficiência renal crônica.

"Nós constatamos que o exercício aeróbico está associado a um aumento da irisina muscular na circulação sanguínea e também nos rins, conferindo nefroproteção", explica o médico José Butori Lopes de Faria, do Laboratório de Fisiopatologia Renal e Complicações do Diabetes da FCM-Unicamp (Faculdade de Ciências Médicas) e orientador de Guilherme Pedron Formigari, primeiro autor do estudo.

O trabalho, publicado na revista Scientific Reports, teve apoio da FAPESP.

Metodologia

O primeiro passo dos pesquisadores foi induzir o diabetes em ratos com oito semanas de idade e medir indicadores de danos renais, como a presença de albumina na urina. A perda dessa proteína é sinal de que as células renais já começaram a sofrer os efeitos do diabetes. Os animais foram separados em três grupos - controle, diabéticos sedentários e diabéticos exercitados (submetidos a treinamento físico em esteira rolante por oito semanas).

"Vimos que o exercício aeróbico está associado ao aumento da irisina no tecido muscular e na circulação sanguínea, bem como ao aumento da enzima AMPK [proteína quinase ativada por monofosfato de adenosina, que atua como sensor metabólico das células] nos rins, conferindo nefroproteção", disse Faria.

Na segunda etapa, a equipe injetou medicamentos nos roedores diabéticos e exercitados para bloquear a ação renal da irisina. A deficiência da substância coincidiu com o bloqueio dos efeitos benéficos do exercício, como a redução de albumina na urina e a menor expressão de substâncias que atuam na fibrose dos glomérulos (a unidade do rim que faz a filtragem do sangue e a eliminação dos resíduos do metabolismo). "A falta da irisina aboliu os efeitos protetores do exercício ao rim diabético", escreveram os pesquisadores.

Mais uma prova foi feita com células tubulares renais humanas cultivadas em laboratório para saber se o tratamento com irisina seria capaz de evitar as alterações da glicose elevada.

Durante o processo de filtragem feito pelos rins, os túbulos renais reabsorvem e devolvem ao sangue a água, eletrólitos e nutrientes necessários. No teste, eles foram imersos em um meio que simulava as condições do diabetes e continha o hormônio na sua forma recombinante, fabricada pela indústria.

"A resposta foi positiva. Concluímos que o exercício físico aumenta a irisina no músculo e na circulação e que, nos rins, a presença desse hormônio ativa a enzima AMPK, que bloqueia os mecanismos da fibrose renal", explica Faria.

Em projeto anterior, também apoiado pela FAPESP, o nefrologista havia demonstrado o papel da enzima AMPK na fibrose renal, que resulta de um estado de inflamação crônica das células e faz com que percam sua função.

Neste novo trabalho, os pesquisadores avaliaram o soro humano (sangue centrifugado, sem os glóbulos vermelhos) de diabéticos exercitados e sedentários. Nas amostras de quem se manteve em atividade, a irisina encontrada protegeu o rim e reduziu a lesão das células tubulares expostas a alta concentração de glicose.

"Pela primeira vez, podemos afirmar que, no diabetes, o eixo irisina/AMPK induzido pelo exercício físico protege as células renais dos efeitos da alta glicose", concluíram os autores.

Identificada por biólogos da Universidade de Harvard (Estados Unidos) há uma década, a irisina tem sido alvo de muitos estudos que visam desvendar seus mecanismos de ação. Pesquisas com roedores já mostraram, por exemplo, que esse hormônio também é importante para a formação da memória e a proteção dos neurônios em roedores com enfermidade semelhante ao Alzheuimer, entre outros benefícios.


Sua ressaca pode ser por beber em excesso ou intolerância e até mesmo alergia ao álcool

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O álcool é tóxico e o corpo precisa convertê-lo em substâncias que não sejam tóxicas.

Você tem ressacas terríveis ou se sente mal bebendo apenas um pouco de álcool? Pode ser sinal de intolerância -- ou até de alergia -- a bebidas alcoólicas. Como saber?

O que entendemos como "ressaca" é um conjunto específico de sintomas, normalmente uma dor de cabeça lancinante, náuseas, forte sede, cansaço e nevoeiro mental. Tudo isso acontece depois do consumo de bebidas alcoólicas ou, mais especificamente, como resultado de uma série de processos do corpo desencadeados pelo álcool.

O álcool é tóxico e o corpo precisa convertê-lo em substâncias que não sejam tóxicas. Mas isso leva tempo e faz com que os sintomas possam durar um dia inteiro ou até mais.

A duração e a gravidade da ressaca podem variar dependendo não só do teor e da quantidade de álcool que foi consumida mas também da velocidade de processamento pelo nosso corpo, que varia de uma pessoa para outra.

A desidratação faz parte importante da ressaca, pois ela pode ser responsável por muitos dos outros sintomas típicos, desde a dor de cabeça e fadiga até a ansiedade e a sensibilidade à luz e aos sons, segundo o médico Timothy Watts, especialista em alergias em adultos do hospital particular britânico The London Clinic.

Intolerância genética

Qualquer pessoa que beba em excesso provavelmente sentirá esses efeitos prejudiciais, em maior ou menor grau.

Mas as pessoas que têm intolerância ao álcool, muitas vezes, sofrem sintomas de ressaca particularmente sérios, devido a um distúrbio metabólico genético que "faz com que o corpo processe ou metabolize o álcool de forma incorreta", segundo Watts.

Quando bebemos álcool, uma enzima do nosso corpo chamada álcool desidrogenase (ADH) decompõe-se em um composto chamado acetaldeído. E outra enzima, a aldeído desidrogenase (ALDH), transforma o acetaldeído em ácido acético (vinagre), que não é tóxico.

Adultos mais idosos possuem ALDH abaixo da média, o que explica por que a nossa reação ao álcool parece piorar com o avanço da idade. Mas as pessoas com intolerância genética possuem uma mutação da ALDH, segundo Watts.

"A mutação dessa enzima fundamental gera acúmulo de acetaldeído no corpo e diversos sintomas desagradáveis", explica o médico. "Tipicamente, eles incluem extensa vermelhidão da pele e outros sintomas como náuseas, vômitos, palpitações, dores de cabeça e fadiga."

Pesquisas indicam que este é um dos distúrbios hereditários mais comuns do mundo, afetando 560 milhões de pessoas, ou 8% da população mundial. A maior incidência (35-40%) é de pessoas com descendência do leste asiático.

Outros tipos de intolerância

Em outros casos, as pessoas podem ser intolerantes às substâncias que fornecem cor e aroma às bebidas alcoólicas e não ao álcool em si. A histamina (encontrada no vinho tinto) e os salicilatos (encontrados no vinho, cerveja, rum e xerez) são exemplos comuns.

Algumas pessoas são intolerantes aos conservantes do álcool, chamados sulfitos. Elas descobrem que seu consumo pode trazer sintomas que incluem nariz congestionado ou coriza, forte dor de cabeça, urticária, coceira, respiração ofegante e mal-estar estomacal.

Pesquisas indicam que até 10% dos asmáticos são sensíveis aos sulfitos, com reações que variam de suaves a potencialmente mortais.

"A respiração ofegante e os sintomas na região nasal ocorrem particularmente devido à liberação de gás dióxido de enxofre, que causa irritação das vias aéreas", explica Watts.

Bebidas alcoólicas com alto teor de sulfitos e/ou histamina incluem vinho (tinto, branco, rosé e espumante), cidra e cerveja. Algumas variedades de gim e vodca, além dos "vinhos naturais", contêm baixo teor de sulfitos. Mas os especialistas em asma aconselham os alérgicos a escolher suas bebidas com cuidado, pois mesmo os vinhos com baixo teor de sulfito contêm alguma quantidade da substância.

Alergias ao álcool

"A verdadeira alergia ao álcool é rara", segundo Fiona Sim, consultora médica chefe da organização britânica especializada em álcool Drinkaware. "Em vez do álcool, é muito mais comum que as pessoas sejam alérgicas a algum dos ingredientes da bebida alcoólica, como o trigo, a cevada ou outros cereais."

Outro tipo de alergênico é a proteína de transferência de lipídios (LTP). Ela é encontrada nas frutas, legumes, verduras, sementes e cereais, podendo também estar presente em algumas bebidas alcoólicas.

Os sintomas da reação alérgica a LTP normalmente surgem em até 15-30 minutos e incluem inchaços, coceira, problemas digestivos, dificuldades para respirar e, em casos extremos, anafilaxia. A LTP não é destruída pelo calor.

"A alergia à LTP é uma causa cada vez mais reconhecida de alergia alimentar no Reino Unido, certamente nos últimos cinco anos", afirma Watts. "As bebidas alcoólicas podem ocasionar reações em muitos casos, além de outros grupos alimentares."

Às vezes, é muito difícil para os consumidores saber se uma bebida alcoólica contém alergênicos ou ingredientes que causam intolerância. Ocorre que, em muitos países, os fabricantes de bebidas alcoólicas não são obrigados a incluir uma lista completa de ingredientes ou informações nutricionais no rótulo.

Por isso, Fiona Sim aconselha que qualquer pessoa que saiba que é alérgica a certos alimentos, particularmente cereais, lembre-se de que eles podem também estar presentes nas bebidas.

"Este risco deve ser considerado", afirma ela. "Alguém com alergia séria, que pode ser mortal, precisa ser aconselhado a perguntar ao fabricante quais são os ingredientes de uma bebida antes de experimentá-la."

Isso é particularmente importante para as pessoas que bebem coquetéis ou outras misturas de bebidas, que terão listas de componentes maiores e mais variadas. "Pense em todos os ingredientes para evitar qualquer coisa a que você seja alérgico", aconselha a médica.

As bebidas alcoólicas também podem causar reações alérgicas se você as consumir com alimentos, pois o álcool pode interferir com a mucosa intestinal. Alguém que seja alérgico a trigo, por exemplo, pode sofrer reação apenas depois de comer trigo seguido por álcool ou exercícios. "Isso é chamado de anafilaxia induzida por cofator dependente de alimento", segundo Watts.

Cozinhar com álcool

Muitas receitas doces e saborosas contêm álcool, incluindo ensopados e guisados com vinho tinto, além de bolos embebidos em licor. É possível consumir esses alimentos quando se tem intolerância ou alergia ao álcool?

"O álcool e os sulfitos tendem a evaporar durante o cozimento, de forma que o potencial de intolerância certamente é reduzido", explica Watts. Mas, se você for alérgico a um ingrediente encontrado em certas bebidas alcoólicas, não será seguro consumir pratos que contenham aquela bebida.

Em caso de dúvida

É relativamente simples reconhecer a diferença entre a ressaca e a intolerância ao álcool.

"As ressacas normalmente são mais fortes na manhã após uma noite de muita bebida", segundo Timothy Watts. "Mas as intolerâncias genéticas metabólicas ocorrem com mais rapidez, geralmente em até uma hora depois de beber."

Já diferenciar a intolerância da alergia é mais difícil, pois os sintomas podem ser parecidos. Algumas reações alérgicas são quase instantâneas, mas nem todas.

"Em caso de dúvida, sempre consulte um profissional de saúde", aconselha Watts. "Os testes de reações ao álcool normalmente consistem de exames de sangue especializados para alergias, exames de punção da pele e talvez até um desafio alimentar."

Fiona Sim aconselha às pessoas com qualquer tipo de intolerância ao álcool que evitem beber, mas reconhece que "muitas pessoas estão dispostas a enfrentar o desconforto das erupções cutâneas e talvez suaves sintomas abdominais para continuar a consumir bebidas alcoólicas ocasionalmente".

É especialmente importante não beber álcool se você tiver intolerância genética, pois isso "aumentará o risco de lesões de órgãos causadas pelo álcool, incluindo alguns tipos de câncer e doenças do fígado".

Quando o assunto é alergia a qualquer componente de uma bebida alcoólica, é preciso nunca consumi-la. "Pode ser mortal", conclui.

Os benefícios do exercício físico para o funcionamento do intestino

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O mecanismo exato que faz com isso aconteça ainda não é totalmente conhecido

Sabemos que a atividade física melhora a nossa saúde, mas a rica microbiota — grupo de microrganismos que vivem em determinado ambiente. Englobam as bactérias, os fungos, os protozoários e apesar de vírus não serem capazes de se reproduzir sozinhos, eles também entram neste grupo — escondida dentro de nós pode ajudar muito mais do que pensávamos.

O nosso intestino está repleto de vida. Cerca de 100 trilhões de bactérias, vírus, fungos e outros organismos unicelulares, como arqueobactérias e protozoários, disputam espaço e alimento no nosso trato gastrointestinal.

Suas funções vão desde ajudar a fermentar fibras alimentares das nossas refeições até a regulagem do metabolismo da gordura e a síntese de vitaminas. Eles também ajudam a nos proteger contra invasores indesejados, interagindo com o nosso sistema imunológico e influenciando a extensão das inflamações no nosso intestino e em outras partes do corpo.

O mecanismo exato que faz com que os exercícios físicos afetem os micro-organismos que vivem no intestino ainda não é totalmente conhecido. Estudos já demonstraram que a diversidade desses inquilinos intestinais é menor em pacientes que sofrem de obesidade, doenças cardiometabólicas e condições autoimunes. E existem doenças que foram associadas a quantidades muito grandes ou muito pequenas de certas espécies de bactérias no nosso intestino.

Níveis abaixo do normal de uma das bactérias mais abundantes no intestino de adultos saudáveis (uma bactéria em forma de bastão chamada Faecalibacterium prausnitzii) foram associados a doenças inflamatórias.

Diversos fatores – incluindo nossos genes, os tipos de medicação que tomamos, o estresse que vivenciamos, nossa alimentação e os efeitos causados pelo fumo – podem se associar para alterar o equilíbrio dos microorganismos no nosso intestino. A composição dessa comunidade interna é, de fato, muito dinâmica.

Mas, da mesma forma que simples escolhas de estilo de vida podem prejudicar nossos micróbios intestinais, também existem decisões que os ajudarão a florescer de forma mais saudável.

Manter alimentação diversificada, incluindo mais de 30 alimentos vegetais diferentes por semana, pode ajudar. Também pode ser benéfico ter uma boa noite de sono e reduzir os níveis de estresse. E, surpreendentemente, passar algum tempo na natureza pode trazer efeitos positivos.

Mas o mais surpreendente é que os exercícios físicos também podem influenciar nossas bactérias intestinais.

Todos nós sabemos que os exercícios trazem benefícios para a nossa saúde física e mental, mas uma corrida após o trabalho pode fazer com que os nossos micróbios do intestino também fiquem em forma?

"O exercício parece afetar nossos micróbios intestinais, aumentando as comunidades bacterianas que produzem ácidos graxos de cadeia curta [SCFAs, na sigla em inglês]", segundo Jeffrey Woods, professor de cinesiologia e saúde comunitária da Universidade de Illinois em Urbana-Champaign, nos Estados Unidos, que estuda os efeitos dos exercícios físicos sobre o corpo humano.

"Os ácidos graxos de cadeia curta são um tipo de ácido graxo produzido principalmente por micróbios e sabe-se que eles modificam nosso metabolismo, imunidade e outros processos fisiológicos", acrescenta Jacob Allen, professor de fisiologia do exercício da Universidade de Illinois, colega de trabalho de Woods.

ESTUDOS EM CAMUNDONGOS

Ao longo dos últimos 10 anos, pesquisas voltadas para os animais e os seres humanos ajudaram a revelar como é poderosa essa ligação entre os exercícios físicos e as mudanças da comunidade dos micróbios intestinais. E, o mais importante, elas vêm destacando como esse equilíbrio pode ser benéfico.

Algumas das primeiras indicações podem ser encontradas em estudos sobre os animais. Camundongos que puderam andar voluntariamente em uma roda quando quisessem, por exemplo, desenvolveram quantidades significativamente menores de uma bactéria específica chamada Turicibacter. A presença desta bactéria é associada ao aumento do risco de doenças intestinais, segundo Woods e Allen, que conduziram o estudo.

Já os camundongos sedentários ou que foram suavemente cutucados para incentivá-los a correr apresentaram números muito mais altos da bactéria. Acredita-se que forçar os camundongos a correr tenha causado estresse crônico entre os animais, o que pode anular os efeitos benéficos do exercício.

Os micróbios intestinais nos ratos também parecem ser beneficiados quando eles correm voluntariamente em uma roda. Pesquisadores descobriram que o exercício também parece aumentar os níveis de um ácido graxo de cadeia curta específico chamado butirato, que as bactérias intestinais produzem pela fermentação de fibras e é relacionado a diversos benefícios à saúde.

O butirato tem diversas funções no corpo: é o principal combustível para as nossas células intestinais, ajuda a controlar a função de barreira intestinal e regula inflamações e as células imunológicas do intestino.

O micróbio intestinal Faecalibacterium prausnitzii é considerado uma das principais bactérias responsáveis pela produção de butirato.

Bactérias produtoras de butirato foram associadas a efeitos benéficos sobre o metabolismo em camundongos e seres humanos. Particularmente, quantidades reduzidas de Faecalibacterium prausnitzii foram relacionadas a doenças inflamatórias intestinais, pois sua presença é necessária para que o intestino tome ações anti-inflamatórias.

Diversos estudos recentes com animais indicaram que o exercício físico pode aumentar a quantidade dessas bactérias no intestino dos camundongos.

Em 2018, pesquisadores norte-americanos também concluíram que o transplante de micróbios intestinais de camundongos treinados com exercícios em camundongos livres de germes reduziu o volume de inflamação intestinal nos camundongos que receberam os micróbios.

 

E O EFEITO NAS PESSOAS?

Os estudos em animais indicam como os exercícios físicos podem melhorar o equilíbrio dos micróbios do intestino de camundongos. E o que nos dizem os estudos com seres humanos?

Existem certamente muitos estudos em seres humanos que demonstram que exercícios moderados a vigorosos, como correr, andar de bicicleta e exercícios de resistência podem aumentar a diversidade das bactérias intestinais, o que foi relacionado à melhora da saúde física e mental.

Sessões de exercícios aeróbicoss e até 18-32 minutos aliadas a exercícios de resistência, três vezes por semana por um total de oito semanas, podem fazer a diferença, segundo indicam os estudos.

Os atletas também costumam ter maior diversidade de micróbios intestinais, em comparação com as pessoas sedentárias. Isso pode também se dever, em parte, às dietas especializadas que os competidores costumam adotar.

Mas diversos estudos demonstraram que a combinação de exercícios e alimentação pode aumentar a população de Faecalibacterium prausnitzii e a produção de butirato em mulheres ativas, muitas vezes com aumento da função intestinal.

"Alguns estudos, mas não todos, demonstraram que o exercício físico aumenta [os níveis de] Faecalibacterium", segundo Woods. Ele acrescenta que pessoas com baixos níveis deste tipo de bactéria parecem ter mais risco de sofrer doença inflamatória intestinal, obesidade e depressão.

Os estudos de Woods e Allen destacaram que sair para correr por 30 a 60 minutos ou um breve exercício na esteira da academia pode trazer impactos sobre a quantidade de bactérias produtoras de butirato no intestino, como Faecalibacterium.

Em um estudo que envolveu 20 mulheres e 12 homens com diversos índices de massa corporal (IMC), Woods e seus colegas tentaram determinar se exercícios aeróbicos por seis semanas poderiam alterar os micróbios intestinais de seres humanos adultos que antes eram sedentários.

Eles pediram aos participantes que fizessem três sessões de exercícios aeróbicos com intensidade moderada a vigorosa por semana, seja correndo na esteira ou andando de bicicleta, por 30-60 minutos.

Amostras de sangue e fezes foram coletadas ao longo de todo o estudo. A alimentação dos participantes foi controlada a cada três dias para garantir sua consistência antes de cada coleta, assim limitando as mudanças causadas pela alimentação sobre os micróbios intestinais.

Suas conclusões demonstraram que a quantidade de "produtores de butirato" aumentou muito com os exercícios, independentemente do índice de massa corporal. E, acompanhando as mudanças na comunidade microbiana, os participantes magros tiveram aumento dos ácidos graxos de cadeia curta, como butirato, nos seus exames de fezes.

É interessante observar que, quando as pessoas que participaram do estudo retornaram ao seu estilo de vida sedentário nas seis semanas seguintes, os pesquisadores descobriram que os micróbios intestinais dos participantes haviam retornado ao seu estado inicial. Esta conclusão indica que, embora o exercício possa melhorar a saúde da comunidade bacteriana no intestino, as mudanças são transitórias e reversíveis.

Outro pequeno estudo, publicado em 2019 por uma equipe liderada pela professora Jarna Hannukainen, do Departamento de Clínica Médica da Universidade de Turku, na Finlândia, observou mudanças mais específicas nos microorganismos intestinais de 18 participantes sedentários, que haviam sido diagnosticados com diabetes tipo 2 ou pré-diabetes.

Os participantes praticaram exercícios de alta intensidade com intervalos (pedalar por 30 segundos, com quatro minutos de recuperação a cada quatro, cinco e depois seis períodos curtos) ou treinamento contínuo moderado (andar de bicicleta por 40-60 minutos), três vezes por semana, por duas semanas.

Os pesquisadores observaram que as duas formas de exercício aumentaram a quantidade de bactérias Bacteroidetes – um grupo fundamental de bactérias intestinais que participam da decomposição de açúcares e proteínas e induzem o sistema imunológico a produzir moléculas anti-inflamatórias no interior do intestino. Níveis reduzidos dessas bactérias foram associados à obesidade e à síndrome do intestino irritável.

Os exercícios também reduziram os níveis de bactérias Clostridium e Blautia. Acredita-se que estas bactérias, em altos níveis, prejudiquem parte do sistema imunológico, aumentando as inflamações.

De fato, Hannukainen e sua equipe observaram níveis significativamente menores de moléculas indicadoras de inflamações no sangue e no intestino, em participantes que haviam praticado exercícios. Particularmente, havia níveis mais baixos de marcadores inflamatórios conhecidos por se ligarem a lipopolissacarídeos – componentes encontrados nas paredes celulares das bactérias intestinais.

Sabe-se que os lipopolissacarídeos causam inflamações em baixo grau em todo o corpo e também influenciam a resistência à insulina e o desenvolvimento de arteriosclerose – que, por sua vez, aumenta o risco de ataque cardíaco e derrame cerebral.

Hannukainen e seus colegas afirmam que seu trabalho também demonstrou que os exercícios físicos reduziram especificamente as bactérias intestinais associadas à obesidade.

POR QUE ISSO ACONTECE?

Woods afirma que ainda não está claro como os exercícios promovem mudanças na comunidade de microorganismos intestinais, embora haja diversas teorias.

"Quando nos exercitamos, nosso corpo produz lactato, que pode servir de combustível para certas espécies de bactérias", segundo ele.

Woods explica que outro possível mecanismo podem ser as alterações induzidas pelos exercícios no sistema imunológico, especialmente o sistema imunológico intestinal, pois nossos micróbios intestinais estão em contato direto com as células imunológicas do intestino.

Os exercícios físicos também causam mudanças no fluxo sanguíneo para o intestino, que pode afetar as células que revestem as paredes intestinais e, por sua vez, gerar mudanças nos micróbios. Alterações hormonais causadas pelos exercícios também podem causar mudanças nas bactérias intestinais.

Mas nenhum desses possíveis mecanismos "foi definitivamente testado", segundo Woods.

Alguns atletas de elite costumam sofrer estresse induzido por exercícios físicos, devido à alta intensidade dos seus treinamentos. Estimativas indicam que até 20-60% dos atletas sofrem de estresse devido ao excesso de treinamento e recuperação inadequada.

Mas as bactérias intestinais podem ajudar a controlar a liberação de hormônios acionada pelo estresse relacionado aos exercícios e também ajudar a liberar moléculas que melhoram o humor.

Elas podem ainda ajudar os atletas a lidar com certos problemas intestinais, mas são necessárias mais pesquisas neste campo.

Ainda existe muito mais que podemos aprender sobre como nossa atividade física afeta as criaturas que vivem dentro do nosso intestino, como os tipos e a duração dos exercícios que podem alterar a comunidade microbiana.

Essa influência pode também variar de um indivíduo para outro, dependendo do IMC, dos micróbios que moram no intestino de cada um e de outros fatores de estilo de vida, como a alimentação e os níveis de estresse e sono.

À medida que os cientistas continuarem a desvendar os segredos escondidos no nosso trato gastrointestinal, poderemos encontrar novas formas de melhorar nossa saúde com as vibrantes e diversificadas comunidades de organismos que habitam o nosso corpo.


SP registra conjuntivite associada à variola dos macacos

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   Segundo especialista, diversas situações podem estar presentes dentro da varíola dos macacos com manifestações oculares.


Quatro dias após o surgimento de lesões na pele, associadas a outros sintomas de monkeypox como mialgia e cefaleia, um profissional de saúde, de 30 anos, que preferiu não se identificar, começou a apresentar também irritação ocular e lacrimejamento, quadro semelhante a uma conjuntivite. Enquanto ainda aguardava o resultado do RT-PCR, exame que se baseia na coleta de material genético presente nas lesões características da doença, decidiu procurar atendimento oftalmológico.

"Os sintomas como mialgia e cefaleia duraram apenas um dia. As lesões na pele permaneceram e foram mudando o aspecto com o passar dos dias. Quatro dias após os sintomas, comecei a apresentar irritação ocular associada a lacrimejamento. Procurei atendimento oftalmológico para uma avaliação mais detalhada, por saber que há casos de pacientes têm conjuntivite no diagnóstico de varíola dos macacos", afirmou ele.

O paciente foi encaminhado para coleta de material microbiológico dos olhos. Em pouco tempo, a confirmação do diagnóstico oftalmológico foi feita, assim como saiu o resultado positivo do RT-PCR. "Além de isolamento em casa por 21 dias, com tratamento apenas sintomático, também precisei realizar cuidados com os olhos", disse o homem. Ele passou por acompanhamento em ambulatório de oftalmologia e utilizou compressa local, colírio antibiótico e lubrificante ocular.

"Esse paciente teve positividade para lesões em região inguinal e para lesões oculares. Comparamos as amostras coletadas em laboratórios diferentes e ambos identificaram uma concentração de carga viral elevada para a monkeypox. Ou seja, conseguimos correlacionar que os pacientes que têm lesões com positividade para exames cutâneos podem apresentar positividade para exames oftalmológicos, e daí, o exame do olho passa a ser também um exame de diagnóstico para a doença", acrescentou Pedro Antônio Nogueira Filho, chefe do Pronto-Socorro do H.Olhos.

Segundo o especialista, diversas situações podem estar presentes dentro da varíola dos macacos com manifestações oculares. Em razão do aumento do número de casos, recomenda-se ainda que os oftalmologistas incorporem a monkeypox como parte do diagnóstico diferencial quando chegarem aos consultórios casos semelhantes que apresentam manifestações oftalmológicas como conjuntivite, blefarite, ceratite ou lesões na córnea, por exemplo.

"Existem várias manifestações oculares que podem estar atreladas à varíola dos macacos. Em muitas ocasiões, as manifestações oculares são até mesmo mais frequentes que outras manifestações. Essas manifestações em si podem variar de quadros atrelados a dor de cabeça na região frontal, vermelhidão da região das pálpebras, quadros inflamatórios palpebrais, a própria conjuntivite, seguida de ulcerações nas córneas e dificuldade para olhar para a luz, entre outras lesões da córnea, além de baixa visual. Uma gama de situações que podem estar presentes dentro da condição da monkeypox", afirma Nogueira Filho.

Com o diagnóstico confirmado, o paciente precisou manter isolamento para evitar que outras pessoas pegassem a doença. "Pode haver até duas semanas de período de incubação e até três semanas de transmissibilidade, sendo possível o paciente que teve diagnóstico ocular positivo para a varíola dos macacos transmitir a doença. Tanto que identificamos a carga viral pela coleta de superfície ocular. Se o paciente está lacrimejando, a partir do momento em que há contato com outra pessoa, esse vírus pode se manifestar a partir dessa contaminação inicial. É possível não somente para lesão ocular, assim como para qualquer outra lesão da superfície dos olhos", orienta Nogueira Filho.

Kemi Salami, especialista em Oftalmologia pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) e Associação Médica Brasileira (AMB), afirma que as alterações oftalmológicas são menos comuns que as dermatológicas características da doença. "Além da conjuntivite, outras alterações podem aparecer, como formação de vesículas na região periocular, aumento dos gânglios linfáticos perioculares, blefarite, ceratite e úlcera de córnea", destacou Kemi.

Casos de varíola dos macacos

No mundo já são ao menos 49.961 casos confirmados e suspeitos da doença. Com mais de 4 mil casos, o Brasil é o terceiro país com mais registros de varíola dos macacos, atrás apenas dos Estados Unidos (17.995) e Espanha (6.459), conforme atualizações da Organização da Saúde (OMS) contabilizadas até a tarde desta terça-feira, 30. Desde 23 de julho, a doença é reconhecida como uma emergência de saúde global.

Dicas que podem prevenir varíola dos macacos e ajudar a evitar a contaminação dos olhos:

·                     Lavar as mãos com frequência.

·                     Evitar tocar os olhos, nariz, ouvidos com as mãos.

·                     Não compartilhar colírios.

·                     Não usar colírios por conta própria.

·          Não compartilhar objetos de uso pessoal como toalhas de rosto, talheres, lençóis e fronhas de travesseiro.

·                     Uso de máscaras de proteção.


Brasil é o terceiro no mundo em casos de varíola dos Macacos 


Em todo o país, são 3.700 casos, segundo o Ministério da Saúde, o que coloca o Brasil como o 3° com mais ocorrências, atrás de Estados Unidos (14,5 mil) e Espanha (5.700). 

No mundo, são 41,5 mil casos confirmados de varíola dos macacos, registrados em 96 países, afirma a OMS (Organização Mundial da Saúde). Até o momento, ao menos 13 pessoas morreram , incluindo um brasileiro, no final de julho, em Minas Gerais.

A capital paulista soma 1.880 casos confirmados da doença e outros 689 estão em investigação, de acordo com o boletim divulgado na  terça (23). Do total, 1.757 casos foram confirmados em pacientes do sexo masculino (93,45%) e 115 entre pacientes do sexo feminino (6,11%).

Dois bebês infectados

 

Ocorrências foram reportadas na Bahia, em bebê de 60 dias, e em São Paulo, em criança de 10 meses. A Bahia teve um diagnóstico positivo em uma criança de 60 dias de vida e, em São Paulo, foi confirmada a doença em um bebê de 10 meses.

A Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo informou que a criança, do sexo masculino, está clinicamente estável e sem sinais de agravamento, com quadro característico para a doença, com febre e lesões cutâneas.

A pasta acrescenta ainda que os sintomas tiveram início no dia 11 de julho e que a criança se encontra em isolamento domiciliar. A Unidade Básica de Saúde e a Unidade de Vigilância em Saúde da região de residência do paciente monitoram o caso.

A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia afirmou que não divulga informações sobre a saúde dos pacientes.

Os casos em crianças preocupam porque elas são mais vulneráveis a complicações da doença. Outro país que já confirmou diagnósticos em menores foi os EUA..

A enfermidade é disseminada principalmente ao tocar as lesões na pele que os pacientes apresentam. Outra forma de infecção é por gotículas respiratórias, como tosses e espirros. Nesse caso, é necessário contato muito próximo e prolongado com a pessoa infectada.

Os sintomas da doença incluem início súbito de lesão (uma ou mais) em qualquer parte do corpo, dor de cabeça, febre ou calafrio, dores musculares, cansaço, caroços no pescoço, axila ou virilha. A orientação em caso de suspeita é procurar a unidade de saúde mais próxima para orientação e diagnóstico.

A principal forma de prevenção é o isolamento de pacientes com a doença. A vacinação em grupos prioritários e em pessoas que tiveram contato recente com os doentes também é uma medida importante. 

Conheça as vacinas contra a varíola dos macacos, matéria mais abaixo.


Brasil é o atual campeão mundial de ansiosos

 

"Incertezas, dilemas, segurança, saúde e finanças são os maiores gatilhos de ansiedade que existem".

O psiquiatra Marco Abud, professor da USP, ensina como como diferenciar os sintomas normais de ansiedade dos patológicos, que seja o transtorno e o tratamento.


Pensamentos catastróficos, medo constante e preocupação excessiva são alguns dos sintomas de ansiedade. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), o Brasil é o país com o maior número de ansiosos no mundo. São cerca 19 milhões de brasileiros que convivem com o transtorno, ou seja, por volta de 9% da população que chega a 213,3 milhões de pessoas.


A ansiedade também pode causar sintomas físicos, como falta de ar, tremores e tensão muscular. Para enfrentar a doença é preciso entender como ela funciona. Como diferenciar a ansiedade normal da patológica, explica o psiquiatra Marco Abud. 


"Para conquistarmos uma melhora real e sustentável, o primeiro e mais importante passo é termos um plano de tratamento claro, sabendo que tipo de ansiedade existe, quais ferramentas têm a maior chance de funcionar e em quanto tempo", diz o médico.


Abud mantém o canal Saúde da Mente, no YouTube (assista no rodapé desta matéria), no qual ele dá dicas e esclarece dúvidas sobre saúde mental. Já no início do ano, ele inicia a maratona Livre da Ansiedade. Assista abaixo, os quatro episódio (aulas), no rodapé desta matéria.


A seguir, a entrevista com o psiquiatra.


Pergunta: Como uma pessoa pode saber se está apenas passando por um período de ansiedade, por causa dos acontecimentos diários, ou se o que está sentindo já se caracteriza como um transtorno de ansiedade?


Resp: A ansiedade considerada normal é uma reação automática desagradável que ocorre quando o corpo percebe um perigo futuro. Ela é composta por sensações físicas de agitação, alerta, inquietação e pensamentos focados em ameaças, ou seja, por preocupações. O corpo alerta mais a preocupação nos deixam preparados para resolver ou fugir de problemas. Já o transtorno de ansiedade, ou seja, a ansiedade patológica, tem o cérebro "enganado". Ele percebe o perigo onde não existe e não reconhece nossa capacidade de enfrentamento.


Nesses casos, a ansiedade torna-se um padrão, um hábito tóxico de sensações, pensamentos negativos e comportamentos de fuga que causam muito sofrimento, não permitindo que a pessoa faça suas escolhas. Além disso, faz com que ela se torne refém da ansiedade com prejuízos no trabalho, nos relacionamentos e na saúde.


Na prática, se você tem crises de ansiedade, não consegue se desligar das suas preocupações, tem medo intenso de passar vergonha e de ser julgado, tem medo de passar mal e não ter ajuda e sente que isso prejudica ou dificulta sua vida, é possível que haja um transtorno de ansiedade presente.


Pergunta: Tem gente que diz que é ansiosa por natureza, que não tem um transtorno. Existe isso, uma personalidade ansiosa?


Resp: Importante explicar que a ansiedade é uma reação normal e saudável para nos proteger de perigos e resolver problemas de forma eficiente. O que queremos combater é a ansiedade paralisante, presente nos transtornos de ansiedade que se mantém em um ciclo vicioso de pensamentos negativos, sensações ruins e de comportamentos de fuga. Um passo fundamental para isso é separar o transtorno ansioso de quem você é. Um quadro de ansiedade patológica é algo relacionado ao estado atual dos seus sintomas, não uma característica da sua personalidade.


É importante dizer também que nenhum transtorno ansioso possui uma causa 100% genética. A genética pode propiciar uma sensibilidade maior ou menor a estímulos negativos, mas ser alguém mais sensível a ataques não é algo ruim, pelo contrário, pode ser algo muito vantajoso, conferindo maior responsabilidade, resolução de problemas e cuidado com os outros.


Pergunta: Muitas pessoas que sofrem de ansiedade, antes mesmo de procurar ajuda de um profissional da saúde mental, recorrem a meditação, ioga, florais e chás calmantes para aliviar os sintomas. O que o senhor acha dessas práticas ?


Resp: Sempre digo que o excesso de opções causa mais ansiedade do que a falta de opção. Isso é especialmente verdade em relação à sobrecarga de práticas, conselhos e terapias que a internet nos dá. Para conquistarmos uma melhora real e sustentável, o primeiro e mais importante passo é termos um plano de tratamento claro, sabendo que tipo de ansiedade existe, quais ferramentas têm a maior chance de funcionar e em quanto tempo.


O melhor método é a prática baseada em evidência que leva em conta três fatores: evidência científica, experiência do profissional e escolha do paciente. Baseado nisso, sabemos que quadros de ansiedade leves e moderados, que não estão gerando tanto impacto na vida da pessoa, devem ser abordados com métodos não medicamentosos.


O método que possui o poder da melhora é a terapia cognitivo comportamental, um treino específico para mudar o padrão de pensamentos, sensações e comportamentos ansiosos. Exercício físico, meditação mindfulness, mudanças alimentares, ioga, alguns fitoterápicos como passiflora, valeriana, camomila e suplementos também podem ser usados nesses casos. Normalmente, deve-se ver uma melhora significativa em cerca de 4 a 8 semanas.


Não há qualquer evidência para florais, mas eu não recomendo florais que possuam álcool, uma vez que o álcool piora a ansiedade com o tempo. Nos casos mais intensos, crônicos e que interferem muito nas atividades diárias, é indicado o uso de medicações específicas, junto com a terapia cognitivo comportamental.


Vale lembrar que essa avaliação deve ser feita por um profissional de saúde mental e que o papel do remédio é de proporcionar um alívio dos sintomas e permitir que as outras estratégias sejam implementadas.


Pergunta: A partir de que momento a pessoa deve procurar um profissional da saúde mental, como um psicólogo ou psiquiatra, para tratar o transtorno de ansiedade? Quais são os sinais de que a ansiedade já está prejudicando a vida dessa pessoa?


Resp: A procura deve ser feita quando a ansiedade está impedindo ou atrapalhando o trabalho, a vida social e os relacionamentos, ou quando ela não melhora ou piora mesmo fazendo os métodos não medicamentosos após 8 a 12 semanas. Além disso, se a pessoa não conseguir colocar em prática nenhum método de tratamento devido à intensidade dos sintomas, também é importante procurar por um especialista.


Pergunta: O que diferencia a síndrome do pânico do transtorno de ansiedade?


Resp:  A síndrome ou transtorno de pânico, que seria o nome oficial, é uma das formas como a ansiedade patológica pode se manifestar. Ela é composta por três elementos que vão aprisionando a pessoa e tirando sua capacidade de escolha: 

- crises de pânico, que são crises de pavor intenso, surgem sem motivo óbvio, com muitos sintomas físicos ruins e sensação de morte iminente;

- preocupação constante em ter outras crises, com um hiperfoco nas sensações corporais;

- evitação ou mudança de comportamentos pelo medo de ter uma crise de pânico e não conseguir ajuda. A pessoa pode evitar dirigir, ir a lugares em que não há hospital, evitar sair sozinha, por exemplo. 


Pergunta: Por causa do vaivém do agravamento da pandemia de Covid,  o senhor tem notado mais pessoas com sintomas de ansiedade?

Resp:  Incertezas, dilemas, segurança, saúde e finanças são os maiores gatilhos de ansiedade que existem. Isso para todo ser humano. Ou seja, se você não apresentar qualquer ansiedade nesse momento, podemos dizer que algo está muito errado. Isso é ansiedade normal, que é produtiva, nos motiva a resolver ou tirar um problema da nossa frente. 


O nosso inimigo é a ansiedade patológica, tóxica, que engana o cérebro dizendo que existe perigo onde não há e que nós não damos conta de lidar com ele. Existem dois principais combustíveis para esse tipo de ansiedade:

- pensamentos catastróficos, por exemplo, "vai ser horrível e não vou dar conta" ou "e se eu pegar este avião e ele cair?";

- comportamentos de fuga, evitação e distração, que na ansiedade normal podem surgir como "não sei se minha mãe tomou a terceira dose da vacina. E se ela pegar Covid? Preciso anotar na agenda para checar isso assim que chegar em casa". Já na ansiedade patológica surgem como "será que minha mãe tomou a terceira dose? Que péssima filha eu sou, tinha que ter visto isso. Eu sempre faço besteira. Com certeza ela vai pegar Covid e a culpa vai ser minha. Já sei o que meu irmão vai falar. Nossa, estou suando muito. Que falta de ar é essa? Não, não posso começar a passar mal aqui na frente de todo mundo, tenho que sair agora.".


Pergunta: Na maratona Livre da Ansiedade, que o senhor vai promover no seu canal do YouTube, quais aspectos do transtorno serão abordados para enfrentar esse problema? O que o público pode esperar da maratona?


Resp:  Na maratona vou abordar os seguintes tópicos:

- desvendar tudo sobre ansiedade, como ela age no cérebro, os sintomas e causas verdadeiras;

- descobrir os tipos de ansiedade e qual pode estar ocorrendo com você;

- entender tudo sobre remédios usados, como funcionam, efeitos colaterais e cuidados;

- aprender técnicas práticas, suplementos e fitoterápicos que funcionam e como usá-los;

- conhecer o melhor plano, passo a passo, para libertar-se da ansiedade sem utilizar medicamentos e de forma sustentável, sem recaídas.


Assista abaixo, aos quatro episódios (vídeo-aulas), com o psiquiatra Marco Antônio Abud.

Aula 01 -   Aula 02 -   Aula 03 -    Aula 04



 

(clique na imagem e acesse a matéria)

Conheça as vacinas contra

varíola dos macacos

De 1 a 5 dias, após o início da febre, aparecem as lesões cutâneas (na pele), que são chamadas de exantema ou rash cutâneo (manchas vermelhas).

Após a OMS (Organização Mundial da Saúde) decretar que a varíola dos macacos é um emergência global, sábado (23), o Ministério da Saúde afirmou que o Brasil está preparado para enfrentar a doença. Com quase 700 casos registrados no país, o governo  articula a compra de vacinas para imunizar a população.

 O  infectologista e coordenador do Centro de Pesquisas Clínicas do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo), Rico Vasconcelos explicou que duas vacinas desenvolvidas para combater a varíola humana — doença considerada erradicada pela OMS em 1980 — mostraram-se capazes de induzir a produção de anticorpos que protegem contra a varíola dos macacos e já estão sendo usadas em alguns países. Entenda a seguir como essas vacinas funcionam.

ACAM2000

Produzida pela Sanofi - e já aprovada nos EUA para a prevenção da varíola dos macacos, é uma versão moderna da vacina que foi aplicada nos anos 1970 e ajudou a erradicar a varíola humana.

Tecnologia. Contém um vírus vivo chamado vaccinia, que segundo Rico Vasconcelos é do mesmo gênero que o smallpox (causador da varíola humana) e o monkeypox (causador da varíola dos macacos). Depois de aplicado na pessoa, o vaccinia se replica no organismo sem causar doença, mas induzindo a produção de uma resposta imune protetora contra os três vírus.

Dose única e múltiplas agulhas

A vacina é aplicada uma única vez e não usa a seringa "convencional" que estamos acostumados a ver. "A ACAM2000 é administrada com a utilização de um dispositivo com múltiplas agulhas que perfuram a pele do braço diversas vezes para inocular o vírus", explicou Vasconcelos.

Mas não fique com medo das agulhas, elas são minúsculas. A aplicação é semelhante à da vacina BCG (contra tuberculose), que todos os bebês do Brasil recebem ao nascer e deixa aquela cicatriz característica no braço por toda a vida.

Tempo para proteção: quatro semanas após a aplicação.

Reações adversas. De acordo com o CDC (Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA), a aplicação pode provocar efeitos comuns de qualquer vacina, como dor, inchaço e vermelhidão no local da injeção, irritação na pele e febre. Também pode haver inchaço dos linfonodos — órgãos presentes em várias regiões do corpo, como pescoço, axilas e virilhas.

ACAM2000 não é indicada para indivíduos imunossuprimidos (com doenças congênitas, que passaram por transplante ou em tratamento de câncer, por exemplo), pois há risco de provocar quadros clínicos mais graves.

O CDC não recomenda que o imunizante seja usado em gestantes, bebês com menos de 1 ano e pessoas com doença cardíaca; doença ocular tratada com esteróides tópicos, distúrbios de imunodeficiência congênita ou adquirida, incluindo aqueles que tomam medicamentos imunossupressores, pessoas vivendo com HIV (independentemente do estado imunológico) e com histórico de dermatite atópica ou eczema.

Jynneos

Também conhecida como Imvamune ou Imvanex, é produzida pela farmacêutica dinamarquesa Bavarian Nordic. A vacina já é aplicada nos Estados Unidos, Reino Unido, Canadá e Alemanha para conter o surto atual de varíola dos macacos.

Tecnologia. Jynneos contém mesmo vírus vaccinia utilizado na ACAM2000, mas ele é enfraquecido em laboratório para se tornar incapaz de causar doença grave, inclusive em imunossuprimidos. Por isso, nos EUA, o CDC autoriza o uso da vacina em pessoas com 18 anos ou mais com certas deficiências ou condições imunológicas, como HIV e dermatite atópica.

Duas doses e seringa comum. A aplicação da vacina é subcutânea —método "habitual", com a seringa de uma agulha — e requer duas doses, a segunda quatro semanas após a primeira.

Tempo para proteção. Duas semanas após a aplicação da segunda dose.

Reações adversas. Pode haver efeitos comuns em qualquer vacinação, como dor, inchaço e vermelhidão no local da aplicação.

Contraindicações. Segundo do CDC, pessoas com alergia grave à proteína do ovo ou qualquer componente da vacina (gentamicina, ciprofloxacina) não devem receber a Jynneos. O CDC diz que não há dados de pesquisa sobre o uso do imunizante em grávidas ou amamentando, mas estudos em animais não mostram evidências de danos reprodutivos. Portanto, a vacina não é contraindicada para gestantes e lactantes.

Quem deve tomar

A OMS ainda não recomenda a vacinação em massa da população contra a varíola dos macacos — por não haver doses suficientes. Nos EUA, o infectologista Rico Vasconcelos diz que a vacinação é recomendada para profissionais da saúde que podem entrar em contato com o vírus ao atender pacientes ou no laboratório e para homens gays e bissexuais que moram onde há maior circulação do vírus e que tem critérios de maior vulnerabilidade a ISTs (Infecções Sexualmente Transmissíveis), tais como maior número de parcerias sexuais e antecedente de ISTs.

"Essas vacinas, em geral, são aplicadas antes de uma infecção, para proteger a pessoa do vírus. Mas podem também ser utilizadas como Profilaxia Pós-Exposição para proteger quem teve contato próximo com uma pessoa diagnosticada com a doença", explicou Vasconcelos.

O que é a varíola dos macacos?

É uma zoonose viral, isto é, uma doença infecciosa que passa de animais para humanos, causada pelo vírus de mesmo nome (varíola dos macacos). Este vírus é membro da família de Orthopoxvirus, a mesma do vírus da varíola, doença já erradicada entre os seres humanos.

Onde surgiu a varíola dos macacos?

A varíola dos macacos foi identificada pela primeira vez em 1958 entre macacos de laboratório. O primeiro caso em humanos foi notificado em 1970, na República Democrática do Congo (antigo Zaire), e desde então a doença tem sido detectada em países nas regiões central e ocidental da África, sendo considerada endêmica lá, ou seja, com incidência relativamente constante ao longo dos anos.

Somente em 2003 a doença foi registrada fora daquele continente — naquele ano, ocorreu um surto nos Estados Unidos entre pessoas que tinham como animal de estimação cão-da-pradaria (um tipo de roedor) e que haviam tido contato próximo com um grupo de animais importados da África. Não se sabe se os macacos são a espécie onde este vírus surgiu precisamente.

Por que surgiram muitos novos casos da varíola dos macacos?

Uma investigação epidemiológica está em andamento para tentar explicar o motivo do surgimento dos surtos atuais. Existem algumas hipóteses, entre elas:

O vírus sofreu uma mutação, o que tornou sua capacidade de transmissão muito mais eficiente;

 A diminuição na proteção gerada pela vacina contra varíola desde que os programas de vacinação foram suspensos há cerca de 40 anos;

Um nicho populacional novo propício para a disseminação.

Quais os sintomas da varíola dos macacos?

A doença começa com febre; fadiga; dor de cabeça; dores musculares, ou seja, sintomas inespecíficos e semelhantes a um resfriado ou gripe. Em geral, de a 1 a 5 dias após o início da febre, aparecem as lesões cutâneas (na pele), que são chamadas de exantema ou rash cutâneo (manchas vermelhas). Essas lesões aparecem inicialmente na face, espalhando para outras partes do corpo.

Elas vêm acompanhadas de prurido (coceira) e aumento dos gânglios cervicais, inguinais e uma erupção formada por pápulas (calombos), que mudam e evoluem para diferentes estágios: vesículas, pústulas, úlcera, lesão madura com casca e lesão sem casca com pele, completando o processo de cicatrização. Vale ressaltar que uma pessoa é contagiosa até que todas as cascas caiam — as casquinhas contêm material viral infeccioso — e que a pele esteja completamente cicatrizada.

Os casos atuais têm apresentado alguns elementos atípicos, como a ausência dos sintomas de mal-estar iniciando o quadro clínico, e também a manifestação do exantema que começa na área genital e perianal e pode não se espalhar para outras partes do corpo.

Como é a transmissão da varíola dos macacos?

A varíola dos macacos não se espalha facilmente entre as pessoas — a proximidade é fator necessário para o contágio. Sendo assim, a doença ocorre quando o indivíduo tem contato muito próximo e direto com um animal infectado (acredita-se que os roedores sejam o principal reservatório animal para os humanos) ou com outros indivíduos infectados por meio das secreções das lesões de pele e mucosas ou gotículas do sistema respiratório.

A transmissão pode ocorrer também pelo contato com objetos contaminados com fluídos das lesões do paciente infectado — isso inclui contato a pele ou material que teve contato com a pele, por exemplo as toalhas ou lençóis usados por alguém doente.

Qual o tempo de incubação do vírus?

O tempo de incubação — intervalo entre o contato com uma pessoa infectada e o aparecimento do primeiro sintoma — é entre 5 e 21 dias.

Como é feito o diagnóstico da varíola dos macacos?

O diagnóstico clínico, baseado em sinais, sintomas e história, pode ser facilmente confundido com outras condições, como catapora ou molusco contagioso.

O diagnóstico definitivo requer teste de laboratório específico, o PCR que detecta o vírus nas lesões de pele, mas essa ferramenta não está disponível em laboratórios clínicos, somente em alguns laboratórios de referência fora do Brasil, e, ainda assim, em quantidade limitada.

Qual o tratamento para a varíola dos macacos?

A varíola dos macacos tende a ser leve e, geralmente, os pacientes se recuperam em algumas semanas sem tratamento específico, apenas com repouso, muita hidratação oral, medicações para diminuir o prurido e controle de sintomas como febre ou dor.

Existem medicamentos antivirais, como o tecovirimat e o cidofovir, que podem ser usados em pessoas sob risco de complicações, mas que não são facilmente disponíveis comercialmente.

A varíola dos macacos tem cura?

Sim, como na maioria das viroses agudas, o próprio sistema imunológico é capaz de eliminar o vírus e o paciente ficar completamente curado, sem intervenção alguma. No entanto, é essencial controlar e quebrar as cadeias de transmissão por meio da identificação de casos, com orientação de isolamento, a fim de se reduzir o número total de infectados.

A vacina da varíola humana protege contra a varíola dos macacos?

Sim, estudos apontam que a vacinação prévia contra varíola pode ser eficaz contra a varíola de macacos em até 85% — isso ocorre porque ambos os vírus pertencem à mesma família e, portanto, existe um grau de proteção cruzada devido à homologia genética entre eles. Entretanto, como a varíola humana foi erradicada há mais de 40 anos, atualmente não há vacinas disponíveis para o público em geral.

Qual a diferença entre a varíola dos macacos e a varíola humana?

As duas doenças têm sintomas semelhantes, porém a varíola dos macacos parece ser mais leve e menos contagiosa do que a versão humana. A varíola humana foi um flagelo de grandes proporções, com mortalidade em 30% dos casos de infecção — ela foi erradicada em 1980.

Varíola dos macacos pode matar?

Pode, mas o risco é baixo. Existem dois grupos distintos do vírus da varíola de macacos circulando no mundo, agrupados com base em suas características genéticas: um predominantemente em países da África Central — com taxa de fatalidade de cerca de 10% —, e outro circulando na África Ocidental, com taxa bem menor, de 1%. A vigilância genômica ainda incipiente mostra que o vírus em circulação fora do continente africano é o menos letal.

Complicações podem ocorrer, principalmente infecções bacterianas secundárias da pele ou dos pulmões, que podem evoluir para sepse e morte ou disseminação do vírus para o sistema nervoso central, gerando um quadro de inflamação cerebral grave chamado encefalite, que pode ter sequelas sérias ou levar ao óbito.

Além disso, como toda doença viral aguda, a depender do estado imunológico do paciente e das condições e acesso à assistência médica adequada, alguns casos podem levar à morte.

Fonte: Ana Luíza Gibertoni Cruz, médica infectologista da UK Health Security Agency e pesquisadora no Departamento de Saúde Populacional da Universidade de Oxford, na Inglaterra; José David Urbaez Brito, médico infectologista, presidente da Sociedade de Infectologia do Distrito Federal, e consultor da Sociedade Brasileira de Infectologia.


Se aprovado o PL do Veneno causará sete impactos à saúde pública e aos trabalhadores rurais 

Presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG) atendeu ao pedido de agilidade para trâmite da proposta, sem passar por outras comissões.

 

Após manobra da bancada ruralista, proposta criticada por pesquisadores e ambientalistas pode ser votada a qualquer momento, no Senado. PL retira poder de decisão do Ibama e da Anvisa sobre a liberação dos produtos e flexibiliza regras sobre agrotóxicos, com impactos à saúde pública. Especialistas apontam aumento de contaminação de alimentos e da água, danos à saúde dos trabalhadores e até problemas às exportações do país. 

Antecipação da votação do chamdo PL do Veneno permitirá que ele seja analisado somente pela Comissão de Agricultura, sem passar pelas outras comissões (como a do Meio Ambiente e de Assuntos Sociais) - o que pode acontecer antes do recesso parlamentar, que começa na próxima segunda-feira (18). O projeto retira poder de decisão do Ibama e da Anvisa sobre a liberação dos produtos e flexibiliza regras sobre agrotóxicos causando ddanos à saúde pública. 

Jair Bolsonaro (PL) vem adotando uma política de liberação de agrotóxicos desde o início do seu governo. Nos últimos três anos, foram aprovados 1.682 novos produtos, segundo levantamento feito pelo site Repórter Brasil. Quase a metade (45%) de todos os pesticidas vendidos no país foram registrados no atual governo.

No final de 2021, o presidente aprovou um decreto que alterou a Lei dos Agrotóxicos (Altera os arts 3º e 9º da Lei nº 7.802, de 11 de julho de 1989), o que permitirá que produtos que causam doenças como câncer possam ser liberados no Brasil, caso exista um "limite seguro de exposição" e criou uma tramitação prioritária para aprovação de novos pesticidas. O decreto foi visto como mais uma saída "fácil" para a flexibilização das regras de agrotóxicos, já que um projeto de lei sobre o tema seguia parado na Câmara dos Deputados desde junho de 2018, o PL 6299/2002.

Apesar dos atos presidenciais, os decretos são frágeis já que poderiam ser revogados. Ao manobrar para acelerar a aprovação do chamado 'PL do Veneno', como ocorreu na semana passada, senadores da bancada ruralista buscam consolidar o que já foi conquistado por meio do Executivo, segundo especialistas.

"Uma vez aprovado, o PL deixa mais forte e contundente todo o desmonte proporcionado pelo governo", analisa Rafael Rioja, coordenador de consumo sustentável do Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor).

Rodrigo Pacheco atendeu aos pedidos de agilidade ao trâmite da proposta

A possibilidade de fim do mandato de Bolsonaro é uma preocupação para a Frente Parlamentar Agropecuária. Com a entrada de um governo mais preocupado com o meio ambiente e saúde, os parlamentares estão fazendo de tudo para que o projeto seja aprovado o quanto antes.

"A sociedade tem que debater esse tema muito mais do que estão debatendo. Não dá para aprovar uma lei que está envenenando a água, os alimentos, o meio ambiente, pulando comissões. É inaceitável", critica Suely Araújo, ex-presidente do Ibama.

Investigação do site Repórter Brasil e da Agência Pública mostrou que cinco senadores da Comissão da Agricultura foram multados em R$ 444,9 mil por infrações e crimes ambientais nos últimos 23 anos. A maioria dos senadores da comissão é ligada à Frente Parlamentar Agropecuária, a bancada ruralista.

Em abril, os parlamentares se reuniram com o presidente do Senado Rodrigo Pacheco para cobrar agilidade na tramitação desse e de outros projetos com impacto ambiental - e foram prontamente atendidos. Como o projeto de lei foi aprovado na Câmara dos Deputados por 301 a 150 votos em fevereiro, caso passe no Senado, vira lei.

"Esse projeto não interessa à sociedade, aos consumidores, à população, justamente pelos impactos na saúde e no meio ambiente. Se tem um setor que se beneficia é o que vem se posicionando a favor dele", afirma Rioja, do Idec, referindo-se aos fazendeiros e empresários ligados ao agronegócio. 

O projeto recebeu críticas por parte de diversas organizações, tais como o Ministério da Saúde, Anvisa, Ibama, Instituto Nacional do Câncer, Fiocruz e a Onu. Porém, a pergunta que fica é: "o que muda na sua vida caso a manobra dos senadores dê certo?" Especialistas explicam quais os impactos à saúde, à vida dos trabalhadores rurais e ao meio ambiente caso o PL do Veneno seja aprovado. 

1) Projeto significa mais veneno na alimentação dos brasileiros

As análises feitas na água e nos alimentos no Brasil mostram que já estamos em um cenário preocupante. Uma pesquisa divulgada pelo Ministério da Agricultura este ano analisou 37 produtos e mostrou que 89% das amostras do feijão-de-corda e 32% do feijão comum, coletadas em 2019, continham resíduos de agrotóxicos proibidos ou acima do permitido. O pimentão e o morango foram os outros dois produtos com maior índice de contaminação, com 64% e 57% das amostras em desconformidade, respectivamente.

Nem o lanche das crianças fica de fora. Uma pesquisa publicada no ano passado pelo Idec (revelou que 59% dos ultraprocessados mais consumidos no país, como cereais matinais, bolachas, bebidas lácteas e pães, tinham resíduos de agrotóxicos. Em 14 dos 27 produtos analisados, foi identificada a presença de glifosato ou glufosinato, herbicida relacionado à má formação embrionária e a problemas no sistema nervoso central em ratos.

E se está no alimento, também está na água que sai da sua torneira. Em março deste ano,  50 cidades do país apresentam agrotóxicos acima do limite em suas águas. Os dados são resultados de testes realizados entre 2018 e 2020 por empresas ou órgãos de abastecimento e enviados ao Sisagua (Sistema de Informação de Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano), do Ministério da Saúde. Dos 27 pesticidas monitorados na água do país, 19 são tão perigosos à saúde que foram proibidos na União Europeia e cinco são "substâncias eternas", tão resistentes que nunca se degradam.

2) Proposta omite risco de produtos e pode ter impacto em casos de câncer

A mais grave das mudanças criadas pelo PL do Veneno, segundo especialistas, é a exclusão de critérios que podem impedir o registro de um novo agrotóxico. Atualmente, qualquer substância que cause câncer, mutações no DNA ou má formação fetal não pode ser aprovada para uso no Brasil. O novo texto, entretanto, não cita nenhuma vez a palavra câncer nem especifica outros possíveis danos ao organismo.

Segundo a proposta, só será proibido o registro de novos produtos caso, "nas condições recomendadas de uso, apresentem risco inaceitável para os seres humanos e para o meio ambiente". O critério para definir o que é um "risco aceitável" não está detalhado na proposta. "Botando o 'liberou geral' numa lei que tira as restrições atuais só vai deixar o cenário pior", afirma Suely Araújo, especialista em políticas públicas do Observatório do Clima e ex-presidente do Ibama.

Araújo comenta que, se o projeto for aprovado, tanto a população quanto o solo, água e ar estarão mais expostos a agrotóxicos proibidos em outros países e reconhecidamente prejudiciais. "Esse PL implode com o sistema atual", complementa.

O Brasil é o maior consumidor de agrotóxicos do mundo e principal destino de produtos proibidos em outros países e regiões, como a União Europeia.

"Quem é que aceita esse tipo de risco à exposição ao veneno? Todas as vezes que os senadores foram questionados, não conseguiram sustentar ou explicar essa questão nas audiências públicas", afirma Juliana Acosta, da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e pela Vida.

3) Trabalhadores rurais ficarão mais expostos a riscos

Expostos diariamente aos produtos nocivos, os assalariados rurais e os agricultores familiares representam o elo mais frágil. Entre 2010 e 2019, 7.163 trabalhadores rurais foram atendidos em hospitais e diagnosticados com intoxicação por agrotóxico dentro do ambiente de trabalho ou em decorrência da atividade profissional, segundo dados do Sinan (Sistema de Informação de Agravos de Notificação), do Ministério da Saúde.

O quadro vai se agravar caso o projeto de lei seja aprovado. "É uma situação grave. Sabemos que o trabalhador vai acabar ficando exposto. Temos diversos relatos: situações de como fica a pele do trabalhador, casos de câncer, que a cada dia aumentam, a contaminação da família, porque o trabalhador vai para casa contaminado. É uma série de preocupações", afirma Gabriel Santos, presidente da Contar (Confederação Nacional dos Trabalhadores Assalariados e Assalariadas Rurais). Juliana Acosta concorda: "o trabalhador da agricultura é o que estará mais exposto, e entrará em contato com substâncias ainda mais danosas".

Segundo o PL, novos produtos só serão vetados em caso de "risco inaceitável mesmo diante de medidas de gestão de risco", ou seja, mesmo com o uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs). A ausência de critérios sobre o que é ou não aceitável pode colocar em risco a saúde dos trabalhadores do campo.

É o que teme o presidente da Contar. O sindicalista, que já foi aplicador de veneno em lavouras de arroz e soja no Rio Grande do Sul, explica que mesmo atualmente o uso de EPIs "não é garantia de tranquilidade". Quando você está trabalhando com um macacão de Tyvek, 7.163 trabalhadores rurais foram atendidos em hospitais e diagnosticados com intoxicação por agrotóxico, uma máscara de carbono, com luva, às vezes num sol escaldante de 40 graus, será que você vai aguentar trabalhar o dia todo nessa situação?", questiona. "É muito difícil. Sabemos que o trabalhador vai acabar ficando exposto".

Não é somente Santos que tem preocupações sobre o uso dos EPIs. Durante 7.163 trabalhadores rurais foram atendidos em hospitais e diagnosticados com intoxicação por agrotóxico, substância que pode gerar mutações genéticas e doença de Parkinson, a indústria afirmou diversas vezes que o uso correto dos equipamentos de segurança evitaria a contaminação dos trabalhadores. Contudo, especialistas, ouvidos à época, afirmaram que os protocolos para uso eram complexos e de difícil execução, além disso, as roupas eram extremamente quentes, tornando as medidas impraticáveis em algumas regiões do país.

4) Exportações brasileiras podem ser barradas pelo uso de agrotóxicos

Com a aprovação da nova lei, a liberação de mais produtos pode se intensificar e impactar até as exportações brasileiras. Em 2012, por exemplo, os Estados Unidos suspenderam a venda de suco de laranja vindo do Brasil devido à presença de carbendazim na bebida, agrotóxico que pode causar defeitos genéticos, prejudicar a fertilidade e o feto, além de ser tóxico para a vida aquática.

"Teremos impacto econômico com a aprovação do PL", garante Acosta. "Já existe precedente para que outros países barrem os produtos brasileiros com substâncias específicas proibidas em seus países. Quem é que vai ganhar com essa mudança?", indaga?

5) Projeto tira poder de decisão da ciência e entrega para a política

Outro ponto questionado por pesquisadores e ambientalistas é o enfraquecimento da Anvisa e do Ibama, enquanto o Ministério da Agricultura ganha maior poder decisório. Hoje, os três órgãos são responsáveis pela análise sanitária, ambiental e agrícola do registro de um agrotóxico. Caso o projeto seja aprovado, o ministério será o único responsável pela análise e registro dos produtos, enquanto os outros dois órgãos deverão apenas homologar a avaliação da pasta.

"Hoje, os três órgãos estão em pé de igualdade. Se a Anvisa definir por banir um agrotóxico por ser inaceitável para a saúde humana, ele é proibido no Brasil. A partir do momento que ela não tiver mais esse poder, passa a sugerir ao ministério o banimento, que pode aceitar ou não. Haverá uma concentração de poder", explica Juliana Acosta.

A proposta também cria um prazo máximo para análise de registros de novos produtos. O texto prevê que os pedidos devem ser analisados entre 30 dias e 2 anos. Se os três órgãos não conseguirem analisá-los dentro do prazo, poderão responder civil, penal e administrativamente, tendo que pagar multa em alguns casos, e os produtos receberão automaticamente uma autorização temporária. Na prática, há a possibilidade de diversos produtos que fazem mal à saúde e ao meio ambiente sejam registrados.

Hoje, a revisão de registros de agrotóxicos já é problemática. Os processos para reavaliação de produtos são demorados e muitos, mesmo com o risco à saúde e sendo banidos em outros países, acabam não tendo seu registro cancelado no Brasil. O glifosato é um exemplo: apesar de ter seu uso banido em diversos países como México, Catar e Vietnã, ser considerado provavelmente cancerígeno pela Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (Iarc) e ser um dos pesticidas que mais matam brasileiros por intoxicação,  o Brasil optou por manter seu registro após uma reavaliação que durou 12 anos.

6) Mesmo proibidos no país, pesticidas poderão ser produzidos para a exportação

O projeto também altera regras que irão impactar diretamente os trabalhadores dos fabricantes de agrotóxicos. Caso aprovado, as empresas não precisarão mais registrar um produto que seja destinado à exportação e terão apenas que comunicar ao órgão responsável qual o produto e a quantidade a ser enviada ao exterior.

Além disso, não será mais necessário que o fabricante apresente estudos toxicológicos e ambientais para a sua produção no Brasil de agrotóxicos destinados ao mercado exterior.

A proposta é criticada por especialistas. Segundo eles, o PL não considera os riscos relacionados ao processo de produção industrial, assim como os riscos aos trabalhadores que estarão lidando diretamente com aqueles produtos e as contaminações ambientais decorrentes da produção. "Toda uma cadeia produtiva que não passa [pela fiscalização] dos órgãos de regulação", lamenta Acosta.

7) A compra de agrotóxicos poderá ser feita sem prescrição correta

O texto ainda cria a possibilidade de engenheiros agrônomos, florestais e técnicos agrícolas prescreverem, de forma preventiva, receitas para o uso de agrotóxicos em caso de pragas. O projeto torna mais fácil a compra de produtos sem que haja uma necessidade de uso, deixando os trabalhadores rurais expostos a doses e produtos que não passaram por uma avaliação de um especialista. Críticos ao texto afirmam que essa medida irá criar "receituários de gaveta".

Hoje, a venda de agrotóxico só acontece mediante a apresentação de uma receita dada por um especialista. Esse profissional, por sua vez, atua como um médico, analisa as condições da lavoura e recomenda qual pesticida deve ser utilizado, a quantidade, os EPIs, as restrições de uso, entre outros alertas. O principal objetivo da receita é garantir a segurança na venda e no uso dos venenos.


Falta de aminoácido na dieta pode favorecer acúmulo de gordura no fígado

Imagem: Istock 


A metionina influencia um processo bioquímico conhecido como "metilação do DNA" (adição de um radical metil à molécula de DNA).

Depois de demonstrar que a dieta pode interferir na expressão gênica, a ciência começa a identificar os mecanismos pelos quais isso acontece. 

Segundo estudo recente publicado na revista Food and Chemical Toxicology, a dieta suplementada ou deficiente em metionina, um aminoácido essencial fornecido por alimentos proteicos, tem o poder de interferir na expressão de genes relacionados ao metabolismo das gorduras nas células do fígado e de genes modificadores da cromatina (material genético enrolado em proteínas). 


O trabalho investigou como a metionina influencia um processo bioquímico conhecido como "metilação do DNA" (adição de um radical metil à molécula de DNA). Trata-se de um dos mecanismos da chamada epigenética, termo que se refere a mudanças no perfil de expressão dos genes que definem as características apresentadas por um indivíduo (o fenótipo) e podem se repetir na divisão celular e até mesmo ser transmitidas aos descendentes, embora não estejam relacionadas com alterações na sequência de DNA (o genótipo). Um dos aspectos mais estudados da atualidade é a relação entre as alterações no padrão de metilação e o surgimento de doenças.


Para chegar à descrição dos mecanismos epigenéticos envolvidos nas alterações em células hepáticas, os pesquisadores realizaram experimentos com camundongos. Parte dos animais foi alimentada com dieta deficiente de metionina e, os demais, com dieta suplementada com o aminoácido. Após esse período, as células hepáticas foram congeladas e submetidas a análises moleculares.


Este é o quarto estudo publicado pelo Grupo de Pesquisa em Nutrigenômica da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FCFRP-USP) e tem como base os dados gerados durante o doutorado de Alexandre Ferro Aissa, que teve bolsa de doutorado e de estágio no exterior da FAPESP.


O trabalho tem ainda a colaboração da equipe coordenada por Igor Pogribny, pesquisador do National Center for Toxicological Research, nos Estados Unidos, e pioneiro na publicação de estudos sobre a metilação e o papel da metionina. O alvo de Pogribny é a doença hepática gordurosa não alcoólica, a chamada esteatose hepática, atualmente considerada uma epidemia. Foi o próprio Pogribny quem sugeriu que Aissa focasse seus estudos nas ações da metionina sobre células do fígado.


Em artigos anteriores, como o publicado em 2014 na revista Molecular Nutrition & Food Research, o grupo da FCFRP-USP demonstrou que a deficiência e a suplementação de metionina na dieta podem induzir anormalidades moleculares no fígado associadas ao desenvolvimento de doença hepática gordurosa não alcoólica, incluindo a expressão alterada de genes que leva ao acúmulo de lipídios no fígado. 


Os pesquisadores também constataram que o acúmulo de gorduras nas células hepáticas aconteceu apenas quando houve deficiência de metionina. São situações que predispõem a doenças, como a cirrose, e ao surgimento do câncer. "Mas ainda não sabíamos como isso ocorria", diz Aissa à Agência FAPESP.


Os achados contribuem para o melhor entendimento da atividade dos compostos presentes na dieta sobre a regulação gênica. Um dos seus méritos é avançar na compreensão do impacto da dieta sobre a ação dos microRNAs (ou miRNAs, pequenas moléculas de RNA que não dão origem a proteínas, mas regulam o funcionamento de genes).


"Vimos que dietas com concentrações inadequadas de metionina, especialmente aquelas deficientes, podem envolver a desregulação de vários microRNAs que desempenham papel significativo na homeostase hepática", destaca Lusânia Maria Greggi Antunes, autora correspondente e coordenadora do Grupo de Nutrigenômica da FCFRP-USP. 


"Nossas análises indicaram uma quantidade considerável de genes que poderia ser alvo da ação desses microRNAs ligados à homeostase hepática, incluindo miR-190b-5p, miR-130b-3p, miR-376c-3p, miR-411-5p, miR-29c-3p, miR-295-3p e miR-467d-5p, com a dieta deficiente em metionina causando um efeito mais substancial", relata Aissa.

Biomarcadores 

Para Antunes, "a contribuição específica deste trabalho é fornecer uma lista de alguns desses biomarcadores relacionados a uma alteração tecidual, como os genes que têm o padrão de metilação alterado e os microRNAs associados a esse processo. Tudo isso pode ser utilizado para melhorar o diagnóstico e o prognóstico".


O grupo ainda tem muitos dados a serem analisados. O trabalho atual, por exemplo, foi feito em camundongos fêmeas no período reprodutivo, o que permitirá análises futuras sobre as repercussões da dieta suplementada ou deficiente nos descendentes. Há também dados sobre a relação entre o metabolismo da metionina e sua influência, também por mecanismos epigenéticos, no desenvolvimento de doenças do coração.


Vale destacar que o estudo analisou a influência da metionina na expressão dos genes, o que varia de indivíduo para indivíduo. E que os resultados, segundo os pesquisadores, sugerem que o consumo excessivo do aminoácido também pode ser nocivo. O ideal é consultar um nutricionista antes de qualquer alteração na dieta ou de iniciar o uso de suplementos.

O artigo Epigenetic changes induced in mice liver by methionine-suplemented and methionine-deficient diets pode ser lido em: pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/35314295/.



Como surgiu a primeira vacina? E os primeiros 'antivaxxers' do mundo

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Começa campanha de vacinação contra gripe e sarampo e vai ocorrer em duas etapas


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A Prefeitura de Ubá (Secretaria Municipal de Saúde), iniciou na segunda-feira (04),  as Campanhas de Vacinação contra a Gripe (Influenza) e contra o Sarampo. A previsão é que as terminem no dia 03 de junho.

 

Durante a primeira etapa da vacinação contra a Gripe, de 04 de abril a 02 de maio, serão imunizados idosos com 60 anos ou mais e os trabalhadores da saúde. Já na primeira fase da vacinação contra o Sarampo, que acontece no mesmo período, serão contemplados os trabalhadores da saúde.

 

As vacinas estarão disponíveis de segunda a sexta-feira, exclusivamente nas Unidades Saúde Santa Bernardete/Industrial, Palmeiras, São José, Peluso, São Sebastião, Eldorado/São Domingos, Santa Edwiges, Cohab, Cibraci, Pires da Luz, São João, Bom Pastor, Colônia, Schiavon, Ubari , Diamante e Miragaia.

 

Para ser imunizado será necessário apresentar cartão de vacina, CPF e o comprovante de Profissional de Saúde em atuação.

 

 

Segunda etapa

 

A segunda etapa das Campanhas de Vacinação contra a Gripe e o Sarampo ocorrem entre os dias 03 de maio e 03 de junho. Nesta fase o público-alvo da imunização contra a Influenza inclui crianças de 06 meses a menores de 05 anos de idade (04 anos, 11 meses e 29 dias), gestantes, puérperas, povos indígenas, professores, pessoas com comorbidades e deficiências permanentes, caminhoneiros, trabalhadores de transporte coletivo rodoviário de passageiros urbano e de longo curso, trabalhadores portuários, forças de segurança e salvamento, forças armadas, funcionários do sistema de privação de liberdade, população privada de liberdade e adolescentes e jovens em medidas socioeducativas.

Já a vacinação contra o Sarampo será focada em crianças de 06 meses a menores de 05 anos de idade.

 

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Endereço das Unidades Básicas de Saúde

 

ESF Santa Bernadete/Industrial 

Endereço: Rua Antenor Machado, 340 – Centro

Telefone: 3301-6501

 

ESF Palmeiras

Endereço: Rua Onofre Leite Alves, 55, Altair Rocha

Telefone: 3539-6192

 

ESF São José

Endereço: Rua Dionísio Magaton, 25 - São José

Telefone: 3539-6199

 

ESF Peluso

Endereço: Rua Armando Moreira Mendes, 75 – Peluso

Telefone: 3539-6195

 

ESF São Sebastião

Endereço: Rua Farmacêutico José Rodrigues de Andrade, 50 - São Sebastião

Telefone: 3539-6169

 

ESF’s Eldorado/São Domingos

Endereço: Rua Tancredo Graciano de Souza, 102 - Santa Clara

Telefone:3539-6210

 

ESF Santa Edwiges

Endereço: Av. Elpídia da Silva Fagundes, S/N, Santa Edwiges

Telefone: 3531-4917

 

ESF Cohab

Endereço: Av. Levindo Coelho, 1274 - Cohab

Telefone: 3539-6170 / 3531-9365

 

ESF Cibraci

Endereço: Rua Alagoas, 176 – Chiquito Gazolla.

Telefone: 3541-1233

 

ESF Pires da Luz

Endereço: Rua Vereador João G. Pereira, S/N, Pires da Luz

Telefone: 3532-6394

 

ESF São João

Rua José de Assis Nogueira, 79 - Vila Flanel

Telefone: 3539- 6193

 

ESF Bom Pastor

Endereço: Rua José Médice, 350 – Bairro da Luz

Telefone: 3539-6320

 

ESF Colônia

Endereço: Praça José Custódio Pereira, 231 – Povoado São Domingos

Telefone: 3533-8102 / 3539-8394

 

ESF Schiavon

Endereço: Av. Amadeu José Schiavon, 494, Palmeiras

Telefone: 3539-6179

 

ESF Ubari

Endereço: Rua Santo Antônio, 15 - Distrito de Ubari

Telefone: 3539-9100

 

ESF Diamante

Endereço: Rua Mário Tereza Pontes, S/N - Distrito de Diamante

Telefone: 3533-6880

 

ESF Miragaia

Endereço: Rua Cel. João Ferreira de Andrade, S/N - Distrito de Miragaia

Telefone: 3533-7106



Situações em que o FGTS pode ser sacado


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Clique Aqui e saiba qual a relação de documentos necessários e formulários a serem preenchidos. Em caso de solicitação do benefício pode ser consultada diretamente na página da Caixa na internet.



Saiba por que 28 de fevereiro é dia da ressaca



‘Dez mil anos de pileque – a história da bebida’

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Cuidado! A Arritimia pode ser o inimigo que anda ao seu lado

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VOCÊ NÃO CONSEGUE PERDER A BARRIGA?

imagem: Istock

O risco é mais embaixo! A gordura visceral é aquela sob os músculos abdominais e ao redor dos órgãos vitais, que precisam ser eliminadas. Ela aumenta a probabilidade de doenças cardiovasculares, diabetes, hipertensão e outros males. Cuidado!


Descubra por que homens e mulheres ficam com algumas regiões do corpo flácidas. Comer não é o único fator que levam pessoas a um drama que podem durar décadas e muitas vezes é deixado para lá por parecer sem solução. Há outros 11 pontos que fazem a barriga crescer.

Algo que mexe e muito com a auto-estima de milhares de pessoas, mundo afora, e às vezes sem engordar tanto é a protuberância do abdômen ou abdome. 

Chamada popularmente de "bucho grande" ou "barriguinha de chope", o problema é o mesmo para corpos diferentes. Homens possuem o hormônio cortisol em maior quantidade, e este faz com que as células gordurosas, localizadas dentro da barriga e próximas às vísceras, fiquem mais receptivas. Nas mulheres, o grupo de hormônios que favorece o ganho de peso são os estrogênios e a gordura vai mais para seios, quadril, nádegas e abdômen. 

Se esse volume incomoda e muito, faz com que muitas pessoas tenham que mudar até o guarda-roupa. Então veja alguns pontos que podem estar colaborando para o ganho de peso, crescimento da barriga e a flacidez.

Comer alimentos errados


A alimentação não saudável é o maior fator de geração das “barrigas grandes”. Muitos carboidratos ricos em amido e gorduras ruins são uma rica receita para que a protuberância apareça. A saída é ingerir vegetais e proteínas magras. Ficar longe das gorduras contidas nas carnes vermelhas e escolher as opções mais saudáveis, como peixes, nozes e abacates é a saída
.

Comer  demasiadamente

Essa gordura sob a pele da barriga (chamada subcutânea) e a gordura sob os músculos abdominais e ao redor dos órgãos vitais (que são as viscerais) precisam ser eliminadas. A visceral aumenta a probabilidade de doenças cardiovasculares e diabetes. Também pode causar hipertensão e outros males. Comer demais é, pelo menos em parte, culpado por essa flacidez. Limitar as porções pode manter a gordura visceral baixa.

Fumar é sempre suspeito


Todos conhecemos os perigos do tabagismo. Adicione à lista do vilões dos males à saúde o cigarro, pois fumar leva a ter mais gordura abdominal e visceral. Portanto, este pode ser outro bom motivo para dar fim ao vício do cigarro.

Fumar e beber álcool também colaboram consideravelmente para o aumento de peso e o enfunamento da barriga

Estresse também é o caminho para ter aquela barriga indesejada


Quando o hormônio do estresse cortisol é liberado, a gordura passa a residir na barriga. Conversar com o médico sobre como lidar com mais essa ameaça ao organismo, o estresse, é sempre indicado. Exercícios físicos podem ajudar a aliviá-lo. Também meditar e fazer yoga ajudam. Falar com um profissional de saúde mental não pode prescindir.

Exercícios físicos suficientes devem estar na ordem do dia


Ninguém nunca diz que perder gordura da barriga é fácil. Se o abdômen está esticando muito a fita métrica – para homens, mais de 101 cm em torno da cintura e para mulheres, acima de 89 cm –, é preciso de atividade física moderada (como caminhar) por pelo menos 150 minutos na semana (em cinco dias dá 30 minutos diários ou 21m40 em sete dias) ou uma corrida puxada por 75 minutos e treinamento de força por pelo menos duas vezes por semana. Mas cuidado! É Importante sempre consultar um médico antes de iniciar qualquer programa de exercícios.

Exercícios físicos errados não eliminam barriga e proporcionam riscos diversos ao corpo

Abdominais não são suficientes. É preciso treinamento com pesos para construir músculos. Mais músculos significam mais queima de calorias. Acaso a pessoa só possa fazer um tipo de exercício, são os aeróbicos os melhores, como caminhar ou correr. Funcionam para queimar gordura. Criar o hábito e, lentamente, aumentar a intensidade para obter os resultados que deseja.

E a cervejinha “sagrada” hein?


Não só os carboidratos presentes na cerveja fazem a barriga estourar.Todo álcool tem calorias e ingerí-las em demasia, principalmente se não estiver se exercitando e alimentando bem, a engorda é inevitável. Beber com moderação diminui o risco da temida flacidez.

Encher a geladeira de bebidas esportivas e energéticas é outra fórmula que incha


As bebidas esportivas (isotônicas) podem ter muito açúcar. Isso traz calorias. Beber muitas delas, é a fórmula ideal para um ganho de peso que pode acabar em torno da cintura. Reduzir o consumo de bebidas açucaradas e de alto teor calórico é providencial, incluindo as energéticas e refrigerantes não dietéticos.

Beber água o suficiente sempre


Estudos mostram que beber mais água pode ajudar a perder peso. Escolher H²O em vez de bebidas adoçadas significa menos calorias. Isso pode ajudar a cortar a gordura da barriga. Água é também a única bebida que pode hidratar sem adicionar açúcares ou outros compostos.

Genética entra na conta


Sim, sua árvore genealógica afeta suas chances de obesidade. Isso também explica onde está armazenada a  gordura. Ainda assim, há esperança. Encontrar o equilíbrio certo entre quantas calorias ingerir (trabalhar uma dieta) e quantas queimar (por meio de exercícios)  ajudam a evitar o ganho de peso, apesar dos genes.

Invasão à geladeira e não dormir bem contribuem e muito


As invasões noturnas à geladeira são assassinas da dieta. Além disso, não dormir bem impulsiona os hormônios do estresse. Isso encoraja o corpo a manter a gordura. Aprender bons hábitos para dormir é o ideal. As dicas são:

Desligar o celular, laptop, TV, rádio;
Ir para a cama na mesma hora, todas as noites;
Evitar bebidas alcoólicas e energéticas antes de dormir;
Fazer exercícios físicos.

Eliminar o fantasma da balança


Pode estar ocorrendo uma boa notícia e o envolvido com o problema de barriga protuberante nem perceber. Se você está se alimentando bem e se exercitando da maneira correta, preste atenção no ajuste das roupas – medido pelo tamanho da cintura – que é o primeiro sinal de que o fantasma da balança está sendo se distanciando. Se a cintura estiver menos justa, você pode ter substituído um pouco de gordura da barriga por músculo.

Fonte: WebMD e Jairo Bouer, médico, educador, palestrante e escritor. Tem formação pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, há mais de 25 anos. 

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ANS  APROVA REAJUSTE NEGATIVO PARA OS PLANOS DE  SAÚDE

Imagem: Tiago Queiroz/Estadão

Reajuste negativo da ANS causa surpresa nos brasileiros usuários de planos de saúde


A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) aprovou em julho (2021) um inédito reajuste negativo para as mensalidades dos planos de saúde. Ou seja, já está valendo - 8,19%. Isso significa que o valor pago para contratos individuais será reduzido até o próximo ano.


A Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge) contestou a medida na Justiça, mas o pedido não foi aceito. A correção do índice já vale, portanto, para todo o território nacional e todas as operadoras. Parte dos clientes, no entanto, têm ficado com dúvidas sobre a partir de quando o valor da mensalidade será reduzido.

Abaixo, tire as principais dúvidas sobre o reajuste dos planos de saúde.

Quando passa a valer o reajuste negativo dos planos de saúde?

A ANS informa que o reajuste deve ser aplicado no mês de aniversário do contrato com a operadora do plano, entre maio deste ano e abril de 2022. Assim, se seu contrato foi firmado em fevereiro, o reajuste será aplicado apenas em fevereiro do ano que vem. Se foi em outubro, o valor será alterado ainda em 2021, no próximo mês.

Qual o valor do reajuste nos planos de saúde?

O reajuste aprovado pela ANS é de -8,19% sobre o valor total do plano de saúde.

Como é calculado o reajuste?

O reajuste dos planos de saúde individuais é calculado pela variação de custos médico-hospitalares e pela variação de despesas não assistenciais em relação ao ano anterior. O reajuste aprovado em julho pela ANS, portanto, reflete o cenário de 2020.

Como descobrir a data de aniversário do meu contrato?

Todos os contratos estão disponíveis no site oficial da ANS (clique aqui). Basta entrar no link "Espaço do consumidor", destacado na página inicial, e inserir seus dados pessoais.

Como fica o reajuste para os planos coletivos?

A nova taxa de -8,19% aprovada pela ANS diz respeito apenas aos planos de saúde individuais. No último ano, os contratos coletivos tiveram aumento de 20%, mas a decisão inédita da Agência Nacional já pressiona o setor. Especialistas preveem aumento da judicialização para equiparação das taxas e a própria ANS entende que a definição do porcentual para os planos individuais pode levar à adoção de parâmetros semelhantes nos contratos coletivos.

Como saber se a minha operadora terá reajuste?

O reajuste aprovado pela ANS vale para todas as operadoras de planos de saúde individuais.

Como denunciar algum problema ou registrar queixa?

Se o aniversário do seu contrato já passou e o novo valor não foi aplicado, você pode acionar a ouvidoria da ANS através do 0800 701 9656, do www.gov.br/ans ou do 0800 021 2105.


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Dia Nacional de Combate ao Fumo

 (clique na imagem e acesse a página do Inca)

No Brasil morrem mais de 440 pessoas por dia devido ao problemas causados pelo tabagismo

Um estudo realizado pela Fiocruz (Fundação Osvaldo Cruz), com base nos valores monetários de 2011, intitulado “Carga das Doenças Tabaco Relacionadas para o Brasil", estimou que o custo atribuível ao tabagismo chega a R$ 21 bilhões de Reais por ano para o sistema de saúde. O estudo analisou um total de 2.442.038 doenças e destas, 34% foram atribuíveis ao tabagismo. 

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Cadastro para realização de exames na carreta da Fundação Cristiano Varella - Clique aqui e informe-se.

[Exames preventivos para mulheres de 25 a 64 anos; Mamografia (pacientes de 50 a 69 anos e de 40 a 49 anos com pedido médico), e PSA (para homens a partir dos 45 anos), durante a permanência da carreta da Fundação Cristiano Varella,  em Ubá, entre os dias 30 de agosto e 03 de setembro de 2021.

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Clima seco de inverno acirra crises respiratórias e acelera uso de medicamentos prejudicando fígado e rins

Mais da metade dos entrevistados brasileiros apresentam alergia respiratória, além de uma vez por mês, e 81% das pessoas têm crises com duração de até uma semana. 

Uso prolongado do medicamento traz malefícios para a saúde, como sobrecarga do fígado e dos rins. Estados como Minas Gerais, que tem clima bastante seco nesta época do ano concentra de partículas no ar por mais tempo. Com isso, os relatos de crises provocadas por alérgenos costumam saltar durante esse período. 


Estudo encomendado pela Johnson & Johnson aponta que mais da metade dos entrevistados brasileiros apresentam alergia respiratória, além de uma vez por mês, e 81% das pessoas têm crises com duração de até uma semana. 

Uma dúvida frequente de pessoas, que vão às farmácias, é sobre o uso de antialérgicos. A farmacêutica, Iwanna de Paula Furtado Gomes, responsável por uma grande rede de farmácias, presente em todo o Brasil, explica que a maioria desses medicamentos possui venda livre, ou seja, não precisam de prescrição médica. 

Para que a nossa recomendação seja assertiva, o paciente deve relatar os sintomas corretamente, pois, assim, conseguiremos diferenciar o tipo de mal-estar, sugerir o melhor medicamento e a forma de utilização”, alerta Iwana Gomes.

 Contudo, um alerta deve ser feito em relação ao uso prolongado de antialérgicos. “Mesmo que sejam medicamentos  livres, é fundamental não utilizá-los de forma excessiva – assim como qualquer outro –, uma vez que pode diminuir ou perder o efeito.  Além disso, pode afetar e sobrecarregar o organismo e causar efeitos adversos”, reforça Iwanna.

Mas, qual a diferenças entre alergia e doença viral?

Durante o inverno, algumas pessoas confundem os sintomas de alergias respiratórias e doenças virais. Em resumo, as alergias possuem sintomas externos, como espirro frequente, coriza, congestão nasal e irritação dos olhos. Já o  resfriado, a gripe e o coronavírus apresentam manifestações mais graves e internas, como produção de muco, febre  e dor de cabeça forte e intensa.

Para aliviar os sintomas das alergias, recomenda-se o uso de umidificador, indicado para trazer mais umidade ao ar, ou nebulizador, para aliviar problemas respiratórios e inalar alguma medicação. Além de evitar crises, esses cuidados ajudam a prevenir quadros de infecção, que exigem tratamentos medicamentosos mais severos, como o uso de antibióticos. 

Outros cuidados para reduzir os sintomas são ingerir bastante líquido; renovar o ar da casa todos os dias, deixando as janelas abertas; limpar frequentemente a casa com pano úmido; evitar o acúmulo de pó, bichos de pelúcia, tapetes, carpetes, almofadas e cortinas de pano, principalmente no quarto de dormir. Importante também não permitir que animais de estimação como cachorros e gatos permaneçam no mesmo ambiente durante o período de repouso noturno.

 “Ao sinal dos primeiros sintomas de alergias respiratórias, o mais indicado é buscar auxílio de um profissional de saúde. Em casos mais graves, procurar um médico para investigar o caso e as formas de tratamento, impedindo a evolução do quadro para uma patologia mais grave, como a asma, que pode resultar na redução ou até mesmo na obstrução da respiração”, alerta Iwanna Gomes.

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Eficácia em confronto com eficiência

Taxas de eficácia dizem respeito à proteção contra a forma leve da doença. A efetividade diz tem a ver com o mundo real, com todas as adversidades e alcance em massa sob condições adversas


Compare as vacinas contra covid-19 disponíveis no Brasil


Mesmo com o avanço da vacinação, a pandemia de covid-19 entra em um momento delicado com a expansão da variante delta, surgida da Índia e presente em ao menos 92 países. À medida que os laboratórios tentam descobrir o quanto seus imunizantes protegem contra as novas mutações do coronavírus, novos estudos sobre eficiência e eficácia são publicados e permitem compreender melhor como combater a crise sanitária internacional.

Para entender as diferenças entre os estudos científicos publicados é importante distinguir três conceitos básicos:

1 – A eficácia de uma vacina é analisada em um ambiente controlado, geralmente em testes da fase 3, e é eficaz quando produz o efeito esperado. Dentro desta perspectiva, as taxas de eficácia das vacinas contra a Covid-19 são:

– Pfizer: 95%

– Moderna: 95,5%

– Sputnik V: 91,6%

– Novavax: 89,3%

– AstraZeneca: 70%

– Janssen: 66%

– Coronavac: 50,4%

É fundamental ressaltar que essas taxas de eficácia dizem respeito à proteção contra a forma leve da doença. Considerando-se as formas mais graves de desenvolvimento da Covid-19 e os óbitos decorrentes desse agravamento, as vacinas apresentam uma proteção muito maior.

A campanha de vacinação visa à imunização de toda uma população, o que permitiria controlar a circulação do vírus, então o fenômeno de escolha de vacinas não se justifica.

2 – A efetividade diz respeito ao mundo real, com todas as adversidades e alcance em massa sob condições adversas – é efetiva quando observada de uma perspectiva realista de impacto e proteção em uma sociedade.

3 – A eficiência é atrelada à relação custo-efetividade, ou seja, leva em consideração seu custo e aplicação (dose única ou dupla).

CoronaVac

Acusada de ter a mais baixa eficácia contra a forma leve da Covid-19, a vacina produzida no Instituto Butantan também tem sido majoritariamente utilizada no Chile. Um estudo, o primeiro sobre a efetividade da coronavac, publicado no último dia 7 de julho, pela revista científica, New England Journal of Medicine, com dados de vacinação chilenos, aponta que o imunizante teve efetividade de 86% na prevenção de mortes provocadas pela Covid-19. O levantamento analisou um grupo de 10,2 milhões de chilenos entre 2 de fevereiro e 1 de maio. As conclusões listam as efetividades da Coronavac:

– Prevenção de casos de Covid-19: 65,9%.

– Prevenção de hospitalizações: 87,5%.

– Prevenção de internações em UTI: 90,3%.

– Prevenção de mortes: 86,3%.

Aprovada para uso emergencial pela Organização Mundial da Saúde (OMS) no início de junho, o imunizante do laboratório chinês Sinovac foi submetido a um estudo da Universidade do Chile de eficácia contra as variantes gama e alfa. As conclusões indicam uma redução de eficácia de 2,33 vezes contra a variante gama (originária no Amazonas) e 2,03 menor contra a alfa (oriunda do Reino Unido).

As novas cepas de coronavírus apresentam uma mutação na proteína “spike”, que permite ao vírus driblar anticorpos produzidos a partir do coronavírus original. O estudo foi publicado na revista científica medRxiv e foi realizado com 75 pacientes chilenos vacinados completamente com as duas doses da CoronaVac.

Produzida no Brasil pelo Instituto Butantan, a CoronaVac tem um estudo de eficácia publicado na revista científica The Lancet. Mostra que aumentar o intervalo entre as doses de 14 para 21 dias aumenta a eficácia de 50,7% para 62,3%. O estudo reuniu 12 mil participantes ainda em 2020. A pesquisa mostra ainda que a eficácia da vacina variava entre 78% e 100% contra casos graves sob a perspectiva do coronavírus original.

AstraZeneca

Desenvolvida no Brasil em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a vacina teve um novo estudo de eficácia feito pela Universidade de Oxford com 32 mil participantes na Inglaterra que elevaram sua eficácia dos 70% originais para 79% contra casos sintomáticos de Covid-19. Alvo de polêmica pelo risco raro de desenvolvimento de coagulação sanguínea e trombose, é consenso médico que os benefícios da vacina supera em muito qualquer risco de efeito colateral.

No Brasil, a Fiocruz concluiu no início deste mês um estudo de efetividade com 40 milhões de brasileiros a partir dos 60 anos que tomaram AstraZeneca e CoronaVac. Os números confirmam a efetividade de ambos os imunizantes: com uma dose, a efetividade das vacinas foi de 73,7% entre 60 e 79 anos, o que aumenta para 79,8% com as duas doses na mesma faixa etária. Há evidências de eficiência de 92% de proteção contra a variante gama, diz estudo da Public Health England.

Na África do Sul, o ministério da Saúde informou que um estudo com a AstraZeneca indicou proteção limitada contra forma leve da Covid-19 causada pela variante beta.

Janssen

A vacina da Johnson & Johnson possui dose única e apresentou eficácia de 66% que aumenta para 85% (após 28 dias da aplicação) contra casos graves e 100% de proteção contra hospitalização e morte após 28 dias da aplicação. Os dados são do Laboratório Farmacêutico Janssen,em parceria com o Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos (NIH, na sigla em inglês), com mais de 44 mil voluntários de Argentina, Brasil, Chile, México, Colômbia, Peru e África do Sul.

A Food and Drug Administration, agência reguladora dos Estados Unidos, informa eficácia geral de 72% da Janssen. De acordo com o órgão, a vacina teve eficácia de 64% contra contra casos leves da variante beta e 82% contra as formas severas.

Em relação à variante delta, a chefe do programa de emergências da OMS, Maria van Kerkhove, afirmou, no fim de junho deste ano, que todas as vacinas disponíveis apresentam percentual relevante de eficácia. “A boa notícia é que até agora as vacinas funcionam contra a delta, mas pode haver um momento em que surja uma ‘constelação de mutações’ e tenha uma contra a qual elas percam sua potência. É isso que queremos evitar o máximo que pudermos”, disse Kerkhove em entrevista coletiva.

A Johnson afirma que sua vacina é eficaz contra a variante delta.

Pfizer

Das preferidas dos “sommeliers de vacina” devido à alta eficácia, a vacina Pfizer apresentou efetividade reduzida contra as variantes alfa e beta, de acordo com estudo da agência inglesa de saúde pública (Publich Health England). Foram analisados 14 mil casos da variante delta entre 12 de abril e 4 de junho deste ano.

– 96% de efetividade contra hospitalização provocado pela variante delta após 2 doses – a AstraZeneca apresentou efetividade de 92% nas mesmas condições.

– 88% de proteção contra formas leves de Covid-19 causados pela delta.

Outro estudo de eficácia da Pfizer contra a variante delta na Escócia aponta efetividade de 79% contra a nova cepa. O Canadá mediu a efetividade em 87%.

Já uma pesquisa israelense publicada na revista Nature indica que a Pfizer perde eficácia após seis meses da aplicação – sua taxa de proteção contra sintomas leves caiu para 64%. Apesar das comparações numéricas, não é possível comparar as taxas de eficácia e efetividade das vacinas pois cada estudo é feito em contextos diferentes, com pessoas e países distintos. 

Importante ressaltar que diversas pesquisas ainda estão em andamento e é natural haver distorções e diferenças entre os imunizantes que, embora apresentem uma proteção menor contra a variante delta, ainda são eficazes e eficientes contra todas as variantes que surgiram até o momento.

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Chegou o inverno com seus mitos e verdades em relação à saúde humana

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Gripes, resfriados, asma, bronquite, rinite e outras complicações tendem a se manifestar com maior intensidade no inverno.

Entenda como a estação mais temida por uns e amada por outros afeta o corpo e organismo. Especialistas desvendam os benefícios e desvantagens do frio para a beleza e a saúde.

O inverno de 2021 no Hemisfério Sul começa oficialmente segunda-feira, dia 21 de junho, à 00h32 e se estende até às 16h21 do dia 22 de setembro de 2021, pelo horário de Brasília. Mas será que conhecemos mesmo o que faz bem ou causa malefício a nossa saúde e corpo? 

O frio engorda? As dores pioram? O cabelo cai mais? Não é raro que o inverno seja associado a mudanças negativas no corpo e que os benefícios e vantagens das temperaturas mais amenas sejam esquecidos ou ignorados. Se, por um lado, é natural sentir mais fome nos dias frios, por outro, o corpo apresenta espontaneamente um maior gasto energético, 

o que acaba levando muitas pessoas a adotarem hábitos equivocados. "Com as temperaturas mais baixas, a tendência é querer 'esquentar' o corpo com alimentos com alto teor de açúcar e gordura. Mas, é preciso cuidado porque costuma-se praticar menos exercícios físicos, e é possível que se ganhe quilos a mais na balança", alerta o endocrinologista Alfredo Cury.

Quem também pode sofrer com o frio é a pele, como explica a dermatologista Samantha Enande. "O nosso corpo tem em torno de 36ºC e, quando a temperatura do lado de fora começa a cair, ele perde calor na forma de vapor d'água, ficando cada vez mais desidratado e perdendo alguns sais minerais e nutrientes importantes. A pele, então, acaba ficando fragilizada, ressecada e começam a aparecer as dermatites, que são os processos inflamatórios." Para manter o corpo e a saúde em dia neste inverno, confira uma lista de mitos e verdades da estação segundo especialistas:

1. É comum sentir mais fome nos dias frios

Verdade. Você certamente já se perguntou por que a gula parece vir com tudo no inverno. Pois a explicação não é apenas o fato de que ficar mais tempo em casa, debaixo das cobertas e diante da televisão desperta aquela vontade de atacar a geladeira. "Durante o inverno há um aumento no consumo energético, pois a temperatura ambiente, geralmente, é menor do que a temperatura corporal. Nosso corpo trabalha mais para se aquecer, gasta mais energia, por isso precisamos de maior quantidade de nutrientes para a reposição”, explica a nutricionista Ana Maria Gonçalves.

E a questão não é apenas comer mais. No inverno, sentimos o impulso de consumir alimentos mais calóricos e pesados, principalmente, ricos em carboidratos, que constituem uma importante e rápida fonte de energia. Como explica a nutricionista, o sinal da fome transmitido pelo organismo é resultado da ação de fatores neuronais, endócrinos, adipocitários e intestinais. "O desejo de comer não está só na necessidade de repor energia, ele também está presente nas nossas cabeças, no anseio por alimentos quentes e que produzem conforto gastrointestinal."

2. Saem frutas, legumes e verduras e entram alimentos calóricos

Mito. Do fondue ao chocolate quente, passando pelo vinho e pela massa, as tentações no inverno não são poucas. Mas, apesar de o corpo precisar repor os gastos energéticos para se manter aquecido e os alimentos calóricos atuarem nesse sentido, não se deve riscar totalmente da dieta os legumes, verduras e frutas.

"O inverno é uma época do ano em que o nosso corpo precisa de vitaminas e minerais para aumentar nossas defesas e prevenir gripe, resfriados e demais enfermidades típicas da época de frio", afirma Ana Maria Gonçalves. Se consumí-los crus em salada não apetece tanto, vale preparar sob a forma de sopas, caldos ou ensopados.

3. Exercitar-se no inverno ajuda a emagrecer 

Verdade. É normal bater aquela preguiça só de pensar em sair da cama nos dias mais frios, mas para quem quer emagrecer, essa pode ser a época ideal para dar início ao projeto verão. Isso porque no inverno o metabolismo do corpo acelera, pela necessidade de produzir mais calor, ativando mecanismos naturais que promovem a queima de gorduras. Para impulsionar ainda mais essa tendência do corpo a gastar calorias, vale manter a rotina de exercícios sempre em dia.

4. Risco de desidratação é menor 

Mito. É verdade que com as temperaturas mais baixas, a tendência é produzir menos suor. Mas isso não significa que se deva descuidar da hidratação. Apesar de o clima ameno favorecer a redução da sudorese, o corpo compensa com o aumento da vontade de urinar, de forma que continua com a mesma necessidade de água para hidratar os tecidos e manter os órgãos funcionando.

"Outro problema relacionado à desidratação, é a diminuição da sensação de sede, que faz com que, naturalmente, a pessoa beba menos água que o habitual. Logo, manter a ingestão de entre dois a três litros de água por dia é o ideal", recomenda o médico ortomolecular Dr. Gilberto Kocerginsky.

5. É a melhor época para fazer cirurgia plástica e tratamentos estéticos 

Verdade. Você sabia que é nesse período que as clínicas de cirurgia plástica apresentam um aumento de cerca de 40% no movimento? E isso tem explicação. De acordo com o cirurgião Dr. Marcelo Daher, a tendência é que as pessoas passem mais tempo em casa e se exponham menos ao sol, o que torna o pós-operatório muito mais agradável. "A preocupação não está com a cirurgia em si, mas sim no pós-operatório. As cirurgias nos seios, abdômen e lipoaspiração, por exemplo, exigem o uso da cinta durante dias ou até mesmo meses, o que pode incomodar nos dias quentes de verão."

A dermatologista Flavia Medina destaca ainda os efeitos negativos que o sol poderia ter sobre a pele. “O sol é inimigo da cicatrização e prejudica a recuperação da pele, podendo até piorar ou agravar o estado da cútis se exposta ao sol durante um tratamento”, alerta.

6. As baixa temperaturas podem afetar a saúde da mulher 

Verdade. As baixas temperaturas características do inverno provocam algumas mudanças no corpo das mulheres e, segundo o ginecologista Domingos Mantelli, a fertilidade também pode ser afetada. "Pode acontecer de a mulher não ovular, já que a baixa imunidade pode afetar a ovulação."

Além disso, o frio diminui a vascularização das mamas, podendo provocar algum desconforto. "O frio gera uma vasoconstrição e diminui o aporte sanguíneo para nódulos ou cistos e, consequentemente, pode dar um pouco mais de dor em mulheres que os apresentam", explica. Outras alterações que podem ser decorrentes das temperaturas mais baixas são mudanças no pH vaginal, que favorecem corrimentos vaginais e podem levar a mulher a ter mais cólicas uterinas. "É recomendável manter uma boa higiene íntima e procurar um ginecologista se tiver algum desconforto para ver se há algum corrimento e tratar", conclui o ginecologista.

7. O desejo sexual diminui

Parcialmente mito. De acordo com a ginecologista e obstetra Erica Mantelli, é comum que no inverno as pessoas fiquem menos dispostas para sair ou praticar atividade física, o que também pode significar - mas não necessariamente - menos propensão a fazer sexo. "O frio leva à vasoconstrição, o que diminui a irrigação sanguínea na pele, nos órgãos genitais e zonas erógenas e pode prejudicar a sensibilidade." Mas existem várias formas de esquentar o clima entre o casal, como apostar em alimentos que melhoram a circulação sanguínea e aceleram o metabolismo, como chocolate, vinho, gengibre, pimenta e amendoim.

8. Pode dispensar o protetor solar

 Mito. O sol pode até não estar brilhando tão intensamente quanto durante os dias quentes de verão, mas isso não pode servir de desculpa para você abrir mão dos cuidados com a pele. Usar protetor solar diariamente, mesmo em dias nublados, continua sendo a recomendação dos dermatologistas. “Apesar de a luminosidade ser muito maior em dias ensolarados, a luz passa pelas nuvens e reflete em tudo ao seu redor. Como os raios solares são fator de risco para o câncer de pele, além de acelerarem o envelhecimento, o uso do filtro solar deve ser um hábito diário”, garante a médica dermatologista Christiana Blattner. E não basta aplicar o produto no rosto. Todas as demais áreas expostas ao sol, como mãos, braços e colo, devem ser contempladas.

9. Doenças respiratórias são mais comuns

Verdade. Gripes, resfriados, asma, bronquite, rinite e outras complicações tendem a se manifestar com maior intensidade no inverno. Em primeiro lugar, porque as baixas temperaturas favorecem a aglomeração de pessoas em ambientes fechados com pouca ventilação, o que potencializa a transmissão de doenças. Além disso, explica o Dr. Gilberto Kocerginsk, nessa época do ano, o tempo de exposição ao sol é reduzido, comprometendo a concentração e a produção de Vitamina D - associada ao aumento de imunidade em relação a infecções respiratórias.

O médico ortomolecular aponta ainda que a inversão da massa de ar frio faz com que a camada de poluição do ar fique "aprisionada" mais próxima ao chão, agravando possíveis irritações das vias aéreas, olhos e pele. "É importante evitar lugares aglomerados, fechados, neste período, já que a imunidade está baixa e a chance de adquirir alguma doença, principalmente por vias respiratórias, é muito alta", recomenda o Dr. Domingos Mantelli.

10. Dores musculares se intensificam 

Verdade. Quem sofre de dores musculares crônicas ou artrite tende a reclamar da maior intensidade dos incômodos durante o inverno. Isso acontece em função do processo de constrição vascular, ou seja, o estreitamento dos vasos sanguíneos. Além disso, Flavia Medina chama atenção para um hábito comum dessa época e que provoca a tensão muscular. “Com o frio, as contrições musculares e vasculares aumentam porque as pessoas se ‘encolhem’ mais, o que contribui para aumentar as dores”, aponta.

Para evitar esses incômodos, a alimentação pode ser uma boa aliada. "As dores musculares e câimbras podem ser resultado da própria desidratação, do mecanismo de tremor no intuito de manter a temperatura e da deficiência de alimentos ricos em potássio, como banana, alho e abacate, e em magnésio, tais quais o trigo, o tofu e o coco", indica o Dr.Gilberto Kocerginsky. 

A coordenadora de Educação Física do Centro Universitário Celso Lisboa, Ana Cristina Barreto, destaca também a importância de fazer um bom aquecimento com movimentos de alongamento sem carga ou de baixa intensidade antes da atividade física. "Exercícios que induzam o aumento do fluxo de sangue, da oferta de oxigênio e nutrientes e da produção de líquido sinovial - que permita maior lubrificação das articulações - no momento da atividade muscular são fundamentais para evitar fatores de risco que possam induzir ao processo lesivo."

11. Pele ressecada e queda de cabelo são mais comuns

Verdade. A queda na umidade relativa do ar aliada às alterações na temperatura comprometem a hidratação da pele nessa época do ano. "É preciso um cuidado redobrado, pois é muito comum, além do ressecamento, rachaduras e até feridas em lábios e pés", afirma a dermatologista estética Gabriella Vasconcellos. "O ideal é usar produtos para uma pele mais sensível e fragilizada, substituir o sabonete em barra pelo líquido, que já tem um hidratante na composição, além de aproveitar os três minutinhos após o banho, quando a pele ainda está úmida e vai absorver um pouco mais dos produtos tópicos, para passar um bom hidratante", recomenda Samantha Enande.

Alguns hábitos comuns dessa época também são prejudiciais para a pele. Christiana Blattner ressalta a importância de não tomar banhos quentes e demorados, pois a água em altas temperaturas retira o manto lipídico que protege a pele. Além disso, muitas pessoas não dão tanta atenção ao cabelo quanto durante o verão. "Elas deixam de lado os tratamentos por causa do frio, lavam menos a cabeça e isso acaba acumulando muita gordura e oleosidade, além de não fazerem os tratamentos regulares nos salões, o que vai deixando os fios mais ressecados", garante a hairstylist Sonia Nesi.


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Governo federal comprou e distribuiu máscaras com suspeita de falsificação



No total, foram importadas 40 milhões de máscaras e governo diz que foi uma doação, mas o Ministério da Saúde importou e distribuiu máscaras chinesas com suspeita de falsificação. Sem garantia de segurança e eficácia, os itens ficaram estocados em galpões nos estados.


O Ministério da Saúde importou da China e distribuiu máscaras com suspeita de falsificação e sem garantir a segurança e eficácia dos produtos para uso por profissionais  de saúde, o que levou à paralisação das caixas de máscaras em galpões nos estados. 

Segundo reportagem do jornal Folha de S.Paulo, documentos da Receita Federal sobre a importação dos itens registram que o ministério foi o "importador" e "adquirente" dos produtos, com fabricação atribuída à Dongguan HuaGang Communication Technology. Outros documentos sobre o destino dos equipamentos mostram que o Ministério foi responsável por distribui-los aos estados.

Foram importadas pelo menos 200 mil máscaras, do tipo KN95, a um custo unitário de US$ 1,70 (R$ 8,99, pela cotação do dólar de quarta-feira, 19). O total envolvido é de US$ 340 mil (R$ 1,79 milhão). A importação ocorreu em 12 de abril de 2020, na gestão de Luiz Henrique Mandetta. A distribuição e a falta de certificação sobre a eficácia das máscaras seguiram pelas gestões de Nelson Teich, Eduardo Pazuello e ao atual, Marcelo Queiroga.

De acordo com a publicação, a empresa contratada para distribuir o material pertence a um empresário que atua no mercado de relógios de luxo suíços. Ao todo, foram importadas 40 milhões de máscaras. A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) afirmou que o produto não poderia ser usado em hospitais. Diante disso, os estados passaram a distribuir o material a quem não é profissional de saúde.

O caso passou a ser investigado na CPI da Covid no Senado. Em seu depoimento na última quarta-feira (19 de maio), o ex-ministro Eduardo Pazuello foi questionado sobre o assunto e admitiu saber da recomendação contrária da Anvisa e não ter agido para resolver o problema. As máscaras KN95, sobre as quais recai a suspeita de falsificação, tiveram o uso interditado pela Anvisa em junho, por não proporcionarem proteção adequada a profissionais de saúde. A decisão seguiu ato similar da FDA  (Food and Drug Administration), a agência reguladora dos dos EUA. Entre as máscaras estão as fabricadas pela Dongguan HuaGang.

Uma nova resolução, em setembro de 2020, reforçou a interdição, estendida a distribuição e comércio. Faltavam critérios mínimos de filtração de partículas. Neste ano, descobriu-se que as amostras usadas para análise das máscaras eram falsificadas. A FDA informou que circulam falsificações de diversos fabricantes chineses. Como amostras  verdadeiras tinham laudos satisfatórios para filtração, a Anvisa revogou a interdição, em nova resolução em março, seguindo deliberação idêntica da FDA.

Mesmo com a nova medida, máscaras seguem estocadas e sem uso nos estados, pois não há uma comprovação sobre falsificação ou autenticidade dos produtos. Durante todo o período de interdição das máscaras, desde junho, não houve um recurso à Anvisa contra a medida, nem do fabricante nem do importador, segundo documentos da própria Anvisa.

Também não houve explicação ao MPF (Ministério Público Federal) sobre a suspeita de falsificação ou sobre a eficácia dos equipamentos. Tampouco houve apresentação 
de laudos do Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia) para atestar a autenticidade e segurança das máscaras. O MPF em Brasília investiga a
 compra e distribuição do material pelo ministério.

Em nota à Folha de S.Paulo, a Anvisa informou que a falsificação foi constatada em produtos distribuídos ao mercado, e não somente em amostras; que cabe ao importador garantir segurança e eficácia; e que o uso por profissionais de saúde só está liberado se laudos do fornecedor ou fabricante comprovarem atendimento a normas técnicas das máscaras N95 e PFF2, indicadas para uso hospitalar.

O Ministério da Saúde somente comentou que, "As 200 mil máscaras KN95, recebidas em abril de 2020, foram doadas, portanto, não há contrato de compra. As máscaras foram  distribuídas antes de qualquer deliberação da Anvisa".

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Acompanhe, com este vídeo da Fiocruz, como o Brasil foi avermelhando, desde o início da pandemia, o que colapsou o sistema de saúde do país.


Assista a outros vídeos clicando aqui.

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O sol é tão belo e necessário quanto perigoso!

Desde 2014, a Sociedade Brasileira de Dermatologia promove o Dezembro Laranja, iniciativa que faz parte da Campanha Nacional de Prevenção ao Câncer da Pele.   


Pesquisa aponta que mais de 60% dos brasileiros tomam sol sem nenhuma proteção. Informe-se clicando neste subtítulo.

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Homem esperto se cuida!

Câncer de próstata: Diariamente, 42 homens morrem em decorrência desse tipo de carcinoma e, aproximadamente, três milhões vivem com a doença. 

Novembro é o mês de conscientização sobre o bem-estar orgânico, mental e principalmente físico da população masculina, com ênfase na prevenção do câncer de próstata.


Ações de saúde, que contribuam significativamente para a compreensão da realidade singular masculina, nos seus diversos contextos socioculturais e político-econômicos, são as formulações da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem. A PNAISH pretende tornar os homens protagonistas de demandas que consolidem seus direitos de cidadania, dentre elas o direito universal à saúde.

O movimento Novembro Azul teve início em 2003, na Austrália, com o objetivo de chamar a atenção para a prevenção e o diagnóstico precoce das doenças que atingem a população masculina, com valorização e destaque na prevenção do câncer de próstata. 

Diariamente, 42 homens morrem em decorrência desse tipo de carcinoma e, aproximadamente, três milhões vivem com a doença. Conforme dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), foram diagnosticados 68.220 novos casos de câncer de próstata e cerca de 15 mil mortes/ano em decorrência dessa moléstia no Brasil, para cada ano do biênio 2018/2019. Há dados que apontam que o câncer de próstata mata um homem a cada 40 minutos no Brasil

É o tipo de câncer mais frequente entre os homens brasileiros, depois do de pele, ocorrendo geralmente  na população masculina mais velha - cerca de 6 em cada 10 casos são diagnosticados em pacientes com mais de 65 anos.

Conhecer o órgão e os sintomas que diagnosticam o câncer de próstata e os fatores de risco

Próstata é uma glândula do sistema reprodutor masculino, que pesa cerca de 20 gramas e se assemelha a uma castanha. Localiza-se abaixo da bexiga e sua principal função, juntamente com as vesículas seminais, é produzir o esperma. Os principais sintomas, do câncer de próstata, na fase inicial, são quase nulos, ou seja, não apresentam manifestações de anomalias e quando alguns sinais começam a aparecer, cerca de 95% dos tumores já estão em fase avançada, dificultando a cura. 

Nesta fase , os sintomas são: dor óssea; dores ao urinar; vontade de urinar com frequência; presença de sangue na urina e/ou no sêmen. Os fatores de risco são: histórico familiar de câncer de próstata em parentes masculinos próximos como, pai, irmão e tio; raça: homens negros sofrem maior incidência deste tipo de câncer; obesidade.

Prevenção e tratamento

A única forma de garantir a cura do câncer de próstata é o diagnóstico precoce. Mesmo na ausência de sintomas, homens a partir dos 45 anos com fatores de risco, e 50 anos sem estes fatores, devem ir ao urologista para fazer o exame de toque retal e de sangue PSA (antígeno prostático específico). O toque retal, tão temido e carregado de preconceito por parte de uma parte da população masculina brasileira, permite ao médico avaliar alterações da glândula, como endurecimento e presença de nódulos suspeitos. 


Cerca de 20% dos pacientes com câncer de próstata são diagnosticados somente pela alteração no toque retal. Outros exames poderão ser solicitados se houver suspeita de câncer, como as biópsias, que retiram fragmentos da próstata para análise, guiadas pelo ultrassom transretal. A indicação da melhor forma de tratamento vai depender de vários aspectos, tais como: estado de saúde atual, estadiamento  - processo para determinar a localização e a extensão do câncer presente no corpo de uma pessoa. É a forma como o médico determina o avanço da doença no organismo de um paciente - e expectativa de vida.

Em casos de tumores de baixa agressividade há a opção da vigilância ativa, na qual, periodicamente se faz um monitoramento da evolução da doença, intervindo se houver progressão.

O exame de toque retal e de PSA, são os principais meios para detectar a doença precocemente, quando as chances de cura são maiores e os tratamentos, menos invasivos. Converse sempre com seu urologista sobre o tema, tirando dúvidas e quebrando preconceitos. A detecção e o tratamento precoces podem salvar vidas, inclusive a sua, que leu esta matéria até aqui. Lembre-se: "homem esperto se cuida". Então, previna-se, indo todos os anos ao urologista. 

Saiba quais são os 10 principais mitos e verdades sobre o câncer de próstata


1. O câncer de próstata só acontece em idosos.

MITO. O câncer de próstata é mais comum em idosos, sendo a maior incidência a partir dos 50 anos, no entanto, a doença não escolhe idade e, por isso, pode aparecer em homens jovens. 

Assim, é importante ficar atento ao surgimento de sinais ou sintomas que possam indicar problemas na próstata. É muito importante fazer o rastreio anual recomendado a partir dos 50 anos, para homens aparentemente saudáveis, e sem histórico de câncer de próstata na família, ou a partir dos 45 para homens que têm familiares próximos, como pai ou irmão, com histórico da doença.

2. Ter PSA alto significa ter câncer.

MITOO valor aumentado de PSA, acima de 4 ng/ml, nem sempre significa que existe câncer se desenvolvendo. Isso porque qualquer inflamação na próstata pode causar um aumento da produção dessa enzima, incluindo problemas bem mais simples que o câncer, como a prostatite ou a hipertrofia benigna, por exemplo.

3. O exame de toque retal é mesmo necessário.

VERDADE. O exame de toque retal pode ser bastante desconfortável e, por isso, muitos homens preferem optar por realizar apenas o exame de PSA, como forma de rastreio do câncer. Porém, existem vários casos de câncer registrados em que não existiu alteração dos níveis de PSA no sangue. Assim, o toque retal pode ajudar o médico a identificar qualquer alteração na próstata, mesmo que os valores de PSA estejam corretos.


O ideal é que sempre se façam pelo menos dois exames em conjunto para tentar identificar o câncer. Entãi os mais simples, econômicos e recomendados são o toque retal e o exame de PSA.

4. Ter próstata aumentada é o mesmo que câncer.

MITO. O aumento da próstata pode, de fato, ser um sinal de câncer se desenvolvendo na glândula, mas também pode surgir em outros problemas mais comuns, especialmente nos casos de hiperplasia prostática benigna. 

A doença também é muito frequente em homens com mais de 50 anos, mas é uma condição benigna. Ainda assim, vários homens que têm hipertrofia prostática também podem apresentar sintomas parecidos com o de câncer, como dificuldade para urinar ou a sensação constante de bexiga cheia.

Nestas situações, o melhor sempre é consultar o urologista para identificar corretamente a causa da próstata aumentada, iniciando o tratamento adequado.

5. Histórico de câncer na família aumenta o risco.

VERDADE. Ter histórico de câncer na família aumenta o risco de ter qualquer tipo de neoplasia. No entanto, segundo vários estudos, ter um familiar de primeira linha, como pai ou irmão, com histórico de câncer de próstata, aumenta até duas vezes as chances de o homem desenvolver a doença. Por esse motivo, homens que têm histórico direto de câncer de próstata na família devem iniciar o rastreio até 5 anos antes dos homens sem histórico, ou seja, a partir dos 45 anos.

6. Ejacular frequentemente diminui o risco de câncer.

NÃO ESTÁ CONFIRMADO. Embora existam alguns estudos que indicam que ter mais do que 21 ejaculações por mês pode reduzir o risco de desenvolver câncer e outros problemas na próstata, essa informação não é unanime na comunidade científica, uma vez que também existem estudos que não chegaram a qualquer relação entre o número de ejaculações e o desenvolvimento de câncer.

7. Alimentação saudável reduzem o risco de câncer.

VERDADE. Optar por uma alimentação saudável também ajuda a reduzir bastante o risco de câncer. Para isso, é aconselhado restringir a quantidade de carne vermelha na dieta, aumentar a ingestão de vegetais e limitar a quantidade de sal e bebidas alcoólicas ingeridas.

8. Fazer vasectomia aumenta o risco de câncer.

MITO. Após várias pesquisas e estudos epidemiológicos, a relação entre a realização da cirurgia de vasectomia e o desenvolvimento de câncer não foi estabelecida. 

9. Câncer de próstata tem cura.

VERDADE. Embora nem todos os casos de câncer de próstata possam ser curados, este é um tipo de câncer com uma elevada taxa de cura, principalmente quando é identificado na sua fase mais inicial e está afetando apenas a próstata.

Normalmente, o tratamento é feito com cirurgia para retirar a próstata e eliminar completamente o câncer. No entanto, dependendo da idade do homem e do estado de desenvolvimento da doença, o urologista pode indicar outros tipos de tratamento, como o uso de remédios e até quimioterapia e radioterapia.

10. O tratamento do câncer sempre causa impotência.

MITO. O tratamento de qualquer tipo de câncer é acompanhado de vários efeitos colaterais, especialmente quando são usadas técnicas mais agressivas, como quimioterapia ou radioterapia. No caso do câncer de próstata, o principal tipo de tratamento utilizado é a cirurgia que, embora seja considerada relativamente segura, também pode ser acompanhada de complicações, onde se inclui problemas de ereção.

No entanto, isso é mais frequente nos casos mais avançados de câncer, quando a cirurgia é maior e é preciso remover uma próstata muito aumentada, o que eleva o risco de serem atingidos nervos importantes relacionados com a manutenção da ereção. 

Relembrando: "homem esperto se cuida". Então, previna-se, indo todos os anos ao urologista.

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Coronavírus sobrevive na pele humana por nove horas ou cinco vezes mais que a gripe aponta estudo 

Recente descoberta demonstra cada vez mais a necessidade de se lavar as mãos com frequência para combater a pandemia da Covid-19.

Em comparação, o patógeno que causa a gripe sobrevive na pele humana por aproximadamente 1,8 hora, conforme o estudo publicado este mês na revista Clinical Infectious Diseases.


O coronavírus permanece ativo na pele humana por nove horas, cinco vezes mais do que o vírus da gripe, de acordo com um grupo de pesquisadores japoneses. 

Em comparação, o patógeno que causa a gripe sobrevive na pele humana por aproximadamente 1,8 hora, conforme o estudo publicado este mês na revista Clinical Infectious Diseases.

"A sobrevivência de nove horas do SARS-CoV-2 [o vírus que causa a covid-19] na pele humana pode aumentar o risco de transmissão por contato em comparação com o IAV [vírus da gripe A], acelerando, assim, a pandemia", afirma o estudo.

A equipe de pesquisa examinou a pele obtida em necropsias, aproximadamente um dia após a morte. Tanto o coronavírus quanto o vírus da gripe se tornam inativos em 15 segundos com a aplicação de etanol, usado em desinfetantes para as mãos.

"A sobrevida mais longa do SARS-CoV-2 na pele aumenta o risco de transmissão por contato. No entanto, a higiene das mãos pode reduzir esse risco", observou o estudo.

A pesquisa apoia as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) de se lavar regularmente as mãos para limitar a transmissão do vírus. No início da semana (19 de outubro) eram mais de 40 milhões de pessoas infectadas em todo mundo desde que o novo coronavírus surgiu na China, no final do ano passado, segundo a Universidade Johns Hopkins. 

O Brasil ultrapassava os 5,23 milhões, seguido da Índia (7,55 milhões) e Estados Unidos (8,16 milhões).

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Cientistas detectam pela primeira vez microplásticos em organismo humano

                              imago images/Sven Simon
Os plásticos, unânimes como recipientes para comidas e bebidas, comprovadamente entram no trato intestinal

Pesquisadores fazem relato inédito: encontraram microplásticos e nanoplásticos em órgãos e tecidos humanos, de acordo com um estudo apresentado já na segunda metade de agosto.

O Congresso Virtual de outono da Sociedade Americana de Química (ACS, na sigla em inglês), cientistas da Universidade do Arizona, nos EUA, encontraram o material em todas as 47 amostras de pulmões, fígado, baço e rins que examinaram. Eles consideram a descoberta preocupante, ainda que falte informação sobre os efeitos dessas partículas para a saúde humana.

Os pesquisadores obtiveram as mostras de um banco de tecidos criado para estudar doenças neurodegenerativas. O método analítico que desenvolveram permitiu que identificassem dezenas de tipos de plástico nos tecidos humanos, incluindo policarbonato (PC), tereftalato de polietileno (PET), usado em garrafas plásticas, e polietileno (PE), utilizado na fabricação de sacos plásticos.

Já o bisfenol A (BPA), o composto utilizado na produção de plástico e que ainda é usado em recipientes para alimentos, apesar das preocupações com os danos que causa à saúde, foi encontrado em todas as 47 amostras. Pesquisas em animais têm associado a exposição a microplásticos e nanoplásticos a infertilidade, inflamações e câncer, mas os resultados para a saúde de pessoas ainda são pouco conhecidos.

A ACS lembra, num documento sobre a investigação, que a ingestão de partículas de plástico por animais e seres humanos tem consequências ainda desconhecidas para a saúde. "Pode encontrar-se plástico contaminando o ambiente em praticamente todos os locais do globo, e em poucas décadas deixamos de ver o plástico como algo muito benéfico para o considerarmos uma ameaça", diz Charles Rolsky também autor do estudo.

"Há provas de que o plástico está entrando no nosso corpo, mas muito poucos estudos o procuram nele. E neste momento não sabemos se este plástico é apenas um incômodo ou se representa um perigo para a saúde humana", adiantou o pesquisador.

Vários estudos já mostraram como os microplásticos podem entrar na cadeia alimentar humana. No ano retrasado, uma pesquisa revelou que esse material foi encontrado em quase todas as marcas de água engarrafada. Também naquele mesmo ano, cientistas encontraram o material em fezes humanas. "Nunca queremos ser alarmistas, mas é preocupante que estes materiais não biodegradáveis presentes em todos os lugares possam entrar e acumular-se nos tecidos humanos, porque não conhecemos os possíveis efeitos sobre a saúde", adverte Varun Kelkar, outro autor do estudo.

"Assim que tivermos uma ideia melhor do que está nos tecidos, podemos realizar estudos epidemiológicos para avaliar os resultados de saúde humana", disse ele. "Dessa forma, podemos começar a entender os riscos potenciais à saúde, se existirem.", completou.

Os cientistas definem microplástico como um fragmento de plástico com menos de cinco milímetros de diâmetro. Os nanoplásticos são ainda menores, com diâmetros inferiores a 0,001 milímetro. Estudos já mostraram que os plásticos podem passar através do trato intestinal dos humanos, mas os dois investigadores se debruçaram em descobrir se há partículas que se acumulam nos órgãos.

Os professores acreditam que o estudo é o primeiro que examina a existência de partículas de plástico em órgãos de pessoas com um histórico conhecido de exposição ambiental. Os doadores de tecidos forneceram informações detalhadas sobre o seu estilo de vida, dieta e exposições ocupacionais, o que pode ajudar a encontrar potenciais fontes e vias de exposição a micro e nanoplásticos, dizem os cientistas.

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Francês tentar transmitir live de sua morte mas facebook bloqueia o vídeo

(Foto: Philippe Desmazes/AFP) - Alain Cocq sofre de uma doença extremamente rara e sem nome.  


Alain Cocq, 57 anos, portador de uma doença incurável, tenta obter autorização para a eutanásia e sem conseguir, opta por chamar a atenção para a questão da morte assistida praticando sua própria defunção.

No final da primeira semana de setembro, o Facebook bloqueou a divulgação ao vivo do que seria dos últimos momentos de vida do francês, que sofre de uma doença rara, incurável e sem nome. Ele decidiu, por meio da transmissão na rede social mais acessada do mundo, chamar a atenção para a questão da polêmica morte assistida. 

"Embora respeitemos sua decisão de chamar a atenção para este assunto complexo, com base no conselho de especialistas, tomamos medidas para impedir a transmissão ao vivo na conta de Alain (Alain Cocq), pois nossas regras não permitem a representação de tentativas de suicídio", declarou um porta-voz do Facebook à Agencia France Press (AFP). 

Na madrugada do sábado, dia 5 de setembro, Alain Cocq, morador de Dijon (a 310 km de Paris) anunciou num vídeo que tinha parado de se tratar, alimentar e se hidratar, permitindo-se morrer ao vivo para denunciar as atuais leis sobre a morte digna na França.
 
Poucas horas depois, quando estava prestes a publicar um novo vídeo, Cocq anunciou: "O Facebook está bloqueando minha transmissão de vídeo até 8 de setembro. Julguem por vocês mesmos", escreveu o homem de 57 anos, dirigindo-se a seus seguidores, antes de dar o endereço do Facebook França, em Paris, para, segundo ele, "façam com que saibam o que pensam de seus métodos para impedir a liberdade de expressão", escreveu.

O Facebook tem regras muito detalhadas, embora não esclareça disposições específicas sobre o fim da vida. A rede social se mostra muito rígida em termos de conteúdo que possa parecer promover suicídio ou automutilação. Casos que incluem eutanásia e suicídio assistido. 

Alain Cocq sofre de uma doença extremamente rara, sem nome, que faz com que as paredes das artérias se colem, provocando uma isquemia, a diminuição ou suspensão da irrigação sanguínea no tecido, ou órgão. Paralisado por dores incessantes há 34 anos e acamado, Cocq gostaria de receber uma sedação profunda, algo que a lei francesa não permite, exceto quando se está a poucas horas da morte certa.

"Isto não é suicídio", ressaltou o doente, que é católico. "Estou dentro do caso previsto por lei, no qual um paciente pode interromper seu tratamento", explicou na madrugada, afirmando que, nestes casos, a morte acontece "entre dois, cinco ou sete dias". "Será muito difícil, mas não será nada enorme em comparação com tudo que já vivi", completou Cocq, deitado no leito médico instalado em casa. 
Ele havia escrito ao presidente Emmanuel Macron para autorizar um médico a prescrever um barbitúrico e "partir em paz". 

"Como não estou acima da lei, não posso concordar com sua exigência", respondeu Macron, em uma carta enviada a Cocq, cuja cópia foi parar na redação da AFP. "Não posso pedir a alguém que ignore o atual quadro jurídico", acrescentou o presidente.
 
Com a resposta de Macron, Cocq confirmou sua intenção de promover a própria morte parando de se alimentar, hidratar e continuar o tratamento, a não ser para aliviar a dor. "Emocionado, respeito sua iniciativa", afirmou Macron na carta, que incluiu uma frase escrita a mão: "Com todo meu apoio pessoal e meu respeito profundo". Ass. Emmnuel Macron.

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Planos de saúde serão obrigados a cobrir teste para a Covid-19 a partir de agora

A ANS( Agência Nacional de Saúde Suplementar) obrigará que todas as operadoras cubram, além de outros, os testes sorológicos, em caso de supeita da Covid-19. A normatização está precista na resolução publica no Diário Oficial da União (DOU) do dia 29 de junho.


Os exames sorológicos - pesquisa de anticorpos IgA, IgG ou IgM, são os indicados e únicos que detectam a presença de anticorpos produzidos pelo organismo, após exposição ao vírus. A cobertura já passa a ser de cobertura obrigatória para os planos de saúde brasileiros, nos segmentos, ambulatorial, hospitalar (com ou sem obstetrícia) e referência, nos casos em que o associado tenha apresentado ou apresente um desses quadros clínicos:
Sídrome Gripal: quadro respiratório agudo, caracterizado por sensação febril ou febre, acompanhada de tosse (ou) dor de garganta (ou) coriza (ou) dificuldade respiratória.
Síndrome Respiratória Aguda Grave: desconforto respiratório/dificuldade para respirar (ou) pressão persistente no tórax (ou) saturação de oxigênio menor do que 95% em ar de ambiente (ou) coloração azulada dos lábios ou rosto.
Feito com amostras de sangue, o exame pode ser realizado por meio das técnicas de imunofluorescência, imunocromatografia, enzimaimunoensaio e quimioluminescência.
Como a produção de anticorpos no organismo só ocorre depois de um período mínimo após a exposição ao vírus, esse tipo de teste é indicado a partir do oitavo dia de início dos sintomas.
De acordo com a ANS, a inclusão dos exames no rol de procedimentos obrigatórios para planos de saúde, tomada em reunião colegiada da ANS, semana passada, em cumprimento a uma decisão judicial.
O procedimento passa a ser de cobertura obrigatória para os planos de saúde nos segmentos ambulatorial, hospitalar (com ou sem obstetrícia) e referência, nos casos em que o paciente apresente ou tenha apresentado um dos quadros clínicos descritos a seguir:
Síndrome Gripal: quadro respiratório agudo, caracterizado por sensação febril ou febre, O procedimento passa a ser de cobertura obrigatória para os planos de saúde nos segmentos ambulatorial, hospitalar (com ou sem obstetrícia) e referência, nos casos em que o paciente apresente ou tenha apresentado um dos quadros clínicos descritos a seguir: 
Síndrome Gripal: quadro respiratório agudo, caracterizado por sensação febril ou febre, acompanhada de tosse ou dor de garganta ou coriza ou dificuldade respiratória. 
Síndrome Respiratória Aguda Grave: desconforto respiratório/dificuldade para respirar ou pressão persistente no tórax ou saturação de oxigênio menor do que 95% em ar ambiente ou coloração azulada dos lábios ou rosto.
Com amostras de sangue, soro ou plasma, o exame é feito e pode ser realizado por meio das técnicas de imunofluorescência, imunocromatografia, enzimaimunoensaio e quimioluminescência.
Como a produção de anticorpos no organismo só ocorre depois de um período mínimo após a exposição ao vírus, esse tipo de teste é indicado a partir do oitavo dia de início dos sintomas.
De acordo com a ANS, a inclusão dos exames no rol de procedimentos obrigatórios para planos de saúde foi tomada em reunião colegiada da ANS na semana passada, em cumprimento a uma decisão judicial.
Até hoje, a ANS não havia incluído o exame no rol de cobertura obrigatória. O teste é de extrema importância para que a sociedade comece a retomar a vida econômica com segurança e a agência regulatória deixava sua ineficiência visível ao não determinar a obrigatoriedade do exame para os planos de saúde", diz o advogado Rafael Robba, especializado em direito à saúde do escritório Vilhena Silva Advogados.
Desde de março, estava garantido aos clientes de planos de saúde a cobertura do exame RT-PCR, que identifica a presença do vírus no paciente. É feito por meio de coleta da secreção da garganta e do nariz, com ajuda de um tipo de cotonete. Esse teste, porém, não detecta infecções em estágio inicial ou anticorpos produzidos após a cura da doença.
A COVID-19
Doença causada pelo novo coronavírus (chamado de Sars-CoV-2) que provoca infecções respiratórias. Como a Covid-19 é muito recente, não é possível falar em sequelas prolongadas. Até o momento, as informações são obtidas com base no que já se sabe de outras infecções respiratórias e observando os casos atuais
Quais são os sintomas?
  • Falta de ar
  • Cansaço aos esforços
  • Diminuição da tolerância das atividades físicas mesmo que habituais
  • Tosse
SEQUELAS NO SISTEMA RESPIRATÓRIO
Após a alta, há pacientes com alterações no sistema respiratório como:
  • Disfunção pulmonar
  • Redução na capacidade de troca gasosa e difusão
  • Redução dos volumes pulmonares
Fibrose pulmonar - Se desenvolve a partir da reparação dos tecidos inflamados pela doença. Quando a inflamação regride, o corpo começa a reparar os tecidos. Frequentemente, esse reparo recupera o mesmo formato e função do órgão. Mas, em outros casos, pode levar à formação de uma cicatriz (um tecido mais duro, que não conserva as funções naturais). Este endurecimento no pulmão implica em perda da elasticidade
Embolia pulmonar - Obstrução das artérias dos pulmões por coágulos. A Covid-19 pode levar à formação de coágulos e microcoágulos em partes como o pulmão e o cérebro. Assim, o bloqueio reduz a capacidade de oxigenação do sangue, o que pode levar a uma sobrecarga do coração (alterando seu funcionamento)
Síndrome Respiratória Aguda Grave: desconforto respiratório/dificuldade para respirar ou pressão persistente no tórax ou saturação de oxigênio menor do que 95% em ar ambiente ou coloração azulada dos lábios ou rosto.
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